CLEMILDO BRUNET DE SÁ

MINHA VISITA A POMBAL, 40 ANOS DEPOIS...

POR MACIEL GONZAGA*
Pura emoção! Uma emoção indescritível. O cordão da fantasia levou-me ao tempo de convívio com grandes amigos de infância e adolescência. Senti-me como Fênix, das cinzas a renascer... Meu coração ficou feliz! Minha alma trêmula de emoção! Como agradeço a Deus e, depois, ao casal Clemildo Brunet de Sá e Irene, esse presente...
Falo da viagem que fiz à cidade de Pombal, no período de 16 a 21 de dezembro de 2009, depois de 40 anos, 11 meses e 13 dias, quando tive que me ausentar da minha terra natal para tocar a minha vida em frente. Reencontrei parentes próximos, amigos de infância, amigos da minha família e, com isso, me vi cara-a-cara com o meu passado e com as minhas origens. De uns tempos para cá, sentia a necessidade de juntar essas peças que faltavam na minha história. Foi uma verdadeira festa do reencontro. Quando vi a Coluna da Hora, a Igreja do Rosário, a Matriz do Bom Sucesso, confesso que chorei. A todo o momento aparecia um velho amigo, aí era aquele abraço! Em certa ocasião, fugi de um amigo (Martinho Queiroga Salgado) para não ter mais emoção forte, mas Deus o colocou no meu caminho e nos encontramos na Churrascaria O Gibão, em São Bentinho de Pombal. Novamente, ficamos (eu e ele) emocionados. Pombal é uma parte da minha vida, uma parte de mim. Terra onde nasci, e onde passei parte da minha infância... Lá, abracei pessoas da minha família. Reencontrei-me com o meu Padrinho de Crisma, Elias Daniel que, aos 85 anos, ainda puxa o Fole de 8 Baixos de maneira incomparável. Abracei efusivamente o amigo Genival Severo... Almocei na casa do meu amigo-irmão Dedé da Caçamba – que nosso tempo era conhecido como “Pé de Bola”. Encontrei os amigos de infância “Manuel de Pão de Milho” e João Fon-Hon-Hon.
Conheci o Padre Ernaldo, que tão bem me recebeu minutos antes de celebrar Missa na Igreja do Rosário e depois nos encontramos em um jantar. Abracei Severino Espalha. Conversei com Dona Pastorinha, amiga da minha mãe, que sabe um pouco da minha história e porque fiquei distante de Pombal tanto tempo. Fui apresentado a uma grande pessoa – Lindomar Félix – técnico em informática. Gente amiga como o professor Vieira, o casal Cessa Lacerda e Bibia, Magrão do Lord. O encontro com o professor Cezário de Almeida e sua digníssima esposa foi algo inesquecível. No reencontro com os meus familiares, os laços sanguíneos que, às vezes, são mais fortes que o tempo, provam ser capazes de dar um final feliz a histórias afetivas que pareciam esquecidas em um canto qualquer da memória. Assim foi o meu encontro com minhas tias Zulmira e Carminha Gaza, e com meus primos Antônio Pinga e João Pinga. Ao lado de Clemildo, percorri os lugares onde vivi no começo da minha história de vida!... Fiz tudo que planejei... De forma apressada... mas, fiz!...Entrei na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bonsucesso, que está com uma das torres ameaçada de cair. Lamento apenas não ter visitado a Casa da Cultura, pois estava fechada no sábado às 10 horas da manhã. Esse saboroso saudosismo tem fundamento. Reencontrei amigos de infância muito queridos. Gente pura e simples! Fiz uma viagem por toda a história, os caminhos que andei. Ouvi de pessoas, que a amizade verdadeira, formada na infância, exerce o poder mágico de conduzir nossas ações. Esse reencontro encheu minha alma de alegria. Concedi várias entrevistas nas emissoras de rádio locais, Liberdade-FM e Maringá-FM. Foi um verdadeiro frisson, pois senti o carinho dos meus conterrâneos, "reencontro" que me inspirou estes versos:
Revendo o meu Sertão,de natureza serrana.../fala alto a emoção,em minha "alma cigana"!../ ... As "coisas" que eu vivi,contemplam tempos difíceis!.../Lembranças inesquecíveis do lugar onde nasci!/
A todos, um FELIZ ANO NOVO
*Jornalista, Advogado Criminalista e Professor – Natal – RN.

TRÍPLICE HOMENAGEM.

Prof. Vieira
No curto espaço de apenas uma semana três pombalenses foram homenageados honrando o nome de Pombal e causando orgulho a sua população. Coincidência ou não, os conterrâneos tiveram seus trabalhos reconhecidos quase que simultaneamente nas diferentes áreas e localidades.
Dada a grandeza e importância de cada um segundo a sua especificidade exalto e congratulo-me com as homenagens. Enalteço o Dr. Maciel Gonzaga, jornalista e advogado criminalista que foi reconhecidamente agraciado no dia 15/12/09, pela Câmara Municipal de Parnamirim – RN com título de cidadania, cuja adoção consiste numa atitude de justiça pelos relevantes serviços prestados pelo causídico ao município e a região, onde reside há cerca de vinte anos.
Enquanto isso e de igual valia foi à atitude da Assembléia Legislativa da Paraíba que concedeu a Medalha Epitácio Pessoa - maior condecoração instituída em nível de estado – ao radialista Clemildo Brunet, o grande desbravador da radiofonia no sertão paraibano. A referida comenda foi concedida pelo Deputado Estadual Dinaldo Wanderley da vizinha cidade de Patos, já que santo de casa não obra milagre.
E, como se não bastasse, no dia 19/12/09, a Acadêmica de Medicina Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta “Cessinha”, foi empossada na Academia Patoense de Artes e Letras. Sua inclusão na academia se constitue num reconhecimento ao excelente trabalho literário apresentado, qualidade adquirida graças aos caracteres hereditários de sua avó Cessa Lacerda – renomada escritora e poetisa pombalense.
Diante de tão importantes homenagens aproveito o ensejo para além de enaltecer os conterrâneos manifestar a minha admiração. A cada um é reservado o peso das tarefas inerentes e o mérito das realizações quanto a mim cabe proclamar o seu imensurável valor. A Pombal compete orgulhar-se de seus filhos que através de suas habilidades e competências dignificam a terra mãe.
Parabéns a todos.
Prof. Francisco Vieira.

FIM DE ANO.

