CLEMILDO BRUNET DE SÁ

MENSAGENS DE PESARES E AGRADECIMENTOS...

Cessa Lacerda (Foto)
Prezado Clemildo

Peço-lhe a gentileza de transmitir ao amigo Bibia e à toda a sua família meu profundo pesar pelo falecimento da amiga de infância Cessa de Ciço Gregório (como sempre a chamei). Ela foi uma incansável batalhadora pela cultura de Pombal e é um exemplo a ser seguido pelas novas gerações de nossa querida terra.
Espero que alguém de sua envergadura possa assumir os destinos da Academia Pombalense de Letras com a mesma garra e a mesma determinação com que ela sempre se portou. Pombal saberá reconhecer o seu valor.
Grato.
Um grande abraço.
Tarcísio Formiga

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Clemildo,
Visitei o blog e constatei o quanto dona Cessa era querida. Aliás, parafraseando o saudoso Raimundo Asfora, a morte está enganada, pois dona Cessa viverá depois dela, haja vista a grande mulher que foi em vida, exemplo de mãe, de esposa e uma educadora dedicada. Realmente foi uma perda inestimável.
estive no velório aqui em João Pessoa, mas não tive condições de comparecer ao enterro, todavia, nossa família se fez presente na pessoa da estimada mãe Onélia.
Onaldo Queiroga.

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socorro pombal. PB deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MEU QUERIDO POMBAL,":

Recebi à triste noticia da partida da minha amiga e irmã do coração Cessa. Li sua homenagem, e não me contive, crise de choro. Voltei à nossa infância, na Rua Nova. Onde crescemos juntas, participando das mesmas brincadeiras de roda. Aos domingos ao catecismo, e missa dominical. Sempre de mãos dadas. “Fomos amigas inseparáveis, Portanto meus irmãos mais velhos falavam ‘lá vem a corda e a caçamba”, pois estávamos sempre juntas. Duas meninas puras e inocentes. Não posso continuar, Sinto como se ela tivesse me chamando. Corrinha, vamos brincar!. Paulo muito obrigado, por tudo, Apesar de quando se fala a verdade. não devemos agradecer. Minha amiga é tudo e muito mais. como ser humano. Um abraço da conterrânea e amiga
Socorro de Pombal

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LUCIANO deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MENSAGEM DE PESAR PELO FALECIMENTO DE CESSA LACERD...":

Severino, brilhante como sempre em sua homenagem a Dona Cessa Lacerda.

Postado por LUCIANO no blog CLEMILDO, COMUNICAÇÃO E RÁDIO! em 27.2.11

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LUCIANO deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MEU QUERIDO POMBAL,":
gostaria de parabenizar Paulo Abrantes pela belíssima homenagem a dona Cessa Lacerda.
Luciano Abrantes
Postado por LUCIANO no blog CLEMILDO, COMUNICAÇÃO E RÁDIO! em 27.2.11

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HIPERFARMA BOM SUCESSO deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MEU QUERIDO POMBAL,":
Dr. Paulo Abrantes, nossa familia agradece de coração suas palavras no texto "Meu Querido Pombal", pois nele contém um sentimento puro e verdadeiro sobre a nossa inesquecível, esposa, mãe, avó, sogra e amiga.
Bibia, filhos, noras, netos e amigos
Patos PB, 27.02.2011
Júnior Bom Sucesso.

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HIPERFARMA BOM SUCESSO deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MENSAGEM DE PESAR PELO FALECIMENTO DE CESSA LACERD...":
Amigo e irmão Dr. Severino Coelho, ficamos gratos pelo seu texto no blog do Clemildo com a mensagem de pesar pelo falecimento de minha mãe; Saiba que sois um amigo especial de toda nossa familia. Um abraço fraterno
Patos PB, 27.092.2011
Júnior Bom Sucesso

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HIPERFARMA BOM SUCESSO deixou um novo comentário sobre a sua postagem "SOB FORTE COMOÇÃO CORPO DA ESCRITORA E POETISA CES...":
Estimado irmão JÚNIOR.
Não há nada que agradecer, pois, fiz apenas o meu dever como amigo e Cristão.
Fiquei impressionado como sua Mãe era querida na Cidade. Deveras eu já sabia, no entanto, pude comprovar "in loco".
Que o bom e fiel Deus continue vos abençoando, sobretudo, tarzendo-vos o conforto pela perda irreparável da mulher notável, CESSA LACERDA.
Mas, a verdade JÚNIOR, é que Dona CESSA não cessa, ela continuará na doce lembrança de seus admiradores e a sua história não se esquecerá.
Assim, neste momento, me associo aos Pombalenses no soluço e na dor pela passagem súbita da Poetisa, mas também, para aplaudir a história belíssima de vida que ela escreveu com gestos nobres.
Forte abraço e que Deus te fortaleça sempre. Shalom.
Patos PB, 27.02.2011
JÚNIOR BOM SUCESSO
Clemildo são palavras de conforto do meu Pr. e amigo Marcos Dias Novo, desejo que publique

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Caro Clemildo!
Lí seu blog, nele os retratos pintados por Paulo Abrantes sobre Dona Cessa e Severino Viana sobre Dona Ivanil são suficientes para expressar essas perdas para a cultura pombalense, a primeira foi professora de Sonia e a segunda minha diretora no João da Mata. Seremos eternamente gratos aos ensinamentos dessas duas mestras. A formação deixada por essas criaturas iluminadas hão de produzir frutos a fim de continuarem com as estruturas implantadas em nossa cidade. A Academia de Letras tenho certeza que será tocada. Lembro-me da homenagem do Troféu Imprensa, lá estava eu com Dona Jesus observando a lenta caminhada de Dona Cessa pois havia submetida a uma cirurgia do coração. O calendário citado por Severino Viana de autoria de Prof. Ivanil foi de uma perfeita maestrina. Sugiro ele detalhar no seu blog aquela pintura de trabalho. Da produção da Profa. Cessa só me falta o DVD.
Abraços e continue seu trabalho exemplar.
Carlos Medeiros

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Amigo Clemildo, fiquei muito grato a você! Não sei como lhe agradecer pela sua gentil atitude de ler a minha singela mensagem no velório. Só você tem essa sensibilidade de avaliar a importância daquele momento. Não pude comparecer pois já vinha de uma longa viagem, mas você fez a minha presença neste momento de tristeza para Pombal. Clemildo estou muito sentido com esta notícia repentina, não esperava um desfecho tão rápido. Gostaria que você me dissesse o motivo da doença e a consequente morte repentina. Pois Ana Rosa falou com ela antes de viajar e tudo parecia normal. Abraços e meus sinceros agradecimentos pela linda postagem. Dos amigos Paulo e Ana Rosa.

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De: Carlos Medeiros
Data: 27 de fevereiro de 2011 21:04
Assunto: Re: Meu querido Pombal
Para: Paulo Abrantes de Oliveira

Paulo Abrantes!
É muito triste tomar conhecimento dessa tragédia que se abateu sobre Pombal. Mais uma pessoa de eloquente cultura está indo morar na Morada do Senhor. Certeza tenho que de lá continuará apadrinhando seus diletos alunos.
Naquela mesa onde se reunia com os demais acadêmicos está faltando ela, Dona Cessa Lacerda.
Minha familia mantêm laços afetivos pois Bibia foi nosso vizinho na Padre Amâncio Leite.

Saudades a Dona Cessa.
Abraços
Carlos Medeiros

MINHA ADORADA IRMÃ CESSA

(Expedito de frente ao Centro) Foto

Moama na leitura do texto (Foto)
EXPEDITO LACERDA*

Chegou a hora e o Altíssimo lhe chamou para ficar com ele, para reencontrarem-se com os nossos pais, irmãos e amigos que lá como cá estão presentes.

Todos que aqui ficamos vamos nos lembrar dessa mulher forte, guerreira, sensível, inteligente, boa esposa, mãe, tia, avó, irmã, cunhada e amiga.

Todos nós temos boas lembranças de você. Eu, particularmente, jamais vou esquecer a sua maneira carinhosa de me chamar “DITÃO”. Isto me dava à sensação de ser uma fortaleza que neste momento me falta. O DITÃO chora, sentindo a sua partida.

