CLEMILDO BRUNET DE SÁ

A CHAMINÉ DA BRASIL OITICICA

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Fundada em 1934, a Brasil Oiticica, indústria oriunda do Ceará, em pouco mais de 50 anos de existência conseguiu exportar mais de U$ 22 milhões de dólares, até que, no ano de 1987, teve decretada sua falência.

Não sei precisamente a data da sua instalação em Pombal. Só me recordo que era a sua chaminé, com seu inconfundível apito, que, ainda quando eu era criança pontuava o cronograma diário da minha vida. Eu acordava sob o som daquele apito, levantava-me e abraçava mais um dia feliz. Às 11 horas, novamente, seu som anunciava a parada laboral para o almoço. Ao bater das 13 horas, mais uma vez apitava, sinalizando o início do turno da tarde. Com o crepúsculo, a velha chaminé deitava o dia e nos entregava aos encantos da noite sertaneja.

Após a sua falência, o acervo situado em Pombal foi se tornando escombro. A chaminé silenciou, não mais acordou, nem deitou seus filhos. Mas, sua presença exuberante constitui um marco histórico a ser preservado, como incentivo à cultura. Lembremos de que a Europa ainda hoje mantém intactos os seus monumentos históricos, que são os principais mobilizadores do turismo, alavancadores de divisas, fortalecendo, firmemente, a estrutura sócio-econômica desse importante continente.
Não podemos continuar com mediocridade. Um povo sem história é um povo sem futuro. Se continuarmos a derrubar a história de Pombal, então, como construir um futuro promissor para as próximas gerações, as quais já não mais terão visualmente condições de conhecer a história da Casa do Altinho, do Sobrado de Joaquim Assis, entre outros imóveis que já foram demolidos pela falta de compromisso daqueles que acreditam que o dinheiro está acima de tudo.

É inadmissível que em pleno Século XXI ainda existam pessoas com mentalidade tão pobre. É possível o antigo conviver com o novo. Se acessarmos o google, visualizaremos exemplos dessa digna convivência. Recentemente, no Rio de Janeiro, foi inaugurado o Bangu Shopping, edificado numa indústria abandonada, onde também havia uma chaminé, que foi preservada e hoje se tornou a principal atração visual daquele empreendimento. Em João Pessoa, o mesmo exemplo, o Shopping Tambiá foi também inaugurado tendo sido preservado o antigo casarão que ali existia.

Não vamos demolir. Lutemos para a preservação da chaminé. Um dia, quem sabe, eu volte a Pombal e a encontre ainda de pé, exuberante, apitando me convidando para viver mais uma manhã, tarde e noite de sonhos.

*Pombalense, é Juiz de Direito da 5ª Vara Cível em João Pessoa - PB.

EXCLUSIVO: DIRETOR DO IPHAEP EM LAUDO TÉCNICO VAI PROPOR A PERMANÊNCIA DA CHAMINÉ DA BRASIL OITICICA!

Marco Coutinho
“Se ninguém mexer com essa chaminé nada vai acontecer com ela”. A afirmação é do Diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba –(IPHAEP) arquiteto e professor da UFPB, Dr. Marco Antonio Farias Coutinho, que veio a nossa cidade na tarde desta quarta feira (30), atendendo solicitação do promotor de Justiça Leonardo Furtado, para fazer uma vistoria na Chaminé da Brasil Oiticica e emitir um laudo técnico das condições em que a mesma se encontra.

No momento da vistoria da torre uma comissão formada pelo Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Vereador Jose William de Queiroga Gomes, dos Vereadores Paulo Gomes Vieira e Marcos Bandeira, engenheiro agrônomo José Tavares Neto, radialista Clemildo Brunet, empresários e alguns populares, acompanhou toda inspeção feita pelo Dr. Marco Coutinho.

A cada passo em torno da chaminé, Dr. Marco Coutinho fez anotações, tirou fotos, para fundamentar seu parecer e laudo técnico que será apresentado ao Promotor de Justiça Leonardo Furtado. Em sua opinião a Chaminé está íntegra apresentando apenas algumas fissuras na parte superior da torre que podem ser recuperadas, em sua visão a base está sólida não oferecendo risco de cair.
Vai propor que seja preservada a torre da Chaminé para um Monumento histórico que beneficiará os moradores da localidade com a construção de uma praça. Ele considerou que a chaminé é um ícone para a cidade de Pombal.

REPORTAGEM DE CLEMILDO BRUNET.

Promotor de Justiça instaura Inquérito e recomenda a não demolição da Chaminé da Brasil Oiticica de Pombal

O Promotor de Justiça da Comarca de Pombal, Leonardo Fernandes Furtado, após a realização de audiência com o Professor José Cezário de Almeida e o oficial de Justiça, Zildo de Souza, nos autos do Inquérito Civil Público, após apontar indícios do valor histórico-cultural da edificação da chaminé da Brasil Oiticica, emitiu recomendação aos responsáveis pela demolição daquela torre no sentido de que sejam imediatamente suspensas todas e quaisquer ações que culminem na derrubada daquela chaminé.

Na ocasião, o Promotor de Justiça requisitou a Universidade Federal de Campina Grande que proceda, no prazo de 10 dias, com a realização de estudo sobre o caso, com posterior e consequente envio de relatório circunstanciado a despeito da matéria ora em questão.

Ainda por ocasião da audiência do último dia 23 de maio, foram requisitados todos os documentos e fotografias da velha torre, bem como a indicação de nomes de historiadores para futuras e novas inquirições junto a Promotoria de Justiça da Comarca de Pombal.

Por fim, ficou ainda determinada a realização de nova audiência, a ser aprazada, com as pessoas já ouvidas e com os responsáveis pela demolição da chaminé da Brasil Oiticica.

Teófilo Júnior – Blog o mundo como ele é

A SECA chegou torrando muitos anos de FARTURA

Poeta José Dantas de Sousa
A prolongada estiagem
no NORDESTE brasileiro
causa dano e desespero,
seca a planta e a paisagem,
açude, rio e barragem,
afeta a agricultura,
a pesca e apicultura...
as fontes d’água secando.
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA.

Não choveu vinte por cento
dos anos anteriores,
deixando os agricultores
sem meios para o sustento,
sem água, sem alimento,
os leitos com rachadura,
abrindo brecha e fissura,
com o chão se esturricando.
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA.

Revisitei o sertão,
não vi pasto para o gado,
nem plantio no roçado
de milho, arroz e feijão...
nem área com irrigação,
nenhuma semeadura,
que plantio em terra dura
ninguém faz se arriscando.
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA

A ASA BRANCA voou
para outra região,
e o PÁSSARO CARÃO
na região não cantou,
só a CIGARRA ficou
no mormaço da quentura
sibilando a toda altura
como quem está clamando.
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA.

Se vê em televisão
caveiras de animais,
e outros magros demais,
de cortar o coração,
um ar de desolação,
pela SECA que perdura,
com carcaça e ossadura
no chão se amontoando.
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA.

Por falta de prevenção
contra a SECA no nordeste,
do cariri ao agreste,
é triste a situação,
ficando a população
num clima de amargura,
de incerteza e tortura,
angustiada e penando.
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA.