CLEMILDO BRUNET*
Mais um ano que se foi no nosso calendário. Um novo ano vai surgir; o que passou, passou. Na lembrança deixemos ficar somente as coisas boas que o ano velho nos trouxe e procuremos tirar da memória tudo aquilo que nos causou tristezas e dissabores. A nossa vida é cheia de oscilações: Alguns momentos de alegrias, outros marcados pelas tristezas e tudo isso faz parte do nosso cotidiano. Muita festa para se comemorar a chegada do ano que vai nascer. Fogos de artifícios explodindo no ar, brindes, trocam de presentes, celebrações, abraços e beijos acompanhados das mais expressivas mensagens de um feliz ano novo.
Moisés o homem que Deus levantou para libertar os Hebreus das mãos dos egípcios, fez esta oração: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.” Moisés estava no deserto quando fez essa oração. Certamente, sentia-se só e cheio de responsabilidade para conduzir muitas cabeças que pensavam diferentes e que muitas vezes levantavam suas vozes contra o seu líder. Atravessar o deserto por 40 anos não foi nada fácil.
Deus é eterno. Geração vai, geração vem. A espécie humana é passageira. Somos vulneráveis. Na mesma oração Moisés declara: “Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. Continua Moisés: “Pois mil anos, aos teus olhos são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite...Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como breve pensamento.”
Costumamos ouvir das pessoas - como este ano passou rápido! No entanto, muitos fatos que se sucederam não conseguimos lembrar. Quantos foram para a eternidade este ano e nós nem lembramos mais? Quantos ainda estão conosco e também não lembramos? Quantas oportunidades perdidas? Convém, porém lembrar, que muitas das situações vividas nestes 2009, elas não voltarão jamais! Só à lembrança.
Aquilo que é nosso neste mundo vai passando: Até as pessoas mais queridas. Nossos pais, alguns de nossos irmãos, nossos amigos, nossos bens, nossos objetos e daqui a pouco nós também, por que não? As décadas que mais vivemos com intensidade foram: 60, 70, 80, 90 e 2000, cujo ano que vem, completarão mais uma década. Vejam bem: Não se assustem- Já somos do século passado.
É bom celebrar a chegada do ano novo. Ótimo seria se nessas celebrações o homem reservasse um tempo para falar com Deus, meditar nos seus ensinamentos, perdoar de coração aos que lhes fizeram mal, amar ao próximo como a si mesmo, por conseguinte; abandonar o ódio, a inveja, a maledicência, ser cordiais uns com outros não somente em palavras, mas de fato e de verdade.
O patriarca Jó fala da nossa pequenez e fragilidade diante das circunstâncias dos anos e da vida: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece; e sobre tal homem abres os olhos e o fazes entrar em juízo contigo? Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém! Visto que seus dias estão contados, contigo está o número de seus meses; tu ao homem puseste limites além dos quais não passará.”Jó 14:1-5.
Esta é a realidade do que nós somos diante de um Deus tão grande que é refúgio de geração em geração. Alcançamos todo esse tempo, desde que nascemos até agora, unicamente por causa da sua misericórdia. Paulo o apóstolo, diz: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.” Atos 17:28.
No livro das Lamentações do Profeta Jeremias está escrito: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade... Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor.”Lm.3:22,23,40.
E o tempo passou. Novo tempo vai chegar. Quais serão os nossos planos para o ano que vamos receber? Uma coisa é certa, há um tempo que é nosso e esse deve está no limite estabelecido por Deus aqui neste mundo. Porque tudo passa e passará, somente a palavra de Deus permanece para sempre. O verbo que se fez carne e habitou entre nós (JESUS), foi quem disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.”Mt. 24:35.
Finalmente, como diz o sábio Salomão:
“Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
Vivamos, pois, com alegria esse novo tempo que há de vir; ainda que haja guerra, pestilências, adversidades, crises existenciais, saibamos suportar com resignação todas essas coisas e meditemos nas palavras de Jesus. “Tende bom ânimo eu venci o mundo.” Ele não desampara os seus. ”E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do Século.”
VIVA 2010 – BOAS FESTAS, FELIZ ANO NOVO!
*RADIALISTA.
Pombal, 23 de dezembro de 2009.

POMBAL

Por Paulo Abrantes de Oliveira*
Há dias, neste blog tão visitado pelos leitores da nossa terra, publiquei com alegria, um artigo sobre o irmão de Galdino, de nome Geraldo Aquiles, filho do saudoso Afonso Mouta, do Cine Lux, que conheci na minha infância, e que foi, na época, um rapaz que se destacou pelas peraltices que fazia e que depois se tornou uma pessoa pacata, simples, amena e cortês. Outro dia, fiquei pensando comigo mesmo, as recordações de Pombal continuam as mesmas, no decorrer dos anos, entretanto os sentimentos é que se transformaram. O perpassar dos tempos não destruiu as lembranças da minha cidade natal e, quase como um milagre, as mantenho bem vivas no coração. Não posso esquecer nada de tudo o que se refira a minha infância; as atividades que desenvolvi com os colegas, vagabundeando pelas ruas, nos banhos de rio e no campo de futebol onde jogava na ponta direita do Panaty Esporte Clube, o que me dava como recompensa o conselho severo de meu pai, para não acontecer de quebrar a perna outra vez.
Há poucos meses, retornei àquela cidade depois de uma ausência muito prolongada. Emocionado, encontrei quase tudo aquilo que constituiu marco indelével de um passado que se encontra ligado a mim para sempre. A paisagem com que me deparei foi a mesma, muito pouco mudou. Andei pelas ruas, vielas e atalhos. Ressuscitei muita coisa que retive na memória. Foram momentos de emoção, ao mesmo tempo de tristeza e alegrias. Transformação alguma sofreu no período da minha ausência. Os personagens é que mudaram. Foi como se estivesse num lugar diferente. Rememorei, tal qual Joaquim Nabuco, depois de regressar ao seu Massangana, toda a gente do meu tempo. Vi figuras ilustres que dignificaram a terra. Homens que se impunham pela dignidade e respeito.
Varões que a esponja do tempo não conseguiu apagar porque ainda são venerados até hoje: Ruy Carneiro e Janduhi, Cel. Arruda e Cel. Avelino, Chico Pereira, Elry Medeiros, Dr. Atêncio, Dona Dalva Carneiro, Seu Napoleão Brunet, Seu Zuza Nicácio, Seu Lelé ( meu padrinho), Juca Arruda, Epitácio Queiroga, Dona Nena, Dr. Nelson Nóbrega, Zé Pretinho, Paulo Pereira, João Terto e Augusto Gervásio (meu pai), Filemon, Félix, Zé Ferreira e Ione(minha irmã), Seu Justo Ugulino, Seu Nicácio Arnaud e Hamlet, Dr. Lourival, Seu Avelino Queiroga, Dr. Wilson Seixas, Seu Delmiro Inácio, Orígenes e Veríssimo, Dr. Jerfesson Fernandes, Seu Vicente e Dona Maria Araújo, Saturnino e Zezinho Santana, Seu João Alfredo, Padre Luiz Gualberto, Padre Andrade e Padre Oriel Fernandes, Dona Sinhazinha e seu Santo Pereira, Dona Ana Benigno, Maria das Dores, Álvaro, Cândido, Joaquim, Deca, Dona Guiomar e Biró, da Rua do Comércio, etc.
Era um novo meio, um ambiente diverso daquele que deixei, o que me faz recordar velhas histórias e fazer conjecturas a respeito do espetáculo em que havia o que era bom e ruim para mim, coisas que me acompanharam pelos caminhos por onde tenho andado até hoje. Nos poucos dias da minha permanência ali foi para relembrar as aventuras do menino que fui, discípulo do aprendizado humano, na maioria das vezes bastante salgado, travoso, mas mesmo assim não trocaria, em hipótese alguma, por nada de bom porque às tenho ligados ao espírito e, sei perfeitamente, que permanecerá em mim ainda por muito tempo.
Pretendo, se Deus assim o permitir, noutra oportunidade, fazer nova visita aquele pedaço de chão, que considero sagrado, e me encontrar, mais uma vez, com Fan Arruda, Chiquinho Queiroga, Prof. Vieira, Eufrásio, Nininha, Alberto Bandeira, Kleber e Gracinha, Cadarço, Genival Severo, Jerdivan, Ignácio Tavares, Tia Elisa Abrantes e meus primos, com Francisco Dantas(Milico), Paulo Ney, Diana, Zuleide, Cessinha Benigno, Simone Salgado e Luizinha de Zuza, Dr. Onaldo e D. Márcia Queiroga, Des, Antonio Queiroga e Dona. Onélia, com Cessa Lacerda e Bibia, me encontrar com o menino que estudava no velho Ginásio Dicesano, aluno de Prof. Arlindo e Dona Sônia de Medeiros Ugulino e, jogava futebol no Estádio Vicente de Paula Leite.
*Escritor Pombalense, Engenheiro Civil e Professor Licenciado em Ciências pela UFPB.

TRIBUTO A MULHER QUE AMO.

