CLEMILDO BRUNET DE SÁ

VIVER DE MENTIRINHAS!

Clemildo o Comunicador (Foto)
CLEMILDO BRUNET*
Desde os tempos remotos que a raça humana tem por costume viver de mentirinhas. A criança desde cedo cria dentro de si um mundo imaginário de fantasia. A menina se apega ao brinquedo que mais lhe agrada e brinca de casinha, boneca etc. O menino por sua vez brinca com carro de mão, arma de brinquedo etc. Tudo ilusão, pois logo com o passar do tempo, ao chegar à fase adulta esses elementos são substituídos.
Viver de mentirinhas - é viver da aparência, muita gente age assim, querendo passar uma imagem que não tem. Por esta razão há no mundo hoje centenas e centenas de pessoas frustradas. É a lei da compensação pelo que fizeram na vida: Viveram de mentirinhas!
Viver de mentirinhas - é o que a criança aprende de muitos pais que lhe dão instruções incorretas de como manter sua integridade moral diante de fatos onde a verdade deveria prevalecer.
Viver de Mentirinhas - é contar para o filho estórias apavorantes que amedrontam a criança, quando esta não obedece aos pais.
Viver de mentirinhas - é começar dar ao filho tudo que ele quer ou levá-lo a um padrão de vida elevado que não condiz com as condições financeiras da família.
Viver de mentirinhas - é ficarmos condicionados a assistir programas de televisão que em nada edificam ou nos ensinam para o bem, fazendo com que muitos sejam iludidos, virando tragédia quando a vida imita a arte. Viver de Mentirinhas - é brincadeira de mau gosto, desejar mal a alguém, colocar apelidos nos outros, maltratarem os idosos, falar mal das pessoas, contar piadas picantes, ter inveja do próximo. Afinal, somos todos iguais e não somos melhor que ninguém.
Mesmo depois de adultos ainda estamos infectados por esse mal - viver de mentirinhas. Fazemos tanto em estado consciente como inconsciente; Machado de Assis retrata uma verdade: “Mentimos o tempo todo, até sem perceber”. A influência da mentira ou mentirinhas na vida das pessoas é tão grande, que, como se não bastasse, os homens puseram no nosso calendário - o dia da mentira. Partiu de uma (mentira) brincadeira registrada na França. Teve início no Século XVI quando o ano novo era festejado em 25 de março marcando o começo da primavera. Os festejos duravam uma semana e terminavam em 1° de abril.
O Rei Carlos IX de França em 1564, depois do calendário Gregoriano, determinou que o ano novo fosse comemorado em 1° de janeiro. Houve resistência dos franceses em aceitar esta data e ficaram com o calendário antigo comemorando o começo do ano em 1° de abril. Eles foram escarnecidos pelos que lhes enviavam presentes estranhos, convidando-os para festas inexistentes. Essas brincadeiras receberam o nome de “Plaisanteries”. Na França e Itália esse dia é conhecido de peixe de abril e em países da língua inglesa, o dia da mentira é chamado dia dos tolos.
Existe um esforço intelectual em relação à mentira. Uma pesquisa realizada em 2000, na Universidade da Pensilvânia – Estados Unidos, concluiu que certas regiões do cérebro mostram maior atividade diante da mentira. Quando os que participavam da pesquisa não diziam a verdade, a área ligada à atenção e a concentração era mais estimulada. Conclusão: O default do cérebro é a sinceridade. Mentir requer esforço extra de organização.
A largada da mentira teve seu começo no Jardim do Éden e se deu em uma conversa entre a serpente e a mulher. Deus havia dito aos nossos primeiros pais que todas as ervas que dão semente e toda árvore que há fruto foram-lhes dados para mantimento. Eles tinham tudo de graça para se manter e estarem bem alimentados. “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” Gn.1:31.
A serpente chega para a mulher com uma pergunta insinuando uma mentira: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim”? Gn.3:1b. A mulher respondeu que podia comer de toda árvore que há; e revelou que Deus apenas proibiu comer do fruto da árvore que está no meio do jardim; só que o Senhor lhes havia feito uma advertência: Se comesse morreriam! Nesse momento a serpente solta a mentira: “É certo que não morrereis”. Gn.3:4. Apocalipse diz que o dragão, a antiga serpente é o diabo. Apocalipse 20:2. Jesus disse que “o diabo é homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade, quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”. Jo. 8:44.
O salmista exclamou: “Eu disse na minha perturbação: Todo homem é mentiroso” Sl. 116:11. A bíblia classifica os mentirosos chamando-os de ímpios: “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras”. Sl.58:3.
A bíblia diz que os homens se perverteram tanto que mesmo tendo conhecimento de Deus, não o conheceram como Deus. “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível... Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém”! Rm. 1: 22,23,25.
O escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) disse certa vez: “O objetivo do mentiroso é simplesmente encantar, deliciar, dar prazer. Ele é a própria base da sociedade civilizada”. A mentira ou mentirinhas espalhadas pelo mundo têm trazido o caos à humanidade. Lembre-se que a desobediência a Deus teve seu ponto de partida na mentira de satanás: “È certo que não morrereis”.
E por causa da mentira do diabo, a sentença divina passou a todos os homens: “E o pó volte á terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” Ec. 12: 7. Como é pernicioso viver de mentirinhas.
Salve 1º de abril, morra a mentira!
*RADIALISTA

DOUTOR ELISEU E O HOSPITAL SINHÁ CARNEIRO.

CLEMILDO BRUNET*
Quando qualquer pessoa conversa com o Dr. Eliseu José de Melo Neto e pergunta sobre como vão às obras do Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro, seus olhos brilham de alegria e as palavras que saem de sua boca são cheias de entusiasmos. Ele conta no mínimo detalhes, o que foi feito e o que ainda está por fazer para concretização desse sonho. Muitos não entendem a razão porque o Dr. Eliseu veio pra terrinha e tomou a iniciativa de restaurar as instalações do Sinhá Carneiro. Pe. Solon Dantas de França (saudosa memória), seu amigo e conselheiro, já o havia incumbido dessa missão.
Tenho viva ainda em minha lembrança os oito dias que internado ali passei sob os cuidados clínicos do nosso conterrâneo e amigo, cardiologista Dr. Wellington Onias; pois apesar de não dispor de uma UTI, com a graça de Deus, um verdadeiro milagre aconteceu! Minha vida foi salva, com assistência cuidadosa que tive do médico e do corpo de enfermagem. O mês era fevereiro e o ano 1994.
Os anos se passaram e por falta de condições financeiras, para tristeza nossa e dos nossos patrícios que tanto buscaram saúde naquele nosocômio, de repente, fecha-se o Sinhá Carneiro, sob o olhar pasmo da população e o desprezo e a indiferença da classe política local, que não deu nenhuma importância ao que estava acontecendo. Como se não bastasse pouco tempo depois, o prédio em completo abandono estava com sua estrutura física comprometida e seus equipamentos arruinados.
Mas, quis a providência divina trazer de volta a sua terra um homem chamado Eliseu, xará do Profeta “Eliseu” que na terminologia bíblica quer dizer “Deus é Salvação”, este, identificava-se com os homens, dando-lhes conselhos, curando-os, aliviando-os. Pois bem, o Dr. Eliseu José de Melo Neto, herdou o nome de seu avô materno numa justa homenagem de seus pais. Filho de Francisco Fragoso de Sousa e Iracê de Melo Fragoso de uma família de onze irmãos. Começou seus estudos com a própria mãe, concluindo o ensino fundamental na Escola Estadual Arruda Câmara de Pombal.
Dr. Eliseu José de Melo Neto (Foto)
Fez vestibular pra odontologia e medicina obtendo êxito em ambos os cursos, optou pelo último; formou-se, e pouco tempo depois se especializou em Urologia. Nas inúmeras preocupações do Dr. Eliseu como urologista, está o carinho que ele dispensa ao idoso. Por este motivo em 2007 fez parte da primeira turma de pós - graduação em Geriatria da Paraíba; curso que prepara o profissional, aprimorando-o no tratamento dado as pessoas da melhor idade.
Na condição de médico humanitário Dr. Eliseu, tem sido zeloso com os seus pacientes, não somente na hora da consulta, mas também os acompanha no tratamento clínico e quando necessário realiza cirurgias na área de sua especialidade. É na verdade um pródigo no conhecimento da ciência que sob o juramento de Hipócrates sente-se bem em poder aliviar a dor e o sofrimento de seu semelhante.
O Dr. Eliseu faz aniversário dia 28 de março, em razão desta efeméride, destaco na coluna de hoje, o que está sendo para ele, “a menina dos olhos”, a concretização da reforma, restauração e funcionamento do Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro. Já se disse por aí que é melhor começar por uma construção do que por uma reforma. No entanto, com os recursos arrecadados de várias campanhas e promoções de festas e serestas e contando com colaboradores em comissão, Dr. Eliseu está na verdade é reconstruindo o Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro, pois todo teto e piso foram mudados e substituídos toda instalação elétrica e hidráulica.
Há quase dois meses atrás um grupo de voluntários da construção civil encampou a luta oferecendo mão de obra grátis, para concluir o que falta ser feito na parte física do Hospital Sinhá Carneiro. Mobilizaram-se os construtores em equipes para prestarem serviços ao Hospital sem nenhum custo até o término das obras. Todo final de semana uma equipe distinta uma da outra realiza esse trabalho voluntariamente. Segundo um levantamento, se fosse pagar a esses voluntariados, o custo da mão de obra sairia em torno de Quatrocentos e cinqüenta reais por final de semana.
Por outro lado, as camas e rouparia estão prontas, a cozinha falta apenas alguns acessórios da parte hidráulica, para o centro cirúrgico foi adquirido: a mesa de cirurgia, um aparelho de anestesia e um aspirador. Na lavanderia faltam algumas máquinas.
Engajar-se na luta em prol do funcionamento do Hospital e Maternidade Sinhá Carneiro é um dever de todo e qualquer pombalense. Esperamos que aconteça logo, isso é o que almeja nosso povo. Finalmente, a oferta da saúde tem que ser maior que a procura, só assim a demanda deixará de existir.
Parabéns Dr. Eliseu, feliz aniversário!
*RADIALISTA
Natal, 24 de março de 2010

O NOVO E EXCELENTE ROMANCE DE TARCÍSIO PEREIRA.

