CLEMILDO BRUNET DE SÁ

CHUVAS QUE DESTROEM

Ubiratan Lustosa* (Foto)
As nuvens foram chegando, densas, escuras, ameaçadoras. Ocultaram a beleza do céu. Não tardaram a vir as chuvas, intensas e assustadoras. Dias e noites de precipitação contínua, inundando, destruindo, aterrorizando. Seguiram-se os deslizamentos e com eles veio a tragédia. Casas demolidas, famílias inteiras soterradas, mortos, muitos mortos. Desespero e pranto por toda parte. A fúria da natureza ceifou vidas e destruiu esperanças, arrasou cidades e em poucos segundos transformou em ruínas aquilo que muitos levaram anos para construir com grande trabalho e sacrifício. Restaram casas arrasadas, milhares de desalojados, bens perdidos, veículos submersos, lixo acumulado e desespero enquanto o socorro não chegava. Faltou água, luz e energia elétrica e veio a ameaça de doenças. Desalento total, o caos. E no meio de tudo isso, apareceram os primeiros heróis, correndo risco de morte para salvar vidas. Muitos encharcados, sem dormir, mal alimentados, mas trabalhando sem parar. E foi surgindo e se espalhando pelo país esse sentimento maravilhoso que enobrece os seres humanos:a solidariedade. Não só dos vizinhos estados do sul, mas do Brasil todo vai chegando o apoio aos bravos catarinenses que lutam com brio contra a fatalidade que não é pela primeira vez que os visita. Eles batalharam e se recuperaram em outras ocasiões. Hão de conseguir agora também. O que traz uma preocupação a mais nessa tragédia é a informação de que já foram feitos estudos e havia projetos que, se realizados, evitariam ou pelo menos amenizariam essa desgraça. Por que não foram feitos? Seria a eterna falta de verba que tanto maltrata o povo brasileiro? Seria descaso, imprevidência, incompetência, o que? Se houve negligência, não adianta procurar agora pelos culpados. Isso deverá ser feito em seguida. Na atual emergência cabe a todos unir forças para apoiar os sobreviventes, dar-lhes assistência sem humilhação, carinho sem cobrança, soluções sem delongas. Esse povo bom e trabalhador merece a consideração de todos os brasileiros. Ele sabe lutar e se recompor, voltar a sua tradicional grandeza que tanto orgulha este país. Que Deus abençoe os que perderam a vida e ajude os que sobreviveram, dando-lhes coragem e ânimo forte para a grande luta do reinício.
*RADIALISTA, ADVOGADO, TEATRÓLOGO E POETA. CURITIBA - PARANÁ (Do site http://www.ulustosa.com/)

QUANDO A INFORMAÇÃO É NECESSÁRIA...

CLEMILDO E GENIVAL Foto arquivo
POR GENIVAL TORRES DANTAS* Meu caro amigo, Clemildo Brunet de Sá.... Tenho acompanhado o seu blog semanalmente, leio com atenção as crônicas, relatos e histórias que dizem respeito a nossa saudosa Pombal. Ontem, dia 27/11/2008, abrindo a sua página me deparei com o seu relato: BAÚ DAS ILUSÕES! Um caso de amor e de dedicação a uma vida pregressa dedicado a uma cidade e a uma profissão, com dedicação e objetividade, na busca incessante de atingir o seu objetivo, um sonho acalentado desde sua infância. Talvez movido, também, pelas lembranças da minha infância e inicio da adolescência em Pombal, me senti invadido por um sentimento de nostalgia e uma certeza que toma conta da minha vida: tudo que passou faz parte de um passado imorredouro dentro de mim, mas está sempre presente principalmente quando leio algo a respeito da minha terra, das ruas tão bem retratadas nos versos ricos de detalhes do nosso ilustre Jerdivan. Jerdivan, esse conterrâneo que nasceu em 1961, portanto mais jovem que eu sete anos, entretanto, a impressão que tenho é que percorremos nossas ruas numa mesma época, brincamos com os mesmos garotos de ruas, isso me leva a crer que pouca coisa mudou na nossa cidade, entre o inicio da década de 50 e o final dos anos 60. Estou aproveitando para faze esse relato e pedir desculpas, pois, estou ausente, não tenho dado notícias ao amigo, não por falta de consideração, mas por absoluta falta de organização do meu tempo. Aproveito para relatar um pouco a situação dramática que passa o Vale do Itajaí, região afetada pela calamidade das águas e que está sendo noticias em todo território nacional. Hoje eu moro em Navegantes, cidade limítrofe com Itajaí, cuja separação, entre as duas cidades, é exatamente o rio Itajaí Açu, rio esse que transbordou e trouxe transtorno para todo vale. O que é mostrado na televisão é muito menos do que a realidade tem nos deixados perplexos. A falta d’água, a ausência de eletricidade, os saques realizados pelos famintos, e em maior número, vândalos. Confesso que particularmente não fomos afetados, moramos numa região um pouco mais alta que o nível do rio Itajaí Açu, Balneário Gravatá, Navegantes. Alguns trechos foram afetados sim, principalmente na região ribeirinha, onde fica o canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, com alagamentos e isolamentos de algumas casas em regiões mais baixas. O abastecimento já começa a se normalizar, as estradas já dão passagem em alguns trechos da BR-101 e 470, ambas de acesso às principais cidades do Estado e RS, combustíveis também estão chegando aos postos, água e gás já falta, e alimentos, a benevolência do povo brasileiro tem ajudado ativamente, chegando de toda parte do Brasil, inclusive do nordeste, com a participação efetiva do Estado de Pernambuco. Agora começa a grande luta desse povo sofredor na reconstrução de um Estado que começa a contar e enterrar seus mortos, que certamente vai ultrapassar os 120, pois, ainda há muitos soterrados. Um abraço fraterno, rogando a Deus que você continue com muita saúde. Genival T Dantas http://www.kantepoemas.com.br/
AMIZADE DE CONTERRÂNEOS...
Meu caro Clemildo, Hoje você representa a amizade mais forte e sincera que tenho e faz o elo entre a minha infância e parte da juventude com a nossa inesquecível terra, muitas amigos partiram e não tive mais nenhuma comunicação. Na oportunidade que aí estive, apenas alguns poucos ex-colegas da radiofonia nos procurou, caso específico do Genival Severo, Carlos Abrantes, João e José Costa. Portanto, continuo guardando as doces lembranças da minha terra, com se tivesse reencontrado todos eles, mesmo os que já partiram para sempre, coisas da alma, profundas coisas da alma. Muitas vezes as emoções das lembranças tentam fazer as lágrimas brotarem, vindas bem do fundo da alma, mas tento segurar, mesmo sentindo a mais aguda dor da saudade que só é sentida por aquele que ama verdadeiramente a terra que o viu nascer, mesmo na casa mais simples, na rua mais humilde e no bairro mais pobre. Quando vejo o flagelo que as águas do sul provocam nesse povo, sinto sufocar a alma pelas lembranças das secas que sempre nos castigaram, é o contraste dos extremos, é o castigo da natureza sobre o homem e sua luta pela sobrevivência aqui na terra. Quanto a divulgação do meu relato, você sabe perfeitamente que não precisa de autorização minha para divulgá-lo, basta que haja a possibilidade e o seu interesse, meu pensamento é minha casa e você não precisa ser convidado para adentrá-la, pelo contrário, você faz parte dela. Não esqueça, meu caro amigo, a primeira oportunidade de trabalho que tive na vida foi dada pelo amigo, e a gratidão é uma coisa que faço questão de manter em minha vida. Abraços Genival T Dantas

BAÚ DAS ILUSÕES!

