CLEMILDO BRUNET DE SÁ

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA PARAÍBA - SESSÃO ESPECIAL DE OUTORGA DA MEDALHA EPITÁCIO PESSOA AO RADIALISTA CLEMILDO BRUNET.

JOÃO PESSOA PB, 10 DE JUNHO DE 2010.

ORÁCIO BANDEIRA: UM REPÓRTER POLICIAL À FRENTE DE SEU TEMPO...

CLEMILDO BRUNET*

Houve uma época em Pombal e não faz muito tempo, que a crônica policial da cidade teve o seu direcionamento avançado, por única e exclusivamente competência profissional de um repórter: Orácio Bandeira. Ele descobriu por si próprio uma maneira de registrar a ocorrência dos fatos, utilizando mecanismo como a chamada reportagem investigativa dos dias de hoje, em que o repórter policial, não se limita apenas divulgar um simples BO, mais sim, ir à busca da informação além fronteiras das investigações policiais, ouvindo e analisando versões dos envolvidos na trama.
ORÁCIO BANDEIRA, querido de uns e detestados por outros. Hoje aposentado por força das sequelas deixadas por um AVC, que foi acometido no pleno exercício de suas atividades em seu programa: Orácio Bandeira, na Rádio Liberdade 96 FM, quando se encontrava falando ao microfone, momento em que o infortúnio lhe bateu a porta, causando-lhe grande mal, impossibilitando-o de continuar atuando no rádio.
Em recente artigo sob o título “A Medalha Merecida de Clemildo e o Asilado”, publicado em sua coluna no www.paraiba.com.br o Jornalista João Costa disse como aprendeu no Lord Amplificador a fazer reportagens no gênero policial: “No Lord, fui de controlista a apresentador, mas o que me marcou mesmo foram às reportagens policiais feitas na Cadeia Pública. Nessas reportagens ouvia todos os lados, polícia, acusado e vítimas, geralmente quengas do rói couro, onde acabei me familiarizando com elas, as quengas.
Hoje, no mundo da espetacularização da notícia, o fato importa pouco, as versões do fato importam mais. No Lord aprendi apurar uma notícia, e isso agradeço ao jurássico Clemildo Brunet – com o t aberto. Continuo valorizando os fatos, ferramenta importante no jornalismo e que capturei nas reportagens do Lord.”

E aqui me permitam dizer que não foi por menos que Orácio Bandeira tenha passado também pela a escola do Lord Amplificador.
No geral a iniciação de qualquer um em trabalhos jornalísticos em algumas empresas de comunicações seja jornal ou rádio, se dão justamente na área policial. É a prova de fogo para quem quer trabalhar na imprensa. Quando fui trabalhar na Rádio Alto Piranhas em Cajazeiras enfrentei este desafio. Comecei inicialmente fazendo coberturas junto à polícia civil, hospitais, policia rodoviária federal e o poder judiciário.
Com Orácio Bandeira não foi diferente. Só que Orácio, já levava dentro de si toda potencialidade de um repórter lapidado para exercer a atividade com exímia competência nessa área. Ele nascera para isso. Há um que de relevância no repórter policial em relação às outras áreas do jornalismo, haja vista o crescimento da violência no tempo presente.
Orácio Bandeira fazia o seu trabalho com alma, entregando-se completamente aos ossos do ofício, no sentido de furar a notícia e ser o primeiro a fornecer dados que estavam escondidos com as investigações da polícia e fora dela, revelados por ele no rádio, com toda veracidade dos acontecimentos.
Orácio Bandeira sabia muito bem lidar com a função que abraçara, ele sabia perfeitamente que não era na igreja ou na câmara de vereadores que se conseguia uma matéria policial. O foco para sua informação estava justamente entre duas categorias mais conflitantes, policia e bandido.
Orácio Bandeira foi considerado um dos radialistas mais privilegiado de Pombal, a desenvoltura e aptidão de seu trabalho, o levaram para diversas emissoras aqui no sertão. A começar da Rádio Maringá, seguindo-se depois, Difusora Rádio Cajazeiras, onde foi destaque no Programa mais ouvido da Região “Boca Quente”. Rádio Educadora de Conceição onde fazia o Jornal do Vale. Rádio Oeste da Paraíba em Cajazeiras com a crônica policial e Rádio Jornal de Sousa com o Programa “Tribuna Livre”. Durante alguns anos Orácio foi correspondente do Jornal Correio da Paraíba e depois de haver passado por essas emissoras, ainda na Rádio Maringá AM, fez “Um Caso de Polícia” programa de linha independente, obtendo alto índice de audiência no horário do meio dia.
Este é o nosso Orácio Bandeira aniversariante de 26 de junho. A ele nossos calorosos aplausos por ter sido um repórter policial à frente de seu tempo, com efusivos votos de parabéns pela passagem de seu aniversário!

*RADIALISTA
Contato: brunetco@hotmail.com
Web. www.clemildo-brunet.blogspot.com

POMBAL NA COPA DE 1970: 40 ANOS

Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Um dos maiores eventos esportivos já vivido pela minha geração foi o Campeonato Mundial de Futebol de 1970. Daquele julho de 1970 a data de hoje, muitos Mundiais já aconteceram, mas nenhum se comparou com o “México 70”.
Foi ali que Pelé se tornou o maior jogador de futebol de todos os tempos. Foi também ali que o futebol brasileiro passou ser motivo de orgulho nacional e fonte de respeitabilidade internacional.
Era uma Pombal que ainda se ouvia os jogos de futebol em radinhos de pilha mas que a televisão já começava a chegar modestamente aos nossos lares.
A Seleção Canarinho venceu todos os seus confrontos com atuações mágicas, sapecando uma goleada na esquadra Azzurra na final e eternizando uma das maiores Seleções de todos os tempos.
Na primeira fase o Brasil começou goleando a Tchecoslováquia por 4x1, e no jogo seguinte venceu a Romênia por 3x2. O último jogo da primeira fase foi contra os ingleses, campeões da Copa do Mundo anterior, e decidiu a primeira colocação do grupo em uma partida épica e muito disputada na qual o Brasil venceu por 1x0.
Nas quartas-de-final o Brasil derrotou a seleção do Peru, cujo técnico era o grande craque brasileiro Didi, pelo placar de 4x2. Nas semi-final, em um jogo de muita tensão contra os antigos rivais uruguaios, o Brasil venceu por 3x1. A final foi contra a Itália, que como o Brasil também já havia ganho duas Copas do Mundo, de modo que o vencedor levaria em definitivo a Taça Jules Rimet. O primeiro tempo terminou empatado em 1x1, mas na fase final a seleção brasileira dominou o jogo e venceu por 4x1.
O fato é que poucos podem se comparar aos craques dessa geração, que conquistava o tri para a nação brasileira. Uma Seleção inesquecível, considerada a melhor do mundo até hoje. Félix, Carlos Alberto, Brito, Piazza, Everaldo, Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivellino e Pelé foram treinados por Zagallo (que assumiu o posto depois da controversa saída de João Saldanha) e conquistaram a terceira Copa do Mundo para o Brasil.
Pombal vivia uma época de poucas novidades e a maior delas era a chegada da Televisão, que começou a ser instalada no ano anterior, com muito suor e persistência em uma historia já muitas vezes contada.
Eu vi, através da Rede Tupy de Televisão, apenas o ultimo jogo. Tinha eu oito anos de idade, e jamais me saiu da memória aquela cena: a casa era de Seu Raminho e Dona Neuza. Uma sala pequena uma televisão a frente e um moleque em cima da casa rodando as antenas(eram três) para um e outro lado. O som era inaudível o que foi resolvido com um rádio sintonizada na Rádio Globo.
Ao final de cada jogo as ruas, onde até então imperava o silencio, ganhavam vida com fogos e buzinaços dos poucos carros que circularam pela ruas principais da cidade. Nas janelas os rádios em bom som aglomeram torcedores que usavam a imaginação para desenhar em suas memorais os drinples de Pelé, narrados pelos não menos fenomenais Jorge Curi ou Waldir Amaral que, com seus bordões, davam “show” de narração, junto com Mário Viana, o primeiro analista de arbitragem que se tem noticias

• O que foi que só você viu Mário Viana???
• êêêêrrrrroooooou o juiz...
• golll legal....

