CLEMILDO BRUNET DE SÁ

VIVA AS SECRETÁRIAS!

CLEMILDO BRUNET*
Ninguém em sã consciência poderá jamais subestimar o valor de uma secretária. Imaginem vocês um escritório ou mesmo uma empresa por menor que seja que não venha a precisar de seus préstimos. A origem da palavra secretária vem do latim e deriva dos termos secretarium – lugar retirado, conselho privado; secreta – particular, segredo. Lilian Sholes nascida em 30 de setembro de 1850, filha de Christopher Sholes um dos inventores da máquina de escrever. Testou o invento do pai e foi a primeira mulher a escrever numa máquina em Público. O dia 30 de setembro foi escolhido como Dia da Secretária em homenagem a Lilian Sholes.
As fabricantes de máquinas de escrever fizeram diversas comemorações no centenário do seu nascimento. Entre elas concursos para a escolha da melhor datilógrafa. O sucesso foi de uma maneira tal que a cada ano mais pessoas participavam e, por isso, a data ficou escolhida como a data das secretárias.
Não há registro na história que venha precisar uma data que deu início a profissão de secretário, há uma estimativa que tenha sido no Egito 500 anos a.C. Na época do Apóstolo São Paulo ele era assessorados por secretários que se ocupavam em escrever as mensagens divinas.
Uma distinção muito importante aqui no Brasil para a mulher é o exercício de secretária. O surgimento foi nos anos 50 com o início das Multinacionais. Já nos anos 60, os empresários brasileiros começam a valorizar essa profissão e na década de 70 o status de secretária toma novo rumo e se torna membro ativo na gerência dos negócios, enquanto que nos anos 80 é considerada assessora.
Somente em 1969 é que surge o primeiro Curso Superior de Secretário Executivo na Universidade Federal da Bahia, e em 1985, o exercício da profissão é regulamentado com a Lei 7.377 sancionada pelo então Presidente da República José Sarney e a criação da Federação Nacional de Secretários em Curitiba.
Com a chegada do Século XXI é exigido da Secretária o domínio da tecnologia, empreendedorismo, gerenciamento de tarefas diversificadas, capacidade de trabalhar com equipe multiprofissional com ênfase no relacionamento interpessoal.
É realmente um trabalho dignificante se aquela que ocupa a função souber bem desempenhar o seu papel seguindo um padrão de trabalho, onde a confiança é de inestimável valor perante o seu chefe e os demais que seguem a sua orientação.
Secretária é uma profissional muito requisitada em qualquer mercado de trabalho. Hoje até em recepções de hospitais existe o papel fundamental de uma secretária para a marcação de consultas médicas. Há uma secretária que cuida exclusivamente de determinar e marcar o dia da consulta para o paciente ter acesso ao médico da especialidade que o mesmo está precisando.
Veja bem a definição para uma secretária nos dias atuais: Trabalha para alcançar objetivos; Gerencia as informações e documentos; interage com clientes, fornecedores e parceiros; planeja e prepara relatórios estratégicos; maximiza a utilização de recursos; assume riscos moderados; trabalha em equipe para a empresa e é responsável pela gestão de pessoas.
Empresários, Educadores, Políticos, Pastores, Padres, Diretores de Instituições etc. "Cumprir compromissos é importante. Lembrar de quem os marca é essencial"! Este é um trabalho das Secretárias. Por isso, no dia da comemoração deste evento eu digo:
VIVA AS SECRETÁRIAS!
*RADIALISTA.

APLAUSOS AO RICO PORTAL:" FESTA DO ROSÁRIO".

POR CESSA LACERDA.
Parabenizo aos talentosos organizadores deste rico Portal, FESTA DO ROSÁRIO, pela brilhante iniciativa de criar este espaço para que nós possamos exibir os trabalhos históricos, literários e artísticos que realizamos envolvendo a nossa linda e propagada Festa do Rosário de Pombal. Fazemos jus também, nesta oportunidade, agradecer aos fundadores de belas Comunidades, ricos Sites e Blogs de referência a nossa terra, a nossa gente e a nossa referida festa. Envio, portanto, ao ilustrado Portal, um trabalho de destaque de um dos nossos poetas, inspirado por um sonho com a nossa Santinha. Expresso em versos, assim:
O MEU SONHO COM A SANTA.
O vento trouxe em suas asas uma voz que veio me chamar, entrou com ela em minha casa não demorou a me avisar que vira naquela hora numa nuvem, Nossa Senhora, que estava a me esperar.
Era uma voz anônima que gritara, venha ligeiro! Atendi-lhe com estima saindo para o terreiro, tão logo olhei para o céu, vi a imagem sem véu já no momento derradeiro.
Aquela linda imagem vi no céu iluminado, que saira duma nuvem deixando-me animado. Chamei os meninos e a mulher que me atenderam com fé naquele momento convidado.
Na mesma nuvem ela voltou descendo bem lentamente. Nenhuma palavra falou saiu da visão da gente. E depois do meu belo sonho ficando nos versos que componho com coração sorridente.
Valendo o pensamento: “O poeta já nasce feito”, EDMILSON EVARISTO NERI, a partir daquele sonho fez-se poeta verdadeiro. Mantendo uma grande admiração por Nossa Senhora do Rosário e sua festa, sendo inspirado a escrevê-las em versos. Trabalhou a sua mente num longo fôlego para conseguir informes sobre essa história. Realizou entrevistas, fez pesquisas em documentos e visitou muitas pessoas católicas que pudessem confirmar os fatos durante aqueles momentos de festa. O mais, jovem inteligente e curioso reservava na memória tudo que via e usufruía. Assim surgiram as ilustradas poesias envolvendo a nossa Grande Festa do Rosário, religiosamente e socialmente. Edmilson mereceu o título: POETA E ESCRITOR DA FESTA DO ROSÁRIO DE POMBAL. Coletou todas as poesias e compilou no livro: FESTA DO ROSÁRIO, TRADIÇÃO E FÉ
Em pleno momento fervoroso e festivo da nossa tradicional Festa do Rosário neste ano 2009, faço recordar um passado importante e ilustrativo em nossa amada Pombal, quando do lançamento desta Obra Histórica e Literária: FESTA DO ROSÁRIO TRADIÇÃO E FÉ, de autoria do nosso grande e admirado poeta EDMILSON EVARISTO NERI. Faço jus a Menção Honrosa a ambos, escritor e Obra, pois acreditando no que o homem é capaz de fazer, lucramos deste dinâmico e ilustrado poeta pombalense, o rico contributo deste importante livro estruturado e ilustrado com maestria a rica história de nossas tradições que narradas em sínteses, já é admirável, e, em versos torna-se Fenomenal. Trabalho que ilustrou a arte e a cultura do nosso povo com todo privilégio dos seus dons, isto é, dádivas de Deus.
Deixo o meu incentivo aos pombalenses, sobretudo aos professores e alunos que adquiram este livro para constatar como é interessante ver a nossa tradicional festa narrada em versos. Parabéns EDMILSON, por seu passado fértil, por seu brilhante presente, desejando-lhe um futuro de progresso e glória, abençoado por Deus e por Nossa Senhora!
Cessa Lacerda Fernandes
Poetisa e escritora pombalense.

ADEMAR PEREIRA: O AMIGO SERENO E DE CONVICÇÕES FIRMES!

