CLEMILDO BRUNET DE SÁ

VIVA O RÁDIO!

Maciel Gonzaga* No dia 25 de setembro, data do nascimento de Roquete Pinto - o "Pai do Rádio Brasileiro" - comemorou-se o Dia do Rádio. Uma data que nós comunicadores não podemos jamais esquecer. Em 1923, Roquete fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Era uma fase experimental do veículo, sem grandes avanços tecnológicos. A primeira transmissão radiofônica em terras brasileiras, no entanto, já havia ocorrido no ano anterior, mais precisamente em 7 de setembro de 1922, na comemoração do centenário da independência brasileira. Na ocasião, uma estação de rádio foi instalada no Corcovado, no Rio de Janeiro, para a veiculação de músicas e do discurso do então presidente Epitácio Pessoa. De lá para cá, muita coisa mudou: das interferências e ruídos dos primeiros aparelhos de rádio (pesados, enormes e à válvula) aos pequenos, leves e modernos rádios de transistores. A década de 1950 foi marcada pela consolidação do veículo como meio de comunicação. O inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi, que criou o seu "telégrafo sem fio", um modelo inicial que se desenvolveu até o sistema que conhecemos hoje. Em 1896, Marconi demonstrou a eficiência de seu aparelho numa transmissão na Inglaterra, do terraço do English Telegraphy Office para a colina de Salisbury. Ganhou do governo da Itália uma patente pela sua criação. A história também cogita que um padre brasileiro, Roberto Landell de Moura, tivesse sido o inventor do rádio. Em 1894, Roberto havia desenvolvido aparelho semelhante e efetuado a emissão e recepção de sinais a uma distância de oito quilômetros, do bairro de Santana para os altos da avenida Paulista, em São Paulo. Fanáticos religiosos, contudo, cientes de que o padre brasileiro tinha pactos com o demônio, destruíram seu aparelho e suas anotações, o que atrasou o reconhecimento de sua criação pelas autoridades científicas. Só em 1900 Roberto conseguiu fazer uma demonstração pública de seu invento. Na Paraíba a primeira Rádio foi a Sociedade da Paraíba, embrião do que é hoje a Rádio Tabajara, a PRI-4, inaugurada pelo então governador do Estado, Argemiro Figueiredo. De lá para cá o rádio avançou muito, enfrentou a televisão e todos achavam que o rádio iria se acabar. Mas, pelo contrário, o rádio só cresceu e modernizou-se. A modernização do rádio, em João Pessoa, chega com o timoneiro Otinaldo Lourenço, jornalista, radialista e advogado. Na década de 60 do século passado, foi Otinaldo o responsável por uma revolução radiofônica a partir da Rádio Arapuan AM. Em Campina Grande, foi Deodato Borges – com quem trabalhei na Rádio Caturité nos anos 70 - o responsável pela mudança. Foi o período de maior brilho no rádio paraibano. Em 1968, surgiram as primeiras emissoras de Freqüência Modulada (FM) e, com elas, um monte de jovens nordestinos falando um “carioquês” repugnante. Nunca se fala tanta besteira. A primeira FM da Paraíba foi a Campina Grande FM, que chega pelas mãos de outro timoneiro Hilton Mota – com quem também trabalhei na década de 80 e, já àquela época, transmitíamos futebol. Hoje, o rádio segue a trancos e barrancos, mas ainda é o maior veículo de comunicação. Foi o primeiro grande veículo de comunicação de massas. Na verdade, dele vieram os primeiros profissionais e até os programas da TV. O seu sucesso se deve ao fato de que ele pode estar em qualquer lugar a qualquer hora e é acessível à maioria da população, tanto em zonas urbanas quanto rurais. Por isso, quem apostava que ele ia desaparecer quando a televisão surgiu se enganou redondamente. Porém, posso até ser radical, mas acho que ainda há muito o que explorar em termos de potencialidades dessa mídia apaixonante. Apesar de tudo, VIVA O RÁDIO! *Jornalista, advogado, Professor. Natal RN.

CORAÇÃO DIVERSIFICADO!