Não tínhamos pessoas vestidas com as cores do Pais, não tínhamos bandeiras nas janelas, a ditadura de Médice não permitia o uso dos símbolos nacionais como se faz hoje. Era um tempo que até as flores não eram tão abundantes. A alegria era um tanto reprimida e pedia-se permissão para sorrir, mas, o futebol como sempre, funcionava como uma dose de ópio que nos permitia pular e soltar gritos reprimidos a cada gol de Pelé.
Eu ainda sinto o cheiro que exalava dos pacotes figurinhas ao ser abertas; ainda escuto a algazarrara dos moleques da minha idade gritando de alegria pela sorte de ter conseguido uma figurinha do rei Pelé; escuto o som das batidas de mãos nas calçadas, em cada sombra de algaroba, no jogo “bate bate” ou “bafo” ; o grito de alegria por ter colado a última figurinha e completado o álbum.
Um mês depois da grande conquista, o meu pai recebeu pelos Correios, enviado pelo amigo Mundinho, que fora morar em São Paulo, um Poster da seleção Canarinho. Lembro-me que ele o retirou do canudo desenrolando-o lentamente, nos mostrou apontando cada jogador para, em seguida, colocá-lo de volta no canudo, guardando-o por mais de trinta anos, como se fora, e era, uma relíquia a ser apreciada apenas a cada quatro anos. Lembro do grande poster da Seleção que Zé de Lau mandou emoldurar e colocou no fiteiro ao lado do seu eterno Bota Fogo.
No ano seguinte os Correios lançou o selo do tricampeonato. Um ano antes, 1969, já havia emitido o selo do milésimo gol de Pelé. Ainda hoje eu tenho os dois, muito bem guardado. Acho que de tão bem, nem eu sei onde.
Mas, o melhor de tudo foi, seis meses depois, revivermos cada gol da ultima partida através do “Canal 100” na grande tela do Cine Lux. Era como se o Brasil sagrasse Tri campeão o mundo mais uma vez e desta vez só pra os filhos de Pombal
Por tudo isso eu não tenho em minhas lembranças momento mais glorioso do que a conquista do Tricampeonato de futebol, acontecido no dia 21 de julho de 1970.

*Escritor pombalense.

A EFÍGIE DA MEDALHA!

CLEMILDO BRUNET*

A Medalha Epitácio Pessoa que me foi entregue no último dia 10 de junho, em um verso tem a efígie do rosto de Epitácio Pessoa. No outro, a inscrição: Agraciado – Clemildo Brunet de Sá – Resolução 1502/2009 autor Dinaldo Wanderley, na borda a legenda – Assembléia Legislativa da Paraíba. É a mais alta honraria do Poder Legislativo do Estado. Foi criada pela própria Assembléia, para em reconhecimento, condecorar cidadãos que se destacam no Estado da Paraíba e no Brasil, bem como pessoas que se sobressaem, prestando relevantes serviços e que por seus méritos funcionais tenham se tornado alvo de distinção.
Não raro, temos ouvido falar de personalidades que levam o nome em medalha, troféu, avenidas, edifícios e nada sabemos sobre elas. Pois bem, poucos brasileiros sabem sobre Epitácio Pessoa e sua importância para a história da Paraíba e do Brasil.
Vejamos, portanto, como foi à vida pública deste grande jurista e estadista, que dignificou a nossa Paraíba e a nossa nação, cujo nome se acha em logradores públicos de cidades paraibanas e de outras unidades da federação. Aqui destaco Pombal, minha terra natal, que tem uma rua com o seu nome.
Orgulha-me também, o fato da sede do Poder Legislativo do Estado, abrigar o nome de casa de Epitácio Pessoa, como também a Comenda mais elevada deste poder ter seu nome, e ainda mais, uma das maiores avenidas da capital da Paraíba, que liga o centro da cidade a faixa litorânea ser chamada de Epitácio Pessoa.

EPITÁCIO LINDOLPHO DA SILVA PESSOA, nasceu no dia 23 de maio de 1865, na Fazenda Marcos de Castro em Umbuzeiro PB. Ficou órfão de pai e mãe desde os oito anos de idade. Ele e o irmão Antonio foram encaminhados a Pernambuco e ficaram sob a guarda do tio, o desembargador Henrique Pereira de Lucena.
Em agosto de 1874, Epitácio conseguiu uma bolsa de estudos no Ginásio Pernambucano, onde foi um aluno brilhante e ganhou o apelido de “Menino Prodígio”. Em 1882, se matriculou na faculdade de Direito do Recife. Para pagar as despesas da faculdade, dava aulas particulares. Ele se formou com notas máximas em 1886 e seguiu a carreira jurídica.
Em junho de 1894, quando tinha 29 anos, Epitácio se casou com Francisca Justiniana das Chagas, que faleceu em abril de 1895. Em novembro de 1898, viúvo, Epitácio Pessoa se casou com Maria da Conceição Manso Sayão. Desse casamento, Epitácio teve três filhas.
Ele iniciou a carreira como promotor em Pernambuco. Em 1889, assumiu a Secretaria de Governo da Paraíba. Foi deputado à Assembléia Nacional Constituinte (1890-1891), deputado federal (1891-1893) e ministro da Justiça e Negócios Interiores (1898-1901). Foi procurador da República (1902-1905) e ministro do Supremo Tribunal Federal (1902-1912). Presidiu a Junta Internacional que analisou os projetos do Código de Direito Internacional Público e Privado. Foi senador pela Paraíba (1912-1919) e presidiu a delegação brasileira à Conferência da Paz (1918-1919), em Versalhes.
Foi o único Paraibano eleito Presidente da República, por um acordo entre paulistas, mineiros e gaúchos, vencendo facilmente as eleições diretas contra Ruy Barbosa, pleito esse que se deu, quando Epitácio Pessoa ausente do país, se encontrava na França, fato inédito na história da nossa república. Assumiu a presidência em 28 de julho de 1919.
Na época, uma crise na economia provocou queda de quase 50% no preço do café. Epitácio Pessoa garantiu a recuperação dos preços do produto contraindo empréstimos junto à Inglaterra e comprando as sacas não vendidas. Antes de completar três meses de governo, teve início um grande movimento grevista em São Paulo. Ele mandou fechar o jornal operário A Plebe e expulsar do país os seus redatores.
Em 1919, ele lançou o Programa de Combate à Seca no Nordeste. Em 1920, fundou a primeira universidade do país: a atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No mesmo ano, determinou a transferência para o Brasil dos restos mortais do imperador D. Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina.
Outro fato que ficou marcado na história de Epitácio Pessoa como Presidente da República, em 1922, foi à primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil do seu discurso, no Rio de Janeiro, durante as comemorações do centenário da Independência. Fato ocorrido numa exposição na Praia Vermelha e o transmissor foi instalado no alto do Corcovado pela Westinghouse Electric Co., tendo sido importados para o evento 80 receptores de rádio.
Apesar da sua experiência política, Epitácio Pessoa não conseguiu evitar uma forte oposição a sua administração. Autoritário e enérgico tentou limitar a atuação da oposição com a lei de repressão ao anarquismo (17.1.1921). Seu governo foi um período conturbado, marcado por agitações políticas, greves e uma relação pouco amistosa entre o governo e os militares, que se iniciou quando ele nomeou dois civis para comandar os ministérios da Guerra e da Marinha, Pandiá Calógeras e Raul Soares de Moura, respectivamente.
Houve uma grande indignação nos quartéis. Civis comandando militares era algo que só havia existido durante o Império. As tensões entre o governo e os militares atingiram o seu auge durante a disputa pela sucessão de Epitácio Pessoa.
Aconteceram diversos levantes militares no Rio de Janeiro e em Mato Grosso, dando início ao que ficaria conhecido depois como movimento tenentista. Em 1922, Epitácio Pessoa decretou estado de sítio, controlou as rebeliões e passou a presidência ao seu sucessor eleito Artur Bernardes.
Em 1923, com a morte de Rui Barbosa, foi convidado pela Ligas das Nações a assumir o posto por ele ocupado na Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda e, em 1924, foi eleito novamente senador pela Paraíba, passando a acumular os dois cargos.
Em 1930, deu apoio a candidatura oposicionista de Getulio Vargas, pela Aliança Liberal à presidência da República, que tinha como vice seu sobrinho João Pessoa. Após a derrota da Aliança Liberal, participou de forma discreta do movimento político-militar que depôs o presidente eleito Washington Luís e colocou Getúlio Vargas na presidência.
Foi convidado, pelo presidente Getúlio Vargas, a ocupar o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, recusando, porém a indicação e retirando-se da vida pública.
Epitácio Pessoa é o patrono da Academia Paraibana de Letras. Publicou, entre outras, as seguintes obras: Pela verdade; Discursos parlamentares; Codificação do direito internacional; Primeiros tempos; Laudos arbitrais e Questões forenses. Faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, no dia 13 de fevereiro de 1942. Fonte: www.fundaj.gov.br
O Escritor e historiador José Américo de Almeida, que o conhecia muito bem de perto, assim traçou o seu perfil:
“Epitácio Pessoa não era um solitário nem um esquivo; sistematizava as relações. Não chegava a ser frieza nem secura. Essa reserva devia torná-lo antipático, mas os traços não eram duros. Não se fechava nem carregava o sobrancelho.
Os olhos vivos abriam-lhe a fisionomia e iluminavam-lhe o ar num reflexo quase amável que lhe modificava a expressão. Tinha, repito, uma boa presença e irradiava a simpatia do homem educado, embora sem expansões. A testa alta, encimada pelo topete que parecia alongá-la, não se franzia nem se sombreava.
A constituição intermediária, nem maciça, nem delgada, era tão bem proporcionada que a pequena figura parecia tornar-se esbelta, por seu aprumo. E havia um equilíbrio na atitude.
Dominava o círculo como conversador, sem nenhuma afetação, pela riqueza e variedade dos assuntos, mantendo sempre a conversa num nível elevado. A palavra um pouco viva não tinha nenhum pedantismo”.