Foto VOZ DA CIDADE 1966
CLEMILDO BRUNET* Não há oh gente quem não tenha passado neste mundo e que não seja possuidor de um baú de ilusões. A começar da infância, alimentamos produtos da imaginação o qual desejaríamos que fosse real. Nesse tempo, sem nenhuma preocupação conseguíamos transportar os sonhos e fantasias criadas pela nossa mente infantil para um mundo só nosso. Embora uma quimera, era real no modo como imaginávamos. Da minha infância, por exemplo, Trago na lembrança cenas como se tudo aquilo estivesse vivendo. Gestos da vida do nosso cotidiano. Possuía um caminhão de brinquedo cuja boléia era feita com folha de flandes e a carroceria de madeira, realizava viagens da cidade para a fazenda, espelhando-se em meu tio Flávio Brunet (saudosa memória). Em outras ocasiões subia as ruas de Pombal a começar da Cel. José Fernandes onde morava com meus pais, ao alto do Cruzeiro na Rua Cel. José Avelino, na minha mente a impressão é que estava indo a Brasília ou a outro Estado da Federação. Administração do Prefeito Dr. Azuil Arruda construiu a Praça Mons. Valeriano por trás da Igreja Matriz do Bom Sucesso, onde foi posto um aquário no qual tinha um pirarucu. Todas as tardes era diversão de adultos e garotada verem aquele peixe enorme debatendo nas águas. Na minha criatividade de menino projetei e fiz uma réplica daquela praça no muro da casa de meus pais, carregando todos os dias piabas do Rio Piancó para o aquário de minha pequena praça sonhos de brinquedos de criança. A diferença era tão somente que as piabas morriam e eram substituídas por outras. Posso está enganado ou não, mas as crianças de minha época gostavam de realizar atos imitando os adultos. Havia outras modalidades de brincadeiras tais como: O desempenho da arte dramática como acontecia nos circos que visitavam nossa cidade. Quartel General do Exército sob o meu comando onde reunia a meninada com espadas feitas de madeira para um confronto com outros garotos de outras áreas da cidade. Uma grotesca imitação da sétima arte. Na vida de jovem inspirado nas brincadeiras de antes, o nosso perfil ficou definido pela arte da comunicação. Depois da morte de meu pai em 1964, comecei a por na cabeça a idéia de comprar uma emissora de rádio de propriedade do Rev.. Jônathas Barros de Oliveira (saudosa memória), que se achava instalada no sítio São Lourenço denominada Rádio Betel. Fiz o pedido a minha mãe para que comprasse aquele veículo de comunicação. O pastor Jônathas disse que vendia, porém me advertiu que trazer a rádio para cidade era perigoso, pois não havia registro oficial. Nesse tempo Pombal estava sem meios de comunicação, então instalamos a emissora que entrou em funcionamento em pleno período de exceção que o país vivia. Uma Ditadura Militar. Batizada com outro nome ela teve inicialmente suas atividades ao Lado Sul do Mercado Público passando depois a funcionar na Rua Pe. Amâncio Leite. Para descaracterizar o sistema que era em ondas curtas e penetrava em rádios receptores, recebeu o nome “A VOZ DA CIDADE”, identificando-se como Serviço de Alto Falantes, cujos projetores de som estavam instalados nos principais pontos da cidade, camuflagem para despistar a fiscalização. Mesmo assim somente após dois anos, quando menos esperávamos, veio a fiscalização e lacrou a nossa emissora. Como tínhamos o apoio do Promotor da cidade, ficamos livres de processo com a garantia de que o Ministério Público não mais a deixaria funcionar. Alguns dos que integravam a fiscalização tinham sido contemporâneos de colégios do aludido promotor de justiça. Partimos para a luta de se regularizar a situação e termos de verdade uma rádio com registro perante o DENTEL na época. Fizemos uma reunião na sede do Pombal Ideal Clube onde participaram empresários, comerciantes e outros seguimentos da sociedade, para formação de uma Sociedade Anônima cuja Diretoria foi eleita na ocasião. No entanto, para tristeza nossa esta sociedade ficou só no papel. Fevereiro de 1968 em pleno Carnaval conseguimos instalar outro Serviço de Alto Falantes na cidade, o qual denominamos de “LORD AMPLIFICADOR” com projetores de som (Cornetas 20 polegadas) instalados em pontos estratégicos no centro de Pombal. Embora não fosse ainda o que desejávamos, serviu muito a nossa comunidade que ainda não tinha outro meio de comunicação e, diga-se de passagem, teve o privilégio de preparar para atividades radiofônicas alguns jovens que hoje se projetam nesse trabalho ou correlatos no cenário paraibano e nacional. Finalmente, só em 1982 é instalada a primeira emissora de Rádio em Pombal. Rádio Maringá AM, (Infelizmente hoje se encontra desativada). Vivi esse tempo naquela emissora desde a fundação até maio de 1989, quando fui convidado para exercer minha profissão na Rádio Bonsucesso de Pombal recém inaugurada em nossa cidade. Lá fiquei até novembro de 1992, transferindo-se em seguida para o Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras. Retornei a Pombal após quatro meses que me encontrava ali. Convidado Pelo Deputado Leví Olímpio ingressei na Rádio Liberdade 96 FM, na condição de Diretor Comercial. Após determinado período, em razão de problemas cardíacos me afastei do rádio. Lendo sobre alguns tópicos da minha história, certamente o leitor vai compreender e concordar comigo os motivos que me levaram ao título deste artigo e que me faz lembrar a letra de uma música cantada por Anísio Silva. Ela tem tudo haver com o baú das ilusões: O sol que outrora brilhou em minha vida. Apagou-se perdeu a luz não brilha mais. Minha vida é uma noite sem lua e sem estrelas, Os meus sonhos foram somente sonhos e nada mais E hoje cansado de tudo sigo os meus passos, Na esperança de um dia mais tarde te encontrar E apertar-te amor em meus braços num abraço E ver contigo um novo sol brilhar. Como as nuvens que passam vagando perdidas no espaço Como a gota de orvalho caída perdida no chão Eu também me perdi vou vagando passo a passo Na esperança de um dia encontrar uma nova ilusão. *RADIALISTA. CONTATO: brunetco@hotmail.com

HOMENAGEM AO PAVILHÃO NACIONAL BRASILEIRO...