É grande a BUROCRACIA
para avaliação,
análise e aprovação
de uma certa quantia,
que cai numa letargia
até a assinatura
de repasse a prefeitura,
que ainda fica atrasando.
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA.

Não adianta culpar
o CLIMA da região,
pois à sua condição,
deve-se adaptar;
o homem deve encontrar
uma solução segura,
com adequada estrutura,
sem ficar se lastimando.
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA.

Cadê a TRANSPOSIÇÃO
que o nordeste tanto espera,
que depende da esfera
superior da nação,
para continuação
da obra que se afigura
de tamanha envergadura,
que termina, NÃO SEI QUANDO !
A SECA chegou torrando
muitos anos de FARTURA.

Versos de José de Sousa Dantas, mote de José Farias Filho
Transcrito do Portal Usina de Letras

DEFENESTRAÇÂO E CRIMES INACREDITÁVEIS

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*


Ao longo da história muitos foram os crimes em nome das religiões, etnias, políticas, preconceitos, racismos, e tantas outras causas que enojam a humanidade.

A defenestração de Praga, entre 1618/1648, na Boêmia, atual República Checa, por disputada de sucessão de trono, foi uma das mais conhecidas. Entretanto, várias foram as defenestrações, em tempos diferentes e motivos vários, cada qual com sua importância histórica.

Vivemos um momento de turbulência no cenário nacional, a credibilidade nas instituições e poderes constituídos atravessa uma fase negativa junto à opinião pública.

Após a implantação, em 1994, do Plano Real, idealizado pelo economista Edmar Bacha, ainda no governo Itamar Franco, gestão do então ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vem crescendo no cenário econômico internacional, se firmando como a 6° potencial mundial e se projetando à 5° potencia.

Esse fato de relevância política não foi suficiente para crescemos em todos os sentidos, formamos um contingente de pessoas inescrupulosas, voltadas ao apego e a prática do ganho fácil, aumentando substancialmente os desvios de recursos públicos, tanto nas esferas federal, estaduais e municipais, independente de partido ou cargos exercidos.

Com a aproximação do julgamento do mensalão, processo que rola no STF (Supremo Tribunal Federal), muita coisa foi dita a respeito, teses levantadas, dúvidas geradas, e a opinião pública atenta ao que possa acontecer com os acusados.

Nesse final de semana somos surpreendidos com a reportagem da Revista Veja, destacando um encontro casual do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no escritório do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, em Brasília, com o ministro do STF, Gilmar Mendes, e desse encontro ocorreu uma conversar entre os dois e o ex-presidente teria tentado negociar o adiamento do mensalão para 2013, usando como argumento o julgamento este ano, 2012, não seria conveniente, e como moeda de troca o ministro teria proteção na CPI do Cachoeira, Carlos Augusto Ramos, simplesmente Carlinhos Cachoeira, de maioria governista, citando a relação estreita do ministro Gilmar com o acusado de participação na quadrilha do Carlinhos Cachoeira, senador Demóstenes Torres.

O ex-ministro, Nelson Jobim, negou a conversa do Lula com o ministro Gilmar nesses termos, mas confirmou o encontro dos dois sem conversa reservado.

Há ainda uma citação, dessa conversa, fazendo referência ao julgamento do referido mensalão, onde outras pessoas são citadas, como o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Sepúlveda Pertence, ligado a ministra do STF, Carmem Lúcia, para que ela apoiasse a estratégia de adiamento do julgamento. Assunto esse negado pelo presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência.

Essas denuncias mais a inoperância da CPI do Cachoeira nos deixa perplexo, até o momento os integrantes da citada CPI não justificaram ainda sua criação, total desinteresse de convocar pessoas, efetivamente citados pelos marginais envolvidos no processo, principalmente os atuais governadores do DF, GO e RJ, cuja atitude, do presidente e relator da CPI, gera uma sensação de acordo entre os partidos dos acusado em questão, PT, PSDB e PMDB, respectivamente.

Isso posto nos vem as dúvidas, se a defenestração dos patrocinadores dos atos de corrupção da nossa sociedade política virá ou se teremos um grande acerto de bastidores, quando alguns bois de piranhas serão escolhidos e condenados, apenas para satisfação da sociedade descrédita e tensa, pela impunidade que toma conta de uma nação que ver seu esforço em vão, onde poucos, e corruptos, ficam com tanto, e muitos com tão pouco, para a dura sobrevivência com a dignidade dos justos e a serenidade dos praticantes da retidão.

*Escritor e Poeta

AINDA HÁ TEMPO

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Após uma longa noite de sono, o dia mais uma vez amanheceu, trazendo consigo a luz do Sol e a renovação da vida. Mas, ao acordar, senti-me mais cansado do que quando me deitei na noite anterior. O veloz e estressante mundo moderno deixa-nos assim, com essa indisposição, essa fadiga que não vai embora, que insiste em nos maltratar, impondo-nos uma enorme sensação de cansaço, resultado do excesso de atividades e de preocupações que nos circundam no dia-a-dia.

Ainda deitado, ouvi sons que vinham da parte externa da janela do meu quarto. Era o canto da passarada, os murmúrios do mar. De lá também vinham o calor do Sol e o mormaço da vida, vida da luz dourada daquele astro rei que, lentamente, erguia-se por trás da Ponta do Cabo Branco. Sentei-me na cama, rezei meu terço, coloquei-me em meditação, buscando um diálogo com Deus.

Nesse momento, percebi que não adiantava correr tanto, estender a mão para o estresse por tudo e por nada, martirizar-se tendo em vistas as coisas que não foram possíveis realizar no dia anterior e, quem sabe, também não poderiam ser concretizadas durante o dia que ora amanhecia. Veio o pensamento de que é preferível seguir a poesia que diz: “...deixa a vida me levar, vida leva eu..”. Mas nem sempre podemos agir como na poesia, tudo tem seu tempo. Evidentemente que temos que cumprir nossas obrigações, no entanto, é preciso a consciência de que as coisas têm que ser feitas com equilíbrio, com parcimônia e ponderação, pois, no final, tudo se resolverá, afinal, se a noite chega, inevitavelmente, logo em seguida, o sol voltará e amanhecerá um novo dia. Assim é o ciclo do Planeta Terra.

Senti que o tempo é sábio, sempre menino. Por isso, devemos aliviar a nossa mente, diminuindo o nosso ritmo de vida, ou mesmo deixar que as coisas possam se realizar com normalidade. Em instantes de turbulência, de contrariedade e decepções, o recomendável é contar até dez e permitir, por exemplo, que a tranquilidade de uma boa música penetre em nosso âmago, pinçando de nós todas as coisas ruins. A música realmente tem esse condão,, quando tocada em tom suave, harmonizando-se com a natureza, consegue acalmar nosso espírito e nos leva a um estado de tranquilidade que se assemelha ao silêncio das montanhas.

A sensação de fadiga foi sendo expurgada do meu corpo, do meu âmago. Fui criando alma nova e logo eu já estava novamente no trânsito, no já caótico tráfego da nossa capital, indo em direção ao Fórum, para mais um dia de trabalho. No CD do meu carro, um som do piano do campinense Sibelius Donato. Tranquilamente, sem pressa, guiei o carro, não me incomodando com as buzinas e com a marcha lenta do trânsito. Tive um ótimo dia, apesar do trabalho intenso.