Surpresa e Gratidão!

A forma como fui conduzido para receber tão significativa homenagem na Assembléia Legislativa da Paraíba no último dia 10 de junho, a começar pela recepção calorosa que me foi dada pelo cerimonial fazendo as honras. Levaram-me até sala Vip da casa de Epitácio Pessoa, para que eu, só fosse visto pelos convidados, no momento em que a comissão formada pelos Deputados Dinaldo Medeiros Wanderley e Carlos Dunga Júnior me conduzisse ao plenário deputado José Mariz. Fiquei deveras lisonjeado com tão fino trato, a emoção por instantes quis dominar-me no exato momento em que adentrei ao local do parlamento paraibano, quando pude contemplar o recinto lotado de pombalenses ilustres que vieram prestigiar a sessão especial de homenagens.
Tal qual não foi a minha surpresa dar de cara com muitos amigos do mundo da comunicação, os do passado e os do presente. José Costa de Sousa, Lena Azevedo, João de Sousa Costa, José Alves de Sousa Neto, Otacílio Trajano de Sousa, João Camurça, Edmilson Pereira, Valmir Lima, Naldo Silva, José Carlos Araújo (Carlão) Tico Show, Fábio Almir, Carlos Abrantes de Oliveira, Gilson Souto Maior, Marcela Sitônio, Presidenta da API – Associação Paraibana de Imprensa, entre outros.
Passado o primeiro momento, tendo chegado à mesa dos trabalhos, foi dado início a Sessão com a execução do hino Nacional Brasileiro acompanhado solenemente por todos de pé. No decorrer dos pronunciamentos, foi se afastando de mim o fantasma emocional, dando lugar a uma sublimação. Fiquei como se estivesse flutuando em plumas e nas nuvens, dali em diante o que assistir e ouvi não pude assimilar muita coisa. No momento que me foi dada a palavra, explodiu no recinto através do som do plenário, a canção Maringá. Uma alegria sem igual, como diz um trecho da letra da canção, invadiu meu ser. Antes do meu pronunciamento, fiquei sorrindo para a platéia, enquanto nossos patrícios acompanhavam cantando com alegria a primorosa canção de minha terra.

“Maringá, Maringá!
Depois que tu partiste Tudo aqui ficou tão triste
Que eu garrei a imaginar

Maringá! Maringá
Para haver felicidade
É preciso que a saudade
Vá bater noutro lugar

Maringá! Maringá!
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assucegá!”

*RADIALISTA
Contato: brunetco@hotmail.com
Web. www.clemildo-brunet.blogspot.com

BEM-TE-VI CANTADOR.

Paulo Abrantes de Oliveira*

Andava envolvido com a festa de entrega da Medalha de Clemildo e, não ligava que quase todas as manhãs, um arisco e desconfiado bem-te-vi vinha despertar-me com seu estridente e invariável canto. Já fazia tempo que não aparecia por aqui. Voando sobranceiro, vem pousar na copa de meu pé de goiaba ou no último andar do prédio ao lado, posado na antena de televisão, dando para avistá-lo da janela do quarto.
Ali, bem protegido e firme, solta seu canto benfazejo nas explosões das manhãs tropicais, como se a saudação matinal fosse também um canto de esperança, num mundo de tantas desigualdades, angústias e desencontros.
- Beem-te-vii!
Lá fora, o canto sonoro. Cá dentro, o coro de “cancãos” na formidável e costumeira alvorada. Todos saudando a natureza, o belo espetáculo do amanhecer.
A sinfonia encoraja a todos e nos faz esquecer as canseiras do dia-a-dia, a labuta fatigante em busca da sobrevivência.
Cantos alvissareiros, cantos de alegria, cantos de boas novas, cantos de vitória da seleção brasileira. De dias melhores para o povo brasileiro. Para o assalariado, em particular, que anda sufocado. Para o trabalhador sofrido, às voltas com o pesadelo do desemprego. Todos com seus desafios e obstáculos a enfrentar.
As lendas infantis, contadas na roça, ajudaram a excluir o bem-te-vi e a fogo-apagou da pontaria das balieiras. Lendas relacionadas a José e Maria, levando o menino Jesus, na fuga para o Egito.
O frágil passarinho, cantando altaneiro, leva-me aos primaveris anos vividos sob a sombra gostosa das ingazeiras e dos pés de cajás florados, lá na roça de Ana, em Pombal. Na reflexão nostálgica, vejo-o saltitando de copa em copa de centenárias árvores, que enfeitavam as margens do rio Piancó. Ou pousando nas franjas da serra do Moleque e bicando águas cristalinas que jorravam de fontes perenes do riacho Gado Bravo. Hoje, quando vejo o inverno fraco, nem sei se as fontes secaram ou deixaram de borbulhar. Não sei se as enchentes do riacho Gado Bravo ainda fascinam a meninada travessa dali, como nos tempos de meu primo Tozinho.
Seja lá como for, cumprida a missão de alegrar as manhãs, o abençoado bem-te-vi alça vôo e se lança livre no céu, em plena e franca liberdade de voar. Para outras missões, para outros brindes matinais.
* Engenheiro Civil

HOMENAGEM DE CONGRATULAÇÃO AO ILUSTRE CLEMILDO BRUNET DE SÁ.

Clemildo, fiquei lisonjeada com o honroso convite e com muita alegria quero agradecer-lhe de coração esta grande honra que você me proporcionou à participar de uma solenidade na comenda tão valiosa, justa e merecida, que por méritos lhe foi concedida.
Homem eloqüente, parabéns! Pombal se orgulha como sempre se orgulhou do seu auto potencial de homem dinâmico que no brilhantismo de tantas e maravilhosas realizações com relevantes trabalhos, você vem nos envaidecendo com a elevação de nossa cultura na sociedade. Todavia o progresso social e cultural se eleva pela sua altivez. Não é em vão que esta homenagem vinda de autoridades competentes está sendo proporcionada com tanto entusiasmo. É pela deslumbrante capacidade de um ser altivo e vislumbrante comunicador.
É notório o reconhecimento de sua eloqüência, sensatez e competência, não apenas em Pombal, mas também em todo o sertão paraibano. O seu nome se eleva em outras grandes cidades de outros estados deste Brasil, através da potencialidade pombalense.
Você é o mestre, o astro e o rei da radiofonia e da comunicação, desta terra de Maringá desde os primórdios.
O que sei é que no ano de 1968, você criou nesta terra o Lord Amplificador, e a muitos jovens seduzistes com o teu sonho de atingir o inatingível, e hoje o seu sonho sonhado por muitos proporcionou profissionais ao serviço publicitário: locutores, radialistas, jornalistas e assessores de imprensa, que aprenderam com você a ética de fazer rádio e fazê-lo bem! E seguindo os seus passos tiveram a oportunidade de se tornarem genuínos baluartes na comunicação, como cito a Genival Severo, Genival Torres, Orácio Bandeira, José Cezário, Evilásio Junqueira (Magrão), além de muitos outros aos quais não me recordo no momento. E muito me envaidece o seu primeiro sucesso, o Lord Amplificador, levando ao ar todos os dias a jovem guarda, conquistando grande audiência até o ano de 1985, quando você resolveu vendê-la. Foi a partir da sua obra que surgiu o rádio Maringá AM/FM, em seguida a rádio Bom Sucesso AM e posteriormente rádio liberdade e Opção FM. Hoje temos quatro emissoras de rádio alicerçadas no sonho do jovem Clemildo, que hoje já não é tão jovem, mas preserva em seu semblante o ar comunicador e cativador dos tempos de outrora.
Embora os novos radialistas que nelas estão não tenha passado pela sua orientação e experiências, também são líderes de audiência e de conquistas em Pombal e região, contribuindo com a evolução do processo com a sua veracidade.
Assim em nome dos meus familiares, venho externar-lhe os sinceros parabéns. E peço que Deus lhe abençoe e na Sua infinita bondade multiplique seus anos, os dons, e a saúde e faça reinar entre nós o seu sucesso. E nas plenitudes da vida possa desfrutar a paz, felicidade e o amor ao lado dos seus familiares. Parabéns!
 Lourdinha e família.
07 de Junho de 2010.