ENTRE TODAS A MAIS BELA O dia 19 de Novembro é comemorado, em todo o território nacional, como o Dia da Bandeira. Nesta data ocorrem comemorações cívicas, acompanhadas do Hino à Bandeira. A nossa Bandeira merece admiração e respeito, de todo cidadão brasileiro, pois é um instrumento que dá identidade de um país da América Latina. Ela é um símbolo do Brasil nação. Representa o nosso País em todos os momentos cívicos, que tremulando ao vento, resplandece e provoca intensa emoção. Ao som do Hino Nacional, ela se eleva imponente, representando a garra e a História da nossa gente brasileira. O "Ordem e Progresso", retratando um desejo ardente, dessa população que tem orgulho da sua terra hospitaleira. Vale ressaltar uma curiosidade quanto às quatro cores da Bandeira, antes representava simbolicamente as famílias reais de que descendia D.Pedro idealizador da Bandeira do Império. Com o passar do tempo esta informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo próprio povo brasileiro. Dentro deste contexto, o verde passou a representar as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul o seu céu e o branco a paz que deve reinar no Brasil. As estrelas “que brilham na parte central são os nossos Estados”. Por todas essas razões é que a nossa Bandeira foi considerada a mais linda do mundo. Pois engloba em simbologia a grandeza da bela natureza! Nossa flâmula, entre outras, se destaca pela sua suave beleza. Nas Olimpíadas e na Copa do Mundo balança nas mãos dos emocionados. Nos desfiles dos 7 de setembro, demonstra a sua nobreza. Pois é um instrumento que tem a nossa cara e o nosso jeito patriótico. A Bandeira Nacional pode ser usada em todas as manifestações de sentimento patriótico dos brasileiros, de caráter oficial ou particular. Não foi por acaso que o nosso emérito poeta, Olavo Bilac inspirou-se e compôs o hino em homenagem a nossa Bandeira, (1865-1918), e com a música de Francisco Braga, (1868-1945), foi apresentado pela primeira vez em 15 de agosto de 1906, (fonte: livro Bandeira e Hino de Gustavo Adolpho Bailly-1942). Fazemos ver o nosso ilustrado poeta, Olavo Bilac, quanto são belos os seus poemas em referência ao Brasil. O próprio Hino à Bandeira, já é um poema feito para a bandeira inspirando toda a sua beleza e a grandeza da nossa pátria amada. Salve, lindo pendão da esperança, Salve, símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança, A grandeza da Pátria nos traz. (Refrão) Recebe o afeto que se encerra Em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, Da amada terra do Brasil!... A força do poema de Olavo Bilac está no âmago do seu ser quando transborda os sentimentos que são as belezas da sua alma, e, descreve numa demonstração de amor, tudo que ver no seu exterior registrando assim, aquilo que contempla na Bandeira, o que ela tem e o que representa para nós brasileiros. Este hino é muito bonito e representa muito para nós! Oh! Que saudades dos tempos que eu cantava os hinos com muito entusiasmo, nas minhas escolas. Quando aluna, belas poesias declamei em homenagem ao meu Pavilhão Nacional. Vivi essa linda e patriótica época, em que se dava valor e reconhecimento aos símbolos nacionais e se respeitava às Leis e os Deveres. É bom que possamos recordar um pouco da sua história. Da época de seu descobrimento até o dia de hoje, o Brasil teve nove bandeiras: 1) de 1500 a 1580 - Bandeira do Brasil colônia portuguesa 2) de 1580 a 1645 - Bandeira do Brasil colônia espanhola 3) de 1645 a 1808 - Bandeira do Brasil colônia, principado de Portugal. 4) de 1808 a 1816 - Bandeira do Brasil sede do Reino Português 5) de 1816 a 1821 - Bandeira do Brasil Reino Unido de Portugal e Algarves 6) de 1821 a 1822 - Bandeira do Brasil Reino Unido Constitucional, proclamado em 1821, com assentimento de D. João VI. 7) de 1822 a 15/11/1889 - Bandeira do Brasil Império 8) de 15/11/1889 a 19/11/1889 - Bandeira provisória da República Brasileira, inspirada na Bandeira Norte-Americana. 9) 19/11/1889 - Bandeira Brasileira atual Como sabemos, a Proclamação da República deu-se em 15/11/1889 e, já no dia 19, tínhamos um decreto, oficializando a nossa bandeira. O projeto vencedor foi o de autoria de Raimundo Teixeira Mendes, assessorado tecnicamente pelo astrônomo Manuel Pereira Reis e, artisticamente, pelo pintor Décio Vilares. Em 24/11/1889, mediante o Diário Oficial, o autor fez a exposição de motivos, alegando, entre outras coisas, que a posição relativa das estrelas, na bandeira, obedecia ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15/11/1889 (12 horas siderais), no qual, a Constelação do Cruzeiro do Sul, se apresentava verticalmente, em relação ao horizonte da cidade do Rio de Janeiro. Sofreu ainda algumas modificações. A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto n 4 de 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório. É bem admirável e complexo o histórico da nossa Bandeira e para conhecer mais profundamente é necessário um estudo bem preciso. Quero concluir este meu trabalho publicando o fenômeno belo e extraordinário do BANDEIRÃO, localizado em Brasília, capital da República Federativa do Brasil. Na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na estranha e bela arquitetura da Capital Federal, subia, no dia sete de outubro, ao mastro de cento e dez metros de altura, pelas mãos do Vice-Governador Edimar Fetter, representante do Eng. Euclides Triches, Governador do Estado do Rio Grande do Sul, o enorme Pavilhão Nacional de duzentos e sessenta e quatro metros quadrados. Nesta data comemorativa faço jus a minha homenagem de brasileira que ama com grandeza a sua pátria e com admiração, honra e respeito, saúda o nosso lindo Pavilhão Nacional! Parabéns ao nosso Brasil, almejando progresso de uma pátria digna, justa, e de um futuro melhor. Concluo com a última estrofe do Hino à Bandeira: ...“Sobre a imensa nação brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira, Pavilhão da justiça e do amor!” Pombal,19/11/08 Maria do Bom Sucesso de L. Fernandes Professora, poetisa e escritora. Contato: cessalacerda@yahoo.com.br.

O PODER, O TER E O PRAZER!