CLEMILDO BRUNET* O dia 28 de setembro é o Dia Mundial do Coração. Por que não festejar com alegria e paz este dia falando de, ou ao coração? Ouvimos sempre alguém dizer: “Fulano não tem coração; referindo-se ao sentimento de maldade do sujeito, e no mesmo diapasão dizem: Quem vê cara não vê coração e por aí vai... São múltiplas e variadas as suas manifestações em cada individuo. Depende muito de reações a favor ou contrária ao nosso organismo. Muitas das vezes não entendemos o que se passa conosco. Por isso é comum se afirmar: “O coração tem razão que a própria razão desconhece”. Na anatomia o coração é descrito desta maneira: Órgão muscular situado na cavidade torácica que, nos vertebrados superiores, é constituído de duas aurículas e dois ventrículos, e que recebe o sangue e o bombeia por meio de movimentos ritmados de diástoles (q.v.) e de sístoles (q.v.). O coração humano é considerado como a sede dos sentimentos, das emoções, da consciência. A natureza ou a parte emocional do individuo (por oposição à natureza, ou à parte intelectual, à cabeça). O coração tem também o significado de caráter, índole, objeto do amor de alguém. (Aurélio). Ao povo de Israel que praticava o monoteísmo, isto é, criam em um Deus único, foi determinado por Lei do próprio Deus: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda tua força” Dt. 6:5. O coração da gente está sempre em constantes mutações, e em razão disso padecemos ou somos sublimados, dependendo da nossa escolha. Ora o mal que fazemos; ora o bem que praticamos. A Bíblia diz: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Jr. 17:9. Não sabemos como agir em determinadas ocasiões em que o nosso coração fica inseguro ou cheio de temor. Estamos chorando por dentro e rindo por fora. O sábio Salomão já dizia: “Até no riso tem dor o coração e o fim da alegria é tristeza” Pv. 14:13. A ansiedade aquela sensação que se apodera de nós sem causa evidente entre o que se espera e o que está para acontecer, nos traz receio e apreensão. Diz ainda o sábio: “A ansiedade no coração do homem o abate” e diz também: “O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate. Pv. 12:25; 15:13. Para os egípcios antigos, o coração, era designado por dois sinais hieroglíficos distintos, ora representando sua dimensão orgânica, ora sua dimensão moral e espiritual. Não se contrapõem, pelo contrário se complementa identificado como órgão único da vida material e também como centro da vida espiritual. Já para os antigos semitas o coração não é somente o órgão indispensável para a vida do corpo, ele é também o centro de toda vida psicológica e moral, da vida interior. São inúmeras as passagens no texto bíblico em que o coração aparece não apenas como princípio da vida do corpo, mas também como o centro da vida espiritual. A designação do coração na bíblia é a sede da sabedoria, da memória, da vontade, dos desejos, das paixões e sentimentos. No sentido místico e religioso é pelo coração que Deus forma, instrui e fala com cada homem. Como objeto do amor o que mais se fala é do coração. Geralmente numa desilusão amorosa ouve-se dizer: “Meu coração está partido”. Muitas músicas falam do sentimento que o coração abriga; eu me sensibilizo com uma delas que foi trilha sonora da Novela “Barriga de Aluguel” exibida pela TV Globo em 1990. Foi uma das quinze músicas mais tocadas em todo Brasil naquele ano. Composição de Prentice/Paulo Sérgio Valle e Ed Wilson, interpretada por José Augusto, “Agüenta Coração” que no estribilho diz assim: Agora agüenta coração, já que inventou essa paixão/ Eu te falei que eu tinha medo amar não é nenhum brinquedo... Agora agüenta coração, você não tem mais salvação/ Você apronta esquece que você sou eu...
E haja CORAÇÃO!
*RADIALISTA