VIOLÊNCIA! SEMPRE VIOLÊNCIA!

POR CESSA LACERDA FERNANDES*

Violência é uma palavra pesada, que por si mesma já permite o sentido da monstruosa, violência!
Às vezes, pensamos que violência é somente o fato de pegar uma faca peixeira, revólver, uma arma qualquer e ir de encontro ao outro para feri-lo ou mesmo tirar-lhe a vida. Dizemos também que violência é agredir o irmão com tapas físicas.
Não é só isto!
O nosso mundo terrestre está conturbado de violência e com uma gama de tenebrosos violentos! Pois bem, a pior das violências é atacar a moral do outro, é fazer a infelicidade do outro, é falar mal do seu próximo. É também usar da inveja, do orgulho e da ganância, sobretudo quando estas características são preparadas para rebaixar, massacrar e derrubar o irmão, com a escada do egoísmo, de só querer o bom para si. É também ser covarde e fazer do seu travesseiro, cômodo para planejar pensamentos e atitudes que possam fazer o mal e em certas circunstâncias derrubar o irmão. É também, usar a máscara da falsidade de mostrar que é amigo e por trás trair com motivos mesquinhos, sem nenhuma razão para praticar tão pejorativo ato.
É lamentável saber que ainda possa existir, crânios animalescos, irracionais, mentes doentias para praticar atos maléficos que contaminam a sociedade e não merecem confiança.
Violência é ganância, isto é, querer derrubar o seu próximo com atos inescrupulosos, desmascarados e quem a usa muitas vezes ainda se diz ser amigo. Violência também é a preocupação com a natureza falida do irmão.
Será que nunca paramos para conhecer que somos todos iguais e que os humilhados serão exaltados, como diz as Sagradas Escrituras?
A política hoje, para muitos, é também motivo de violência, pela discriminação, injustiça, prepotência, corrompendo e fazendo o homem afastasse de Deus. Deixemos de ser politiqueiro, razão que destrói o verdadeiro sacerdócio político, para sermos mais humanos e justos. Observemos no livro da sabedoria, Cap. 1 Ver. 1: “Amai a justiça, vós que governais a terra, tende para com o Senhor, sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração”.
A inveja, meus irmãos, é a rainha que comanda todas as outras falhas do homem, fazendo cometer crimes e violências, denegrindo a sua imagem... Devemos nos despir da inveja, um dos maiores pecados capitais, para tornarmos humildes e alcançarmos a salvação. Deixemos de prejudicar o nosso próximo, deixemos de alimentar esta desgraça que não só mancha a si mesmo, como fere o nosso irmão. Vivamos de mãos dadas, caminhando pela mesma estrada do bem. Que antes de abrirmos a boca para opinar, deixemos que Deus possa nos orientar para uma resposta franca, sincera, virtuosa e firme, para que jamais possa ferir e maltratar alguém que seja digno, como você é. Não retire a oportunidade dos outros que também merecem ter vida condigna, que merece uma chance, que merece uma elevação para realizar uma felicidade ou um sonho. Não seja cisco no olho de seu irmão para apagar o brilho que ele possa também ver e alcançar. Não seja mesquinho, que só deseja o bem para você ou os seus e nem tampouco, use do costume daquele que, no dizer popular: Quer subir, derrubando os outros. Pare e medite, se você já tem o que é necessário, agradeça a Deus por estes benefícios e olhe com bons olhos se o outro necessita mais, seja justo e sincero com suas decisões, não se bitole as decisões de grupos poderosos e invejosos.
O Nosso compromisso com Deus é sermos fermentos na massa dos que praticam o bem e que antes de levar o evangelho do Senhor, aos irmãos, que o cumpra, pois concordo plenamente com o belo e importante pensamento de Dom Eugênio Sales, Arcebispo do Rio de Janeiro, que: “O MUNDO PRECISA MAIS DE SANTOS QUE DE APOLOGISTAS”. A santidade, meus irmãos, ficou para todos nós, mas temos por obrigação de bons cristãos, conhecer esta verdade, senão seremos distorcedores do que diz as Sagradas Escrituras: temos que buscá-la, temos que lutar para encontrá-la, porém, com certeza, só conseguiremos quando soubermos praticar as boas Obras, para com o nosso próximo e entender como frágeis seres humanos, que somos todos iguais, como o próprio Cristo deixou escrito que: “O HOMEM É MINHA IMAGEM E SEMELHANÇA”.Devemos conhecer pelo menos os Dez Mandamentos de Deus, procurando nos esforçar para compreendê-Los, observando que o primeiro: “Amar a Deus sobre todas as coisas”, é o Supremo e Fundamental mandamento, porém se não amarmos ao próximo como a nós mesmos, não podemos dizer que cumprimos o primeiro, porque ninguém ama a Deus sem amar ao próximo. Não se agigante em seus atos, imite a Jó e seja simples e maravilhoso como o Maior Homem que morreu de braços abertos por todos nós: CRISTO. Ele nos espera neste milênio.

Texto de Arquivo. 20/02/2000
Cessa Lacerda Fernandes
Poetisa e escritora pombalense
Contato: cessalacerda@yahoo.com.br
postado por Clemildo Brunet às 23:45 em 17/06/2010

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA E A SESSÃO ESPECIAL DE 10 DE JUNHO.


