CLEMILDO BRUNET DE SÁ

REDIRECIONANDO O TEMPO!

CLEMILDO BRUNET* O tempo vai... O tempo vem.... É o que diz uma canção popular. Por que nos preocupamos tanto com o tempo? Isso não é de hoje; na época do apóstolo Paulo as pessoas já tinham essa preocupação, pois, ele escreveu aos seus contemporâneos o seguinte: “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos” Gálatas 4:10. Será que estamos preocupados com tempo por causa da idade? Não queremos a morte, mas, também não queremos o envelhecimento. Estamos no final do ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2007. Nesta época do ano as casas comerciais estão mobilizadas no sentido de atender a demanda na venda de seus produtos e oferecem todas as vantagens possíveis para proporcionar a sua clientela a economia tão desejada pelos que aproveitam esse tempo para o consumismo. Chega-nos a notícia que para os setores lojistas dos shoppings, este ano foi o melhor dos dez anos e o aumento de consumo tem sido da classe de menor renda. As vendas em dezembro de 2007 foram entre 10% e 12% maiores que em 2006. Tudo isso se deve ao aumento do emprego formal, crescimento de renda, facilidade de crédito e crescimento dos cartões de crédito. Este é um tempo que cada ano se repete! Quase todos, começam a fazer um balanço do que realizou no ano que está se findando. E começam a redirecionar o foco das coisas com perspectivas para o novo ano. Quando eu tinha 20 anos e que ouvia falar de alguém que estava com 40, eu dizia comigo mesmo; como fulano está velho! Em Pombal tinha um cidadão (já é falecido), gostava de relacionar os anos de vida do ser humano contando os dedos da mão: O polegar representava 10 anos de vida, o indicador 20 anos, o maior de todos 30, depois deste o declínio, o anelar 40 e o mínimo 50. Assim é nossa vida dizia ele. As festas de fim ano geralmente nos trazem alegria, mas, ao mesmo tempo um misto de nostalgia. Não sabemos explicar o que acontece dentro da gente. Será que é a lembrança das coisas boas do passado que não acontecem mais nos dias de hoje? Será falta de sinceridade nas pessoas? Ou a palavra não cumprida pelos que prometem? Serão os nossos recursos financeiros tão escassos nos dias de hoje? Será, por acaso, a ausência de nossos entes queridos que já se foram e continuam na nossa mente quando chega a época do natal? Será também um misto dos males que fazemos e muitas vezes sobrepujam o bem? A bíblia fala desse momento indeciso: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” Rm. 7:18,19. Há pessoas que durante todo ano tem a preocupação de falar da vida dos outros sem olhar para si e para os de sua família. Neste momento de reflexão é bom que essas pessoas examinem o que o apóstolo Tiago tem a dizer: “Cobiçais e nada tendes; matais e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Tg. 4: 2,3. Nesta época do ano as estatísticas são sempre comparadas a do ano anterior ou anteriores. No penúltimo programa de rádio "Café com o Presidente" do ano, que foi ao ar nesta segunda-feira, o presidente Lula disse estar muito feliz neste Natal. Ele comemorou o fato de 20 milhões de brasileiros terem migrado das classes D e E para a classe C e afirmou que os pobres estão virando consumidores. O presidente citou ainda a criação de quase dois milhões de empregos e o bom momento da economia brasileira.(Fonte: CBN EXPRESS). Nesta semana ouvi no noticiário de uma rádio cearense que o álcool combustível havia tido um aumento no preço neste final de ano, em 12,6%, e veja que os nossos carros agora possuem alternativas de gasolina ou álcool conforme a preferência do proprietário. Ele que faça as contas onde sai ganhando. No Noticiário televisivo vimos que as compras realizadas este ano pelos consumidores brasileiros, foram 45% via online, isto é, pela Internet, por considerarem os preços mais acessíveis e ainda por cima, não sendo necessário sair de casa para fazer compras. Mais um ano chega ao fim. Este é um momento de se lançar um olhar retrospectivo e perguntar: Onde acertamos ou onde erramos? O Que significou para você o ano de 2007? Quais são as suas esperanças em relação ao ano de 2008? Muitos projetos e planos estão sendo traçados como metas para atingirem os objetivos das pessoas. Quais são os seus? Para o ano que vem; eleições municipais, e os agentes políticos chegarão novamente com suas promessas mirabolantes com a intenção de merecer o seu voto. Vale apena refletir. Aprende a compartilhar com o seu semelhante o sucesso do que você produz e que é fruto do seu trabalho. “A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo. Ser-lhe-á em pura perda. Pv. 11:24. No início deste artigo eu fiz uma pergunta: Por que nos preocupamos com o tempo? O tempo passa por nós ou somos nós que passamos pelo tempo? O sábio Salomão declara: “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”Ec. 3:1. A bíblia diz que: “Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento, tudo passa rapidamente e nós voamos”. Malba Tahan Escreveu: “ aprende a gravar na pedra Os FAVORES que receberes, Os BENEFÍCIOS que te fizeram, As PALAVRAS de carinho, simpatia e estímulo que ouvires. “Aprende, porém, a escrever na areia as INJÚRIAS, as INGRATIDÕES, as PERFÍDIAS e as IRONIAS que te ferem. “Aprende a gravar assim na pedra, “Aprende a gravar assim na areia.... “e serás feliz”. Desta maneira poderemos redirecionar o Tempo e ter um novo ano muito feliz! *RADIALISTA. WEB: http://clemildo-brunet.blogspot.com/ CONTATO: brunetcomunicador@hotmail.com

MASSILON GONZAGA: O RÁDIO & A MÚSICA!