POR FRANCISCO VIEIRA*
Como numa apologia ao belo sexo, diz-se que: por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher. Já outros acrescentam: ela está ao lado em sinal de igualdade. Em que pese à grandeza desses pensamentos, a propósito, vou mais além e com experiência própria asseguro: tenho a minha volta uma grande mulher, que me envolve de todos os lados e sentidos. Sua presença em minha vida tem importância imensurável e ratifica o pensamento de Skakespeare quando sabiamente afirmou: “o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida”. Em suma, eu tenho uma grande mulher.
Com essa premissa faço referência a Lenice – a mulher que eu amo - a quem reverencio exaltando suas qualidades de esposa carinhosa, companheira fiel, mãe dedicada, amiga sincera e dona de casa prendada. A você o meu aplauso pela força, coragem, fé, determinação e beleza. A você o meu louvor como esposa e companheira de todas as horas, com quem durante uma quarentena de anos tenho vivido instantes felizes ou não, bons e maus momentos e até mesmo nas situações mais difíceis onde tivemos que tomar sérias decisões. Em nome do amor constituímos uma família maravilhosa formada de três filhos: Fábio, Fabíola e Felipe (in memorium) que são partes de nós dois. Resistimos a tudo em nome do amor. É certo que não existem regras nem modelo estabelecido para se conceituar a mulher ideal, contudo, há de se convir que bons hábitos e costumes, religiosidade e integridade, fidelidade e honestidade, sensualidade e beleza são requisitos indispensáveis e para aumentar a minha felicidade, atributos estes bem evidentes em você. É certo ainda; não há quem não apresente uma marca da beleza e da bondade Divina o que faz da pessoa a imagem e semelhança de Deus. A respeito posso afirmar: nesse aspecto a natureza empregou em você o suficiente para me conquistar. Daí, orgulhosamente confesso, estar satisfeito com o conjunto da obra.
Lenice, na minha infância foste à mulher sonhada, na adolescência desejada, na juventude a mulher da minha vida e na maturidade a senhora do meu destino, dona e razão da minha felicidade. Dizer que a amo é mais que um discurso, é uma atitude. Foi em nome do amor, esse sentimento existencial que sobrevivemos todos esses anos. Graças a ele vencemos dificuldades, superamos obstáculos e aprendemos a conviver com as diferenças. Crescemos juntos, pois o amor é tal qual o fogo; para que dure é preciso alimentá-lo.
Hoje, quando você faz aniversário neste 25 de dezembro – dia especial – gostaria de saudar-lhe de um modo no mínimo diferente. Gostaria de modo especial expressar as emoções nunca sentidas, as quais fizessem valer todo meu sentimento, mas me faltam palavras. Gostaria por um instante ter o dom poético para transmitir em versos toda a minha afeição. Para tal sobram emoções, vontades e desejos, mas falta o dom da versificação. Gostaria de explicar, mas aprendi que o amor a gente sente, não explica. Portanto, diante dessa impossibilidade optei pela maneira mais simples e tradicional, pela forma mais antiga e carinhosa, dizendo com toda a pureza: LENICE, EU TE AMO.
Pombal, 24 de dezembro de 2009.
*Professor, Ex-Diretor da Escola Estadual “João da Mata” e Ex-Secretário de Administração Municipal de Pombal..

ACADÊMICA DE MEDICINA INGRESSA NA ACADEMIA PATOENSE DE ARTES E LETRAS.

Cessinha membro da APAL.
Por ocasião do dia 19 de dezembro de 2009, a acadêmica de medicina Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta tomou posse como membro da Academia Patoense de Artes e Letras, juntamente com três outros novos ingressantes, em solenidade realizada no auditório da Fundação Ernani Sátyro.
Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta, 21 anos, patoense, mais conhecida como “Cessinha”, tem uma bela história na arte de lidar com as palavras. É acadêmica do oitavo período de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande, poetisa, com poemas publicados em coletâneas e amostras de poesia, escritora de vários estilos, em prosa e verso.
Além disso, é colunista da Revista Empresarial Marketing & Eventos, apresentando mensalmente artigos com temas relacionados à saúde. Possui ainda textos divulgados em diversos sites.
Pode-se dizer que a Academia Patoense de Artes e Letras fez uma excelente aquisição, visto que uma pessoa com tal currículo e tamanha dedicação poderá contribuir de forma importante para o desenvolvimento da cultura no interior da Paraíba e em lugares mais distantes.

PARABÉNS AO GRANDE AMIGO, CLEMILDO

Bibia e Cessa em recente evento social (foto)
Querido amigo Clemildo!
Explodiu em pleno Ar Natalino o BALÃO COLORIDO do reconhecimento da Assembléia Legislativa da Paraíba ao condecorar-lhe com a Medalha Epitácio Pessoa, mérito por seu dinâmico serviço prestado ao Rádio e a Comunicação paraibana e pombalense.
Destaque que nos proporciona muita alegria, pois conhecemos o profissional vibrante e primoroso que você sempre foi.
Vibramos juntamente com os deputados Dinaldo Wanderley e Arthur Cunha Lima pelo ato benévolo em atenção a você que bem merece.
Aplaudimos CLEMILDO! Grande e admirável amigo!
Almejamos um Feliz Natal e um 2010 promissor, extensivos a Irene e toda sua família! Abraços de felicidades!
Cessa, Bibia e Família.

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA PARAÍBA FARÁ ENTREGA DA MEDALHA EPITÁCIO PESSOA AO RADIALISTA CLEMILDO BRUNET.

Radialista Clemildo Brunet (Foto)
Por Maciel Gonzaga*
A Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba concedeu a Medalha Epitácio Pessoa ao radialista pombalense Clemildo Brunet de Sá, através da Resolução no 1.502/09, assinada pelo presidente da Casa, deputado Arthur Cunha Lima, no dia 10 de dezembro e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de 16 de dezembro de 2009, foi concedida a comenda atendendo proposição do deputado Dinaldo Wanderley.
A honraria foi criada pela Assembléia Legislativa em reconhecimento às personalidades que se destacam no Estado da Paraíba e no Brasil, bem como pessoas que tenham se destacado ou prestado relevantes serviços e que por seus méritos funcionais tenham se tornado alvo de distinção.
A entrega da comenda deve acontecer no decorrer do ano de 2010. Clemildo Brunet, hoje com 60 anos de idade, é um dos pioneiros do rádio na cidade de Pombal, tendo iniciado a sua carreira nos idos dos anos 60 com apenas 12 anos de idade, como locutor da Difusora Rádio Maringá, de propriedade de Raimundo Sacristão. Depois foi fundador de sua própria emissora – “A Voz da Cidade” e, posteriormente, “Lord Amplificador”, que marcaram época na radiofonia pombalense.
Clemildo Brunet também foi fundador da Rádio Maringá AM, como diretor comercial e artístico. Ainda passou pelas Rádios Bonsucesso AM, Liberdade FM, Alto Piranhas de Cajazeiras e Opção FM. Atualmente, mantém um Blog na Internet (Clemildo Comunicação e Rádio) onde divulga amplamente temática referente ao rádio, a cultura e a história de Pombal.
“Estou muito agradecido por receber uma homenagem de tão grande envergadura por reconhecimento do meu trabalho na área de comunicação na Paraíba. Considero que esta é uma homenagem também à cidade de Pombal”, declarou Clemildo Brunet.
*Jornalista e Advogado. Natal – RN.

O PRIMEIRO NATAL.

CLEMILDO BRUNET*
Estamos às portas de mais um Natal, tão diferente de outros anteriores em que era comemorado com mais singeleza e temor. A cada ano que passa, o Natal perde sua essência haja vista os homens desviarem-se do propósito e significado do que ele representa para a humanidade.
O primeiro Natal foi marcado por vários acontecimentos que envolvem não somente a terra, mas também o céu. O modo como foi proclamado pelos anjos a uns pastores nas cercanias de Belém em determinada hora da noite, ilustra o fato de uma ligação direta entre Deus e os homens com o nascimento de uma linda criança na manjedoura fazendo o elo de reconciliação do Criador com a Criatura.
Alguns fatos acontecidos com relação ao nascimento de Jesus estão registrados na bíblia tanto nas predições do velho testamento como no seu cumprimento: Antes, durante e depois do primeiro natal. Senão vejamos:
Jesus foi concebido por obra e graça do Espírito Santo e nasceu de Maria, sendo esta ainda virgem. Sua conceição foi sobrenatural, não de semente humana, mas divina.
“Então disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum?”.
“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”. Lc. 1:34-35.
Cerca de 700 anos antes, o Profeta de Deus chamado Isaias dissera: “O Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” (Deus conosco) Isaias 7:14. Quando Jesus nasceu, Deus de fato “se fez carne e habitou entre nós”. A maior dificuldade para o homem é entender esta mensagem.
Outro fato interessante do primeiro natal foi o estremecimento de Herodes ante a indagação dos magos que vieram do oriente pra Jerusalém relatando que viram a estrela no oriente, do recém-nascido Rei dos judeus que eles procuravam para adorá-lo. Diz o texto sagrado que o rei Herodes e toda Jerusalém ficaram alarmados com tal notícia.
Herodes enfurecido porque os magos não mais voltaram para dar informação a respeito de Jesus, mandou matar todos os inocentes de Belém e arredores de dois anos para baixo, criaturas que foram os primeiros a dar suas vidas por Jesus. José e a mãe do menino previamente avisado pelo anjo fugiram para o Egito, dando cumprimento ao que dissera o profeta Oséias: “E do Egito chamei o meu filho”. Os. 11:1b.
A Bíblia diz que quando os nossos primeiros pais pecaram, eles fugiram para se esconder de Deus porque viram que estavam nus; cozeram para si folhas de figueiras e fizeram vestes. No entanto, depois de receberem a sentença de sofrimento e morte por causa da desobediência, diz o texto sagrado que o Senhor fez vestimentas de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Era imolada uma vítima em sacrifício, exigência divina como corbetura (propiciação), capaz de promover a reconciliação. Por que não se contar esta verdade aos nossos filhos, netos e bisnetos como eram narradas entre o povo judeu ao invés de criar imagens que nada tem haver com o Natal de Jesus? A mulher samaritana que teve um encontro com Jesus no poço de Jacó em Sicar, ouviu dos lábios do Salvador as seguintes palavras: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a Salvação vem dos Judeus”. Jo. 4:22. Até hoje muita gente na face da terra condena os judeus. Hitler tinha tanto ódio a essa raça, que no “Holocausto” foram mortos mais de 6 milhões. Jesus diz que a salvação vem dos judeus. Alguns põem a culpa nos judeus a morte de Jesus e os condenam por isso. Entretanto, a rejeição dos judeus, veio como meio pelo qual o evangelho de Cristo fosse pregado e aceito para salvação das outras nações. Paulo diz na carta aos romanos que os judeus procuravam justificar-se perante Deus mediante as obras da Lei. Isto é, justificarem a si mesmos como se tivesse méritos ou merecimentos da salvação, o que muita gente imagina hoje. Israel procurava a Lei da justiça e não conseguiu atender a exigência da lei, pois, quebrando um dos preceitos da lei, quebrava toda lei. Por esta razão Paulo explica que Israel fez não por fé e sim por obras. Daí o favor salvífico foi alcançado pela fé por outras nações. Tomé o apóstolo que só acreditava no que via, Jesus disse: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram”. Jo.20:29. O primeiro Natal em sua natureza sublime e gloriosa traz as boas novas; para dizer que Deus veio ao encontro dos pecadores, oferecendo em sacrifício vivo o seu filho Jesus Cristo para salvar a todo aquele que nele crê e coro de anjos iluminado pela glória do Senhor com a mensagem vinda do céu:
“É que hoje vos nasceu, na cidade de Daví, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”
Enquanto, a milícia celestial proclamava: “Glória a Deus nas alturas e Paz na terra a
quem ele quer bem”.
FELIZ NATAL!
*RADIALISTA.
Natal, 12 de dezembro de 2009.