W. J. Solha (Foto)
W. J. Solha*
Ganhei a Bolsa de Incentivo à Criação Literária da FUNARTE de 2007 com o projeto do romance “Relato de Prócula”, lançado no ano passado pela editora A Girafa, exatamente quando outros dois autores paraibanos eram os novos contemplados do Nordeste: o artista plástico José Rufino (agora também escritor) e o já romancista e dramaturgo Tarcísio Pereira, que nesta semana me trouxe os originais de seu livro – recém terminado – para que eu o lesse, coisa que fiz no mesmo dia. Faltavam cinco para as onze da noite quando cheguei à última das 170 páginas em A4, que devem dar cerca de 210 em livro, de “O Autor da Novela”. Tive a alegria de telefonar pro Tarcísio às oito da manhã seguinte, para lhe dizer que gostara muito do livro. Muito mesmo. E que me surpreendera ao ver quanto o nosso escritor crescera como romancista, de “Agonia na Tumba” – que já é muito bom - pra cá.
“O Autor da Novela” tem uma desenvoltura, uma fluência impressionante, por servir-se do expediente das novelas radiofônicas – como a “Maria de Todos”, criada e dirigida por seu personagem principal – que é a. de terminar cada capítulo curto deixando o ouvinte (e o leitor) com a velha pergunta “e depois?, e depois? ”, num macete – salientado pelo próprio Tarcísio, no livro - que já vem da Sheerazade de “As Mil e Uma Noites” Para minha felicidade, o romance não só sacia, como sempre supera essas expectativas. Para isso, conta com uma série de personagens dignas de Dias Gomes (que inclusive aparece na narrativa), e várias situações novelescas, todas criativas como o diabo.
A história se passa por volta de 1970, quando a televisão chega a Pombal e à região circunvizinha, onde tudo acontece. Eu estava lá, por sinal, e trabalhei para isso – como presidente do Conselho de Desenvolvimento do Município - sem saber que estava - rs rs rs - lascando o personagem de Tarcísio. Explico: sem se imaginar às vésperas desse evento marcante na vida sertaneja, Diá – O Autor da Novela – evolui de seus trabalhos na difusora do lugarejo onde mora, aproveitando-se de sua experiência de escrevinhador de cordéis desde a infância, para passar a produzir em prosa, na forma de novela de rádio, nos moldes da extremamente popular “O Direito de Nascer”, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que marcara sua infância. As repercussões de sua criação, bem local, na audiência da cidadezinha e arredores, são todas inteligentemente, humoristicamente exploradas por Tarcísio. E é aí, quando tudo vai bem, no melhor dos mundos possíveis, que o prefeito instala a tal TV na praça central do município, esvaziando toda a audiência do radialista que já se tornara celebridade. Por sinal, em 2002, quando eu trabalhava no filme “Lua Cambará”, vi, num lugarzinho assim, 70 km ao sul de Fortaleza, uma televisão acoplada a um poste, numa praça cheia de gente assistindo à novela das oito. O efeito dessa novidade no nosso herói fez com que ele me lembrasse Chaplin revoltado com o advento do som no cinema.
Meu grande medo era Tarcísio não sustentar o ritmo contagiante até o fim. Mas ele se sai notavelmente bem também nisso, de modo que a Paraíba já pode se orgulhar de mais uma obra literária à altura de seu invejável currículo.
*Cineasta, Teatrólogo, Escritor, Paulista de Nascimento e Pombalense de Coração.

O ZÉ CAPITULA QUE EU VI.

Jerdivan Nóbrega de Araújo*
Eu recordo muito bem de Zé Capitula, já no final da sua vida, quando deixara o oficio o “aguador”, assim eram chamados os que vendiam água nas residências de Pombal, passando-o mais tarde a andarilho e pedinte nas ruas de Pombal.
Figura emblemática na minha vida. Simpático que era, não dispensava um “explicação” de tudo que lhes rodeava. Lembro-me quando tangia os jumentos nas ruas de Pombal, e lembro-me quando, já no ocaso da vida, vestindo um surrado paletó preto e uma bengala escurecida pelo suor das suas mãos, conduzia seu corpo cansado em passos lentos pelas rua de Pombal. Vaidoso que era, usava chapéu, colares, pulseiras de arame e nos dedos muitos anéis com pedras coloridas como se fora puro rubi.
O relógio, lembro-me como se ele estivesse em minha frente agora enquanto teclo estas palavras, era um emaranhado de arames e contas coloridas. Nenhum ponteiro nenhum número para lhes orientar no tempo, mas, se lhes perguntassem as horas ele colocava o “relógio” contra o sol e dizia as horas, estranhamente, se não acertando, errando por pouco.
Estas pessoas, Godo, Zé Capitula e Pedro Jaques, não sei explicar por que são eternas em nossas memórias.
Zé Capitula, para os dias de hoje, seria um artista um poeta destes que a própria existência é seu livro e sua poesia são as linhas não escritas da sua vida. Não era nenhum profeta, mas, bem que lembrava os andarilhos do nosso sertão.
Pombal é pródiga neste tipo de gente. Gente do povo que, certamente havia em todas as cidades do sertão, mas que só em Pombal, costuma voltar em lampejo de memória, como o fez Paulo, trazendo de volta em forma de literatura.
Bem que Pombal poderia homenagear Zé Capitula como patrono de uma rua. Pois, deve-se lembrar que ele não era louco, como sugere o nome. Ao contrario, era uma pessoa sábia e muito responsável. Meu pai contava que ele passava horas procurando o melhor local do Rio para apanhar água e, quando não encontrava cavava cacimbas em locais mais distanciados das margens para ter a garantia de que era a melhor água a ser entregue aos seus clientes.
Dr Nelson e Dona Nena eram exemplos de Pombalenses que não aceitavam água de outro se não fosse Zé Capitula, por que era a garantia da qualidade. Um homem desse merece ser lembrado, mesmo por que naquela época não existia tratamento de água, que apanhada no rio, colocada nos potes e assim era consumida.
O rosto cansado de Zé Capitula, seus cabelos brancos, sua pele enrugada, sua coluna arqueada pelo peso da idade, suas andanças no final da vida, pelas ruas quentes de Pombal, sua parada para observar o horizonte ali na rua do Mercado Publico, sua mão estirada a espera de uma esmola, as vezes até negada por aqueles que muitas vezes ele matou a sede ou refrescou o corpo do calor da cidade, com a água transportada por suas mãos, tá em mim como um personagem de “Doidinho” nas ruas de Pilar.
Por tanto, acompanho e reforço as palavras e as lembranças de Paulo Abrantes por esta figura que povoou nossos medos e nossos sonhos de menino nas ruas de Pombal.
*Escritor Pombalense.

MANDONISMO.