CONTADO POR MACIEL GONZAGA* (Foto de Massilon arquivo Clemildo) Torna-se difícil para qualquer ser humano a expressão de admiração, aprovação e o discurso em louvor de alguém encômio. Mas, como neste Blog a orientação é para que se fale sobre as coisas do rádio ou suas derivações, estou optando pelo auto-elogio que, na verdade, é muito mais por uma questão de justiça que, de conformidade com o direito, é a virtude de dar a cada um aquilo que é seu. Quero falar de um dos mais ecléticos filhos de Pombal: Massilon Gonzaga de Luna. Nascido na rua Vicente de Paula Leite, filho de José Firmino de Luna (o Alegria da Brasil Oiticica) e Roza Gonzaga de Luna (conhecida por “Roza Rica”), Massilon é o segundo de uma prole de três filhos, todos criados tomando banho no rio Piancó e estudando em escola pública. Aos 8 anos de idade, o “Nego” Massilon, como era carinhosamente chamado por seus amigos de infância, já dizia que tinha um sonho: tocar sanfona igual ao seu padrinho Severino Daniel, um dos maiores tocadores de Fole de 8 Baixo da nossa cidade. Sua mãe logo comprou uma pequena sanfona de 12 baixos e encaminhou-o para a jovem Terezinha (de Dr. Jefferson) lhe dar aulas de música. A professora, que tinha um acordeom de 120 baixos, queria que o menino de pouco mais de 10 anos de idade já tocasse num grande instrumento, o que era uma malvadeza. O tempo passa! Era década de 60, época em que as crianças tinham que trabalhar para ajudar aos pais no sustento da família. Massilon não queria estudar e dizia para a sua mãe que a sua sina seria trabalhar, fazendo questão de antecipar qual o tipo do trabalho que gostaria: apanhar algodão no Rogério ou carregar água em uma jumenta. Acabou seguindo a segunda opção. Mas, com pouco mais 15 anos de idade, o menino resolveu seguir o caminho do rádio e tornou-se um dos locutores do Lord Amplificador, sob o comando de Clemildo Brunet de Sá. Em 1972, sua família teve que se transferir para Campina Grande. Com uma voz insigne e prodigiosa, o primeiro emprego de Massilon, com 20 anos de idade, foi na Rádio Borborema (Diários Associados), levado pelas mãos do grande Gilson Souto Maior que, em um teste, descobriu estar diante de um gênio da comunicação. Tornou-se um dos melhores locutores da “Rainha da Borborema”. Intrépido, impávido, arrojado, destemeroso, sabia fazer de tudo no rádio. Era requisitado para as gravações dos melhores comerciais da cidade. Tornou-se um excelente narrador de futebol; apresentava a “Patrulha da Cidade” com exímia competência; fazia um programa de forró às 5h da manhã, acordando a cidade, com uma audiência estrondosa. Em certa ocasião, no dia 10 de abril ele chegou a fazer uma demorada entrevista com Luiz Gonzaga, recebeu inúmeros telefonemas e no final do programa disse que tudo era brincadeira e que Luiz Gonzaga não estava ali, era ele mesmo (Massilon) quem imitava a voz do Rei do Baião. Com o passar dos anos chegou a ser Diretor Comercial da Rádio Cariri, também integrante dos Diários Associados. Com a sua audácia e competência, “nego” Massilon foi convidado para ser o locutor oficial da Prefeitura de Campina Grande, na administração do prefeito Ronaldo Cunha Lima e, posteriormente, nas administrações de Cássio Cunha Lima. Voltou a estudar, formou-se em Comunicação Social e tornou-se um dos brilhantes professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), lecionando a disciplina de Rádio Jornalismo. A amizade e, principalmente, o seu competente trabalho nas campanhas políticas dos Cunha Lima, lhe valeu a concessão que lhe fora dada de uma emissora de rádio – a Rádio Ariús-FM (87.9) – hoje uma das mais populares da cidade Rainha da Borborema, da qual é diretor-presidente. Já cinquentão, Massilon resolve reaver o projeto de tocar sanfona. Queria, então, cumprir a promessa feita à sua “mãe Roza”. Torna-se aluno da maior autoridade em acordeom em Campina, o maestro Edmar Miguel, regente da Orquestra Sinfônica. Além de aprender a tocar, aprende também a cantar e se transforma num exímio cantor de forró, já tendo gravado vários CD´s e sendo um dos cantores mais requisitados no Maior São João do Mundo. Havendo criado uma amizade estreita com o poeta-político Ronaldo Cunha Lima, que perdura até os dias de hoje, Massilon ganha de presente de Ronaldo um acordeom, considerado o que há de mais moderno nos dias atuais. Esse insigne, admirável e prodigioso comunicador, que conseguiu galgar postos no rádio, na comunicação e na música no Estado da Paraíba, saiu do rádio pombalense e, mais precisamente, da escola de Clemildo Brunet. O menino, filho de uma lavadeira de roupas, que saiu de Pombal para uma cidade grande na busca de dias melhores, hoje é empresário de vários negócios e com planos ainda maiores para o futuro, que é investir no setor de turismo na região de Galante, distrito de Campina Grande. Assim é o “nego” Massilon, absolutamente fascinante, um homem lúcido nas palavras, de postura descontraída e, ao mesmo tempo, com uma grande profundidade naquilo que comunica e um coração sem tamanho. É por isso que neste artigo, independente dele ser meu irmão consangüíneo aqui deixo a minha homenagem a esse pombalense grande vulto da comunicação paraibana. *JORNALISTA,ADVOGADO,APRESENTADOR DE TV E PROFESSOR.

