SAUDADES DO BOLERO E DO SAMBA-CANÇÃO.
CHUVAS QUE DESTROEM
QUANDO A INFORMAÇÃO É NECESSÁRIA...
BAÚ DAS ILUSÕES!
HOMENAGEM AO PAVILHÃO NACIONAL BRASILEIRO...

O PODER, O TER E O PRAZER!
LOUVORES A "PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA" E BRADOS POR UM BRASIL MELHOR!
PARECE QUE FOI ONTEM...
CLEMILDO BRUNET*
O passado de alguns pode não significar nada, enquanto que para outros serve como espelho de dignidade e honradez. É comum na nossa trajetória sempre relatar com satisfação algo que marcou na nossa existência servindo de parâmetro para as gerações futuras.
A história do Troféu Imprensa 2007 teve como base um princípio de muita luta para sua realização. No bojo do projeto, o idealismo de homenagear a antigos companheiros que militaram na radiofonia de nossa terra a começar pelos Serviços de Alto Falantes de outrora, até hoje- com rádio, TV e Internet.
Encontrando obstáculos aqui e ali, enfrentando adversidade, desestímulo, pessimismo e dúvidas de alguns da categoria quanto à realização do evento, apesar de tudo isso, graças à garra, perseverança e coragem de uns poucos o acontecimento se deu com muito glamour.
Foi o ano passado, mas parece que foi ontem. 14 de novembro de 2007 a cidade de Pombal presenciou um dos maiores eventos sem precedentes na história de nossa radiofonia. Celebrou o Dia do Radialista 07 de novembro oficialmente estabelecido pela Lei nº 11.327 de 24 de julho de 2006. A nossa categoria reuniu antigos e atuais companheiros de longe e de perto, para uma confraternização com a Festa Troféu Imprensa 2007- Radialista Clemildo Brunet.
Logo cedo houve mobilização de pessoas da nossa terra indo à procura do Studio da Rádio Maringá, onde o Programa de rede estadual “Paraíba Notícia” da Rádio Tabajara da Paraíba estava sendo gerado. Ouvintes do Programa desejavam conhecer o radialista, âncora e apresentador do jornalismo matutino, Adelton Alves. O carisma de Adelton no modo de interagir com os que lhe dão audiência no seu horário, fez do locutor, uma celebridade para autógrafoposes para fotos, abraços e beijos.
Ao meio dia a Comissão organizadora da Festa recebeu os ilustres convidados para um almoço na
Churrascaria do Posto Maringá na entrada da cidade sentido
Pombal/Patos. Momento de conversa, descontração e alegria.
Mais tarde por volta das 17 horas e 30 minutos, a Câmara Municipal de Pombal em sessão solene fez a outorga da Comenda “Honra ao Mérito” Certificado e Placa, Casa Avelino de Queiroga Cavalcanti, ao radialista Clemildo Brunet pelos relevantes serviços prestados a radiofonia pombalense. No Certificado os seguintes caracteres:
“A Câmara Municipal de Pombal - PB, de conformidade com o Projeto de Decreto Legislativo número 03/92, confere a Clemildo Brunet de Sá o presente Certificado de Honra ao Mérito. Pombal, 14 de novembro de 2007. João de Sousa Leite Filho (autor e Presidente).
Enquanto que na placa consta: Câmara Municipal de Pombal - PB Casa Avelino de Queiroga Cavalcanti Sente-se orgulhosa em condecorar com a Placa de Honra ao Mérito o radialista Clemildo Brunet. Mesa diretora: Presidente: João de Sousa Leite Filho, Vice Presidente Francisco Alves Filho, 1º Secretário Roque Pereira de Sousa, 2º Secretário Genival Brilhante de Sousa. Pombal, 14-11-2007.
Foram condecorados ainda com os títulos de cidadania pombalense o Coronel Kelson de Assis Chaves hoje Comandante da Polícia Militar da Paraíba e seu irmão radialista Bertrand Chaves, ambos naturais de Campina Grande.
À noite o momento mais esperado da festa a entrega do Certificado e do Troféu Imprensa 2007 a radialistas, jornalistas, Proprietários e Diretores de emissoras de rádios de Pombal, bem como, empresários, comerciantes, autoridades do judiciário,
Deputados, Prefeitos e Vereadores da região.