Quando você chegou a nossa casa, pela última vez, observei que todos os dias pela manhã, vinham uns rouxinóis cantar no jardim. Curiosamente, ontem e hoje eles não vieram cantar. Agora sei, o canto deles era para você, para alegrar os seus curtos dias. Era uma homenagem a sua alma de artista e poetisa. A ausência do canto dos rouxinóis, ontem e hoje de manhã, era porque a essa altura você estava ouvindo outras músicas, a música dos anjos celestiais.

Fique com Deus, minha irmã, com sua Paz Infinita. Que as lágrimas e saudades de sua família iluminem cada vez mais sua nova morada e revertam em conforto ao espírito de cada um de nós. O exemplo que você nos deixou viverá em nós para sempre.

Nós familiares agradecemos as homenagens prestadas à CESSA, neste momento de tão grande dor.

Mensagem lida por MOAMA, sobrinha da poetisa Cessa e filha de Expedito Lacerda por ocasião da Missa de corpo presente na Academia de Letras de Pombal.

Pombal - PB, 25/02/2011

*Professor e irmão da Poetisa Cessa Lacerda.

MEU QUERIDO POMBAL,

Cessa, Ana Rosa, Paulo e Bibia
ESTÁ DE LUTO A POESIA!

Paulo Abrantes de Oliveira*

A morte de Dona Cessa nos pegou de surpresa! Ouvem-se gritos de dor e de espanto com a morte da mais querida poetisa de Pombal, Maria do Bonsucesso de Lacerda Fernandes, ou Cessa Lacerda. É Pombal que soluça mergulhada no seu pranto! Os sons das saudades crescem! Os pássaros emudecem no seu silêncio profundo! Está de luto a poesia, porque Cessa renuncia as ilusões deste mundo, deixando para trás seus amigos, conterrâneos e familiares. Professora extraordinária, oradora grandiosa e poetisa fenomenal no improviso de repentes poéticos, líricos nas ocasiões festivas de nossa cidade, sobretudo na Academia de Letras de Pombal, onde era Presidenta, era lá, que ela encantava seus membros transmitindo alegria, emoção e beleza vindas da alma, nascidos aos sons dos aplausos de seus versos improvisados.

É sábado, o céu está tristonho nas asas dos versos, parte a poetisa para sempre buscando a casa de Deus! Irá viver entre arcanjos, versejar para os anjos, lançar das rimas sementes e espalhar na eternidade a sublime claridade do fogo de sua poesia. Enquanto Pombal chora sua inesperada partida lembrando a morte da estrela que iluminava o nosso sertão! Seus alunos e poetas estão unidos, pesarosos, compungidos, irmanados, dão-se ás mãos á luz da fraternidade, para um culto de saudade à maior de suas irmãs!

Adeus, Dona Cessa, Deus te guie na tua eterna morada! A minha terra que é tua, vive saudosa enlutada lamentando o tempo inteiro a morte de sua poetisa, da professora genial, pura, incomum! Fizestes amizades por toda parte, por residências que guardam reminiscências dos fulgores, dos lampejos, do gorgeio extraordinário dos blogs que escrevestes, do de Clemildo o preferido, destes show de inteligência, levastes muitas lições de amor e humildade! Sempre deixavas o rastro de seu talento, era de sublime inspiração, de segurança, firmeza, davas lições de beleza com a caneta na mão.

Tu te lembras Cessa, poetisa, quando eu li na Assembléia Legislativa, o seu discurso encantador saudando Clemildo, e o nosso povo aplaudiu a beleza da tua poesia em lírica prosa? Agora, Cessa, o silêncio para sempre te envolveu na travessia da vida, a morte te surpreendeu do teu modesto universo feito de rimas poéticas rasgando o brumoso véu, para rompendo os espaços com a caneta na mão, recitar versos no céu! Enquanto feliz adentras a Mansão Celestial, a solidão toma conta da tua terra natal! Pombal está chorando!

Receba Dona Cessa, esta mensagem derradeira da saudade de teu povo, que na dor da despedida deseja que se lembre de rogar por nós quando estiveres nos braços de Deus! Agora longe de nós e dos teus, de seu esposo Bibia, de seus filhos, Junior, Francimar, Tim, Rominho e Candinha, tu só recitas para Deus na sala da eternidade! Na certeza de que um dia nos encontraremos por lá!

João Pessoa, 26/02/2011

*Engenheiro Civil e Escritor pombalense

SOB FORTE COMOÇÃO CORPO DA ESCRITORA E POETISA CESSA LACERDA É SEPULTADO EM POMBAL!

Sob forte comoção e grande acompanhamento de parentes e amigos, foi sepultado na manhã desta sábado 26/02/2011, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo de Pombal, o corpo da Escritora, Poetisa e Professora Maria do Bom sucesso de Lacerda Fernandes.
Às 09 horas houve Missa de Corpo Presente celebrada pelo Pe. Ernaldo, no Salão Nobre da Academia de Letras de Pombal, oportunidade em que vários representantes de seguimentos da sociedade usaram a palavra enaltecendo as virtudes e os relevantes serviços prestados a Pombal nas áreas da Cultura e Comunicação por dona Cessa, até mesmo em meio a convalescença da enfermidade de que fora acometida; a exemplo do que aconteceu com seu último trabalho um documentário em DVD em que dedicou o poema "Amor a Pombal", por ocasião de mais um aniversário de nossa cidade, fato ocorrido no dia 21 de julho do ano passado tendo sido exibido em praça pública.
Abaixo um slides com fotos do Funeral de D. Cessa:

MENSAGEM DE PESAR PELO FALECIMENTO DE CESSA LACERDA

CESSA E BIBIA
Por Severino Coelho Viana

A morte é a maior verdade, mesmo que esteja esquecida, ela bate à nossa porta, mas sempre nos pega de surpresa, por mais longa que seja a existência do ente vivo.

A repentina notícia do falecimento da professora e poetisa, Cessa Lacerda, abalou não somente a estrutura física da Academia de Letras de Pombal, casa da imortalidade dos vivos, por ser a sua presidente, mas os seus membros e setores da cultura pombalense, pela perda irreparável da nossa estimada amiga.

Particularmente, sentimos profundamente a sua triste partida pela ligação constituída nos nossos laços de amizade, que a cada dia, aumentavam e se consolidavam no decorrer de nossas vidas, fazendo uma perfeita conjugação entre o sentimento de amizade e o sentimento poético.

A bandeira de Pombal, simbolizando o nosso Município, amanheceu com uma tarja preta, pois Cessa Lacerda foi uma pessoa atuante, comprometida e participativa no seio cultural, quando muitas e muitas vezes, sacrificou o seu vigor físico com a finalidade de deixar o seu contributo nos eventos culturais.

A sua labuta nas salas de aulas, à época, que o giz era o instrumento usado no quadro negro, será reconhecida pelos seus alunos e todos os companheiros de magistério, legado que ficará na memória daqueles com quem foi compartilhado.

A radiofonia perdeu a sua madrinha, os sonhadores da poesia acordarão mais cedo pela dor do tormento, os seresteiros da noite cantarão o hino de despedida e os seus amigos manterão para que seja preservado um mundo de paz que tanto desejava para nossa coletividade.

Na arte literária, que nos últimos dias, ela vivia de dedicação exclusiva, sentirá a ausência dos seus conselhos e suas palavras carinhosas os versos entoarão a rima de tristeza. Hoje é um dia que a prosa não tem significado e a poesia não se aperfeiçoa à rima, pois falta a estrofe de beleza e de encantamento.

Finalmente, dirigimo-nos aos seus familiares a nossa mensagem de pesar ao esposo Bibia Fernandes, os filhos, noras e netos, extensivos aos demais familiares que passam por este momento doloroso. Recebam o nosso abraço de solidariedade humana como um bálsamo aliviador.

A bondade residual que carregava no coração dela já deixa um alento para a nossa fé, pois o seu lugar de calmaria já estava reservado na Casa do Pai.

João Pessoa – Pb, 25 de fevereiro de 2011.