Devemos repensar nosso cotidiano.

*Escritor e Juiz da 5ª Vara Cível de João Pessoa.

BRASIL OITICICA: UM PEDAÇO DA NOSSA HISTÓRIA

Maciel Gonzaga
Maciel Gonzaga*

Talvez ela tenha sido a mais antiga empresa organizada do Sertão paraibano. Com capital norte-americano, a Brasil Oiticica S/A foi pioneira no ramo de exportação no comércio de oleaginosas tendo chegado ao nosso país, inicialmente, em 1934, em Fortaleza. Em pouco mais de 50 anos de existência, exportou milhões de dólares para atender aos mercados da Inglaterra e dos Estados Unidos. A unidade de Pombal, que era subordinada a Fortaleza e acabou fechando em 1987 após decretar falência (situação em que, por força de decisão judicial, uma empresa é declarada insolvente, ou seja, incapaz de saldar seus débitos nos prazos contratuais estabelecidos).

Pessoalmente, por me encontrar fora de Pombal há mais de 43 anos, não sei precisamente porque os empreendedores da Brasil Oiticica escolheram a nossa cidade. Apenas, quando menino, ouvi muitas vezes o meu pai – José Firmino de Luna, conhecido como “Alegria da Brasil Oiticica – dizer que Pombal era a maior produtora de oiticica da Paraíba”. Talvez tenha sido esta a razão da implantação da fábrica em nossa cidade. O professor e historiador Inácio Tavares – mais idoso do que eu – dá uma explicação condizente:
Pé de Oiticica
“A segunda Guerra Mundial acelerou a procura por óleo vegetal, em particular, do fruto da oiticica, posto que, naquele momento de sufoco, a indústria siderúrgica dos países envolvidos no conflito, precisava urgentemente, aumentar a produção de ferro e aço, para abastecer as linhas de montagens da indústria bélica. Nesse processo, o óleo entra como um composto químico que dá consistência ao produto, o que facilita a etapa final de laminação. O aço é matéria básica para produção de navios, aviões, tanques, canhões, fuzis, metralhadoras, entre outros artefatos indispensáveis à selvajaria da guerra. O óleo de oiticica, para a indústria siderúrgica, não era um produto de boa qualidade. Desse modo, na ausência, em quantidade, de um bom sucedâneo, não houve outra saída, a não ser ele mesmo”.

No período da colheita da amêndoa da oiticica, uma espécie nativa da região, a economia da cidade de Pombal era acelerada com a circulação de dinheiro, emprego e renda para a população. Na pequena casa onde nasci, na Rua do Cachimbo Eterno, tinha dois pés de oiticica. E, assim, milhares de pequenos proprietários de terra não só de Pombal, mas de vários municípios do Alto Sertão plantavam oiticica, como fonte de renda. Do fruto, além da fabricação do óleo, a palha servia de ração para o gado.

"Sr.Alegria à esquerda, com a mão no bolso"
O meu pai trabalhou pela primeira vez na Brasil Oiticica em 1955, entrando na empresa pelas mãos de um compadre dele – Sr. Lessa – um cearense que se casou com uma pombalense (Dona Cleuzite). E lá, meu pai recebeu o apelido de “Alegria” porque trabalhava no setor denominado “Palha”, que fazia o transporte do fruto da oiticica em um carrinho sob trilhos, trabalhando sempre alegre e sorridente, sob a supervisão de Zé de Bú. Trabalhou até 1959, quando resolveu ir para Brasília.

Confesso que, diariamente, ao ir deixar o almoço do meu pai, ficava deslumbrando observando no pátio da indústria os frutos da oiticica exposto ao sol. Vislumbrava a chaminé. A indústria gerava centenas de empregos diretos e indiretos. Muitos pais de família tiravam o sustento de seus filhos com o suor do seu trabalho despejado na Brasil Oiticica. Tinha uma escola – eu estudei lá, com direito a fardamento, livros e merenda gratuitos - para os filhos dos operários, que funcionava nas dependências da antiga SANBRA, que foi alugada pela Brasil Oiticica

No campo esportivo, a indústria fundou um time de futebol com o propósito de atrair os operários e jovens da sociedade, para a prática desse esporte. Se não me engano era o BOSA Futebol Clube, a sigla da Brasil Oiticica Sociedade Anônima.
A sirene da Brasil Oiticica acordava toda a cidade. Era o nosso relógio londrino. Qual não foi a minha surpresa há alguns dias atrás, ao ouvir pela internet o programa de Genival Severo (Rádio Liberdade-FM), que estavam derrubando a chaminé da Brasil Oiticica. Fiquei pasmo! Comuniquei-me imediatamente com o amigo-irmão Clemildo Brunet de Sá e sugeri a ele um movimento na cidade, com direito a ir ao Ministério Público e à Justiça pedir a paralisação imediata do feito. Felizmente, isso aconteceu pela iniciativa de outro amigo-irmão o professor José Cezário de Almeida e do advogado Zildo de Souza, com o pedido de embargo junto ao MP, em razão do valor histórico daquele patrimônio, que faz parte da história de Pombal. O poder público municipal não pode silenciar diante dessa drástica atitude. A sociedade tem que se mobilizar em defesa desse nosso patrimônio, pois o sinal sonoro emitido da sirene localizada no alto da chaminé deve ficar para sempre na memória do povo da cidade de Pombal.

*Pombalense, Jornalista, Advogado e Professor. Natal RN.

LEMBRANÇAS E ESPERANÇAS

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*


Confesso que 1962 foi ano um que marcou profundamente minha infância, era o centenário da minha cidade natal, no dia 21 de julho daquele ano, no sertão paraibano, Pombal. A cidade tomou um aspecto de festa, uma semana de desfiles, comemorações, a comunidade participou ativamente das festividades, foi preparado um documentário apresentado aos munícipes, após os eventos, na tela panorâmica e som estereofônico, equipamentos na época de última geração, do cinema local, Cine Lux. Tudo modesto, mas tinha o cunho da cultura de um povo encravado no semi-árido nordestino, com suas tradições e sofreguidão, resultante das constantes secas da região.

Decorridos 50 anos, a cidade que já a conheci no auge dos seus 100 anos agora se prepara para seu Sesquicentenário. Novos cenários, cultura modificada, a globalização fazendo parte do contexto de uma gente que continua sofrendo as conseqüências das secas e suas seqüelas. Mesmo distante, continuo me informando da atividade cultural da cidade pequena a quem devo o inicio da minha formação. Para a minha tristeza não sinto nas palavras dos meus interlocutores e conterrâneos, que moram por lá, qualquer intenção de manifestação no sentido de festejarem essa data tão representativa para um município, mesmo sendo este ano, 2012, um ano que vem castigando duramente, todo nordeste, com o prolongamento da estiagem que persiste em minar a resistência da nossa gente, não vejo motivos para que se esqueça tão importante fato.
A tristeza aumenta quando sou sabedor que a memória cultural está para perder um dos seus monumentos, o chaminé da Brasil Oiticica, marco de uma época de desenvolvimento da industria de transformação, para o município, que será tombado, não pela cultura e pela preservação da historia da cidade, mas pelas mãos assassinas de quem não tem qualquer compromisso com a história das civilizações.