D. CESSA MINHA AMIGA, PARABÉNS!

D. Cessa (Foto Arquivo)
CLEMILDO BRUNET* Posso lhe chamar de amiga? Creio que sim, pois me consideras deste modo. Porque amigo não é somente aquele que está perto. Amigo mesmo ausente sempre está presente e cada encontro é marcado com alegria e risos, atitude que nos faz suspirar com o diálogo das coisas passadas lembrando os bons tempos de outrora. O dia 17 de setembro data do seu natalício chega com a estação da primavera, onde tudo brilha e faz lembrar o estribilho de uma canção da cantora Vanusa que diz: “Fui eu que primavera só não viu as flores, os sons, nas manhãs de setembro! Eu quero sair, eu quero falar, eu quero ensinar o vizinho a cantar, eu quero sair, eu quero falar, eu quero ensinar o vizinho a cantar nas manhãs de setembro, nas manhãs de setembro” (bis). Dona Cessa traz em sua bagagem os títulos que muito a dignificam: Escritora, poetisa, artista plástica, contista, historiadora e educadora. Seu nome verdadeiro Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes, filha de Cícero Gregório de Lacerda e Cândida Ferreira Nobre (em memória). Concluiu o curso normal profissionalizante aos 19 anos e logo em seguida ingressou no Magistério na Escola Normal Josué Bezerra, quando ainda a escola abrigava o nome de “Arruda Câmara”. Durante 36 anos serviu com maestria e arte a profissão que abraçou com tanta dedicação e destemor; missão difícil e árdua, no entanto, pode receber a recompensa do amor de seus alunos através da amizade que conquistou na formação que lhes fora dada e na satisfação de vê-los formados para o seu labor. Casou-se aos 22 anos com Francisco Fernandes da Silva (Bibia) união da qual foram premiados por Deus com os filhos: Francisco (Júnior), Francimar (Cimar), Antonio (Tim), Rômulo (Rominho), e Cândida (Candinha). No anseio de progredir culturalmente, com muito esforço, depois do nascimento do quarto filho, D. Cessa fez o vestibular ingressando na Universidade de Ciências e Letras de Patos, transferindo-se depois para a Universidade de Filosofia e Letras de Cajazeiras concluindo o Curso de Licenciatura Plena em Letras em 1980. Dois anos depois, fez Pós-Graduação em Língua Portuguesa na Faculdade Francisco Mascarenhas da cidade de Patos. Agora usufruindo o repouso de uma aposentadoria e enfrentando problemas de saúde desde o ano passado quando se submeteu a cirurgia de Ponte Safena, a nossa guerreira D. Cessa não se entrega ao desânimo, pelo contrário, ela mesma diz: “Aposentei-me, porém não me afastei da Cultura e da arte, que são os maiores tônicos do cotidiano da minha vida, como assim, a Comunicação”. D. Cessa, ocupa a cadeira 19 do Patrono: Professor Newton Pordeus Seixas, ilustre e imortal parnasiano, com retrato na Galeria dos maiores Paraibanos, por seu contributo na Educação do Município de Pombal e do nosso Estado com destaque na Literatura Poética na Academia Paraibana de Poesia, evento de destaque na histórica cultura da terra de Maringá. É Presidenta da Academia de Letras de Pombal desde a sua fundação, 30 de Janeiro de 1997. Recebeu títulos, denominações e troféus. O ano passado D. Cessa foi agraciada com a Comenda “Troféu Imprensa 2007 Radialista Clemildo Brunet” evento realizado no dia 14 de novembro na Associação Atlética Banco do Brasil AABB de Pombal. Um tributo da Imprensa local pelos relevantes serviços prestados por ela a nossa categoria, que lhe deu a insigne de “Madrinha dos Comunicadores de Pombal”, designação esta sugerida pelo radialista Orácio Bandeira. Mulher destemida e corajosa na nossa cultura e considerada por todos que receberam suas lições de “Mestra das Mestras”. Certa vez a Professora Mª de Lourdes Pereira prestou-lhe uma homenagem no rádio no Programa “Saudade Não Tem idade” fazendo uma paródia na música - A Volta do Boêmio de Adelino Moreira cantada por Nelson Gonçalves. A Professora Lourdinha como é carinhosamente chamada, deu o nome à paródia de “Alegria” e cantou assim pelo telefone: “Com alegria mais uma vez eu professo, Que dona Cessa é sucesso na sua inspiração/ Eu sei que a senhora com imensa valia é presidente da Academia E conceitos nassociação/ Com alegria faz um trabalho brilhante e para nós é importante, Ver a senhora expressar/, seu valor que é tão grande para o pombalense Já é visto na força potente, a guerreira que sabe lutar/ Pois merece, hoje sempre com muito carinho que Jesus abençoe seus caminhos ilumine e lhe dê proteção/ Toda hora vou pedir a Jesus e a Maria que conserve sua vida noite e dia, com saúde e amor luz e paz”! E, que mais direi? Certamente, me faltará tempo necessário para referir o que há a respeito de D. Cessa como minha amiga, que neste mês traz a Primavera em flor florescendo em sua vida, aplicando em sua existência as palavras da sabedoria que diz: “Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. O coração de seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho”. “Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua” Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa: Seu marido a louva dizendo: “Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas”. Dona Cessa minha amiga, receba os meus efusivos parabéns. Lembre-se: Avançar sempre, desistir jamais, recuar nunca. Deixe que a palavra do sábio frutifique em tua vida e cumpras fielmente o que ela recomenda. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” Eclesiastes 9:10. “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” Eclesiastes 3:1. O dia 17 de setembro também! FELIZ ANIVERSÁRIO! *RADIALISTA CONTATO: brunetco@hotmail.com WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com

A INSENSIBILIDADE DO INSENSATO!

