CLEMILDO BRUNET DE SÁ

PAULO ABRANTES, FILHO DE AUGUSTO!


Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

Em meados dos anos sessenta Pombal era uma cidade de pequeno porte e os cursos Ginasial e Básico eram as alternativas para educar nossos conterrâneos. Isso virou motivo para que pais de alunos ou eles mesmos tivessem de sair da cidade para outra gleba, pois, só assim, os filhos poderiam completar os estudos obtendo uma formação acadêmica. Foi nessa época que eu conheci entre outros irmãos, Paulo, o filho de Augusto, de uma família humilde e honrada.

Em meio ao futebol que o garoto participava era costume do locutor em suas narrações nas jornadas esportivas chamá-lo de filho de Augusto, até que um dia o garoto resolveu reclamar seu anonimato, era da sua vontade que todos soubessem o seu nome. Tendo ido ao locutor tomar satisfações recebeu como resposta: “Dê graças a Deus por descender de um pai como Augusto, se não você seria, apenas, um vulto. Uma imagem” e continuou “eu diria: Lá vem o cabrinha danado! É um moreno satânico!”

AUGUSTO G. OLIVEIRA
Obrigado pelo o meu pai – respondeu Paulo.

Na verdade, o que se pode conceber em uma família bem ordenada e instruída é haver entre os irmãos, um que pelo menos tenha traços, gestos e ações que muito se assemelha ao chefe da casa. Pois bem, Paulo, o filho de seu Augusto tinha tudo e tem para ser identificado com o seu genitor. No entanto, seu Augusto, não dispunha de condição financeira favorável para dar estudo suficiente aos seus filhos, mas alimentava o pensamento de vê-los formados, aguardando que o sonho se tornasse real.

Com o pensamento voltado para ver seus filhos formados, Augusto vendeu os bens que tinha em Pombal e foi com a família pra João Pessoa. Antes, porém, botou um anuncio no Lord Amplificador convidando aos credores a baterem sua porta caso houvesse algum débito a pagar. A essa altura seu Augusto decidira levar a família para a Capital com o intuito de aproximar os filhos da Universidade e, por conseguinte obter os títulos acadêmicos almejados, o que seria para ele a conquista maior de sua vida.

Outro dia cumprido suas obrigações dos afazeres domésticos o rapazelho Paulo, filho de Augusto, como costumava fazer em suas horas de folga, estava sentado à beira da calçada da casa de seu pai com um aspecto triste e pensativo. Alguém lhe dirige perguntas: “Está doente, Paulo?” “Não. Estou pensando!” Posso saber em quê? Ele sem titubear respondeu: “Estou pensando e me formar um dia, na Capital, e aqui voltar, de automóvel com dinheiro bastante para oferecer uma festança aos meus amigos”. Certamente com ar de dúvida, o interlocutor disse: “E você vai se formar”? “Vou, com certeza, porque meu pai quer e eu também...”

Proclamado Engenheiro Civil Paulo Abrantes de Oliveira, teve como prêmio uma viagem a São Paulo para visitar as obras da grande metrópole onde lhe foi também oferecido emprego, não aceitando a oferta, Preferiu voltar à Paraíba, ingressando no Serviço Público, através do DER. – Departamento de Estradas de Rodagem. Do DER foi convocado para trabalhar na FUNSAT – Fundação Social do Trabalho.

Nascido em Pombal sertão da Paraíba no dia 01 de setembro de 1949, filho de Augusto Gervásio de Oliveira e Doralice Abrantes de Oliveira, casado com a Advogada Ana Rosa Neiva Monteiro Abrantes. Foi morar em João Pessoa em 1967, onde concluiu seus estudos, tendo-se formado em Engenharia Civil e Licenciatura em Ciências, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Paulo Abrantes e Ana Rosa
Ex professor das disciplinas: Física, desenho e matemática do Liceu Paraibano e Colégio Estadual Santa Júlia. Venceu por duas vezes o Concurso de Oratória das turmas concluintes de 1980 e 1988. Em três gestões, ocupou o cargo de Diretor da Residência Rodoviária do DER – Sapé- PB, exercendo também nesta cidade o cargo de Secretário de Obras e Serviços Urbanos do Município. Ex Gerente do Projeto Renascer II, onde fez diversas construções de casas populares em regime de mutirão, nas cidades de Cabedelo e Bayeux na Paraíba. Atualmente exerce seu trabalho junto a Diretoria de Planejamento do DER na sede central em João Pessoa.

Paulo Abrantes é membro efetivo da API e AAI – Associações de Imprensa da Paraíba e Alagoas. Tem sempre colaborado com os principais jornais da Capital. O Norte, Correio da Paraíba, A União, sendo nosso parceiro também no Portal Clemildo, Comunicação & Rádio, com artigos e crônicas, refletindo a força do pensamento sertanejo e brejeiro, impregnado de espírito nordestino na defesa do problema social tipicamente nosso, a agonia dos engenhos, o domínio crescente das usinas, em suma, a desumanização da economia pela mecanização da lavoura de cana-de-açúcar e dispersão de um povo.

Tem demonstrado sua desenvoltura na arte literária, pois já editou dois livros: Fazenda Gado Bravo em prosa e verso e a Dama da Rua Estreita. O primeiro traz a tona os tempos de criança vivida por ele mesmo trazendo à baila, recordações de suas raízes. O segundo um relato de ficção, sobre Maria Sofia, uma mulher encantadora descendente de italianos, criada em Pombal, uma pequena cidade do interior. São as estórias de lobisomem e assombrações que o autor ouvia falar na infância e adolescência. Um misto de ficção e realidade. Em andamento uma terceira obra literária que está em fase de editoração, Riacho de Prata (Crônicas e Contos), cujo lançamento se dará em breve.
Disse-me certa vez o filho de Augusto, que não ia mais editar livros. Visitando nosso Portal Clemildo, Comunicação & Rádio! http://www.clemildo-brunet.blogspot.com/  ele encontrou novo alento para escrever e tendo sido despertado pelo o espírito de escritor nato, resolveu oferecer espontaneamente sua contribuição literária, escrevendo para o nosso portal. Suas crônicas tiveram ampla repercussão e prova disso são os comentários encontrados nas postagens. As crônicas de RIACHO DE PRATA é um convite a uma excelente leitura, capaz de satisfazer ao mais exigente leitor e críticos literários.

No dia 06 de outubro de 2011, Paulo Abrantes estará recebendo a Medalha “CABALEIRO GRÃ-CRUZ” e Diploma “Prêmio Literário Jucá Santos” da Real Academia de Letras de Maceió AL, (Convite ao lado), prêmio esse de destaque nacional dado aos grandes poetas, contistas e cronistas do Brasil e da própria cidade de Maceió.

Meus calorosos aplausos a Paulo Abrantes, filho de seu Augusto!

Salve 01 de setembro! Parabéns, feliz aniversário!

Pombal, 30 de agosto de 2011.

*RADIALISTA
Web. www.clemildo-brunet.blogspot.com 

AGRADECIMENTO:
Tenho grande estima por você, te agradeço de coração, sinto-me emocionado com tantas palavras bonitas, meu amigo

receba meu abraço enternecido pelas homenagens! Paulo Abrantes.

A ORIGEM DO NOME DA CIDADE DE MARINGÁ PR.

Postado por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Eu fui informado da possibilidade do Prefeito da cidade MARINGÁ/PR, se fazer presente na Inauguração da Biblioteca e lançamento do livro a “A Saga da Cabocla Maringá”, no dia 30 de setembro, evento que acontecerá na Câmara dos Vereadores em Pombal. Assim resolvi fazer uma pesquisa que explicasse a afinidade entre as duas cidades, encontrando no site da Prefeitura um texto que me poupou o tempo de pesquisa. Mesmo sem autor identificado, acredito que tenha sido escrito por um filho da terra, portanto, seja ele quem for, tem mais autoridade do que eu de falar da origem do nome da sua cidade.
Maringá cidade do Paraná
*“Uma das maiores curiosidades de nossa gente é com relação a origem do nome da cidade. Parece até uma curiosidade coletiva, onde cada morador ou curioso tenta desvendar ou justificar a origem de seu nome.