Prof Vieira (foto de arquivo)
FRANCISCO DE ASSIS VIEIRA NUNES* Segundo o Evangelho de Mateus, escrito por volta do ano 80 d.C, temos uma grande responsabilidade perante Deus, à humanidade e nós mesmos, pois, recebemos Dons Divinos, qualidades, talentos e virtudes, de forma que sobre nossos ombros repousa o dever de fazê-los crescer e multiplicar. Cabe-nos aprimorar estas habilidades e investi-las em benefício da coletividade fazendo-nos espiritualmente maiores. Este é o dever cristão e omitir seria um grande mau. Não podemos, pois, nos frustrarmos a esta prática privando a humanidade de saborear de frutos tão salutares. O homem, criado como a imagem e semelhança de Deus infelizmente nem sempre faz jus a esse conceito, pois não corresponde na prática com a finalidade para a qual fora criado. O ser humano nasce, cresce, desenvolve, reproduz e morre, completando assim o ciclo natural da vida. Entretanto, nem sempre esse processo é vivido. Enquanto alguns procuram viver de conformidade com os princípios ético-cristãos, outros criam sua própria filosofia de vida – logicamente aquela que mais lhe convém – como se ela fosse a mais lógica e mais correta. Daí, seguindo esse pensamento o homem luta intransigentemente visando alcançar metas, atingir objetivos, sempre no campo da materialidade e, por conseguinte, acumulando riquezas. É como se a aquisição de bens materiais representasse toda sua felicidade. Em suma, a vida se resume em três objetivos: o poder, o ter e o prazer. E nada, absolutamente nada, poderá restringir ou proibir de fazê-lo. Qualquer atitude nesse sentido seria ferir seu ego, além de uma afronta ao que a mídia nos ensina e divulga abertamente. O Poder, o Ter e o Prazer, estão inseridos na mente da maioria das pessoas, como requisitos indispensáveis à vida. São preceitos fundamentais nesse mundo capitalista, onde o ter prevalece diante do ser, subestimando as qualidades, os talentos e as virtudes. E, como se não bastasse, para consegui-las, o homem se utiliza de meios ilícitos, injustos e escusos, portanto, abomináveis aos olhos de Deus. Para tanto, em desrespeita ao semelhante: maltrata, humilha, espezinha e até mata. Como cristão sinto-me estarrecido com a temeridade com que se joga com a vida humana, como se fosse algo banal, o mais precioso bem, o qual, uma vez perdido, irrevogavelmente estará perdido para sempre. E, para explicar sua infinita grandeza, mesmo que a vida fosse um dom transferível ou recuperável, ainda assim, não justificaria a mesquinha e inexplicável atitude de perdê-la ou mesma de oprimi-la. Consta que a humanidade através de sua história tem se digladiado na busca pelo poder, na luta pelo ter e pelo prazer. A guerra tem sido desde os tempos mais remotos o meio pelo qual, famílias, povos e nações procuram resolver problemas de ordem política ou econômica, como ainda acontece nos dias atuais, tanto por simples motivos de honra ou questões religiosas, como antigamente. Muitos foram os conflitos entre os quais destacamos a Primeira Guerra Mundial, conhecida como a Grande Guerra pelo grande número de participantes e que ocorreu de agosto de 19l4 até novembro de 19l8. Assim, também, a Segunda Guerra Mundial que durou de 1939 até 1945, e que por sua vez causou o maior número de vítimas em toda história. E o que é pior, hipoteticamente imagina-se numa terceira guerra que seria travada pelas superpotências com a utilização de armas nucleares e que certamente teria efeitos rápidos e conseqüências mais trágicas. A propósito, não vejo heróis de guerra e sim, egocêntricos armados. Sabe-se à luz da fé que de todos os seres – exceto os anjos – só ao homem é permitido por Deus o poder de alterar a sua obra, pois Ele o fez livre. Mas, infelizmente o homem, pelo pecado, abusa da sua liberdade alterando as maravilhas da criação o fazendo de forma arbitrária em prejuízo dos outros e de si mesmo. A luta pela sobrevivência é um direito natural, até mesmo dos seres irracionais. Baseado nessa premissa, todo ser humano, pela clareza e limpidez de sua conduta moral pode naturalmente almejar objetivos e contribuir condignamente para o formoseamento da humanidade – família de Deus na terra. Entretanto, com o livre arbítrio, o homem pode seguir os mais adversos caminhos que lhe darão resultados distintos, isto é, de conformidade com a trilha percorrida. Ora sob o prisma da prudência e da sabedoria cristãs, cautelosos e responsáveis, agem conscientes de que, dos nossos atos e conduta depende a nossa glória ou ruína eterna. Ora agem pelo impulso e apavoramento não se prevenindo contra os riscos de surpresas desagradáveis. A palavra poder, segundo a sua etimologia vem do latim potere e consiste no direito de deliberar, agir ou mandar. Conforme o contexto a que estiver inserida pode representar a faculdade de exercer autoridade sobre algo ou alguém. No sentido sociológico entende-se como a habilidade de impor sua vontade. Ainda dentro desse contexto encontramos diversos tipos de poder, tais como: social, econômico, militar, político, etc. Enquanto isso, no aspecto político o poder é definido como a capacidade de impor algo sem alternativa para a desobediência ou descumprimento que tendo sua legitimidade reconhecida e sancionada como executor da ordem se constitui uma autoridade. Com essa lógica podemos caracterizá-lo arbitrário e opressor. Há ainda o poder da mente, do pensamento, da oração, da palavra, etc. Diante de toda essa explanação conclui-se que os dons divinos devem ser colocados a serviço da obra de Deus. Assim, o poder, o ter e o prazer devem ser vividos intensamente, mas, sobretudo com humildade. Quer seja o mais renomado cientista ou o mais simples trabalhador, o mais sucedido empresário ou o menos afortunado, todos, constituem diferentes caminhos, porém, todos filhos de Deus. Afinal, não é a humildade da profissão que descaracteriza sua nobreza e sim, a indignidade humana. Sendo assim, todo ser humano deve servir-se dos dons celestiais e colocá-los a serviço do bem, do semelhante, principalmente o poder, o ter para que se tenha realmente prazer. A título de lembrança, a palavra de Deus no que se refere à prudência nos adverte que devemos guardar tesouros para vida eterna, pois o tempo não gasta, a traça não estraga, o ladrão não rouba. Enfim, de que vale ao homem, o poder, o ter e o prazer, se tudo isto pode se tornar causa de sofrimento a sua alma? Lamentavelmente se percebe que na prática é diferente. É que o homem, para satisfação de seu bel prazer, o faz imbuído de vaidade e egoísmo. Como fruto de vis interesses sobrepõe a materialidade como razão do sucesso e do bem-estar em detrimento a qualquer sentimento de nobreza. Na verdade são atitudes insensatas de pessoas que na embriaguez do seu devaneio e tresloucado sonho tornam-se escravas de fantasias insanas. Quem assim procede não percebe ser o egoísmo a miséria da alma, tornando-se favelado de si mesmo, portanto, indigente da espiritualidade, por isso, incapaz de exercer o amor – maior dos sentimentos. Enfim, não é senhor de si, quem mesmo tendo conseguido o poder, o ter o prazer, torna-se deles escravo. *Professor e ex-diretor da Escola Estadual “João da Mata”

LOUVORES A "PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA" E BRADOS POR UM BRASIL MELHOR!

