IVONILDES BANDEIRA: EDUCADORA POR EXCELÊNCIA!
A IMPRENSA, A ÉTICA E OS DIAS ATUAIS...
JACINTA: ATRAENTE, VERSÁTIL E COMUNICATIVA!
REFERÊNCIAS AO ARTIGO: SEVERINO COELHO VIANA, O ILUMINADO!
HOMENAGEM AO FOLCLORE BRASILEIRO!
HOMENAGENS AO DIA DO MAÇON!
ZENAS MARTINS: BRINCALHÃO, MAS NÃO ORDINÁRIO!
O PRESBITERIANISMO NA REGIÃO DE POMBAL JÁ É UMA OBRA CENTENÁRIA...
REV. CLODOALDO ALBUQUERQUE BRUNET* O presbiterianismo em Pombal remonta a uma época mais antiga do que a registrada costumeiramente. Na década de 40 deu-se a organização oficial da Igreja Presbiteriana de Pombal, mas o presbiterianismo nessa região já é uma obra centenária. Verifiquei na história que o início dessa obra ocorreu no sítio Jenipapo município de Pombal. No livro a "A Sagrada Peleja", um diário com registros feitos pelo desbravador do Ceará o Rev. Natanael Cortez, consta a chegada do Rev. Henderlite no mês de dezembro de 1912 com o então seminarista Natanael Cortez ao sítio Jenipapo. O jovem Natanael registra: "Embora nada conhecendo das bifurcações da estrada ao lugar do nosso destino, e temendo as ciladas dos cangaceiros que em quadrilhas avassalam e dilaceram estes sertões, confiando tão somente no Senhor que até ali nos tinha ajudado, partimos. Às nove horas do dia 07 estávamos no almejado Jenipapo, à porta da irmã Maria Dantas da Nóbrega, viúva do irmão de saudosa memória o Capitão Antonio Martins da Nóbrega” (Cortez N. 2001, P.41). O capitão Martins foi um dos primeiros conversos a fé reformada de que se tem notícia no sertão, fora evangelizado pelo seu cunhado o Sr Martiniano de Oliveira. Conforme testemunho dos seus descendentes, as irmãs Senhoritas Elza Dantas de Sá e Eleusina Dantas de Sá, a conversão do seu avô deu-se antes da libertação dos escravos. Teria contribuído para esse fato um colportor de bíblias americano que lhe entregara uma porção das sagradas escrituras, o Novo Testamento. Segundo a Elza, seu avô Capitão Antonio Martins teria libertos os escravos como resultados da graça de Cristo. O diário do Rev Cortez diz palavras maravilhosas sobre a vida desse irmão que comprovam a sua transformação espiritual: "O irmão capitão Antonio Martins brilhou como a luz nestes sertões e ilustrou pelas suas obras o poder regenerador que operou em seu coração transformando-o num homem novo" (Cortez p. 40.) O Sr. Martins faleceu em 1906, tendo recebido durante sua nova vida cristã apenas uma visita pastoral que foi a do Rev. Manoel Machado em 1901. Num contexto de muita intolerância religiosa, a família sofreu o desprezo de parentes e foi perseguida, mas mesmo assim a fé permaneceu firme no evangelho da graça de Deus. Por ocasião da visita do Rev. Machado em 1901 foram recebidas à comunidade presbiteriana as seguintes pessoas: Antonio Martins da Nóbrega, Maria Dantas da Nóbrega, Leontina Dantas de Sá, Honória Dantas de Sá, Maria Dantas de Sá; e foram batizados na fé dos pais os seguintes menores: Pedro Martins, Paulo Martins, Antonio Martins, Collecta Dantas e Anália Dantas, esta mãe da Elza e Eleusina. Na visita do Dr Henderlite no dia 09 de dezembro de 1912 foram recebidas as irmãs Anathildes Dantas de Sá e D. Maria Ignez da Conceição, ainda professaram a fé as senhoras Anália e Collecta. Dessa congregação no Jenipapo se formara a Igreja Presbiteriana de “Iburaninha” que foi organizada em Igreja ainda no início da década de trinta. Conta a senhorita Nizete Dantas filha daquela igreja que o fundador foi o ilustre Rev.Dr. Antonio de Almeida. A senhorita Nizete, diz que o Rev Almeida ao chegar no lugar onde havia uma Umburana ao perguntar o nome daquela árvore, lhes responderam: "Iburana", dai o reverendo disse: "Aqui construiremos a igreja, e o lugar se chamará Iburaninha" Dessa igreja é que veio a existir a igreja Presbiteriana de Pombal, e muitas outras, pois com a migração de irmãos que fugiam das secas do sertão outras igrejas foram plantadas no sul do país. Iburaninha hoje é município de São Domingos de Pombal.