Diante de um público seleto a festa se desenvolveu num clima de harmonia e após a entrega das comendas, seguiu-se o baile com animação de Big Boy e Banda Jovem Guarda da cidade de Cajazeiras.
No dia seguinte foi oferecido aos homenageados um churrasco com música ao vivo no Clube Recreativo Vale das Acácias da maçonaria de nossa cidade.
Acredito que esse evento deverá ficar na lembrança de todos que participaram, pois além de ter sido divulgado nas emissoras de rádio e TV. Um DVD foi feito com filmagens e fotos para registro da história radiofônica de Pombal.
Assim estava escrito e assim foi feito. Quando se dará a próxima não sabemos.
Só o tempo dirá!
*RADIALISTA
CONTATO: brunetco@hotmail.com
WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com
PARA QUE NÃO ESQUEÇAS, TROFÉU IMPRENSA 2007 RADIALISTA CLEMILDO BRUNET...
UM ANO APÓS ESTE EVENTO, SÓ PARA LEMBRAR PUBLICAMOS A SEGUIR UMA MATÉRIA ESCRITA POR SÉRGIO KANTE, POMBALENSE QUE AMA ESTA TERRA E QUE FOI PRESTIGIADO RECEBENDO O TROFÉU IMPRENSA 2007. EIS NA ÍNTEGRA O RELATO DESTE ILUSTRE POMBALENSE QUE HOJE RESIDE EM SANTA CATARINA.
Pombal, um celeiro de talentos incrustada no sertão paraibano
Cidade situada ao lado direito do Rio Piancó tão verde e tão saudosa para os que partem dela, nasceu como Arraial de Piranhas (1696), depois denominada como povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso (1719), tornando-se Distrito em 1827, finalmente em 21 de julho de 1862 passa a ser conhecida como cidade de Pombal, em homenagem ao Marquês de Pombal ( Sebastião José de Carvalho e Melo ) então primeiro Ministro do rei de Portugal D.José l.
Nesse recanto de clima quente e povo hospitaleiro, de 31.000 habitantes e de forte vocação para a agricultura e pecuária, os números do IBGE reforçam essa tese, hoje administrada pelo Prefeito Ugo Ugulino. No dia 14 de novembro, próximo passado, foi realizado uma confraternização entre os profissionais da radiofonia pombalense quando houve um encontro entre as gerações dessa arte cujo resultado foi de uma sintonia perfeita. Encontro de velhos amigos e companheiros com a nova geração que ainda hoje faz do rádio o meio de comunicação mais simpático e atuante nesse nosso imenso Brasil.
Foi uma verdadeira festa, pois dia 07 de novembro comemoramos o Dia do Radialista, data que lembramos o aniversário de nascimento do talentoso músico, compositor e radialista Ary Barroso. Pombal na vanguarda radiofônica buscou em todo território nacional seus antigos colaboradores da radiofonia e fez uma homenagem que a cidade não vai esquecer tão fácil.
A tradicional Rádio Tabajara enviou para aquela terra seu ilustre narrador e ídolo, Adelton Alves que na companhia do Diretor de Operações daquela emissora, fizeram, diretamente dos studios da Rádio Maringá de Pombal, o programa ao vivo “Paraíba Notícia”, programa matutino e em cadeia com 40 emissoras coligadas, isso começando as 6h da manhã, a cidade já estava acordada para aquele dia especial.
Foi realizado um almoço com a presença dos convidados especiais para aquele dia, com a presença dos profissionais atuais e os integrantes da radiofonia do passado, entre eles estava presente o Jornalista e Advogado, ex-porta voz do Governo do Estado da Paraíba, Carlos Abrantes, os irmãos Costa, José e João Costa, esse último, um dos mais respeitados jornalista daquele Estado, todos eles antigos colaboradores da radiofonia pombalense.
Após o almoço foi realizada um sessão solene na Câmara Municipal de Pombal, para entrega da Medalha de “Honra ao Mérito”, Casa Avelino Queiroga Cavalcante, ao decano da radiofonia pombalense, Clemildo Brunet de Sá, radialista e professor das últimas gerações de locutores que fizeram e fazem a radiofonia pombalense, e entre os quais destacam-se vários profissionais no rádio, televisão, jornal e na internet, espalhados pelo Brasil.