Severino C. Viana (Foto)
SEVERINO COELHO VIANA

CESSA LACERDA: LEGADO DE ÓTIMAS LEMBRANÇAS DE ALEGRIA E COMPANHEIRISMO!

Todos nós lamentamos a morte de Dona Cessa Lacerda. Pombal chora! Perdemos uma grande amiga, conselheira. Perdemos todos, um ser humano admirável, uma escritora imensa, zeladora apaixonada da cultura e da história pombalense. Mãe de família exemplar que nos deixará muitas saudades. Esperamos que Dona Cessa descanse em paz pois, com certeza, o seu exemplo de vida continuará no meio de nós.


Na última visita que fiz a Pombal, acompanhado de Clemildo Brunet, estivemos visitando Dona Cessa e Bibia Fernandes, em sua residência, oportunidade em que conversamos sobre assuntos diversos, principalmente o incremento da cultura local, o resgate da história da cidade, das figuras e dos fatos que tanto enriquecem a nossa terra.

O seu legado nos deixa somente ótimas lembranças de alegria e companheirismo. Perda irreparável. Paz à sua alma e o consolo de Deus a sua família.

Maciel Gonzaga de Luna
Advogado - Natal/RN

A COMUNICAÇÃO DE LUTO: MORRE EM JOÃO PESSOA A ESCRITORA E POETISA POMBALENSE, CESSA LACERDA!


A COMUNICAÇÃO DE LUTO: MORRE EM JOÃO PESSOA A ESCRITORA E POETISA CESSA LACERDA!

Morreu por volta das 03 horas da manhã de hoje 25/02/2011, no Hospital de Traumas na capital do Estado,
a Poetisa, Escritora. Artista plástica, Madrinha dos Comunicadores de Pombal e Presidente da Academia de Letras, Srª MARIA DO BOM SUCESSO DE LACERDA FERNANDES. Seu corpo está sendo trasladado para Pombal onde se dará o sepultamento em hora ainda a ser definida pela família, e será velado no salão nobre da Academia de Letras de Pombal. A Bibia, esposo, Júnior, Cimar, Tim, Rômulo e Cãndida, filhos, noras e netos, as nossas condolências. Pombal perde nesta manhã uma das grandes incentivadoras da Cultura de nossa terra! D. Cessa, como era mais conhecida - foi grande colaboradora e mantinha uma parceria com este blog com os seus escritos literários!

D. CESSA – SAUDADES ETERNAS!

O Corpo da Professora, Escritora  e  Poetisa pombalense, Cessa Lacerda Fernandes, chegou a nossa cidade, por volta das 17 hs  está sendo velado no salão nobre da Academia de Letras de Pombal; neste sábado dia 26/02/2011 às 9 horas da manhã no mesmo local, será celebrada a Missa de corpo presente e em seguida o sepultamento no Cemitério Nossa Senhora do Carmo. A família enlutada agradece desde já as mensagens de condolências e o comparecimento de todos.

Clemildo Brunet - Radialista

CAUBY PEIXOTO, 60 ANOS DA VOZ E DO MITO DA ERA DO RÁDIO!

Clemildo Brunet (Foto)
CLEMILDO BRUNET*

Foi em 1949 ano em que nasci que aos 16 anos Cauby Peixoto começava os primeiros passos como cantor. Seus ensaios iniciais se deram em uns programas de calouros, como o chamado a “Hora dos comerciários” da Rádio Tupi, atuando logo em seguida como crooner em diversas boates do Rio de Janeiro. Até hoje paira um dúvida a respeito do ano de nascimento do cantor, 1931 ou 1934?

Por não haver alcançado a maioridade quando começou a cantar, Cauby aumentou sua idade para se apresentar nas casas noturnas e dizia que tinha 19 anos. Em alguns lugares o cantor se apresentava por trás da cortina e os freqüentadores tinham o prazer apenas de ouvir sua voz. Houve até ocasião de ter sido dispensado de cantar quando o proprietário da boate descobria sua verdadeira idade.

Se algumas fontes informam que Cauby Peixoto nasceu em 10 de fevereiro de 1934, outras, porém, dão conta que ele nasceu em 1931, (embora nunca tenha sido revelado pelo próprio cantor); no entanto, a televisão brasileira registrou e comemorou no dia 10 deste mês de fevereiro seus 80 anos de vida e 60 anos de carreira como intérprete da nossa música popular.

Cauby Peixoto Barros herdou de sua família a genes da música, seu pai tocava violão, sua mãe bandolim, os irmãos instrumentistas e seu tio grande pianista. Ganhou fama pelo seu timbre de voz grave e aveludado, bem como seu estilo que inclui figurinos e penteados excêntricos. Sua capacidade de interpretar músicas em inglês impressionou o empresário Di Veras, que criou aos poucos estratégias de marketing, da qual era constituída a maneira de se trajar, do repertório e apresentação de palco.

Cauby Peixoto (Foto)
Em 1951 gravou seu primeiro disco 78 rpm pelo selo Carnaval com o samba “Saia Branca” de Geraldo Medeiros, o disco continha a marcha “Ai Que Carestia” de Victor Simone e Liz Monteiro. Já em 1955 Cauby Peixoto gravou seu primeiro LP - Blue Gardênia uma música do repertório de Nat King Cole, nesse mesmo ano o mito da nossa música popular, foi escolhido “o melhor cantor do ano” pelo o Crítico Silvio Túlio Cardoso da coluna Discos Populares do Jornal o Globo recebendo como prêmio um “Disco de Ouro”.

O maior sucesso gravado por Cauby Peixoto é uma composição de Jair Amorim e Dunga, a gravação original é de 1956 e até hoje é interpretada nos shows como se fosse um hino de sua carreira. Não há uma apresentação de Cauby, que no final ele deixe de cantar a música Conceição.

Cauby Peixoto foi considerado pelas revistas "Time e Life" como: "O Elvis Presley brasileiro." Convidado para uma excursão aos EUA, onde gravou, com o nome de Ron Coby, um LP com a orquestra de Paul Weston, cantando em inglês. De volta ao Brasil, comprou, em sociedade com os irmãos, a boate carioca "Drink", passando a se dedicar mais a administração da casa e interrompendo, assim, suas apresentações.

Em 1955, o cronista Louis Serrano do jornal O Globo em sua coluna "Cartas de Hollywood" escreveu sobre ele: "Quem tem recebido elogios rasgados por aqui, é o jovem e modesto Cauby Peixoto. Não posso deixar de trazê-lo muitas vezes à minha coluna, sabendo como por aí devem estar seguindo os passos deste cantor que veio aqui gravar e está despertando tanto interesse que agora mesmo um caçador de talentos do Arthur Godfrey Show, de Nova York, anda procurando-o por toda a parte. É que Cauby veio para um hotel de Hollywood, o Knicherbocker, para ficar mais perto dos estúdios de gravação da Columbia! Se Cauby tivesse vindo para ficar, estou certo de que depois das apresentações iniciais que tive o gosto de lhe fazer e os contactos que lhe proporcionei, já teria um bom contrato. Mas o tempo limitado o tem feito perder boas propostas”.

Em 1959, retornou aos EUA para uma temporada de 14 meses, durante os quais realizou espetáculos, apresentou-se na televisão e gravou, em inglês, "Maracangalha" (Dorival Caymmi), que recebeu o título de "I Go". Numa terceira visita aos EUA, algum tempo depois, participou do filme "Jamboreé", da Warner Brothers. Cauby Peixoto diz ter se arrependido de voltar dos EUA, para o Brasil. Segundo ele, voltou por causa da saudade e da insistência de Di Veras para que voltasse.

Durante toda a década de 1960, limitou-se a apresentações em boates e clubes. Em 1970 reapareceu como vencedor do "Festival de San Remo", na Itália, classificando em primeiro lugar a música que defendeu, "Zíngara" (R. Alberteli, versão de Nazareno de Brito). Em 1971 participou do "VI FIC" da TV Globo, no Rio de Janeiro, cantando "Verão vermelho" (Sérgio Ferreira da Cruz).