Hoje, residindo na região sul, cidade de Navegantes, onde em 26 de agosto próximo será comemorado o qüinquagésimo aniversário do município. Para meu desencanto, verifico que, aqui também, nenhuma manifestação maior está se formando para a comemoração da data do seu cinqüentenário. Navegantes, cidade fundada à foz do rio Itajaí-Açú, próspero município, com pujante desenvolvimento, principalmente após a implantação do sistema portuário com grande movimento de carga, no atendimento de importação e exportação, prospera e crescendo num ritmo acelerado, alcançando um dos maiores índices do Estado de Santa Catarina. Apesar dos problemas recentes com o nivelamento do ICMS, percentual único, para importações, imposição do governo federal, ocorrido recentemente, fato esse, resultando prejuízo para o município, e, todas as cidades portuárias do Estado. Vejo que, o município merece uma comemoração tão importante quanto a sua importância econômica, histórica e cultural para a economia do Vale do Itajaí.

Navegantes podia aproveitar essa data tão representativa para sua gente e lançar um programa para o desenvolvimento turístico da região, fundamentado nas suas riquezas naturais, proporcionadas por suas praias e contorno litorâneo. A cidade tem um aeroporto de porte internacional, atendendo grande área turística, passando por aqui pessoas vindas de diferentes regiões, inclusive exterior. Tendo como um dos municípios limítrofe a cidade de Penha, onde está localizado o maior parque temático da América Latina. Portanto, o fluxo turístico é muito grande e importante para quem quer desenvolver o turismo como uma fonte de renda, principal ou alternativo, mas que busque nesse segmento uma forma de sedimentar a economia local para blindagem de problemas futuros que possam ocorrer caso advenha alguma crise nos setores de transporte marítimo e industrial, naval e pesqueiro, fontes da economia local.

Duas cidades tão distantes de histórias tão diferentes, com lutas distintas para o seu povo, mas com uma memória, ambas, próxima da indiferença para suas raízes históricas e culturais, ainda há tempo para que possamos mudar o curso da história.

Escritor e Poeta pombalense

MARINGÁ, O NOME VERDADEIRO: O 8° LIVRO DE SEVERINO COELHO


Clemildo Brunet

CLEMILDO BRUNET*

A importância desse livro é o seu conteúdo não como história e sim como literatura. A história tem suas vertentes e modos de interpretações com versões que variam entre autores e escritores. Esse trabalho literário é um espaço aberto para discussões, pois Severino Coelho Viana de forma democrática deixa fluir o pensamento dos que não aceitam que a cabocla Maringá existiu e faz uma revelação surpreendente: Maringá não só existiu, mas também tem uma identidade.

Em outra oportunidade escrevendo sobre esse assunto, eu dizia: A controvérsia entre os homens é de suma importância, porque ela favorece em muito a liberdade de expressão. Existem histórias e (estórias) no seio da humanidade e daí nasce a divergência entre várias fontes, que fornecem elementos para a formação do pensamento e finalmente para a conclusão do raciocínio. Vai depender justamente da leitura que se faz sobre o acontecimento e dos personagens nele envolvidos.
 
Outro fato revelador nessa história é o aparecimento de um terceiro personagem que forma o triângulo amoroso entre dois homens apaixonados que disputavam o amor de uma mesma mulher. Cel. Manuel Arruda de Assis que nasceu no dia 03 de janeiro de 1898 e Ruy Carneiro que nasceu no dia 20 de agosto de 1901, três anos apenas de diferença de idade entre eles, significa dizer que foram contemporâneos, numa mesma cidade passaram pelo transcurso normal da infância e adolescência. Só na fase adulta tomaram rumos diferentes.
Severino Coelho Viana

O QUE DIZ O LIVRO A PÁGINA 149...

As circunstâncias indicam que havia uma disputa pela mesma mulher entre Manuel Arruda de Assis e Ruy Carneiro, no tempo da mocidade e que perdurou por um determinado tempo, inclusive, com externação de ciúme, sendo que ambos não realizaram a plenitude desse romance, que acabou num amor frustrado.


O nome verdadeiro de Maringá é ANA DANTAS DE ALENCAR, conhecida por Nina, filha de Argemiro Liberato de Alencar e Maria Malfada de Alencar, filha do segundo casamento, pois seu pai casou-se quatro vezes, nasceu e se criou no sítio Estrelo. Casou-se com Renato Maciel, teve dois filhos, Ramon e Ronaldo. O primeiro, bancário e segundo, engenheiro, morou no bairro da Torre – João Pessoa, e terminou seus últimos dias em cadeira de roda. O pai de Nina era um fazendeiro e tinha comércio de algodão na cidade de Mossoró-RN, além de ter sido membro do Conselho Municipal de Pombal.

Certamente o livro “Maringá, o nome verdadeiro” irá despertar interesse dos pombalenses que desejarem ir fundo nesse assunto, haja vista o acréscimo de fatos históricos revelados nessa nova versão que foram bem delineados com o tirocínio sagaz e inteligente de seu autor. Severino Coelho Viana pesquisou, colheu informações de fontes fidedignas, evocando depoimentos e testemunhos de escritores da estirpe de um Irineu Pinto, Wilson Seixas, José Américo de Almeida, Verneck Abrantes, Joaquim Osterne Carneiro dentre outros.  

Se Pombal na Paraíba passou a ser conhecida a partir de 1932, início dessa história, até internacionalmente na canção Maringá, agora nesse novo milênio poderá muito mais se encher de orgulho, pois a história da cabocla Maringá não é lenda e sim fato que tem registro na história. Como bem disse Severino Coelho: Ela existiu e tem nome verdadeiro.

Não é sem razão que se diz: POMBAL TERRA DE MARINGÀ!

Pombal, 24 de maio de 2012

*RADIALISTA, BLOGUEIRO, COLUNISTA
Twitter @clemildobrunet e @brunetcomunica

Uma moeda em crise

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O velho continente europeu atravessa uma fase de final de ciclo das mais críticas, que temos conhecimento, e noticia, de toda sua história. A Europa que foi berço da cultura do nosso planeta, patrocinadora de tantos ciclos de abundancia, mãe do atletismo, criadora dos jogos olímpicos. De onde partiram os grandes navegantes, com suas frotas, para descobertas das terras das Américas e Ásia (Sibéria).

Com extraordinárias conquistas no novo mundo e mantendo através das lutas, contra os nativos, a hegemonia dos países que se lançaram na aventura de expansão de seus domínios. Destacaram-se nessa fase Portugal e Espanha, seguidos pelos Ingleses, Franceses e Holandeses, ficando o final do século xiv e inicio do século xv, como a fase dos descobrimentos e mercantilismo. Com a exploração geográfica, explorando e conseguindo longas porções de terras, fundando colônias e abrindo estações de trocas, tanto na Ásia quanto na África.

Já no século x1x surge o tempo da revolução industrial com o crescimento da ciência moderna e melhorias tecnológicas, trazendo mudanças no direito internacional na regulação das relações externas. Com grande ênfase na agricultura, manufatura e transporte.