Proclamação da República
Mª DO BOM SUCESSO DE L. FERNANDES* O nosso país merece que recordemos o fato da Proclamação da República, pois foi um evento que marcou páginas na História do Brasil, tempo em que foi promulgado o regime militar no país, derrubando a Monarquia. Aconteceu no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, capital do Império do Brasil , na praça da Aclamação, hoje, Praça da República, quando um grupo de militares, do Exército Brasileiro, liderados por marechal Deodoro da Fonseca, que aplicando um golpe de estado, depôs o imperador D. Pedro II, instituindo a República, e o emérito jurista e escritor Rui Barbosa, assinou o primeiro decreto do novo regime, instituindo um governo provisório. Na tentativa de reduzir a oposição, cada vez maior, o ministro Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto, elaborou em meados de 1889 um programa de reformas, que incluía: liberdade de culto; autonomia para as províncias; mandatos limitados, não-vitalícios, no Senado; liberdade de ensino; redução das prerrogativas do Conselho de Estado, entre outras medidas. As propostas de Ouro Preto visavam preservar a Monarquia mas foram vetadas pela maioria conservadora que constituía a Câmara dos Deputados.(estudo na ampliação de conhecimentos) Vários foram os fatores que levaram o Império a perder o apoio de suas bases econômicas, militares e sociais. Da parte dos grupos conservadores: sérios atritos com a igreja católica, na Questão Religiosa; o abandono do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Da parte dos grupos progressistas: a manutenção, até muito tarde, da escravidão negra no país; a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país, fosse econômico, político ou social; a manutenção de um regime político de castas e censitário, isto é, com base na renda das pessoas; a ausência de um sistema de ensino universal; os altos índices de analfabetismo e miséria; o afastamento do Brasil em relação a todos demais países do continente americano, do Sul ou do Norte em virtude da incompatibilidade entre os regimes. (motivos p/a ampliaçao, estudos na História do Brasil) Assim, ao mesmo tempo que a legitimidade imperial decaía, a proposta republicana, percebida como significando o progresso social, ganhava espaço. Entretanto, é importante notar que a legitimidade do Imperador era distinta da do regime imperial: enquanto, por um lado, a população, de modo geral, respeitava e gostava de D. Pedro II, por outro lado tinha cada vez em menor conta o próprio Império. Nesse sentido, era voz corrente na época que não haveria um "III Império", ou seja, a monarquia não continuaria após o falecimento de D. Pedro II seja devido à falta de legitimidade do próprio regime, seja devido ao repúdio público ao príncipe consorte, marido da princesa Isabel, o francês conde D’Eu. A República era um regime que traria um amplo desenvolvimento para o nosso país. O Marechal Deodoro da Fonseca, ainda chefiou no Rio de Janeiro, o movimento revolucionário, substituindo a Monarquia pela República O golpe militar que estava previsto para 20 de novembrode 1889 teve que ser antecipado. No dia 14, divulgou-se a notícia, que ameaçava a prisão de Benjamin Constant Botelho de Magalhães e o Marechal Deodoro da Fonseca. Por isso, na madrugada do dia 15 de novembro, Deodoro iniciou o movimento que pôs fim ao regime imperial. Sabemos que o Regime Republicano, veio desde aquele 15 de novembro de 1889 com a Proclamação da República e que continua até os dias atuais. 119 anos se passaram, contudo o nosso país continua com os mesmos problemas: sistemas de Rebelião; Coronelismo; Oligarquias; e, as mesmas temáticas: Conflitos; Economia; Cultura; Colonização; Escravidão, Industrialização e Direitos do Trabalho. Este é o motivo maior da preocupação de cada cidadão brasileiro. Podendo nesta comemoração da Proclamação da República, aclamar nossos louvores por este importante fato e bradar por um BRASIL melhor! Pombal, 15 de novembro de 2008 *Professora, Escritora, Poetisa e Presidenta da Academia de Letras de Pombal.Contato: cessalacerda@yahoo.com.br

PARECE QUE FOI ONTEM...

CLEMILDO BRUNET* O passado de alguns pode não significar nada, enquanto que para outros serve como espelho de dignidade e honradez. É comum na nossa trajetória sempre relatar com satisfação algo que marcou na nossa existência servindo de parâmetro para as gerações futuras. A história do Troféu Imprensa 2007 teve como base um princípio de muita luta para sua realização. No bojo do projeto, o idealismo de homenagear a antigos companheiros que militaram na radiofonia de nossa terra a começar pelos Serviços de Alto Falantes de outrora, até hoje- com rádio, TV e Internet. Encontrando obstáculos aqui e ali, enfrentando adversidade, desestímulo, pessimismo e dúvidas de alguns da categoria quanto à realização do evento, apesar de tudo isso, graças à garra, perseverança e coragem de uns poucos o acontecimento se deu com muito glamour. Foi o ano passado, mas parece que foi ontem. 14 de novembro de 2007 a cidade de Pombal presenciou um dos maiores eventos sem precedentes na história de nossa radiofonia. Celebrou o Dia do Radialista 07 de novembro oficialmente estabelecido pela Lei nº 11.327 de 24 de julho de 2006. A nossa categoria reuniu antigos e atuais companheiros de longe e de perto, para uma confraternização com a Festa Troféu Imprensa 2007- Radialista Clemildo Brunet. Logo cedo houve mobilização de pessoas da nossa terra indo à procura do Studio da Rádio Maringá, onde o Programa de rede estadual “Paraíba Notícia” da Rádio Tabajara da Paraíba estava sendo gerado. Ouvintes do Programa desejavam conhecer o radialista, âncora e apresentador do jornalismo matutino, Adelton Alves. O carisma de Adelton no modo de interagir com os que lhe dão audiência no seu horário, fez do locutor, uma celebridade para autógrafoposes para fotos, abraços e beijos. Ao meio dia a Comissão organizadora da Festa recebeu os ilustres convidados para um almoço na Churrascaria do Posto Maringá na entrada da cidade sentido Pombal/Patos. Momento de conversa, descontração e alegria. Mais tarde por volta das 17 horas e 30 minutos, a Câmara Municipal de Pombal em sessão solene fez a outorga da Comenda “Honra ao Mérito” Certificado e Placa, Casa Avelino de Queiroga Cavalcanti, ao radialista Clemildo Brunet pelos relevantes serviços prestados a radiofonia pombalense. No Certificado os seguintes caracteres: “A Câmara Municipal de Pombal - PB, de conformidade com o Projeto de Decreto Legislativo número 03/92, confere a Clemildo Brunet de Sá o presente Certificado de Honra ao Mérito. Pombal, 14 de novembro de 2007. João de Sousa Leite Filho (autor e Presidente). Enquanto que na placa consta: Câmara Municipal de Pombal - PB Casa Avelino de Queiroga Cavalcanti Sente-se orgulhosa em condecorar com a Placa de Honra ao Mérito o radialista Clemildo Brunet. Mesa diretora: Presidente: João de Sousa Leite Filho, Vice Presidente Francisco Alves Filho, 1º Secretário Roque Pereira de Sousa, 2º Secretário Genival Brilhante de Sousa. Pombal, 14-11-2007. Foram condecorados ainda com os títulos de cidadania pombalense o Coronel Kelson de Assis Chaves hoje Comandante da Polícia Militar da Paraíba e seu irmão radialista Bertrand Chaves, ambos naturais de Campina Grande. À noite o momento mais esperado da festa a entrega do Certificado e do Troféu Imprensa 2007 a radialistas, jornalistas, Proprietários e Diretores de emissoras de rádios de Pombal, bem como, empresários, comerciantes, autoridades do judiciário, Deputados, Prefeitos e Vereadores da região. Diante de um público seleto a festa se desenvolveu num clima de harmonia e após a entrega das comendas, seguiu-se o baile com animação de Big Boy e Banda Jovem Guarda da cidade de Cajazeiras. No dia seguinte foi oferecido aos homenageados um churrasco com música ao vivo no Clube Recreativo Vale das Acácias da maçonaria de nossa cidade. Acredito que esse evento deverá ficar na lembrança de todos que participaram, pois além de ter sido divulgado nas emissoras de rádio e TV. Um DVD foi feito com filmagens e fotos para registro da história radiofônica de Pombal. Assim estava escrito e assim foi feito. Quando se dará a próxima não sabemos. Só o tempo dirá! *RADIALISTA CONTATO: brunetco@hotmail.com WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com

PARA QUE NÃO ESQUEÇAS, TROFÉU IMPRENSA 2007 RADIALISTA CLEMILDO BRUNET...