Nessa tentativa, lendas e lendas, são criadas, que vão desde o cantarolar triste de um viúvo, derrubador de mato, que numa rede amarrada em árvores ninava seu filho, com a canção "Maringá, Maringá".

Os presentes comovidos resolveram dar o nome dessa canção a este lugar. Há também, uma lenda que diz que Dona Elizabeth, esposa de um dos diretores da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, tenha sugerido o nome de Maringá é área que seria colonizada.

Tantas outras, que vão surgindo dia a dia, misturando-se o real com o imaginário.

O certo é que por volta de 1940, esta área coberta por uma densa floresta, já era denominada por Maringá, tendo a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, colocado uma placa com esse nome nas imediações, a exemplo de outros nomes como Ivaí, Tibagi, Inajá e outros provenientes da língua guarani. Os córregos e rios eram tantos que lhes faltava criatividade para nomeá-los. Por esse motivo, os funcionários da Companhia Norte do Paraná, escolhiam nomes de cidades de seus países, como por exemplo, Astorga e outras. Até marcas de cigarros davam nomes às águas, como o córrego do Fulgor. Ao demarcar essa região, nomeavam os rios e esses é que davam nomes às futuras cidades, como por exemplo, Marialva, Mandaguari e tantas outras.

Encontraram um ribeirão que recebeu o nome de Maringá, provavelmente inspirado na canção de Joubert de Carvalho. Esse córrego foi batizado pelo Senhor Raul da Silva, na época, Chefe do Escritório de Vendas da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, em Mandaguari. nome desse córrego passou ser o nome da futura cidade.

Assim, Maringá recebeu o nome da canção, que por sua vez também tem sua história. Morava na cidade de Pombal, interior da Paraíba, numa ruazinha coberta por ingazeiros, uma linda cabocla de nome Maria do Ingá. Era filha de retirantes nordestinos, dona de uma beleza encantadora, de corpo bem feito, pele morena, olhos e cabelos negros. Maria fascinava a todos inspirando ardentes paixões.

Um dia, uma seca inclemente, levou a linda Maria, deixando o político Rui Carneiro desolado de tristeza.

Bairrista como todo nordestino, Rui pediu ao amigo Joubert de Carvalho, que fizesse uma música que exaltasse a mulher amada e sua terra natal. Para o famoso compositor não foi difícil fazer a combinação política da Maria do Ingá.

Na fusão das palavras de Maria mais Ingá, surgiu Maringá, dando origem a Canção "Maringá, Maringá", que por volta de 1935, estourava nas paradas de sucesso”.

* Copiado do site da Prefeitura Municipal de MARINGÁ no PR, sem crédito

COMENTÁRIO SOBRE “A SAGA DA CABOCLA MARINGÁ”

Li cuidadosamente “A Saga da Cabocla Maringá”, de autoria do conceituado escritor Jerdivan Nóbrega de Araújo.

Confesso, senti-me comovido pela riqueza e precisão da narrativa, qualidade que exprime o poder de discernimento do autor e que lhe faz merecedor dos meus aplausos e elogios da crítica. Em alguns momentos adentrei profundamente nos relatos chegando a pensar ser uma realidade.

Depois de várias obras publicadas, finalmente o nosso conterrâneo lança seu primeiro romance onde ratifica o amor telúrico pelo torrão natal, sentimento que justifica sua constante luta pela preservação da nossa cultura e tradições.

O livro que consiste num romance regional enfoca a seca como núcleo, questão sócio-econômica do nordeste, associada a tramas como amor e paixão e desenvolvidas com emoção pelo autor.

A saga, embora seja uma narrativa lendária seu enredo é cativante e saudosista, capaz de conduzir o leitor a épocas passadas: tempos vividos, sofridos e nunca esquecidos. Como saga é uma história fabulosa recheada de incidentes bem definidos pelo autor que revelam a mais pura idéia de realidade.

Por fim, com muita propriedade e estilo próprio, você conseguiu o que ninguém fizera antes, isto é, dar vida a legendária Cabocla Maringá, fruto da idéia de Rui Carneiro e transformada em canção pelo talento de Joubert de Carvalho. Assim, com tão maravilhosa obra o autor presta inestimável serviço a história e cultura de sua terra. “A propósito, Pombal será doravante reverenciada com mais veemência: A TERRA DE MARINGÁ”.

PARABÉNS COM LOUVORES.

Pombal, 01 de setembro de 2011.

PROF. FRANCISCO VIEIRA.

O VALOR INESTIMÁVEL DA VIDA

Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

Desde quando a vida pode ser avaliada? Muitos consideram a vida de somenos importância e passam a dar mais valor ao que possui em detrimento da própria existência. Quantos que se matam e deixam-se morrer por nada. Mas, o que é vida? Alguns ao invés de agradecer esse dom inefável do Criador se maldizem: Isso é lá vida! Outros, porém fazem de tudo e lutam por ela com consciência de preservá-la na esperança de um tempo promissor.

Mas, o que é vida? Aurélio, além de outras definições, de modo sintético diz: “O espaço de tempo que vai do nascimento à morte; existência”. Nessa mesma linha de pensamento o Apóstolo Tiago indaga e responde: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”. Tg.4:14. Jesus Cristo valoriza a vida como dádiva preciosa de Deus providenciando os meios para o seu sustento. Ele pontua a nossa vida do seguinte modo: “... Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? Mt. 6:25.

Como dádiva divina a vida nos foi dada por Deus, por esta razão nos é tirado o direito de subestima-la ou destruí-la seja qual for à maneira que utilizemos para tal fim. A sua vida, a minha e a de todo ser humano neste planeta é mais importante que o mundo e seus bens materiais; a pergunta de Jesus ecoa em nossos dias. “De que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma, ou que dará o homem em troca de sua alma”?

Não podemos ocultar que a vida não tenha seus altos e baixos. Por que existe tanta especulação no mercado financeiro nos nossos dias no que diz respeito às crises econômicas que se abatem até sobre nações poderosas como os Estados Unidos e outros países neste planeta? Quais os reais motivos que levam os nossos políticos aqui no Brasil a se corromperem e serem corrompidos?

Há uma inversão de valores no nosso cotidiano. È o momento da pressa, do consumismo, do egocentrismo, o crédito pessoal não fica atrás, não sabemos como escapar da realidade e como encontrarmos uma saída para os nossos problemas que são enormes. A geração de nossos jovens não estar preparada para enfrentar tanta crise, porque se deixa levar por uma perspectiva de felicidade o tempo todo, sem si dar conta das responsabilidades que deve ter para com suas obrigações e seus semelhantes.

A desigualdade em termos sociais no mundo tem propiciado um estado de vida preocupante. Criaram o mito que a felicidade é um direito de todos. Muitos de classe avantajada financeiramente tiveram o privilégio de estudarem em bons colégios, faculdades em detrimentos de outros que não tiveram condições de alcançar tais objetivos. Daí o conflito existente no mundo. Estamos vivendo a fase do salve-se quem puder.

A vida tem sido alimentada mais por malefícios, o que tem ocasionado - estresse, ansiedade, incerteza, abandono, solidão, tristeza e conflitos. Eis que aprendemos errado quando nos disseram que para construir não se precisa de esforço algum, no entanto escaramos a vida constrangidos, quando nos dizem que é preciso ralar para conquistar um espaço no mundo.

VIVA A VIDA! ELA É BELA!

Pombal, 26/08/2011

*RADIALISTA



O ENTARDECER EM POMBAL

Paulo Abrantes
Paulo Abrantes*

Meu pensamento me levou para um rápido tour em Pombal. Comércio, negociantes, tecidos, panelas, potes e cavalinhos de barro na feira de sábado e o espiritual misturado com o mundo que não para. Sei que os tempos são outros. Fiquei tomado e envolvido com a paisagem de fogo cruzando o horizonte de Pombal. É simplesmente o ocaso que desponta lá longe com seus múltiplos traços de cores que alimentam sonhos e viagens da alma. Dia que morre sepultando, ás vezes, nas brumas de seu manto alguma efêmera ilusão de felicidade, que, contudo, reanimou, aqueceu e iluminou corações aflitos, desolados...