A sessão foi presidida pelo jovem presidente do poder legislativo de Pombal, o vereador João de Sousa Leite Filho, que na oportunidade também agraciou com o título de cidadania o radialista Bertrand Chaves e seu irmão Coronel Kelson de Assis Chaves, Subcomandante da Polícia Militar da Paraíba, ambos nascidos na Rainha da Borborema
Presença notada de outro Jornalista, Land Seixas, presidente do Sindicato de Jornalistas da Paraíba e representante da FENAJ ( Federação Nacional dos Jornalistas). Encontrava-se presente Eliezer Gomes do Portal: www.eliezergomes.com .
Os irmãos Costa, João e José Costa fizeram questão de levar um abraço ao Clemildo Brunet de Sá, naquela tarde noite tão representativa para a cidade. Outro destaque foi a presença do Desembargador Dr, Raphael Carneiro Arnaud, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba e o Jurista Janduhy Carneiro Sobrinho, filhos da terra.
Finalmente, o momento mais esperado pelos agraciados com o Troféu Imprensa 2007 Clemildo Brunete de Sá, solenidade realizada na sede social da Associação Atlética Banco do Brasil de Pombal.
As professoras Diana Oliveira e Sonia Maria Severo ladeavam o ilustre convidado de honra para aquele momento solene, Adelton Alves, e os premiados começaram a serem chamados para receberem seus respectivos prêmios. Momento de grande emoção foi quando a madrinha dos radialistas e Presidente da Academia de Letras de Pombal, Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes (Dona Cessa), fez uma homenagem especial ao Clemildo Brunet de Sá.
Aquela noite foi de muita alegria, presença de políticos, presença marcante do Deputado Estadual Abmael Lacerda (Dr. Verissinho), gente da terra, e vários prefeitos das cidades circunvizinhas, comerciantes, jornalistas e tantos profissionais que foram levar um abraço à todos aqueles que mereceram a homenagem idealizada pelo professor Clemildo Brunet de Sá.
Sergio Kante

SORRISOS FRANCOS E APLAUSOS AOS GUERREIROS DA COMUNICAÇÃO!
CESSA LACERDA (Foto arquivo)
Partindo do princípio, de que: “O RÁDIO AINDA É O MAIOR MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA”, magnífico pensamento do nosso nobre radialista Clemildo Brunet, ilustrando ainda com as palavras do célebre orador sacro, Padre Assis, que: “Das formas de imprensa, merece destaque o rádio, dado o calor da sua vivacidade, a sua força de convencimento, a rapidez da sua divulgação e a dimensão da sua audiência”. Enfatizando que, “se maravilhosa é a força do rádio, grande é a responsabilidade do radialista, como homem de imprensa.”.
É justo, portanto, que se faça homenagem aos baluartes da comunicação, louvando e aplaudindo todos os radialistas, sobretudo aos nossos dinâmicos profissionais que trabalham em nossa terra, com amor e entusiasmo.
Meus queridos conterrâneos pombalenses, permanecer em silêncio neste tão significativo e simbólico dia, seria ausentar-me da ética de cidadania. Seria também manifestar incoerência com aqueles a quem amo tanto e que merecem a minha gratidão e aclamação.
No entanto, louvar os queridos radialista e calar diante da Radiofonia pombalense, seria injusto, por isso, pensei em realizar as minhas homenagens, relatando a bela e extraordinária história do rádio em nossa terra.
A história radiofônica pombalense, segundo o ilustrado radialista Genival Severo, começou com a Difusora Guarani, pertencente ao ilustre amigo, hoje, competente e admirável maestro, Manuel Bandeira, instalada no antigo sobrado de Joaquim Assis, de 1942 a 1947. Abrilhantaram como primeiros locutores, o referido empresário e o saudoso bacharel, Agu Rodrigues, (saudosa memória).