Cauby Peixoto cercado de fãs (Década de 50)
Para se ter uma ideia de que Cauby Peixoto é um dos mais populares cantores do Brasil e um dos mais bem sucedidos remanescentes da era do Rádio, é preciso lembrar que no ano de 2000, ele sofreu uma intervenção cirúrgica para colocação de seis pontes de safena no coração e em 2001 o Jornalista Rodrigo Faour lançou o livro “Bastidores – Cauby Peixoto 50 Anos da Voz e do Mito”, obra biográfica, que recebeu os elogios da crítica especializada como uma das melhores ligadas à música da primeira década do século XXI.

Na última década, apesar de um problema de coração surgido no início dos anos 2000, Cauby continuou a se apresentar e a lançar seus trabalhos. Há cinco anos, gravou um DVD para comemorar seus 55 anos de carreira. Depois vieram Cauby canta Baden, Cauby interpreta Roberto Carlos e Cauby sing Sinatra. Há seis anos se apresenta semanalmente no Bar Brahma, na tradicional esquina das avenidas Ipiranga com São João. Os shows, sempre às segundas-feiras, já fazem parte do calendário cultural da cidade de São Paulo.

Cauby é assim. Calmo e sorridente, mas com garra. Desafia o tempo e qualquer limitação natural da idade. Parabéns pelo seu aniversário em dose dupla: 80 anos de vida, dos quais, 60 dedicados a carreira artística.

Este é o nosso Cauby, dele ouvi falar em meados dos anos 50, quando ouvia seus discos em uma radiola no Grande Hotel de Pombal, principalmente o Rock and’Roll, observando a coreografia alucinante do ritmo do nosso amigo José Costa - o gago de Chicó.

Pombal, 24/02/2011.
*RADIALISTA
Contato: brunetco@hotmail.com
Twitter @clemildobrunet
Web. www.clemildo-brunet.blogspot.com

COMENTÁRIO DE GRACINHA SANTANA SOBRE O TEXTO "A GLÓRIA DA PROFESSORA IVANIL".

Data: 23 de fevereiro de 2011 15:03
Assunto: Re: A Glória da Professora Ivanil
Para: Severino Coelho Viana

Prezado amigo Severino,

Agradeço pela linda crônica sobre D. Ivanil, ao tempo em que comungo em inteiro teor com as palavras ditas e escritas por quem soube reconhecer o bem e quem soube analisar a mestra Ivanil Salgado de Assis.
Será sempre, para quem a conheceu e recebeu seus ensinamentos, figura imorredoura nos corações que a compreenderam e que tiveram a honra de tê-la como" mestra" . Fui sua aluna no segundo ano primário no Grupo Escolar João da Mata (no prédio onde funciona, hoje, em Pombal, o Hospital Regional) e que felicidade sentia ao vê-la com toda aquela dignidade, com aquele porte e elegância, com a sabedoria que lhe era peculiar, ensinando Português. Foi com ela que aprendi o Hino Nacional, passado para a gente decorar como "dever de casa" e no outro dia dar como" lição " que ela interrogava. Até hoje, sei e canto, com muito orgulho, sem errar um verso, modéstia à parte, pois aprendi mesmo, ante a responsabilidade da mestra que sempre primou pelos bons princípios e bons ensinamentos.
Sei que está em bom lugar juntamente com os anjos do céu, transmitindo com amor e carinho os seus ensinamentos e certamente cantando e encantando com a voz bem entoada que Deus lhe deu . Foi um exemplo! Sem querer magoar os demais "mestres" certamente a história de D. Ivanil marcou a vida de muitos estudantes e de muitos amigos. Por sinal era muito amiga do meu pai, de saudosa memória.
É uma pena que fazia muitos anos que não a via e que depois de adulta não tive muita convivência com ela. Mas sempre que a encontrava, ela alegremente, me dizia, "como vai minha filha?" Mas... a vida leva-nos a caminhos diferentes porém o que é bom nunca esquecemos. Que Deus a tenha em bom lugar e da minha parte agradeço por você ter sido o porta-voz de tudo o que ela foi, pois merecia.
Desculpe por ter me alongado, A emoção me transportou ao passado e quis deixar aqui registrado o que nunca saiu da minha memória.
Um abraço da amiga. Gracinha Santana