CLEMILDO BRUNET*
A sessão especial realizada pela Assembléia Legislativa da Paraíba para a outorga da Medalha e Diploma Epitácio Pessoa a este humilde radialista na última quinta feira 10 de junho, segundo relato de algumas pessoas, foi a mais concorrida das últimas no plenário deputado José Mariz. Se não contou com a presença dos deputados em sua maioria, pelo menos, na efervescência do evento não se deu conta disso, as cadeiras dos parlamentares foram ocupadas por pombalenses e amigos do homenageado, de tal forma, que não havendo mais assentos, muitos prestigiaram a solenidade de pé.
Estamos no pleno direito do estado democrático, quem quiser censurar nossos representantes pela ausência tem toda liberdade. Contudo, convém esclarecer que esta sessão tem um diferencial em relação às demais que se processam no parlamento paraibano. Trata-se de sessão especial para fazer cumprir o que eles já aprovaram anteriormente, é uma sessão que não exige quorum para que seja realizada; sessão essa que abre as portas do plenário da casa, para que o povo tenha acesso livremente e acomodação no local, o que não acontece nas sessões ordinárias.
Essa sessão me levou a refletir o que foi feito no passado na radiofonia pombalense. Não fui eu que iniciei em Pombal o sistema de radiofonia em nossa cidade. Existiram outros antes de mim. Rosil Cavalcante, Manoel Bandeira, Afonso Mouta e Raimundo Sacristão, também tiveram suas difusoras no passado e prestou relevantes serviços a geração da época entre as décadas de 40 até início dos anos 60.
A ênfase dada pelos que se pronunciaram nessa sessão foi que eu havia montado uma verdadeira oficina de rádio, proporcionando a muitos, a chance de descobrirem suas vocações, para o exercício da profissão jornalística no futuro. Enquanto alguns saíram da nossa aldeia, para buscar meios para sua sustentação lá fora, eu resolvi ficar na terrinha, esperando que um dia Pombal tivesse a sua própria emissora como as demais cidades, e assim desse modo a sua independência radiofônica.
Em 1966 quando instalei “a voz da cidade” uma rádio maquiada com projetores de som espalhados pelo centro de Pombal, para camuflar que estávamos tendo frequência nos receptores das casas, isso, por causa do regime de exceção estabelecido no Brasil, pelas forças armadas no golpe revolucionário de 1964. Na época, o Dentel – Departamento de Telecomunicações do país tinha como auxiliar na fiscalização das emissoras os Correios e Telégrafos, sendo sua sede regional em João Pessoa capital do nosso Estado.
Os pombalenses barristas, amavam a voz da cidade, os amigos que trabalhavam nos Correios e Telégrafos local, faziam vista grossa e não denunciavam a emissora, pois entre os funcionários públicos daquela repartição, havia Eurivo Donato de Araújo – Mixuruca, (saudosa memória), que fazia em nossa emissora o programa “Noite de Saudades” - por sinal de grande audiência nas noites quentes de Pombal.
Em setembro de 1967, a voz da cidade foi fechada ao receber a visita de uma fiscalização da agencia regional dos Correios e Telégrafos. Chegaram com ordem expressa de fecharem a emissora e levar seu proprietário para instauração de processo. Graças à interveniência do promotor de Justiça Newton da Silva, a quem havíamos homenageado na galeria de fotos, dando-lhe o título de Diretor Social da Voz da Cidade, assumiu toda responsabilidade pelo funcionamento da rádio clandestina. Como na equipe dos fiscalizadores havia alguns que tinham sido contemporâneos do promotor nos estudos, resolveram de comum acordo, fechar à emissora e ao chegarem a João Pessoa, informar que a rádio que eles vieram buscar já não existia.
O entusiasmo com que a voz da cidade era aceita em Pombal, fez com que começássemos a nos mobilizar em busca de uma rádio convencional para Pombal. Promovemos reuniões e mais reuniões no Pombal Ideal Clube com a sociedade em torno do assunto, isso já no final de 1967. Foi formada a Sociedade Anônima da Rádio Sociedade de Pombal, (era o nome que seria dado à futura emissora) para fins de se ter sócios acionistas e arrecadar fundos para o equipamento e instalação daquela que poderia ter sido a pioneira na região, pois ao nosso redor só existiam a Alto Piranhas, Difusora de Cajazeiras, Rural de Caicó e Espinharas de Patos.
O Padre Zélio que estava assumindo a Paróquia de S. Pedro foi eleito presidente da sociedade, na diretoria constava ainda Paulo Pereira Vieira como vice presidente, Maurício Bandeira de Sousa como Diretor Comercial e Rev. Jônathas Barros de Oliveira como Diretor Técnico. A documentação foi entregue ao Deputado Janduhy Carneiro para as informações necessárias junto ao Ministério das Comunicações como proceder para se obter o registro da estação de rádio para Pombal.
Apesar de todo entusiasmo do Padre Zélio em botar pra frente o projeto, o Bispo de Cajazeiras na época, foi aconselhado por alguém, transferir o aludido sacerdote para outra região, com o argumento de que o mesmo ia instalar uma rádio em Pombal para concorrer com o Rádio Alto Piranhas, que nesse tempo pertencia a Diocese de Cajazeiras. Não deu outra, o bispo transferiu o Padre Zélio pra outro lugar.
Paulo Pereira como Vice Presidente, não quis assumir a responsabilidade de dar andamento à instalação da rádio em Pombal. Maurício Bandeira foi indicado, mas fazendo ressalvas em querer saber os custos da época para se instalar uma emissora de rádio. Eu e Rev. Jônathas ficamos de pesquisar quanto isso custaria. Obtido os resultados, o Sr. Mauricio Bandeira abdicou do cargo, alegando ser um investimento de longo prazo.
Pois bem, Pombal perdeu uma grande oportunidade de ter a primeira estação de rádio em 1968, enquanto que Sousa sonhava com uma emissora. A concessão não havia sido dada ainda, porque dois grupos políticos antagônicos queriam uma emissora pra cidade e por conta dessa briga política, nem um dos grupos recebeu a concessão, ocasião em que um deles, já havia comprado até o equipamento da emissora.
Por causa do valor estimado para as despesas de instalação e funcionamento de uma rádio, Pombal deixou de ter a primeira estação de rádio que iria dominar a audiência na região. E que valor? Cinquenta mil cruzeiros - assim distribuídos: 12 mil no ato do pedido dos equipamentos, mais oito mil no prazo de 60 dias com a chegada dos equipamentos a cidade - totalizando o valor de 20 mil cruzeiros. O restante seria pago já com a rádio em funcionamento, a razão de cinco mil cruzeiros por mês.
Como o projeto não vingou, em fevereiro de 1968, instalei o Serviço de Alto Falantes Lord Amplificador, mais isso é assunto para outro artigo.
Voltando ao assunto da Sessão Especial da Assembléia Legislativa, agradeço como já o fiz anteriormente na casa de Epitácio Pessoa, ao Deputado Dinaldo Medeiros Wanderley da cidade de Patos autor da proposição, aos ilustres deputados da Paraíba pela aprovação, aos amigos, Jornalista João de Sousa Costa, Engenheiro Paulo Abrantes de Oliveira, que não mediram esforços para que esta solenidade fosse feita com tanto brilhantismo. O sucesso da organização do evento, justiça seja feita, devo a eles.
A Poetisa e Madrinha dos comunicadores de Pombal, Mª do Bonsucesso de Lacerda Fernandes, que mesmo ausente por motivo de saúde, enviou uma belíssima mensagem, lida no plenário da casa de maneira expressiva, pelo nosso amigo Paulo Abrantes. Ao meu amigo professor, doutor José Cezário de Almeida, que a despeito de estar representando o magnífico Reitor da UFCG, Tompsom Mariz, me deixou lisonjeado em seu discurso, quando disse que eu era seu professor na escola do rádio. Aos deputados Carlos Dunga Júnior e Socorro Marques (esta presidiu os trabalhos da sessão) enquanto o outro fez um belíssimo pronunciamento enaltecendo as qualidades do nordestino.
Agradeço ainda, ao promotor de Justiça Severino Coelho Viana, ao jurista Janduhy Carneiro Sobrinho, representante do Dr. Geraldinho – prefeito interino de Pombal, ao meu sobrinho rev. Clodoaldo Albuquerque Brunet, que me me levou no seu carro até João Pessoa me acompanhando em todo trajeto da viagem ida e volta. Ao meu irmão engenheiro Carlos Brunet de Sá, que juntamente com sua consorte Salete, nos acolheu muito bem em sua confortável morada.
Finalmente, agradeço a minha família bem representada na ocasião - por seus integrantes, residentes em João Pessoa, a todos meus amigos, saudando-os através do Desembargador Antonio Elias de Queiroga, sua digníssima esposa Dra. Onelia Queiroga e seu filho Dr. Onaldo Queiroga, juiz da 5ª Vara da capital, Dr. Antonio Carneiro Arnaud ex-prefeito, ex-deputado federal e diretor presidente de honra da Fundação e Hospital Napoleão Lauriano e ainda aos coronéis Kelson e Marcilio Pio de Queiroz Chaves.
Aos meus amigos companheiros de rádios de ontem e de hoje, a Imprensa paraibana em nome da nossa queridíssima presidenta jornalista Marcela Sitônio, do nosso amigo particular jornalista Edmilson Pereira, Presidente do Comitê de Imprensa da Assembléia Legislativa e do jornalista Gilson Souto Maior, amigo de longas datas, digno diretor da TV Assembléia, aos quais quero compartilhar com eles o prêmio que recebi e a alegria que sinto.
A colônia pombalense na capital, que nos prestigiou em peso marcando presença na sessão, lotando todos os recônditos do plenário deputado José Mariz. A todos, inclusive ao meu amigo Eliezer Gomes cujo portal www.eliezergomes.com eu participo como colunista. A imprensa da minha terra que se deslocou até a capital dos paraibanos para prestigiar e informar a região sertaneja.

Meu muito obrigado!
Deus recompense a todos!

*RADIALISTA
Contato brunetco@hotmail.com
Web. www.clemildo-brunet.blogspot.com

CARTA AO AMIGO JOÃO COSTA...