Clemildo Brunet (Foto)
Clemildo Brunet*
Este 24 de setembro de 2009 fazem-nos lembrar os trinta dias da morte do Dr. Ademar Pereira de Lima, pertencente a uma família que se destacou no meio político paraibano e que em determinado período da vida pública esteve no auge e ficou conhecida como o Clã Pereira ou de forma mais explícita, O GRUPO PEREIRA. Ademar Pereira era filho de Francisco Pereira Vieira (seu Chico), e Almira Pereira de Lima (saudosas memórias).
Aprendendo as lições preciosas de seu velho pai, Ademar Pereira foi um dos primeiros a ingressar na política logo depois de se formar em medicina. Foi eleito Deputado Federal por duas legislaturas de 1975 a 1982. Candidatou-se a Prefeito de Pombal em 1982, pela antiga legenda do PDS 1 figurando na chapa como Vice, o farmacêutico pombalense Epitácio Vieira de Queiroga. Levi Olímpio Ferreira seu concorrente pelo PMDB 1 obteve 7.607 votos e foi eleito com o Vice Severino de Sousa e Silva (Birô), enquanto que Ademar Pereira obteve 5.653 sulfrágios. Ademar foi Vice Prefeito nas duas gestões do Prefeito Dr. Abmael Lacerda (Dr. Verisinho) entre 1997 a 2000 e 2001 a 2004.
Poderia ter avançado mais nesse campo. Teria sido a estrela que haveria de brilhar com certeza na galeria dos melhores políticos que o Estado da Paraíba já teve. Existem várias versões a respeito de sua desistência em continuar na vida pública, peço vênia, para não declinar nenhuma delas. Ademar era Inteligente, homem de oratória fácil, amigo, tinha um carisma todo especial na maneira de tratar os seus interlocutores e acima de tudo, era destemido, sereno, corajoso e de convicções firmes.
Ademar Pereira (Foto)
Exerceu atividades no Estado na Secreataria de Saúde da Paraíba nos Governos de Tarcísio de Miranda Burity e Antonio Mariz, tendo também ocupado por determinado período a função de Superintendente da Delegacia Regional de Saúde, órgão do Governo Federal no nosso Estado. Durante 20 anos o Dr. Ademar prestou serviços médicos no Hospital de Base em Brasília – DF e foi o primeiro Diretor do Hospital Distrital de Pombal.
Em 1978 quando fui prestar meus serviços profissionais como locutor a família Pereira, tive o privilégio de conhecer o Dr. Ademar Pereira e observando bem o modo de suas ações, pude ver os traços de uma pessoa educada e comunicativa, o seu modo manso no falar, sua cordialidade no trato com as pessoas deixava transparecer tranquilidade, porém, sempre firme em suas palavras e fiel em seus atos.
Acompanhei-o na campanha enfrentada por ele no a fã de se tornar Primeiro Mandatário do Município de Pombal em 1982. Pude sentir de perto os seus dramas e angústias por não dispor de condições financeiras para bancar uma campanha eleitoral, pois seu concorrente fazia uso do poder econômico investindo tudo que possuía.
Nesse tempo, a família Pereira estava no pedestal mais alto de sua vida política, com três deputados: Adauto Pereira, (Federal), Aércio e Francisco Pereira (Estaduais) e Paulo Pereira Vieira, irmão de seu Chico e tio de nosso homenageado, Prefeito do Município de Pombal; contava também com prestígio no Governo do Estado, além de um veículo de comunicação de massa a disposição, pois a família Pereira havia instalado no mesmo ano, a primeira estação de rádio de Pombal– a Rádio Maringá AM. Infelizmente para a tristeza de seus amigos e correligionários, Ademar Pereira não logrou êxito.
Em 1979 ainda sob o regime da ditadura militar em nosso país, O Lord Amplificador, Serviço de Alto Falantes de minha propriedade teve de suspender sua programação durante alguns dias por interdição da Censura da Policia Federal. Na época a Censura exigia que para o exercício da profissão de locutor era necessário ser portador de uma carteira funcional fornecida pela própria PF. Nós recebemos a visita de um Delegado da PF, exigindo nossa presença na sede do órgão em João Pessoa, a fim de receber a carteira funcional dos locutores.
Qual não foi nossa surpresa na exigência feita pelo dito delegado em determinar que todas as Carteiras Profissionais dos que colaboravam com Lord Amplificador, fossem assinadas por mim, para que tivessem acesso a Carteira da Censura. Fiquei indagando a mim mesmo, que direito tinha a Policia Federal exigir assinatura das Profissionais quando isso era da competência do Ministério do Trabalho?
Questionei o assunto com Ademar Pereira e ele se dispôs em me levar a João Pessoa e ir comigo até a sede da PF falar diretamente com o Superintendente. E assim foi feito. Na ocasião vi como Ademar Pereira foi bem recebido pelo Superintendente da PF. Transpareceu-me que eram amigos de muito tempo, e o pleito foi prontamente atendido sem a necessidade de se assinar as Carteiras Profissionais.
A maior cobertura jornalística de um pleito eleitoral foi nas apurações das eleições Municipais de 1988. Pombal havia ganhado uma nova emissora, a Rádio Bonsucesso. Tínhamos uma concorrente na praça e era necessário todo fôlego de uma infra estrutura para atender a exigência de nossos ouvintes.
Ademar Pereira (foto 2)
Dr. Ademar Pereira nos deu total apoio para essa cobertura. Desde o momento de se falar com o Juiz que presidiu as eleições, determinando também que parte do valor dos patrocínios fosse dada a equipe, a fim de que esta se sentisse estimulada e prestasse um melhor serviço. Até hoje, quem viveu na época, pode contar essa história: Na cobertura não havia intervalo para música, só a divulgação dos resultados das eleições Municipais de todo País. Eu direto do Pombal Ideal Clube comandando uma equipe, e o hoje Dr. Professor Universitário José Cesário de Almeida, na central de notícias no Studio da Rádio Maringá de Pombal comandando outra equipe. Foi um banho de cobertura jornalística, ficando a concorrente rodando música.
Ademar Pereira são passados trinta dias de sua morte. Foi grande a surpresa quando ouvi a notícia de seu falecimento naquele fatídico dia de segunda feira, 24 de agosto de 2009, pela Rádio Liberdade 96FM.
Encontrava-me em Natal, imediatamente além de falar por telefone para o Programa Liberdade Notícia, emocionado enviei para o mural de recados do Portal da referida emissora a mensagem abaixo:
A morte de Dr. Ademar me pegou de Surpresa. Aliás, notícia assim acontece de maneira que ninguém espera. Ademar era acima de tudo um grande amigo que eu tinha. Sincero, leal e firme em suas convicções. Acompanhei-o durante alguns anos na sua trajetória política e o conheci de perto, pude viver momentos felizes e de desafios junto a essa família. O Clã Pereira, Pombal jamais esquecerá, morre o último dos políticos e benfeitores. A Ademar esta singela homenagem de um amigo e a consolação de Deus a família enlutada que chora a saudade de seu ente querido. Dr. Ademar descanse em Paz.
*RADIALISTA

CASTA SOCIAL

Por Severino Coelho Viana
Os termos casta social e classe social por mais parecidos que sejam, apesar de que as pessoas não entenderem e confundirem como se sinônimos fossem, inclusive pelo som auditivo da pronúncia, são distintos e diferenciados de significado. O sistema de casta social é rígido porque não permite mobilidade e permeabilidade na sua mudança de estrutura uma vez que o seu caráter origina-se no nascimento de cada pessoa, pois além de sustentado pelo sentimento religioso, está enraizado na cultura de um país e de seu povo
O significado do termo casta social é bem parecido com classe social que o adota, porém, em uma classe social, a pessoa tem o direito de mudar de classe. Como por exemplo, passar da classe média para a classe alta e vice-versa. Todavia, numa casta social não se admite o surgimento de condições pessoais de caráter econômico, social, profissional, cultural, educacional etc. sair de uma casta e passar para outra casta social, nem melhor e nem pior, por questões hereditárias. O exemplo mais patente é o da Índia antiga, mas os ares de modernidade estão afastando paulatinamente este sistema do convívio social.
A origem das castas encontra-se ligada à mitologia religiosa hindu, que por ocasião do sacrifício da entidade espiritual chamada de Purusha. As castas estariam ligadas às diferentes partes do corpo da entidade após o seu sacrifício, estando assim distribuídas: da cabeça veio a casta mais elevada, os brâmanes, composta por sacerdotes ligados a funções intelectuais de prestígio e ao ensino universitário; dos braços, os kshatriya, nobres que exercem funções políticas e militares; das pernas, os vaishyas, representados pelos camponeses, artesãos, donos de terra e comerciantes; dos pés, situados na parte mais baixa do sistema, os shudras, integrados por servos, trabalhadores braçais e agricultores.
Além das quatro castas principais, há um outro segmento social à parte, que são chamados de párias. Intocáveis, párias ou dalits. Porque eles não pertencerem a qualquer casta, por isso, também, são conhecidos como os “sem-casta”, são vistos como “impuros” e exercem funções sociais menores e desprestigiadas, tais como lavar roupa, recolher o lixo e lavar banheiros. Estrangeiros e imigrantes de outros países também são classificados nesse segmento. A posição dos párias é a mais complicada de todas, uma vez que não estão inseridos no sistema, o que os torna extremamente vulneráveis nesta sociedade puramente hierarquizada e estabilizada neste tipo de convívio social. As castas obedecem a um sistema rígido de organização social, onde as posições mais elevadas em termos de prestígio político e social são ocupadas por membros das castas mais elevadas. Em contrapartida, integrantes de castas inferiores possuem severas restrições ao movimento, desde alimentação, educação e acesso à religião. Em lugares públicos, membros de castas inferiores frequentemente cedem seus lugares para membros de castas mais elevadas. Existem várias maneiras de se identificar a casta de uma pessoa, sendo que a identificação pelo sobrenome familiar é a mais comum.
A Índia é um belo país em virtude de sua riqueza, de suas tradições religiosas e culturais, suas belezas naturais, bem como a sua diversidade social, o que torna um dos países mais desiguais do mundo – tal como, aqui na Terra Brasilis, bem ao sul da linha do Equador. Riqueza e pobreza, sofisticação e atraso andam de braços dados nesta nação repleta de desafios escritos na sua agenda para este milênio. Dada a sua grandeza territorial e populacional, a Índia é alcunhada, segundo o jargão das Relações Internacionais, como um dos integrantes do grupo dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), com acúmulo de capital financeiro emergente e elevada disponibilidade de capital intelectual em decorrência da sólida educação no país. No entanto, apesar dessas perspectivas positivas, a Índia é um país de cultura milenar, e o peso do hinduísmo é decisivo na estrutura de sua sociedade. Os princípios religiosos determinam sua organização social, e o sistema de castas é a faceta mais visível dessa influência. Atualmente, o país possui mais de duas mil castas e cerca de vinte mil subcastas, cujos critérios de definição remontam aos primórdios do surgimento da religião hindu. O primeiro grande lutador contra o sistema de casta indiano foi Gandhi.
O Oriente é um mosaico de etnias, culturas, religiões e costumes, o Ocidente também é bastante fragmentado, nos campos: social, político e cultural. No entanto, certa unidade pode ser identificada nas sociedades ocidentais, que gira em torno do ideário individualista, identificado a partir das seguintes crenças: o princípio da livre iniciativa, a liberdade de expressão, os ideais democráticos como organizadores das formas de representação política, o individualismo, o livre-arbítrio, a crença no consumo como via de inserção e de ascensão na sociedade, além da dignidade da pessoa humana, mesmo existente no contexto legal, faltando muito para que este preceito seja colocado na vida prática, começando pela reciclagem no âmbito das próprias autoridades judiciárias deste Brasil de caboclo, de mãe Preta e pai João.
Os ocidentais que adotam o sistema de classe social com base na livre iniciativa e não por laços de parentesco, não aceitam e uma organização de casta social dessas seria tachada de exótica e esdrúxula por não permitir as possibilidades de ascensão social. Fica bastante claro que a ascensão social de indivíduos de castas mais baixas é inconcebível naquele tipo de organização social, mesmo que porventura esses venham a ser bem-sucedidos do ponto de vista do empreendimento de negócios financeiramente rentáveis.
O sistema de classe social está contido no poder do dinheiro que subverte qualquer organização social estável. (Classe alta, média, baixa e miserável). A globalização, o crescimento econômico do país e a elevada educação dos seus cidadãos lançam desafios cada vez maiores àquele sistema de casta. O fim do sistema de castas está ainda longe de ocorrer na Índia, apesar de que a própria Constituição do país ter abolido esses sistemas há cinquenta anos. O peso da tradição, a força da religião hindu e a estabilidade social proporcionada por essa divisão ainda são os sustentáculos desta forma peculiar de organização e estratificação social.
Como se pode observar, a força do dinheiro é tamanha que pode romper com divisões sociais até então consideradas “intocáveis”… Mais uma prova de que a globalização econômica impele à civilização humana a rumos até então considerados inconcebíveis e a navegar por mares nunca antes navegados.
No Brasil, principalmente, na região Nordeste, por não ter um sistema de castas, propriamente dito, ainda, concebe-se as forças oligárquicas e o poder político nas mãos de determinadas famílias, quando os mais humildes curvam-se de obediência e rendem respeito ao coronel de chapéu branco.
O mais interessante disso tudo é que há pessoas que carregam na mente o assombro do passado de que pertence a um tipo de classe social de alto nível advinda do poder familiar, todavia, vivem enganando-se a si mesmo e ainda não acordaram e não acreditam na própria realidade que os circundam. A realidade é outra e o tempo atual é completamente diferente dos antepassados.
Com a eleição de Lula à Presidência da República, que positivamente pensávamos que verdadeiramente foi um marco e um avanço no progresso social, nós acreditávamos que fosse um motivo bastante ensejador para eliminar de uma vez por todas as classes oligárquicas, pois a chegada de um nordestino, pobre, retirante de pau-de-arara, torneiro mecânico, sem curso superior, expressava o autêntico preceito constitucional de que realmente todo o poder emana do povo.
A desigualdade social acontece quando a distribuição de renda é feita de forma diferente sendo que a maior parte fica nas mãos de poucos. No Brasil, a desigualdade social é uma das maiores do mundo. Por esses acontecimentos existem jovens vulneráveis, hoje, principalmente na classe de baixa renda, pois a exclusão social os torna cada vez mais supérfluos e incapazes de ter uma vida digna.
Muitos jovens de baixa renda crescem sem ter estrutura na família devido a uma série de conseqüências causadas pela falta de dinheiro, além de briga entre pais, discussões diárias, falta de estudo, ambiente familiar desordenado, educação precária, más instalações, alimentação péssima e escassez de trabalho, entre outros. A desigualdade social é um problema sério que causa grandes transtornos no mundo, por exemplo, a exclusão social, ou seja, dificulta o acesso das pessoas ao crescimento e ao conhecimento.
O crescente estado de miséria, as disparidades sociais, a extrema concentração de renda, os salários baixos, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a marginalidade, a violência, etc. são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil.
Estas são as características típicas da diferença de classe social, que geram penúria pela miséria em que vive, mas não por ter nascido no seio de um vínculo familiar ou pertencente a um determinado segmento religioso. João Pessoa, 23 de setembro de 2009.
SEVERINO COELHO VIANA