FILIGRANAS DO NATAL!

CLEMILDO BRUNET* Há muito tempo que a humanidade não compreende o verdadeiro sentido do Natal e alguns fatos relacionados com o nascimento do filho de Deus. Por essa razão muitos comemoram o nascimento de Jesus Cristo de forma aleatória, não atentando para o seu verdadeiro significado. Quando se deu a queda dos nossos primeiros pais, em meio à sentença condenatória, o Criador lhes fez uma promessa de livramento, dizendo para a serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Gn. 3:15. Dessa promessa, vieram outras da parte de Deus. Houve um homem cujo nome Abrão, que por causa de sua fé em Deus, passou a ser chamado Abraão, este foi designado pai de todos que cressem; o Senhor lhe disse: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma benção”. Gn.12:1,2. Essa Nação a quem o Senhor Deus fez referência era o povo de Israel que passou quatrocentos e trintas anos em regime de escravidão na terra do Egito. Deus lhes fez a promessa de um libertador. A maioria não entendeu e muitos hoje ainda não entendem. Muitos e muitos anos depois o Senhor anunciou outro libertador de forma estranha a compreensão humana: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”. Is.7:14. Mas, como compreender isso meu Deus! Uma virgem dar à luz um filho? Eles não entenderam; José esposo de Maria também não! E aqui eu me deparo diante do que se diz por aí e a bíblia não registra: José fez voto de CASTIDADE. Como? Se o relato bíblico registra: “ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nessas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles... Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. “Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus” Mt.1:18-21,24 e 25. José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor, recebeu sua mulher. Contudo, não a conheceu (coabitou), enquanto ela não deu à luz a Jesus. È óbvio que depois ele coabitou com ela. È inconcebível que um homem tenha se casado e fosse fazer voto de castidade. Nesse caso, viria logo a separação. A Bíblia diz: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem”. Mc.10:9. E o anjo ordenou: “Não temas receber Maria tua mulher”. E para clarividência dos leitores, mais adiante a expressão bíblica declara.... “Estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado” O texto é claro, se fala antes, é porque coabitaram depois. Outro ponto de vista que me deparo e fico a pensar é sobre o motivo pelo qual Maria mãe de Jesus, depois do resguardo foi ao templo oferecer o sacrifício que era imposto pela lei de Moisés. É, porque Alguns acreditam que em virtude dela ter sido escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador, já veio a este mundo sem pecado e como compreender esse sacrifício que ela fez cumprindo o ritual da Lei? Vejamos o que dizia a Lei de Deus dada a Moisés para ser cumprida pelo seu povo: “Disse mais o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias: como nos dias de sua menstruação, será imunda”.....”Depois, ficará ela trinta e três dias a purificar-se do seu sangue”.... “E, cumpridos os dias da sua purificação por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano, por holocausto, e um pombinho ou uma rola, por oferta pelo pecado, à porta da tenda da Congregação”. “O sacerdote o oferecerá perante o Senhor e, pela mulher, fará expiação; e ela será purificada do fluxo do seu sangue; Esta é a lei da que der à luz menino ou menina”. Lv 12:1, 4,6 e 7. Se alguns pensam que ela foi concebida sem pecado, Maria nunca pensou desse modo. Ao ouvir a saudação do anjo Gabriel, perturbou-se muito e ficou a pensar no significado da saudação feita pelo anjo, e, por conseguinte, Não teria ignorado as palavras do mensageiro de Deus. “Então disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Lc. 1:29,34. Por outro lado, na saudação feita a Isabel sua parenta, jamais teria dito: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” Lc.1:46. E Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. Lc.19:10. Por ocasião de um casamento em Caná da Galiléia, Maria mãe de Jesus, reconhecendo a ineficácia de sua condição humana para resolver o problema da falta de vinho, referindo-se ao seu filho, disse aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser” Jo.2:5. Longe de nós, desmerecermos o nome honorífico dado pelo anjo a Maria; “alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus.” Lc.1:28,30. Só não podemos concordar que Maria seja partícipe da Divindade de Jesus. Há uma curiosidade muito interessante nesse aspecto: Jesus como homem, tem mãe e não tem pai. Como Deus, ele tem pai e não tem mãe. O encontramos ensinando os seus discípulos a orar dizendo: “Pai nosso que estás no céu santificado seja o teu nome” e assim por diante. Em frente ao túmulo de Lázaro, quando estava para ressuscitá-lo; e Jesus levantando os olhos para o céu, disse: “Pai graças te dou porque me ouviste”. No momento cruciante de sua morte na cruz ao entregar sua mãe aos cuidados do discípulo amado disse: “Mulher, (e não mãe), eis aí teu filho”. Em Caná da Galiléia caso que me referir a pouco,quando sua mãe vem lhe comunicar a falta do vinho, Jesus responde: “Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora”. Jo. 2:4. De outra feita ele pergunta: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Porque qualquer que fizer a vontade de meu pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe”. Mt. 12:48-50. Anualmente José e Maria iam à festa da Páscoa em Jerusalém, um dia, seus pais o perderam de vista e começaram a procurá-lo, Jesus foi encontrado no meio dos doutores, logo que eles o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: “Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura”. E Jesus respondeu: “por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai”? Lc. 2:48,49. O Apóstolo Paulo considera o raciocínio dos sábios, loucura. “E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém”. Rm.1:23,25. Neste natal faça reflexões na palavra de Deus. Por causa da rejeição das pessoas, Jesus nasceu numa estrebaria, no entanto, a mensagem trazida aos pastores por intermédio da milícia celestial foi esta: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, o que será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Lc. 2:10,11. FELIZ NATAL! BONS ANOS! *RADIALISTA WEB: http://clemildo-brunet.blogspot.com/ CONTATO: brunetcomunicador@hotmail.com