Naquela época, o único meio de comunicação existente em nossa cidade era esse, em que se colocava a difusora, em cima do mercado público ou em partes mais altas da cidade, para que fossem divulgadas as propagandas comerciais, igualmente os maiores sucessos musicais da época. Era costume do povo, se deslocar para a Coluna da Hora, onde ouvia o som com mais nitidez. Ainda no mesmo ano de 1947, aparece o Serviço de Alto-Falantes, TUPÃ, de propriedade do senhor Rosil Cavalcante, que era de Campina Grande e conhecido como compositor das músicas de Jackson do Pandeiro. Este veículo de comunicação durou por três anos, de 1947 a 1950.
Ló de Cristalino, aproveitando a ida de Rosil para Campina, montou a sua difusora numa casa, na rua José Fernandes, tendo como locutores, Agu Rodrigues e o professor Vicente Jardim, funcionando por três anos, de 1950 a 1953, nos horários de, 9:00 às 11:00; das 15:00 às 18:00 e das 19:00 às 21:00.
O saudoso, Afonso Coelho Mouta, proprietário do Cine Lux, possuía a melhor discoteca da cidade, e, era preservador da música. Como proprietário da Sorveteria Tabajara, instalou o seu equipamento de som com material Philips, importado da Holanda. Organizou a Difusora Rádio Lux, onde trabalharam: Jairo Mota, Ivônio, João Rapadura, Anchieta de Lourenço, Raminho Bezerra, José Geraldo, Maria Alice, Lucrecia Formiga e Jurandir Urtiga, de 1957 a 1961.
Todos os iniciadores e atuantes do rádio de nossa cidade eram pessoas competentes, amigas e de auto-estima para o trabalho.
Fui dessa época, por isso sinto uma recordação imensa e uma saudade incontável, podendo com vigor lembrar a minha infância nos versos do célebre poeta: Casimiro de Abreu:
“Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!”...
Em 1961, surgiu a Rádio Difusora Maringá, pertencente ao senhor Raimundo Gomes de Lacerda, o amado e conhecidíssimo “Raimundo Sacristão”. Esse potente serviço de Alto Falante além de transmitir propagandas comerciais, sorteios natalinos no Imperador das Novidades, comércio do saudoso Zuza Nicácio, fazia também a cobertura da festa da Padroeira, Nossa Senhora do Bom Sucesso, em que na época celebrava-se no mês de setembro, donde veio o meu nome, influência de devoção da minha amada e santa Mãe. Foram locutores dessa referida Difusora, os admiráveis: José Geraldo, Zeilto Trajano, quando explodiu o nosso queridíssimo Clemildo Brunet, demonstrando grande pendor pelo rádio, com apenas 12 anos de idade. Este veículo de comunicação permaneceu até 1964.
Em 1966, exatamente com Clemildo Brunet, jovem sonhador, em pleno vigor da Jovem Guarda, instalou “A Voz da Cidade”, em conexão com o pequeno transmissor OC. Esse avaliado Serviço de Som era de sua propriedade, pois esse jovem de 16 anos, já exercia a sua conduta própria de conquistador e realizador dos seus sonhos e ideais. Foi um tempo de funcionamento clandestino em Ondas Curtas na freqüência de 3.722 Klsc – Faixa de 45 metros.
Ressalta, ainda, o nosso Genival Severo, que: “A Voz da cidade”, atingiu um alto índice de audiência, nunca alcançado pelas emissoras: Maringá e Bom Sucesso e que a sua discoteca era mais atualizada do que a Alto Piranhas de Cajazeiras!
Foi Clemildo, sim, que sempre se preocupou com as atualizações dos sucessos, motivo que os ouvintes viviam em sintonia, e, os seus programas foram todos campeões em audiência. Valendo ressaltar, que, atuavam como dirigentes de programas, os seus companheiros: Zeilto Trajano, Eurivo Donato, estes, de saudosas memórias, José Geraldo, Genival Severo, Edmivam Monteiro, José de Sousa Costa (o gago), Maciel Gonzaga e Genildo Torres. Como controlistas: Otacílio Trajano e Genivam Fernandes (pássaro preto). Os programas mais ouvidos: “Brotolândia”, com Clemildo Brunet; “Noite de Saudade”, com Eurivo Donato, (saudosa memória); “ A Pombal, Boa Noite”, com José Geraldo e Zeilto Trajano, e, “Varandão da Casa Grande”, Genival Severo.