Por Severino Coelho Viana*
Este nosso artigo é uma sequência natural do nosso artigo já publicado anteriormente, intitulado de “Neocoronelismo”, fazendo-se logo uma simples distinção entre coronelismo e mandonismo. Aquele foi reconhecido como uma espécie de sistema político tanto pelos historiadores, pelos sociólogos e pelos cientistas políticos; enquanto que este último termo tem um significado mais próximo à vontade pessoal e da pecha do administrador público, pois quem detem qualquer espécie de poder tende a invadir a do outro, se não for observado cuidadosamente o grau de atribuições que lhe é conferido, sendo desviado pela força do superego. Age assim por vontade própria deliberadamente ou por falta de conhecimento do sistema normativo vigente no nosso país. É tanto que existe a teoria da divisão dos poderes constituídos idealizada por Montesquieu. Quando se respeita às atribuições de cada poder dentro de cada nível resulta a convivência harmoniosa no âmbito da própria independência. Havendo invasão termina num sistema anárquico quando se capta perfeitamente o uso da força pela força.
Atualmente, está em profundo desuso a arcaica frase: “posso, quero e mando”. Todo o poder é limitado, o querer é legal e o mando tem um determinado alcance, não se pode tudo. Enfim, todos são submissos à lei. A lei é o norte de legalidade e legitimidade do poder, se assim não fosse, tudo caminharia para o mundo das arbitrariedades, faz tempo que o absolutismo foi sepultado, assim como a coroa já não brilha mais como antigamente.
O coronelismo é muito parecido com o mandonismo, aquele transfigurou como um sistema político organizado, este nasce de forma particular no ego de cada pessoa, que aliado ao poder econômico ou político termina elevando ao status de ditador impiedoso.
Este conceito de mandonismo tem substância de permanência, nunca se acaba porque ele é criado nas entranhas do instinto individual. Não é designado somente para as especificidades do coronelismo. O mandonismo não é um sistema, mas forma um complexo político que se assemelha ao coronelismo. Contudo, antes, designa uma característica da política brasileira, que existe desde os tempos remotos do Brasil Colônia, sobrevivendo ainda nos dias de hoje em certas regiões mais isoladas do país, apesar da evidência do estado democrático de direito.
O mandão, a potência do querer individual, o chefe absoluto, ou mesmo o coronel como indivíduo, é aquele quem, em função do controle de algum recurso estratégico, buscado através do poder econômico, exerce sobre a população um domínio pessoal e arbitrário que impede de ter livre acesso ao mercado e à sociedade política.
O mandonismo por sua vez serve basicamente para perseguir os grupos rivais, que periodicamente se apresentam com relações hostis entre os grupos, e não poderia deixar de ser, qualquer tipo de favor é negado ao grupo rival, quando faz algum tipo de favor é tido como uma humilhação ou promessa de adesão. No período do coronelismo do passado quando se chegava ao ano eleitoral começavam as artimanhas do vale-tudo. É neste período que os coronéis podiam angariar um contingenciamento de cabos eleitorais ou mesmo de outros coronéis para engrossar sua fileira. Os acordos podiam ser selados até pouco tempo antes das eleições, e assegurava certa segurança por um tempo maior, até que configurasse a adesão ao grupo que estava na situação, podiam ser poupados pelos grupos dominantes, mas se descumprisse o acordo firmado logo começava a perseguição, que não media consequências: de chicotada à morte traiçoeira.
O aparecimento do voto de cabresto, época que o voto era aberto e, depois passou a ser secreto, mas não tão secreto que não se descobrisse a vontade de consciência do eleitor a mando do coronel. O sistema eleitoral era falho que contribuía para a fraude eleitoral facilitando o mapeamento do resultado final do pleito que justamente coincidia com a vontade do coronel executado pelos apaniguados. Era um período que as regras não eram cumpridas e as autoridades judiciárias submissas ao mando do coronel ou indicadas por este que já fazia parte do esquemão que funcionava a nível estadual.
O voto de cabresto existia porque no período do coronelismo o voto era aberto, desta forma, o fazendeiro com seus capangas obrigavam os eleitores de seu “curral eleitoral” a votarem em seus candidatos. Mas como pode, no Século XXI, o eleitor temer pressão de patrão inescrupuloso, de político corrupto, se o voto é secreto? Ninguém vê o seu voto, só a sua consciência! Mas, ainda assim, temem represálias e votam sobre pressão como se tivesse sendo vigiado. O uso do celular é proibido no recinto da seção eleitoral para que o voto não seja filmado ou fotografado como prova de fidelidade. Então, ter medo do quê? Nos dias atuais, é difícil controlar o voto das pessoas. Mas com a modernidade se cria métodos mais “modernos” como os novos mecanismos de pressão: anotam-se as secções em que os eleitores de uma família ou localidade votam, para posteriormente conferir se a votação do candidato correspondeu ao que se esperava dos eleitores. Embora seja impossível se determinar "quem" votou em "quem", o método é eficaz entre a população mais pobre como instrumento de pressão psicológica. A compra do voto é muito praticada e se tornou uma ferramenta muito eficaz. As pessoas passam a dever obrigação, sentem obrigadas a honrar o compromisso com o candidato depois de terem recebido algo ou um simples favor. Felizmente nem tudo está perdido. Vale ressaltar que eleições passam por elevado nível de segurança, claro que não evita a fraude totalmente, e também existem candidatos sérios que vencem e venceram suas eleições honestamente! Provavelmente, esse número reduzido de candidato honesto manterá o sinal de um futuro em direção de um caminho melhor. Os outros vão ficando para trás!
O caráter do mandonista deve ser corrigido pessoalmente através de estudo ou de práticas civilizadas, caso contrário, se gosta de ser assim e assim o é, praticante de atos conforme a vontade tresloucada, quando só ver o fio aceso de seu próprio interesse, está a caminho do abismo da corrupção, e logo cria uma excrescência no rosto límpido do sistema democrático, que traz como lema o ideal da vontade majoritária.
Há uma sequência na vontade do mandão, primeiro gosta de mandar, segundo quer mandar mais do que pode e depois que alcançar o poder absoluto que raia às beiras da tirania e, justamente nisso, o pulo do trampolim se esparrama no chão tórrido porque se contrasta com o sonho de liberdade do cidadão. Este que é elemento principal no regime democrático, observando as atitudes do mandão, espera a chegada do seu poder decisório através de eleições limpas e responde exatamente como exige a vontade popular: assinala o envelope que lacra o sentido de oposto ao mandão, que se chama derrota!
O pior de tudo é quando a vontade do mandonista chega ao superego, quando o ego atinge este grau senta ao trono da tirania. E a tirania é a fonte de toda corrupção.
Isto nos faz recordar as lições de Platão, que já afirmava que durante o processo de obtenção do poder político absoluto, Platão mostrava como o tirano mudava as pessoas de qualidade que o ajudaram a chegar ao poder por pessoas corruptas e assassinas. O tirano também cria uma guarda pessoal que tortura e mata sob suas ordens ou de outras pessoas da hierarquia que ele mesmo criara. Finalmente, Platão aduzia como o tirano recorria a guerras para distrair a atenção do povo de sua ação nefasta com o objetivo de continuar a exercer o poder político. Como é tão atualizada a lição do filósofo?!.
Quem tem o poder nas mãos por si só já manda. Então, mande dentro do limites estabelecidos.
João Pessoa, 18 de março de 2010.
*Pombalense e Promotor de Justiça.

LOUIS JACQUES BRUNET: O FRANCÊS AVENTUREIRO EM SUAS EXPEDIÇÕES CIENTÍFICAS.