PAZ INTERIOR

Por Severino Coelho Viana*
O primeiro questionamento é bem lógico e está em conexão diretamente à individualidade pessoal, cujo funcionamento permitiria ter conhecimento de sua profunda existência, pelo percurso natural de vinte e quatro horas ligado ou desligado ao seu redor. Isto é, a plena consciência do seu próprio viver. Você sente perfeitamente as batidas de seu coração? Compreende os alertas e os toques de sua mente? A sua mente é sempre atordoada por impulsos repentinos. Age rapidamente por força destes impulsos? Sente um pouquinho de arrependimento posterior pelo o que fez no dia anterior? Reflete se o agir foi certo ou precipitado? O que você falou é verdadeiramente real? Você acredita na primeira informação que lhe é repassada? Tenta fazer uma pequena investigação do que chegou ao seu conhecimento ou logo tirou as suas próprias conclusões? Quando se olha no espelho vê algo de sua alma?
Hoje em dia muitas pessoas têm acesso a um espelho e um exercício muito simples para praticar é encarar os próprios olhos. São poucas as pessoas que realmente se olham nos seus próprios olhos. A guerra exterior está exposta a olho nu, mas o conflito interior depende de sua exclusiva ação para esta grande descoberta. E parece até um contraste: a paz interior a pessoa consegue quando começa a enfrentar os seus combatentes ocultos. O resultado final desta aguerrida batalha você vencerá e erguerá o troféu de sua própria paz se tiver uma permanente vigilância.
Cada ser humano tem sua própria personalidade, característica, educação e sofre a interferência do meio em que foi criado, mas nenhum desses fatores serve de desculpa para impedir que nos tornemos seres humanos melhores, mais pacíficos, controlados, compreensíveis e ter o dom do perdão. Não devemos nos levar pelo desequilíbrio gerado por forças exteriores, seja no trabalho, no lar ou na comunidade e no meio social.
Devemos pensar várias vezes antes de responder uma provocação, usando o tempo como nosso aliado. Se deixarmos a resposta para o dia seguinte, certamente estaremos mais calmos e centrados, portanto, menos passíveis de cometer erros, evitando assim uma discussão que pode chegar ao extremo da agressão.
Refletir sobre tudo que vemos e ouvimos é de suma importância para manter o nosso equilíbrio e obter a consequente paz. Se nós nos tornamos mais humanos, pacíficos, reflexivos, calmos e centrados, estaremos colaborando para um mundo sem violência, uma visão infinitamente melhor que a atrocidade de um animal irracional. Não podemos acabar com a violência externa, se nós carregamos um barril de violência dentro de nossa própria alma. Se guerreamos com os nossos irmãos e amigos íntimos, como podemos contribuir pela paz social?
Esta grande contradição da busca pela paz através da guerra foi o próprio Krishna que há milhares de anos, tão conhecida no Bhagavad-Gita onde Ele, como Mestre encarnando a voz de Deus, orienta Arjuna, o príncipe, na sua grande batalha. E que batalha é essa? Khrishna diz, dirigindo-se ao príncipe, "deves estar atento ao teu dever. Tu és o príncipe da casa dos guerreiros. Tens por dever combater com resolução e heroísmo. O dever de um soldado é combater e combater bem. O combate justo honra o guerreiro, e abre-lhe a porta do céu. Se desistires da legítima luta pela verdade e pelo direito, cometerás um grande crime contra a tua honra, contra o teu dever e contra o teu povo".
A guerra, neste caso, é travada contra o nosso ego que é, na realidade, o grande inimigo e o grande empecilho à nossa paz interior. Enquanto nós não vencermos esta guerra, enquanto esta batalha não for vencida, enquanto não compreendermos essa grande contradição que a guerra traz, nós não sentiremos a paz invadindo o nosso coração, não alcançaremos o nosso ser transbordar de paz. Então, por mais contraditório que pareça, por mais paradoxal que pareça, a paz interior começa com uma guerra, uma grande batalha. Esta batalha leva a vida inteira, e não somente esta vida terrena, limitada, mas também em outros planos transcendentais.
O que uma pessoa pensa é justamente o que se traduz na realidade dela. Portanto, se a pessoa deseja ter condições cheias de paz, afortunadas, conducentes, a chave de tudo é um coração puro, as aspirações altruístas da própria pessoa, sua motivação pura. As suas ações e as ações dos outros podem não ser tão diferentes; a diferença está no coração, na motivação pelo que você faz. A trilha da paz interior é feita, passo a passo, sem raiva ou malícia. Desprovido de inveja que acarreta o ódio e aniquila o pensamento humanitário. Ela é feita de paciência e bom senso, e de um grande interesse em desvelar o véu de preconceitos e hábitos irrefletidos que sustentam nossas ilusões. A importância de tudo isso é ter boa vontade, dá o primeiro passo na busca do ideal, inclusive, levando um escudo de defesa para as rebordosas que surgem sutilmente do contra-ataque alheio que vem como um terremoto arrasador.
A maldade é um campo minado do imã atrativo que desenreda os bons propósitos, destrói o seu poder de imaginação e o faz refém de suas malícias intrigantes.
É muito fácil ser sócio da bondade e da vida de retidão. Você não consegue tudo isto porque não se olha no espelho. Não o é espelho que produz a imagem virtual, é a imagem real que está dentro de si próprio e não faz a menor tentativa de amoldá-la e aperfeiçoá-la nos padrões da ética cotidiana.
A alegria não reside no fato de mudar de uma casa pequena para uma grande, de trocar um carro velho por um novo, ou deixar o campo pela cidade. É aquilo que existe dentro de nosso coração que faz da vida um Paraíso ou um Inferno.
Quando você cultiva a compaixão e a bondade amorosa, você cria no seu coração uma jóia que realiza desejos. Você não pode comprar isso. Você não a obterá no topo de uma alta montanha. Está apenas no seu próprio coração.
João Pessoa, 17 de dezembro de 2009.
*Pombalense e Promotor Público de Justiça em João Pessoa.