Chegando o período revolucionário, em 1967, a emissora foi retirada do ar por imposição Federal, pondo fim em suas realizações. Mas enfatizou ainda, o nosso Genival, que, “a escola do rádio pombalense, no ano seguinte, deu origem a outro serviço de Alto-Falante”.
Nos idos de 1968 a 1985, o nosso admirável Clemildo, fez realizar o “Lord Amplificador, também de sua propriedade, situado no mercado público, serviço de som mais moderno, com funcionamento fixo e volante. Foi ai, que Clemildo fez a escola do rádio pombalense, produzindo bons profissionais: José Cezário de Almeida, (Rádio Maringá); Massilon Gonzaga, (Rádio Caturité);João de Sousa Costa,(Jornal Correio da Paraíba); ( Carlos Abrantes, ( Porta voz do governador Tarcísio Buriti); Gregório Agabo Dantas, (Rádio Bonsucesso de Pombal); José Barbosa Coelho, (Departamento de Comunicação do Metrô de São Paulo); Evilásio Junqueira, ( TV Borborema); Evandro Junqueira, (Magão do Lord); Sérgio Lucena, (FM-98- João Pessoa e Rádio Maringá FM, de Pombal); Bertrand Chaves, na época, (Rádio Arapuã-FM). No serviço de som “A Voz da Cidade”, Genivan Fernandes (pássaro preto), (técnico de transmissão externa da rádio Borborema) e Otacílio Trajano, ( Repórter TV Correio – João Pessoa).
Parabenizo por esta linda história e na continuidade a todos que a preservam, aclamando Clemildo como TUTOR da radiofonia pombalense.
O que posso dizer ainda sobre os radialistas, verdadeiros Arautos da Comunicação, especialmente os nossos, que por força de amor e atenção me outorgaram o título de Madrinha, através do pensamento nobre do nosso querido Orácio Bandeira, tornando-se meus amados afilhados.
A todos vocês, que neste dia são homenageados recebam o meu carinho a minha admiração, as minhas bênçãos e os meus APLAUSOS!
CESSA LACERDA FERNANDES.
Contato: cessalacerda@yahoo.com.br
Pombal – Paraíba.
ARY E O DIA DO RADIALISTA!
Ary Barroso (Foto arquivo)
CLEMILDO BRUNET*
Todos nós um dia fomos despertados pela consciência para alguma atividade na vida. Aquele que vive neste mundo e cuja mentalidade ainda não descobriu o que fazer é considerado pela nossa sociedade um alienado.
A vida é feita de sonhos para grandes ou pequenas realizações dependendo tão somente da maneira como esses sonhos são trabalhados na mente de cada um. Às vezes seguimos uma trilha que vai nos conduzindo até o ponto em que, sem que percebamos, torna-se a nossa atividade principal.
Quantos pelo mundo afora procuraram empregos em diversos setores batendo de porta em porta acertar a profissão que seria mais adequada as suas aptidões?
O título acima sugere que tratemos da vida de um homem que nasceu em 07 de novembro de 1903 na cidade de Ubá em Minas Gerais e faleceu no dia 09 de fevereiro de 1964 no Rio de Janeiro. Seu nome de batismo Ary Evangelista Barroso. Ary Barroso.
Em razão desse personagem na nossa história, o Dia do Radialista que era comemorado anteriormente em 21 de setembro passou a ser celebrado no dia 07 de novembro desde a publicação da Lei Federal 11.327 de 24-07-2006.
Ary Barroso ao completar 7 anos de idade perde seus pais e passa a ser criado pela avó, Gabriela Augusta de Resende e pela tia professora de piano, Rita Margarida de Resende. O empenho da avó e da tia era fazê-lo padre. Aos doze anos começa a trabalhar como pianista auxiliar no Cine Ideal.
Em 1918 faz duas composições musicais o cateretê “De Longe” e a marcha “Ubaenses Gloriosos”. Dois anos depois se muda para o Rio de Janeiro. Nesse tempo Ary herdou uma pequena fortuna de 40 contos de réis deixada pelo um tio. Foi estudar direito. No entanto, só viria se formar 9 anos depois. Como advogado nunca exerceu a profissão.
Em dois anos no Rio de Janeiro torrou todo dinheiro em farras. Para levantar fundos a fim de pagar a faculdade e pensão, tocou piano em cinemas, cabarés, grandes e pequenas orquestras, fez excursões e tornou-se famoso.