Clemildo Brunet (foto)
CLEMILDO BRUNET* O vocábulo insensato segundo o dicionário significa: Não sensato, insano, contrário ao bom senso. Por sua vez, insensibilidade é: Falta de sensibilidade, apatia, indiferença. A bíblia diz que os desígnios do insensato são pecado Pv. 24:9. O insensato na sua insensibilidade vê as coisas pela aparência, censura de modo negativo sem sequer mover uma palha para dar solução ao que está sendo alvo de sua censura. Os que se autodenominavam religiosos no tempo de Jesus censuraram o mestre e seus discípulos por não lavarem as mãos antes das refeições no que foram prontamente repreendidos pelo Senhor com as palavras: “Insensatos! Quem fez o exterior não é o mesmo que fez o interior”? Lc. 11:40 Não é só desta maneira a manifestação do insensato. Apresenta-se também no modo como ele imagina vivendo no seu próprio mundo. Bom para ele, sem se importar em agredir ao seu semelhante com o seu comportamento ou agindo com indiferença para com a necessidade de seu próximo. É entendida também sua insensibilidade no que se passa ao seu redor. O insensato não se incomoda se alguém adoece, perca o emprego, tenha salários baixos ou recebam atrasados. A insensibilidade do insensato chega ao ponto de enganar os outros desconhecendo o fato de que esteja enganando a si mesmo. São compromissos não cumpridos, promessas enganosas, escarnecem do pobre, do deficiente físico e mental e zomba de tudo e de todos. O insensato na sua insensibilidade se instala em qualquer lugar. Maltrata as pessoas pelo gosto pueril que está em suas entranhas desrespeitando até os idosos. A insensibilidade do insensato ela se encontra na repartição a onde você trabalha no Clube de serviço que você participa, na igreja que você freqüenta, entre patrões e empregados, nos Poderes Constituídos, nas diversas formas de governos e na sociedade como um todo. Em qualquer ocasião ou em qualquer momento da vida, aqui e alhures, sempre vamos encontrar a insensibilidade do insensato. A parábola do filho pródigo contada por Jesus mostra o exemplo claro da insensibilidade do insensato na figura do filho mais velho. Ao ver a alegria do pai em receber o seu irmão mais novo que havia desperdiçado tudo da herança que lhe fora dado e que agora voltava ao lar arrependido, não quis participar da festa da reconciliação entre o pai e o seu irmão. O texto sagrado diz que ele ficou indignado, o pai, porém o procurou. Ao que ele respondeu: “Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado”. Lc. 15:29,30. A insensibilidade do insensato está nas palavras do filho mais velho ao pai: “Esse teu filho” por acaso não é irmão dele? “Desperdiçou teus bens com meretrizes” O filho mais velho tinha acabado de dizer que nunca tinha transgredido uma ordem do pai, no entanto naquele momento era exatamente o que estava fazendo, recusando-se a participar do banquete e acusando o irmão mais novo quando este já havia sido perdoado pelo pai, motivo pelo qual mandara matar o novilho cevado. A insensibilidade do insensato não durará para sempre. Jesus comparou o insensato a um homem que construiu sua casa sobre areia. Caiu à chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína. O insensato na sua insensibilidade pode mentir, roubar, fazer e acontecer. Mas, virá um dia que se cumprirá a sentença: “O açoite é para o cavalo, o freio para o jumento, e a vara, para as costas dos insensatos”! Pv. 26:3. *RADIALISTA. WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com CONTATO: brunetco@hotmail.com

Comentário de Socorro Dias sobre Recordar é Preciso! Comemorar não Podemos!

Bandeira de Pombal (foto)
Recordar nos faz bem. Portanto vamos comemorar dentro dos nossos corações, lembrando momentos bons. È pena que à geração atual não tenha o mesmo direito que tivemos. Valorizar esta data com carinho e respeito. Estamos vivendo num BRASIL, de egocentrismo, ambição, Porque não dizer: Da pouca vergonha!. Voltamos ao nosso tempo, Vamos render nossa homenagem a NOSSA PÁTRIA. Lembrando nossos 7 de setembro. Os colégios preparavam este dia durante todo ano. Ensaios de pelotões, esportes, poesias. Que maravilha. 7:30- MISSA CAMPAL 9:00 DESFILES PELAS RUAS DA CIDADE. EM SEGUIDA DEMONSTRAÇÃO ESPORTIVA. 16:00 SEÇÃO SOLENE, NO CINE LUX, (QUE SAUDADE) A cada grito do comando, ESQUERDA DIRETO, a batida forte do pé esquerdo, vibravam nossos corações, Era como se estivéssemos no campo de batalha. Lutando por uma vida digna. É pena que tudo acabou... Resta-nos lembrar, e viver por minutos tudo que era bom... Vou TENTAR COLOCAR NA PAUTA UMA POESIA QUE SEMPRE EU DECLAMAVA NA SEÇÃO SOLENE. SEMPRE PRESIDIDA PELO NOSSO INESQUECIVEL, CÔNEGO VICENTE FREITAS. UM EXPEDICIONÁRIO QUE TOMBOU, (AUTÔR): JANCEN FILHO
Fostes o mais forte dos heróis do mundo Naquele drama de infeliz sofrer, Quando tombastes pela liberdade, Da PÁTRIA AMIGA QUE TI VIU NASCER. De olhos voltados para o azul celeste Rolastes altivo sobre teu fuzil, Assim cumpristes teu dever sagrado TRAZENDO GLÓRIAS PARA O TEU BRASIL No horrendo campo da concentração Nas horas tristes desesperadoras Eu sei que ouvistes repetidas vezes, As gargalhadas da s metralhadôras.. Eram algozes de outras terras extranhas, Os portadôres de um destino vil, Que procuravam te roubar a vida, TRAZENDO LUTO PARA O TEU BRASIL. E na vanguarda batalhando sempre, Pra nos livrar do mais profundo abismo, fostes um dos homens que se despencara, Na sombra negra de um NAZI-FASCINO... ENFIM TOMBASTES...... Mas teus irmão, No altar da PÁTRIA TEU SOLAR GENTIL, Juram por tudo, que jamais te esqueceu! PORQUE MORRESTE TEU BRASIL.... Teu nome vive tremulando sempre, No coração da fraternal BANDEIRA. porque FOSTES O DEFENSOR DAS CÔRES Do pavilhão da PÁTRIA BRASILEIRA. Quando morrestes, foi teu leito ao céus, Teu companheiro singular fuzil, Tua vitória teu último dileto, E és hoje um símbolo para o teu BRASIL...