Clemildo Brunet (foto)
CLEMILDO BRUNET*
Louis Jacques Brunet o francês e médico naturalista da cidade de Moulins, quando aportou aqui no Brasil em 1852, não era nenhum desconhecido na França, sua intenção inicial seria explorar a flora e a fauna dos países da América do Norte. Era uma viagem que pretendia fazer com um amigo na qual lhe custaria uma fortuna. De repente num lance de aventura resolveu embarcar no primeiro navio à vela com escala por Pernambuco. Descendo em terra, deixou-se seduzir pela paisagem pernambucana, renunciando dessa forma outras regiões que pudesse conhecer.
Ele foi contratado em 1853, pelo presidente Sá e Albuquerque para “observar a posição geográfica dos principais pontos da Província; direção, curso, volume, temperatura das águas, sua composição química, quando elas apresentam propriedades particulares; estado higrométrico e temperatura da atmosfera. Inclinação e declinação da bússola, suas variações diárias”. Segundo o escritor José Américo, o plano foi sugerido naturalmente pelo francês e, comportava uma série de observações que, nem todas, com algumas reservas, só tiveram início, na Paraíba, decorridos mais de 50 anos.
"Em fins de 1852, chegou a Areia, em missão exploradora, o naturalista francês Louis Jacques Brunet, homem de grande ilustração e amigo de Leverrier, de Lamartine, de Dumas pai e outras celebridades da ciência e das letras. Ouvindo falar tanto e com tamanha admiração do pequeno Pedro Américo, quis conhecê-lo pessoalmente e foi procurá-lo à casa paterna.
Brunet e o jovem Pedro Américo (Gravura)
“Tinha o precoce desenhador menos de dez anos; sua timidez habitual cedeu prestes o lugar à confiança que lhe inspiraram as maneiras insinuantes e as palavras bondosas do sábio explorador, assim como ao interesse que, no seu juvenil espírito, despertou uma pequena coleção de gravuras - cópias de quadros célebres -, que lhe mostrara o estrangeiro, e que ele pôs-se a contemplar cheio de pasmo.
"Depois de examinar atentamente diversas paisagens e retratos feitos pelo pequeno, quis o Sr. Brunet certificar-se da verdadeira habilidade deste, para o que, fê-lo desenhar, do natural, um chapéu, uma espingarda e diversos outros objetos, que Pedro Américo reproduziu fielmente. Então, manifestou o naturalista o desejo de levá-lo em sua companhia como auxiliar, cujo concurso ser-lhe-ia precioso para os estudos que ia empreender.
Como era natural, sentiu-se o Sr. Daniel Eduardo lisonjeado, mas de certo não acreditaria na sinceridade daquela proposta se, poucos dias depois, não fosse consultado pelo presidente da Província, Dr. Sá e Albuquerque, a respeito do seu consentimento na nomeação de Pedro Américo para desenhador da comissão exploradora, da qual era chefe aquele distinto naturalista.
Quando Pedro Américo soube da notícia e do consentimento paterno, - diz Luís Guimarães Júnior - sentiu-se crescer cinco palmos, de súbito. - Explorar a província!, exclamava ele consigo, sem poder dormir uma hora, na véspera da partida. Ver árvores que nunca vi; grotas escuras e cheias de rumores desconhecidos; pássaros novos, cantos, harmonias, borboletas, mistérios da natureza luxuosa e esplêndida! - No desempenho dessa missão, que durou vinte meses, atravessou, com o Sr. Brunet, que se tornara seu amigo e apreciador, toda a província da Paraíba e parte das de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.
O Museu de História Natural do Ginásio no Recife considerado um dos melhores no ensino secundário do Brasil, foi organizado por Louis Jacques Brunet, professor da 2ª cadeira de ciências naturais.
Museu de História Natural Louis Jacques Brunet – Centro de Ensino Experimental Ginásio Pernambucano – CEEGP. (Foto) -Coleções nas áreas de arqueologia, Botânica, Geologia e Zoologia, organizadas pelo naturalista e professor francês Louis Jacques Brunet, em 1861. Visitas por agendamento. Rua da Aurora, 703, Santo Amaro – Recife/PE. Fones (81) 3303-5315 / 3421-7427.
Durante os dois anos que precederam seu convite para participar do corpo docente do Ginásio (chamado à época de Ginásio Provincial), Brunet viajou pelo interior dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, coletando amostras de espécimes nativas. Em outubro de 1855, Brunet foi nomeado como professor da 2ª cadeira de Ciências Naturais, ficando a seu cargo toda a estruturação desta disciplina, assim como a organização do gabinete de Ciências, fundado em 22 de outubro de 1855 (recebendo, a princípio, as próprias coleções coletadas pelo naturalista em suas expedições). Segundo o professor, o ensino das Ciências deveria ser composto de lições práticas e objetivas, no qual os alunos pudessem contemplar o objeto estudado.
Então, em um ofício de sete de abril de 1856, Brunet sugeriu uma mudança na grade de estudo (o 1º ano estudaria Zoologia, o 2º Botânica e o 3º Mineralogia e Geologia). Devido aos incentivos recebidos, tanto pelo regedor do Ginásio como pelo governo imperial de D. Pedro II e o de Barbosa Lima (Grande entusiasta das ciências) é deste último que vai partir a idéia de se criar um Museu de Ciências Naturais, o primeiro de Pernambuco e do Norte/Nordeste.
Anos se passam e o Ginásio é uma referência na educação do Norte/Nordeste brasileira, e com a entrada de outro francês, em fins da década de 1960, para o corpo docente, responsável pela cadeira de história natural e pelo seu gabinete, Armand François Gaston Laroche, vai com sua paixão pela Arqueologia, contribuir com espécimes pré-históricos encontrados no município de Belo Jardim – PE, que vão configurar como os mais importantes do museu, durante os anos de 1970 –1978, período no qual o professor Laroche trabalhou em suas pesquisas. O Gabinete de Ciências se destaca como um dos locais de referência para pesquisas científicas no estado.
No Boletim Informativo de nº 37 ano IV – Edição Especial, da Sociedade Paraibana de Arqueologia com sede em Campina Grande – PB, consta a seguinte referência ao cientista Francês.
Quem de fato primeiro registrou para a história os sedimentos cretáceos do Rio do Peixe foi o naturalista francês Louis Jacques Brunet, que em 1854 coletou amostras de calcário no Vale. Não há referências de Brunet sobre as pegadas fósseis, no entanto dificilmente tais registros escapariam ao espírito científico atilado deste pioneiro que dominava com muita perícia as áreas da geologia e da paleontologia. Na verdade, muito pouco do que Brunet anotou em suas expedições científicas pelo Nordeste chegou até nós, além de fragmentos de seus escritos e algumas citações de estudiosos da época. No entanto uma coisa é certa: Brunet passou um considerável tempo no vale do Rio do Peixe em estudos, pois foi nesta região que encontrou a senhora Custódia de Sá, com quem se casou.
Segundo a história, Louis Jacques Brunet nasceu na França, por volta de 1811. Já viúvo quando chegou ao Brasil e trazia em sua companhia o filho Charles Theobald Brunet, oficial reformado do Exército francês. A sua chegada a Paraíba em junho de 1853 foi comunicada ao Ministro do Império pelo Presidente da Província Antonio Coelho de Sá e Albuquerque que o apresentou como “naturalista de bastantes conhecimentos e habilidades viajando a própria expensa”. Logo o Governo Imperial apressou-se em contratá-lo para as expedições científicas.
A chegada a Souza é um capítulo a parte ligada intimamente a tradição daquele município. Contam que após um dia de fatigantes caminhadas, deparou-se-lhe o panorama da Várzea dos Martins. Confinaram-se a alma e o corpo no anseio de alento reparador e ali resolveu demorar-se para repouso. A presença do estrangeiro fez com que os vizinhos afluíssem para ali. Os olhos de Brunet, afeitos à beleza natural que o circundava, não foram indiferentes à graça da mulher sertaneja que o empolgou de tal maneira pelos seus atrativos, pois, ao deixar a família que o abrigara, já estava socialmente ligado a ela por um compromisso de casamento.
Tendo que se ausentar de Souza foi para Assu, onde realizou pesquisas mineralógicas que lhe deram o mérito de precursor da exploração de gesso, o que atualmente se constitui num dos fatores econômicos do engrandecimento de Mossoró. Explorou ainda o interior cearense, preso a sua atividade não deu conta do tempo para chegar a Souza e cumprir com a palavra empenhada com relação à data que havia marcado o casamento. Nem por isso deixou de cumprir o prometido, casando-se por procuração no dia 04 de novembro de 1854, com Custódia Francisca de Sá Barreto, tendo como procurador o deputado provincial Comandante Superior José Gomes de Sá Júnior parente da noiva.
Ao retornar a Souza o naturalista francês integrou-se a comunidade, como médico, atendendo com a sua terapêutica esdrúxula à enorme parentela, procurando cada vez mais firmar os laços em família, casou o filho Charles com a cunhada, Francisca Gertrudes de Sá Barreto. Deste casamento veio a perpetuação da geração que se espalhou por diversos municípios sertanejos.
Quanto a Louis Jacques Brunet atraído pelas informações das lendárias minas de prata do sertão baiano, abandonou o solo onde fora adotado. Contudo, levou na naturalidade da mulher e dos filhos a perpétua lembrança de seu nome. Pouco se sabe sobre o fim de seus dias, a não ser a versão de que se findara no Peru.
O filho Charles ficou preso à terra sousense, em cujo seio repousou para a eternidade, deixando a filharada que se desenvolveu dando maior amplitude ao apelido; dentre eles, o Dr. Manuel Brunet, o primeiro sousense que se formou em Engenharia Civil e foi Diretor de Obras Públicas em Pernambuco, onde seu nome é lembrado como o pioneiro da cultura agavieira.
Segundo o escritor e pesquisador Vingt-Um Rosado, “Os Brunet nordestinos e brasileiros são uma conseqüência da Expedição de 20 meses, descendentes todos do filho de Louis Jacques Brunet, Charles Gilbert Teobald Brunet, chegado da França em data posterior a 1854”. Os dados genealógicos extraídos do “Família Nóbrega” de autoria do agrônomo Trajano Pires da Nóbrega, (saudosa memória) registra nomes dos descendentes do filho do naturalista francês. Entre muitos outros descendentes, constam:
Olindina Ramalho de Sá Brunet casada com Julio Rabelo de Sá nascido em 29-10-1885 e falecido em Pombal a 30-07-1934, pais de: Napoleão Brunet de Sá nascido em 17-11-1906, comerciante em Pombal, casado com Maria de Sá Brunet, filha de Carlos Rabelo de Sá e D. Hercília Umbelina de Sá. Pais de: Clovis Brunet de Sá, Carlos Brunet de Sá, Claudio Brunet de Sá, Claudete Brunet de Sá e Clemildo Brunet de Sá.
Louis Jacques Brunet nascido em Moulins em 1811 era Professor de História Natural e Música em Bazas (1835) chegando a Pernambuco em 1850 casado com Custódia Francisca de Sá Brunet, nascida em 1832, em segundas núpcias. (anotação de Lucien Pouessel)
Olívio Montenegro, em uma carta a Vingt-Un Rosado fez essa observação: “Sobre Brunet li muita coisa, mas em mensagens do governo, relatórios e outros papéis que rebusquei em arquivos do próprio ginásio e nos arquivos também da Assembléia Estadual, e ainda na Biblioteca Pública... Aliás muitos desses papéis já se esfarelavam só em pegá-los”. E arrematou: “Isto é muito do Brasil: O maior desprezo por todas as coisas que interessam à cultura, que toquem a inteligência do homem. Sobretudo em círculos oficiais”.
(pesquisa e adaptação: 2ª Edição - Louis Jacques Brunet Naturalista Viajante - Vingt-Un Rosado, Antonio Campos Silva e outras fontes).
Natal, 17 de março de 2010.
*RADIALISTA.

HOMENAGEM AO TALENTOSO ARTISTA JOSÉ RONALDO LEITE.