*CONCLUINTE BACHARELADO EM TEOLOGIA PELO SEMINÁRIO PRESBITERIANO DE TERESINA – PIAUÍ E PASTOR DA IPB EM JOSÉ DE FREITAS NO MESMO ESTADO.
149 ANOS DO PRESBITERIANISMO NO BRASIL!
CLEMILDO BRUNET* Em 12 de agosto de 1859 foi implantado no Brasil o “Presbiterianismo” surgiu como fruto do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton, enviado pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América, através da “Board Of New York”. Simonton foi despertado por um sermão que ouviu de seu Professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levando-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro, chegou a mencionar o Brasil como campo de sua preferência. Aos 26 anos de idade, dois meses após a sua ordenação, embarcou para o nosso país, aportando no Rio de Janeiro na data supracitada. Emergida da Reforma Religiosa do Século XVI, a Igreja Presbiteriana, mais especificamente surgiu da tradição reformada no (continente) ou Presbiteriana na (Escócia), que em virtude de pressões sociais passou à América do Norte, no século XVII, e daí o Brasil, no século XIX. Simonton conseguiu dominar a língua do país de sua missão e em abril de 1860 celebrou o seu primeiro culto em Português. Havendo recebido os primeiros conversos em 1862, fundou a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Auxiliado por alguns colegas organizou o primeiro periódico evangélico do Brasil – Imprensa Evangélica em 1864; criou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e em (1867) instalou o chamado Seminário Primitivo do Rio de Janeiro. Após oito anos de profícuo ministério em nossa nação, o Rev. Ashbel Simonton morreu aos 34 anos, vitimado pela febre amarela. Sua esposa havia falecido três anos antes, em 1867. Seus principais colaboradores na obra missionária, seu cunhado L. Blackford que em 1865 organizou as Igrejas de São Paulo e Brotas; Francis J. C. Schneider que trabalhou entre os imigrantes alemães em Rio Claro lecionou no Seminário do Rio e foi Missionário na Bahia; George W. Chamberlain, grande evangelista e operoso pastor da Igreja de São Paulo. Outras Igrejas foram organizadas em Lorena, Borda da Mata (Pouso Alegre) e Sorocaba. Quem mais contribuiu para a organização dessas e outras Igrejas foi o ex-sacerdote católico romano, o notável Pastor Rev. José Manoel da Conceição que se tornou o primeiro brasileiro a ser ordenado Ministro do Evangelho em 1865. Ele visitou incansavelmente dezenas de Vilas e Cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e Sul de Minas, pregando o Evangelho da Graça. A Igreja Presbiteriana do Brasil é histórica, séria, sóbria e ética. Prima pelo equilíbrio. Tem uma liturgia de culto leve, agradável e participativa. As suas convicções doutrinárias são regidas pela Bíblia como única regra de Fé e Prática. Crer na Soberania de Deus, na infalibilidade da sua Palavra e das suas promessas. Tem como lema: Anunciar o Reino de Deus, Educar Para a Vivência Cristã e assistir o ser humano em suas necessidades. E como princípio Ortodoxia, Piedade e Teologia Reformada. O censo demográfico de 2000 realizado pelo IBGE aponta o número 26l.184.941 de evangélicos no Brasil, desse total 981.064 são Presbiterianos. Há uma estimativa de 2003 da Secretaria do Supremo Concílio (Assembléia de âmbito nacional da Igreja), informando que a Igreja Presbiteriana contava naquela data com 60 Sínodos, 236 Presbitérios, 2.304 Igrejas e 2.211 Congregações. É preciso levar em consideração que até aquela data o número é muito maior, pois a Secretaria Executiva da Igreja Presbiteriana do Brasil lamenta o fato que somente 29% dos Presbitérios enviaram suas estatísticas. Dentro dessa ordem de números são:3.162 Pastores, 11.129 Presbíteros e 13.851 Diáconos. A Igreja Presbiteriana do Brasil conta com centenas de Escolas de Ensino Fundamental, Médio e Superior. Em São Paulo o Instituto Presbiteriano Mackenzie e a Universidade Mackenzie têm mais de 30 mil alunos. Diga-se de passagem, é a maior Universidade particular da América Latina. Na área de saúde, a Igreja Presbiteriana do Brasil dispõe de Hospitais criados e dirigidos por Presbiterianos, Clínicas