UMA VOLTA AO PASSADO!

CLEMILDO BRUNET* “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Lm. 3:21. De vez em quando é bom dar uma volta no tempo e lembrar épocas que marcaram em nossas vidas, principalmente aquelas que consideramos como positivas fazendo contra ponto com o que acontece nos dias atuais. Nas décadas 40 a 60, os jovens usavam calça “rancheira”, (a nossa jeans de hoje), “Gumex” ou “glostora” para fixar o cabelo rebelde, sapatos “mocassin” e dançavam mambo, bolero, samba, baião e rock and roll. As garotas desfilavam de rabo de cavalo, saias rodadas, sapatos baixos, óculos gatinho e a sexy blusa de banlon; época em que o rádio exercia sua influencia com seu grande poder de penetração. Se os velhos tempos não voltam mais, pelo menos na nossa memória, eles existem. Conversando com pessoas que viveram sua juventude nesses tempos, elas me disseram que já não freqüentam as festas dançantes realizadas hoje, tendo em vista a diferença da qualidade musical,que as obrigam a ficar sentadas o tempo todo, pois para elas não fazem o seu gênero. Lembro-me,quando criança, comecei a despertar o interesse pela arte da comunicação. Criado em lar evangélico, recebendo as instruções de minha mãe (duas que tive) uma biológica e outra que era chamada mãe preta, (esta nunca casou) mas cuidou de toda irmandade; ela não sabia ler, me chamava todas as noites para ler uma porção da bíblia. Cheguei a fazer cultos em casa,reunindo a meninada, depois ia para porta cumprimentar a cada um,imitando o gesto do pastor a porta do templo. Ainda quando menino cheguei a usar caixas de papelão em formato de amplificador utilizando pregos e fixando nelas fichas de garrafas, como se fossem os potenciômetros que serviam de volumes. Não sei como, cheguei a descobrir por mim mesmo, uma maneira de emitir som de voz, através de duas caixas de pó (talco) cujo fundo era de flande, amarrava com palito de fósforo por dentro dessas caixas um arame, esticando-o de uma extremidade a outra em árvores no muro de minha casa. Tempos depois, já aos dez anos de idade, comecei a tomar gosto pelo gênero musical da época. Músicas que tinham conteúdo de letra com mensagens maravilhosas, existindo uma harmonia entre os acordes melodiosos e a interpretação. Nesse tempo, apareceu em Pombal uma rádio pirata que funcionava no primeiro andar do Grande Hotel. Logo tomei interesse e comecei a freqüentar o Studio. Foi ali o meu primeiro passo na radiofonia pombalense, iniciando como operador de mesa de som ou simplesmente controlista. Aos doze anos, adentrei a Difusora Maringá de Propriedade do Sr. Raimundo Lacerda, mais conhecido por Raimundo Sacristão. Era um serviço de alto falantes com projetores de som espalhados pela cidade. Nesse ínterim comecei a falar em microfone incentivado por Zeilto Trajano que já era locutor. Logo a seguir fui chamado para fazer propagandas em porta de loja. E quando não estava nessa atividade, aproveitava a semana para fazer programas musicais na Difusora das Lojas Paulista, que depois veio a ser Casas Pernambucanas; usava esse serviço de som, como se fosse um Studio de rádio com todo seu aparato. Em 1966, instalei em Pombal, ao Lado Sul do Mercado Público, Box 48, uma emissora de Rádio denominada “A VOZ DA CIDADE”, não podíamos chamá-la de rádio, colocamos alto falantes em pontos estratégicos da cidade, dando a conotação de que se tratava de um serviço de alto falantes, embora penetrasse com suas ondas sonoras nos receptores das casas. A Voz da Cidade como diz o companheiro Genival Severo “foi uma verdadeira universidade do rádio”, pois muitos que ainda hoje militam em meios de comunicação, aprenderam ali e se projetaram na radiofonia de modo geral. Após dois anos de funcionamento “A VOZ DA CIDADE” por força de uma fiscalização foi desativada, vindo a nascer daí em fevereiro