MACIEL GONZAGA RECEBE TÍTULO DE "CIDADÃO DE PARNAMIRIM"

Ver. Diniz, Pref. Maurício Marques e Maciel Gonzaga (Foto)
A Câmara Municipal de Parnamirim, cidade de cerca de 200 mil habitantes, situada na Região Metropolitana de Natal-RN, concedeu no último dia 15 o título de “Cidadão Parnamirinense” ao jornalista e advogado Maciel Gonzaga de Luna, 59 anos. O título foi concedido pelo vereador Manuel Diniz (PDT), que é paraibano de Campina Grande.
Natural da cidade de Pombal, filho de José Firmino de Luna e Roza Gonzaga de Luna, e irmão do radialista e professor universitário Massilon Gonzaga, o advogado criminalista Maciel Gonzaga reside há cerca de 20 anos no Rio Grande do Norte.
Maciel e esposa Dra. Euclimar (Foto)
Casado com Euclimar Nobre Thomaz, pai de dois filhos, Maciel Gonzaga tem prestado inúmeros serviços ao Rio Grande do Norte, especialmente à cidade de Parnamirim onde reside e trabalha. A solenidade de entrega da comenda contou com a presença das principais autoridades do município, entre elas o prefeito Maurício Marques do Santos, natural da cidade de Patos, do ex-prefeito e ex-senador Agnelo Alves (irmão do ex-ministro Aluizio Alves), que fez a saudação ao homenageado, secretários municipais, amigos e familiares do homenageado.
Em seu discurso, Maciel Gonzaga, parafraseando o escritor paraibano Alcides Carneiro, afirmou: “Guardarei, zelosamente, a lembrança desse instante, porque a vida de instantes é feita e num instante passa”.
Parnamerim RN, 15 de dezembro 2009.
Reportagem: Clemildo Brunet.

O IRMÃO DE GALDINO

POR PAULO ABRANTES DE OLIVEIRA*
Havia chovido muito durante a noite daquele sábado em Pombal. O domingo amanhecera ainda com o céu levemente nublado, mas depois de alguns momentos o sol brilhou cristalino, fazendo tudo voltar ao ambiente primaveril, com as borboletas voando sobre as flores silvestres que enfeitavam o oitão esquerdo da Matriz. As andorinhas em volta das duas torrezinhas da igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso chilreavam como se estivessem anunciando o dia de Natal. O mês era dezembro, talvez o mais belo do calendário.
Os “cavalinhos” do Parque Maia já se achavam armados, como era de praxe, todos os anos, durante a Festa do Rosário e no período natalino, defronte ao Bar Centenário. Geraldo Aquiles era o irmão mais moço de Galdino Mouta, do Cine Lux, garoto de uma vivacidade sem limites, que residia na Rua da Matriz, numa casa alta, antiga que costumava de lá sair com um bando de colegas para movimentar ruas da cidade, dando saltos por cima da cabeça, galos de briga, puxar carrinhos de madeira, mas não largava o carrossel. Estava ali deslumbrado vendo todo aquele movimento.
Pois, bem, dona Maria Clemilde, mãe de Geraldo Aquiles, naquela manhã clara de dezembro, havia mandado comprar vinagre e demais temperos para o preparo do almoço, impondo-lhe volta imediata. Como um louco a correr, partiu o garoto de calçadas a baixo. Pensava mais nos célebres “cavalinhos” do que na missão que a sua genitora lhe havia incumbido. E foi, sem hesitar, direitinho para o meio da gurizada que se aglomerava, festivamente, em volta do carrossel.
Logo veio o esquecimento de tudo: do tempero, das verduras e do vinagre. A garrafa não saía da sua mão, já bem suada, e no bolsinho da calça os níqueis tiniam como se estivessem a lembrar sua volta para casa. Somente a brincadeira estava em seu cérebro de criança alegre e galhofeira. Em casa, a mãe impacientava-se com o seu regresso. Na janela, debruçada, perguntava a todos que passavam se tinham visto o filho que saíra de casa logo cedo. Mandou alguns recados e tudo em vão. O sol já se aproximava da metade do céu, não suportando mais aquela ausência resolveu sair a fim de procurá-lo no meio da multidão que imperava na cidade. Andou quase tudo.
Às pessoas amigas recomendava informar quando fosse visto o filho desobediente. Há muito que já era para ter chegado. O movimento na rua era intenso. Os matutos se confundiam naquele vai-e-vem sem parar. Difícil seria encontrá-lo naquele fervedouro humano. Resolveu, aflita, voltar para casa. Os vizinhos a conformavam de que logo Geraldo Aquiles apareceria. Chica do Padre, que conhecia as ruelas todas em torno da Matriz, de cor e salteado, prontificou-se a cooperar na procura do menino.
Ignorando a agonia da mãe e esquecido das compras, Geraldo Aquiles se deliciava satisfeito com os colegas, naquele ambiente não muito recomendável misturado com gente de toda espécie, na maioria feirantes alcoolizados e até mesmo cabrochas da Rua do Cachimbo Eterno que soltavam, de quando em quando, certas obscenidades.
- “Menino, fecha os olhos e tapa os ouvidos, danado, disse uma que se encontrava na cadeira pertinho dele. Tudo isso ao som do fole de Love. E os “cavalinhos” a rodar velozmente impulsionado pelos músculos de homens fortes, da Rua de Baixo, ajudados pelo Chico de Ernesto também, que dirigia o funcionamento do Parque Maia. “Espore o animal! Espore o animal!”. Gritavam, em coro, aqueles mais animados.
Lá pras tantas, nem as compras e nem o dinheiro. A garrafa havia sido quebrada e os “cobrinhos” gastos nas voltas dos “cavalinhos”. O garoto, agitado pela brincadeira e queimado pelo sol inclemente daquele dia, já começava a sentir remorso pela falta cometida. Em meio a tanto calor, às vezes sentia frio. Era a cabeça cheia de arrependimento. Coçava-se todo. Meio-dia em ponto, badalava o relógio da Coluna da Hora. As pedras do calçamento queimavam-lhe os pés.
E, num estado de ansiedade, a pobre criança começava a arquitetar projetos com o fito de encontrar uma maneira de se sair quando em casa chegasse. Sentou-se na calçada do Armarinho de Zuza Nicácio, e com a fronte voltada para o chão, chorou baixinho, vendo as lágrimas caírem. Por que não fizera as compras que a mãe lhe mandara logo cedo para depois voltar a casa e pedir-lhe permissão a fim de brincar nos “cavalinhos”?. Dizia Geraldo Aquiles, em solilóquio, a esfregar o rosto suarento. Não mais havia remédio e o único problema seria mesmo apresentar-se em casa, contando tudo e dizendo o que cometera.
Reconhecia ele a desobediência. Tinha que pedir perdão à sua mãe. Atraído pelos colegas esquecera-se de cumprir o seu dever. E, de cabeça baixa, olhando o chão, como se estivesse a contar passadas saiu dali macambúzio em direção da sua residência. Dobrou o beco do castelo de Dona Jarda, penetrou na Rua Nova, atingindo o prédio da velha Cadeia Pública, encontrou-se com Chica do Padre, que foi logo lhe dizendo:
- “Menino, sua mãe anda doida à sua procura, que é feito de você?”. Aquilo fora mesmo que uma espetada no coração. Nada disse, quedou-se em silêncio. Nem sequer uma palavra balbuciou. Logo subiu a praça Getúlio Vargas, acabrunhado, taciturno, pensando, bem preocupado e junto da sacristia, encostou-se. Parecia um adulto. De lá percebeu que a mãe estava na sala de jantar, e correndo entrou pela janela abraçando-se com ela, chorando muito.
-“Menino, onde estava você?” Exclamou dona Maria Clemilde, debruçada sobre a cabeça do filho, a beijar carinhosamente, os seus cabelos. Geraldo Aquiles tremia, e um choro convulsivo embargava-lhe a voz. - “Você está com fome, está?”. - “Estou, mamãe”. - “Olhe, esta vez não lhe baterei, mas... vá almoçar, vá”.
Dona Maria Clemilde pensava no futuro do filho, e vendo-o sentado à mesa, uma nuvem de melancolia cobriu-lhe o rosto envelhecido precocemente.
Através da janela que dava para o quintal, se descortinava um horizonte rosa-violáceo, imenso e belo. Após o almoço do filho, Dona Maria Clemilde começou a rezar o seu rosário de contas prateadas, andando de um canto para o outro da sala, pedindo a Deus pela felicidade do filho.
*Pombalense, Engenheiro Civil e Professor Licenciado em Ciências pela UFPB, pós graduação em Comercio Exterior pela FGV-RJ.