Sol que se põe. Ocidente policrômico, de revérberos morrentes, que acende em muitos a chama consoladora da esperança e injeta, noutros, a sombra mórbida de meros desenganos.

Entardecer. “Até amanhã”, para alguns: adeus perpétuo, para outros. Alegrias e tristezas que vão e que vêm, quais volúveis e frenéticos colibris que fluem e refluem, em intercalados vôos por sobre as flores dos vergéis desertos.

Ocaso na minha terra. Cortejos de sonhos queridos que se vão sumindo no horizonte além, como, no pélago azul, ou nevoento, lentamente escapam em fileiras os pequeninos barcos e velas acenando ao arrojo das vagas e dos ventos.

Entardecer. Ocaso. Sol que se põe. Nostalgia. Saudades. Esperanças. Longe das cidades, debandada de pássaros para os ninhos, pachorrentas vacas regressando aos currais, cabras ligeiras buscando os seus redis. A voz do cuidadoso Tadeu estridulando na Serra do Moleque para rebanhar a criação matreira enfarada dos pernoites no chiqueiro. O chão verde dos campos desertos empardecendo – os tênues e rarefeitos pingos de luz se apagando de sob as copas. As águas do rio Piancó sumindo pelo estirão do leito, até se perderem de vista numa curva distante. As duas torres da Igreja Matriz, vistas do altinho de Dona Neca – uma eminência mística isolada -, falando pela voz do sino, numa saudação ao ângelus, em reverência ao Supremo Criador do Mundo.
O Entardecer em Pombal. Em tudo, um misterioso matiz de silêncio e de saudade. Em tudo, um convite à oração, para celebrarmos a presença de Deus entre nós, na hora mais expressiva e comovente da natureza.

*É engenheiro civil e escritor pombalense.

ANIVERSÁRIO DO POETA ZÉ MONTEIRO

Paulo Abrantes
Paulo Abrantes*

Em Maceió, meio dia, no sítio Ouro Preto, um grupo enorme de amigos (homens e mulheres) e nossos familiares festejavam o aniversário do poeta José Monteiro. Alguns mais afastados em canteiros de árvores frondosas cantavam músicas sertanejas para o público, enquanto outros músicos de cabelos brancos soavam suas vozes acompanhadas de pandeiros, tambores e violões. A alegria da música contagiando o espírito alegre do aniversariante sentado numa cadeira ao lado. Fui para Maceió para prestigiar o aniversário de meu amigo Zé Monteiro, rever meus colegas da AAI- Associação Alagoana de Imprensa e da Academia Maceioense de Letras. Fui para Maceió dar um mergulho em mim mesmo, saborear a gostosura da comida alagoana e me encantar novamente com o indescritível calor humano de seu povo. E lá fui, ao lado de minha esposa Ana Rosa e de seu irmão Eugênio, auditor do Fisco Estadual da Paraíba, de Paulo Neiva e Ana Wanderley, meus cunhados, e de seus filhos, Renata e o casal Renato e Ana Paula, para usufruir das belezas naturais da terra dos marechais, cavar na história e no meu intimo as coisas boas que sempre existe numa amizade. No sitio Ouro Preto sentimos o convívio salutar dos amigos retardarem o tempo, sentimos que somos divinamente arremessados para não vermos o tempo passar, pela fidalguia de Rômulo e de nosso Ruy, o anfitrião dos 89 anos de seu pai Zé Monteiro e de sua dedicada mãe D. Laura Monteiro, mãe santa de todos esses seus filhos ilustres, ali presentes. Como foi bom revê-los e poder abraçar a todos.

O sítio Ouro Preto fica a 15 minutos da praia de Maceió. Fiquei hospedado no Hotel Praia Bonita, em Pajuçara. Caminhava cerca de seis km, pela manhã, no indo e vindo para o agradável café do hotel á beira mar. Era um lugar bonito, aprazível e aconchegante que me veio á lembrança as palavras de Noaldo Dantas, paraibano, ex-Secretário de Comunicação no Governo João Agripino, que escreveu divinamente O DIA EM QUE DEUS CRIOU ALAGOAS: “Escrevi certa vez, que Deus, além de brasileiro, era alagoano. Em verdade, não se cria um Estado com tanta beleza sem cumplicidade. Sou capaz de imaginar o dia da criação de Alagoas. Ô São Pedro, pegue o estoque de azul mais puro e jogue dentro das manhãs encharcadas de sol, faça do mar um espelho do céu polvilhado de jangadas brancas; que o entardecer sangrando o horizonte daquelas lagoas, que estávamos guardando para uso particular, coloque-os nesse paraíso
Casal Paulo Abrantes e Ana Rosa
E tem mais, São Pedro. Dê a este Estado um cheiro sensual de melaço e cubra seus campos com o verde dos canaviais. As praias, ora, as praias deverão ser fascinantemente belas, sob a vigilância de altivos e fiéis coqueirais. Faça piscinas naturais dentro do mar, coloque um povo hospitaleiro e bom, e que a terra seja fértil e a comida típica melhor que o nosso manjá. Dê o nome de Alagoas. E a capital pela ciganice deverá chamar-se Maceió, e a sua padroeira, como não poderia deixar de ser, Nossa Senhora dos Prazeres”.

Antes de partir, fomos á casa do poeta José Monteiro para as costumeiras despedidas familiares e conversamos. Falamos de nosso agradabilíssimo encontro com o advogado, poeta e escritor Jucá Santos, Presidente da Academia de Letras de Maceió, de quem recebi autografado o seu mais recente livro O Breviário de Nice, e do escritor José Coelho, o seu livro, Cavalheiros da Grande Luta; estivemos também com o escritor Alberto Pereira, com quem lamentamos a ausência do escritor Laurentino Veiga, nosso Presidente da AAI, do escritor Tobias e de nosso amigo escritor Djalma Melo.

Ao lado do meu amigo Eugênio, passamos um final de semana de descobertas pelas ruas de Maceió. Os parques, as praias, os prédios oficiais, o almoço naquele restaurante típico á beira mar, e a conversa fluindo com algumas descobertas daquela cultura, que ao longo dos tempos deram vultosos homens públicos. Para quem não sabe, Maceió é constituído de um povo alegre, de um bom atendimento e de formidáveis e profundas descobertas históricas. E, não esqueça, Maceió vive dentro de cada um de nós. Parabéns poeta Zé Monteiro!

*É engenheiro civil e escritor pombalense

NOITE DE FESTA MARCA 50 ANOS DO POMBAL IDEAL CLUB

Cerimonial: Cândida, Diana e Clemildo
Noite festiva no Pombal Ideal Club no último sábado (20), marcou o cinquentenário de Fundação da entidade.  Houve entrega do Certificado comemorativo dos 50 anos aos ex- Presidentes, instantes marcados por grandes emoções.

Em um ambiente saudável e aconchegante, alegre e divertido, todos tiveram seu lazer ao vivo, animados por Mamá, Violão e Voz, um Trio de Uiraúna que apresentou um vasto repertório musical, desde o estilo bossa nova, passando pela jovem guarda, Mpb e o tradicional forró pé de serra.

A despeito de muitas mesas reservadas e adquiridas, muitos deixaram de comparecer, no entanto, os que compareceram manifestaram contentamento com a comemoração que transcorreu em um clima de paz e harmonia.

As dependências do Pombal Ideal Club estavam revestidas de uma ornamentação impecável que enchiam os nossos olhos de um colorido especial, produzido com muito requinte e bom gosto, graças ao talento, sensibilidade e profissionalismo do “Cri Art Eventos - Cândida Amélia”.

Na ocasião, o histórico apresentado pelo Radialista Clemildo Brunet de Sá, trouxe à lembrança as atividades recreativas e sociais do Club durante os longos anos de sua existência desde a fundação. Pombal Ideal Club – Criado em 01 de agosto de 1961. Seu primeiro Presidente foi Manoel de Sousa Bandeira de saudosa memória.

Notável em nossos dias é o destaque da mulher na sociedade, pois, pela primeira vez, nos 50 anos de história do Pombal Ideal Club, uma mulher assume o posto de Presidenta - trata-se da Senhora Cândida Amélia Formiga Leite, eleita para o biênio 2010/2011, que com garra e destemor tem lutado a todo custo, a fim de manter o sodalício de pé que conta ainda com 599 sócios remanescentes.