UM ANO APÓS ESTE EVENTO, SÓ PARA LEMBRAR PUBLICAMOS A SEGUIR UMA MATÉRIA ESCRITA POR SÉRGIO KANTE, POMBALENSE QUE AMA ESTA TERRA E QUE FOI PRESTIGIADO RECEBENDO O TROFÉU IMPRENSA 2007. EIS NA ÍNTEGRA O RELATO DESTE ILUSTRE POMBALENSE QUE HOJE RESIDE EM SANTA CATARINA.

Pombal, um celeiro de talentos incrustada no sertão paraibano

Cidade situada ao lado direito do Rio Piancó tão verde e tão saudosa para os que partem dela, nasceu como Arraial de Piranhas (1696), depois denominada como povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso (1719), tornando-se Distrito em 1827, finalmente em 21 de julho de 1862 passa a ser conhecida como cidade de Pombal, em homenagem ao Marquês de Pombal ( Sebastião José de Carvalho e Melo ) então primeiro Ministro do rei de Portugal D.José l.

Nesse recanto de clima quente e povo hospitaleiro, de 31.000 habitantes e de forte vocação para a agricultura e pecuária, os números do IBGE reforçam essa tese, hoje administrada pelo Prefeito Ugo Ugulino. No dia 14 de novembro, próximo passado, foi realizado uma confraternização entre os profissionais da radiofonia pombalense quando houve um encontro entre as gerações dessa arte cujo resultado foi de uma sintonia perfeita. Encontro de velhos amigos e companheiros com a nova geração que ainda hoje faz do rádio o meio de comunicação mais simpático e atuante nesse nosso imenso Brasil.

Foi uma verdadeira festa, pois dia 07 de novembro comemoramos o Dia do Radialista, data que lembramos o aniversário de nascimento do talentoso músico, compositor e radialista Ary Barroso. Pombal na vanguarda radiofônica buscou em todo território nacional seus antigos colaboradores da radiofonia e fez uma homenagem que a cidade não vai esquecer tão fácil.

A tradicional Rádio Tabajara enviou para aquela terra seu ilustre narrador e ídolo, Adelton Alves que na companhia do Diretor de Operações daquela emissora, fizeram, diretamente dos studios da Rádio Maringá de Pombal, o programa ao vivo “Paraíba Notícia”, programa matutino e em cadeia com 40 emissoras coligadas, isso começando as 6h da manhã, a cidade já estava acordada para aquele dia especial.

Foi realizado um almoço com a presença dos convidados especiais para aquele dia, com a presença dos profissionais atuais e os integrantes da radiofonia do passado, entre eles estava presente o Jornalista e Advogado, ex-porta voz do Governo do Estado da Paraíba, Carlos Abrantes, os irmãos Costa, José e João Costa, esse último, um dos mais respeitados jornalista daquele Estado, todos eles antigos colaboradores da radiofonia pombalense.

Após o almoço foi realizada um sessão solene na Câmara Municipal de Pombal, para entrega da Medalha de “Honra ao Mérito”, Casa Avelino Queiroga Cavalcante, ao decano da radiofonia pombalense, Clemildo Brunet de Sá, radialista e professor das últimas gerações de locutores que fizeram e fazem a radiofonia pombalense, e entre os quais destacam-se vários profissionais no rádio, televisão, jornal e na internet, espalhados pelo Brasil.

A sessão foi presidida pelo jovem presidente do poder legislativo de Pombal, o vereador João de Sousa Leite Filho, que na oportunidade também agraciou com o título de cidadania o radialista Bertrand Chaves e seu irmão Coronel Kelson de Assis Chaves, Subcomandante da Polícia Militar da Paraíba, ambos nascidos na Rainha da Borborema

Prestigiando aquele encontro estava o Jornalista João Pinto, Presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), o Secretário de Comunicação da Prefeitura de João Pessoa, Jornalista Nonato Bandeira, natural de Pombal.

Presença notada de outro Jornalista, Land Seixas, presidente do Sindicato de Jornalistas da Paraíba e representante da FENAJ ( Federação Nacional dos Jornalistas). Encontrava-se presente Eliezer Gomes do Portal: www.eliezergomes.com .

Os irmãos Costa, João e José Costa fizeram questão de levar um abraço ao Clemildo Brunet de Sá, naquela tarde noite tão representativa para a cidade. Outro destaque foi a presença do Desembargador Dr, Raphael Carneiro Arnaud, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba e o Jurista Janduhy Carneiro Sobrinho, filhos da terra.

Finalmente, o momento mais esperado pelos agraciados com o Troféu Imprensa 2007 Clemildo Brunete de Sá, solenidade realizada na sede social da Associação Atlética Banco do Brasil de Pombal.

As professoras Diana Oliveira e Sonia Maria Severo ladeavam o ilustre convidado de honra para aquele momento solene, Adelton Alves, e os premiados começaram a serem chamados para receberem seus respectivos prêmios. Momento de grande emoção foi quando a madrinha dos radialistas e Presidente da Academia de Letras de Pombal, Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes (Dona Cessa), fez uma homenagem especial ao Clemildo Brunet de Sá.

Aquela noite foi de muita alegria, presença de políticos, presença marcante do Deputado Estadual Abmael Lacerda (Dr. Verissinho), gente da terra, e vários prefeitos das cidades circunvizinhas, comerciantes, jornalistas e tantos profissionais que foram levar um abraço à todos aqueles que mereceram a homenagem idealizada pelo professor Clemildo Brunet de Sá.

No dia seguinte, dia 15 de novembro, o churrasco de confraternização no recreio maçônico, à margem do Rio Piancó, uma das estruturas mais bonitas de lazer na cidade, fazendo inveja a grandes clubes de muitas cidades grandes, com a participação de muitos convidados, era o encerramento de um grande evento, um raro momento na vida de uma cidade que fez um belo trabalho pelos profissionais que ajudaram a realizar aquele festa para prestigiar seus filhos que tanto honram a terra saudosa de Maringá. Parabéns Dr. José Cesário de Almeida, certamente sem a participação efetiva desse ilustre batalhador o evento não teria o mesmo brilho, e sem a capacidade de realização do Clemildo Brunet de Sá, Pombal não estaria já se preparando para um novo evento no próximo ano, parabéns Pombal, parabéns Paraíba, um verdadeiro estado de espírito, sublime e humano.

Sergio Kante

www.kantepoemas.com.br

SORRISOS FRANCOS E APLAUSOS AOS GUERREIROS DA COMUNICAÇÃO!