Nesse meio tempo a sorte lhe foi favorável abrindo-lhe as portas o Teatro de Revista que estava no auge e o encontro com duas cobras no gênero musical: Olegário Mariano e Luiz Peixoto. Este ultimo que tinha a idade de ser seu pai foi seu parceiro mais constante. Ary Barroso participou de mais de 60 montagens e em várias delas escreveu roteiro, argumento e trilha.
Entre 1931 e 1934, conseguiu emplacar e definiu rapidamente seu estilo inovador para a época assinando sua primeira dúzia de obras primas. Desse modo, se firma ao lado de Noel Rosa como maior gênio da nova geração que vinha surgindo. Noel era um genial inovador do conceito de letra na canção popular, enquanto que Ary incorporava as lições do amigo e ainda fazia sua própria revolução na parte musical.
O ingresso no rádio se deu como figurante em 1933. Em pouco tempo era redator, humorista, apresentador, repórter, produtor, pianista, mestre de cerimônias, entrevistador, narrador e comentarista de futebol.
Criador e apresentou de dois programas no cenário nacional na época: Calouros em Desfile e Encontro com Ary. Em 18 de agosto de 1939 Aquarela do Brasil composição de Ary Barroso é gravada em acetato (disco de alumínio, recoberto de matéria mole especial, usado para gravações sonoras experimentais ou provisórias), na voz do Rei da Voz Francisco Alves com a orquestra regida pelo maestro gaúcho
Que estava fazendo sua fama na capital: Radamés Gnatalli.
Era o início da carreira daquela que seria a canção mais conhecida aqui e no exterior, ao lado de umas quatro ou cinco canções de Jobim e ainda mais do que qualquer canção carioca de Tom, a Aquarela se transformou numa espécie de Hino Nacional Alternativo Brasileiro.
Depois da segunda guerra mundial os Estados Unidos da América fazendo a política da boa vizinhança enviou ao Brasil a Walt Disney que procurava inspiração pra seus futuros personagens brasileiros, ouviu a canção e poucos meses depois, Ary embarcava para os Estados Unidos.
Brazil, a canção havia sido incluída na trilha do filme Alô Amigos, de Disney, e foi o maior sucesso. Como se não bastasse, Ary foi convidado pela Picture Filmes pra passar uma temporada em Wollywood, a fim escrever a trilha de um novo filme que seria chamado justamente Brasil.
Em 1946 Ary Barroso foi eleito vereador do Rio de Janeiro pela antiga UDN (União Democrática Nacional) em oposição ao PTB de Getúlio Vargas. Em 1955 ganha a Ordem Nacional do Mérito, a maior honraria dada pelo Governo brasileiro. Nesse tempo além de continuar no rádio começa a entrar na TV.
Como apresentador de programa de calouros era temido por ser durão e intransigente com quem mostrasse gosto ou opinião diferente da sua. Seus programas revelaram nomes que fizeram história na nossa música popular brasileira, como Dolores Duran, Elza Soares e Elizeth Cardoso.
O que se pode observar deste relato da vida de Ary Barroso é que ele não iniciou a sua carreira como radialista e sim como músico. A música está relacionada com a atividade que é exercida no rádio. Possa ser que haja exceção, mas acredito que todo radialista é ligado na música.
Eu mesmo comecei minha carreira gostando de música desde a infância, razão pela qual nas minhas brincadeiras utilizava um cabo de vassoura para servir de pedestal e uma lata como microfone divulgando as músicas de então, que eram cantadas por outro companheiro de meu tempo.
O meu apelo é para os que fizeram e ainda fazem do rádio o sacrário de suas vidas profissionais possam de coração desenvolver o seu trabalho com ética e dinamismo e façam das palavras do apóstolo S. Paulo, as suas palavras:
“Tanto sei estar humilhado como também ser honrado, de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de Escassez. Tudo posso naquele que me fortalece”. Fp. 4;12,13.
07 de novembro é Dia do Radialista – Parabenizo a todos os radialistas deste imenso país e que Deus os abençoe em suas atividades radiofônicas hoje e sempre. Amém.
*RADIALISTA.
CONTATO: brunetco@hotmail.com
WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com