Como já dizia o poeta, amigo é coisa para se guardar, do lado esquerdo do peito... Mas amigo, amigo mesmo, é aquele que está presente em todas as horas, sejam elas necessárias ou desnecessárias... As horas necessárias são aquelas em que precisamos de apoio, de aconchego, de um ombro para deitar nossas mágoas, de um coração que vibra no compasso do nosso, de um olhar carinhoso, de afeto, de um aperto de mão... São aquelas horas em que diante de nossas lágrimas encontramos um abraço despretensioso, afetuoso, mãos que seguram fortes a nossa, perto ou longe, a nos dizer: ESTOU AQUI! Para amigo a gente não pede nada, ele simplesmente se doa, se dá... Sempre há esperança quando temos amigos.
Amigo João de Souza Costa! Há tantos anos que não nos vemos! Quero primeiro te agradecer por tudo que fez pelo amigo Clemildo Brunet de Sá, em todo esse episódio da entrega da Medalha e Diploma “Epitácio Pessoa”, a mais alta honraria da Assembléia Legislativa da nossa amada Paraíba. Sei muito bem a razão porque você tomou a frente de tudo... Simplesmente, porque você é amigo de verdade!
Como bem afirmou a emérita escritora Cessa Lacerda, Clemildo para nós é um “admirável homem de credibilidade inabalável, fiel no que realiza, humilde e atencioso, por isso é merecedor de sucesso”. E mais: “Sempre fez dos amigos da Imprensa a sua verdadeira família. Imparcial e verdadeiro. Idealizador e seguidor do futurismo. Destacável líder profissional, sereno e vencedor de obstáculos. Enfim, Clemildo é tudo isto e muito mais... Chegamos a conclusão de que, não foi por acaso que um dos seus colegas o cognominou de “GENTE QUE FAZ A DIFERENÇA”! É um amigo de verdade!
Eric Berne, psiquiatra norte-americano, disse que “quanto mais cedo se fizer novos amigos, mais cedo você terá velhos amigos”. E é verdade, nunca é cedo (ou tarde) para se fazer amigos, mas procurando fazê-los cedo, só temos a ganhar. Um amigo é alguém que não precisa de palavras, um olhar basta, aliás, às vezes nem um olhar é preciso...
Voltaire disse que “todas as glórias deste mundo não valem um amigo fiel”. Clemildo é amigo fiel, portanto não o comparo com nada deste mundo (a salvação é coisa do outro mundo), sua amizade nos fazem felizes pelo simples fato de saber que ele existe...
Estou lhe escrevendo para dizer que não lhe esqueci, é que a vida tem nos colocado distante. Depois desse episódio, a minha admiração por você aumentou ainda mais.
Ah, amigo João Costa, se eu pudesse, recriaria o mundo para nós revivermos juntos o Rio Piancó, a rua do Cachimbo Eterno, o Ginásio Diocesano, a Praça da Matriz, a Praça do Centenário, a Corda de Tarzan, o Açude de Nova Vida, a Voz da Cidade, o Lord Amplificador, as nossas farras, aquelas nossas risadas e brincadeiras de uma Pombal que já não existe mais.
Sabes muito bem que as nossas famílias eram muito próximas. A minha avó “Sá Bernardina” era comadre da sua avó Maria “Menande” – era madrinha de fogueira do seu pai Chicó. Pois bem, a minha avó sempre dizia para mim e Massilon: “Cuidado com as amizades!”. Mas, aprovava totalmente a nossa amizade com vocês. Por isso mesmo é que eu, Massilon, Zé Costa e você - fomos sempre amigos.
Amigo João Costa, ainda me lembro do rádio grande que tinha na sua casa, para onde eu ia ao lado de seu irmão José Costa ouvir a Rádio Clube de Pernambuco falando para o mundo e a Rádio Jornal do Commércio. Tenho saudades daqueles tempos... Sabe aquelas histórias? Eu e Massilon guardamos todas na memória, não as esquecemos jamais. Nossos rumos mudaram, mas não se perderam; ainda estou com as mesmas convicções e tenho certeza que você e Zé Costa ainda estão aí também.
Alguém pode perguntar qual a razão desta carta? Públio Siro disse certa vez: “Censura teus amigos particularmente, e louva-os em público”. Enfim, você João Costa, e Clemildo são meus amigos e “amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito... dentro do coração”.
Maciel Gonzaga

CLEMILDO BRUNET RECEBE MEDALHA EPITÁCIO PESSOA


11/06/2010

Tive a grata satisfação de participar, ontem, na Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba de sessão especialíssima para homenagear meu grande e querido amigo Clemildo Brunet que foi agraciado com a mais alta comenda daquela casa, a Medalha Epitacio Pessoa.
Além da alegria de rever o amigo Brunet, tive o prazer de conhecer o Pastor presbiteriano Clodoaldo Brunet ( sobrinho de Clemildo ), o Engenheiro Paulo Abrantes (um dos principais organizadores do evento) e irmão do tambem querido amigo Carlos Abrantes; estavam lá várias autoridades e pessoas do povo para render homenagem aquele a quem podemos chamar de "o pai do rádio sertanejo". Vi tambem o renomado jornalista João Costa um dos discipulos do Clemildo, bastante emocionado com a homenagem ao mestre, acontecimento que ele pessoalmente se empenhou muito.
Foi realmente um momento especial, e para o nosso portal, motivo de orgulho, pois, Clemildo é um de nossos mais importantes colunistas.
Parabéns Clemildo!
Forte abraço,
Eliezer Gomes

PARABÉNS CLEMILDO!

Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Clemildo fez o que muitos fizeram em todo o sertão paraibano, quando mais havia a necessidade de se comunicar e os canais não eram tão democratizados, amplos e de fácil acesso o quanto é hoje.
Mesmo em meio as dificuldades, principalmente técnicas, foram poucas as cidades, nos anos 50 e 60, que não tiveram um serviço de difusora onde as pessoas mandavam seus recados. Estes sistemas de difusoras anunciavam do nascimento a morte de pessoas nas pequenas e bocólicas cidades sertanejas.
Algumas funcionavam apenas nas quermesses e festas de padroeiras e outros, mais ousados, o ano todo. Mas, entre todas, só as criadas e dirigidas por Clemildo se destacaram de forma que mais de 20 anos depois de “fechar”, o seu criador e as suas criações ainda são destaques em crônicas, citados no meio radialista e homenageado como agora aconteceu, quando recebeu a Comenda maior do nosso Estado: a Medalha Epitácio Pessoa.
As pessoas que se destacam no que fazem normalmente apresentam um “diferencial”, um “q” que o torna único no meio da multidão. A grande pergunta é, por que o nome Clemildo, sem “sair de Pombal” sem precisar deixar a cidade ganhou a Paraíba? Por que o nome de Clemildo virou sinônimo de radiofonia na Paraíba, quando a própria cidade de Pombal não tem esse título que no sertão paraibano sempre pertenceu a cidade de Cajazeiras? São perguntas que nunca serão totalmente respondidas, mas arriscaremos.
O nome do Radialista e administrador Clemildo cresceu tanto quanto os seus feitos, isto por que seus feitos foram de mestre no sentido amplo da palavra. Mestre dizem, é aquele que fácil aprende. E Clemildo, talvez sem se dá conta, aprendeu logo que, em uma cidade onde não se ofereciam muitas oportunidades para os jovens aprender um oficio, ele poderia abrir as portas da sua “difusora” e formar radialistas e controladores de som. Claro que não para atuarem em Pombal: não havia mercado para tantos e ainda não há.
Esta visão de futuro fez do Clemildo um mestre, um exemplo e um destaque. Se desfez do egoismo e formou pares: os melhores. Quantos radialistas, locutores e técnicos de sons da velha e da nova geração citam Clemildo como seu mestre. Alguns que sequer tiveram a oportunidade de trabalhar com ele, assim o tem.
Esta homenagem mostrou dimensão do nome Clemildo Brunet no meio da radio difusão paraibana. Eu que sou fã do rádio - aprendi ouvindo o Lord Amplificador - nos dias que antecederam a homenagem, muitas foram as vezes que ouvi o seu nome citado por radialistas e, sempre com carinho: uma unanimidade em relação a outorga da Medalha Epitácio Pessoa.
Por tanto, nada mais justo foi esta homenagem a um fato e a uma personalidade que já havia sido reconhecida pelo povo do sertão. Como bom torcedor dos filhos da terrinha digo: “Eu já sabia”
Parabéns, Clemildo!
*Escritor Pombalense.

PROGRAMA "REVIVENDO" DA RÁDIO EDUCATIVA DO PARANÁ, PARABENIZA CLEMILDO PELA MEDALHA EPITÁCIO PESSOA.


Caro amigo Clemildo:
No programa "Revivendo" de domingo, dia 13, (que gravei na última quarta-feira), mencionei seu nome e abaixo envio cópia do texto.
Aproveito para cumprimentá-lo, mais uma vez, pela merecida homenagem que recebeu da Assembléia Legislativa da Paraíba. Fico feliz e envio ao amigo um abraço bem grande, desejando-lhe felicidades e muitas bênçãos de Deus.
Ubiratan.