7 DE NOVEMBRO! DIA DO RADIALISTA! CESSA LACERDA (Foto arquivo) Partindo do princípio, de que: “O RÁDIO AINDA É O MAIOR MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA”, magnífico pensamento do nosso nobre radialista Clemildo Brunet, ilustrando ainda com as palavras do célebre orador sacro, Padre Assis, que: “Das formas de imprensa, merece destaque o rádio, dado o calor da sua vivacidade, a sua força de convencimento, a rapidez da sua divulgação e a dimensão da sua audiência”. Enfatizando que, “se maravilhosa é a força do rádio, grande é a responsabilidade do radialista, como homem de imprensa.”. É justo, portanto, que se faça homenagem aos baluartes da comunicação, louvando e aplaudindo todos os radialistas, sobretudo aos nossos dinâmicos profissionais que trabalham em nossa terra, com amor e entusiasmo. Meus queridos conterrâneos pombalenses, permanecer em silêncio neste tão significativo e simbólico dia, seria ausentar-me da ética de cidadania. Seria também manifestar incoerência com aqueles a quem amo tanto e que merecem a minha gratidão e aclamação. No entanto, louvar os queridos radialista e calar diante da Radiofonia pombalense, seria injusto, por isso, pensei em realizar as minhas homenagens, relatando a bela e extraordinária história do rádio em nossa terra. A história radiofônica pombalense, segundo o ilustrado radialista Genival Severo, começou com a Difusora Guarani, pertencente ao ilustre amigo, hoje, competente e admirável maestro, Manuel Bandeira, instalada no antigo sobrado de Joaquim Assis, de 1942 a 1947. Abrilhantaram como primeiros locutores, o referido empresário e o saudoso bacharel, Agu Rodrigues, (saudosa memória). Naquela época, o único meio de comunicação existente em nossa cidade era esse, em que se colocava a difusora, em cima do mercado público ou em partes mais altas da cidade, para que fossem divulgadas as propagandas comerciais, igualmente os maiores sucessos musicais da época. Era costume do povo, se deslocar para a Coluna da Hora, onde ouvia o som com mais nitidez. Ainda no mesmo ano de 1947, aparece o Serviço de Alto-Falantes, TUPÃ, de propriedade do senhor Rosil Cavalcante, que era de Campina Grande e conhecido como compositor das músicas de Jackson do Pandeiro. Este veículo de comunicação durou por três anos, de 1947 a 1950. Ló de Cristalino, aproveitando a ida de Rosil para Campina, montou a sua difusora numa casa, na rua José Fernandes, tendo como locutores, Agu Rodrigues e o professor Vicente Jardim, funcionando por três anos, de 1950 a 1953, nos horários de, 9:00 às 11:00; das 15:00 às 18:00 e das 19:00 às 21:00. O saudoso, Afonso Coelho Mouta, proprietário do Cine Lux, possuía a melhor discoteca da cidade, e, era preservador da música. Como proprietário da Sorveteria Tabajara, instalou o seu equipamento de som com material Philips, importado da Holanda. Organizou a Difusora Rádio Lux, onde trabalharam: Jairo Mota, Ivônio, João Rapadura, Anchieta de Lourenço, Raminho Bezerra, José Geraldo, Maria Alice, Lucrecia Formiga e Jurandir Urtiga, de 1957 a 1961. Todos os iniciadores e atuantes do rádio de nossa cidade eram pessoas competentes, amigas e de auto-estima para o trabalho. Fui dessa época, por isso sinto uma recordação imensa e uma saudade incontável, podendo com vigor lembrar a minha infância nos versos do célebre poeta: Casimiro de Abreu: “Oh! Que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!”... Em 1961, surgiu a Rádio Difusora Maringá, pertencente ao senhor Raimundo Gomes de Lacerda, o amado e conhecidíssimo “Raimundo Sacristão”. Esse potente serviço de Alto Falante além de transmitir propagandas comerciais, sorteios natalinos no Imperador das Novidades, comércio do saudoso Zuza Nicácio, fazia também a cobertura da festa da Padroeira, Nossa Senhora do Bom Sucesso, em que na época celebrava-se no mês de setembro, donde veio o meu nome, influência de devoção da minha amada e santa Mãe. Foram locutores dessa referida Difusora, os admiráveis: José Geraldo, Zeilto Trajano, quando explodiu o nosso queridíssimo Clemildo Brunet, demonstrando grande pendor pelo rádio, com apenas 12 anos de idade. Este veículo de comunicação permaneceu até 1964. Em 1966, exatamente com Clemildo Brunet, jovem sonhador, em pleno vigor da Jovem Guarda, instalou “A Voz da Cidade”, em conexão com o pequeno transmissor OC. Esse avaliado Serviço de Som era de sua propriedade, pois esse jovem de 16 anos, já exercia a sua conduta própria de conquistador e realizador dos seus sonhos e ideais. Foi um tempo de funcionamento clandestino em Ondas Curtas na freqüência de 3.722 Klsc – Faixa de 45 metros. Ressalta, ainda, o nosso Genival Severo, que: “A Voz da cidade”, atingiu um alto índice de audiência, nunca alcançado pelas emissoras: Maringá e Bom Sucesso e que a sua discoteca era mais atualizada do que a Alto Piranhas de Cajazeiras! Foi Clemildo, sim, que sempre se preocupou com as atualizações dos sucessos, motivo que os ouvintes viviam em sintonia, e, os seus programas foram todos campeões em audiência. Valendo ressaltar, que, atuavam como dirigentes de programas, os seus companheiros: Zeilto Trajano, Eurivo Donato, estes, de saudosas memórias, José Geraldo, Genival Severo, Edmivam Monteiro, José de Sousa Costa (o gago), Maciel Gonzaga e Genildo Torres. Como controlistas: Otacílio Trajano e Genivam Fernandes (pássaro preto). Os programas mais ouvidos: “Brotolândia”, com Clemildo Brunet; “Noite de Saudade”, com Eurivo Donato, (saudosa memória); “ A Pombal, Boa Noite”, com José Geraldo e Zeilto Trajano, e, “Varandão da Casa Grande”, Genival Severo. Chegando o período revolucionário, em 1967, a emissora foi retirada do ar por imposição Federal, pondo fim em suas realizações. Mas enfatizou ainda, o nosso Genival, que, “a escola do rádio pombalense, no ano seguinte, deu origem a outro serviço de Alto-Falante”. Nos idos de 1968 a 1985, o nosso admirável Clemildo, fez realizar o “Lord Amplificador, também de sua propriedade, situado no mercado público, serviço de som mais moderno, com funcionamento fixo e volante. Foi ai, que Clemildo fez a escola do rádio pombalense, produzindo bons profissionais: José Cezário de Almeida, (Rádio Maringá); Massilon Gonzaga, (Rádio Caturité);João de Sousa Costa,(Jornal Correio da Paraíba); ( Carlos Abrantes, ( Porta voz do governador Tarcísio Buriti); Gregório Agabo Dantas, (Rádio Bonsucesso de Pombal); José Barbosa Coelho, (Departamento de Comunicação do Metrô de São Paulo); Evilásio Junqueira, ( TV Borborema); Evandro Junqueira, (Magão do Lord); Sérgio Lucena, (FM-98- João Pessoa e Rádio Maringá FM, de Pombal); Bertrand Chaves, na época, (Rádio Arapuã-FM). No serviço de som “A Voz da Cidade”, Genivan Fernandes (pássaro preto), (técnico de transmissão externa da rádio Borborema) e Otacílio Trajano, ( Repórter TV Correio – João Pessoa). Parabenizo por esta linda história e na continuidade a todos que a preservam, aclamando Clemildo como TUTOR da radiofonia pombalense. O que posso dizer ainda sobre os radialistas, verdadeiros Arautos da Comunicação, especialmente os nossos, que por força de amor e atenção me outorgaram o título de Madrinha, através do pensamento nobre do nosso querido Orácio Bandeira, tornando-se meus amados afilhados. A todos vocês, que neste dia são homenageados recebam o meu carinho a minha admiração, as minhas bênçãos e os meus APLAUSOS! CESSA LACERDA FERNANDES. Contato: cessalacerda@yahoo.com.br Pombal – Paraíba.