DIA DO RADIALISTA

Ubiratan Lustosa*
Durante muito tempo o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão, e o Dia do Radialista foram comemorados juntamente, em 21 de Setembro que é também o Dia da Árvore. A celebração teve início em 1945, quando um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas fixou os níveis mínimos de salário dos trabalhadores em empresas de radiodifusão.
Nos anos 80, por ocasião do IV Congresso Brasileiro de Radiodifusão, realizado na Bahia, os proprietários de Emissoras decidiram estabelecer uma data para comemorar em separado O Dia da Radiodifusão. Escolheram 25 de Setembro, pois nesse dia nasceu Roquette-Pinto. Edgard Roquette-Pinto, médico, antropólogo e professor, nascido em 1.884, fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 21 de abril de 1.923. Dessa forma, passamos a comemorar em 21 de Setembro o Dia do Radialista e em 25 desse mês o Dia do Rádio, ou da Radiodifusão.
Mais recentemente, em decreto assinado pelo Presidente Lula, foi instituído no calendário de efemérides nacionais o Dia do Radialista a ser comemorado em 7 de Novembro, data de nascimento do compositor, músico e radialista Ary Barroso.Costumes não se criam por decreto e em razão disso continuo recebendo e enviando cumprimentos na data original da qual todos os radialistas gostam: 21 de Setembro.
Na verdade, a Radiodifusão é de importância imensurável. E o homem de Rádio que leva a sério a sua profissão, que nela crê e a ela se dedica, presta um serviço de inestimável valor à coletividade e faz jus a essas comemorações. Seja na informação precisa e imediata, seja no aviso de utilidade pública, seja no lazer proporcionado pelos programas que divertem e deleitam, seja na orientação dada, na cultura difundida, na transmissão dos eventos esportivos, seja nas mensagens de paz e amor e fraternidade, o profissional de Rádio presta um grande serviço à nação.E não são apenas os locutores, os comentaristas, os noticiaristas, os repórteres, aqueles apresentadores que vocês ouvem, que desempenham papel importante na Radiodifusão. Há todo um exército de pessoas cujos nomes vocês nem conhecem, cuja voz vocês nunca escutam e que estão dia e noite, domingos e feriados, trabalhando para que a Emissora possa fazer suas transmissões. São os proprietários e diretores das empresas de radiodifusão, os técnicos, os operadores, o pessoal da área artística, os redatores e produtores, os integrantes do setor comercial e da administração, muita gente mais, compondo uma colmeia que não pára, que trabalha, produz e realiza, fazendo-se merecedora de admiração e respeito.
No dia 21 saudamos os radialistas. No dia 25 homenageamos os radiodifusores, os proprietários de Emissoras. É muito grande a sua luta, são enormes os investimentos necessários, não é fácil a seleção de profissionais, são preocupantes as despesas enormes que se repetem todos os meses.Com tantos compromissos, não foram poucos os que desistiram no meio da jornada.Recebam nosso abraço, heróicos radialistas e radiodifusores.Recebam a nossa homenagem e os nossos votos de sucesso.
*RADIALISTA E ADVOGADO - CURITIBA PARANÁ.

HOMENAGEM DE PARABÉNS!

Mais um ano completando, sempre a todos encantando, seu talento conhecido, em versos, cantado e lido fazem parte da história, e eu guardo na memória, parabenizo a senhora, sem dizer a sua idade, falando para a cidade, me emociono também!... Ficando muito feliz, anos passam, outros vem receba da minha parte, meus sinceros PARABÉNS! Se Deus quiser, rara mulher muitos anos irás viver, para ensinar, e eu aprender! Ele quem quer, eu a querer, não vou calar, quero falar, uso a verdade, não a falsidade! Se sou amigo, tenho lealdade, teus predicados e bons fluidos nos dar o sentido, por toda vida tua amizade! Hoje, 17 de setembro, felizes estamos, estais aniversariando! Não uma coisa... mais uma peça... dessa que se imortaliza eu falo da poetisa, nossa amiga, D. Cessa! Mais um ano a completar! Nós, a ti, parabenizamos! A Jesus Cristo rogando sempre a ti, abençoar, para que continues sendo esta flor rejuvenescendo, sempre com amor para dar! És simples, és rara!... Sempre contente, muito inteligente! És incansável! Sempre elogiarei!... És muito reta, dona de casa mãe adorada, esposa amada, grande poeta!!!... És rainha dos radialistas! Corresponde expectativas! Fada madrinha sempre será!... Sempre a pensar como ninguém... fazer o bem, sem olhar a quem!... Louvado seja Deus o seu guia de luz!... Ultimado em sua glória, revivemos a história, invocando a Sua benção, vivendo na oração, a vivência da verdade, legado de caridade! Para ti, ó, poetisa, esta é, a minha homenagem! Retrata em sua coragem e a sua inteligência, intima competência, ruído que ameniza, aqueles que de ti precisam!... Dar-te-ei meus parabéns! A ti, louvo também! Sejas bem feliz! Intimando o passado, levando a frente o presente, porque és uma peça rara! a Deus peço te abençoar. Lourival ( Loro) Pombal, 17/09/09

HOMENAGEM A CESSA LACERDA PELO SEU NATALÍCIO!