Parabéns ao Pombal Ideal Club pelos 50 Anos de Fundação!

Da Redação.

DESVENDADO O PARADEIRO DOS PATOS E DO PEIXE DA PRAÇA DO PIRARUCU DE POMBAL

Eronildo Barbosa

Antiga Praça do Pirarucu
Por Eronildo Barbosa*

Na última segunda-feira, 14 de agosto, publiquei no blog do Clemildo Brunet e no site da Rádio Liberdade de Pombal um artigo em que analisei a importância da Praça do Pirarucu para uma geração de garotos de Pombal da qual eu fazia parte. Entre outras coisas lembrei que havia nesse logradouro público um pequeno aquário com um grande peixe.

Minha mãe, dona Zuíla, filha de Luís Barbosa, que mora em Campina Grande, informou-me que também havia nessa praça alguns patos e gansos que ficavam retidos em um pequeno cercado de madeira.

Disparei um email para José Tavares perguntando se ele não tinha alguma pista que me ajudasse a descobrir o paradeiro dos patos e do peixe que habitavam a Praça do Pirarucu.

Ele me orientou a procurar o seu tio, Ignácio Tavares, o boêmio mais antigo em atividade da terra de Maringá. Enviei um email para Ignácio cercado de cuidado.

Grosso modo eu perguntei o que ele sabia sobre o destino do peixe e dos patos que viviam na Praça do Pirarucu, que provavelmente desapareceram na virada da década de sessenta para setenta, do século anterior, sem deixar vestígios.

Poucas horas depois recebi um email de Ignácio Tavares. Ele não entrou em detalhes sobre pato ou peixe, apenas narrou uma história hilariante sobre essa praça.

Contou que, certa feita, o prefeito Azuil Arruda, convocou o guarda da Praça do Pirarucu, Otacílio de Sousa, mais conhecido como Diasa, apreciador da boa e velha pinga, pai do locutor Zeilto Trajano, para informá-lo que estava arrependido de ter colocado os peixes na referida praça.

Tudo porque o povo da cidade passou a chamar aquele logradouro de Praça do Pirarucu. Falou, ainda, que isso era uma ofensa porque ele tinha homenageado aquela praça com o nome do Monsenhor Valeriano, tio da sua esposa, homem muito importante e culto, e o povo não respeitava a sua nobre iniciativa.

Diasa ouviu aquilo calado, porém, depois, informou ao prefeito que o povo estava certo porque o Padre Monsenhor Valeriano estava tão velho que mais parecia um pirarucu. O Prefeito saiu rindo do ambiente e não voltou mais a reclamar do nome que o povo escolheu para a praça.

Na quarta-feira recebi um novo email de Ignácio Tavares. Informava ele que sabia o destino dos patos e dos gansos. Entretanto nada conhecia sobre o sumiço do pirarucu.

Ignácio abriu o coração e contou detalhes de como roubava os patos. Falou que seus amigos Salatiel Marques, Pedoca de Deca, Curinha, Manasses, Nego Sabino, Luis Camilo, Arnaldo Ugulino, Bebê de Antonio Gomes, Sagaz, entre outros, sabiam que Diasa, o guarda da praça, gostava de cachaça.

Com muito cuidado faziam chegar ao velho guarda uma garrafa de Pitú. Poucas horas depois o vigilante, de “fogo”, estava dormindo no banco da praça ou em casa.

Sem vigilância, claro, ficava mais fácil o trabalho. Bastava colocar um pedaço de pão ou milho em um anzol e colocar para o pato beliscar. Depois era só puxar a linha do anzol que o pato vinha junto. Em outras oportunidades a ave era fisgada à mão.

Na seqüência era só levá-lo para a casa de Salatiel Marques e colocá-la na velha panela de barro.

Com esse método eles surrupiaram todos os patos da praça, porém, dois velhos gansos continuaram lá desafiando seus principais predadores.

Uma noite, de chuva, eles resolveram pegar um dos gansos. Destacaram Nego Sabino para cumprir a nobre missão. Passado pouco mais de uma hora nada do ganso e nem do Nego Sabino.

Ignácio Tavares resolveu ir ao local para saber o que aconteceu. Chegando lá encontrou Sabino, em cima de uma velha escada, todo beliscado. Os gansos resolveram enfrentar no bico o seu algoz.

Nessa noite os gansos escaparam da panela, porém, na noite seguinte, um sábado, Ignácio providenciou um reforço suplementar para enfrentar as aves. Até o guarda da praça, Diasa, participou dessa ariscada operação.

Os gansos foram diretos para o forno. Nego Sabino ficou cuidando do “rango”. Depois de umas voltas pelos bares da região central de Pombal o grupo voltou à casa do Sabino para saborear o assado.

Ao abrirem o forno perceberam que os bravos gansos estavam completamente tostados, portanto, imprestáveis para o consumo humano. Nego Sabino continuou dormindo.

Sobre o desaparecimento do pirarucu as informações de Ignácio são vagas e imprecisas. Ele relata que sua “equipe” tentou capturar o pirarucu mais de uma vez, porém, não consegui tirá-lo da água. O velho peixe pesava mais do que um homem.

Sem demonstrar firmeza na informação, Ignácio Tavares acredita que o velho pirarucu terminou a sua vida numa panela da fazenda Assento da Pedra, do pai do prefeito, onde o chefe do executivo municipal, Azuil Arruda, gostava de passar o final de semana.

Foi instigante entrevistar Ignácio Tavares sobre o paradeiro dos patos e do pirarucu da minha praça preferida. Depois de quarenta anos o mistério foi finalmente desvendado. Provavelmente porque o crime prescreveu.

Porém, ao invés de ter encerrado a conversa com Ignácio, inventei, inadvertidamente, de perguntá-lo também sobre o roubo dos patos de Chico Caetano. Aí ele arrepiou.

Falou-me que não tinha nada com esse assunto e que nessa época morava em João Pessoa. Alertou-me também que Cícero de Bembem, o mais famoso ladrão de galinha de Pombal, não teve participação nenhuma na operação de roubo desses patos.

Que eu fosse procurar essa informação com outras pessoas. Até me deu uns nomes. Mas...

Eis aí um episódio da história social da terrinha que merece ser investigado. É um tema muito relevante, certamente.

*O autor é Doutor em Educação e Professor Universitário. Mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

20 DE AGOSTO, DIA DO MAÇOM

Genival T. Dantas

 Genival Torres Dantas* "Esclarece que o presente texto não é de sua autoria, sendo de domínio público e de autor desconhecido, como maçom, nos enviou para postagem".

Que gente é essa ???
É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória.

É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do ocaso. Tem os dois pés no chão da realidade.

É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens. Escuta o som dos ventos.

É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si.

É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.

Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

É gente muito estranha os Maçons.

Gente de coração desarmado, sem ódio, sem preconceitos baratos ou picuinhas. Gente que fala com plantas e bichos. Dança na chuva e alegra-se com o sol.

É!! Gente estranha esses Maçons.

Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia.

Gente que erra e reconhece.

Gente que ao cair, se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam.

Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos.

Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão.

Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho.

Essa gente, vê o passado como referencial , o presente como luz e o futuro como meta.

São estranhos os Maçons!

Cultuam e estudam as Sagradas Tradições como forma de perpetuar as leis que regem o Universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar.

São fortes e valentes, e ao mesmo tempo humildes e serenos.

Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados de sabedoria, o fazem com panelas e artefatos.

São aventureiros e ao mesmo tempo criam raízes, inventam o que precisa ser inventado.

Criam e recriam.

Contam contos e contam suas próprias histórias.

Falam de generosidade em exercício constante.

Ajudam os necessitados com sigilo e discrição.

Conduzem a pratica desinteressada e oculta da caridade e do amor ao próximo.

Interessante essa gente, esses Maçons.

Obrigam-se nas tarefas, de estudar a Arte Real, de evoluir, de amar e dividir.

Partilham da mesa do rei e de um abrigo montanhês

PARABÉNS`PELO O SEU DIA! 
 
Pombalense e Empresário em Navegantes SC.