A GLÓRIA DA PROFESSORA IVANIL

Severino C. Viana (Foto)
Por: Severino Coelho Viana

No período vespertino, quando aquecia os primeiros movimentos de minha caminhada diária, no espaço da orla marítima, na cidade de João Pessoa, observava atentamente as ondas ralas da praia onde um vento fino soprava a superfície das águas marinhas e fazia balançar as bordas do mar, que na minha visão se entrelaçava com as nuvens brandas que apareciam no ocaso, e, este mesmo mar me falava uma linguagem que eu tentava compreender, e a compreensão cada vez mais obscurecia.
De repente, no meio desta comunicação com a natureza, o telefone celular toca e na ocasião leio no visor o nome de Nachite. Atendi o telefonema orientado pelo espírito de tranquilidade, e ela me informava a triste notícia do falecimento da professora, IVANIL SALGADO DE ASSIS. Depois de tentar acalmar o viver de lástima que Nachite passava naquele momento doloroso, imediatamente, interrompi a minha caminhada, segui até a beira do mar, foi quando rolou a primeira lágrima dos meus olhos, então, me dei conta de que quem precisava ser confortado era o meu próprio ser. Sentei à beira do mar e comecei a refletir sobre aquela calmaria que a paisagem marítima findava na ofuscante luz do zênite. Com a cabeça erguida para o firmamento, naquele instante, compreendi perfeitamente a mensagem que o mar me queria transmitir.
As pessoas especiais carregam um dom, que pelo tamanho de sua grandeza é incomensurável, formando um elo de sustentação entre o bem recebido gratuitamente e o doado com desinteresse, carinho e gratidão, no convívio social, que se comunga com o bem servir, alcançando o campo transcendental dos mistérios Divinos, pois foi um presente ofertado pela natureza, que nós o chamamos de carisma.
Na missa do trigésimo dia, ajoelhados no altar de Nossa Senhora do Bom Sucesso, prestamos a nossa homenagem justa e merecida a emérita professora e notória cronista: IVANIL SALGADO DE ASSIS, que pela perfeição de sua dicção e o tom vibrante de sua voz, representava uma imagem carismática, amoldando a esfinge da sabedoria e enraizando o espírito da bondade, que vivificavam a sua espiritualidade, só podendo ser comparada a um canteiro embelezado de flores, mesmo que o jardim continue sendo regado pelas lágrimas da saudade.
Temos uma razão probante para assim fazê-lo pelo sentido de nossa afinidade, pois, a nossa homenageada é, nada mais nada menos, que a nossa madrinha de batismo. E ela como testemunha ocular do nosso crescimento humano e da nossa projeção social no seio da comunidade, que acompanhou de perto o passo a passo de nossa vida, certa vez proclamou em alto e bom som: “eu vi um raio de luz que baixou sobre a sua cabeça na pia batismal”.
A bênção que recebemos ainda criança no Templo de Deus, que assinalava o registro de uma vida na consagração no livro Divino, hoje, aparece de forma diferenciada, neste mesmo altar da Virgem Santíssima, quando rendemos a nossa homenagem derradeira, por intermédio de nossas preces erigidas pelo sentimento de fé. Só imaginamos a sua presença nas nuvens etéreas desconhecidas, porém vislumbramos a sua imagem espiritual sendo recebida pelo toque cristalino das cornetas dos arcanjos e a harmonia cadencial das flautas dos querubins anunciando a sua chegada á Casa do Pai.
As portas do mundo se abriram para receber uma pequena criança, no dia 11 de outubro de 1924, quando o choro de alegria ecoou no lar de Antônio Salgado de Araújo e Maria Arnaud Salgado (Mariinha). Logo no período da inocência e na fase da incompreensão das coisas do mundo, com apenas 03 (três) anos de idade, repentinamente perdeu a sua estimada genitora, indo morar e sendo criada no Assento da Pedra, considerada como neta por dona Doninha.
O curso colegial de formação, o antigo Curso de Madureza, concluiu no Colégio Nossa Senhora da Neves, na cidade de João Pessoa. Posteriormente, como uma exigência para lecionar, terminou o Curso Pedagógico na Escola Normal Josué Bezerra. Mestra por uma vocação inata cumpriu o papel de seu ideal, ensinou no Grupo Escolar João da Mata, onde por muitos anos foi Diretora Escolar e ensinou no Colégio Josué Bezerra, na cidade de Pombal. Na cidade de Campina Grande lecionou no Colégio Estadual João Moura e no Colégio das Damas, á época escola particular.
A realização do sonho de menina-moça acabou por encontrar a sua forma de concretização, casando-se com Geraldo Arnaud de Assis, no dia 28 de dezembro de 1950, na matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, celebrado pelo Monsenhor Valeriano, cuja árvore genealógica está constituída de Geraldinho, Olenka, Odilon e Ivanoska, estendendo-se os galhos da ramificação dos netos: Terceiro e Danuta, Carol e João Geraldo, Breno, Arthur e Caio, e, por último, Arthur José, cuja árvore na linha direta de descendência pelo embelezamento natural completou-se com a sua querida bisneta: Nara. A sombra desta árvore se estendia com o galho de sustentação que nós chamamos de Beca Bandeira, que o criou e tinha como filho, com um carinho especial que guardava na parte mais reservada do seu coração materno. No dia 19 de janeiro do ano em curso, depois de um prolongado desafio à ciência médica, partiu deste mundo para fixar-se como mais uma estrela a brilhar na esfera sideral.
A criança Nachite, que chegou logo cedo em sua companhia, terminou sendo uma verdadeira escudeira, que não arredou o pé, em um só momento, numa labuta diária, quer chovesse, quer fizesse sol, nos instantes de alegria e nas horas deprimidas de dor; nas ocasiões de felicidade e nas angústias ocasionais, cumpriu o seu dever de fidelidade, com o amor como se filha fosse ou como se fosse à filha espiritual que carregando um candelabro que iluminava as paragens dos minutos de tristeza com o seu braço forte de apoio e nos passageiros 1segundos de alegria compartilhava com um sorriso aberto ou uma gargalhada vibrante.
Ivanil Salgado de Assis (Foto arquivo da família)
Dona Ivanil nos últimos dias de sua vida terrena, como se tivesse recebido uma inspiração de despedida, fez-nos um gesto de consideração, compilando as suas crônicas literárias, suas biografias e seus cronológicos escritos, de forma manuscrita, reverenciando os seus familiares e entes queridos que partiram em busca da eternidade, encadernando-os e entregando-nos para guardá-los e servi-los como provas à posteridade. A partir daí, então, pudemos fazer uma simples avaliação do seu conteúdo. Percebemos que o seu fraco, na arte da literatura, no conteúdo das biografias, era descrever, narrar e enaltecer as vidas e as memórias de Ruy e Janduhy Carneiro. Além disso, no seu estilo pessoal de exteriorização do sentimento criativo, não se cansava de repetir a lenda ou a história da Cabocla Maringá, quer na figuração viva do folclore nordestino quer na representação histórica do povo de Pombal.
Na arte literária, nós classificamos dois tipos de crônicas: tradicionais e não-tradicionais. As crônicas tradicionais correspondem às exaltações às datas festivas, que seguem o calendário gregoriano ou festividades adotadas no folclore brasileiro, e, assim, fizemos questão de enumerá-las, cronologicamente, os focos da musa inspiradora da professora, Ivanil Salgado de Assis, que com pena de ouro, deixou gravado como lema de sua imortalidade.
A chegada do Ano Novo, que estampava a abertura do mês de janeiro, ela emitia o seu enunciado, como se tivesse abrindo as folhas do calendário, assim dizia: “Chega sempre emoldurado dos belos sonhos, das fagueiras esperanças e das grandes aspirações”.
O carnaval não passava em branco, apesar de não ser uma participante ativa de bloco carnavalesco, festa de salão ou folia de rua, não era de tomar gosto pelas festas extravagantes, nem tampouco omitia a sua opinião, deixando a sua lição: “As escolas de samba saem à rua naquele entusiasmo frenético dos foliões dançando e cantando ao balanço das marchas e na ginga do samba”.
O mês de março era justamente para erigir a figura da mulher, que com o escorrer da tinta da caneta a sua mensagem ascendia aos céus de forma exuberante: “Esta hora respira uma beleza quase Divina: salva os sentimentos, pois a mulher ao invés de abençoar é abençoada”.
No mês de abril, que é o mês indicador do ideal de liberdade, ela teria que enaltecer os dois pilares das ações libertárias do povo brasileiro, que adormeceram com seus sonhos não realizados: Tiradentes e Tancredo Neves, expressando assim o seu sentimento de brasilidade: “Tiradentes e Tancredo, dois picos da mesma cordilheira: a democracia, considerados dois nomes e uma única legenda”.
Já o mês de maio, aí, sim, não havia espaço que não fosse ocupado, cujas crônicas eram divulgadas nas solenidades escolares, no Lord Amplificador ou nas Rádios Liberdade e Bom Sucesso, onde se resumia todos os poemas em um só verso na sua folha de papel: “O amor materno é a fonte de onde forma todas as afeições da Terra”.
As festas juninas eram citadas como boas recordações, talvez, no tempo do Assento da Pedra, quando representava o seu simbolismo e fazia relembrar a sua mocidade: “As fogueiras juninas que passam por força da tradição, a simbolizar vida e fertilidade”.
No mês de julho, Pombal não poderia ficar esquecido, que pelo registro da história, foi berço da “Cabocla Maringá”, principalmente quando se comemora o aniversário da cidade: “Pombal, nascente radiante de formosura do milagre Divino, sob a bendita proteção de Nossa Senhora do Bom Sucesso”.
O mês de agosto só havia motivo para, primeiro, o Dia dos Pais, surgia o seu verso em prosa: “O nome pai toca sensivelmente o nosso coração, em forma de melodia, que ecoa através do espaço e do tempo nas sonoras vibrações musicais". Também, neste mês se comemora o Dia do Folclore Brasileiro, e ela fazia de Maringá, o seu tema predileto: “O seu discurso itinerante sempre terminava com a vida da Cabocla Maringá, enaltecendo a composição de Joubert de Carvalho”.
O Dia da Pátria, registrado o mês de setembro de nossas solenidades, no seu estilo tradicional de descrever a história do Brasil, exultava: “Este grito que abalou rochedos celebrou o dia Sete de Setembro como dia da Pátria, data magna da nacionalidade”.
E a profissão que elegeu por vocação, o Dia do Professor, no mês de outubro, como o troféu que trazia dentro de sua própria alma: “O professor aponta veredas, descortina horizontes servindo de farol no desempenho desta nobilitante missão de lecionar, uma vez que ensinar será sempre traduzir o seu tempo e ter uma voz de ecos infinitos”.
A sua mensagem literária não era somente contemplativa à vida, mas aos corpos que partiram e não morreram. Assim, no mês de novembro, aflorava o seu sentimento ao Dia de Finados: “No dia consagrado aos mortos rendemos nossas homenagens num tributo de veneração àqueles que se foram retornando à Casa do Pai porque mergulharam na terra para durar pela Eternidade”,
A inspiração de Ivanil Salgado de Assis, com seu rosário de crônicas literárias não podia esquecer o mês de dezembro. Com um grito alvissareiro de paz e amor ao próximo descrevia com a sua mensagem de esperança: “Nesta hora de confraternização universal, as mãos se unam e os corações se encontrem num pulsar uníssono de amor, paz e Felicidade. Feliz Dia de Ano”.
O nosso desejo é diferente da realidade verificada pelos nossos olhos, neste mundo real que denominamos de Terra, onde não existe luneta que alcance a grandeza do mundo transcendental, ante a imperfeição desta vida passageira, quando queríamos que determinadas pessoas não só tivessem uma alma imortal na argila de um corpo mortal, mas que alma e corpo fossem infinitos como o brilho das estrelas, que apenas a cada dia emite um reluz renovado que aparece para encantar a beleza da noite, assim era o nosso desejo pela vida perene da professora Ivanil Salgado de Assis.
No final desta crônica literária resumimos o nosso pensamento de fé: Ivanil Salgado de Assis se foi uma mulher pequena na estatura tornou-se grande no seu honrado caráter no viver, no seu estilo de vida exemplar, no seu modo de coerência no pensar e retidão nas suas atitudes no agir. Por tudo isso que construiu na vida terrena, agora, mais do que a certeza da nossa fé, sabemos que os seus passos terão continuidade nos prados da Eternidade.