médicas, asilos, orfanatos e trabalho com meninos e meninas de rua como a Sammar e Apad. É necessário dizer que Pombal foi incluído na história dessa igreja, pois no dia 03 de agosto de 1940, há 68 anos, o Presbiterianismo era organizado em Pombal com o nome de Igreja Presbiteriana do Brasil, registrando-se também em nossa cidade o pioneirismo do Evangelho da Graça de Cristo. É bom lembrar que nessa época o termo evangélico, rótulo que se dar aos crentes de hoje e usado até de modo pejorativo, não era aplicado aos crentes de então. Os Presbiterianos eram chamados de Protestantes, pois o desempenho deles era totalmente contrário aos dos fiéis da Igreja Católica Romana. Apesar de que nos dias de hoje movimentos inovadores venham invadindo o arraial cristão, criando modismos e doutrinas contrárias ao ensino de Cristo, a Igreja Presbiteriana do Brasil, continua fiel as escrituras sagradas, pois o seu fundamento é nosso Senhor Jesus Cristo, criador do universo e de todas as coisas visíveis e invisíveis, tem atravessado séculos e completa em 12 de agosto deste ano, o seu Centéssimo, Quadragésimo Nono Aniversário. Aplicam-se a ela as palavras do Apóstolo Paulo quando diz: “De sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes”... I Tessalonicenses 1:7. *RADIALISTA WEB. http://clemildo-brunet.blogspot.com/
JOSÉ MEDEIROS VIEIRA: UM POMBALENSE DE FATO!
MACIEL GONZAGA*
Historicamente, a cidade de Pombal é um celeiro de vultos que marcaram a vida política da Paraíba. Nesse momento torna-se desnecessário citar nomes. Mas, neste artigo, quero enfocar um nome que faz parte da história: José Medeiros Vieira. Apesar de sua naturalidade ambígua fez questão de deixar que a condição de pombalense se propagasse com o indício de maior afinidade com a nossa terra.
Era filho de uma das mais tradicionais famílias de nossa cidade. Seus pais: Manuel Vieira de Medeiros (Seu Né) e Rita Vieira de Medeiros. Nasceu no dia 11 de agosto de 1917, por acaso na cidade de Cajazeiras, em razão de seu pai à época do seu nascimento haver sido designado para trabalhar como servidor do Fisco Estadual. Mas, viveu os dias de sua infância em Pombal, no convívio com numerosos parentes. Falava do Velho Arraial de Piranhas como sua terra natal. Iniciou o curso primário na escola particular de D. Nininha Castro, prosseguindo, como aluno da escola pública regida pelo professor Newton Seixas, pai do renomado historiado Wilson Seixas e uma das mais comoventes vocações do magistério no Sertão Paraibano.
Voltou a Cajazeiras para estudar no Colégio Diocesano Padre Rolim, a mais nobre tradição da terra cajazeirense. Em 1935 José Medeiros já estava cursando o Colégio Diocesano Pio X, escola dirigida pelo grande educador Cônego Francisco Lima, em João Pessoa. Ali manifestou os seus pendores literários como membro da Arcádia Pio X onde publicou seu primeiro poema “Recordação do Piancó”, em que relembrava saudoso, o velho rio que banha a cidade de Pombal:
Rio Piancó!/Quantas recordações!/Saudades de “eu” criança/Saindo do banho ao pino do sol/Com cinzas nos olhos da cor de fogueira/Com um medo fantástico de apanhar...
Em 1937, cursando a quinta série daquele educandário, conquistou o segundo lugar no concurso promovido pela Confederação Pan-Americana de Boas Estradas, recebendo atencioso ofício do Ministro da Educação, Gustavo Capanema, felicitando-o pela honrosa classificação. Ingressou na Faculdade de Direito do Recife, época em que viveu os dias de intolerância política da ditadura de Getúlio Vargas. Tornou-se amigo do colega de turma, Paulo Germano Magalhães, filho do interventor Agamenon Magalhães, que o acolhia, com outros integrantes da turma, na residência oficial do Palácio das Princesas. Na sua turma estavam outros paraibanos que se destacaram nas atividades jurídicas: Djacy Alves Falcão (Ministro do STF), Luiz Rafael Mayer (Procurador Geral da República e Ministro do STF), Otacílio Nóbrega de Queiroz (Deputado Federal), Rivaldo Silvério da Fonseca (Desembargador na Paraíba), entre outros. Ainda como acadêmico de Direito fez o CPOR (Curso de Preparação de Oficiais da Reserva), turma de 1943, da qual foi orador.