CHICO DA BUCHADA, A ESVAZIADA NOITE DA SEXTA FEIRA DO ROSÁRIO E O BAILE DA AABB

Jerdivan N. Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Quando eu saio em defesa do patrimônio cultural da minha cidade, seja ele artístico, arquitetônico, folclórico, religioso ou culinário, sempre há quem me mande mensagens criticando e até me chamando de “estrangeiro”, isto por que eu deixei a cidade em mil novecentos e setenta e sete, só retornando nos primeiros domingos de outubros.

Há ainda os que dizem que eu vivo no passado e que sou contra o desenvolvimento de Pombal, Felizmente estes são minorias. Muito mais, eu recebo mensagens dos que querem uma Pombal desenvolvida economicamente, mas que não “pise” no espólio cultural deixado pelos nossos ancestrais e que, a custo altíssimo, vem sendo preservado por suas descendências, no caso em discussão a Festa do Rosário.

Hoje, por coincidência eu recebi a informação de que o Chico da Buchada, devoto da Irmandade do Rosário, ligou preocupado com uma festa que sempre acontece na sexta-feira do Rosário na AABB, e que tem como atração uma banda de forró destas que tem causado polêmicas pela qualidade musical, mas que tem seu publico e, portanto, deve ser respeitada.

A preocupação do Chico da Buchada é a preocupação de todos que fazem a Festa do Rosário: o esvaziamento da atração principal no centro histórico da cidade, isso na sexta feira, ápice do evento maior e razão, inclusive, de haver o baile na AABB.

O Chico da Buchada pede, através de Verneck, que eu escreva um texto em defesa da Festa do Rosário para que o baile venha a acontecer em um outro dia, quem sabe na quinta feira, para que a sexta feira seja de fato a Festa do Rosário, festa centenária da qual em tantos outros textos eu já falei.

A Louvável e oportuna preocupação do nosso Chico da Buchada deve ser levada em consideração pela Prefeitura Municipal. A Secretaria de Cultura da Cidade precisa procurar os organizadores para discutir o assunto. As vezes um simples diálogo resolve o problema. Não sendo possível por estes meio, leva-se o caso ao Mistério Publico, guardiã do patrimônio cultural do nosso povo, para que seja assinado um Termo de Conduta com as partes conflitantes. O que não pode é, a cada outubro, vir a baila o mesmo insolucionável assunto.

É preciso que se entenda que o momento e a razão do evento é a Festa do Rosário. O resto é acessório e, se o acessório estar prejudicando o principal é este, e não aquele, que deve ceder.

A prefeitura tem a obrigação de pôr a colher nesse angu, uma vez que os prejuízos são latentes e conhecidos.

O Chico da Buchada pede, segundo Verneck, que eu diga ao povo de Pombal da importância da Festa do Rosário. É necessário? A Festa tem mais de um século e não há em Pombal que desconheça a sua importância para nosso povo, meu caro Chico da Buchada.

A Festa do Rosário, com sua grandiosidade, representa para o nosso povo, pobres e ricos, o congraçamento dos filhos da cidade que, nesta data, voltam à velha terra de Maringá, para rever amigos e ter noticias de as quantas andam a sua terrinha.

Os Negros dos Pontões, que chamam a atenção de pesquisadores de toda parte do país por só existir em Pombal; a realeza dos Congos e do Reisado, que nas suas coreografias nos levam de volta as nossas raízes negras, no entanto, são marginalizados, por administrador de visão curta que a cidade num passado recente teve a “sorte” de carregar nas costas, são diversas vezes mais importantes do que qualquer grupo musical que queira lhes roubar o brilho.

Mas, por mais que eu diga da importância da Festa do Rosário, quem melhor falou dela foi escritor teatrólogo pombalense Tarcísio Pereira, quando em um belíssimo texto sob o assunto arrematou dizendo: “A Festa do Rosário é algo que precisa ser visto com olhos de turista”.

Há pouco o que dizer da Festa do Rosário mas, muito o que fazer por ela. E você Chico da Buchada, do alto da sua humildade, ao me procurar para escrever este texto, já fez a sua parte. Esperamos que, quem mais pode fazer, não se omita.

*Escritor pombalense

DUAS FIGURAS ENIGMÁTICAS

Ignácio Tavares
IGNÁCIO TAVARES*

A cidade de Pombal sempre acolhe de braços abertos, as pessoas que chegam para passar alguns dias, mas, resolvem ficar para sempre. A imanência da sedutora cidade explica-se pelo modo receptivo com o qual o seu povo acolhe a todos que se propõem a se tornar cidadãos pombalense.

Desde antigamente ouve-se o presságio de que: quem ousar passar por aqui, pelo menos um dia e uma noite, jamais a esquecerá o perfume sedutor que exala em cada canto da cidade. Ainda há outra máxima que diz: “bebeu a água do racho do bode a paixão pela terrinha explode”. Decerto, por aqui ficará para sempre.

Das pessoas de origens diversas que fixaram residência em Pombal, quero falar apenas sobre duas. São criaturas sem expressões sociais, de origens desconhecidas. Outras criaturas já passaram por aqui na mesma situação, mas essas duas são especiais. Refiro-me a Luzia Carne Assada e Mané Doido.

Luzia Carne Assada chegou a Pombal não sei quando, não sei de onde. Era de compleição física acaboclada, estatura mediana, falava pouco, era reticente quando alguém perguntava sobre a sua origem. Não sei dizer a razão do apelido ¨ Luzia Carne Assada¨. Era devota de Nossa Senhora, por isso foi aceita, sem nenhuma restrição, como membro da Irmandade do Coração de Jesus.

Vivia de esmolas. Nunca aceitava qualquer doação acima de um cruzeiro. Costumava dizer que se alguém lhe oferecesse algo acima desse valor era porque estava com outras intenções. Talvez tivesse lá suas razões.

Era casta, puritana, morava sozinha numa casa no inicio da Rua da Cruz. Criava gatos, galinhas entre outros pequenos animais domésticos. O seu hábito de conviver, a muito gosto, cercada de pequenos animais nos levava a crer que era de origem rural.

Ela tinha um galo que era famoso. Certa noite a gente estava a beber na casa de Salatiel Marques. Lá por volta da meia noite, resolvemos roubar o galo de Carne Assada. Tudo certo, a operação foi perfeita. Só houve um problema: o galo passou mais de duas horas no fogo, amanheceu o dia e não cozinhou.

Diante do inesperado acontecido, alguém sugeriu que o galo tinha a mesma idade dela, por isso encruou e não cozinhou. Constrangidos, depois de uma pequena discussão, resolvemos pagar o galo, só que o pagamento tinha que ser feito aos poucos, porque ela não aceitava doação acima de um cruzeiro.

Assim foi feito. Calculamos o valor do animal, concluímos que valia no máximo vinte e cinco cruzeiros. Assim sendo, a dívida foi quitada de cruzeiro em cruzeiro. Vez por outra, a gente a provocava ao perguntar sobre o galo.

A resposta era um verdadeiro lamento, pois o galo pra ela era como se fosse um filho. Nunca perdeu a missa das cinco da manhã, porque o galo, exatamente às quatro e meia da manhã começava a cantar. Era o despertador que a acordava na hora certa para que não perdesse a missa celebrada por Padre Oriel no primeiro horário da manhã.

Não sei como terminou o ciclo de Luzia Carne Assada em Pombal. Do jeito que chegou partiu. Partiu sim pra outra dimensão, porque o corpo de Luzia jaz em um canto qualquer do cemitério velho. Como sempre numa cova rasa sem nenhuma inscrição que lembre que um dia alguém de origem humilde, sem origem, sem destino, habitou entre nós.

Quanto a Mané Doido, a história se repete. Chegou a Pombal ninguém sabe quando, nem tampouco de onde. Mané era morador de rua. Qualquer marquise servia-lhe de teto. Na época de chuva, ele costuma dormir no terraço da casa de seu Zezinho da Banca, pai do saudoso magro Zequinha.

Não era de pedir nada a ninguém. Pedia sim, com os olhos. Aproximava-se das bancas de frutas, de quem quer que fosse, ficava ali de braços cruzados, até que alguém entendesse o seu olhar pidão e oferecesse algumas bananas. Não agradecia, apenas esboçava um leve sorriso e se retirava como se nada tivesse acontecido.

