CLEMILDO BRUNET DE SÁ

É TEMPO DE SE VIVER...

Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

O tempo vai... O tempo vem... É o que diz uma canção popular. O tempo é a nossa preocupação.  Isso não vem de hoje; já na época do apóstolo Paulo as pessoas pensavam assim, pois, ele escreveu aos seus contemporâneos :  “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos” Gálatas 4:10.

Será que a idade nos deixa preocupados com tempo? Não queremos a morte, mas, também não queremos o envelhecimento. Estamos no final do ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2013. Nesta época, as casas comerciais estão mobilizadas no sentido de atender a demanda para vender  seus produtos e

Programação Religiosa da Festa de São Sebastião 2014

Pombal – PB
De 02 a 20 de Janeiro de 2014
 Dia 02/01/14 – Quinta-feira  19h: Visita da imagem de São Sebastião na Comunidade Janduy Carneiro (Evangelização)
Celebrante: Pe. Franco
Dia 03/01/14 – Sexta-feira 19h: Visita da imagem de São Sebastião na Comunidade de Mãe Rainha (Casinhas) Celebrante: Pe. Casimiro
Dia 04/01/14 – Sábado 19h: Visita da imagem de São Sebastião na Comunidade de São João Batista (Petrópolis) Celebrante: Pe. Rogério
Dia 06/01/14 – Segunda-feira 19h: Visita da imagem de São Sebastião na Comunidade Nova Vida (Cruzeiro e na favela) - Casa de Dinha

A IRMANDADE DOS NEGROS DO ROSÁRIO DE POMBAL

Manoel Antonio de Maria Cachoeira (continuação do texto anterior)

Jerdivan

Jerdivan Nóbrega de Araujo+

PARTE II

 A figura central e motivadora do reconhecimento oficial da Irmandade dos negros do Rosário de Pombal é Manoel Antonio de Maria Cachoeira, de quem pouco se sabe. Especula-se que ele tenha sido um negro liberto, com certo poder aquisitivo, talvez um dos chamados “brancos do algodão”, assim denominados os negros livres, que obtiveram uma ascensão social através do enriquecimento proveniente do plantio e beneficiamento do algodão, tese da qual eu não compartilho, como será explicado em seguida.
Outros autores chegaram a afirmar que o patrono da Irmandade de Pombal, residisse na própria Igreja do Rosário, da qual era o zelador, e

Desejo para o próximo ano

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Sentimentos atávicos sejam bem vindos nesse momento de superação e estreitamento nas relações humanas, quando as etnias, preconceitos raciais, classes sociais e religiosas, buscam superar atitudes mesquinhas que o tempo trouxe até nossas gerações e que o próprio tempo e a sabedoria do ser humano se encarregarão de dar uma solução pacífica onde ainda existam diferenças a serem resolvidas, que tenhamos a capacidade de anteciparmos soluções por mais complexas que pareçam.

A sordidez da nossa destemperança vem de longa data, idade do princípio da luz e

DIRETO AO ASSUNTO...

CARA LUCY ALVES...
Tarcísio Pereira

Por Tarcísio Pereira*

Hoje durmo com a autoestima de uma Paraíba regozijada. Hoje durmo como um paraibano autêntico, orgulhoso do seu chão e do seu talento, dos seus valores, da sua riqueza sociocultural. Hoje durmo como um paraibano que viu a sua estrela brilhar. Hoje durmo, Lucy, com o gesto e lição de humildade e grandeza da nossa terra que você tão bem expressou para todo o nosso país.

Durmo, hoje, acreditando que preconceitos foram reduzidos, que as nossas cores se acenderam em luzes poucas vezes vistas, que uma nova data entrou na nossa história e

A DIFÍCIL CONVIVÊNCIA FAMILIAR.

 
Francisco Vieira
Francisco Vieira*    
      

           Em que pese ser a família a célula básica da sociedade, a instituição, com as estruturas abaladas, dão conta de que a prática nem sempre condiz com a teoria. Há, em muitos casos, enorme distância entre o dizer e o fazer.
                A família, entidade formadora de princípios éticos, vive hoje a mercê de mudanças. O que devia ser um ambiente de amor transformou-se num espaço de discórdia, um confronto de ofensas e desrespeito, verdadeiro campo de batalha, onde cada um faz valer sua opinião a todo custo.
            É sabido que a convivência humana não é fácil. A propósito, disse alguém na sua maneira simples de falar: “o bicho gente, entre todos os viventes é o que mais dificuldade sente de viver junto.” Quer no trabalho, na escola, entre vizinhos e

A minha crônica de natal‏

Teófilo Júnior


Escrever uma crônica de Natal é como compor um poema de amor, prazeroso e dificílimo. Prazeroso porque o tema nos remonta ao nosso sentimento mais nato: o amor. Dificílimo porque em matéria de amor a gente tem a inevitável certeza de que nada mais resta a dizer, os poetas consumiram todo o vernáculo, o que infelizmente nos torna apenas um cronista reincidente e repetitivo, nada mais.