Quero enviar um grande abraço para meu amigo Clemildo Brunet, da cidade de Pombal, na Paraíba. Há muito tempo mantemos contato pela Internet e eu tenho por ele uma grande estima. Radialista veterano, uma longa carreira dedicada à radiofonia paraibana e à cultura do seu Estado, Clemildo Brunet de Sá recebeu dia 10 último merecida homenagem da Assembléia Legislativa da Paraíba com a outorga da Medalha Epitácio Pessoa, a mais alta honraria daquela casa legislativa. Ao enviar ao amigo Clemildo Brunet os meus efusivos cumprimentos, eu quero cumprimentar também o Deputado Ricardo Marcelo, presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, e o deputado Dinaldo Wanderley, pela elogiável iniciativa de homenagear um radialista de valor como o Clemildo. A todos agradeço o convite para a cerimônia e com admiração e respeito envio, a junto votos de felicidades, o meu grande e fraterno abraço.

MENSAGEM DE Mª DO BOM SUCESSO DE L. FERNANDES, NA OUTORGA DA MEDALHA "EPITÁCIO PESSOA" A CLEMILDO, PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA PARAÍBA.

Ilma. Deputada Socorro Marques DD. Presidenta desta Solenidade.
Mui admirável deputado Dinaldo Wanderley

Ilustres Parlamentares

Autoridades presentes

Senhoras e Senhores

Honrados convidados.

Nobilitado Radialista Clemildo Brunet de Sá.

Sinto-me, deveras, envaidecido e honrado, neste momento solene.
Duas coisas me fazem sentir assim, neste evento: a primeira é a subida honra de representar a ilustre conterrânea professora, poetisa, escritora e presidente da Academia de Letras de Pombal Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes; a segunda é poder dizer da minha satisfação em me fazer participante desta merecida homenagem que é prestada pelo Poder Legislativo da Paraíba, atendendo propositura do ilustre Deputado Dinaldo Wanderley, ao meu amigo de infância e camarada de muitas jornadas – Radialista Clemildo Brunet de Sá.
É o nosso sertão querido fazendo parte deste momento, tendo o seu valor reconhecido pelos senhores.
Sinto-me, realmente, lisonjeado em poder representar a minha querida cidade de Pombal e a minha amiga Professora Maria do Bom Sucesso, na homenagem que fazemos ao amigo comum – Clemildo Brunet.
Deste e de suas qualidades, melhor lhes dirá a autora da saudação, que, impossibilitada de estar presente, delegou a este escriba que lhes fala, a honra de representá-la, dizendo de suas emoções, que são minhas também, em fazer tal pronunciamento.
Sem mais delongas, para não lhes privar das sábias palavras da Professora Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes, vamos ao seu pronunciamento...
“Por impossibilidade de saúde, deixo de fazer-me presente a esta simbólica e importante solenidade, porém confirmo que a minh`alma vibra fortemente com todos os presentes neste recinto.
Na condição de Representante da “Academia de Letras de Pombal”; da Associação Poética Pombalense, “Professor Newton Pordeus Seixas”, entidades culturais que enobrecem a minha Terra e, sobretudo da honra de Madrinha da Comunicação e dos Comunicadores de Pombal, cumpre-me o dever e a satisfação de regozijar com Clemildo Brunet de Sá, compatrício, amigo e companheiro na Jornada da Comunicação, que ora é contemplado com a Medalha e Diploma “EPITÁCIO PESSOA”, mais alta honraria deste célebre Poder Legislativo da nossa amada Paraíba.
Permita-me, em primeiro plano, Senhora Presidenta, demonstrar a ansiedade que alimento há vários anos, de conhecer este Majestoso Recinto onde se elaboram as Leis do nosso Estado.
E, nesta oportunidade, faço jus o meu agradecimento a votação unânime deste Corpo Legislador na contemplação de uma honrosa “Moção de Aplausos” a minha segunda Obra Literária: “Parabéns Pombal! História Viva da Comunicação” propositura honrosa do ex-deputado: Dr. Vituriano de Abreu. A ele todo o meu carinho, reconhecimento e a minha gratidão.
Senhora presidenta e demais amigos, há fatos que merecem apagar das nossas memórias, porém, estes que no momento conhecemos devem ser eternizados porque significam a grandeza das autoridades que sabem avaliar o mérito dos homens. Estes dois representantes, de Patos e Cajazeiras, merecem a nossa louvação.
Meu afilhado radialista, Clemildo Brunet de Sá, anfitrião desta solenidade, dispensa de mim um relato, se bem que, a nossa Paraíba conhece a sua ilustrada história de radiofonia e comunicação. Admirável homem de credibilidade inabalável, fiel no que realiza humilde e atencioso, por isso é merecedor de sucesso. Sempre fez dos amigos da Imprensa a sua verdadeira família. Imparcial e verdadeiro. Idealizador e seguidor do futurismo. Destacável líder profissional, sereno e vencedor de obstáculos. Enfim, Clemildo é tudo isto e muito mais, pois conheço a sua idoneidade moral, profissional e social. Chegamos a conclusão de que, não foi por acaso que um dos seus colegas o cognominou de “GENTE QUE FAZ A DIFERENÇA”!
Clemildo dedicou toda a sua vida em prol da comunicação, até hoje, trabalha com dedicação e ergue a sua bela história com muito amor e galhardia.
O nosso querido Clemildo é um orgulho da Imprensa paraibana e pombalense, introdutor da Radiofonia e Comunicação da nossa Terra, fatores prioritários na vida do nosso povo, por isso o consideramos de Ícone.
Amado Clemildo, a sua glória continuará até chegar ao ápice dos seus sonhos: editar um livro com toda a trajetória da sua vida na comunicação.
Agradecemos a este magnânimo Poder Legislativo em nome da nossa querida terrinha esta manifestação carinhosa e o reconhecimento proposto pelo ilustre deputado Dinaldo Wanderley, condecorando o nosso querido irmão Clemildo Brunet de Sá com a Medalha e Diploma “EPITÁCIO PESSOA”, insígnias honoríficas, isto é, mais alta honraria deste Distinto Poder.
Parabéns, Clemildo! Pela dignidade desta condecoração que também promove brilhantemente e orgulha Pombal, nossa terra natal.
Hasteemos, portanto, a nossa linda e justa Bandeira de APLAUSOS A CLEMILDO BRUNET DE SÁ, INSIGNE PRECURSOR DA COMUNICAÇÃO POMBALENSE.
Satisfeita:
Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes
Professora, Poetisa e Escritora pombalense

A MEDALHA MERECIDA DE CLEMILDO E O ASILADO.


A medalha merecida de Clemildo e o asilado

Publicado por João Costa em 11/06/2010
17h46 Atualizada em ( 11/06/2010
17h46 )