O seu grande amigo era Cabina, proprietário do restaurante Manaíra, localizado à Rua Coronel José Fernandes, em frente ao mercado central. Quando Cabina não estava no restaurante a sua esposa Cecinha era quem socorria Mané. Almoçava, a noitinha recebia um suculento prato de sopa acompanhado de um pão, o que lhe era suficiente para mitigar a fome do dia.

Mané vez por outro mostrava o seu lado desconhecido. Certa noite chega ao restaurante Manaira, para o repasto noturno. Sentiu a ausência de Cecinha, que sempre ficava sentada fora do balcão a fazer as vezes de caixa.

Neste dia, quem estava fora era Cabina e Cecinha estava sentada no outro lado do balcão. Mané perguntou: “seu Cabina cadê dona Cecinha”? Cabina, como sempre debochado e bonachão respondeu: “ah, Mané eu não lhe conto, houve uma tragédia na minha família”.

Mané não entendeu bem o que Cabina estava a falar. Perguntou: “o que é isso seu Cabina”? Foi o seguinte Mané: “passou aqui um viajante e Cecinha fugiu com ele”. Indagou Mané: “ô quê seu Cabina, dona Cecinha fez isso”? Isso mesmo Mané, respondeu Cabina. Cecinha no outro lado do balcão a escutar toda conversa.

Mané ficou irrequieto, tomado pela dúvida. Mesmo assim resolveu opinar sobre o caso da suposta fuga de Cecinha e assim falou: “seu Cabina eu nunca lhe disse nada pra não lhe magoar”. Magoar como Mané? Perguntou Cabina. Mané ficou sem jeito, querendo expressar o seu pensamento, mas sem coragem com medo de uma reação de Cabina.

O ambiente ficou confuso pra Mané, mas mesmo assim resolveu falar o que sempre pensou de Cecinha: “olhe aqui seu Cabina, vou lhe falar a verdade. Eu sempre achei dona Cecinha com uma cara de quenga da moléstia. Não sei se o senhor concorda comigo, não é”?

Cecinha, que estava por trás do balcão a escutar toda história, levantou-se, interveio: “voce não é besta não Mané”? Ora, quando Mané viu que Cecinha estava presente, sentada no outro lado do balcão, a escutar tudo, saiu em desabada, sequer esperou pelo prato de sopa.

Mané passou muito tempo sem entrar no restaurante Manaira. Cabina todo dia preparava o prato e mandava pra ele. Certo dia Cecinha encontrou-se com ele na porta do açougue e fez as pazes. Pronto agora tudo está resolvido. Você pode voltar a comer lá no restaurante, viu?

Mas, Mané nunca mais foi o mesmo. Jamais teve coragem de olhar pra Cecinha. Sempre que os dois conversavam, ele volvia o olhar para o chão. Quando Cabina queria brincar com ele, não havia receptividade, pois calado estava, calado ficava.

Mané desapareceu para sempre. Morreu? Ninguém sabe, ninguém viu. Talvez tenha se encantado, como dizia o saudoso Guimarães Rosa: “ninguém morre, encanta-se”. Mané encantou-se?

Quem sabe, ao desencantar-se, talvez tenha se transformado numa libélula a vagar mundo afora, na busca de um lar, de uma família, coisa que nunca teve enquanto viveu a perambular pelo planeta terra.

João Pessoa 19 de Agosto de 2011

*Economista e Escritor

JUBILEU DE OURO DO POMBAL IDEAL CLUB

Clemildo Brunet - Prog. ao vivo no Pombal Ideal Clube em 16/11/2003.
CLEMILDO BRUNET*

Pombal Ideal Club o sodalício mais antigo de nossa cidade chega ao seu cinquentenário. Fundado no dia 01 de agosto de 1961, no verdor da minha adolescência, nesta data chegava aos meus 12 anos de idade, já engatinhando na radiofonia de minha terra. Um grupo de cidadãos da sociedade pombalense se reuniu na Sede Operaria Beneficente e decidiram por sua criação, pois ali naquele local (Sede Operária), já era um dos lugares utilizados para as promoções de festas e assustados como eram conhecidos à época essas diversões, que mesmo em ambiente cercado por quatro paredes, se destinavam ao lazer e divertimento público.

No dia 06 de setembro de 1961 em Assembleia Geral Extraordinária foi aprovado os estatutos do PIC sigla pela qual significa: POMBAL IDEAL CLUB, cujo documento consta os nomes de Pedro Luiz de Oliveira, Francisco Solano Trigueiro, Manoel de Sousa Bandeira, Wilson Nóbrega Seixas, Azuil Arruda de Assis, Atêncio Bezerra Wanderley, José Nicácio Amorim, Valdomiro Bandeira de Sousa, Pedro Celestino Dantas, José Arruda dos Santos, Salatiel Fernandes de Morais e Possidônio Ferreira de Queiroga.

Segundo Verneck Abrantes, o local para a construção da sede do Pombal Ideal Club ficava na ex- Rua do Comercio, a antiga Casa do Mercado construída pelo português Bernardino José da Rocha no início do século XX. Tendo sido desativada como ponto comercial, e, serviu de estação da luz, casa de ferreiro, depois, Câmara Municipal, e anos mais tarde oficina mecânica e residência familiar. Foi demolida em 1968, para dá lugar a construção do monumental edifício do PIC e até hoje vem resistindo às intempéries do tempo sem apresentar rachaduras em suas estruturas físicas, graças ao duplo do ferro necessário na obra, utilizado pelo mestre e construtor Manoel Virgineo, talvez por não ter engenheiro no acompanhamento da obra ou por se tratar de um dos primeiros prédios com aquela estrutura na cidade.

Casa antiga do Mercado
Seu primeiro Presidente foi Manoel de Sousa Bandeira (falecido há poucos meses), gestão 62/63. Seguindo-se por Pedro Celestino Dantas, 64/65; Hamlet de Assis Arnaud, 66/67, reeleito para o biênio 68/69. Nicácio de Assis Arnaud, 70/71 e 72/73. Carlos Alberto Soares de Oliveira, 74/75 e 76/77. Sebastião Alves Sarcivo, 78/79; José Arimateia Alencar Formiga, 80/81; Geraldo Arnaud de Assis Junior, 82/83; Antonio Pereira Filho, 84/85 e 86/87; Francisco Pereira da Silva, 88/89; Antonio Pereira Filho, maior período de gestão tendo sido reeleito a cada biênio entre 90/97; João Carlos Formiga Leite, 98/99 e 2000/2001; José Alves de Sousa, 2002/2003 e 2004/2005; Altair Queiroga Melo, 2006/2007 e 2008/2009 e Cãndida Amélia Formiga Leite, eleita para o biênio 2010/2011, atual gestão.

Nossa Coluna não vai entrar em detalhes de quem fez mais ou menos em suas gestões a frente do Pombal Ideal Clube, até porque, cometeríamos o pecado de destacar alguns em detrimento de outros cujos dados não temos em mãos. Peço permissão aos meus leitores para narrar o que foi o Pombal Ideal Club nos tempos passados com suas promoções festivas, que alegrava e trazia lazer para nossa sociedade, palco de grandes shows e bailes com a participação de artistas de renomes do cenário artístico nacional, tais como:

Renato e Seus Blue Caps (por duas vezes), The Fevers, Terríveis de Natal, Antonio Marcos, Nelson Gonçalves, Waldick Soriano, Cláudia Barroso, Sidney Magal, Banda Phobus, Orquestra Super “O HARA”, (por duas vezes), Jorge de Altinho, Assisão, Ivanildo do Sax, Os Feras, Orgirio Cavalcanti e Banda, Trio Nordestino, Chico Amaro, João Gonçalves, Grupo Skorpions, Anay Claro, Natureza Alucinante, Carlos Fernandes e Teclados, (por duas vezes), Evaldo Freire, Mauricio Reis, Roberto Muller, Skema Livre, Brilho do Som, Show Fênix, Trepidantes, RNC5, Os Tártaros, Os águias de Pombal, Grupo Show Nova Geração de Pombal e três Festivais com Sanfoneiros da região assinalados nos anos 85, 86 e 87 e muitas outras atrações do gênero musical.
Construção da Sede do Pombal Ideal Club - 1968
O Pombal Ideal Clube foi também palco de muitas convenções político/partidárias, sociais e administrativas. Em seu local recreativo muitos namoros foram iniciados e deram-se em casamento. Porém, teve também muitos finais de paixões amorosas. Ali foram realizadas semanas universitárias, júri simulado, lançamentos de livros dos nossos escritores, palestras, debates, entrevistas, festivais de músicas ao vivo, Programas de auditório, show de calouros, aniversários, festas juninas, apurações de votos de pleitos eleitorais em níveis tais como: Nacional, estadual e municipal, memoráveis concentrações públicas em frente a sua sede social, e velhos carnavais em seu recinto acolhedor.