Clemildo Brunet*
Estamos em setembro e ele nos traz a estação da primavera – abrem-se as flores no campo e o céu brilha com mais intensidade, mostrando o esplendor da natureza através dos raios solares que cai sobre nós como a iluminar nossos caminhos, na densa caminhada de nossa peregrinação a procura das coisas belas que a natureza nos presenteia. Foi num tempo assim primaveril que veio para o nosso habitat um ser humano com qualidades de primeira grandeza e soube vencer os embates da vida e que neste dia 17 de setembro estará galgando mais um grau em sua existência terrena.
Maria do Bonsucesso de Lacerda Fernandes (Cessa Lacerda), uma estrela que continua a brilhar na constelação do pensamento de sua família, amigos e de muitos que a admiram, pois sua verve poética já trouxe a lume três obras primas, assegurando-lhe o direito a um lugar de destaque na arte literária. Mas D. Cessa, não é somente prodigiosa como poetisa e escritora; Ela vai muito além do que se possa imaginar.
É graduada em Letras Pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cajazeiras, onde fez também pós graduação em língua portuguesa. Exerceu atividade no Magistério em Pombal durante muitos anos e nesse exercício sempre recebeu de seus alunos, hoje formados, os mais rasgados elogios como forma de gratidão pelo seu desempenho nessa área. É artista plástica havendo demonstrado aptidão nesse trabalho, tendo alguns de seus quadros sido apresentados em diversas exposições tanto em Pombal como em
João Pessoa e ainda continua como Presidenta da Academia de Letras de Pombal desde a sua fundação na década de 90. Fundadora da Associação Poética Pombalense – ASPONPS “Professor Newton Pordeus Seixas” e fundadora e coordenadora do Tinju- Teatro Infanto Juvenil de Pombal.
São muitos os títulos que dignificam sua agenda cultural: Contista, escritora, poetisa, historiadora, artista plástica, madrinha dos radialistas de Pombal e exímia educadora. Concluiu o curso profissionalizante aos 19 anos de idade ingressando como professora na antiga Escola Normal “Josué Bezerra” na época, a escola ainda levava o nome do grande Arruda Câmara. Foram trinta e seis anos de serviços educacionais e o fez com dedicação e amor a profissão que abraçara, missão árdua e difícil, no entanto pode sentir o afago de seus discípulos que até hoje reconhecem o seu valor, chamando-a de Mestra do bem.
Casou-se aos 22 anos de idade com Francisco Fernandes da Silva (Bibia), e dessa união foram premiados por Deus com os filhos: Francisco (Junior), Francimar (Cimar), Antonio (Tim), Rômulo (Rominho) e Cândida (Candinha). Certa feita, o Historiador pombalense Wilson Seixas referindo-se a Cessa declarou: “A nossa poetisa Cessa já nasceu assim, porque trouxe nas veias, o sangue dos primitivos habitantes das Algarves, distrito e província de Portugal, que povoaram os sertões da Paraíba na segunda metade do século XVIII, em qualquer época teria naturalmente de manifestar a sua vocação poética e a sua inteligência privilegiada, como um fruto que já brotasse amadurecido, ou uma rosa que já surgisse aberta em pétalas’.
Em seu primeiro trabalho literário “Escada de Sentimentos” (1991) Cessa, expressa bem o valor intrínseco que vem do recôndito de seu coração amoroso, explicando dessa forma: “A minha vida consolida-se na maior oração: AMAR. Oração expressa por um verbo de ação ilimitada, indissolúvel e invejável exemplo edificante de Cristo. Força que nos ascende ao paraíso celestial. O amor para mim, é o tribunal de paz, justiça e de felicidade”. Sentenciou a poetisa.
Em 1999, Cessa fez o lançamento de sua segunda obra literária “Pombal! História Viva da Comunicação” neste compêndio a madrinha dos comunicadores de Pombal, retrata as homenagens que foram prestadas aos profissionais do rádio de nossa cidade em um Programa radiofônico na Rádio Bonsucesso de Pombal, organizado pelos líderes comunitários Salomão da Silva Oliveira e Vicente Liberato Filho, das Comunidades Petrópolis e Nova Vida respectivamente, ocorrido no dia 19 de dezembro de 1998.
Em 2001 a escritora e poetisa pombalense Cessa Lacerda, aparece com a sua terceira obra literária, numa alusão ao Centenário de nascimento do Senador Ruy Carneiro; “Homenagem e Resgate – Prosa e Poesia”, onde faz um resgate da verdadeira história da Canção Maringá, composta pelo médico e compositor Joubert de Carvalho. No Livro consta o enredo de uma peça teatral “O Hino do Sertão”, que teve sua exibição no auditório da Escola Estadual “Arruda da Câmara” e também na Academia Paraibana de Poesia em João Pessoa, tendo sido aplaudida por amigos e familiares do Senador Ruy Carneiro.
Cessa Lacerda, o dia de seu natalício 17 de setembro, acompanha o desabrochar da primavera onde o brilho em tudo nessa época é mais intenso e nos lembra a composição de uma música interpretada por Vanusa que diz assim: “Fui eu que a primavera só não viu as flores/os sons, nas manhãs de setembro! Eu quero falar, eu quero ensinar o vizinho a cantar/nas manhãs de setembro/ nas manhãs de setembro! (bis).
PARABÉNS MADRINHA! FELIZ ANIVERSÁRIO!
*RADIALISTA.

COMO É BOM VOLTAR PRA CASA.

Prof. Vieira (Foto)
“Ninguém se perde na volta, porque voltar é uma forma de renascer.”
Com esta célebre frase do renomado escritor paraibano, José Américo de Almeida, fica evidente a importância de voltar, principalmente, quando se refere à terra natal. Aí, se tem uma idéia da dimensional grandeza do que representa em termos de sentimentos retornar às origens. É o prazer de estar pisando, sem machucar, o solo mãe, o próprio berço. É sentir a imensurável satisfação de voltar pra casa. Voltar pra casa é reencontrar o caminho perdido na certeza do acolhimento e da guarida. É tal qual a incontida alegria de uma criança que chora desolada e de repente se transforma num poço de felicidades ao encontrar o brinquedo de estimação.
Os fatos comprovam: este pensamento, que é fruto da erudição de mente privilegiada, vai além da imaginação – torna-se uma realidade. E, ratificando, peço vênia, para relatar um fato que mesmo em síntese, confirma na prática, o pensamento do autor, pois vivi a emoção de voltar pra casa.
Era 1969, ano da chegada do homem à lua. Tinha apenas dezoito anos. Plena adolescência. Acalentava sonhos impossíveis, frutos da imaginação fértil de alguém que na sua tenra idade e ânsia de vencer acreditava ser capaz de tudo. Vencer incluía todos os demais sonhos.
Com esta visão parti para Brasília, acompanhado de mais dois amigos que carregavam como eu os mesmos sonhos e ideais. Na verdade, éramos apenas novas vítimas do êxodo social, decorrência de uma política discriminatória que subestima a capacidade das pessoas e regiões. Portanto, deixava pais, irmãos, amigos, paixões e toda uma história de vida para buscar em terras alheias o que a minha não podia oferecer. Finalmente, após quatro dias de intensa e desconfortável viagem, cheio de expectativas, chegava ao destino, carregando sobre os ombros um fardo que era um misto de esperanças e incertezas, coragem e medo, dúvida e ansiedade. Enfim, em meio a esse conflito de sentimentos e indefinições chegava à capital federal, centro das decisões político-administrativas do país, lugar em que eu na minha santa inocência imaginava ser o berço da decência e da moralidade. Quanto engano. A realidade é outra. Sabe-se hoje que é palco de ações nefastas e ordinárias, por isso, desprezíveis na visão de todo homem que se preza, pois denigrem a imagem do país e se constitui uma afronta aos princípios da ética e da dignidade. Em síntese, o que devia ser motivo de orgulho para a população, infelizmente, significa o que existe de mais podre e medíocre, portanto, causa de asco e repúdio.
Repito: finalmente cheguei. O impacto foi enorme. Era noite na cidade grande. Frio intenso. Atônito eu observava tudo. Luzes multicoloridas iluminavam as alamedas onde se destacava o verde na grama rasante, cor que eu somente via em minha terra durante as escassas e breves invernadas. Enquanto isso, um vai e vai constante de veículos cortavam o silêncio noturno Era ônibus que chegavam e saiam a todo instante conduzindo gente das regiões mais distantes e até de países vizinhos. Os que chegavam traziam pessoas como eu, cheias de esperanças e os que saiam levavam os desiludidos. Era a confirmação do adágio popular: “trazem os iludidos e levam os arrependidos”. Uma mudança radical. Em suma, outra realidade – um mundo desconhecido que eu havia decidido enfrentar. E, agora, mais do que nunca, pois já me encontrava lá. Afinal, “quem se ajoelha tem que rezar”.
Enfrentando dificuldades como: adaptação, estabilidade e salário irrisório, trabalhei aproximadamente um ano na construção civil. Inicialmente apontador e em seguida auxiliar de escritório da MIBRA – Móveis e Instalações Brasília, empresa especializada em esquadria de madeira. SQS – 209 – 6º Andar - Eixo Monumental. Era o endereço. Local de onde eu assistia – era um privilégio – a passagem de Sua Excelência o Presidente da República Costa e Silva que se dirigia ao Palácio da Alvorada, que era alertada por “batedores”, à frente do carro presidencial, em motores possantes rompendo obstáculos, garantindo-lhes integral segurança e proteção. Dali assistia também maravilhado os grandes desfiles cívicos em comemoração ao aniversário da cidade ou da independência, momento em que lembrava dos antigos desfiles do Ginásio Diocesano. Ai, saudoso, não me continha e as lágrimas corriam nos rios da face.
Minha vida se resumiu em muito trabalho, pouco salário e diversão quase nada. Vida rotineira e monótona, salvo, os encontros com alguns conterrâneos ou as constantes visitas dominicais à casa de “Seu Dodóia”, pombalense da família Almeida ali radicado há anos, para assistir o Programa do Rei Roberto Carlos. E, como se não bastasse, o sofrimento aumentava à medida que a saudade atormentava, principalmente na época das tradicionais festas de Pombal, quando nos reuníamos em bebedeiras onde acabávamos sempre embriagados e cada vez mais judiados pela saudade.
Depois de um ano de intenso trabalho e a frustração de sonhos não realizados, resolvi retornar à casa paterna, agora, carregando um fardo diferente. Nele havia um acúmulo de experiência, decepções e desenganos, além da preocupação de justificar e convencer pelo retorno breve de tão efêmera estada e que mais parecia um passeio. Mesmo assim voltei, sofrido, porém feliz, pois voltava para o convívio da família carregando o orgulho e a vaidade de conhecer a capital federal. Contudo voltei. Não apenas para diluir as saudades acumuladas com o tempo, mas também, para pisar a terra que é minha. Ainda mais, voltando, havia pelo menos vencido o tempo que me arrancara a felicidade do aconchego do meu povo que somente ele tem. Voltei sim, depois de conhecer nova gente e novos horizontes para provar que o autor tinha razão ao afirmar que “ninguém se perde na volta”.
Voltei, não tanto quanto o filho pródigo, isto é, achado e renascido, mas voltei, para encontros e reencontros, com novos e velhos amigos, com a própria origem. Não diria ter sido em vão, pois muito aprendi e nesse contexto compreendi entre outras coisas: o que fazemos na vida não é obra do acaso e sim, uma escolha nossa - conseqüência do livre arbítrio. Coincidência ou não, assim como na ida, foram quatro dias de viagem; tempo suficiente para pensar sobre tudo e indagar de mim mesmo. Como seria minha chegada? O reencontro com a família, os amigos e as paqueras? O que teria mudado?
Ansioso eu contava as horas e fazia planos. Desejava acelerar o tempo e diminuir a distância para receber o beijo carinhoso dos pais e o abraço dos irmãos; para assistir a sessão dupla do sábado no Cine Lux, paquerar no Bar Centenário e dançar uma noite inteira no Pombal Ideal Clube ao som do Conjunto “Os Águias”. Planejava ainda um rubacão com os amigos na sombra das ingazeiras do Rio Piancó, é claro, ao som de um violão ou radiola portátil Phillips, acompanhada da cachaça Pitu ou Caranguejo. Na imaginação me via assistindo uma partida do São Cristóvão no Vicente de Paula Leite, campo de terra batida, cercado de aveloz e arame farpado. Já imaginava Chico Sales rompendo defesas invencíveis, Agnelo e César tratando a bola com maestria, Natal Queiroga marcando gols de bicicleta, Carrinho “chutando de bico” em toda direção, mostrando ser um zagueiro que se preza e Nego Adelson, corajoso e arrojado, provando ser o melhor goleiro da região. Tudo seria maravilhoso, se João de Biró, Bié ou Dilau não atirassem laranjas nas pessoas. Do tórax para cima o alvo era certo. Bem, pelo menos esses sonhos eu sabia, era possível realiza-los.
Mas, mesmo sem abreviar o tempo, pois sei que é impossível, cheguei finalmente a Pombal, que já dava sinais de mudança com a construção do asfalto. De longe avistei eretas e firmes como deve ser a fé de todo cristão as torres das igrejas do Bom Sucesso e São Pedro, assim como a chaminé da Brasil Oiticica que embora poluindo o ar de fumaça, denunciava sua atividade contribuindo para o progresso econômico da região. E assim cheguei feliz da vida.
Em síntese, foi assim a minha história que não é única. Outras aconteceram e até mais dramáticas. Quer seja Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro, histórias como esta tem se repetido. Outros personagens viveram as mesmas cenas, portanto, protagonistas dos mesmos dramas que certamente se repetirão, não sabemos até quando.
Somente quem já bebeu dessa água sabe o gosto que tem. Daí, a afirmação: voltar à terra natal é viajar em direção a si mesmo. Depois de uma vida errante é aprofundar-se na própria interioridade.
Por tudo isso se justifica em toda sua grandeza a importância de COMO É BOM VOLTAR PRA CASA. Por isso estamos sempre voltando.
Pombal, 12 de setembro de 2009.
Prof. Francisco Vieira.