Depois de duas guerras mundiais, 1914/1918 e 1939/1945, irreparáveis perdas materiais e humanas, o velho continente toma novo rumo. A Europa ver surgir a potencia dos EUA, e se organiza nesse novo processo, resulta na sua integração econômica e política, se resguardando de conflitos futuro, surgindo organizações como a união européia.

A guerra fria chega ao fim com a ruína do sistema que mantém a União Soviética, dividindo-se em 15 países, a Rússia, o maior deles, assume o lugar no Conselho de Segurança da ONU, na vacância do cargo deixado pela própria União Soviética.

Com a assinatura do tratado de Maastricht, pelos membros da união européia, em 1992, e o acordo de schengen, 1985, foi desenvolvida a idéia de uma moeda comum, e o euro foi criado eletronicamente em 1999. Em 2002 o euro entra em circulação.

Com o agravamento da crise da dívida pública da Grécia e a conseqüente possibilidade de uma moratória, dívida de 120% do seu PIB, e a absoluta falta de transparência nas informações dos números apresentados à comissão européia (instituição independente, representante e defensora dos interesses da União Européia). A economia, da Europa, principalmente da zona do euro, agrava sua crise, e eleva a tensão nas demais nações do velho continente.

Como conseqüência, seus lideres começam a ser substituídos, o último foi o presidente francês, Nicolas Paul Stéphane Sarkozy de Nagy-Bocsa (Nicolas Sarkozy), perdeu a eleição presidencial no seu país e é substituído, eleição direta, pelo socialista François Holand, em 15 do corrente mês.

Com a crise européia se tem discutido muito a extinção do euro, com retorno as suas moedas originais em cada país, mesmo com a perda de 25% nas maiores e 50% para as pequenas economias. O assunto vem tomando corpo desde o final de 2011, mas remonta a 2007.

A quebra do Lehman Brothers (banco de investimento com ação global), em 2008, com sede em Nova Iorque, fato que levou a economia mundial próxima a uma depressão, levando governos a uma operação de salvamento, aos bancos, com comprometimento acima de 20% do PIB mundial (o PIB mundial em 2010 foi de 61.693.429 bi de dólares americanos). Outros valores estão sendo estudados para socorro aos demais países pertencentes da zona do euro, inclusive o apelo foi extensivo aos países do BRICS.

A pergunta que fica é se vai valer a pena o sacrifício na tentativa de salvar uma moeda que está agonizante numa época que todos demais continentes estão preocupados em não desmoronarem, a crise é generalizada, países pobres e ricos estão num mesmo barco, agora não mais em busca de novas conquistas, como fizera a Europa no passado, mas, tentando encontrar bóias de salvamento na tentativa de sobreviver aos naufrágios que certamente virão no futuro.

*Escritor e Poeta

LEMBRANÇAS QUE O TEMPO NÂO APAGA

Reminiscências II

Ignácio Tavares
Ignácio Tavares*

Em qualquer época sempre houve a formação de grupos de adolescentes românticos, sonhadores, sem pressa para definir seus projetos de vida com vista assegurar um futuro auspicioso. Foi assim no meu tempo. Hoje, as coisas são diferentes, posto que, os meios de comunicações de forma ostensiva ou subliminar é quem forma a cabeça dos desavisados adolescentes da era digital.

Assim como hoje, os adolescentes da minha época socialmente vivam em grupos. O nosso grupo vez por outra se fazia eclético, em termos de núcleo residencial, porque, em determinadas ocasiões éramos formados por jovens moradores da Rua do Comércio e da Rua da Cruz. Decerto o ecletismo no nosso grupo se fazia necessário no momento de organizarmos o nosso time de futebol.

Afora o futebol nos dias de férias escolares, nos finais de semana fazíamos caminhadas pela beira do rio a fim de prospectar pontos ideais para nossas diversões domingueiras. Quase sempre o nosso ponto de parada era o poço da panela. Era um lugar bastante procurado para os nossos banhos matinais.

O banho tornava-se emocionante em função do risco que o lugar nos submetia. Escolhíamos o topo da pedra mais alta para um salto de ponta, onde lá em baixo o espaço reservado para o mergulho era mínimo, em razão da existência de duas pedras posicionadas de forma paralelas, a nos esperar.

Tínhamos que pular com os braços apontados em direção a água para evitar choques com as malditas pedras. Era muita emoção, antes e depois do salto. Tínhamos também consciência do risco a que estávamos submetidos, pois, um passo em falso a desgraça estava feita.

Foram essas pedras que ceifaram a vida de Jair Alcântara. Este jovem, ao saltar, por uma razão qualquer, talvez tenha se desconcentrado, perdeu o equilíbrio, bateu de testa numa das pedras. Foi uma correria e tanto. O sangue veio a superfície anunciando que algo deu errado.

Não deu tempo sequer para que alguém ouvisse o seu último suspiro. Era assim mesmo, um passo em falso seria fatal. Jair deu esse passo, ao saltar para o último mergulho no poço da panela. Daí por diante ninguém mais ousou mergulhar naquele lugar.

O nosso grupo antecedeu ao grupo de Jair. Éramos bons nadadores, sobretudo habilidosos no momento do salto quase suicida. A panela não era o único poço onde nos banhávamos. Às vezes descíamos até os poços do Redondo, da Cambôa na busca de novas aventuras. O poço do Araçá era outra opção. Apenas os iniciantes o procuravam, uma vez que funcionava como uma escolinha preparatória para quem quisesse enfrentar os perigosos desafios do poço da panela.

Quando a gente retornava, dávamos uma passada pela Pedra do Sino a fim de tirar um som o qual se assemelhava ao sino da Igreja Matriz. Não sabíamos a que se devia a sonoridade daquela pedra. Depois, com o passar do tempo, soubemos que a Pedra do Sino era única, pois, não havia outra igual.

A pedra sonora era resultante de uma liga petrificada, composta de materiais ferrosos diversos. Com certeza esse era o mistério da sonoridade que extraiamos quando provocávamos o atrito com outra pedra. Nos domingos era comum encontrarmos alguém a se deliciar com o som extraído da referida pedra.

O fato triste foi o desaparecimento misterioso da Pedra do Sino. Se alguém a roubou, até hoje ninguém sabe, ninguém viu. D’outra forma, se foi transformada em pedras pra calçamento, também, ninguém sabe. Se por razões outras foi levada pra algum lugar distante, com certeza, teve de ser fatiada, pois era um bloco monolítico de enorme proporção. Assim sendo, era impossível ser conduzido através dos meios de transportes ditos convencionais.

Afora as travessuras que fazíamos rio abaixo, sempre em grupo, deslocávamos para outras partes da cidade a fim de desafiar outros jovens adolescentes através de disputadíssimas partidas de futebol. Brigas? Era coisa rara. Vez por outra havia alguns estranhamentos, mas eram resolvidos em tempo hábil para evitar enfrentamentos generalizados entre os grupos.

Quase sempre os acertos para disputas futebolísticas eram feitos no Grupo Escolar João da Mata. Essa unidade de ensino foi o ambiente mais representativo da convivência social pacifica, entre jovens de classes sociais diferentes.