Assim, uma crônica de Natal sempre parecerá que não é inédita! Sempre trará a desconfiança de que já foi escrita, reescrita, e que todas as suas variantes já foram escasseadas por tantos outros cronistas.
Neste particular, a tarefa se torna desafiadora. A minha intenção, creio eu, era iniciar me pautando por uma reflexão mais voltada ao social com passagens obrigatórias nas simbologias das coisas no contexto de um mundo ancorado em padrões estéticos e

Aos 69 anos, morre Reginaldo Rossi



O Natal dos Justos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Indiferente às versões que os estudiosos afirmam a figura emblemática do Papai Noel tem sua origem ligada a um Bispo Bondoso da Turquia, Nicolau, que procurava ajudar aos pobres, colocando saquinhos de moedas próximas as chaminés das casas desses, o registro inicial é de 280 DC. A figura mística e bondosa do velhinho que desde 1822 vem sendo propagado nos verso de Clemente Clark Moore, ex-professor de literatura grega, num poema escrito para seus filhos, e

O CANGACEIRO MASSILON

Maciel Gonzaga
Por Maciel Gonzaga*

O cangaceiro Massilon é uma figura da primeira metade do século passado bastante venerado dos sertões da Paraíba e Rio Grande do Norte. Seu nome era Benevides Leite, nascido na Serra de Luís Gomes, na chamada “Tromba do Elefante”, na região do Médio Oeste potiguar.

Segundo o historiador Alexandro Gurgel, o cangaceiro Massilon era um agricultor de boa índole, divertido e gostava de fazer amizade. Frequentador das feiras livres e apreciador de uma boa cachaça e jogava baralho. Mudou seu nome para Massilon e tinha um irmão cangaceiro que era conhecido por “Pinga Fogo”.

Foi um frequentador da feira da cidade de Belém de Brejo do Cruz, na Paraíba, que era a sua preferência. O delegado da cidade, homem valente e hostil, havia proibido o costume do povo andar armado e,

NATAL: AO INVÉS DE PALAVRAS E PRESENTES... PERDÃO!

“Perdoar é amar e faz bem à vida”
Clemildo Brunet

Clemildo Brunet*

Perdoar é divino. O perdão vem de Deus. Estamos vivendo os últimos momentos de mais um ano que se finda. O Natal está próximo, podemos sentir uma euforia nesta época, em dar e receber presentes; mensagens são enviadas entre parentes e amigos desejando votos de boas festas e felicitações para o ano que vai nascer. Tudo isto é muito bom, desde que compreendamos o sentido dos acontecimentos em torno dessa situação.

O advento do Messias para humanidade da parte do Criador é

A FESTA DO ROSARIO DE POMBAL TEM, NO MÍNIMO, 126 ANOS E NÃO 119

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

A informação que “em despacho Clérico o Bispo de Olinda, Dom João Fernandes Esberardi, autorizou a criação da Confraria da Irmandade do Rosário de Pombal” é repetida em todos os textos que abordam o assunto, e parte da informação obtida pelo professor Wilson Seixas, baseando-se em documentos de 1913. Com fulcro nesta informação, tomou-se como sendo o dia 18 de julho de 1895 a data da realização da primeira Festa do Rosário de Pombal, contando-se daí 118 anos do evento.
Mas esta informação não é verdadeira: a Festa do Rosário de Pombal é bem mais antiga, como veremos:
Os documentos originais

Natal da minha infância, vagas lembranças

Ignácio Tavares
Ignácio Tavares*

  Enquanto criança a festa natalina não fazia parte da minha agenda, nem mesmo pelo fato de ser a terceira mais badalada efeméride do ano, além do Rosário e São João. Dessa forma, a festa da natividade não me despertava o menor interesse por razões que em seguida veremos.
 Apesar da luminosidade da festa, nada mudava na rotina do dia a dia da nossa família. O que me chamava atenção era os presentes recebidos pelos amigos que residiam em frente a nossa casa. O mundo deles era diferente do nosso, pois, logo cedinho os amigos desfilavam escanchados em reluzentes bicicletas, velocípedes, doados supostamente por Papai Noel.
  Encantados com aquela cena eu e