RECORDAR É PRECISO! COMEMORAR NÃO PODEMOS!

CESSA LACERDA* 7 de setembro de 1822, ficou sendo a data mais importante para nós brasileiro, pois nos tornamos livres do jugo Português. Eis aí, o Fato Admirável que nos proporciona recordações pela bravura e heroísmo de tantos que lutaram por um ideal de liberdade, a exemplo de: Filipe dos Santos e Tiradentes, que sacrificaram suas próprias vidas. Vivi um tempo em que todos manisfestavam um amor imenso a pátria e as comemorações simbolizavam o nosso maior reconhecimento pela Independência Proclamada. Pois, desfrutávamos uma liberdade incondicional, estampada no rosto de cada compatriota, com perfeita harmonia e muito amor. Quando criança, sempre participei com entusiasmo e senso patriótico, ilustrando a nossa escola com os mais belos símbolos nacionais, manifestando também a arte através da sensibilidade dos nossos dons. Participar do desfile do Dia 7 de Setembro, com os acordes da Banda Marcial, foi para mim motivo de muita emoção e patriotismo. Na adolescência, aplaudi o meu Brasil nas comemorações da Semana da Pátria, participando de cânticos e declamando poesias, que irradiavam alegria e felicidade, contagiando todos. Já na idade adulta, galgando o Magistério, senti mais profundamente o reconhecimento pela minha pátria, ao dirigir aquelas crianças que seriam os futuros do Brasil. Ensinei a amar e respeitar o nosso país, e a serem o orgulho do futuro. Evidentemente, continuarei amando o meu glorioso Brasil, pois Patriotismo é o meu Slogan! Não podemos comemorar hoje, esta linda e significativa data, 7 de setembro, como há século e anos passados, se bem que, reconhecemos os fatos atuais que enegrecem a nossa história, constatando a insensibilidade dos brasileiros ante o amor e o respeito a sua Terra Mãe. Igualmente, o avanço da tecnologia e a ocupação da mídia nacional, concordando plenamente com o dinâmico Jornalista e radialista, Clemildo Brunet, no seu último texto: TRISTEZA PARA NOSSA BRAVA GENTE! Quando diz no seu vocabulário: “A mídia nacional tem ocupado o seu espaço com notícias que entristecem a nossa brava gente”. “Corrupção, impunidade, ficha suja, improbidade administrativa, nepotismo, e, uma série de desmandos que não acabam mais.” Este sistema, é hoje, lamentavelmente, o retrato do nosso país. Enfatizo ainda com os célebres pensamentos de Rui Barbosa: 1- "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” 2- “Três âncoras deixou Deus ao homem: O amor à Pátria, o amor à liberdade, o amor à verdade. Cara nos é a Pátria, a liberdade, mais cara; mas a verdade, mais cara de tudo. Damos a vida pela Pátria. Deixamos a Pátria pela liberdade. Mas a Pátria e a liberdade renunciamos pela VERDADE. Porque este é o mais santo de todos os amores. Os outros são da terra e do tempo. Este vem do céu e vai à Eternidade”. Meus queridos compatrícios brasileiros restam-nos, neste momento fervoroso de patriotismo, contemplar o passado, na esperança de novos horizontes! Que ainda possam surgir brasileiros intrépidos e heróis que resplandeçam a luz da LIBERDADE, para que tenhamos um país com justiça e paz, onde todos correspondam aos mesmos direitos. Esperamos dos nossos governantes, outros gritos de liberdade para a vitória do nosso futuro, analisando o que disse Rui Barbosa: "A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é, sobretudo, o maior elemento de estabilidade das instituições”. Honremos com vigor patriótica, o pequeno trecho do nosso Hino Nacional, composto por Joaquim Osório Duque Estrada, que correrá sempre em nossas veias a bela musicalidade: ...ENTRE OUTRAS MIL, ÉS TU, BRASIL, Ó PÁTRIA AMADA!DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL, PÁTRIA AMADA, BRASIL!... Pombal, 07 de setembro de 2008. Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes. *Professora e poetisa. Presidente da ALP- Academia de Letras de Pombal e da ASPONPS – Associação Poética Pombalense “Prof. Newton Pordeus Seixas”. Para contato: cessalacerda@yahoo.com.br.