ANOS CINQUENTA: CADÊ CHIQUINHO FORMIGA?

Ignácio Tavares (Foto)
Por Ignácio Tavares.
Nos anos cinqüenta iniciou-se em Pombal consideráveis mudanças que caracterizam o marco zero, que divide o antes e depois, quando se pretende explicar a evolução econômica e sócio/cultural do município. A economia do setor algodoeiro, associada à coleta e extrativismo da oiticica, foi o principal vetor responsável pelas mudanças na qualidade de vida da população local.
A Sanbra, Anderson Clayton, unidades de compra e beneficiamento da fibra de algodão, a Brasil Oiticica, atuante na área de compra do fruto da oiticica e extrativismo do óleo da amêndoa. Eram, sem dúvida, as principais fontes de geração de emprego e renda do município. O dinheiro circulava em profusão, por isso, suficiente para agitar o mercado, assim como animar a auto-estima do pombalense, como ente econômico, cujo poder de compra era capaz de influir na dinâmica do mercado consumidor.
Aviões monomotores cortavam os céus de Pombal. Semanalmente, o teco-teco da Brasil Oiticica pousava no campo de Várzea Comprida com os recursos necessários ao pagamento dos operários da fábrica. Ainda, com certa freqüência, o monomotor de Antônio Pão Doce, pousava no mesmo campo, a serviço dos outros grupos econômicos instalados no município. A garotada corria em direção ao campo de aviação, a chão batido, para ver de perto as pequenas máquinas voadoras, admirar a biruta que indicava a direção dos ventos, contras os quais, os teco-tecos pousavam.
Foi nesse cenário que Pombal experimentou o maior ciclo de crescimento econômico e social da sua história. Também foi nessa fase de esplendor da economia do município que o perímetro urbano, construído, da cidade mais cresceu, graças ao espírito empreendedor do saudoso Chiquinho Formiga. Diga-se de passagem, que foi este grande cidadão o maior construtor civil de todos os tempos a pisar no solo pombalense.
Pombal lhe deve até hoje, uma justa, honrosa e sincera homenagem. Para se ter uma idéia do ímpeto empreendedor de Chiquinho Formiga, é bastante entender que, nos anos cinqüenta, a grande área que formava um triângulo urbano vazio da cidade, situada por trás da rua do comercio e a rua nova, a começar pela Rua Jerônimo Rosado, em seguida toda extensão leste da cidade, foi ocupada por centenas de unidades habitacionais erguidas pelo saudoso construtor. Dessa forma, o senhor Francisco Arnaud Formiga, tem um lugar reservado na história do desenvolvimento urbano desta terra. Infelizmente, o seu feito é ignorado pelos historiadores e autoridades responsáveis pela preservação da memória viva do nosso povo. Sá Cavalcante, um dos prefeitos do município em épocas remotas, pelas poucas obras públicas que construiu, imortalizou-se na memória da velha e nova geração.
Não quero desmerecer os feitos do saudoso Sá Cavalcante, mas, o velho guerreiro Chiquinho Formiga, com recursos próprios, construiu cerca de um quarto das unidades habitacionais desta cidade, mas, nem por isso é lembrado como deveria ser, não só pelo empreendedor que foi, mas, pelo imenso patrimônio urbano que nos legou. Legou-nos ainda, uma nova arquitetura que se contrapôs ao modo tradicional de se construir os arruamentos. Pombal historicamente os arruamentos eram feitos de casas geminadas, o que permitia reduzir os custos da construção, mas era desconfortável pela falta de espaços para circulação das correntes de ventos que circulavam pela cidade. Assim sendo, seu Chiquinho partiu para construção de unidades habitacionais isoladas, mais conforáveis, embora de custo mais elevado. Daí por diante o perfil urbanístico de Pombal tomou outros rumos.
As novas gerações precisam saber que nesta terra existiu o grande construtor que não era engenheiro, mas entendia como ninguém as regras da construção civil. Tem mais, embora não sendo filho da terra, amava como ninguém esse pedaço de chão. Aqui viveu, construiu sua família, aqui encerrou o seu ciclo de vida. Se o perímetro urbano construído da nossa cidade tem a dimensão atual de um aglomerado humano de porte médio, com uma população ao redor dos 33 mil habitantes em grande parte deve-se a Chiquinho Formiga, que já não está mais aqui entre nós. Deixou uma família exemplar que honra o seu nome, assim como da sua querida esposa Cândida Alencar Formiga, também de saudosa memória. A sua ação empreendedora como construtor civil não se limitou aos anos cinqüenta. Nas décadas seguintes continuou suas atividades, porem, num ritmo menos acelerado, até que a idade o impediu de dar continuidade a nobre missão de construir casas para quem delas estivesse a precisar.
Tive o imenso prazer por conhece-lo de perto, posto que a sua casa sempre foi uma extensão da minha casa. Quando vinha a Pombal, a minha primeira visita era a casa de Chiquinho Formiga onde sempre fui bem acolhido, não só como parente dos seus filhos, mas, como um membro efetivo da família.
Ao velho e saudoso guerreiro consagro minhas lembranças, as quais serão perpetuadas, pelo menos aqui neste texto, bem como na lembrança de todos que o conheceram, em particular seus filhos, genros, noras, netos, amigos da família que usufruíram da praxe do bom acolhimento em sua residência, entre os quais me incluo.
Desejo muita paz e felicidade prá você, seu Chiquinho, bem como pra sua esposa Candinha, no novo plano de vida que vocês estão a viver na dimensão celestial. Obrigado por ter estado entre nós e por tudo que o senhor fez por essa terra que nós viventes tanto amamos.
João Pessoa, 14 de setembro de 2009
Ignácio Tavares