Após concluir o curso de Direito, José Medeiros iniciou suas atividades profissionais em Pombal, instalando-se como advogado em 1944, onde expunha à juventude as suas idéias libertárias em defesa do movimento de redemocratização do país. Com a organização dos partidos políticos, filiou-se à UDN (União Democrática Nacional) como simpatizante da cruzada do Brigadeiro Eduardo Gomes, José Américo de Almeida e o médico José Queiroga, político de grande influência na cidade. Orador entusiasta de todos os comícios na campanha de 1950, José Medeiros teve a oportunidade de saudar José Américo de Almeida na passagem por Pombal como candidato ao Governo da Paraíba.
Quando José Américo tomou posse, a 31 de janeiro de 1951, convocou José Medeiros Vieira para o cargo de Diretor do Serviço Público, destacando-se na administração pública pela sua integridade moral e comprovada competência profissional. Em seguida, foi nomeado para o cargo de Secretário de Educação e Saúde e uma de suas obras foi a construção do Colégio Estadual de Campina Grande (Estadual da Prata). Em 3 de outubro de 1954 foi eleito para Assembléia Legislativa pela legenda do Partido Libertador, onde permaneceu até 1957, quando obteve licença especial para exercer cargo público na administração federal. Foi um grande parlamentar.
José Medeiros Vieira integrou o Grupo de Estudos sobre o Desenvolvimento do Nordeste, organismo federal que deu origem à SUDENE, ao lado de outro pombalense Celso Furtado, de Aloísio Afonso Campos e Geraldo José de Melo (ex-governador e ex-senador do Rio Grande do Norte). Mas, em 1961 foi convidado pelo ministro João Agripino, de Minas e Energia, para exercer a Chefia de Gabinete daquele Ministério, função que permaneceu até a exoneração do ministro com a renúncia do presidente Jânio Quadros. Com a Revolução de 1964 foi convidado pelo General Cordeiro de Farias para exercer a função de Assessor Especial do Ministério Extraordinário para a Coordenação dos Órgãos Regionais, onde foi Chefe de Gabinete e permaneceu até 1966, quando retornou à Paraíba convidado pelo governador João Agripino para exercer o cargo de Secretário de Interior e Justiça. Depois, a assumiu a Secretaria de Educação e Cultura. Após a conclusão do período administrativo do governador João Agripino, José Medeiros retornou a Brasília, reassumindo as atividades no Ministério do Interior, como assessor jurídico. Em 1971, foi eleito suplente do senador Domício Gondim.
Tinha eu em torno de 7 a 8 anos de idade. José Medeiros Vieira chega a Pombal e é recebido na casa de uma parenta sua – Dona “Nem” Firmino, próximo da Igreja Matriz. A minha mãe – Roza Gonzaga – me leva à presença daquele homem de postura mediada, bem vestido, fala pausada. Dirijo-me a ele e peço à bênção – aquilo que se fazia no passado em reverência aos mais velhos. Contava a minha mãe que o homem perguntou-me: “O que você deseja ser quando crescer?”. Respondi-lhe: “Quero aprender a ler”. Dr. José Medeiros pois a mão no bolso, retirou a carteira e me deu uma nota boa (dinheiro). Voltando-se para Dona “Nem” Firmino, disse José Medeiros: “Cuide desse menino e lhe dê o que for preciso para ele estudar”. Por muito tempo, enquanto vida teve Dona “Nem”, a minha mãe recebia uma ajuda de custo para os meus estudos em Pombal, depois em Cajazeiras e, em seguida, em Campina Grande.
Hoje, com o passar do tempo, relembrando a história, faço um exame de consciência sobre a minha resposta dada a Dr. José Medeiros. Na verdade, o que desejava no futuro, consegui: aprendi a ler e escrever.
José Medeiros Vieira faleceu em Brasília no dia 31 de outubro de 1973. A sua morte deu motivo a vários pronunciamentos de amigos, conterrâneos e admiradores que o estimavam pelas virtudes de homem público e pela persistente paixão pelo serviço público. É um Pombalense de fato!
*Jornalista, Advogado e Professor. Natal – RN.
HOMENAGEM AOS PAIS...
SEVERINO COELHO VIANA: O ILUMINADO!
D. CESSA: COMENTÁRIO SOBRE OS DOIDOS DE POMBAL...
Prezado compadre Vieira.