Permita-me fazer agora, um registro do nosso cronista e escritor, Juiz de Direito da 5º Vara Cível da nossa Capital, Dr. Onaldo Queiroga, que reporta muito bem como foram as suas primeiras andanças pelo Pombal Ideal Clube.

Diz Onaldo Queiroga:

“Mas, foi em Pombal, minha querida terra, que vivi intensamente essa tradição. Nos anos 1980, na companhia do meu irmão Cacá, de primos e amigos de infância, tive a oportunidade de não só participar dos matinês do Pombal Ideal Clube, como também viver as quatro noites de carnaval. Recordo-me de que, sob a presidência de Pereira, o Pombal Ideal Clube realizava, organizadamente, o carnaval pombalense...

...Contudo, Os blocos davam um tom especial e harmônico à alegria dos foliões. Eram eles: O Formigão (de Chiquinho Formiga), Bloco do Sujo, Fuleragem, Brasinha, Descarados, Eternamente, Os Chorões, Antártica, Dragões, Os Ursos, etc. Cada um tinha seu próprio hino, que era executado na hora da entrada triunfante no salão do Pombal Ideal Clube. Ainda ouço o som metálico do pistom do gordo de Cabine e do sax de Teinha. Lembro-me de que, quando o Brasinha desfilava no salão, todos cantavam: “Brasinha, brasinha, é raça e cachaça é povão / Não é o maior bloco do Brasil / Brasinha é o melhor bloco de Pombal..” E o bloco do Sujo, fundado por Manoel Bandeira, trazia em seu hino: “Olhe o bloco do sujo / que não tem fantasia / Alegria barata / Carnaval vai chegar...” O Bloco “Os Ursos”, de sua vez, brincou apenas o carnaval de 1985, tendo sido seu hino composto por Luizinho Barbosa, e dizia: “Vem chegando os ursos abrindo alas no carnaval / todos vem alegres que não tem igual / tem mel, tem mel no meio do salão / são quatro dias de folia...”.

No auge de seu apogeu o POMBAL IDEAL CLUBE no marketing das divulgações de seus eventos, era anunciado e propagado em carro de som e outros meios de comunicação como, A Voz da Cidade e Lord Amplificador, com a expressão: ‘Hoje nos salões aristocráticos do Pombal Ideal Clube’ e seguia a divulgação do evento.
Nesse ínterim, evoco o testemunho do nosso pesquisador e escritor Verneck Abrantes que diz:

“O Pombal Ideal Clube foi um marco na vida social da cidade, em função disso as pessoas começaram a se vestir melhor para as noites no sodalício, musicas orquestradas e de boa qualidade eram contratadas. Devido o custo de entrada para as festas, ocorria uma seleção natural do publico, era chick ir ao Pombal Ideal Clube, com sua diretoria vigilante ao padrão de qualidade dos eventos. Antes as festas eram realizadas no Mercado Publico, Grupo Escolar João da Mata, Sede Operária e Brasil Oiticica”.
FACHADA DO POMBAL IDEAL CLUB
Em 1969 o Pombal Ideal Clube foi sede de uma das maiores festas, se não a maior do sertão da Paraíba, à época. “A PARAÍBA EM UMA NOITE” como integrante e titular do único meio de comunicação da cidade LORD AMPLIFICADOR, fui convidado com minha equipe para a cobertura jornalística do acontecimento, onde uma mesa reservada nos esperava. Acompanharam-me: Massilon Gonzaga, João Costa e Iêdo Leite de Sá.

Pois bem, o nosso estimado amigo, ator, dramaturgo e teatrólogo W. J. Solha que nesse tempo juntamente com o Diretor de cinema Linduarte de Noronha, estava produzindo a primeira longa metragem da Paraíba em Pombal, “O Salário da Morte’’, fora convidado por um grupo de jovens da sociedade para exibir uma peça durante o evento.

Naquela noite memorável, os circunstantes tiveram a oportunidade de assistir a peça com o título de ‘As Visões do Crânio do Boi Acauã no Esqueleto do Angico’, adaptado de um conto criado pelo próprio Solha, que mais tarde se tornaria matriz de seu livro A Canga e do curta-metragem dirigido pelo Marcus Vilar com o mesmo nome. A encenação da peça foi acompanhada da narração de Zeilto Trajano que transmitia ao vivo para Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras.

Diz Solha:

Éramos eu, Cadarço, Nilzete, Adalva e Benedito (colega do BB). O Verneck - embora menino ainda - me conseguiu um tocador de pífano e fez a iluminação do espetáculo. Foi apenas uma apresentação. Estava presente o Linduarte Noronha, que fazia as locações do filme O Salário da Morte.

Nessa noite ainda, houve desfile das garotas que representaram vários municípios do Estado e a presença da Miss Paraíba, cujo nome me foge da memória, como também da orquestra que animou o baile na ocasião.

Que este Jubileu de Ouro do Pombal Ideal Club com uma festa singela que vai marcar o evento no sábado (20), possa acender uma luz no fim do túnel e faça despertar os seus 599 sócios remanescentes, para que estejam cientes que no presente momento, o referido sodalício está em uma situação SOS - POMBAL IDEAL CLUBE, não por culpa da atual diretoria, pois esta tem feito um esforço sobre-humano para chamar o feito à ordem.

Não há dinheiro em caixa e o pouco que se consegue vem de doações voluntárias ou de aluguel do recinto para alguma atividade social. Segundo a Presidente atual Cândida Amélia Leite, o sodalício nem sequer tem dinheiro para mínimas despesas de manutenção com a limpeza ou qualquer reparo que seja necessário fazer em suas dependências. É desejo de a atual diretoria realizar um recadastramento dos sócios, os quais não sabemos desde quando estão inadimplentes com suas mensalidades.

É com dificuldade que vem sofrendo a atual diretoria por falta de dinheiro, mesmo assim, não era possível deixar passar em brancas nuvens tão importante efeméride; afinal o Pombal Ideal Club é um patrimônio Sócio Cultural e Arquitetônico que nossa comunidade tem com uma história cheia de lutas e sacrifícios, e, que por sorte da maneira sólida como sua sede foi construída - estar de pé ainda seu monumento no centro da cidade de Pombal, a lembrar tantos tempos gloriosos!

DIRETORIA ATUAL
Presidente – Cândida Amélia Formiga Leite
Vice Presidente- Maria Assis de Queiroga
1° Secretário – Davi Formiga dos Santos
2° Secretário – Sergio de Tarso Monteiro
1° Tesoureiro – Danilo Arruda
2° Tesoureiro – Odilon Salgado de Assis

Diretor Patrimonial – Alberto Salgado Bandeira

Diretor Social: Fernando Araújo Silva

Conselho Deliberativo
José Ednor Varela de Araújo
Francisco Nóbrega de Queiroga
Marcos Antonio Lopes Bezerra
Joana Darck Elias Queiroga
João Carlos Formiga Leite
Pedro Celestino Dantas Filho
Francisco Fernandes da Silva
José da Nóbrega Freitas

Suplentes
Evandro Junqueira de Almeida
Clemildo Brunet de Sá
Herbet Levi Rodrigues Olímpio

SALVE O POMBAL IDEAL CLUBE NO SEU JUBILEU DE OURO, PARA QUE VENHAM MAIS OUTROS CINQUENTA!

Pombal, 18 de agosto de 2011.