Cessa L. Fernandes (Foto)DE PALHAÇO A PROFESSOR”
POR CESSA LACERDA FERNANDES*
Fato notável de um menino que pelo destino chegou até nós e aqui viveu o que o próprio destino lhe preservou.
Gosto de sempre dizer que, ao nascer iniciamos uma história única e irrepetível, e, que cada ser humano possui a sua trajetória de vida. Assim aconteceu com o nosso homenageado José Ronaldo. Nasceu em 19/03/1971, na cidade de Natal-RN e trazido para Pombal, cidade acolhedora, com apenas oito meses de vida, pela senhora Otacília Leite, sua genitora, mulher simples prestadora de serviços domésticos. Aqui chegando, localizou-se no bairro dos Pereiros onde passou parte de sua vida, infância e adolescência, em que faz referência de muito orgulho, pois foi criado com amor e singeleza por sua mãe que muito lutou para vê-lo crescer com uma boa formação.
Em criança foi divertido e alegre. Familiarizado aos colegas, sentia-se feliz no recinto em que se encontrava. Um dia despertou para ser um personagem muito forte: PALHAÇO. Conduzia a meninada ao divertimento e a alegria, contando piadas em que fez nascer o nome de Palhaço Fuleragem.
Acolheu com muito amor e prazer esta personificação. Ao crescer tomou parte ativa em movimentos estudantis e em grupo de jovens teatrais em que ressalta a junção de um grande amigo e irmão artista, Luizinho Barbosa. Ingressou em destacáveis Clubes de serviços a exemplo do Interac e Rotarac.
Jovem inteligente despertou o dom de poetar, construindo versos que lhe viessem aos sentimentos. Lembro bem que, no evento de Lançamento da minha primeira obra “Escada de Sentimentos”, em prosa e versos, realizado no colégio “Josué Bezerra”, em plena solenidade destacou-se aquele jovem ao declamar uma poesia de sua autoria dedicada a mim. A partir daquele momento o conheci e acatei como filho na poesia e como amigo, há exatamente 19 anos passados.
Lutando pela vida, Ronaldo começou a trabalhar em cidades vizinhas, Cajazeirinhas e Paulista, mostranto o seu potencial de amor e competência ao que fazia. Como palhaço e poeta conduzia o seu trabalho confiante àqueles que o contratava. Continuadamente estudava para conseguir a sua progressão cultural e alcançar seus objetivos. Em nossa cidade, Ronaldo deu seu contributo de trabalho ao CEMAR, Polivalente, Arruda Câmara e Arco-Íris. Formou-se em Letras na Faculdade de Ciências e Letras de Cajazeiras e exerce hoje a profissão de professor de Artes e Letras.
No colégio estadual “Arruda Câmara”. Em 03 de dezembro de 2009, houve uma Primeira Mostra de Ciências, evento de destaque e o José Ronaldo, como professor da arte teatral, apresentou com cinco dos seus alunos, poesias da minha lavra. Rica e bela apresentação, provocando-me grande emoção.
Observamos em Zé Ronaldo um homem verdadeiramente progressivo, isto é, aquele que faz por si mesmo o progresso dos seus desejos e sonhos. É um exemplo para tantos jovens que se perdem por não saberem buscar os seus horizontes. É mesmo admirável conhecer a história daquele menino pobre que soube dignamente lutar pelo seu futuro.
Hoje, ele sente orgulho pelo que alcançou com seus esforços, pois de um simples “palhaço” tornou-se um dinâmico “professor”. Parabéns Ronaldo pela história bonita que você tem para contar e pela importante função que exerce hoje.
Parabéns também pelo seu aniversário natalício neste 19 de março, que Deus o cubra com muitas bênçãos para o seu futuro. Beijos no seu coração! Felicidades e muito progresso na continuação de sua vida! São os votos de quem o ama e admira muito! CESSA.
Poetisa e escritora pombalense
Pombal, 19/ 03/2010

ZÉ CAPITULA.

Paulo Abrantes (Foto)
POR PAULO ABRANTES DE OLIVEIRA*
Desde menino que escuto falar de seca. Nada assombra mais o nordestino que a seca, não tem terremoto seguido de tsunami, que o faça estremecer. A seca sim, é que o castiga desde os primórdios da colonização do Brasil. Seu primeiro registro histórico data de 1573. Continuará assim. A seca é fenômeno da natureza, cíclico, inevitável, e está ele relacionado, segundo os cientistas, à chamada zona de convergência intertropical que a cada ano muda de lugar. Dizer-se que a seca são desígnios de Deus, ou que Deus o permite, não parece afirmação verdadeira. Deus não quer sofrimento de ninguém, muito menos do pobre nordestino, tão religioso, piedoso e crente em coisas divinas.
A seca produz sérias mazelas sociais, como fome, desemprego, êxodo rural, cidades “inchadas”, gente debaixo de ponte, prostituição, marginalidade e violência. Quase dava fim às jóias da Coroa, e já encheu os bolsos de políticos desonestos.
Não há jeito. Resta ao nordestino, calejado de tanto sofrimento, aprender a conviver com o fenômeno. Lá em Pombal, minha terra, quando menino, a meta de prevenir-se para as grandes estiagens tornava-se imperativo na vida do sertanejo, seja construindo açudes, barragens e cisternas, seja guardando alimentos para si ou estocando ração para os animais. Hoje, com os modernos serviços de meteorologia, não há mais lugar para surpresas.
Para início de boa conversa com sertanejo, basta começar pelos inevitáveis assuntos, como transposição do rio São Francisco, calor, falta de chuva, seca, quebra de safra, etc. No palanque, então, os políticos sabem tirar proveito da miséria do nordestino. Deitam falação e dele recebem o ingênuo voto. O Canal da Redenção, Várzeas irrigadas de Sousa, por exemplo, até que suas obras sejam concluídas, nem sei quando, ainda dará muitos mandatos a políticos paraibanos. Quem viver, verá.
Pois bem. Água para o sertanejo é, afinal, coisa de primeira necessidade, bem de valor inestimável. Desperdiçá-la, nunca.
O assunto faz-me lembrar pitoresco episódio que aconteceu no fim da década de 50, em Pombal, quando ali funcionava a todo vapor uma Residência do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS. A cidade vivia a braços com o angustiante problema de falta d’água. O transporte do precioso líquido para o abastecimento da cidade era feito, de ordinário, em lombo de jumento. Daí, seus conhecidos e merecidos monumentos serem erguidos em homenagem aos jegues por esses brasis afora.
Seu Zé Capitula, conhecido cambiteiro d’água, morava nas proximidades do campo de futebol que então existia ao lado da Brasil Oiticica, naquela progressista cidade. Quando Pombal não tinha água saneada, no lombo do seu lote de jumentos, Zé Capitula vendia a melhor água para a cidade, porque tinha uma cacimba no leito do Rio Piancó, com uma tampa de tábua e passado o cadeado, onde só ele tinha acesso. As outras cacimbas, a céu aberto, bebiam o cachorro, jumento, cavalos, além de outros animais, sem contar os bichos de hábitos noturnos que vagueavam pelas margens do rio. Zé Capitula era uma pessoa singular, baixinho, vergado pela escoliose, taciturno, era de poucas palavras e tinha poucos amigos.
Vindo do trabalho, e meio cansado, Zé Capitula dera uma paradinha no terreiro de sua casa para apreciar a animada pelada daquela tarde de verão.
Gritaria, um pedido de passe de bola, dribles, chutes, gols. Enfim, era o entusiasmo da garotada na disputa da bola que rolava sem cessar.
Assim, depois de uma partida bem disputada, debaixo daquele sol quente do sertão, a garotada viu no espectador Zé Capitula a oportunidade de pedir um copo d’água. Primeiro foi um, depois outro, e aos poucos estavam os 22 jogadores dentro da casa de Zé Capitula, naquela interminável fila indiana, bebendo repetidos copos d’água. Logo se viu Zé Capitula arrependido e sem controle da algazarra. Um entra-e-sai danado. Cochichos, risadas, o piso da casa já todo molhado pelo resto d’água que caía devido à pressa dos meninos.
Zé Capitula falava e ninguém escutava, teve que providencialmente, acordar a sua enteada que, meio desarrumada, dormia no sofá da sala:
- Ajeita-te mulher, se não os meninos acabam com a água do pote!...
*Escritor pombalense e Engenheiro Civil.

HOMENAGEM A POESIA

A POESIA É UMA ARTE LITERÁRIA E, COMO ARTE ELA RECRIA A REALIDADE!
POR CESSA LACERDA*
Já disse o poeta Ferreira Gullar que o artista cria um outro mundo “mais bonito ou mais intenso ou mais significativo ou mais ordenado – por cima da realidade imediata”. “Porém “no dizer de Aristóteles, filósofo grego,” a poesia é a arte que imita pela palavra”.
A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas. As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.
Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.
Não é por acaso que a Poesia tem o seu dia de homenagem nacional e internacional.
O Dia Nacional da Poesia registrou-se numa comemoração ao dia 14 de março, data de nascimento do brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847 – 1871), grande escritor e poeta baiano.Pertenceu ao Romantismo, autor de belíssimas obras, como o “Navio Negreiro” e “Espumas Flutuantes”, poesias que na mocidade declamei com muito entusiasmo e vigor nas comemorações das minhas escolas.
Para mim Castro Alves é o maior poeta do Brasil, pois a arte da sua poesia era movida pelo amor e pela luta por liberdade e justiça. Ficou conhecido como o Poeta dos Escravos por sua grandiosa luta pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elegia seu presidente através do voto direto e secreto. Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”. Castro Alves concluiu o curso de Direito na faculdade do Recife, participando na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.
Jovem bonito e elegante com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registrados em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil. Veja neste soneto a beleza lírica dos seus versos:
MARIETA
“Como o gênio da noite, que desata /o véu de rendas sobre a espada nua,/ ela solta os cabelos… bate a lua / nas alvas dobras de um lençol de prata./ O seio virginal que a mão recata / embalde o prende a mão… cresce, flutua… / Sonha a moça ao relento… Além na rua / preludia um violão na serenata./ Furtivos passos morrem no lajedo / Resvala a escada do balcão discreta… / Matam lábios os beijos em segredo… / Afoga-me os suspiros, Marieta!/ Oh surpresa! Oh! Palor! Oh! Pranto! Oh! Medo!/ Ai! Noites de Romeu e Julieta!… Este célebre poeta brasileiro também foi agraciado na Academia de Letras de Pombal, honrando como Patrono Imortal, dono da Cadeira N°07, ocupada pelo Jurista Francisco Martins de Oliveira.
Hoje, 14 DE MARÇO – DIA NACIONAL DA POESIA.
No dia 21 DE MARÇO- É O DIA INTERNACIONAL da poesia criado pela UNESCO em 21 de março de 2000. Ambas, são datas importantes e devem ser comemoradas, sobretudo pelos nossos poetas para ocuparem o tempo com seus talentos, pois já disse um pensador, que: “A poesia é a própria vida e é também aquela que fica quando tudo se acaba”.
*Poetisa e escritora pombalense
Pombal, 14 de março de 2010

COMENTÁRIO DE CESSA LACERDA SOBRE O TEXTO, ARGEMIRO DE SOUSA: FULGURANTE JORNALISTA POMBALENSE!