De forma recorrente tenho dito que considero aquela velha unidade de ensino, um exemplo de democracia social, onde se misturavam ricos e pobres, brancos pretos, meninos e meninas. Todos coexistiam pacificamente. Nos intervalos, os amigos da Rua da Cruz engrossavam nossas fileiras, o que nos fazia um grupo forte, por isso respeitado.

Dada essa representatividade do nosso grupo éramos procurados por outros grupos com a finalidade de marcar encontros em ambientes apropriados para o lazer futebolistico, nos finais de semana. No próximo texto falarei sobre esses bons momentos que guardo na memória em cores vivas e irretocáveis. Até breve...

João Pessoa, 22 de Maio de 2012

*Graduado em Economia com especialização em Planejamento e Pesquisa Sócio-Econômica. Professor da disciplina "Micro Economia" do Departamento de Economia da UFPB e Economista aposentado da Secretaria Estadual de Planejamento do Estado da Paraíba.

IDENTIDADE DA CABOCLA MARINGÁ É REVELADA NO LANÇAMENTO DO 8° LIVRO DO ESCRITOR POMBALENSE SEVERINO COELHO VIANA!

Uma noite de cultura e intelectualidade é o que se pode dizer do lançamento da oitava obra literária do promotor de justiça e escritor pombalense Severino Coelho Viana com o lançamento do livro “MARINGÁ – O NOME VERDADEIRO”, realizada neste sábado (19) às 20 horas na sede do Pombal Ideal Clube.

Perante um auditório formado por diversas autoridades como os representantes do Ministério Público Dr. Amadeus Lopes Ferreira Presidente da Associação do Ministério Público da Paraíba, Dr. Bertrand de Araújo Asfora representando o Procurador Geral de Justiça da Paraíba, Promotor Osvaldo Trigueiro do Vale Filho, notáveis da cultura, intelectuais, imprensa – (de Pombal representada pelo radialista Clemildo Brunet de Sá do Portal Clemildo,Comunicação & Rádio e de Cajazeiras pelo Jornalista Chico Cardoso do Caldeirão Político), do Presidente da Câmara Municipal de Pombal, vereador José William de Queiroga Gomes, bem como diversos seguimentos da sociedade pombalense.

Na oportunidade, o Promotor de Justiça Severino Coelho Viana, anfitrião e  autor do livro "MARINGÁ - O NOME VERDADEIRO" na apresentação de sua obra literária fez uma revelação que surpreendeu a todos.

A história de Maringá não é lenda, dela se tem conhecimento a partir da seca de 1932, quando foi feita a composição da Canção Maringá pelo compositor Joubert de Carvalho havendo Ruy Carneiro, então chefe de gabinete do Ministro da Viação José Américo de Almeida, ajudado ao compositor na composição da canção Maringá.
Segundo Severino Coelho Viana conforme relato a página 149 do livro: O nome verdadeiro de Maringá é ANA DANTAS DE ALENCAR, conhecida por Nina, filha de Argemiro Liberato de Alencar e Maria Malfada de Alencar, filha do segundo casamento, pois seu pai casou-se quatro vezes, nasceu se criou no sítio Estrelo.

Ainda segundo o escritor pombalense e autor do livro – Maringá o nome Verdadeiro – “As circunstâncias indicam que havia uma disputa pela mesma mulher entre Manuel Arruda de Assis e Ruy Carneiro, no tempo da mocidade e que perdurou por um determinado tempo, inclusive, com externação de ciúme, sendo que ambos não realizaram a plenitude desse romance, que acabou num amor frustado” (Pág. 149.)

O evento transcorreu num clima de descontração, emoção e alegria com a execução da Canção Maringá pelo maestro Toscanini e cantada pelo professor Arlindo Ugulino no final de seu discurso. Diversos oradores se sucederam na tribuna para enaltecer as qualidades do anfitrião. O cerimonial foi presidido pelo Professor José Cezário de Almeida Diretor da UFCG Campus Cajazeiras. No final foi servido um coquetel aos presentes. 
Bertrand Asfora, Severino Coelho e Amadeus Lopes
Fotos cedidas gentilmente pelo clickpombal.
Twitter @clemildobrunet e @brunetcomunica



A história como ela deve ser escrita

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*


Na semana que se encerra, depois de dois anos e meio, finalmente é indicada e instalada a comissão nacional da verdade. A cerimônia de instalação contou com a participação da presidente Dilma Russelff, dos ex-presidentes, José Sarney, Fernando Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, e autoridades. Muito mais que um ato cívico foi um momento histórico e de reflexão para todos nós brasileiros que de certa forma vivemos e até fizemos a fase mais crítica para a vida democrática da nossa nação.

A comissão que começa seus trabalhos tem como fato relevante escrever a história a partir do inicio da Segunda República Brasileira, com o suicídio de Getúlio Dorneles Vargas, em agosto de1945, com final em março de 1964 com a deposição do presidente João Goulart, pelo golpe militar, e todo período compreendido até 1985, com retorno dos civis ao poder central. O foco será dado, evidentemente, a fase da ditadura do regime militar,1964/1985, vindo até a promulgação da nova constituição em 1988, quando é instituído a Nova República, com o Estado Democrático de Direito, presidencialista, referendado pelo plebiscito, voto popular, em 21 de abril de 1993.

O objetivo principal da comissão é esclarecer os responsáveis nos assassinatos, desaparecimentos e torturas, durante, e principalmente, o golpe militar. Entretanto o trabalho da comissão vai esbarrar na lei de anistia de 1979, com revisão de texto pedido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma das tarefas dos levantamentos será identificar pessoas, locais, mesmo que no exterior, e encaminhar as informações aos órgãos competentes, na tentativa de localizar corpos e restos mortais dos 140 desaparecidos durante o regime.

É bom deixar claro, a comissão não tem o poder punitivo, apenas elucidativos. Levantando dados, tantos dos militares e policiais, como dos terroristas que praticaram a guerra armada, com total isenção. Outrossim, as convocações não terão caráter obrigatório, e depois de dois anos será apresentado relatório final da compilação dos dados, sem, entretanto, a obrigatoriedade de divulgar tudo que foi levantado, com acesso a todos os arquivos do poder público.

Já há críticas ao trabalho que começa a ser desenvolvido pela comissão, vários setores se manifestam, principalmente os ativistas, defensores das investigações criminais. Acham, eles, que sem o poder de punição não haverá justiça. Alguns policiais e militares estão receosos se vai haver ou não equanimidade, dando-se o mesmo valor aos excessos, motivo gerador da comissão, tanto deles, militares e policiais, como das organizações esquerdistas. Alegam e lamentam, ainda, a ausência de representantes seus na comissão.

Apenas como efeito ilustrativo, segue abaixo informações “curriculares” dos sete membros, em ordem alfabética, que compõem a comissão nacional da verdade:

Claudio Lemos Fonteles - Nascido no Rio de Janeiro, 65 anos, ex-procurador-geral da República, de 2003/2005.