APLAUSOS A CÂMARA MUNICIPAL DE POMBAL

Por Cessa Lacerda
Agradeço a José William de Queiroga Gomes, presidente da “Casa Avelino de Queiroga Cavalcanti” por este honroso convite para participar da Homenagem ao ilustre filho de Pombal, SEVERINO DE SOUSA SILVA.
Parabenizo aos propositores deste importante e significativo Projeto e aos demais vereadores representantes desta Colenda Casa de Leis, pela Brilhante idéia de homenagear ao vivo, um filho ilustre que legou a nossa história um exemplo de homem público, ilustrado poeta e admirável amigo. Homenagem bonita e meritória ao nosso insigne conterrâneo. Festa que suscitou admiravelmente, Edmivan Monteiro, outro inteligente pombalense, parceiro de jornada política de Biró, irmão na poesia, registrando eloqüentemente nesta oportunidade ao vivo uma de suas obras que encantou os presentes. Fato que nos permite exclamar pela repercussão do povo pombalense e dos ouvintes da transmissão deste evento: FEZ DIFERENÇA. É bem louvável que possamos aplaudir a nossa Casa Legislativa por este fato ímpar em nossa cidade.
Parabéns, portanto, a todos que com vocês Legisladores participaram desta destacável festa, unindo a alegria e a felicidade de Maria, seus filhos, Dedé, Birosinho, Sales, Cláudio, netos e familiares.
POMBAL, cidade condecorada por honoráveis filhos, ilustrando há mais de três séculos a sua rica história. Berço do naturalista Arruda Câmara, do guerreiro Padre Nobre e do herói Argemiro, ícones do nosso Hino, verdadeira evocação a nossa história, poema dedicado a Pombal pelo imortal poeta, Pai da Educação Pombalense: Professor Newton Pordeus Seixas. Hino oficializado pela Câmara Legislativa, Lei número 103, de 18 de janeiro de 1956. Valendo ressaltar, que Francisco Ribeiro, renomado músico, foi o compositor da bela melodia.
Pombal, pátria do renomado economista Celso Furtado, de honrados Políticos, brilhantes escritores, dinâmicos literatos, jornalistas, historiadores, professores e destacáveis vates: Leandro Gomes de Barros, Belarmino de França, Silvestre Honório e tantos outros. O nosso homenageado: HOMEM INTELIGENTE, ADMIRÁVEL POETA E INDELÉVEL POLÍTICO POMBALENSE Em plena comemoração as homenagens elevadas pela Câmara Municipal de Pombal, naquele dia cinco de setembro de 2009, a SEVERINO DE SOUSA SILVA, um dos ilustres filhos, deste Torrão paraibano, não poderíamos ficar omissos a nossa homenagem, se bem que, este co-irmão pombalense pertence a nossa Associação Poética Pombalense, “Prof. Newton Pordeus Seixas”. Partindo da temática: O HOMEM, O POETA, O POLÍTICO, O CONFRADE AMIGO, é que se torna fácil falar do homenageado. Na trajetória de sua vida adaptou-se aos cognomes de Biró, Beradeiro ou Beira-mar, sendo este, o que mais se identificou com o brilhante e espirituoso vate que ele era.
BIRÓ veio lá do sítio Jurema para Pombal, em plena juventude já fazia poesia, pois o poeta é assim, já nasce feito, e, aqui chegando, teria que manifestar o seu esplendoroso intelecto. Filho de agricultores, pessoas simples, mas admiráveis, inseridas no dizer Euclidiano: “Antes de tudo um forte”. Ele foi um privilegiado de nascer num lugar onde Deus promove o homem com os mais nobres dons da sabedoria e da simplicidade. Lugar onde a natureza parece mais gentil, atraindo e conduzindo o homem ao que tem de melhor e mais belo. Foi ali onde Deus fez com BIRÓ, o que escreveu o ilustrado poeta José de Jó. Poesia bela interpretada brilhantemente naquela tarde festiva, pelo vereador Pedro Celestino Dantas Filho, (Pedrinho), um dos propositores daquela homenagem.
Vereador Pedro Celestino Dantas Filho, na Tribuna (foto)
Biró conquistou a minha admiração pelo homem expansivo e simpático, político fiel e admirável, destacável marceneiro, sobretudo pela facilidade de improvisar e fazer versos. Poeta popular de uma envergadura cultural extraordinária. Foi correligionário dos destacáveis chefes políticos Janduy e Ruy Carneiro, do antigo PSD, de quem recebeu grande influência política, mantendo-se sempre fiel em todas as campanhas partidárias para a escolha dos seus representantes. Quando na campanha para prefeito, em 1955, em que Dr. Avelino e Nelito concorreram com Elry Medeiros e Cândido Queiroga, Biró ingressou com entusiasmo nas lidas políticas, animando-as com brincadeiras, procurando conquistar o eleitor. Em 1963, Dr. Avelino foi novamente candidato a prefeito pelo PSD, ele foi um dos grandes animadores usando sua verve poética para proclamar os candidatos. Nessa época conquistou as atenções de todos, correligionários e também adversários. Manteve destaque em todas as concentrações políticas com a poesia e a música. Fez três paródias para o seu candidato. Cito uma com plágio do frevo de (Gagárim). “Avelino é candidato de conceito/ Com Nelito vão marchar para a vitória/ O povo já lhes consideram eleitos/ Vai ser o nosso prefeito/ Que vai ficar na história. Pombal agora Vai dar um passo a frente /Duas figuras decentes /Vão governar sem demora. É Avelino e Nelito que o povo quer/ Vai ser nosso prefeito/ em Pombal, se Deus quiser”.
BIRÓ ingressou na Militância Política como Vereador por dois mandatos, no mandato do prefeito Francisco Pereira e vice, Hildo de Assis Arnaud, de 1973 a 1976 e no governo de Paulo Pereira e Aureliano Ramalho, de 1977 a 1982, este, por seis anos, por prorrogação de mandato do referido prefeito. Conferindo assim, dez anos de militância como Vereador. Vale ressaltar que foi nessa época que ele compôs BEIRA-MAR, fazendo a sua propaganda. (Refrão) Beira-Mar, Beira-Mar, Beira-Mar. o PMDB tá botando pra quebrar) (bis)
(1ª Estrofe) Eu lhe peço, por favor. Pedindo um voto eu estou, Quero ser vereador. Se o povo me ajudar Meu número vou publicar. Quinze seiscentos e oito que sou candidato afoito Pra derrotar mangangá...
É louvável citar alguns testemunhos de pessoas, que, mesmo adversárias de Biró admiravam os seus versos. Quando alguma pessoa chegava a seu Chico Pereira contando bisbilhotice de Biró, ele, com mansidão (qualidade própria), dizia: “Deixe Biró fazer os versinhos dele, que eu acho até muito bonitinho, aquele Beira-Mar dele”. A pessoa saia desconfiada com a bela lição. Cícero Gregório, meu pai, era adversário de Biró, porém tinha uma grande admiração por ele principalmente por sua veia poética.
Deixo aqui registrado uma passagem do quanto ele era espirituoso e partidário convicto do PMDB, e, em qualquer circunstância ele tinha que registrar as suas piadas. Era um ano político. Estávamos Bibia, ele, eu e Maria acompanhando o Rosário e víamos o quanto era grande a multidão. De repente ao descer o morro da estação ferroviária ficamos absortos com a presença grande do povo, ele chegou aos ouvidos de Bibia e disse baixinho: “Se Nossa Senhora do Rosário fosse do PMDB, ninguém perdia esta campanha”.
Biró, ainda militou na política como Vice-prefeito, cumprindo com Levi Olímpio, um mandato de seis anos, 1983 a 1988. Neste ínterim, quero registrar a sua participação como vice-prefeito, no JORNAL DE POMBAL, ANO I - EDIÇÃO ESPECIAL ANIVERSÁRIO DA CIDADE. 21 de julho de 1984. “Parabéns Pombal, por hoje estar completando mais um ano não só de aniversário, mas também de luta, e que essa luta seja transformada em UNIÃO, PAZ E AMOR”. (arquivo meu). Extremamente devotado a sua terra, prestou admirável contribuição ao nosso município. Compôs ainda muitas paródias nas campanhas políticas, e, fez belas poesias com os amigos, a exemplo de Dr. Avelino, quando morreu, ele se expressou assim:
MEU ADEUS A AVELINO.
Agora escrevo com pena Uma história de verdade Morreu Dr. Avelino O médico da caridade Que operava a mulher pobre No hospital Maternidade.
Nasceu pobre e morreu pobre Nunca olhou para a riqueza Era do destino dele Ser amigo da pobreza. Jesus Cordeiro Divino A sua alma proteja...
Transcrevi estas duas primeiras estrofes e as demais se encontram na Obra “Memórias do Beira Mar” de Wertevan Fernandes. Era assim que Biró fazia política e suas campanhas, com carro de som e a ilustração da sua poesia, animando o povo e conquistando votos. Hoje, tudo mudou. As pessoas, não se portam com democracia, com respeito ao adversário, praticam coisas incoerentes, retirando a paz dos que têm senso de fé cristã, que confiam ainda numa sociedade justa, constituindo um todo para o bem comum.
Biró teve passado e teve história, marcando ainda o patrimônio cultural com predominância ou inclinação pelas coisas do espírito, da inteligência premiada por Deus.
Atualmente ele faz parte da ilustrada ASSOCIAÇÃO POÉTICA POMBALENSE, “PROF. NEWTON PORDEUS SEIXAS”, incluindo-se no Quadro dos grandes vates pombalenses. Para narrarmos a vida do nosso homenageado seria preciso compilar outro livro, além de MEMÓRIAS DO BEIRA MAR, autoria do escritor Wertevan Fernandes, onde se encontra uma parte da sua história. E para descontrairmos um pouco, comprovando a beleza do seu improviso, apenas uma de suas Sétimas que declamou ao encontrarmos um dia: A MOSCA E A MURIÇOCA.
A mosca e a muriçoca São dois insetos que aborrecem. A mosca durante o dia, De noite desaparece Mas quando ela faz a troca É a vez da muriçoca Até que o dia amanhece.
BIRÓ é um ícone da nossa história e importante patrimônio da nossa terra. O HOMEM, O POETA, O POLÍTICO, O CONFRADE AMIGO, emudeceu a voz e voou para o além onde se encontrou com os demais irmãos poetas, e, unidos cantarão a glória e a poesia da sua terra mãe! Prestamos louvores a BIRÒ, pelo que ele representou para Pombal e o seu nome haverá de repercutir a sua história. A BIRÓ elevamos as nossas preces e com carinho esta singela homenagem. A Maria, sua esposa, filhos e familiares a união da nossa fé do seu encontro com Deus! ASSOCIAÇÃO POÉTICA POMBALENSE, “PROF. NEWTON PORDEUS SEIXAS.
Cessa Lacerda Fernandes.
*Professora, poetisa e escritora pombalense.
*Presidente da ALP – Academia de Letras de Pombal e da
Associação Poética Pombalense “Prof. Newton Pordeus Seixas”
Pombal, 10 de setembro de 2009.

MASSILON GONZAGA: 57 ANOS DE VIDA...