2º DOMINGO DE DEZEMBRO DIA DA BÍBLIA.

Pastor Claudio Alves (Foto)
Você sabe por que milhões de pessoas em todo o mundo crêem na Bíblia? Vou dizer-lhe por quê:
1. Não há outro livro que lhe seja semelhante ou igual.
2. É o livro que dá maiores detalhes a respeito de Deus.
3. É o livro mais rico em detalhes sobre a vida além túmulo.
4. É o livro que trata do homem em suas três dimensões: Corpo, Alma, e Espírito.
5. É o livro que confirma a História e a História confirma a Bíblia.
6. É o livro que tem lições práticas para a vida diária de qualquer pessoa ou profissional.
7. É o livro alicerce para as legislações jurídicas dos povos.
8. É o livro que tem os melhores ensinos para educação de filhos.
9. É o livro que mostra todo o perfil e comportamento do homem e da mulher.
10. É o livro que orienta o homem e a mulher na vida conjugal.
11. É o livro que sempre foi e continua sendo o "Best seller" mais vendido no mundo.
12. É o livro traduzido para mais de 2.000 línguas e dialetos.
13. É o livro que confirma os achados da arqueologia.
14. É o livro que foi escrito por homens indoutos e também, homens de alto nível cultural.
15. É o livro que gastando 1600 anos e 40 escritores (tomados pelo Espírito Santo) para formá-lo, não é contraditório.
16. É o livro que nunca irá para a biblioteca como superado, como tendo passado a sua vez.
17. É o livro que descreve a origem da terra, do homem e dos demais seres vivos.
18. É o livro que não precisa ser atualizado porque ele está sempre em dia, nunca se desatualiza. 19. É o livro que os sábios e intelectuais não conseguiram desfazer suas afirmações.
20. É o livro que recupera o presidiário, o viciado e o desonesto sem pancadas ou torturas (comprovado através de milhares de testemunhos de pessoas que estavam nestas condições). 21. É o livro que afirma que o homem vem a este mundo só uma vez. - É o livro que afirma que o homem comparecerá ante o tribunal de Deus.
22. É o livro que afirma que o homem será julgado, no dia do juízo, por suas obras.
23. É o livro que afirma a existência do Inferno preparado para o Diabo e seus anjos.
24. É o livro que afirma que os que aceitaram a Jesus Cristo não entrarão em julgamento.
25. É o livro que afirma que Jesus Cristo voltará para buscar os seus seguidores.
Por tudo isso e muito mais, o seu autor, que tanto nos ama, já nos proporcionou o acesso à Sua Palavra por meio de pedra, argila, madeira, vinil, pergaminho, papiro, papel, disquetes, CDs e em fim todo meio disponível com interesse que todos conheçam a Sua Palavra.
Pr. Cláudio Alves da Silva - Pesquisa

O AQUECIMENTO GLOBAL E A CONFERÊNCIA DE COPENHAGUE!

CLEMILDO BRUNET*
Este final de ano vem marcar mais uma preocupação para os moradores do planeta terra: O aquecimento Global. As expectativas estão voltadas para a conferência do clima em Copenhague que teve início na segunda feira dia 07 de dezembro. Existe uma especulação em torno do assunto face às declarações de Chefes de Estados das nações mais poluentes e decisivas do mundo. Barack Obama, disse que não há mais tempo hábil para negociar um tratado definitivo antes do evento em Copenhague, batizado COP15.
Início da Conferência de Copenhague (Foto)
Dias depois em uma nota conjunta com o Presidente Hu Jintao, da China anunciou que os dois Países poderiam apresentar metas na conferência, dando otimismo aos que possam acreditar da realização de um pacto final antes mesmo do fim do ano. Contudo, entre o Brasil, a Índia e a China há um acordo de princípios para trabalhar juntos nas negociações sobre a redução das emissões de CO2 durante a conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (COP 15) em Copenhague.
192 Nações estão empenhadas na missão de alcançar um novo acordo para conter o aquecimento global. Nos próximos dias haverá negociações dos membros da convenção das Nações unidas sobre a possibilidade da redução de emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador da mudança climática. Mais de cem Chefes de Estado participarão do encerramento do evento no dia 18 de dezembro.
Desde a Eco 92 realizada no Rio de Janeiro que há uma preocupação das Nações Unidas em fazer acordo no sentido de preservar o meio ambiente. De lá pra cá, interesses econômicos de alguns países têm prejudicado o andamento dessa causa. Nessa conferência de Copenhague a discussão será também em torno de criar mecanismos a fim de encaminhar centenas de milhões de dólares em ajuda aos países pobres, tendo por finalidade ajudar a essas nações reduzir a emissão de gases de efeito estufa e, por conseguinte aumentar as defesas contra enchentes, tempestades e elevação do nível dos oceanos.
Na abertura da Conferência as delegações foram recebidas no Bella Center, local dos debates. Havia uma entrada vermelha para quem é a favor do aquecimento global e outra verde para quem é a favor da preservação da terra. Depois de passar pelos controles os participantes cruzavam um tapete cinza que representa uma estrada com uma bifurcação que leva às portas vermelha e verde instaladas pela organização ecológica WWF. Jovens vestidos de cinza tentavam atrair os visitantes para a porta vermelha com cartazes afirmando “Protejam seus interesses”. Interessante, ninguém entrou pela porta vermelha.
Histórica por seu tamanho, a conferência tem a incumbência de limitar a dois graus centígrados o aumento da temperatura média da superfície da terra, sendo necessária uma drástica redução das emissões de gases do efeito estufa.
As gerações do futuro dependerão em muito dos homens do poder hoje para buscarem alternativas a fim de resolver esse problema. Comece a pensar agora antes que seja tarde demais e tome atitudes como: Reciclagem de materiais, plantio de árvores, consumo consciente de água, evitando desperdícios e outros comportamentos menores que não se exige grandes esforços e que poderão trazer grandes benefícios à humanidade mais tarde.
A Devastação do Meio Ambiente (Foto)
Natal, 10 de dezembro de 2009.
*RADIALISTA.

A CHEGADA DO REI.