Gilson Langaro Dipp – Gaucho e Passo Fundo, 67 anos, formado em ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, exerceu a advocacia em Porto Alegre, em 1998 foi escolhido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nomeado em 2008 corregedor do Conselho Nacional de Justiça (SNJ),
considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009, chega ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2010;

José Carlos Dias – Paulista, 73 anos, é graduado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), presidente da comissão de justiça e paz de São Paulo, secretário de justiça do Estado de São Paulo, ministro da justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, membro do conselho curador da fundação padre Anchieta;

José Paulo Cavalcante Filho – Jurista, ex-secretário geral do ministério da justiça no governo José Sarney;

Maria Rita Kehl – Paulista de Campinas, 61 anos, formada pela USP, doutorada em psicanálise pela PUC São Paulo, psicanalista, ensaísta, critica literária, poetisa e cronista, detentora do prêmio Jabuti de literatura com o livro “o tempo e o cão”;

Paulo Sergio Pinheiro – Carioca, 68 anos, Diplomata, relator especial para a situação dos direitos humanos em Myanmar, coordenador da comissão internacional de inquérito para a Síria;

Rosa Maria Cardoso da Cunha – 65 anos, professora e escritora, advogada criminalista, ex-advogada da presidente Dilma Russelff e outros presos políticos no período de exceção, 1964/1985.

Esperamos que a comissão composta por membros independentes da sociedade brasileira possa trazer luzes à nossa história, sem mágoas ou ressentimentos, escrevendo uma fase da nossa história com clareza e objetividade, para que a posteridade possa nos julgar com a mesma serenidade que tivemos ao enterrar com os mortos um período negro de um país que sempre buscou a paz para os seus filhos.

*Escritor e Poeta pombalense

A COMISSÃO DA VERDADE E A DEMOCRACIA

Eronildo Barbosa
Eronildo Barbosa*

A marcha do povo brasileiro rumo à conquista efetiva da democracia representa um importante ensinamento para todos os povos que sonham palmilhar esse caminho. Estamos há 27 anos com as instituições democráticas atuando plenamente. Sem a mínima interrupção.

As viúvas da ditadura militar que teimam em defender ideias bizarras estão isoladas e fora do debate político nacional. Limitam-se a verbalizar temas “requentados” que não ajudam em nada na construção desse novo Brasil, que já ocupa a sexta posição no cenário econômico mundial.

As pessoas podem reclamar de distorções gritantes que ainda existem no Estado brasileiro. Podem exigir que a democracia seja mais aprofundada como forma de garantir a todos e a cada um o acesso aos bens materiais e culturais que o progresso e a riqueza trazem.

Porém não podem reclamar que os caminhos para o exercício da democracia estão fechados. Que não participa da vida política nacional porque não tem espaço. Isso é uma desculpa para justificar a sua pouca disposição para as atividades politicas.

Este ano tem eleição para escolha de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador. Mais de trinta partidos estão inscritos nesse pleito. Aqueles com a ficha limpa e filiado a uma agremiação política podem disputar uma vaga sem problema algum.

Esse fato é mais uma prova de que nossa democracia amadureceu. A sociedade política e a sociedade civil entenderam que as diferenças são fundamentais para a construção de um Brasil grande e socialmente rico. Que podemos crescer na diversidade.

Temos que olhar a frente. Ver novos horizontes e criar pontes para unir ainda mais a nação nessa grande empreitada de se converter em parâmetro do bem para os outros povos do mundo.

Não devemos ter medo de debater nossas potencialidade e fraquezas. Os erros existem para serem corrigidos. Não com intuito de revanchismo mesquinho, mas, no essencial, para que os referidos não sejam mais cometidos nem no Brasil nem em qualquer parte do planeta.

Sabemos que muitos irmãos foram mortos ou estão desaparecidos ao longo da ditadura militar que dirigiu o Brasil de 1964 a 1985. A família e os amigos não sabem como as mortes aconteceram. Onde estão enterrados os corpos? Porque foram mortos? Do que eram acusados? Quem matou?

Todos tem o sagrado direito de conhecer os detalhes desse triste período. Isso vale para os que tombaram de um lado e do outro.

Daí que achei muito acertada a criação da Comissão da Verdade. Ela tem a difícil e honrosa missão de tentar encontrar migalhas da história, pois, com o tempo, muitas informações desapareceram sobre o que aconteceu nos porões da ditadura.

O que se conseguir será de grande valia. Pode devolver para as famílias restos mortal ou depoimento sobre as condições concretas em que seu ente querido desapareceu.

Isso, com certeza, não traz o parente de volta, mas alivia um pouco a dor que teima em morar no coração e na mente de muita gente.

Cicatrizes abertas há muitos anos podem se fechar quando as pessoas forem informadas do que efetivamente aconteceu. Muito já se sabe desse período, entretanto, detalhes dos mortos e desaparecidos precisam ser conhecidos.

A Comissão da Verdade, formada por homens e mulheres da mais alta estatura moral e intelectual, com histórico de luta no campo dos direitos humanos, terá dois anos de árdua tarefa.

Esse trabalho não objetiva e nem pode condenar ninguém porque a lei da Anistia, aprovada em 1979, valeu para todos, assim, é muito importante que aqueles que estiveram ligados diretamente aos fatos colaborem. Digam o que sabe. Isso é importante para curar velhas feridas.

* Pombalense, é doutor em educação e professor universitário.

Descaso ou Conveniência Política

Genival Torres Dantas
Por Genival Torres Dantas*
Buscando informações nos meus alfarrábios, não cartapácios, constatei que a Mapleocroft, empresa britânica, levantou dados em 2010, para acompanhamento de risco global, apresentou índice da vulnerabilidade climática, com objetivo de ser um guia para adoção de políticas de investimentos estratégicos.

Nesse estudo no sul da Ásia consta 5 países com risco extremo, Índia, Bangladesh,Nepal, Afeganistão e Pasquistão, entre os 16 países na mesma situação.

O Brasil que está em 81°, relaciona-se nos países de alto risco, ficando a Rússia (117°), EUA (129°), Alemanha (131°), França (133°) e Grã-Bretanha(138°), como médio risco.

No Brasil a situação da estiagem prolongada, ou seca, sempre foi localizada na região do nordeste brasileiro geoeconômico, na zona do semi-árido, principalmente nos 1348 municípios que formam o polígono da seca, situados nos seguintes Estados: MG (86), BA (256), SE (32), AL (51), PE (145), PB (223), RN (161), CE (180) e PI (214).

Após as duas grandes secas ocorridas na região, a de 1777/1779, e a de 1888, conhecida como a seca dos três oitos, várias propostas foram feitas para amenizar os efeitos dramáticos como a fome, a penúria, o êxodo-rural, e a imagem triste do nordestino correndo em busca da pouca água que por acaso ainda reste no solo rachado, ou sub-solo, no sertão de sol inclemente. Vem daquela época a idéia da transposição do rio São Francisco, projeto tão sonhado e acalantado para aqueles que vivem a margem do rio e da vida a espera de soluções e sonhos.

Durante o ano de 1915 o Brasil volta a ser castigado, no governo do Presidente Venceslau Brás, novas promessas e sonhos renovados, pura ilusão. Na campanha de 1950, Getúlio Vargas se vangloriava, em discurso de inauguração do açude de Orós/CE, de ter feito barragens para aumentar a capacidade de acumulação de água, passando de 630 milhões para 2 bilhões de m³, num período de 14 anos (1930/1944).