Maciel ao lado de Massilon e Familiares (Foto)
Maciel Gonzaga*
Os gregos diziam que cada ser humano tinha um espírito protetor ou gênio inspirador que assistia seu nascimento e vigiava sobre ele em vida. Os romanos também endossavam essa idéia. As duas civilizações acreditavam também que as saudações natalícias tinham poder para o bem ou para o mal, porque a pessoa neste dia supostamente estava perto do mundo espiritual.
Os costumes de dar parabéns, dar presentes e de celebração - com o requinte de velas acesas - nos tempos antigos eram para proteger o aniversariante de demônios e garantir segurança no ano vindouro. Até o quarto século, o cristianismo rejeitava a celebração de aniversário natalício como costume pagão. Há apenas duas menções da celebração contida na Bíblia, em que resultam na morte de duas pessoas, incluindo o servo de Deus chamado João Batista, o próprio que batizou Jesus Cristo.
Pois bem! Neste dia 11 de setembro, comemora-se o aniversário de um dos mais autênticos, versátil, espontâneo e determinado homem de comunicação da Paraíba: o pombalense Massilon Gonzaga de Luna, ou simplesmente para os mais íntimos, “Nêgo Massilon”. Nascido na cidade de Pombal, na rua Vicente de Paula Leite, no dia 11 de setembro de 1952, filho de José Firmino de Luna (o Alegria da Brasil Oiticica) e Roza Gonzaga de Luna (conhecida por “Roza Rica”), Massilon é o segundo de uma prole de três filhos, todos criados tomando banho no rio Piancó e estudando em escola pública, e que venceram na vida.
Massilon e sua sanfona (Foto)
Seus primeiros passos na comunicação foram dados ao lado do um inseparável amigo João de Souza Costa, no final dos anos 60, não propriamente no rádio, mas com o microfone, no Colégio Diocesano de Pombal. No Dia das Mães, escreveu uma mensagem como se não tivesse mãe e fez uma homenagem às mães já falecidas. Muitos se emocionaram, choraram. Todos achavam que sua mãe era morta e foram lhe cumprimentar. Foi quando disse que sua mãe era viva e a mensagem fora feita apenas por uma inspiração. Acabou sendo aplaudido. Com pouco mais de 12 anos, “Nego Massilon de Roza” – como era conhecido - em todas as festas era convidado a falar para o povo. Chegou a ser representante do colégio para falar em publico e foi se apaixonando pelo microfone.
Daí foi um pulo para entrar no “Lord Amplificador” – de Clemildo Brunet de Sá – falar em carros de sons, nos comícios da UDN (partido liderado pelo deputado Chico Pereira), em portas de lojas, etc.
Durante a sua adolescência em Pombal, sempre foi um menino traquino, quer no banho do Rio Piancó, no Campo do São Cristóvão, nas Vaquejadas do Rogério, no Açude de Nova Vida, no Ginásio Diocesano. Entre as suas traquinagens, está uma que merece registro. Depois de aprender “radiotelegrafia” entrava para a sala de aula do Diocesano para fazer provas e passava toda mensagem codificada (com pancadas na janela) para o amigo João Costa, que de fora respondia as questões através do Código Morse (sinal codificado). Isso se repetiu tantas vezes, até que foi descoberto pela professora. Levou um zero na prova e uma surra da mãe Roza.
Com 18 anos de idade foi morar em Campina Grande. Em 1972, pelas mãos do grande Gilson Souto Maior, entrou na Rádio Borborema, a maior emissora da cidade. Depois, Rádio Caturité e, posteriormente, foi morar em Manaus-AM, onde trabalhou na Rádio Equatorial-FM. Ao regressar, ingressou no Curso de Comunicação Social da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), concluiu o curso de Jornalismo, se especializou em Rádio Jornalismo e tornou-se professor da mesma universidade. Massilon Gonzaga com a Sanfona (Foto)
Em 1998, com a publicação da lei que regulamentava a Radiodifusão Comunitária no Brasil, conseguiu a concessão da Rádio Arius-FM, com apoio do então senador Ronaldo Cunha Lima, de quem é amigo pessoal. Paralelo a sua profissão como professor universitário e diretor da rádio Arius, estudou música por partitura e outros instrumentos e tornou-se sanfoneiro e cantor de forró de primeira linha, com vários CDS gravados, inclusive com trabalho lançado pela Rede Bandeirantes de São Paulo.
Assim é o “Nego” Massilon, eclético, absolutamente fascinante um coração sem tamanho. Independente dele ser meu irmão de fé, amado, querido, aqui deixo a minha homenagem no dia em que ele comemora 57 anos de idade, desejando-lhes Paz, Saúde, Amor e Felicidade na sua vida, sempre.
*Jornalista, Advogado e Professor - Natal RN.

MUDE A VIDA DE ALGUÉM

Mª do Bonsucesso Lacerda Fernandes Neta*
Doença, angústia, iminência de morte, óbito...consciência, solidariedade, saúde, vida! Essas palavras supra citadas resumem bem o drama da família que perde um ente querido e a de uma pessoa que tem a oportunidade de receber um órgão e sobreviver, melhorar a qualidade de vida.
Muitas campanhas são feitas na busca de novos doadores de órgãos, mas grande parte da população ainda desconhece ou menospreza tal processo. É com enorme desejo de contagiar os leitores desta coluna e de promover maior divulgação do tema, que aposto nesta abordagem.
Atualmente, o Brasil apresenta o maior programa público de transplantes do mundo, com financiamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) de mais de 90% dos transplantes realizados. Os órgãos doados vão para pacientes que constam em lista única definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado, gerenciada e fiscalizada, em última instância, pelo Sistema Nacional de Transplantes, o qual é responsável por direcionar os órgãos ao receptor adequado e atua segundo legislação específica.
Existem dois tipos de doadores: (1) vivo e (2) falecido, com morte encefálica comprovada. Os doadores vivos podem doar: um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pessoas não parentes precisam de ordem judicial para tanto.
Já, em caso de doador falecido, podem ser doados: coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos, tendão. Vale salientar que cada caso é avaliado individualmente, com observância da viabilidade de cada órgão e, principalmente, atenção com o tempo. Interessante verificar que a retirada dos órgãos se dá através de procedimento cirúrgico, não deformando o corpo do doador e permitindo que este seja velado normalmente.
Para ser um doador de órgãos é necessário que sua família seja comunicada precocemente, visto que a doação só ocorre após autorização familiar. A nível hospitalar, em caso de morte encefálica, a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) deve ser avisada, para tomar medidas cabíveis e agilizar o processo.
Diante do que foi exposto, convido você, leitor, que vem acompanhando ou não os artigos de saúde anteriormente publicados neste meio, a parar um pouco, pensar e se imaginar passando pelo sofrimento de uma pessoa que precisa de um órgão para viver melhor ou até mesmo para que não morra. Pense, sinta...
Independente de quaisquer crenças, hábitos, todos somos semelhantes e precisamos uns dos outros.
Tome uma atitude! Decida por você, decida pelo seu próximo! Avise seus familiares e exija cumprimento de sua vontade.
Doar órgãos: melhor opção a se fazer.
Referências Disponível em: Em caso de dúvidas e/ou sugestões, e-mail para contato: sucessomed@hotmail.com
*Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta
(Natural de Patos-PB, 20 anos, mais conhecida como Cessinha, acadêmica do 7º
período de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande, filha
de Francisco Fernandes da Silva Júnior e Zeneida Furtado Leite Fernandes, donos
da Hiperfarma Bom Sucesso em Patos.)

HOMENAGEM AO EX VEREADOR SEVERINO DE SOUSA E SILVA (BIRÓ BERADEIRO).

Clemildo - Mestre de Cerimônia (foto)
CLEMILDO BRUNET*
Nos nossos dias a classe política brasileira está em baixa, haja vista os escândalos e vexames que os nossos parlamentares na alta e na baixa casa do Congresso Nacional têm produzido e que a nossa nação vem acompanhando através da Imprensa. Para aqueles que dizem representar o nosso povo nos dias atuais, eles mesmos se mostram intolerantes em seu modo de agir e mentindo negam seus atos nefastos ou então ignoram o povo, botam culpa na Imprensa e mandam a opinião pública se lixar.
Diferentemente do que acontecia com os nossos políticos do passado que lutavam pelo idealismo de servir à Pátria com desvelo e dedicação visando o bem estar de quem eles representavam no parlamento. É o caso do nosso Biró Beradeiro. Homem íntegro nas lides políticas, corajoso, destemido e ousado, que bravamente enfrentou o regime político do autoritarismo no período de recessão instalado neste país pelo golpe militar da Revolução de 1964, tendo sido cassado o seu mandato de vereador por alguns dias, voltou ao posto depois de uma luta renhida na Justiça.
Louvável a atitude do Presidente Interino da Casa Avelino Queiroga Cavalcanti, vereador José William de Queiroga Gomes, juntamente com o Vereador Pedro Celestino Dantas Filho, que propuseram aos seus pares prestarem uma homenagem em Sessão Solene, ao Ex-Vereador Severino de Sousa e Silva (Biró Beradeiro), o que foi feito no último sábado dia 05 de setembro de 2009 no plenário “Francisco Freitas Nóbrega” da Câmara Municipal de Pombal.
Estiveram presentes o homenageado, sua esposa Maria de Almeida Silva e os filhos: Birozinho, Sales, Cláudio e outros familiares, amigos, simpatizantes, políticos como a Deputada Socorro Marques, Prefeitos – Zeridan de Cajazeirinhas e Yasnaya Polyana de Pombal e o Vice Prefeito do nosso Município Dr. Geraldinho, além dos vereadores atuais, ex vereadores da época do homenageado e outros de Municípios vizinhos.
A sessão transcorreu num clima de descontração e otimismo uma vez que cada orador que usava a tribuna, contava casos e causos da vida política de Biró Beradeiro. Fui ali também prestar a minha homenagem a um amigo que no passado, como parceiros, participamos juntos de muitas jornadas políticas em comícios e passeatas pelas ruas de Pombal. Convidado que fui pelo Vereador Presidente José William, fiz a vez de mestre de cerimônia.
Logo após a sessão solene, todos foram ao Maringá Campetres Clube, onde foi servido aos convidados e familiares um lauto Jantar, oportunidade em que se deu o lançamento da 2ª Edição do Livro “Memórias do Beira Mar” da lavra do escritor pombalense Wertevam Fernandes, que fez a sessão de autógrafos ao som da viola com os poetas e repentistas Geraldo Alves de Paulista, e José Carlos do Pajeú de Pernambuco.
Alguém poderia imaginar o quanto significativa é essa homenagem para um homem que deu tudo de si, para os seus amigos, sua legenda partidária, além da desenvoltura do convencimento ao eleitor em versos e cantos, sendo ele próprio, o criador das paródias, aproveitando os gêneros musicais existentes?
Pois bem, Severino de Sousa e Silva (Biró Beradeiro), foi Vereador no município de Pombal por duas legislaturas, teve seus mandatos garantidos em 1972 e 1976 e foi escolhido pelo então candidato a Prefeito Levi Olímpio para figurar na chapa como Vice, ambos eleitos em 1982 no Município de Pombal.
Nasceu no sítio Jurema no nosso Município em 15 de novembro de 1923. Filho de João Correia da Silva (Joca) e Maria Próspera de Araújo (Duca). Trabalhou duro no roçado, depois de certo tempo, já rapaz, veio para a cidade de Pombal, descobrindo ele próprio a sua verve de poeta. Ele é casado com Maria de Almeida Silva e tem uma prole de quatro filhos: José Araújo filho adotivo e sobrinho, Severino de Sousa Filho (Dr. Birozinho); Francisco Sales de Almeida Silva (Dr. Sales) e o caçula Cláudio Almeida de Sousa Silva.
O que nos deixa entusiasmado é que um homem como Biró sem muitos estudos na vida, conseguiu com êxito formar os seus filhos e entre os três: Dr. Sales tem duas formaturas é médico e Advogado. Cláudio é advogado e Birozinho é médico. Neste caso são:Dois médicos e dois bacharéis em direito na família.
Em 1953, Biró já adentrava na política acompanhando de perto o Senador Ruy Carneiro e o Deputado Federal Janduhy Carneiro, nunca abandonou a sua bandeira de luta partidária, deixou de ser um ativista na política por causa de seu estado de saúde, mas mesmo assim até poucos anos atrás, antes que a doença lhe roubasse a faculdade de compor paródias, acompanhando distantes as campanhas eleitorais ainda fazia composições para outros candidatos.
Este é nosso Biró. A ele a minha homenagem de amigo.
*RADIALISTA.