de 1968 o Serviço de Alto Falantes “LORD AMPLIFICADOR” que foi outro marco na história de formação de profissionais. Era conhecido como o mais perfeito serviço de Alto Falantes. Funcionou de 1968 a 1985. Em 1982 – Fui convidado pelo Grupo Pereira – Deputados Francisco Pereira e Adauto Pereira, para fazer parte do cast da Rádio Maringá AM de Pombal no seu corpo direcional, assumindo a função de Gerente Comercial da Empresa. È claro que tive de exercer outras atividades Como: Diretor Artístico da emissora, além de locutor de programas musicais e jornalísticos. Em 1989 – Ingressei na Rádio Bonsucesso AM de Pombal, na condição de redator chefe do jornalismo da Emissora, além é claro, de outras atividades dentro do rádio, como locutor, criador de programas, comentarista e outros apetrechos do ramo. Em 1993 – Adentrei na Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras, levado pelas mãos do Prefeito de então, José Nello Zerinho Rodrigues, que junto à direção daquela emissora conseguiu a minha contratação. Zerinho, como é carinhosamente tratado pelos cajazeirenses, é um empresário bem sucedido, titular dos Transportes Marajó, empresa essa que tive o privilégio de ser o seu primeiro gerente em Pombal, na época do Lord Amplificador. Na Alta Piranhas exerci atividades jornalísticas em reportagens externas e coadjuvante de Fernando Caldeira no Programa “Rádio Vivo”, além de apresentar o Programa “Trem das Onze” aos domingos. Foi uma temporada curta (três meses) na Rádio Alto Piranhas, porém muito proveitosa. Logo em seguida o Deputado Leví Olímpio me convidava a retornar a Pombal, para assumir a Direção Comercial das Rádios Bonsucesso AM e Liberdade FM. Servir a essas emissoras por dez anos consecutivos. Como conseqüência de um enfarte, adquiri uma cardiopatia e por recomendação e atestado do médico cardiologista Dr. Wellington Onias junto à perícia médica do INSS, fui afastado das atividades laboratoriais por dois anos recebendo o beneficio do auxílio doença, vindo depois com o progresso da doença, aposentadoria. Essa é a minha volta ao passado hoje. Poderemos voltar ainda contando outros fatos da minha vida no rádio. FELIZ NATAL E BONS ANOS! *RADIALISTA WEB: http://clemildo-brunet.blogspot.com/ CONTATO: brunetcomunicador@hotmail.com

A DÁDIVA DO PERDÃO!

CLEMILDO BRUNET* (Foto)

 Perdoar é divino. O perdão vem de Deus. Estamos vivendo os últimos momentos de mais um ano que se finda. O Natal está próximo, podemos sentir uma euforia nesta época, em dar e receber presentes; mensagens são enviadas entre parentes e amigos desejando votos de boas festas e felicitações para o ano que vai nascer. Tudo isto é muito bom, desde que compreendamos o sentido dos acontecimentos em torno dessa situação.

O advento do Messias para humanidade da parte do Criador é o perdão dos pecados, por ser Ele o Messias, o único que tem poder na terra para perdoar pecados.

Em sonho, um anjo do Senhor apareceu a José, dizendo: “José, filho de Daví, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” Mt. 1:20-21.
Jesus é apontado por João Batista como: “O Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo”. Então, a mensagem do Natal é: Deus perdoando a humanidade pecadora.

Este perdão que vem de Deus é uma extensão que deve existir nos seres humanos constituindo-se em um elo de reciprocidade. Reporto-me agora o que disse o deputado Federal Vittorio Mediole do PSDB de Minas Gerais, fazendo uma apologia do perdão, quando ocorreu o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 as Torres gêmeas em Nova York. “O perdão pode abrir uma nova página de paz na história da humanidade. Cabe aos norte-americanos ter a coragem e a sabedoria de virá-la, iniciando o primeiro capítulo da maior revolução (Pacífica) que a humanidade já viu” Folha de São Paulo 15/09/2001. O que não aconteceu!