Pombal – Pb, 20 de fevereiro de 2011.

SEVERINO COELHO VIANA
A u t o r

MANÉ MALUCO: NINGUÉM AMOU O FUTEBOL COMO ELE...

Maciel Gonzaga (Foto)
 
MACIEL GONZAGA*
Oportunamente, já afirmei aqui neste Blog que “a pessoa pode trocar de cônjuge, casa ou trabalho, mas a paixão por futebol permanece intocada”. A paixão do povo brasileiro pelo futebol é eminente em todas as partes do país. Década de 60, quando vivíamos em um país ansioso por transformações sociais e em busca da tão sonhada abertura política, aqui em Pombal tínhamos uma figura que externava uma paixão incomparável pelo futebol: José Dantas dos Santos ou simplesmente Mané Maluco. Ninguém sabe a razão do apelido.

Nesse mutirão que temos feito em defesa do resgate da história pombalense, não podemos deixar de homenageá-lo. Inicialmente, procurei a “enciclopédia viva” que é nosso historiador Verneck Abrantes (Nequinho), que forneceu algumas informações sobre Mané Maluco, dizendo que, inicialmente, ele era conhecido como Mané Pato. E prossegue Nequinho: “Em Pombal, não tinha nenhum parente. Inicialmente vivia de receber favores de uma casa ou outra, até ficar agregado a família de Raimundo Queiroga, fazendo favores e cuidando do gado. Por ser extrovertido e um tanto diferente dos meninos da época, logo ficou conhecido como Mané Maluco. E não se importava com o apelido. Depois que se estabeleceu em Pombal, nunca mais voltou a sua terra natal, também ninguém nunca ficou sabendo por que partiu, porque nunca conversava sobre isso”.

Sua vida era o futebol, principalmente o Santos Futebol Clube, mas, acima de tudo, Pelé. Mané entendia muito de futebol, mas em campo foi um jogador mediano, sua posição era mais de marcador, sem jogadas que chamassem atenção. Chegou a jogar no Pombal Esporte F.C. e em pequenos jogos do São Cristóvão.

Fui informado por Clemildo Brunet de que o professor Francisco Vieira havia convivido por certo período com o nosso homenageado. Recorri a Vieira em busca de mais informações. Aí sim! Me chegam boas agradáveis informações. Conta Vieira, que Mané foi seu colega de infância e adolescência e fez parte do seu círculo de amigos, tendo dele grandes recordações. E mais: nasceu na cidade de Patos-Pb, sendo o seu verdadeiro nome José Dantas dos Santos. Chegou a Pombal ainda criança, em fins dos anos 50 e início da década 60, acompanhado de seu pai que vinha de São João do Rio do Peixe, na época chamado Antenor Navarro (a cidade de padre Luiz Gualberto), para trabalhar na estrada de ferro. Devido às inúmeras dificuldades seu pai foi embora, tendo Mané ficado sob a responsabilidade de Zé Pretinho do Cartório. Depois de certo tempo passou a morar com o Sr. Raimundo Queiroga, onde cresceu e viveu a maior parte de sua vida no meio da família Queiroga das Caraíbas.

Legenda: Na foto, Mané Maluco aparece como jogador do Pombal Esporte F. Clube, em pé é o 5° da esq/dir. (Futebol Pombalense 1920-1990)
Ainda, no relato de Vieira, Mané, assim como toda criança mostrou-se desde cedo um desportista nato, dedicando-se a prática do futebol, seu esporte preferido. Mané não teve estudo, portanto semi-analfabeto, pois lia pouco e escrevia muito menos. Contudo, tinha uma memória privilegiada o que lhe permitira gravar com facilidade histórias de clubes, jogadores e partidas, enfim, fatos que contava em detalhes. Era uma enciclopédia ambulante do nosso futebol. Além do futebol Mané admirava a música romântica e gostava de cantar entre alguns amigos canções de Altemar Dutra, seu cantor preferido. Pouca gente sabe dessa qualidade, pois sua timidez não lhe permita dar expansão, por isso se retraia. Era também conhecido por Mané do Churrasco, pois durante muitos anos trabalhou neste ramo em festas. (informações de Vieira)

Tinha eu pouco mais de 10 anos de idade. Muitas vezes ficava ouvindo Mané Maluco falar de futebol. Das proezas da Seleção de 58; da convocação da Seleção Brasileira de 62; falar do orgulho de ser brasileiro quando a Seleção Canarinha vencia uma partida após a outra. Com ele, aprendi tomar gosto pelo futebol, colecionando álbum de figurinhas da Capa de 62 compradas no Bar de Cabina. Lembro-me que muitas vezes perguntava a Mané sobre esse ou aquele jogador, para poder valorizar a troca de figurinhas que valiam mais que outras. Ele sabia um a um, se era craque ou não e qual a posição. Mas, como sempre fui contestador, segui um caminho totalmente contrário ao seu: fui torcer pelo Sport Club Corinthians Paulista, o maior inimigo do Santos de Pelé – e de Mané. Não me arrependi. Orgulho-me!

Mané Maluco faleceu, deixou esposa que se chamava Anjinha e dois filhos. Enfim, era uma pessoa simples, honesta, humilde e extremamente mansa. Não tinha animosidade com ninguém. Merece todo o reconhecimento de nós pombalenses!

*Jornalista, Advogado e Professor - Natal - RN.

CÂNCER - JÁ NÃO ASSUSTA TANTO!

Clemildo Brunet (Foto)
CLEMILDO BRUNET*

É raro hoje não se ter no seio das famílias uma pessoa que não seja acometida de câncer. Antigamente aterrorizava as pessoas de tal modo que quando se referia a esse tipo de enfermidade, se dizia: Fulano está com aquela doença! Procurava esconder dos parentes e dos amigos. Ainda hoje se registram casos de pessoas que por medo ou vergonha deixam a endemia se alastrar e de repente vão a óbito. A família e os amigos só tomam conhecimento depois.

A ciência avançou muito e o câncer nos dias atuais é uma doença tratável caso seja diagnosticada a tempo em sua fase inicial, pois a endemia recebendo cuidados clínicos e bem acompanhada, gera qualidade de vida no paciente. Veja bem:

Muitos anos A.C. a Bíblia relata que o rei Jeorão de Judá, foi acometido de uma doença terrível. Diz o texto bíblico: “Depois de tudo isto, o Senhor o feriu nas suas entranhas com enfermidade incurável. E aumentando esta dia após dia, ao cabo de dois anos, saíram-lhe as entranhas por causa da enfermidade, e morreu com terríveis agonia”... 2 Crônicas 21:18 e 19. Quando li esse texto a primeira vez fiquei impressionado com o relato e imaginei que esta enfermidade só poderia ser câncer.

Câncer de que estamos falando segundo Aurélio, é a designação genérica de qualquer tumor maligno (q. v.); blastoma maligno, neoplasma maligno. Lentamente o câncer se instala na pessoa, as células do corpo humano sofrem os efeitos que provocam mudanças em alguns de seus genes. Nesse meio tempo as células se encontram, geneticamente alteradas, mas não é possível ainda se detectar clinicamente um tumor, encontram-se preparadas ou iniciadas para avançar para um segundo estágio.

Vêm então, os oncopromotores agentes que atuam na célula alterada que tendo sido iniciada, se transforma em célula maligna de modo lento e gradual. Para essa ocorrência de transformação é necessário um longo e continuado contato com o agente cancerígeno promotor. Muitas vezes os agentes promotores registram o processo de suspensão nesse estágio e só reaparecem provocados por causas e efeitos manifestos em alguns tumores. A nicotina contida no cigarro é a mais conhecida aumentando em 12 vezes as chances de câncer de pulmão.