Querido Clemildo! Paz em Cristo!
Parabéns pelo seu último texto lançado homenageando o nosso ilustre compatrício ARGEMIRO DE SOUSA.
Valeu à pena, amigo, pois memorar um pombalense ilustre é viver a nossa história, apesar de que você se preocupa em ilustrar sempre os homens que merecem destaque.
Gostaria de dizer que Dr. Argemiro, tem uma história bonita e que bonito também ele era fisicamente e espiritualmente, pois além da sua formação em Ciências Jurídicas e Sociais, assumiu o Jornalismo, profissão admirável e primorosa, tornando-se um dos corifeus do Movimento Abolicionista da nossa querida Paraíba. Igualmente, era um dos grandes espíritos, “sócio de Deus” como dizia o nosso admirado e saudoso Pe. Solon, quanto ao Poeta.
Não foi também por acaso que o nosso imortal poeta Prof. Newton Pordeus Seixas o referenciou no seu poema em homenagem a Pombal, uma verdadeira epopéia da nossa história, em que, há 54 anos foi oficializado como Hino de Pombal. Especifico a bela estrofe a que se refere, “Argemiro, oh! Herói entre os bravos,/ De Pombal um dos filhos queridos,/Batalhaste em favor dos escravos, / Que viviam na pátria oprimidos!”
É bom que se diga que, relembrar os grandes homens da nossa terra, é também incentivar para os seus leitores conhecerem a história das nossas vibrantes Bandeiras Históricas. Foi assim que você me despertou mais ainda para ler a ilustrada Obra: “O Velho Arraial de Piranhas”, hoje, em edição revisada e ampliada.
Quanta grandeza na inspiração dos seus versos no poema: “Despedida à Pátria”.
Querido Clemildo! Admiro a sua sensibilidade de preocupação em exaltar os nossos vultos históricos e benfeitores, pois isto comprova um verdadeiro amor telúrico.
Que Deus lhe abençoe e proteja a sua saúde fazendo prosseguir com seus belos escritos. Abraços e beijos da madrinha, admiradora e grande amiga. CESSA.

ARGEMIRO DE SOUSA: FULGURANTE JORNALISTA POMBALENSE!

CLEMILDO BRUNET*
Certa vez em um artigo que fiz sobre o Centenário do Senador Ruy Carneiro, eu disse que ao se colocar o nome de um ilustre cidadão em qualquer logradouro público, devia-se dar conhecimento a população quem foi na história a personalidade que se homenageou com o designativo de uma placa. Pombal tem várias ruas que levam nomes de pessoas, mas, na sua maioria os que residem na cidade não sabem nada a respeito deles.
Argemiro de Sousa por exemplo. Muito ouvido este nome desde os tempos áureos das difusoras no início da década de 40, nos reclamos comerciais quando se anunciava onde ficava localizada e continua até hoje a tradicional Farmácia Queiroga. Não estou afirmando se o nome da rua mencionada seja a mesma pessoa a que me refiro neste artigo. O que ocasiona essa dúvida é a revelação feita pelo o Historiador pombalense Wilson Nóbrega Seixas, no seu Livro “O Velho Arraial de Piranhas” segunda edição revisada e ampliada à página 344 que diz o seguinte:
“Inexplicavelmente, não há nada em Pombal, que faça lembrar essa figura singular, que muito honrou o nosso passado pelos dotes excepcionais de sua inteligência e pela afirmação de seu talento privilegiado, a não ser o nome que deram à Caixa Escolar Argemiro de Sousa, pertencente ao Grupo Escolar João da Mata, desta cidade, numa homenagem póstuma a esse legítimo representante de uma geração de moços idealistas e corajosos e produto também da mestiçagem formadora da nacionalidade brasileira”. Se na verdade é a mesma pessoa que tem o nome de uma Rua em Pombal, talvez por esquecimento, o timoneiro da nossa história deixou de fazer esse registro.
No Livro “Cidades e Homens” do historiador Celso Mariz, diz que Argemiro de Sousa, “era um rapazinho de Pombal, filho bastardo e pobre que, pela inteligência e pela pertinácia bem orientada na juventude, lograra as prendas sedutoras do espírito, a educação, a polidez e a cultura”.
Argemiro de Sousa (Foto Arquivo)
Veja bem que nesse tempo a Paraíba estava vivendo dias de agruras como prenúncio da batalha pela liberdade dos escravos. Argemiro de Sousa atuava de maneira brilhante e com galhardia como redator à frente do Estado da Paraíba, jornal que era editado na Província e que pertencia ao Partido Conservador. Epitácio Pessoa, Castro Pinto, Artur Aquiles e João Pequeno compunham ao seu lado a bandeira de luta pelos ideais republicanos.
Argemiro de Sousa formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais a 29 de novembro de 1889, pela Faculdade do Recife-Pernambuco. Além de exercer a profissão de Jornalista era conhecedor profundo de línguas e literatura. Falava de maneira correta e fluente, o inglês, o alemão e o latim. Conta-se que logo após a sua formatura veio a Pombal sendo recebido pela velha, sua progenitora; abraçando-a e beijando-lhe as mãos de modo carinhoso, o Padre José Ferreira de Sousa que chegava na ocasião, interrogou-lhe dizendo:
Por que não lhe toma a bênção em primeiro lugar? No que prontamente Argemiro respondeu: Esta negra velha fez-me feliz, em virtude de ser eu o vosso filho.
O poeta e jornalista Argemiro de Sousa sempre esteve ao lado de Venâncio Neiva no Governo Provisório e batalhava decisivamente pela causa da escravatura. Quando este deixou o Governo em 1892, Argemiro embarcou para o Rio de Janeiro, pois havia encerrado o quatriênio do cargo que exercia na Justiça Federal. Dizem que o principal motivo de seu embarque para o Rio foi à frustração amorosa de não casar com uma filha do ex-governador da Paraíba, Dr. Venâncio Neiva.
O fato de correr em suas veias o sangue africano, fez com que a família não concordasse com o casamento. Tornou-se infeliz por não ter a mulher que amava ao seu lado, daí o lirismo de seus versos. Grito de dor contra a opressão do ambiente que o cercava.
DESPEDIDA À PÁTRIA
Adeus, eu quero abraçar-te,/ e de ti, me despedir,/ sob o peso da saudade,/Adeus; Adeus, vou partir!
Eu sinto ao golpe da dor;/ minha alma se dividir;/ metade fica em teu seio,/Com a metade vou partir!
Meu coração morreu cedo/ somente para não ouvir/ a dolorosa oração:/Adeus, adeus, vou partir!
Adeus! Parentes e amigos,/ sócios nos prantos e no rir/ Adeus ruas, adeus templos,/Adeus, adeus, vou partir!
Argemiro de Sousa faleceu no dia 19 de dezembro de 1902, no Rio de Janeiro, após ter levado uma vida “boêmia triste para que descambara sem freio nem remédio”.
(Pesquisa e adaptação: O Velho Arraial de Piranhas)
*RADIALISTA.
Natal, 10 de março de 2010.

BAHIA - O BRASIL COMEÇA AQUI.