Pesquisadores da Universidade do Tennesse descobriram o que muita gente não sabe: Perdoar pode ser uma ótima medida para a saúde fazendo baixar a pressão arterial, reduzindo tensão, estresse e ansiedade. Guardar os sentimentos negativos a quem o tenham causado aborrecimentos, por outro lado, tem o efeito contrário. Aumenta os níveis de estresse e leva à hipertensão. Depois de analisar os músculos da fonte, pressão arterial, batimentos cardíacos e suor de 107 estudantes universitários, os pesquisadores observaram que, entre aqueles que perdoavam mais facilmente os sintomas de tensão eram reduzidos. Justamente o oposto do que ocorria com os que se mostravam resistentes em fazer o mesmo.

Entre os menos propensos a perdoar, estão às mulheres. São elas mais dispostas a prolongar a briga com quem às tenha ofendido. Em conseqüência, também são elas que apresentavam os níveis mais altos de pressão arterial e estresse. Há muitas interpretações de especialistas sobre o perdão. Mas, elas se encerram quase sempre num ponto de consenso: “Uns acham que perdoar não é esquecimento ou reconciliação, mas que se trata de deixar para trás os sentimentos negativos”. Já outros, acham que a palavra adequada é entendimento: “Nem perdoar, nem punir, mas entender o que está acontecendo” Voltar-se para o outro com compreensão, sabendo que na vida nem sempre as coisas saem como a gente planejou ou imaginou.

E Agora? Seja qual for o seu entendimento sobre o perdão, o mais forte argumento para o perdão é a alternativa: Um permanente estado de falta de Perdão. Só o perdão derruba a lei de que para cada atrocidade tem de haver outra atrocidade igual e oposta.

Massakata Ota, comerciante japonês radicado em São Paulo, cujo filho de dois anos foi seqüestrado e morto com dois tiros no rosto em agosto de 1977, definiu o perdão em sua vida da seguinte maneira: “Perdoar é tirar o ódio de dentro de você. É não querer mais o mal da pessoa que fez mal para você. O ódio come a gente. Quando você consegue desculpar sinceramente a pessoa que lhe fez mal, você se sente muito melhor. Perdoar não é bom só para quem é perdoado. É bom para quem perdoa também”.

Jesus Cristo declarou: “Mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama”. “Deus nos ama muito deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, tenha a vida eterna”. “Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará. Se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” Mt.6:14-15. Perdoe seus semelhantes.

Neste Natal, ao invés de palavras e presentes, dê Perdão.

Perdoar é um gesto de amor e faz bem a vida. 
*RADIALISTA 
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RÁDIO AINDA FAZ ESCOLA