WALDICK FEZ PARTE DA MINHA VIDA!

Waldick Soriano (Foto)
João Costa* O Brasil vai bem, mas o que lasca é a trilha sonora. Sim, porque se a música brasileira ficou pobre, ao contrário de 45 milhões de pobres que ascenderam à classe média nos últimos anos, ficou paupérrima com a morte de Waldick Soriano. Ou O Maldito, pois era assim que era referenciado por gente de rádio do quilate como Clemildo Brunet, Genival Severo, Macilon Gonzaga, Zé Costa, meu irmão, e Otacílio Trajano. Ao abrir o jornal pela manhã do dia 4 de setembro, leio que Waldick permanecia internado em estado terminal no Rio, vítima de câncer na próstata. Mas naquele momento em que lia a notícia, O Maldito já havia partido. A notícia sobre sua morte, soube pouco depois. Mas o fato não tem importância, porque o bom da vida é a morte, melhor ainda quando só chega aos 74 anos, no caso de Waldick. Waldick fez parte da minha vida. Cresci com os ouvidos grudados nas rádios Olinda, Clube de Pernambuco, Jornal do Comércio, Rural de Caicó e Alto Piranhas, de Cajazeiras. Mais: quando os ouvidos não estavam grudados no rádio, estavam sendo bombardeados por meu pai, o Velho Chicó, proprietário de uma radiola Philips, depois outra, A Voz de Ouro, e o som na caixa era só Waldick, Adilson Ramos, Cláudia Barroso, Vicente Celestino e, claro, o som da modernidade: a Jovem Guarda. Mas Waldick liderava a parada de sucesso, que era consolidada quando o Parque de Diversões Maia aparecia em Pombal, uma vez por ano, e lá estava a voz dele, de novo. Era praxe acabar namoro só para ficar roendo pela amada, ouvido Waldick. Seu sucesso nacional só veio depois, na década de setenta, quando as emissoras de TV brigavam por ele, não porque o considerasse bom, mas porque seu estilo era romântico, e eles, Chacrinha, Sílvio Santos e outros rotulavam de brega, no sentido de coisa ruim, música do povo, e etc. Estourou mesmo com a música “Eu não sou cachorro, não”, que virou bordão popular. Diante da sua discografia essa música nem chega a ser das melhores, mas marcou e reverberou em todas as classe sociais. Foi influenciado pelo cinema de faroeste e resolveu adotar o estilo do personagem Durango Kid --foi assim que acessórios como o chapéu preto passaram a fazer parte de seu visual. Em 1958, como tantos outros cantores nordestinos, resolveu ir tentar a vida em São Paulo. Queria ser cantor ou artista de cinema. Para sobreviver, enquanto a oportunidade nas rádios não surgia, foi faxineiro, servente de pedreiro, motorista de caminhão e engraxate. O primeiro contrato profissional como cantor e compositor foi assinado em 1960, com a gravadora Chantecler, ano em que lançou seu primeiro disco, um 78 rpm com os boleros "Quem És Tu" e "Só Você”. Se alguém aí jamais parou para ouvir sua música, tente ouvi-la e compare. Não faça como editores de Segundo Caderno ou de Cultura, que são campões no preconceito contra a música popular. Compre o DVD dirigido por Patrícia Pillar, campeão de venda nos camelôs de CDs piratas. Confira a discografia: "Quem és tu?/Só Você" (1960) Chantecler 78 "Ninguém é de Ninguém" (1960) Chantecler 78 "Dona do Meu Coração/Mais uma Desventura" (1961) Chantecler 78 "Perdão pela minha dor/Amor de Vênus" (1961) Chantecler 78 "Sede de amor/Renúncia" (1961) Chantecler 78 "Waldick Soriano" (1961) Chantecler LP "Fujo de ti/Tortura de amor" (1962) Chantecler 78 "CiúmeS/Desunião" (1962) Chantecler 78 "Homenagem a Recife/Amor numa serenata" (1962) Sertanejo 78 "Cantor apaixonado" (1962) Chantecler LP "Quem é você?/Vestida de branco" (1963) Chantecler 78 "Foi Deus/Errei Senhor" (1963) Chantecler 78 "Pobre do pobre/Se eu morresse amanhã" (1963) Chantecler 78 "Motivos banais/É melhor eu ir embora" (1963) Chantecler 78 "A justiça de Deus/Tu és meu mundo" (1963) Chantecler 78 "Manaus, meu paraíso/Pisa no calo dele" (1963) Sertanejo "Enfim você voltou/Pensei que estava sonhando" (1964) Chantecler 78 "Eu vou ao casamento dela/A maior injustiça do mundo" (1964) Chantecler 78 "O elegante Waldick Soriano" (1964) Chantecler LP "Como você mudou pra mim" (1965) Chantecler LP "Waldick sempre Waldick" (1967) Copacabana LP "Boleros para ouvir, amar e sonhar" (1967) Copacabana LP "Waldick" (1968) Continental LP "No coração do povo" (1970) Continental LP "Eu também sou gente" (1972) RCA LP "Ele também precisa de carinho" (1972) RCA LP "Segue o teu caminho" (1974) RCA LP "Quero ser teu escravo" (1978) RCA LP "Waldick Soriano ao Vivo" (2007) SomLivre CD/DVD Um baú rico da nossa música popular. Depois de me diga se a música brasileira não está paupérrima sem sua música. Waldick fez parte da minha vida. PS: dedicada a Clemildo, Genival, Otacílio, Macilon. Zé Costa e Patrícia Pillar, que só conheço através das novelas. Assim caminha a Humanidade!
*Radialista, Jornalista, Diretor de Teatro, além de estudioso de assuntos ligado à Geopolítica. Atualmente é repórter de política do paraiba.com br