POR FRANCISCO VIEIRA*
Você já foi à Bahia? Não. Então vá.
Vá conhecer suas riquezas, nossas origens, aprofundar-se na diversidade cultural e mergulhar no passado histórico. Vá inebriar-se em suas belezas naturais, saborear as apetitosas iguarias e alegrar-se ao som dos ritmados tambores que embalando o axé fazem balançar até os menos animados.
A propósito. Embora respeite o pensamento das pessoas não entendo a atitude de algumas quanto a passeios turísticos. Tenho observado com estranheza que muitos brasileiros deixam de visitar o Brasil e viajam para o exterior sem antes conhecer sua própria terra. Portanto, deixam de conhecer as incomparáveis belezas de nossa terra e dão prioridade a outros países. Assim, deixam de desfrutar da exuberante riqueza natural desse país continental em troca de regiões que não oferecem nada semelhante ou algo que o valha. Desprovido de bairrismo, entendo que devemos conhecer primeiro o Brasil, consequentemente, sua história, riquezas, costumes e tradições.
Com esse propósito visitei recentemente o extremo sul da Bahia, onde conheci parte daquele paraíso tropical que deu origem a esse imenso Brasil. Em suma um passeio simples, porém, especial, pois verifiquei “in loco”, o que até então, conhecia somente através de livros didáticos e mapas geográficos.
Dizem que “baiano não nasce, estréia”. Daí, afirmamos do Brasil que sua história ali teve seu início, sua estréia. De fato, foi na Bahia onde tudo começou.
Visitei apenas parte dos quase 1.000 km de litoral, mais precisamente as Costas do Cacau, das Baleias e do Descobrimento. Região formada por exuberantes praias e rica flora ainda selvagem – por incrível que pareça – falésias, lindos coqueirais e muito axé. Apresenta-se ainda dotada de rica estrutura hoteleira para todos os gostos e preferências que vai desde os lugares mais concorridos como Salvador, Ilhéus e Porto Seguro, até a simplicidade e delicadeza dos locais mais rústicos, nem por isso, menos aconchegante e atraente. A Costa do Cacau que é polarizada por Ilhéus se destaca na produção de chocolate. Na Costa das Baleias, região de Caravelas estão as Ilhas de Abrolhos que nos reservam encantos inimagináveis. Formada de cinco ilhas o arquipélago se constitui um santuário ecológico. Sua beleza ímpar justifica a imensa procura e se destaca como um dos lugares mais visitados do mundo. É o refúgio misterioso e berçário das Baleias Jubarte que ali exibem todo seu esplendor entre os meses de junho e setembro. Enfim, entregamos nossa alma ao direito de conhecer um pouco da nossa história em Porto Seguro onde se destacam o Centro Histórico e o Memorial do Descobrimento. È uma viagem ao passado.Lá, nos deleitamos ante as belezas que somente a região oferece. Se não bastassem os casarios antigos ainda nos encantamos com belíssimas praias, enfim, nos sensibilizamos com a hospitalidade do povo baiano que recebe a todos como ninguém. Onde quer que esteja, Trancoso, Arraial D`Ajuda, Caravelas a receptividade é o cartão de visitas. Tudo isso serve de incentivo para uma permanência demorada e a certeza de um breve retorno. A região que é naturalmente linda se constitui um irresistível convite ao descanso, à paz e alegria.
Não bastante suas belezas naturais, o extremo sul mostra-se economicamente pujante. Suas belas cidades interioranas guardam aspectos pitorescos e valiosos que auxiliam no seu desenvolvimento. Possui particularidades onde sua proximidade com os estados do Espírito Santo e Minas Gerais é uma delas, que explica as diferenças no sotaque e aspecto geográfico, influência que não consegue tirar dos seus moradores o alegre jeito baiano de ser. Polarizada por Teixeira de Freitas, a cidade – pasmem - com apenas 25 anos de emancipação política, comporta cerca de 150 mil habitantes, demonstração evidente do seu galopante crescimento. Em suma, é a prosperidade em poucos anos de história que se deu em conseqüência do grande volume de madeira e que atraiu comerciantes, agricultores e pecuaristas de outras regiões, tornando-se assim como o mamão suas maiores fontes de riqueza e daí, ponto de convergência para as cidades de Prado, Alcobaça, Mucuri, Nova Viçosa, Medeiros Neto, Itahém e outras de igual importância. Na época do descobrimento era ocupada por povos de várias etnias, como: Tupis, Pataxós, Maxacoli, Botocudos, Puris e Camacãs, além de outros.
Em síntese, assim é a Bahia. Dada a sua grandiosidade é deveras impossível descreve-la a altura, relatar sua expressiva diversidade litorânea e toda uma gama de possibilidades turísticas que oferece. Assim foi minha turnê que me permitiu dias maravilhosos e momentos inesquecíveis ao lado da família – esposa, filhos, genro, nora e netos.
A propósito ratifico o pensamento inicial: devemos conhecer primeiro o Brasil começando pela Bahia. Lá onde o viço da natureza feita sob medida mostra o toque Divino. É o começo da saga de um povo guerreiro, hospitaleiro e festeiro, afinal de contas ninguém é de ferro. È a confirmação de que a Bahia é realmente de todos os santos.
Portanto, se você ainda não foi à Bahia, então vá.
Pombal, 10 de março de 2010.
*Professor, ex-Diretor da Escola João da Mata e ex-Secretário de Administração Municipal.

JAIR DE DONA LÍDIA.

Paulo Abrantes (foto)
POR PAULO ABRANTES DE OLIVEIRA*
O rio Piancó passa pela cidade de Pombal, também pela Outra Banda, conhecida como a Roça de Ana. Ali perto fica o Poço da Panela, nome dado por lembrar vários formatos de pedras imitando panelas. O rio segue seu caminho margeado por frondosas árvores de marizeiras, oiticicas, canafístulas, trapiás, mufumbos entre outras essências vegetais, que descem suas galhas para beijar a água limpa e doce. No Poço da Panela tinha um remanso enorme, em águas profundas que deixava o precioso líquido escuro e temeroso para quem não sabia nadar.
Lugar pitoresco que exercia uma atração medonha na meninada da Rua Nova, Rua da Cruz e da Rua de Baixo. A pedra alta, onde saltavam os banhistas para dentro do Poço ficava sob as sombras de dois pés de ingazeiras já seculares, frondosos, onde se abrigavam os urubus, todos os dias, quando o sol se despedia da terra, à hora bendita do Ângelus. A água, naquela parte do rio, não recebia o calor solar; era fria, acariciante, gostosa, atrativa. Os meninos se deliciavam aos domingos ou quando gazeteavam aulas, nadando, brincando de galinha-gorda, jogando sapatadas, mergulhando, pescando. Nós vadeávamos essa piscina da natureza, displicentes, alheios a tudo, em nossos devaneios, como se fossemos donos do mundo.
Era a adolescência que nos fazia esquecer muita coisa: os estudos, as ordens emanadas de casa, os cuidados maternos e até o medo de perecermos afogados, como era costume sempre acontecer. Desse tempo retive na memória uma passagem que nunca me saiu da lembrança e a recordo quando ás vezes dou as minhas pinceladas no passado. Há poucos dias, em Pombal, estive conversando com o Professor Vieira, recordamos de nosso amigo Jair de Dona Lídia, que foi sempre, durante a nossa infância, um menino pacato, que falava pouco, que não era de briga, mas que estava pronto a defender qualquer colega que, por ventura, se achasse em apuros. E disso deu prova inúmeras vezes.
Certa ocasião estávamos todos tomando banho do outro lado do rio Piancó e nada nos prendia a atenção a não ser a água fria ou algumas baronesas que passavam, bem lentas, carregando a melancolia das suas flores roxas. Em dado momento surge o Geraldo Aquiles, menino bem informado trazendo a infausta notícia: “Jair morreu no Poço da Panela - Bateu com a cabeça na pedra – Antes de morrer ele disse: “Esse vai ser meu último salto” – arrematou. Assombrados com a notícia, todos nós voltamos correndo para casa, pensativos, perplexos e atordoados com o acontecido. E, ali estava à margem do Rio Piancó, a adolescência perdida de Jair, o nosso companheiro retirado inerte das águas profundas por Chico de Ernesto.
O Menino Jair (Foto)
Jair se despedia dessa vida, deixando para trás o Poço da Panela, o lendário Piancó, a correnteza das águas que tanto se banhou, os colegas atônitos... Indiferente, o rio seguiu serpenteando por suas margens o verde escuro da sua vegetação nativa. Levou o sorriso e a alegria de uma juventude em flor. Uma morte prematura marcou para sempre, em nossos corações joviais, o nome do nosso querido Jair de Dona Lídia. Um dia fatídico, que por muitos anos vivemos, não esqueceremos, jamais.
*Escritor pombalense e Engº Civil.

JÚNIOR E SUA CONVERSÃO AO EVANGELHO DA GRAÇA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!