O seu texto sobre os doidos foi demais interessante e convincente para os pombalenses, sobretudo, para aqueles que não conheceram estes personagens que legaram o seu papel e a sua cultura a nossa história, se bem que, na nossa infância e juventude, fases melhores da vida, não conhecíamos mordacidade, apenas nos divertíamos com singeleza e
eles nos enlevavam aos entretenimentos ou diversões, sendo que sua contrapartida para aqueles que os importunavam era a fúria.
Eram pessoas carentes de atenção e carinho, só insurgiam quando os torturavam com insultos ou ações mais violentas. Assim como diz a expressão popular: “todo doido tem passagem livre”, eu digo que, todo doido merece uma atenção desvelada, pois quando são amigos, são de verdade.
Você citou um número de quinze, conheci todos eles, mas enfatizo uma proeza de Expedito, que além da mania de riqueza e de dançar, também dava uma de preguiçoso, pois freqüentava muito a casa de pai, para fazer refeição, quando pai trazia do sítio, um caminhão, (um misto), carregado de lenha e os meninos (filhos e netos) para se livrarem do descarrego chamavam Expedito para descarregar e ele começava a cantar na calçada: “eu quero comer mas trabalhar não quero não”, só dava para os meninos o colocarem para a rua.
Eu admirava todos eles observando-os que também eram perceptivos. O Nonato era muito obediente as Fontes, pois era da casa delas. Existe outra controvérsia quanto a Dina, tinha boa conversação quando vendia as suas buchadas, falava muito explicado e o povo lhe aperreava tanto dizendo que ela tivesse medo de espírito e ela bem prontamente dizia pode pegar em vocês, em mim não, daí ela ficou impressionada. O Pildo era alto, delgado, muito elegante e tinha mania de importante e falante, empregava expressões que ninguém entendia a língua. Usava duas, três camisas e às vezes colocava um paletó e saia desfilando como um galante. Tinha o Padrinho, que andava aqui, só nas Missões de Frei Damião. Lapa era um negro alto que nas suas andanças fazia pergunta e ele mesmo respondia, fazendo um jeitinho no corpo, “pra que Lapa quer mulher? Pra lavar os pratos e enxugar as colher, pra lavar as panelas e torrar café”. Mané da Paciência insultavam perguntando como era o seu nome, ele, muito indolente respondia bem arrastado ou lento: “eu sou manué da paciência”. Severino de Gabriel, que era muito sensual, se apaixonava a primeira vista pelas mocinhas, quando nós íamos para o colégio, ele dizia: “se eu pegá fulana ela ró, pra meu lado ela ró”, expressando um sorriso de maldade. Desse, eu tinha muito temor. Elvira era muito selvagem, cara dura e mal falava só fazia um olhar amedrontador.
Mulheres tinham ainda, Mônica Papoula, Juriti, esta, aperreavam assim: Juriti quebrou a asa, eu também quebrei a minha., eu colei com cola e Juriti com cocô de galinha. Talvez existiram outros mais.
Escolhi para falar por último Zé Doido, um dos que eu mais admirava muito inteligente e metido a Geógrafo sabia de cor todos os estados e capitais, como também os acidentes físicos, podiam perguntar que ele dizia, era poeta, e metido a sabido decorava os discursos dos políticos, na época de José Américo e outros, ele era de Paulista e vinha todos os sábados para a feira. Certa vez uma pessoa perguntou em quem ele ia votar, respondeu em versos, numa sextilha:
Em se tratar de política
Eu já dei o meu despacho
Eu não vou fazer poleiro
Apenas pra subir macho
Pra depois que tá de cima
Cagar nos que tão debaixo.
Fiquei muito feliz com o comentário que você levantou sobre o texto de BIRÓ. Foi uma surpresa aplausível, a sua abordagem. Obrigada pelas referências dirigidas a minha pessoa. Há quanto tempo você me conhece e mais ainda do que eu gosto de fazer. Meus escritos além de apolíticos são completamente transparentes, despidos de qualquer interesse. Servem tão somente, de alimento a minha índole literária. Escrevo com amor e por amor. Falar da importância de um cidadão de destaque em nossa terra é mais um reconhecimento pelos seus atos e um mérito pelo seu valor. Narrar a vida de Biró é preciso compilar um livro.