Último adeus a Waldick Soriano...

Waldick Soriano (Foto recente)
MACIEL GONZAGA* Eurípedes Waldick Soriano, nasceu na cidade de Caetité-BA, no dia 13 de maio de 1933. Foi um dos maiores ícones da música brasileira, que ele não gostava de chamar “brega”, mas, sim “romântica”. Filho de Manuel Sebastião Soriano, comerciante no distrito de Brejinho das Ametistas, em sua cidade natal. Um fato marcante de sua infância foi o abandono do lar pela mãe, a quem era muito apegado. Em Caetité viveu sua juventude, sempre boêmia, até um incidente num clube local, que o fez buscar o destino fora da cidade. Desde muito novo era um inveterado namorador e aventureiro e, seguindo o caminho de muitos sertanejos, foi tentar a vida em São Paulo. Antes de ingressar na carreira artística, trabalhou como lavrador, engraxate e garimpeiro.. Apesar das dificuldades, conseguiu se tornar conhecido nos anos 50 com a música "Quem és tu?", se destacava por suas canções sobre dor-de-cotovelo e seu visual revolucionário para a época: sempre usava roupas negras e óculos escuros. Seu maior sucesso foi "Eu não sou cachorro não", que foi regravada em inglês macarrônico pelo cearense Falcão. Também se tornaram conhecidas outras músicas suas, tais como "Paixão de um Homem", "A Carta", "A Dama de Vermelho" e "Se Eu Morresse Amanhã". Num dos programas do apresentador Jô Soares, o músico Ubirajara Penacho dos Reis (Bira) declarou que nos anos 60 tocava apenas os sucessos de Waldick. Na sua cidade natal, Waldick sempre foi tratado com certo menosprezo. Aristocrática, Caetité mantinha apenas nas camadas mais populares uma fiel admiração. Ali teve dois de seus filhos, gêmeos, de forma quase despercebida, em 1966. Em meados da década de 90, porém, a cidade teve num político o resgate do filho ilustre. O vereador Edilson Batista protagonizou uma grande homenagem, que nomeou uma das principais avenidas com o nome de Waldick. Pouco tempo depois, o SBT realizava ali um documentário, encenado por moradores locais, retratando a juventude de Waldick, sua paixão pela professora Zilmar Moura, a mudança para o sul. Silvio Santos aliás, protagonizou com Waldick uma das mais inusitadas cenas da televisão brasileira: no abraço que deram, foram perdendo o equilíbrio até ambos caírem, abraçados, no chão. Ali, então, simularam um affair, provocando hilaridade. Por tudo isto, Waldick Soriano faz-se símbolo, no Brasil inteiro, de um estilo, de uma classe social, e da sua manifestação cultural, pulsante e criativa. Tive o prazer de gozar da amizade de Waldick Soriano. Alias, aprendi a gostar de Waldick quando ainda morava em Pombal - por influência de um amigo deficiente físico “Chichico” - e “A Carta” fazia sucesso. Na década de 90, como Diretor de Jornalismo da TV Ponta Negra (SBT/Natal) fiz amizade com um grande amigo de Waldick, o empresário Joãozinho Santana, o maior amigo do cantor que, inclusive, já me telefonou dizendo que iria sentir muito a sua falta. Fui apresentado a Waldick e fizemos uma grande amizade. Ele, por algumas vezes, chegou a frenquentar a minha casa. Me contou, inclusive, que compôs a música “Eu não sou cachorro não” em Natal, depois que telefonou para Joãozinho ir lhe apanhar no Aeroporto Internacional Augusto Severo às 13h30 e só chegou por volta das 20h30. Joãozinho, revoltado e cansado de lhe esperar, reagiu com toda razão: “Fiquei lhe esperando esse tempo todo aqui. Você me fez de cachorro. Eu não sou cachorro não, viu!”. A reação de Waldick foi apenas dizer: “Isso dá música”. No trajeto entre o aeroporto e o Hotel, a música saiu. As coisas já estavam ruins nesse Brasil desmantelado e agora acabaram de piorar. Waldick Soriano morreu, digo, partiu desta para uma melhor neste dia 4 de setembro, quando estava internado no Instituto Nacional do Câncer (Inca), em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro. Foi embora, certamente para um lugar melhor, meu amigo velho, um dos maiores artistas desse nosso país. Sujeito de enorme talento, muitas vezes injustiçado e abandonado por quem não entende a verdadeira alma do povo brasileiro. A imagem que fica é a saudade de todos nós, os seus amigos, o povo brasileiro. Canta Waldick: “Hoje eu quero paz,/Quero ternura em nossa vida/Quero viver, por toda vida,/ pensando em ti”.
*Jornalista, Advogado e Professor. Natal – RN.