Sou avesso em cobrir sessões especiais na Assembleia Legislativa para entrega de medalhas ou comendas, embora faça cobertura dos trabalhos legislativos para este portal de notícias. Sou avesso porque geralmente, os agraciados sequer são merecedores, geralmente quando recebem títulos de Cidadão Paraibano ou a Medalha de Epitácio Pessoa.
No caso de Clemildo a história foi diferente. Além de justíssima, a homenagem ao jurássico radialista foi belíssima. Justa por reverenciar um profissional de longeva trajetória e contribuição ao rádio paraibano e à imprensa paraibana de um modo geral. Uso a palavra contribuição para poder me inserir nessa trajetória. Desembarquei na redação do Correio da Paraíba em novembro de 1987, de lá saindo também em novembro de 2000. Já entrei como editor setorial. Para enfrentar as feras de então, fui buscar na experiência radiofônica vivida por mim no Lord Amplificador no final dos anos 60.
Na solenidade, o Clemildo lembrou que eu mesmo afirmara que entrara no Lord como “parasita”. Depois puxei pela pouca memória e lembrei que jamais eu teria usado a palavra “parasita”, erudita demais para o garoto pombalense estreante no rádio. A palavra que usei foi “asilado” termo muito comum em Pombal naquela época para designar desocupados em mesas de sinucas da cidade. Bem, tanto faz como tanto fez, porque asilado é o mesmo que parasita.
No Lord, fui de controlista a apresentador, mas o que me marcou mesmo foram as reportagens policiais feitas na Cadeia Pública. Nessas reportagens ouvia todos os lados, polícia, acusado e vítimas, geralmente quengas do rói couro, onde acabei me familiarizando com elas, as quengas.
Hoje, no mundo da espetacularização da notícia, o fato importa pouco, as versões do fato importam mais. No Lord aprendi apurar uma notícia, e isso agradeço ao jurássico Clmeildo Brunet – com o t aberto. Continuo valorizando os fatos, ferramenta importante no jornalismo e que capturei nas reportagens do Lord.
Talvez os pombalenses de hoje ignorem Clemildo, e se assim o fizerem, debito em conta ao grau de ignorância que deve ter tomado conta da juventude da minha terra natal.
Quando olho para o passado, e recordo que aprendi a ler jornal no Lord Amplificador, que me envolvi na luta pela liberdade e contra a ditadura lendo O Pasquim no Lord, um jornalzinho que chegava a Pombal uma vez por mês, isso quando estudantes universitários levavam de João Pessoa para organizar movimento estudantil no grêmio do Colégio Diocesano, que não existe mais, que considero um crime inominável da Igreja Católica, especialmente da Diocese de Cajazeiras. Este e outros crimes contra Pombal ficam por conta de historiadores, o que interessa aqui, é que foi o Lord do Brak – nome do cachorro do Clemildo – que me deu régua e compasso para atuar onde hoje atuo.
Foi uma homenagem justíssima. Vi por lá, o W.J.Solha, um paulista pombalense que mais orgulha Pombal do que São Paulo, seu estado de origem; vi por lá o Carlos Abrantes, Otacílio Trajano, juízes, desembargadores, professores universitários, todos discípulos ou reconhecedores de Clemildo como um dos pombalenses mais ilustres, e que ainda vive no século 2001.
Amigo Clemildo. Haja o que houver, somos todos do século passado. Escrevo isso porque sei que o Brak hoje navega na internet, virou blogueiro, e ainda se faz respeitar, não mais pela Voz da Cidade, não mais pelo Lord Amplificador, mas pelo seu blog, que agora fala para o mundo, feito a Rádio Clube de Pernambuco.

Assim caminha a humanidade!

UMA JUSTA HOMENAGEM

POR MACIEL GONZAGA*
Profissional competente e dedicado, radialista sério e responsável, que orgulha a cidade de Pombal e o Estado da Paraíba. Isso é o mínimo que podemos dizer de Clemildo Brunet de Sá, este jovem de 61 anos, que tem pautado vida com integridade e correção.
A homenagem que a Assembléia Legislativa da Paraíba lhe prestou na quinta-feira (10), com a entrega da Medalha Epitácio Pessoa – propositura de autoria do deputado Dinaldo Wanderley (PSDB), que não é pombalense, mas se antecipou a outros parlamentares da terra – é o reconhecimento pelos seus serviços e méritos excepcionais, pelos “relevantes serviços prestados à coletividade face à profunda contribuição cultural dada à comunidade sertaneja”, é uma homenagem digna e meritória.
Clemildo é o primeiro radialista sertanejo a receber a mais alta comenda do Estado concedida pela Assembléia Legislativa. Nascido em 1949 na cidade de Pombal (Alto sertão paraibano), o radialista Clemildo Brunet começou cedo no rádio. Nos anos 60 iniciou a vida profissional na Rádio Difusora Maringá. Logo depois, em Pombal, montou sua própria emissora, a rádio Voz da Cidade. O estilo e a dinâmica com que atuava serviram de referência.
Para todos os seus adeptos na seara da comunicação – e olhe que são muitos e muitos, inclusive eu – Clemildo, ou “Brack” como nós carinhosamente o chamamos é o grande homem da comunicação sertaneja paraibana. Sempre foi parceiro de todos os seus amigos e somou esforços com a cidade de Pombal em favor do Rádio e da Comunicação. O reconhecimento ao trabalho de Clemildo é de suma importância para a classe de comunicadores do rádio, pois mostra quanto a comunicação oral é indispensável para a vida, o progresso e o desenvolvimento dos povos contemporâneos.
Alguém, com muita propriedade, já disse que “os inimigos do comunicador são os mesmos, são os inimigos da democracia e do Estado Democrático de Direito”. Esta homenagem a Clemildo é para ser compartilhada com todos do Velho Arraial de Piranhas, por se tratar de um momento ímpar para a comunicação.
Entendo – e aprendi com Clemildo – que comunicar é compartilhar talentos e responsabilidade a favor da sociedade. Felizmente, nesta ocasião, o Parlamento – “chão sagrado da Democracia e território da Liberdade” - Poder este que temos o maior respeito dentro da clássica e incontestável teoria da divisão tripartite do poderes, o mais aberto, o mais transparente, o mais visceralmente vinculado às paixões das ruas e das praças, faz tão justa homenagem, a quem tem dedicado toda sua vida à Comunicação Sertaneja.
Infelizmente, por compromisso anteriormente assumido, não pude comparecer a homenagem a Clemildo, por me encontrar em Brasília, de onde escrevo estas linhas. Mas, como conhecendo Clemildo Brunet de Sá como pouca gente conhece, sei da sua felicidade. E a Paraíba pode ter a certeza de que esta homenagem para ele não é apenas um diploma, que será aposto na parede. Vai ser muito mais. Vai ser um compromisso, ao lado de todos aqueles que querem ver esta terra crescer: de luta, de coragem e de vontade de fazê-la cada vez maior. Parabéns, Clemildo, VOCÊ MERECE ESTA HOMENAGEM!
*Jornalista, advogado e professor. Natal RN.

CLEMILDO BRUNET RECEBE MEDALHA EPITÁCIO PESSOA

10/06/2010

Clemildo Brunet recebe medalha Epitácio Pessoa
Em sessão solene bastante concorrida o radialista Clemildo Brunet de Sá recebeu hoje, no Plenário Deputado José Mariz, a Medalha Epitácio Pessoa. A propositura foi do deputado Dinaldo Wanderley (PSDB) que, na sua justificativa, disse que o profissional tem “Relevantes serviços prestados à coletividade” face à profunda contribuição cultural dada à comunidade sertaneja.
Nascido em 1949 na cidade de Pombal (Alto sertão paraibano), o radialista Clemildo Brunet começou cedo no rádio.
Nos anos 60 iniciou a vida profissional na Rádio Difusora Maringá. Logo depois, em Pombal, montou sua própria emissora, a rádio Voz da Cidade. O estilo e a dinâmica com que atuava serviram de referência. Foi professor da escola Oficina do Rádio, dando, assim, sua contribuição para a formação de muitos profissionais locais. Tornou-se uma referência tanto para radialistas quanto para os ouvintes. Ao longo da carreira trabalhou em praticamente todas as grandes emissoras de rádio da região, comandando programas de grande audiência. Clemildo é o primeiro radialista sertanejo a receber a mais alta comenda do Estado concedida pela Assembleia Legislativa.
A deputada Socorro Marques presidiu a sessão, que contou com a participação dos deputados Dinaldo Wanderley, do deputado Dunga Júnior, secretário da Gestão Governamental e Articulação Municipal, do desembargador Antônio Elias de Queiroga, e do ex-prefeito de João Pessoa, Antônio Carneiro Arnaud, atual diretor do Hospital Napoleão Laureano (João Pessoa). Autoridades, profissionais do rádio e admiradores do radialista também estiveram presentes, dentre os quais o coronel Kelson.
Em seu discurso, Clemildo Brunet fez um breve relato de sua ancestralidade e esclareceu sobre sua origem francesa, complementando com um histórico de vida profissional.
A jornalista Marcela Sitônio, presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), disse que a Imprensa paraibana se orgulha de ter Clemildo Brunet em seus quadros e que a homenagem era “mais do que merecida”.
Fonte: NONATO NUNES
SITE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA PARAÍBA

RADIALISTA RECEBERÁ MEDALHA EPITÁCIO PESSOA.

07/06/2010
Radialista receberá Medalha Epitácio Pessoa.


Será no próximo dia 10 de junho (quinta-feira), às 10h, no plenário Deputado José Mariz, a sessão solene de outorga da Medalha e do Diploma Epitácio Pessoa ao radialista Clemildo Brunet de Sá.

O deputado Dinaldo Wanderley (PSDB), autor da proposição, disse que o radialista tem “Relevantes serviços prestados à coletividade” e por essa razão, conforme disse, a concessão de tal honraria é “Justa e merecida”.

Fonte: Nonato Nunes
Site da Assembléia Legislativa da Paraíba.