POR CLEMILDO BRUNET*
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. 2 Coríntios 5:17.
FRANCISCO FERNANDES DA SILVA JÚNIOR, nasceu de parto normal em Pombal no dia 06 de março de 1963, trazendo alegria para o lar de seus pais Bibia e Cessa. Por ser o primogênito era querido dos pais, dos avôs, tios em fim de toda parentela. Inteligente e corajoso teve uma infância feliz. Casou-se com Zeneida, no dia 17 de janeiro de 1987 que na época era funcionária da Telpa na cidade de Patos. No mesmo ano fez vestibular para Economia e ingressou na Faculdade de Ciências e Letras de Patos. Da união conjugal com Zeneida nasceram dois filhos: Cessinha e Luiz Fellype.
Exerceu atividades bancárias em diversas empresas sempre com muita aptidão, até que um dia tornou-se autônomo instalando o seu próprio negócio na cidade de Patos. Havendo prosperado, hoje se ver no centro da morada do sol a Farmácia Bom Sucesso, ramo de medicamentos e perfumaria.
Depois de haver professado por muitos anos a religião católica romana, começou a freqüentar os arraiais evangélicos por influência de sua querida esposa Zeneida que já era crente. Conheceu o Pastor Marcos Dias Novo da Missão Restaurar Vidas (MRV) de quem tornou-se amigo.
Em 07 de setembro de 2005, em uma vigília na MRV, foi alcançado pela luz bendita do evangelho da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, que em dado momento, interrompeu a reunião aos brados: Para! Para tudo! O Pastor Marcos pensou tratar-se de uma brincadeira ou pegadinha. Júnior veio à frente e disse: “É hoje, vai ser agora, que vou receber a unção e mudar minha vida, quero ser nova criatura”. Todos se regozijaram aplaudindo o Senhor Jesus; o Pastor fez a pergunta: Se aceitava o Senhor Jesus como Senhor e Salvador de sua vida? Ele respondeu que sim. Chegando a casa disse para a esposa, que no momento não quis acreditar.
Júnior já havia nascido uma vez na carne na data de 06/03/1963, mas em 07/09/2005, nascera de novo e desta vez, do Espírito. “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” Jo. 3:5,6.
Daquela hora em diante Júnior tem testemunhado em sua vida as palavras do Apóstolo Paulo que diz na carta aos romanos no capítulo 1 versículos 16,17. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.
Júnior demorou um pouco para revelar a seus pais a fé que agora estava professando. Deixou que eles mesmos notassem a mudança de seu comportamento. Pois antes da conversão, era rancoroso, não sabia perdoar quem lhe fizesse algum mal ou falassem de seus genitores. Por fim, depois de testemunhar mais com as ações de seu comportamento do que com palavras, resolveu revelar a eles a sua nova profissão de fé, no que foi aceito de bom grado.
Parafraseando o que disse o escritor aos hebreus: E que mais direi? Certamente me faltará tempo necessário para referir o que há a respeito de Júnior. Deixemos, pois que ele mesmo, como aniversariante do dia fale com suas palavras:
Amado amigo Clemildo, o testemunho de vida que dou é que: eu sempre fui alguém de boa índole, bons costumes, acreditava em DEUS, mas tudo isto não me bastava, porque eu não tinha comunhão nem intimidade com ele, e hoje posso dizer que a tenho, e ele me fala meu filho, tenho planos na sua vida, quero em ti um ministério, da palavra, de cura e de louvor, eu te chamo pelo seu nome, e sou grato a ele por isso, clamo, louvo e agradeço por tudo que ele me proporciona, nós sabemos que a vida é cheia de dificuldades, de tristezas, alegrias, mas eu falo pra todos, em tudo dai graças e glória ao nosso DEUS, aleluia, o Espírito Santo convive comigo, sempre; apesar de o homem conviver com o mundo e passar por provas e nos faz tremer diante delas, eu recebo tudo como aprendizado para o grande compromisso que terei que assumir quando for aclamado por DEUS para ser um evangelista, estou sempre de prontidão como um soldado que espera pra ir a guerra, quero ser sempre um guerreiro (KIBOR), nas mãos do SENHOR, quero ser usado como ele usou os seus discípulos, aleluia, mas acrescento a todos que o bom guerreiro, tem que ter firmeza nos seus pés, orar, vigiar, e principalmente submeter a sua vontade, ser humilde e submisso, porque se seguires a vontade de nosso DEUS, ele nos fará vencedores.
Concluindo, quero deixar a todos uma mensagem, de graça e paz, amém, que todos possam conhecer o conteúdo deste livro maravilhoso que é a BIBLIA SAGRADA, O TRIGO, O TRIGO, O TRIGO, E CONHECER A JESUS, O PÃO VIVO QUE DESCEU DOS CÉUS, porque conhecendo a verdade, ela vos libertará. VAMOS SEMEAR A PALAVRA DE DEUS, PORQUE DELA GERMINARÃO SEMENTES DE AMOR, PAZ E PROSPERIDADE ENTRE OS POVOS. AMÉM. PATOS PB, 01 de Março de 2.010 Francisco Fernandes da Silva Júnior (Júnior de Bibia e D. Cessa ou Júnior da Farmacia).
PARABÉNS JÚNIOR, FELIZ ANIVERSÁRIO!
*RADIALISTA.
Natal, 06 de março de 2010.

UM SONHO DE AMOR.

JÚNIOR - HOMENAGEADO (Foto)
Queremos homenagear Júnior neste seu aniversário contando a história do nosso lindo “SONHO DE AMOR“.
Após intenso enlevo amoroso, em 28 de maio de 1962, Bibia e eu, juramos fidelidade ao nosso amor, aos pés do Altar de Deus, com a realização do Santo Sacramento do Matrimônio. Passamos a amarmos mais a mais, na intenção de construir um lar feliz. E num forte entusiasmo de amor esperávamos a bênção de Deus sobre a nossa procriação, ato sublime para o casal que se ama e cumpre os ditames divinos.
Logo nos primeiros meses de união surgiu um satisfatório anúncio que estaria chegando um símbolo maior da nossa união, verdadeira realização do nosso Sonho de amor. Já se encontrava vibrante em meu ventre o nosso primogênito embrião. A nossa ansiedade crescia a cada dia que se passava à espera desse ser que haveria de nascer, aos nove meses, numa incógnita, se homem ou mulher, pois, naquela época não existia ultra-sonografia para sabermos o sexo. Foi uma surpresa total e agradável, um contentamento incalculável.
Chegou o esperado dia de recebermos aquela dádiva de Deus, quando aos 06 de março de 1963, nasceu e apanhou para chorar por consequência da demora de nascer. Os que ali estavam bradaram é a cara da mãe. Nesta foto até que comprova.
Primogênito filho, menino grande e saudável. Alegria para todos que esperavam a sua chegada. A partir daquele momento sublime, surgiu para nós, um novo tempo de vida, abraçar aquela criança com desvelo, amor e esperança.
Levamos a Pia Batismal, recebendo o nome do pai, Francisco Fernandes da Silva, escolhido por mim e que mais tarde tornou-se o seu grande orgulho. Com a orientação divina e muito carinho, criamos Júnior para o mundo que haveria de abraçar. Criança saudável e feliz, sadia e muito inteligente se destacava sempre como o primeiro da classe na escola que estudava. Amado pela família e também pelos amigos. Seguiu uma linha de vida cristã católica praticada por nós em todos os seguimentos. Foi batizado, recebeu a Confirmação e foi crismado. Comemoramos solenemente a sua primeira Eucaristia, ou seja, Primeira Comunhão. Com pensamento precoce, na Adolescência, júnior preparou-se para trabalhar, dizendo ele, para nos ajudar. Na segurança de sua coragem deu os primeiros passos, submetendo a cursos e testes de aptidões que lhe conviesse. Inscreveu-se para Estagiário do Banco do Brasil. Conseguiu êxito, sendo aprovado e logo chamado para exercer na Agência local, isto é, Banco do Brasil de Pombal, por um período de dois anos. Trabalhou com esmero e eficiência e ali adquiriu capacidade de assumir cargos, a exemplo de Caixa e outros.
Já rapazinho, de bom comportamento, ao deixar o Banco do Brasil, recebe o convite do senhor Edson, Gerente do Bradesco, também da nossa cidade, para se submeter a um teste, no qual foi aprovado e imediatamente chamado para assumir o trabalho. Dedicou-se ao Bradesco se destacando como ótimo funcionário. Mas, nessa época o Bradesco fechou quase quarenta Agências aqui na Paraíba e ele como eficiente funcionário foi transferido para a cidade de Catingueira onde assumiu a Sub-Gerência dessa Empresa. Depois foi transferido para a cidade de Quixaba, desta feita, assumindo a Gerência. Enfim, o Bradesco lhe propôs outro Estado e ele não aceitou por ser distante, preferindo ficar por aqui, mais perto de nós. Poderia ter sido audacioso, mas naquela época já gostava de Zeneida, a escolhida do seu coração, assumindo com a mesma o noivado, realizando o matrimônio em 17 de janeiro de 1987, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, da cidade de Patos, PB. Ainda em 87 submeteu ao vestibular para o curso de Economia, desfrutando êxito. Passando um tempo desempregado, se preparou para submeteu a um curso do Banorte em Patos, alcançando êxito, ocupou uma das duas vagas. Trabalhou nessa Empresa por alguns anos. Adquirindo grande experiência de trabalho naquelas empresas, ele idealizou um trabalho independente. Ousado, entrou no ramo de farmácia no comércio de Patos onde já consolidava há anos.
Cidadão de bom conceito, Júnior é hoje um destacável comerciante de medicamentos e perfumaria no comércio de Patos, cidade que o acolheu há 23 anos e que o coroou com um casal de belos e inteligentes filhos: Cessinha e Luis Fellype. Motivo que leva a exclamar o seu amor por Patos como a Pombal, sua terra natal. Que neste dilema de amor as duas cidades de nascimento e adoção, Júnior possa declamar:
Pombal, cidade querida! /És minha terra natal. /Amo a ti de coração /E a Patos com devoção./Pois se tu me viste nascer/Patos me fez florescer /Se por ti eu faço um verso/Por Patos faço uma oração!
Pombal, cidade bela!/Meu lindo rincão natal./Sou por demais teu amigo,/com Patos, sou muito leal,/Pois se tu me deste o berço/Patos é meu relicário/E se por ti eu rezo um terço /Por Patos rezo um rosário.
Parabéns meu filho pelo seu aniversário, pelo homem que você é, corajoso e dedicado a causa do seu lar, da sua profissão, do amor as suas famílias de sangue e cristã, e, sobretudo a Deus. Que Deus possa sempre guiar os seus passos com felicidade, paz, saúde e muito amor. Chuvas de bênçãos e milhões de beijos em seu coração! Homenagem dos seus pais Bibia e Cessa, irmãos, Cimar, Tim, Rômulo e Candinha.
Pombal, 06/03/2010 Cessa Lacerda Fernandes Poetisa e escritora pombalense Contato: cessalacerdapb@hotmail.com cessalacerda@yahoo.com.br http://www.clemildo-brunet.blogspot.com/