O terceiro e ultimo estágio ocorre com a multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Aí o câncer já está instalado e evolui até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença. É fato que em nosso organismo existe mecanismo de defesa natural protegendo as agressões advindas de diferentes agentes entrando em contato com estruturas divergentes. No decorrer da vida, produzem-se células alteradas, e o mecanismo de defesa faz com que haja interrupção do processo, com sua eliminação ulterior.

R7 Notícias - publicou esta semana a informação que um estudo feito com moradores de uma remota aldeia do Equador, entre pessoas que têm níveis geneticamente baixos do hormônio do crescimento revelou poucos casos de câncer e diabetes. Segundo os pesquisadores, esses moradores têm a síndrome de Laron, uma deficiência em um gene que impede o organismo de usar o hormônio do crescimento, fazendo com que o tamanho do corpo seja muito pequeno.

A equipe liderada por Valter Longo, da Universidade da Califórnia do Sul e Jaime Guevara-Aguirre, endocrinologista, acredita que os baixos níveis do hormônio do crescimento desempenharam um papel, pois ambos os grupos viviam em ambientes semelhantes e similares fatores de risco genéticos.

No estudo, a equipe examinou o sangue dos pacientes no grupo de Laron e descobriu duas diferenças. Ele protegeu o DNA contra agentes causadores de câncer, e rapidamente matou as células danificadas antes que eles pudessem se transformar em câncer, explica Longo. A equipe também descobriu que as pessoas no grupo de Laron tinham maiores níveis de sensibilidade à insulina, o que poderia explicar como eles resistiram ao diabetes, apesar de terem níveis de sobrepeso e obesidade um pouco maiores.

Diante disso, Longo disse que o estudo sugere que o uso de drogas para reduzir os altos níveis do hormônio do crescimento pode ajudar a reduzir o risco de câncer e diabetes. A equipe acompanhou cerca de 100 pessoas com a síndrome, e 1.600 parentes de tamanho normal em cidades próximas. Eles detectaram que, em mais de 22 anos, não houve casos de diabetes e apenas um caso de câncer, que foi curado, entre o grupo de portadores da síndrome. Entre os familiares, cerca de 5% desenvolveu diabetes e 17% desenvolveram câncer.

Na verdade para pessoa que visita o médico e toma conhecimento que está com câncer não é fácil, pois é natural pensar que isso só acontece com os outros, depois fica conformado e procura conviver com a doença, afinal, é só lembrar que não estamos aqui pra semente. Câncer – Já não assusta tanto!

Pombal, 18/02/2011.

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VALDO ASSIS: UM SUJEITO EMBLEMÁTICO...

Clemildo Brunet (Foto)
CLEMILDO BRUNET*

Esta semana visitei alguns sites na net que me trouxe grandes recordações do passado, principalmente aqueles que tratam de assuntos radiofônicos de nossa região. Falavam de emissoras as quais tive o prazer de ser ouvinte quando criança e na minha fase de adolescência. Em alguns desses sites encontrei histórias hilariantes de pessoas que se destacaram nos bastidores pelas suas peraltices, coisas que a despeito de trabalharem em um meio de comunicação nunca foi levado ao conhecimento do público.

Valdo Assis e os filhos
Isto me aflorou a ideia de tratar nesta coluna sobre Valdo Assis, cujo nome de batismo Valdenice Assis Costa, (talvez o nome soasse como se fosse de mulher), daí o motivo de suprimir para Valdo, até mesmo pelos próprios familiares. Nasceu em 27 de março de 1963 no sítio Formiga – Umburaninha, hoje município de São Domingos. Seus pais Valdeci Dantas da Costa e Gecira Assis Costa, tendo apenas uma irmã Valdenira Assis Costa, casou-se em Pombal com a jovem Franci Felinto da Costa, de cuja união nasceram os filhos Suzane, Ruthe e Felipe.

Ainda rapazinho veio morar em Pombal e logo nos tornamos amigos na convivência da mesma fé freqüentando os Cultos e a Escola Dominical da Igreja Presbiteriana. Mais tarde, fui eleito Presbítero e Valdo Assis me auxiliava na instalação do serviço de som quando das realizações dos Cultos de evangelização nas casas dos membros da igreja.

Valdo Assis (Foto)
Valdo Assis era um sujeito de uma empatia grande e fácil de ter amigos em seu circulo de convivência, quando da instalação da Rádio Maringá AM, a primeira de Pombal, (hoje infelizmente se encontra desativada) - eu o coloquei na lista daqueles que deveriam fazer parte do Cast, como controlista - operador de áudio. Graças a Deus o grupo Pereira permitiu que eu fizesse as indicações para formação da equipe.

Nosso lendário e veterano de rádio, Genival Severo, como é do seu costume, entendeu logo de por um apelido no Valdo Assis, (em razão do mesmo ter o rosto cheio de espinhas), Genival, no seu programa de forró todas as tardes de segunda a sábado, acostumou-se a chamar o controlista de cara de Pinha. No entanto, Valdo não dava a menor importância ao que Genival dizia.

Por se tratar de um veículo de entretenimento e diversão o rádio proporciona a quem participa do mesmo, muitas oportunidades para seus membros extravasarem o que estar em seu ego. É como se estivesse dentro de uma panela de pressão e esta fosse aberta de repente! Foi o que aconteceu com Valdo Assis, de espírito expansivo e alegre, tornou-se uma figura de histórias hilariantes em suas atividades no rádio e fora dele.

Certa vez em uma campanha política na entrada da cidade de Jericó estavam os deputados Adauto Pereira e Francisco Pereira, por volta do meio dia, aguardando a chegada da caravana do então candidato a Governador Marcondes Gadelha, em dado momento, Adauto Pereira mandou Valdo Assis ir buscar na mala do carro um litro de Wisque para saborearem, ele foi e trouxe além dos copos para o deputado e acompanhantes, um para ele, na hora do parlamentar servir o Scott, Valdo estirou a mão e foi também servido por Adauto.

De outra feita o Cara de Pinha foi com o carro de som para um comício em Catolé do Rocha, ao regressar para Pombal por volta de uma hora da manhã, o veículo deu um problema na passagem do triângulo; no local havia um barzinho que era freqüentado por homens e mulheres, Valdo ao invés de vir pra cidade em busca de ajuda, não contou conversa, ligou o som pra o pessoal dançar em plena bifurcação das estradas entre pombal e Catolé até amanhecer o dia, enquanto nós na cidade, preocupados, pois até 8 da manhã, ele ainda não havia chegado nem dado notícia.

Valdo Assis além de controlista era também responsável pelo Studio de gravação da Rádio Maringá e em pouco tempo começou a fazer ensaios para locutor, ocupando espaços de programas musicais. Numa dessas ocasiões chegou com atraso e esqueceu a bicicleta encostada no meio fio da calçada da emissora. Alguém passa e carrega o veiculo do ciclista. Começamos então a pensar numa estratégia de como trazer de volta ao seu dono à bicicleta.

Num escalonamento progressivo de horários alternados, fizemos três anúncios diferentes: 1- Avisamos pelo rádio dando a entender que alguém havia levado a bicicleta por engano. 2 – Que alguém tinha visto a pessoa que levou a bicicleta. 3- que já sabíamos o nome da pessoa e caso não viesse entregar no prazo de algumas horas, a polícia seria acionada a procura de quem praticou o delito. Em pouco tempo o objeto roubado foi restituído ao dono.

Em março de 1987 Valdo Assis viajou com a família para São Paulo, no início de sua chegada ainda se comunicou com os familiares, depois fechou o tempo e nunca mais deu noticia. Sabe-se que após todos esses anos ele aqui e acolá é visto por pessoas amigas, circulando pelas redondezas de Guarulhos. Seus pais aqui vivem apreensivos para saber do paradeiro do filho que há 24 anos está em São Paulo.

Valdo Assis (Foto)


Se alguém tem informação do lugar exato onde Valdo Assis se encontra, por favor, leve este texto ao seu conhecimento, pois se trata de uma homenagem em forma de apelo, a fim de que ele volte a se comunicar com seus pais.



Pombal, 11/02/2011
*RADIALISTA.
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OS DANIEL TAMBÉM SÃO MENESTRÉIS...