HOMENAGEM AO MEU BELO E GIGANTE BRASIL!

Cessa Lacerda (Foto)
7 DE SETEMBRO DE 1822, ficou sendo a data mais importante para nós brasileiro, pois nos tornamos livres do jugo Português. Eis aí, o Fato Admirável que nos proporciona recordações pela bravura e heroísmo de tantos que lutaram por um ideal de liberdade, a exemplo de: Filipe dos Santos e Tiradentes, que sacrificaram suas próprias vidas.
Vivi um tempo em que todos manifestavam um amor imenso à pátria, e, as comemorações simbolizavam o nosso maior reconhecimento pela Independência Proclamada. Pois, desfrutávamos uma liberdade incondicional, estampada no rosto de cada compatriota, com perfeita harmonia e muito amor.
Quando criança, participei com entusiasmo e senso patriótico, ilustrando a nossa escola com os mais belos símbolos nacionais, manifestando também a arte através da sensibilidade dos nossos dons. Participar do desfile do Dia 7 de Setembro, com os acordes da Banda Marcial, era para mim motivo de muita emoção e patriotismo. Na adolescência, aplaudi o meu Brasil nas comemorações da Semana da Pátria, participando de cânticos e declamando poesias, que irradiavam alegria e felicidade, contagiando todos. Já na idade adulta, galgando o Magistério, senti mais profundamente o reconhecimento pela minha pátria, ao dirigir aquelas crianças que seriam os futuros do Brasil. Ensinei a amar e respeitar o nosso país, e a serem o orgulho do futuro. Evidentemente, continuarei amando o meu glorioso Brasil, pois Patriotismo sempre foi o meu Slogan!
Não podemos comemorar hoje, esta linda e significativa data, 7 de setembro, como há século e anos passados, se bem que, reconhecemos os fatos atuais que enegrecem a nossa história, constatando a insensibilidade dos brasileiros ante o amor e o respeito a sua Terra Mãe. Igualmente, o avanço da tecnologia e a ocupação da mídia nacional, concordando plenamente com o dinâmico Jornalista e radialista, Clemildo Brunet, quando relatou no seu texto, TRISTEZA PARA NOSSA BRAVA GENTE, que: “A mídia nacional tem ocupado o seu espaço com notícias que entristecem a nossa brava gente”. “Corrupção, impunidade, ficha suja, improbidade administrativa, nepotismo, e, uma série de desmandos que não acabam mais.” Este sistema, é hoje, lamentavelmente, o retrato do nosso país. Enfatizo ainda com os célebres pensamentos de Rui Barbosa: 1- "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” 2- “Três âncoras deixou Deus ao homem: O amor à Pátria, o amor à liberdade, o amor à verdade. Cara nos é a Pátria, a liberdade, mais cara; mas a verdade, mais cara de tudo. Damos a vida pela Pátria. Deixamos a Pátria pela liberdade. Mas, a Pátria e a liberdade renunciaram pela VERDADE. Porque este é o mais santo de todos os amores. Os outros são da terra e do tempo. Este vem do céu e vai à Eternidade”.
Meus queridos compatrícios brasileiros restam-nos, neste momento fervoroso de patriotismo, contemplar o passado, na esperança de novos horizontes! Que ainda possam surgir brasileiros intrépidos e heróis que resplandeçam a luz da LIBERDADE, para que tenhamos um país com JUSTIÇA E PAZ, onde todos correspondam aos mesmos direitos. Esperamos dos nossos governantes, outros gritos de liberdade para a vitória do nosso futuro, analisando o que disse Rui Barbosa: "A liberdade não é um luxo dos tempos de bonança; é, sobretudo, o maior elemento de estabilidade das instituições”.
Honremos com vigor patriótico, o pequeno trecho do nosso Hino Nacional, composto por Joaquim Osório Duque Estrada, que correrá sempre em nossas veias a bela musicalidade: “...ENTRE OUTRAS MIL, ÉS TU, BRASIL, Ó PÁTRIA AMADA! DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL, PÁTRIA AMADA, BRASIL!...
LOUVORES AO MEU BELO E GIGANTE BRASIL!
Pombal, 07 de setembro de 2009. Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes. *Professora e poetisa. Presidente da ALP- Academia de Letras de Pombal e da ASPONPS – Associação Poética Pombalense “Prof. Newton Pordeus Seixas”. Para contato: cessalacerda@yahoo.com.br.

OS BEM-TE-VIS DE ANA ROSA

Paulo Abrantes (Foto)
Meu caro amigo Clemildo,
você nos surpreende sempre com suas crônicas impecáveis, bem contadas, que fica até difícil de agradecer à altura da perfeição! Pensava em agradecimento diferente, com palavras abstratas e bonitas, de exaltação e de louvação a uma amizade de longos anos em suas formas de sinceridade e pureza de espírito. Não precisava falar de tudo isso, expressar os meus agradecimentos a um amigo de infância, seria melhor de forma simples, como eu sou simples. Petrarca, o italiano poeta do século XIV, dizia: “È pouco amigo aquele que pode dizer quanto é amigo”.
Há alguns dias, pois não sou acostumado a receber homenagens, vinha pensando em escrever uma crônica dedicada a mim mesmo. Aliás, a nós dois – eu e Ana Rosa, a esposa, companheira durante todo esse tempo. Afinal, julgava o casal merecedor da modesta homenagem, traduzida em letras de forma. Uma lembrança singela, mas muito significativa, pela longa travessia dos sessenta anos de vida que completei, e parte dela, construída e cimentada com a argamassa do bem-aventurado amor.
Um amor diferente, longe daquele das novelas, dos idílios ardentes, com prevalência do sexo. Mas de um sentimento maior de dedicação absoluta, um completando o outro, solidários em tudo, graças a Deus. Agora, não preciso mais, você o fez por mim, disse tudo e mais coisas que eu nem lembrava mais. Obrigado, pelas boas lembranças, è quando se pode dizer: recordar é viver. Portanto, volto a dizer, pegando carona na canção de Maringá, que depois que você partiu, deixou saudosos os bem-te-vis de Ana Rosa! Quase toda manhã, um arisco e desconfiado bem-te-vi vem despertar-me com seu vibrante e invariável canto.
Voando sobranceiro, vem pousar na copa do pé de goiaba ou no alto do pé de coco, e, ao lado da janela do quarto de hóspede, fica cantando, pensando que você ainda estar por lá!
Ali, bem protegido e firme, neste quintal, solta seu canto benfazejo nas explosões das manhãs tropicais, como se a saudação matinal fosse também pra você, um canto de esperança, num mundo de tantas voltas e retornos.
- Bem-te-viii!
Lá fora, o canto sonoro, saudando a natureza, o belo espetáculo do amanhecer. Assim você encontrou essa sinfonia, aqui desse quarto, escutou esse canto que nos encoraja e faz esquecer as canseiras do dia-a-dia, a labuta fatigante em busca da sobrevivência. Cantos alvissareiros, cantos de alegria, cantos de boas vindas e de boas novas.
Acredito que são os mesmos bem-te-vis, que um dia o poeta Raul Pereira Monteiro, (in memoriam), meu sogro, escreveu para Ana Rosa: “Os bem-te-vis do arvoredo/Que enfeita a nossa cidade,/Talvez por necessidade,/Chegam aos quintais muito cedo./A minha filha Ana Rosa,/No quintal tem bananeiras,/E não raro, nas touceiras,/Algum cacho desabrocha./ Outro dia, linda palma/De bananas madurinhas,/Bem-te-vis em “ladainhas”,/Picavam com muita calma./ Um dia, dois...”Dona Ana”/Paulo, o marido, alertou:/”Aos bem-te-vis, dê alô,/Pois vou colher as bananas!”/-Não os incomode, porém/È que você, sem canseira,/Com dinheiro, faz a feira,/E eles não têm um vintém.
Deus te abençoe, sinta-se feliz, cada vez mais e melhor! Você merece tudo de bom.
Paulo Abrantes.