CONTADO POR GENIVAL SEVERO (Foto) Houve um tempo em que a geração dos locutores de rádio na Paraíba nascia da improvisação, consolidava-se na experiência para se destacar no jornalismo radiofônico. Assim, radialistas como Zeiton Trajano, Eurivo Donato e Carlos Abrantes, fizeram uma longa trajetória por “Serviços de Alto-Falantes”, as eternas difusoras e rádios do interior. Nesse contexto é necessário a contribuição do Lord Amplificador e da Rádio Maringá, ambos de Pombal, na formação de profissionais de rádio da Paraíba. Existem na cidade, duas emissoras de “AM”. A Rádio Maringá de Pombal, pertencente ao Grupo Pereira, instalada em 1982(atualmente fora do “Ar”, por ter havido um incêndio em seus equipamentos), e a Rádio Bonsucesso de Pombal, pertencente ao Ex-Prefeito de João Pessoa, Carneiro Arnaud. A história da radiofonia pombalense dista de longos anos. Tudo começou com a Difusora Guarany, pertencente a Manoel Bandeira, instalada no sobrado de Joaquim Assis no ano de 1942, indo até 1947. Os primeiro locutores foram: Agu Rodrigues e o próprio Manoel Bandeira. Como se sabe, em toda cidade do interior os projetores de som eram colocados em cima do Mercado Público e na parte mais alta dos prédios comerciais existentes no centro da cidade. Ali se transmitia em alto e bom som as propagandas das casas comerciais, tocando os mais recentes sucessos pelo centro da cidade. Era comum, algumas pessoas ficar nas esquinas das lojas ou Coluna da Hora para ouvir sua música predileta, uma vez que na época, não existiam radiolas ou sistema de som nos bares ou restaurantes. Com o fim da Difusora Guarany em 1947, aparece no mesmo ano, o Serviço de Alto-Falantes “Tupã” de propriedade do Sr. Rosil Cavalcante de Campina Grande. Os Stúdios dessa nova difusora foram instalados onde hoje funciona o “Restaurante Manaíra” e tinha como locutores: Agu Rodrigues e o Professor Vicente Jardim. Funcionou de 1950 a 1953. Os horários de funcionamento foram sempre de 09h00 às 11, das 15 ás 18 e das 19hoo às 21h00. Os discos eram fabricados de cera de carnaúba merecendo todo cuidado no seu uso, pois se quebravam facilmente. A velocidade era 78rpm. As agulhas eram descartáveis de procedência americana, fabricadas pela RÇA Victor. Afonso Coelho Mouta (já falecido), sempre primava pela boa qualidade de som e a melhor discoteca da cidade. Sempre atualizado com a música e por ser proprietário na época da Sorveteria Tabajara, instalou com equipamentos Phillips importado da Holanda, o Serviço de Alto-Falantes – Difusora Tabajara, do ano de 1954 até o ano de 1956. Com a venda da Sorveteria, Afonso passou a ser proprietário do Cinema local, quando mudou a denominação de sua difusora para Difusora Rádio Lux de 1957 até janeiro de 1961. Nesse período de 1954 a 1961, trabalharam como locutores: Jairo Mota, Ivânio, João Rapadura, Anchieta de Lourenço José, Raminho de Antonio Bezerra, José Geraldo, Maria Alice, Lucrecia Formiga e Jurandir Urtiga. Em 1961, se extingue a Difusora Rádio Lux e surge o Serviço de Alto-Falantes- Rádiodifusora Maringá, pertencente ao Sr. Raimundo Gomes de Lacerda, o conhecidíssimo “Raimundo Sacristão” Este potente serviço de som fixo, além de transmitir os anúncios comerciais, dava cobertura sonora nas festas da Padroeira N.S.do Bom Sucesso, realizada antigamente no mês de setembro ao lado da Matriz. Em todos os eventos sociais da cidade ele estava sempre presente. Até mesmo nos sorteios natalinos realizados no final do ano pela casa comercial o Imperador das Novidades do Sr. Zuza Nicácio, de saudosa memória. A difusora Rádio Maringá, teve como locutores: José Geraldo, Zeilton Trajano e Clemildo Brunet, que estreava com apenas 12 anos de idade, já demonstrando sua forte tendência para o rádio. A Difusora Maringá, funcionou até 1964. Mas a verdadeira Universidade do Rádio pombalense surgiu em 1966, em plena época da Jovem Guarda, com a instalação do Serviço de Alto-Falantes “A VOZ DA CIDADE”. Acoplado com um pequeno transmissor de “OC”, este conceituado Serviço de Som pertencia ao jovem rapaz-Clemildo Brunet, que com apenas 16 anos – já sabia reger a sua pessoa e administrar os seus bens. Este pequeno transmissor operava clandestinamente em ondas curtas na freqüência de 3.722Klsc-faixa de 45 metros. Conta Clemildo que a Rádio “A Voz da Cidade”, atingiu um elevado índice de audiência até hoje nunca alcançado pelas emissoras Maringá e Bom Sucesso. “A nossa discoteca era mais atualizada do que a Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras”, diz Clemildo. Clemildo sempre se preocupou com a atualização dos sucessos e talvez por isso ninguém mudava de sintonia. Todos os Programas foram campeões de audiência. Na época, ainda não existia televisão no Sertão, e o rádio exercia o poder maior de comunicação de massa. Os locutores que comandavam os programas de tão querida emissora local, eram: Zeilton Trajano, Clemildo Brunet, Eurivo Donato, José Geraldo, Genival Severo, Edmivan Monteiro, José de Sousa Costa (o Gago), Maciel Gonzaga e Genildo Torres. Como controlistas: Otacílio Trajano e Genivan Fernandes (Pássaro Preto). Em Setembro de 1967, em pleno período revolucionário, a Censura Federal descobriu essa emissora clandestina e imediatamente mandou tirar do “Ar”. Os Programas mais ouvidos foram: “Brotolândia” com Clemildo Brunet, “Noite de Saudade”, com Eurivo Donato, “A Pombal Boa Noite”, com José Geraldo e Zeiton Trajano, e “Varandão da Casa Grande”, com Genival Severo. De 1968 a 1985, Lord Amplificador “O Som direcional da Comunicação”. Localizado ao lado sul do Mercado Público também pertencente à Clemildo Brunet. Este serviço de som mais moderno, funcionava fixo e volante. Durante o tempo de sua permanência, produziu profissional: José Cezário de Almeida (Rádio Maringá), Massilon Gonzaga(Rádio Caturité), João de Sousa Costa(Jornal Correio da Paraíba), Gregório Dantas(Rádio Bonsucesso(Pombal), José Barbosa Coelho, Evilásio Junqueira, Magão do Lord, Sérgio Lucena(FM-98-João Pessoa), Bertrand Chaves(Beto Chaves-Rádio Arapuã-FM). Publicado no JORNAL CORREIO DA PARAÍBA DE 11/10/92