ARY E O DIA DO RADIALISTA!

Ary Barroso (Foto arquivo) CLEMILDO BRUNET* Todos nós um dia fomos despertados pela consciência para alguma atividade na vida. Aquele que vive neste mundo e cuja mentalidade ainda não descobriu o que fazer é considerado pela nossa sociedade um alienado. A vida é feita de sonhos para grandes ou pequenas realizações dependendo tão somente da maneira como esses sonhos são trabalhados na mente de cada um. Às vezes seguimos uma trilha que vai nos conduzindo até o ponto em que, sem que percebamos, torna-se a nossa atividade principal. Quantos pelo mundo afora procuraram empregos em diversos setores batendo de porta em porta acertar a profissão que seria mais adequada as suas aptidões? O título acima sugere que tratemos da vida de um homem que nasceu em 07 de novembro de 1903 na cidade de Ubá em Minas Gerais e faleceu no dia 09 de fevereiro de 1964 no Rio de Janeiro. Seu nome de batismo Ary Evangelista Barroso. Ary Barroso. Em razão desse personagem na nossa história, o Dia do Radialista que era comemorado anteriormente em 21 de setembro passou a ser celebrado no dia 07 de novembro desde a publicação da Lei Federal 11.327 de 24-07-2006. Ary Barroso ao completar 7 anos de idade perde seus pais e passa a ser criado pela avó, Gabriela Augusta de Resende e pela tia professora de piano, Rita Margarida de Resende. O empenho da avó e da tia era fazê-lo padre. Aos doze anos começa a trabalhar como pianista auxiliar no Cine Ideal. Em 1918 faz duas composições musicais o cateretê “De Longe” e a marcha “Ubaenses Gloriosos”. Dois anos depois se muda para o Rio de Janeiro. Nesse tempo Ary herdou uma pequena fortuna de 40 contos de réis deixada pelo um tio. Foi estudar direito. No entanto, só viria se formar 9 anos depois. Como advogado nunca exerceu a profissão. Em dois anos no Rio de Janeiro torrou todo dinheiro em farras. Para levantar fundos a fim de pagar a faculdade e pensão, tocou piano em cinemas, cabarés, grandes e pequenas orquestras, fez excursões e tornou-se famoso. Nesse meio tempo a sorte lhe foi favorável abrindo-lhe as portas o Teatro de Revista que estava no auge e o encontro com duas cobras no gênero musical: Olegário Mariano e Luiz Peixoto. Este ultimo que tinha a idade de ser seu pai foi seu parceiro mais constante. Ary Barroso participou de mais de 60 montagens e em várias delas escreveu roteiro, argumento e trilha. Entre 1931 e 1934, conseguiu emplacar e definiu rapidamente seu estilo inovador para a época assinando sua primeira dúzia de obras primas. Desse modo, se firma ao lado de Noel Rosa como maior gênio da nova geração que vinha surgindo. Noel era um genial inovador do conceito de letra na canção popular, enquanto que Ary incorporava as lições do amigo e ainda fazia sua própria revolução na parte musical. O ingresso no rádio se deu como figurante em 1933. Em pouco tempo era redator, humorista, apresentador, repórter, produtor, pianista, mestre de cerimônias, entrevistador, narrador e comentarista de futebol. Criador e apresentou de dois programas no cenário nacional na época: Calouros em Desfile e Encontro com Ary. Em 18 de agosto de 1939 Aquarela do Brasil composição de Ary Barroso é gravada em acetato (disco de alumínio, recoberto de matéria mole especial, usado para gravações sonoras experimentais ou provisórias), na voz do Rei da Voz Francisco Alves com a orquestra regida pelo maestro gaúcho Que estava fazendo sua fama na capital: Radamés Gnatalli. Era o início da carreira daquela que seria a canção mais conhecida aqui e no exterior, ao lado de umas quatro ou cinco canções de Jobim e ainda mais do que qualquer canção carioca de Tom, a Aquarela se transformou numa espécie de Hino Nacional Alternativo Brasileiro. Depois da segunda guerra mundial os Estados Unidos da América fazendo a política da boa vizinhança enviou ao Brasil a Walt Disney que procurava inspiração pra seus futuros personagens brasileiros, ouviu a canção e poucos meses depois, Ary embarcava para os Estados Unidos. Brazil, a canção havia sido incluída na trilha do filme Alô Amigos, de Disney, e foi o maior sucesso. Como se não bastasse, Ary foi convidado pela Picture Filmes pra passar uma temporada em Wollywood, a fim escrever a trilha de um novo filme que seria chamado justamente Brasil. Em 1946 Ary Barroso foi eleito vereador do Rio de Janeiro pela antiga UDN (União Democrática Nacional) em oposição ao PTB de Getúlio Vargas. Em 1955 ganha a Ordem Nacional do Mérito, a maior honraria dada pelo Governo brasileiro. Nesse tempo além de continuar no rádio começa a entrar na TV. Como apresentador de programa de calouros era temido por ser durão e intransigente com quem mostrasse gosto ou opinião diferente da sua. Seus programas revelaram nomes que fizeram história na nossa música popular brasileira, como Dolores Duran, Elza Soares e Elizeth Cardoso. O que se pode observar deste relato da vida de Ary Barroso é que ele não iniciou a sua carreira como radialista e sim como músico. A música está relacionada com a atividade que é exercida no rádio. Possa ser que haja exceção, mas acredito que todo radialista é ligado na música. Eu mesmo comecei minha carreira gostando de música desde a infância, razão pela qual nas minhas brincadeiras utilizava um cabo de vassoura para servir de pedestal e uma lata como microfone divulgando as músicas de então, que eram cantadas por outro companheiro de meu tempo. O meu apelo é para os que fizeram e ainda fazem do rádio o sacrário de suas vidas profissionais possam de coração desenvolver o seu trabalho com ética e dinamismo e façam das palavras do apóstolo S. Paulo, as suas palavras: “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado, de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de Escassez. Tudo posso naquele que me fortalece”. Fp. 4;12,13. 07 de novembro é Dia do Radialista – Parabenizo a todos os radialistas deste imenso país e que Deus os abençoe em suas atividades radiofônicas hoje e sempre. Amém. *RADIALISTA. CONTATO: brunetco@hotmail.com WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com