Agora, sobre a nossa amizade, vinculada através da admiração que eu mantinha sobre os seus genitores. Galvinha era um nome na lista das minhas melhores amigas. Depois nos encontramos na sociedade pombalense dando expansão ao nosso lazer. Você bem sabe de tudo isto, sendo motivo, até, do honroso convite para amadrinhar a nossa querida Fabíola, enfatizando o dizer popular, que, ser madrinha de filho (a), de amigo é uma das mais extremas considerações. E eu acredito piamente neste sagrado pensamento. O que posso dizer ainda? Que fomos colegas de magistério no renomado colégio “Josué Bezerra”, que sempre conheci a sua inteligência e capacidade. Como eficiente professor de Biologia eu imprimia confiança para o conhecimento do ser biológico que eu era. E assim foi a nossa afinidade. Foi aí, que comecei a ver a sua idoneidade. Digo que sempre lhe elogiei em todos os lugares onde podia difundir os seus trabalhos. Atualmente somos irmãos de ECC, onde também admiro o seu aprofundamento cristão, e, a sua capacidade de evangelizar. Você e a grande e guerreira mulher, minha comadre Lenice, formam um casal bonito e exemplar. Hoje você desponta como brilhante escritor neste espaço de comunicação a quem devemos ao Clemildo o rico incentivo para tal coisa. Isto é mais uma causa para a minha admiração a sua pessoa, contemplar os seus belos e bem estruturados textos neste tão precioso Blog. Parabéns por tudo que você é capaz de fazer.
Sua comadre, confreira e amiga CESSA.
A VIDA É UMA BÊNÇÃO...
Fátima Jó
Meditando no poema que você enviou concordo plenamente, que a amizade é feita de alegrias, tristezas e que às vezes passa por turbulências; mas, se é realmente verdadeira com certeza sobreviverá a tudo. O amigo verdadeiro não é aquele que concorda com tudo, mas aquele que tem a coragem de dizer: Você está errado!
Construí muitas amizades dentro e fora do rádio que as conservo até hoje. No meu coração sempre existirá um pedacinho para cada um. Não citarei nomes para não cometer o erro de esquecer alguém do nosso convívio de trabalho, mas, o mais importante é ter o carinho e o respeito de cada um.
Há amigos que lembramos com muito carinho, e, há amigos inesquecíveis assim como você Clemildo! Receber essa homenagem hoje foi muito emocionante, pois conhecendo a sua sinceridade me senti lisonjeada; sei que vem do coração, portanto, é muito verdadeira.
A cada idade nova que alcançamos adquirimos experiência e mais conhecimento, no entanto, nunca deixamos de nos cumprimentar e desejar o que de melhor existe para cada um de nós.
Ontem, foi o seu dia! Hoje é o meu, mas nunca pensamos assim. Por diversas vezes comemoramos juntos essa feliz data com uma belíssima festa preparada com todo carinho pela sua esposa Irene, uma mulher de fibra.
A vida é uma bênção e caminhar junto aos nossos é um privilégio precioso porque cada dia que passa, é um dia a menos para falar e amar. O segredo? É agradecer a Deus por tudo, desde o nascer do sol ao anoitecer. Quanto maior for a fé mais próximo da realização estará o desejo do seu coração. Deus é o nosso amigo maior.
A beleza da terra, as maravilhas do céu, a música, a arte, o mar, foram criados para a nossa apreciação. Por isso, devemos procurar paz na terra nos nossos próprios corações e assim, viver de forma que a tranqüilidade possa fluir de nós para os outros. Devemos nos tornar uma ilha de paz em um mundo conturbado. Que a fé, a esperança e o amor, sejam como estrelas brilhantes em sua volta.
A saúde às vezes nos fragiliza, mas não impede de sermos pessoas tão interessantes atraentes a novas amizades. Sejamos pessoas alegres, bem humoradas e felizes sempre, apesar de tudo.
A felicidade é a habilidade para receber o que é agradável sem arrancá-la e o que é prazeroso sem condená-la. Ela é algo particular que vem do nosso interior, é um dom exclusivamente nosso. Portanto, sejamos muito felizes e que em agosto de 2009 estejamos mais uma vez sob a proteção de Deus, para comemorarmos mais uma data importante.
Feliz aniversário, Clemildo!
Sorria sempre, Deus te abençoe!!!
De sua amiga,
Fátima Jó. CESSA LACERDA: BLOG DE CLEMILDO É REFERENCIAL DE LEITORES E ESCRITORES POMBALENSES.
HOMENAGEM A DR. AVELINO ELIAS DE QUEIROGA
Maciel Gonzaga (foto)