*RADIALISTA
Web. http://clemildo-brunet.blogspot.com.br/2011/08/jubileu-de-ouro-do-pombal-ideal-club.html 

CÂMARA DE VEREADORES REALIZA SESSÃO ESPECIAL E MARCA OS CINCO ANOS DE UFCG EM POMBAL

A Câmara Municipal de Pombal sob a Presidencia do Vereador José Wiliam de Queiroga Gomes, marcou nesta segunda (15), com uma Sessão Especial - Os Cinco Anos do Campus da UFCG em Pombal. O Evento se deu no auditório da UFCG de nossa cidade e contou com a presença do magnífico Reitor Prof° Thompson Fernandes Mariz, além dos diretores de campi de Cajazeiras Prof° Cezario de Almeida, e local Professor Cleyton Queiroga, como também de outros campi da Paraíba que integram a UFCG em nosso Estado.

Marcaram presenças também na sessão: Os Prefeitos Francisco Dutra de Brejo do Cruz e Pollyanna Feitosa de Pombal,  Pe. Ernaldo José, Pároco da cidade, Prof° Martino Salgado, Professora Diana Oliveira e muitos outros.

A Imprensa local foi representada na mesa dos trabalhos pelo Radialista Clemildo Brunet de Sá do Portal Clemildo, Comunicação & Rádio. 

Os Vereadores Alcides Gomes, Josevaldo Feitosa e Paulo Gomes, em seus pronunciamentos contaram a respeito dos esforços dos quais muitos se empenharam para a criação do Campus da UFCG em nossa cidade. Foram lembrados nomes como do Ex Prefeito Jario Feitosa e Pe. Solon Dantas de França (In Memoriam), e muitos outros que se engajaram na luta  para criação do Campus da universidade em Pombal.

Ainda falaram:  Os Professores Cezário de Almeida, Martinho salgado, Cleyton Queiroga, Prefeita Pollyanna Feitosa e por fim o Reitor Thompson Mariz, todos eles narraram fatos e pessoas que tiveram participação direta ou indireta, para concretizar o sonho de Pombal ter sua própria faculdade.

Após a Sessão, todos foram servidos por um lauto  almoço, sendo  recepcionados pela Prefeita Pollyanna Feitosa, em um restaurante da cidade.

Da Redação.

PREDADORES

Onaldo Queiroga
ONALDO QUEIROGA*

No mundo, encontramos seres horripilantes. Mas um há, especificamente, que é, sem dúvida, o mais repugnante de todos: o predador. Também numa sociedade extremamente materialista, onde o dinheiro apresenta-se como o "ser" supremo, os predadores encontram ambiente altamente propício para promoverem a multiplicação da espécie. Se você parar por alguns minutos e olhar bem para a sociedade em que vive, logo perceberá que os predadores existem realmente — estão em nosso dia-a-dia, convivendo lado a lado conosco.

Existem muitos tipos de predadores, porém dois nos chamam a atenção. O primeiro consiste naquela pessoa altamente materialista e egocêntrica, que não mede as consequências de seus atos, pois o que lhe importa verdadeiramente é concretizar um sonho qualquer, nem que para isso seja preciso literalmente passar por cima das pessoas. Não importa quais: irmão, pai, mãe, parentes ou mesmo amigos íntimos.

Esse tipo de predador é visto circulando em grande número e apresenta-se como um dos maiores responsáveis pela degradação da Terra. O comportamento desses predadores chega abruptamente ao nosso viver, como se estivessem sob o comando de um cansim egípcio [WINDOWS-1252?]— aquele vento sul, quente e seco, que sopra no Egito na época das cheias do Nilo [WINDOWS-1252?]— e também inundando de maldade o nosso tempo, sob as formas mais impiedosas.

São seres avarentos, mas parecem guardar dentro de si uma micoteca, pronta para se abrir e espalhar ao seu redor os fungos denominados inveja, soberba, corrupção, traição e egoísmo.

O segundo predador não é encontrado em número tão expressivo, mas também habita nosso planeta em grande quantidade. Trata-se de ser que, na maioria das vezes, pode ser considerado excelente cidadão, grande profissional, de extrema bondade. Todavia, seu modo de viver dizendo sim, sem jamais dizer não, de sempre dedicar-se primeiramente a resolver problemas, principalmente os alheios, esquivando-se de olhar para sua própria pessoa, fez surgir no mundo outra espécie de ser [WINDOWS-1252?]– o predador de si mesmo.

Ora, de uma extremidade a outra, a vida nos mostra a cara dos predadores. Por intermédio deles, também nos ensina o caminho da felicidade, que repousa no jardim do equilíbrio. É aquele velho ditado: "nem tanto ao mar, nem tanto à terra". A arrogância, prima da vaidade e irmã da prepotência, termina muitas vezes por levar homem ao estacionamento da depressão.

É preciso que a humanidade tenha consciência de que: "a inteligência se lhe condiciona a determinados fatos de expressão. O ar que respira é patrimônio de todos. As conquistas da ciência, sobre as quais baseia o progresso, são realizações corretas, mas provisórias, porquanto se ampliam consideravelmente de século para século. A saúde física é uma dádiva em regime de comodato. A fortuna é um depósito a título precário. A autoridade é uma delegação de competência, obviamente transferível. Os amigos são mutáveis, na troca incessante de posições, pela qual são freqüentemente chamados à prestação de serviço, segundo os ditames que os princípios de aperfeiçoamento ou de evolução lhes indiquem. Os próprios adversários, a quem devemos preciosos avisos, são substituídos periodicamente e que os mais queridos objetos de uso pessoal passam de mão a mão". (Emmanuel)

*Pombalense, Juiz da 5° Vara Cível da Capital.

Pr. CLÁUDIO ALVES DA SILVA É ALVO DE HOMENAGENS...

Pr.Cláudio e sua esposa Cantora Austria
"Pr. Cláudio Alves da Silva - 40 anos de vida"

Pr. Cláudio Alves da Silva, nascido na cidade de Macaparana/PE no dia 16/08/1971, cidadão pombalense desde dezembro de 2006 - propositura do Vereador Drº Santana ..., o Pr. Cláudio Alves é casado civilmente desde 11 de dezembro/99, com a Professora, Missionária e Cantora Evangélica Austria Alves Cavalcanti Silva, é pai de um filho Cláudio Alves da Silva Filho. O Pastor será alvo de homenagens de seus familiares e amigos nesta terça feira dia 16 de agosto, completando "quatro décadas" (40 anos).

• É filho do casal: Vicente Augustinho da Silva e Regina Maria da Silva.

• O Pr. Cláudio Alves da Silva foi pastor efetivo da IEC em Pombal/PB, no período: 18 de outubro/2003, a 27 de junho/10. Antes já tinha pastoreado a IEC de Macaparana/PE, e a IEC Monte Sião em Santa Cruz do Capibaribe/PE, exerceu a função de Secretário Executivo de Missões e Administrativo da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil por um período de cinco anos e três meses;

• O mesmo foi o idealizador e produtor do programa evangélico: "A Voz Congregacional" veiculado até os dias de hoje de segunda a sábado das 18:00 às 19:00h através da Rádio Liberdade 96 FM;

• Desde 30/6/10 reside na cidade de João Pessoa/PB, exerce atualmente a função de Diretor Nacional do DOM - Departamento de Orientação Missionária - da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.

• O mais recente feito do Pr. Cláudio Alves da Silva no exercício de sua função de Diretor do Departamento Nacional de Missões das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil foi a criação do Blog de caráter missionário: http://dommissoes.blogspot.com/

• O Pr. Cláudio desde abril/11 vem sendo um dos redatores do Jornal Aliança Congregacional (Página: Viva Missões), e da Revista Aliança Missionária - órgãos publicitários pertencentes a ALIANÇA. Ele com sua Diretoria presta assistência a 27 Campos Missionários Congregacionais; sendo 26 Campos no Brasil e um na cidade de Cochabamba - Bolívia. Presta também assistência a missionários que estão servindo ao Senhor na Espanha, e em Guiné-Bissau na África.

• A ele os nossos votos de parabéns, almejando que o Deus de toda graça o cubra de inúmeras bênçãos juntamente com sua família.

Da Redação.