Em 1956 Juscelino Kubitschek, na sua posse, sustentava que a seca daquele ano seria a última do nordeste.

Os governos dos presidentes, Janio da Silva Quadros e João Goulart nada acrescentaram à região nordeste. O período da revolução nada fez pela triste sina de um povo que sofre calado na espera de socorro. Os quatro presidentes pós- revolução, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, fecharam os olhos e o orçamento da União para o problema que se eterniza na alma dos flagelados anônimos.
Seca no Nordeste
Com a ascenção de Luis Inácio Lula da Silva a esperança volta ao povo nordestino, na expectativa que, com um filho da região no poder central, tudo pudesse mudar, e o nordestino passasse de ser uma região carente na economia brasileira para um forte contribuinte para a federação. Ledo engano, tudo continuou como antes, promessas, palavras, e nada de ação, a não ser projetos faraônicos, como a própria transposição do rio São Francisco e construções de cisternas, passando das atuais 300 mil para 1 milhão em toda região nordestina, assolada pelas estiagens.

Finalmente chegamos ao governo da Dilma Rousseff, planos, projetos, palavras, ditos pelo não dito, ministérios em abundancia e ações escassas, e o céu nem para chorar pelo povo nordestino, derramando um pouco de lágrimas, que não seja chuva, para amenizar um pouco a sede e a fome do meu povo.

No lusco-fusco dos dias de espera os governos, Federal e Estaduais, reservam-se no direito de agir com políticas assistenciais deixando de lado programas efetivos e estruturais de combate definitivo a calamidade de uma região que já podia está sendo cantada em verso e prosa a nova sina, com a abundância vinda das mesmas atitudes sérias e honestas, praticadas pelos políticos que até então trabalham em pro dos seus interesses pessoais, poucos levantam a voz na busca de alternativas viáveis e na mudança dos destinos daquela gente.

O advento da bolsa-estiagem, que vem se somar ao bolsa-família, é mais um paliativo e não uma solução definitiva. Temos 850 mil famílias sendo assistidas com o bolsa-família na região atingida pela seca de hoje, cada uma receberá R$400,00, em 5 prestações de R$80,00, como auxílio, bolsa-estiagem. No final a contribuição passará e a fome vai continuar, até que alguém tenha a capacidade, dignidade e serenidade, para estancar a sangria causada pelos desvios dos recursos que nunca chegam ao seu destino, se chegam, parte desses recursos, evaporam com as águas dos reservatórios no polígono da seca na terra brasileira.

*Escritor e Poeta pombalense

A SECA DE 2012

José Romero A. Cardoso
Por José Romero Araújo Cardoso*

Secas, fenômeno climático que aterroriza as populações interioranas há tempos imemoriais, vetoras de catástrofes, inimiga pungente da qualidade de vida, artifício vergonhoso de uma indústria mais que secular.

A história das secas no nordeste brasileiro é antiga. Inúmeros registros descreveram com linhas fortes a ação inexorável da natureza sobre o homem do semiárido, pois diversas trouxeram o signo de tragédias indescritíveis.

A calamidade que atingiu o nordeste brasileiro quando da grande e inesquecível seca de 1877-1879, a qual na definição de Rodolfo Teófilo caracterizou-se por ter sido um dos mais castigante fenômeno de estiagem que atingiu a região nordestina, responsabilizou-se só no Ceará pela morte ou pela emigração de mais de 300 mil pessoas.

O ano de 2012 iniciou-se com uma incógnita: chuvas cairão para alento do heróico povo do semiarido? Poucos milímetros estão sendo registrados, mesmo assim impossíveis de garantir que a agricultura de subsistência abasteça com o excedente os centros urbanos, tendo em vista que o agrobusiness impera de forma avassaladora visando o mercado externo, com toda tecnologia de primeiro mundo que desdenha a necessidade da maioria da população que depende da química dos céus a fim de garantir o sucesso do plantio.
Seca lastimável, providências tétricas e patéticas que nem sempre cumprem papel democrático em assistir o imenso somatório de desafortunados que em um passado distante comoveram Jesuíno Brilhante, fazendo-o agir de forma Robinhoodiana nos sertões potiguares e paraibanos à base da força coercitiva dos seus bacamartes que ousaram com coragem a apontar bem no coração dos agentes a serviço da indústria das secas.

A calamidade que se agiganta, trazendo dia após dia agruras à população, provocadas com a seca de 2012, está sendo comparada ao que foi observado há trinta anos quando da indescritível estiagem que teve inicio em 1979 e adentrou de forma intolerável, desumana e horripilante até meados da década seguinte do século passado.

Dramático observar que a poesia de Patativa do Assaré, imortalizada pelo expoente maior da música regional nordestina, continua atualíssima. A fuga em direção a centros mais hospitaleiros do ponto de vista socioeconômico, de geração de emprego e renda, embora eivado de preconceitos, ainda continua a afligir mentes e corações daqueles que são por natureza apegados a terra, possuidores de relação telúrica extraordinária com o meio.

Cotidianamente milhares de nordestinos desembarcam na porção mais rica da nação em busca de melhores condições de vida. Em inúmeros casos encontram condições de existência piores do que deixou em seu torrão natal. Subemprego e marginalidade passam a integrar de forma corriqueira as paisagens nas quais se inserem.

Triste constatar em nossas feiras que a lei da oferta e da procura rege as relações comerciais. O feijão, símbolo da agricultura familiar, alcança preços estratosféricos a cada dia que passa, frutos da indisponibilidade do produto em razão da ausência de chuvas.

Penoso é saber que a falta de critérios e de humanismo com a região nordeste em tempos de crises provocadas pelo drama climatérico ainda são constantes e tidos como naturais por aquela minoria que usurpou o poder e todas as benesses enquanto legados meticulosamente trabalhados desde a nossa formação socioeconômica.

* José Romero Araújo Cardoso, geógrafo, professor-adjunto do departamento de geografia do Campus Central da UERN.

EXCLUSIVO: DELEGAÇÂO DA UFCG CAJAZEIRAS É RECEBIDA POR MINISTRO DA SAÚDE ALEXANDRE PADILHA EM POMBAL

No último sábado (12) por ocasião da vinda do Ministro da Saúde Alexandre Padilha a Pombal, para a inauguração da UPA – Unidade de Pronto Atendimento no Bairro dos Pereiros, uma delegação da Universidade Federal de Campina de Grande UFCG – Campi Cajazeiras, capitaneada pelo Professor José Cezário de almeida Diretor do Campus, acompanhado pelo médico Vinicius Ximenes Coordenador do Curso de medicina, da Dra. Vanuscka Pedrosa Coordenadora Administrativa de Saúde e do Diretor do Hospital Materno Infantil da UFCG Cajazeiras, Dr. Francisco José Gonçalves, foi recebida em audiência pelo o Ministro Alexandre Padilha, oportunidade em que foram tratados assuntos inerentes a área de saúde daquela escola de ensino superior em Cajazeiras.

Nosso Portal fez o registro: Fotos
Dr. Francisco, Dr. Vinicius, Dr. Cezario e Dra. Vanuscka

Dr. Vinicius e o Ministro Padilha
Cezario, Vinicius e Padilha

Da Redação