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CLEMILDO BRUNET (Foto) O homem é um ser social jamais poderá viver isolado dos demais. Isso vem desde a criação. Adão de quem descende toda raça humana sentiu essa realidade, quando viu diante de si o ser que Deus criara para com quem ele pudesse compartilhar de igual para igual. “esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa porquanto do varão foi tomado”. Gn.2:23. Os primeiros cristãos tiveram o seu reconhecimento por parte da sociedade de então, quando repartiam entre si os seus bens. “da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum”. At. 4:32. “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”. At. 11:26b. O grande pregador de massa norte americano Billy Graham, considerou que; depois que Deus Criou o mundo, os animais, as aves, os répteis, criou também o homem, este de modo diferente foi feito a imagem e semelhança de Deus, pois segundo o pensamento do pregador, Deus criou o homem para ter alguém a fim de compartilhar as suas ações aqui neste mundo. Compartilhar, esta é a palavra certa. Aurélio a descreve assim: Ter ou tomar parte em: participar de; compartir, partilhar. Pois bem, compartilhando com os amigos, é o título acima que dei a este artigo. A Festa do Troféu Imprensa 2007 na minha concepção teve este sentido: Reuni velhos companheiros de jornada do passado, para partilhar com eles depois de tantos anos, de um momento de congraçamento a fim de darmos uma volta ao que se passou, trazendo à memória grandes recordações, lembrando a passagem gloriosa que eles tiveram no início de suas carreiras no jornalismo primitivo em sua cidade natal, a querida terra de Maringá. O quanto é importante a comunicação, mesmos distantes, foi possível manter contato com quase todos eles, para participarem desse evento que marca a comemoração do Dia do Radialista, agora com data estabelecida oficialmente em nosso país pela Lei nº 11.327 de 24-07-2006, em homenagem, ao músico, compositor e radialista Ary Barroso, 07 de novembro data de seu nascimento. No afã dessa realização, pude sentir o quanto é gratificante essa luta para vê-la concretizada, pois outros que não eram dessa época, os quais conhecemos recentemente via internet, estiveram também conosco compartilhando da nossa alegria. Esse foi um momento raro na nossa história. Poderão vir outros, e que venham. È por demais importantes essas interações. Dar força e estímulo para continuarmos a nossa peregrinação neste mundo tão conturbado pela violência, pela falta de caráter de muitos, pelo capitalismo selvagem e tantos outros IS que atingem o ser humano. Estamos colhendo frutos. Não tem faltado por parte das pessoas referencial a este evento como benéfico para nossa gente. Tive uma ótima acolhida esta semana na capital do Estado. O Apresentador da TV Miramar Sales Dantas, filho de Pombal, me recebeu carinhosamente no seu Programa televisivo, concedendo-me espaço de dez minutos para uma entrevista, oportunidade em que fiz a entrega do Troféu Imprensa 2007, já que ele se encontrava em São Paulo, quando da realização da Festa do Radialista em Pombal. Agradeço essa prestimosidade do meu amigo Sales Dantas que teve seu início de carreira na comunicação, década de 80 na Rádio Maringá de Pombal. De igual modo quero agradecer a recepção que tivemos em João Pessoa, tanto eu como o companheiro, José Carlos Araújo (Carlão); dos amigos: Eliezer Gomes do Portal: www.Eliezergomes.com que nos ofereceu um lauto almoço em um dos restaurantes da capital do Estado, como também do Jornalista, radialista e advogado, Carlos Abrantes de Oliveira, que nos trata com tanto carinho e sempre nos acolhe quando das nossas visitas a João Pessoa. E ainda dos companheiros de rádio: Adelton Alves e Edmilson Pereira, sempre abrindo espaço no seu Programa “Paraíba Notícia” através de rede estadual comandada pela Rádio Tabajara da Paraíba. Nosso agradecimento especial ao Secretário Chefe da Casa Civil do Governo do Estado da Paraíba, suplente de Senador, Carlos Marques Dunga, a quem lhe conferimos o título de “Parceiro Amigo da Imprensa”. Agradeço também, a Câmara de Vereadores de Pombal, por intermédio de seu Presidente, vereador João de Sousa Leite Filho, pela “Moção de Aplausos” e a Comenda “Honra ao Mérito” Casa Avelino Queiroga Cavalcanti, concedida a minha pessoa. Finalmente, agradeço as Emissoras de Rádios de Pombal, igualmente aos radialistas, bem como a todos que contribuíram direta ou indiretamente para o sucesso dessa Festa. Meu muito obrigado ao amigo particular, Dr. e Professor da UFCG, Campus de Cajazeiras José Cezário de Almeida, ex- Lord Amplificador, por ter sido o meu braço direito nesse empreendimento. Lembre-se: Compartilhando com os amigos, essa é a maneira mais prática, para uma convivência pacífica e fraternal entre pessoas que se amam e se respeitam. “E SEDE AGRADECIDOS” CL. 3:15b. *RADIALISTA. WEB: http://clemildo-brunet.blogspot.com CONTATO: brunetcomunicador@hotmail.com