POR FRANCISCO VIEIRA* Os fatos - felizes ou não – acontecem. Simultaneamente a vida passa enquanto as lembranças vão escrevendo uma história em nossa memória. Daí, a confirmação do pensamento de Goeth, quando assegurou que a vida é a infância da imortalidade. Entende-se, portanto, que os fatos permanecem vivos, por isso merecem ser contados.
É impossível precisar a data, pois era ainda criança. Salvo um lapso de memória era fins de 1954 ou início de 1955. Nessa época o progresso começava a despontar na região. Manifestando ares de benesses a 7ª arte - o cinema - havia chegado com a instalação do Cine Lux, graças ao espírito empreendedor do Sr. Chiquinho Formiga, seu primeiro proprietário. Nesse mesmo ano, o então Prefeito Chico Pereira iniciara o calçamento colocando os primeiros paralelepípedos no centro da cidade. Relativamente na mesma época o saudoso Mons. Vicente Freitas, Vigário Administrador da Paróquia de Nossa Senhora do Bom Sucesso, fundou o lamentavelmente extinto Ginásio Diocesano de Pombal, orgão educacional pertencente à Diocese de Cajazeiras e que funcionara inicialmente no também extinto sobrado de D. Jarda, na Praça Getúlio Vargas, centro da cidade, hoje local da Farmácia Nova.
A população girava entre 50 e 55 mil habitantes e quase não dispunha de lazer, salvo, quando se instalava algum circo na cidade e isso mesmo por um tempo breve. Considerando minha tenra idade, lembro-me de fato interessante da infância e que permanece vivo nos anais de minhas reminiscências. Lembro-me, pois, nesse dia a tranqüilidade da hospitaleira e não menos pacata “Terra de Maringá”, foi interrompida logo ao amanhecer com um carro de propagandas que anunciava a chegada do rei.
O rei ao qual me refiro não pertence à Dinastia dos Césares, protagonistas do maior e mais poderoso domínio monarquista da história da humanidade – O Império Romano. Não é Pelé, que na condição de Rei do Futebol encantou o mundo durante décadas com jogadas de gênio. Também não é um rei dos famosos contos de fadas que acalentam sonhos infantis com histórias fantasiosas embalando crianças para o sono dos inocentes. O rei a quem me reporto e reverencio não é ninguém menos que Luiz Gonzaga – O Rei do Baião - que cantou com maestria o Nordeste e o Brasil. Mais que um cantor ele foi um cantador, pois defendeu com arte e talento nossos costumes e tradições urbanizando o forró - ritmos da região até então desconhecidos. Na condição de rei fez do palco o seu trono e recebeu como recompensa o aplauso do povo.
Assim, acordava Pombal em clima de festa que logo cedo se manifestava ansiosa no desejo de receber o Rei do Baião. A rotina diária era quebrada por uma rural willys, tipo “marinete”, que percorria as ruas anunciando o grande e inédito show. O anúncio animava a população que se enchia de ansiedade. Afinal de contas não é todo dia que se recebe um rei em sua casa. Portanto, aquela visita era mais que privilégio, era um prêmio. Assim seguia a rural que trafegando em marcha lenta exibia fotos do renomado artista e tocava os principais sucessos como: Assum Preto, Boiadeiro e, principalmente, Asa Branca, seu maior sucesso que se tornou o carro chefe, uma referência. Enquanto isso, um locutor com “voz encanada” convidava a todos ao tempo em que jogava panfletos do cantor para o alto, o que era disputado até mesmo pelos adultos que se aglomeravam nas calçadas. Era como se alimentassem a esperança de ver o artista antes do show.
Como não podia ser de outra forma, o carro de propagandas era seguido pela meninada formando numeroso grupo que aumentava a cada rua. Era tal qual o cordão dos puxa-sacos que cada vez aumenta mais. E, como menino lá estava eu em meio à molecada. Eu era mais um e igual a todos. Era mais um que não resistindo acompanhara o cortejo, mesmo sem a autorização dos pais, por isso, sujeito as conseqüências. É evidente que isso foi motivo de preocupação para os meus genitores que entraram em desespero após procurar em vão por toda vizinhança. Finalmente fui encontrado, graças à informação de gente conhecida o que me custou bastante caro e dolorido.
A partir daí, tudo mudou. A festa que eu havia iniciado acabara antes do tempo se transformando em angústia e frustração. O castigo foi iminente. Se não bastassem os puxões de orelhas e palmadas uma sentença foi estabelecida. Enfim, como um juiz em pleno gozo de suas atribuições foi decretada a condenação: estava eu terminantemente proibido de assistir ao show. E, o que é pior, tal qual uma tortura chinesa, mesmo revoltado, assisti inconformado meus pais saírem muito bem trajados para ver a chegada do rei. E aqui vem um detalhe: cada um conduzia um assento, pois as cadeiras do Cine Lux embora estivessem compradas ainda não haviam chegado. Ainda mais, tive que suportar a intensa gozação de João Vieira ou Tio Vieirinha que numa maneira bem peculiar ironizava por ter apanhado e ainda e perdido o show. Calado suportava tudo, pois qualquer reação de minha parte implicaria em nova punição.
O fato embora simples não é vulgar. Ele é parte de uma vida, uma história. Os fatos mesmo breves e simples são imortais como a verdade. Ai se justifica: a infância é a melhor fase da vida. Dessa forma é impossível crer na existência de alguém capaz de não lembrar com nostalgia seu tempo de criança. Todos nós relembramos saudosos as brincadeiras, os jogos, as travessuras, as arriscadas aventuras, os colegas de escola, a primeira professora, a primeira paixão e, principalmente, os fatos que uma vez registrados na memória fizeram nossa história e serão lembrados por toda vida. Obviamente, as lembranças são construídas de fatos ao longo da vida, portanto, é reconhecida a importância do passado na construção do presente e do futuro.
O fato é no mínimo hilariante. Embora tenha conotação jocosa apresenta caráter marcante. É que desde os primeiros anos de vida os hábitos vão se formando, por isso, associados às tendências marcam e definem nosso destino.
Finalmente, é guardando os fatos que valorizamos os acontecimentos e defendemos nosso patrimônio histórico-cultural. Por tudo isso, é que mantenho viva e ativa na memória: A CHEGADA DO REI – que infelizmente eu não vi.
Pombal, 09 de dezembro de 2009.
*Professor, Ex-Diretor da Escola Estadual "João da Mata" e Ex-Secretário de Administração Municipal.

INFLUÊNCIA PORTUGUESA NO SERTÃO DA PARAÍBA!

Coluna da Hora (Foto)
POR DORGIVAL MACEDO FILHO.
Recentemente visitei a cidade de Pombal, região central de Portugal. E tentei observar todos os detalhes da cidade para encontrar identificação com a Pombal que conheço profundamente, a Pombal da Paraíba, cidade natal da minha mãe Leninha de Pedro Ventura... Dentro do que observei, as cidades possuem diversas semelhanças, em primeiro lugar pelo povo trabalhador, vivem da pecuária e da agricultura. A cidade também possui uma estação de Trem, semelhante a nossa. Além de uma paisagem de encantar qualquer visitante.
Então sugiro, que Pombal sua terra, fizesse um intercâmbio cultural e político com Pombal Portugal, convidando o Presidente da Câmara de Pombal Portugal ( lá não tem prefeito e sim Presidente da Câmara) para participar do próximo aniversario da cidade e erguer um monumento simbólico a essa visita. Certamente essa troca de gentilezas será de grande valor para as duas cidades. Mantenho contatos com amigos portugueses que poderiam articular essa parceria. A Palavra POMBAL, é a mais pronunciada na capital portuguesa - Lisboa, mesmo porque a maior estação de metrô da cidade chama-se Marquês do Pombal, parada central da cidade e onde tudo acontece. Essa ligação das duas cidades não pode ficar no esquecimento, Pombal Paraíba precisa desse intercâmbio cultural e histórico, são valores riquíssimos e que confirmam que fomos colonizados por Portugueses, a exemplo do desbravador Teodósio de Oliveira Ledo.
Segue alguns dados mais detalhados sobre Pombal Portugal, para seu conhecimento. A partir do Castelo de Pombal, fundado pelos Templários sob mestria de Gualdim Pais, o espaço da história e do património, internaliza o sítio do burgo pombalense e o núcleo original da primeira expansão da freguesia. Aqui estão bem patentes as marcas deixadas por uma história riquissima, onde se denotam as influências de grandes senhores, como os Condes de Castelo Melhor que mandaram construir a Igreja do Cardal e o Convento de Santo António, e o Marquês de Pombal que aqui mandou construir o Celeiro e o edifício da Cadeia. Do primeiro surto industrial que colocou Pombal na posição de foco nacional principal na transformação de produtos resinosos, denotam-se as marcas deixadas pela instalação de edificações com reconhecido interesse patrimonial, dos quais ainda hoje é possível apreciar elementos que se conservaram.
Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal ou Conde de Oeiras, (Lisboa, 13 de Maio de 1699Leiria, 8 de Maio de 1782) foi um nobre e estadista português. Foi secretário de Estado do Reino (primeiro-ministro) do Rei D. José I (1750-1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa.
Representante do Despotismo iluminado em Portugal no século XVIII, viveu num período da história marcado pelo iluminismo, tendo desempenhado um papel fulcral na aproximação de Portugal à realidade econômica e social dos países do Norte da Europa, mais dinâmica do que a portuguesa. Iniciou com esse intuito várias reformas administrativas, econômicas e sociais. Acabou na prática com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguído oficialmente a Inquisição portuguesa, em vigor "de jure" até 1821. Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos Jesuítas de Portugal e suas colônias[1]. A sua administração ficou marcada por duas contrariedades célebres: a primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois, o Processo dos Távora, uma intriga com consequências dramáticas. ]
O Marquês de Pombal e o Brasil
Litografia do Marquês de Pombal em rótulo de cigarro. Existe dissonância entre a percepção popular do Marquês entre alguns portugueses - que o vêem como um herói nacional -, e alguns brasileiros, principalmente da região sul - que o vêem como um tirano e opressor.
Na visão do governo português, a administração da colónia devia ter sempre como meta a geração de riquezas para o reino. Esse princípio não mudou sob a administração do Marquês. O regime de monopólio comercial, por exemplo, não só se manteve, como foi acentuado para se obter maior eficiência na administração colonial.
Em 1755 e 1759, foram criadas, respectivamente, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba, empresas monopolistas destinadas a dinamizar as atividades econômicas no Norte e Nordeste da colônia, o que gerou grande admiração da população naquela região colonial. No entanto, na região mineira, instituiu a derrama em 1765, com a finalidade de obrigar os mineradores a pagarem os impostos atrasados. A derrama foi um dos fatos que motivou depois a Inconfidência Mineira.
As maiores alterações, porém, ocorreram na esfera político-administrativa e na educação. Em 1759, o regime de capitanias hereditárias foi definitivamente extinto, com a sua incorporação aos domínios da Coroa portuguesa. Quatro anos depois, em 1763, a sede do governo-geral da colônia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo econômico do Nordeste para a região Centro-Sul.
Com a expulsão violenta dos jesuítas do império português, o Marquês determinou que a educação na colônia passasse a ser transmitida por leigos nas chamadas Aulas Régias. Até então, o ensino formal estivera a cargo da Igreja. O ministro regulamentou ainda o funcionamento das missões, afastando os padres de sua administração, e criou, em 1757, o Diretório, órgão composto por homens de confiança do governo português, cuja função era gerir os antigos aldeamentos.
Complementando esse "pacote" de medidas, o Marquês procurou dar maior uniformidade cultural à colônia, proibindo a utilização do Nheengatu, a língua geral (uma mistura das línguas nativas com o português, falada pelos bandeirantes) e tornando obrigatório o uso do idioma português. Alguns estudiosos da história afirmam que foi com esta medida que o Brasil deixou o rumo de ser um país bilíngue.
Ainda hoje, encontra-se uma estátua de mármore em tamanho natural do Marquês de Pombal na Santa Casa de Misericórdia da Bahia localizada no centro histórico de Salvador. Praça Marquês de Pombal
Aqui domina a Igreja Matriz de São Martinho ligada à paz de que foi obreira a Rainha Santa Isabel, dando também nome à comenda da Ordem de Cristo de que o Marquês foi senhor. Recebe-a das mãos dos condes de Castelo Melhor – comendadores de Pombal durante séculos e que ao lado direito da Igreja tinham um dos seus solares. Assim, D. José pretende reconhecer os serviços de Carvalho e Melo, dando-lhe o senhorio de Pombal, já que era também o seu maior proprietário, através da vasta herança que recebera de seu tio Paulo de Carvalho Ataíde. Entre muitos outros bens dispersos por Lisboa, Oeiras e Sintra, encontra-se a Quinta da Gramela. Do lado esquerdo o Antigo Celeiro do Marquês e actual Centro Cultural e do lado direito desta Igreja, a antiga Cadeia e actual Museu Marquês de Pombal. Celeiro do Marquês
Situa-se na mesma Praça da Marquês de Pombal à esquerda da Igreja Matriz de São Martinho. Edifício de dois pisos. O primeiro é constituído por cinco portas de verga arqueada, apresentando a porta principal as ombreiras ligeiramente decoradas e encimadas pelo brasão do Marquês. No segundo Piso apresenta cinco janelas de lintel curvo diferenciadas entre si. De salientar o madeiramento do tecto, construído de forma a atenuar os efeitos sísmicos. Busto do Marquês de Pombal
Situa-se no Jardim Municipal do Cardal. É uma estátua de bronze de Ernesto Korrodi com base em calcário da autoria de Fernandes de Sá. É a primeira estátua erigida ao Marquês em Portugal. Foi inaugurada em 1907. Casa do Marquês
Casa onde o Marquês de Pombal passou os últimos anos da sua vida e foi sujeito a interrogatório pela sua acção enquanto estadista. Situa-se na Praça Marquês de Pombal junto à Igreja Matriz. Museu Municipal Marquês de Pombal
Situa-se na Praça com o seu nome, no edifício da antiga Cadeia. É constituído por vários artefactos e uma extensa bibliografia com documentos de grande importância histórica sobre o Marquês de Pombal. O museu abriu as suas portas a 8 de Maio de 1982, inicialmente no edifício da Câmara Municipal.
Bel. Dorgival Macedo Filho ( Júnior Ventura)