TRISTEZA PARA NOSSA BRAVA GENTE!

CLEMILDO BRUNET* “Deixa que diga, que pense, que fale,/deixe isso pra lá vem pra cá, o que é que tem?/eu não estou fazendo nada, você também!/ é bom bater um papo assim gostoso com alguém”. Mais um 7 de setembro na nossa história é o Centésimo octogésimo sexto Aniversário da Independência do Brasil. No passado a glória das comemorações era o chamado patriotismo e as lições de civismo de amor à Pátria. Isso era evidente desde a mais graduada autoridade desta nação ao mais simples brasileiro. Havia uma alegria que contagiava os corações para comemorar festivamente esta data que se tornou de grande importância para o nosso calendário histórico. Hoje nem se fala mais em patriotismo e a evolução da tecnologia de um mundo pós moderno e globalizado, faz com que dia a dia caia no esquecimento nosso 7 de setembro tão comemorado anteriormente. O que se passa na cabeça dos brasileiros em relação ao que vem acontecendo em nosso país de uns tempos para cá? Hoje a mídia nacional tem ocupado o seu espaço com notícias que entristece a nossa brava gente. Corrupção, Impunidade, ficha suja, improbidade administrativa, nepotismo e uma série de desmandos que não acabam mais. No Rio de Janeiro Traficantes se envolvem na política com a conivência da polícia no intuito de expandir o seu poder. A Rocinha a maior favela da América Latina, o voto é decidido com o respaldo do crime organizado. A Varig sendo vendida com a benevolência do Governo brasileiro. O ex-Procurador Geral da Fazenda, Manoel Brandão, queria que a Varig assumisse as dívidas tributárias da Companhia, mais de R$ 7,5 bilhões. Destituído do cargo, seu substituto deu parecer contrário e livrou o futuro comprador da Varig das dívidas antigas. O advogado Roberto Teixeira, o chamado amigo de Lula, foi contratado pelos novos donos da Varig para dar auxilio jurídico na transação, o empresário que o contratou disse que o advogado recebeu mais de U$$ 5 milhões. (Revista Época 16 de junho 2008). Que rebu não deu a prisão do banqueiro Daniel Dantas assunto de capa da revista Época de 14 de julho do corrente ano. Ele Proprietário de um banco de investimentos no Rio de Janeiro que administrava recursos da ordem 20 bilhões de reais. Daniel deixou a carceragem da Polícia Federal em São Paulo, onze horas depois por um habeas corpus assinado pelo Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal. O Uso de algemas na prisão do banqueiro foi alvo de censura pelo Ministro. O juiz Fausto de Sanctis que tinha expedido o primeiro mandado de prisão de Daniel, pouco tempo depois, com outro despacho, determinou que Dantas fosse preso. Novamente o Ministro manda soltar fazendo um verdadeiro zig zag. Em quatro dias o banqueiro foi preso e solto duas vezes. Até o presidente da República se viu envolvido nessa questão reprimindo a atitude do delegado da Polícia Federal Protógenes, com larga folha de serviço prestada a PF e que deixou o cargo diante de um impasse criado para ele por seus superiores. Nos nossos dias a alta de juros que tem sido a mola mestra no combate a inflação é assunto de especulação entre os que entendem de economia. Pela primeira vez no governo atual existe uma ameaça da grave crise que a economia globalizada oferece ao país. O mercado em alta e a elevação do poder de consumo têm trazido mudanças que refletem aqui. Como se não bastasse tudo isso, a Abin grampeou o telefone da maior autoridade do Judiciário deste país, o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes e gravou uma conversa do magistrado. Aborrecido, Mendes solicitou providências ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que por sua vez terminou por afastar os integrantes da Agencia de Inteligência Brasileira e determinou que fossem abertas as investigações. Estes e outros são fatos do Brasil de hoje. É Mais um 7 de setembro sem brilho, ofuscado pela negritude dos escândalos que a Imprensa insistentemente vem denunciando todos os dias. Deus Salve à Pátria! *RADIALISTA WEB. http://clemildo-brunet.blogspot.com/