Maciel Gonzaga (Foto)
MACIEL GONZAGA*

A sanfona de oito baixos, também conhecida no Nordeste como pé-de-bode, fole de 8 baixos, concertina, harmônica ou simplesmente 8 baixos, faz parte da memória musical e afetiva do Nordeste, verdadeiro patrimônio cultural sertanejo. Enfim, tantas denominações diferentes para um mesmo instrumento, o acordeom diatônico, que no Brasil é mais popularmente conhecido por sanfona.

Foram as imigrações alemã e italiana, em meados do século XIX, responsáveis pela chegada da sanfona no Brasil, especialmente para os estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Presença forte na porção meridional e no interior do Brasil, o instrumento era comumente utilizado como forma de representação das tradições daquelas comunidades, através da execução de ritmos diversos, como o fado, a valsa, a polca.

Nas diferentes regiões por onde passou, o acordeom sempre agradou a todos os gostos devido à sua versatilidade. É nesse contexto que surge a figura de Luiz Gonzaga, o grande responsável por popularizar o instrumento e difundir a denominação de sanfona, através do grande sucesso de sua carreira musical. Hoje, entrando na segunda década do novo século, é possível perceber, contudo, que "a sanfona ainda não desafinou" e continua forte, reconquistando seu espaço no imaginário popular e nas produções musicais Brasil a fora.

8 Baixos
Mas, voltando ao nosso conhecido pé-de-bode, este é considerado pelos tocadores um dos instrumentos de mais difícil execução, sua execução é uma arte que sempre foi dominada por poucos. Esse instrumento recebe, no Nordeste, uma afinação diferente, única no mundo, só utilizada pelos sanfoneiros de 8 baixos dessa região do Brasil. Sua característica marcante é a bi sonoridade: abrindo o fole, o botão corresponde a uma nota; fechando, à outra. Funciona pelo sistema chamado de “voz trocada” ou “duas conversas”. É isto que, basicamente, o diferencia da sanfona, onde cada tecla ou botão corresponde a uma única nota, independentemente do movimento do fole. Sua execução éhttp://personales.ya.com/diatonico/ ensinada de pai para filhos, como aconteceu com o “Vovô Januário”, pai do Rei do Baião Luiz Gonzaga.

O sanfoneiro pernambucano “Arlindo dos oito baixos” é um dos poucos mestres do pé-de-bode que têm trabalhado na área da educação musical. Sobre a importância na transmissão de seus conhecimentos Arlindo comenta: “Se não fizermos isso, vai acabar a sanfona de oito baixos. Tem que ensinar. Eu tenho o maior gosto, o maior prazer de ensinar”.

Aniversário Elias Daniel (Foto)
Aqui, em Pombal, nos anos 50, uma família toda praticamente se dedicou ao toque do fole de oito baixos: a família Daniel. O mais velho – Severino Daniel – comandava a festança, juntamente com os irmãos Cícero, Antônio e Elias Daniel (este último meu Padrinho de Crisma, que o eu mesmo o escolhi por ele tocar fole). O meu irmão Massilon, sabendo da minha escolha, também exigiu que o seu Padrinho de Crisma fosse Severino Daniel, quando a minha mãe Rosa Gonzaga já havia convidado uma influente personalidade da sociedade pombalense.

Para o folclorista Câmara Cascudo, o nome forró seria derivado do termo forrobodó. Esta expressão, de origem portuguesa, significa balbúrdia, confusão. Forró então tornar-se-ia um dos mais fortes meios de expressão da música nordestina, por ser um gênero sincopado, com maior flexibilidade rítmica que o baião, e melodias muito adornadas, construídas normalmente em grupos de semicolcheias. A palavra forró passaria a ser entendida no Brasil, como uma gíria para designar os festivos encontros populares do povo nordestino. E era isso que víamos em Pombal nos anos 50 e 60: os forrós da casa de Chicó Guarda, na rua do Cachimbo Eterno, duas casas após a minha, tocados pelos integrantes da família Daniel, um após outro, sem intervalo, apenas com o acompanhamento da zabumba, triângulo e pandeiro.

Elias Daniel e Maciel Gonzaga (Foto)
Isso posto, aproveitando a deixa do Professor Vieira, em artigo que homenageou os menestréis da família Espalha, aproveito o ensejo para também homenagear a família Daniel – os mais antigos e os mais jovens que também se dedicaram à música – que teve um papel histórico de grande relevância na valorização do Fole de 8 baixos em nossa cidade. Pois, como diz o poeta Juca Chaves, “músico, poeta, amante menestrel, a arte minha estrada, a espada o meu nariz, canto a liberdade, alguém há de ser feliz, espalho grãos de humor na terra e colho amor no céu...”. A minha homenagem especial ao meu padrinho Elias Daniel, com 85 anos, ainda tocando o seu pé-de-bode, UM VERDADEIRO MESTRE E MENESTREL

*Jornalista, Advogado e Professor. Natal – RN.

BOM COMEÇO - MEDICAMENTOS GRATUITOS!

Clemildo Brunet (foto)
CLEMILDO BRUNET*

O Programa Aqui Tem Farmácia Popular do Governo Federal que desde 2004 vinha oferecendo o desconto de 90% para 108 tipos de medicamentos, a partir do dia 14 do corrente mês, vai distribuir de forma gratuita os medicamentos para diabetes e hipertensão. Para ter acesso a esses remédios gratuitos é necessário que o paciente apresente em uma farmácia conveniada, o CPF, um documento com foto e a receita médica, seja de médico da rede pública, ou particular.

Isso já é um bom começo para a nova administração que se instala no país. A Presidente Dilma Rousseff, juntamente com o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, fez o anuncio da medida nesta quinta feira dia 03. Convenhamos que não exista uma lista específica dos medicamentos, porém, é preciso verificar se o estabelecimento farmacêutico fornece o medicamento prescrito pelo médico ou se há disponibilidade do medicamento na farmácia.

A realidade é que a população brasileira tem vivido mais; e nisso consiste à procura de nossos patrícios em busca de melhor qualidade de vida. Segundo dados do governo, cerca de 33 milhões de pessoas no Brasil sofrem de hipertensão (pode até ser mais), e outras 7,5 milhões de diabetes. A gratuidade desses medicamentos foi uma das promessas de campanha da Presidente da República.

Logo depois da posse em 1° de janeiro deste ano, seu primeiro contato público no Palácio do Planalto, a Presidente afirmou que inaugurar a gratuidade de medicamentos seria uma das expressões de seu compromisso em erradicar a pobreza.

“Não há diferença entre ricos e pobres no que se refere àqueles que precisam do medicamento. Vamos concentrar nosso esforço para impedir que o ônus da diferença da renda coloque em risco os portadores de doenças para as quais a medicina já tem tratamento. Talvez seja na saúde que a diferença de renda tenha a expressão mais perversa”, disse a presidente.

Cerimônia do anuncio dos medicamentos gratuitos
Na verdade, como bem disse a presidente em seu pronunciamento na hora do anuncio dos medicamentos gratuitos: “Eu tenho a satisfação de honrar esse compromisso que assumi. Essas duas doenças prejudicam cada vez mais a saúde de homens e mulheres em nosso país. Por isso, durante a campanha e neste primeiro mês de governo, decidi que é dever do estado proporcionar a todos o acesso a medicamentos”, declarou Dilma.

Segundo declarações do ministro da Saúde Alexandre Padilha, o Governo vem investindo 90% do custo dos 24 tipos dos medicamentos que fazem parte do Programa Farmácia Popular. Já no caso dos medicamentos de hipertensão e diabetes, houve um acordo para que a Indústria Farmacêutica reduzisse as margens de lucro, a fim de permitir a gratuidade dos medicamentos.

Como todo cuidado é pouco, o ministro no início da cerimônia deixou escapar que o Governo está também investindo no controle e auditoria do programa para evitar fraudes. Um grupo técnico vai acompanhar a implantação da nova fase e o controle dos medicamentos distribuídos pelas farmácias populares – será o aviamento da receita médica.

BOM COMEÇO PARA OS BRASILEIROS – MEDICAMENTOS GRATUITOS!

Pombal, 04/02/2011
*RADIALISTA
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