UM NATAL DE ESPERANÇA

Sempre há tempo de renascer mesmo que das cinzas,/ Qualquer momento é momento de reiniciar uma nova vida,/ Em qualquer dia pode ser tomada decisões transformadoras,/ Não devemos aguardar a hora certa para iniciarmos a mudança;/
Vivemos muito tempo no país adormecido e do futuro,/ Hoje temos uma nação do presente, vigilante e otimista,/ E se saímos da obscuridade e já não fazemos parte do submundo,/ Isso não significa que já conquistamos tudo, continuemos na luta;/
O momento é oportuno para superarmos divergências pessoais,/ Unirmos numa luta contra todo o mal que assola a nossa terra,/ Não permitirmos que os inescrupulosos sobrelevem nossas vidas;/ E que os homens de bons costumes vençam a corrupção e a mentira;/
Sabemos que quando não permitimos que a criança crie os seus sonhos,/ Estamos mutilando um ser humano e formando um adulto sem esperanças,/ Os projetos são criados pelos sonhadores obstinados e por eles executados,/ Não atrapalhe a evolução, deixai que as transformações sejam feitas;/
Conquista, obstinação, criação e esperança, é tudo que precisa o vencedor,/ Todos nós somos vencedores, basta que coloquemos tudo isso em prática,/ Faça uma reflexão, aproveite o natal, tire um tempo, reflita sobre o criador,/ Você precisa desse momento, desse dia e dessa hora, tome a sua iniciativa./

I AMOSTRA DE CIÊNCIAS "COLÉGIO ARRUDA CÂMARA"

Por Cessa Lacerda*
No dia 03 de dezembro deste 2009, foi comemorado a “I AMOSTRA DE CIÊNCIAS”, no conceituado colégio “Arruda Câmara”, da nossa Pombal. Evento de grande brilho organizado pela Dinâmica Equipe de Professores da referida escola e os entusiasmados alunos. Recebi o honroso convite para me fazer presente a este evento. No referido convite apresentava manifestação artística, se bem que, o teor é expresso em versos de autoria do ilustrado poeta José Ronaldo Leite. E por ser rico e interessante o teor deste convite achei por bem exibi-lo e parabenizar o autor.
Esforcei-me para comparecer aquela eventualidade e quando da abertura das apresentações, deparamos com a carinhosa, dedicada e reconhecida, homenagem aos artistas da terra, na poesia, na música, nas artes plásticas, no artesanato e na Imprensa. Contemplamos no Palco este belo Cenário com os pontos turísticos da nossa amada Pombal. Admirável arte em grafite pintada por Willis artista, mágico e capoeirista pombalense.
Ali comigo, se encontrava a figura ilustre do seu Elias Daniel Ribeiro, REI DO FOLE, pessoa admirada e respeitada por toda Pombal, expoente do nosso Folclore social e religioso. Também ao seu lado o senhor Francisco Romão, membro do nosso grupo folclórico, ambos receberam Medalhas em honra ao mérito de contribuintes da nossa Cultura, ao longo dos tempos. Salomão no destaque de célebre mestre da Arte da Cerâmica, recebendo a Medalha simbólica em honra ao mérito. Helena Soares Bento e eu fomos homenageadas na Poesia.
O mais emocionante para mim foi a bela manifestação de um grupo de cinco jovens declamando umas das minhas poesias retiradas do meu primeiro livro “ESCADA DE SENTIMENTOS”
coordenados pelo talentoso poeta, teatrólogo e humorista José Ronaldo Leite, profissional na função de Agente Cultural, treinando os alunos e formando-os para descobrir novos valores na arte cênica.
Ao concluir esta apresentação recebi uma Comenda com o teor: A EEEFM “ARRUDA CÂMARA”, homenageia a PROFESSORA E POETISA, Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes por seus serviços prestados em prol da CULTURA pombalense. Pombal – PB, 03/12/2009.
Visitei várias Salas com apresentação de trabalhos artísticos, músicas, teatros, Slides com entrevistas a exemplo de Clemildo sobre o Rádio e a Comunicação.
Este evento foi um verdadeiro espetáculo de Arte e de Cultura, extensivo aos três expedientes, sendo que participei pela manhã, horário frio, porém constatei um acontecimento importante e rico em nossa terra,
sobretudo em uma das nossas escolas, empregando a arte para explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos e gerais do alunado. Com certeza este produtivo evento contará com uma página na nossa história.
Parabéns ao Colégio “Arruda Câmara, ao digníssimo diretor José Lucena, ao abnegado Corpo de professores e inteligente alunado. Agradeço com intenso carinho as homenagens a mim dirigidas, desejando a todos um Natal feliz e um Ano Novo de muita prosperidade.
*Professora, poetisa e escritora pombalense.
Pombal, 05/12/09