Ornamentação Natalina enaltece o meio ambiente

Nalba Sirlene


Segundo pesquisas, existem várias lendas européias que tentam explicar porque o pinheiro é usado como símbolo do Natal. Na verdade essas lendas estão ligadas quase sempre ao fato de que algum povo da Europa Central adorava árvores e sacrifícios eram feitos ao deus Thor, sempre ao pé de alguma árvore bem frondosa.
Os romanos costumavam trocar entre si ramos de árvores verdes como sinal de que desejavam boa sorte, nas calendas (primeiro dia) de janeiro. Os ingleses tomaram este costume emprestado para usá-lo durante as comemorações do Natal. Os alemães provavelmente foram os primeiros a enfeitarem as árvores de Natal. Eles decoravam as suas árvores com estrelas, anjos, brinquedos, castanhas douradas

A IRMANDADE DOS NEGROS DO ROSÁRIO DE POMBAL

PARTE I

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

O florescimento das irmandades de negros nas regiões dos vales do Piancó, Seridó e Piranhas, se deram com a expansão da criação de gado e a introdução do algodão que, a partir da segunda metade do século XVIII, passou a ocupar um papel preponderante na economia regional, demandando uma grande quantidade de mão de obra escrava. As fazendas eram enormes e muitas das vezes pertencentes a uma mesma família, proporcionando a migração dos escravizados na região.

As irmandades eram associações de leigos que surgiram em todo o Brasil, colonial já no século XVI, cujo “estatuto”

A Injustificável Violência dos Nossos Dias

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

É impossível ficar indiferente aos problemas de violência que tem nos cercado nos últimos tempos. Não é um problema apenas regional, a sociedade como um todo tem se defrontado com o sofrimento das famílias que vivem cercadas da intolerável e indisfarçável guerra urbana que diminuem nossos espaços, nos tira o direito de ir e vir, nos premia com o desplante de atuações marginais, e em decorrência, sermos acometidos por doenças neuróticas, nos privando da nossa rotina diária, nos transformando numa verdadeira massa de pacientes estressados e trancados em nossas casas com receio até mesmo de abrirmos nossas portas aos parentes mais próximos, quando não os sobressaltos que temos ao atendermos a um inofensivo telefone. Portanto, nossas casas já não refletem a segurança desejada e

O velho Relógio

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Céu azul, o Sol com sua luz entregava-me o seu calor. Lá de fora, o canto dos pássaros anunciava o florescer de mais um dia no sertão. No quarto, deitado numa rede, eu ouvia as badaladas de um relógio. Sons que vinham da sala de jantar e anunciavam sete horas da manhã. Era hora de me levantar, e, da sala de estar, via meu avô, Antonio Hortêncio Rocha, dando corda no relógio que ficava na parede, defronte à mesa de jantar.

De cor escura, com seus belos vitrais, ali eu ficava a observar o pêndulo orquestrando o compasso do tempo. Tempo de infância, de amizades descompromissadas, de banhos de rio, de colecionar álbuns de figurinhas, de sair pelas ruas e

Atitudes que nada contribuem com a história

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O que verificamos nos últimos dias de novembro e início de dezembro foi um verdadeiro contra censo da situação e oposição que fazem a história política do nosso país, transformando a insensatez em papel de destaque da nossa imprensa, principalmente na comunicação midiática, espaço reservado ao grande público isenta da contaminação do ar da corrupção. Vendo as acusações e defesas dos dois lados só temos a lamentar o que tem ocorrido. A continuar nesse diapasão é provável que vão chegar à conclusão que os dois grupos, contingentes compostos de persona non grata à democracia vão terminar admitindo que ambos são corruptos e

PRAÇA JOÃO PESSOA: LUGAR DE ENCONTRO NOS ANOS SESSENTA

Ignácio Tavares
Ignácio Tavares*

Logo que cheguei a João Pessoa, dava pouca importância à vida noturna, a não ser quando o amigo Edrizio Roque arrastava-me, para uma boa noitada nos principais redutos boêmios da cidade.  Mesmo assim sentia-me como um bicho do mato fora do seu habitat natural. Tudo era diferente, a começar pelos novos amigos, os lugares que frequentava, coisa e tal.
Ainda estava preso às amizades sólidas que deixei pra trás no meu sagrado chão, bem como aos treinos do São Cristovão, às serestas nos finais de semana, o papo com a turma no busto da Praça Getúlio Vargas e das visitas ao lupanar de Antônia Benta.

Ainda preso às raízes pombalenses, era comum nos meus dias de folgas, principalmente nos finais de semana, numa boca de noite, tomar o ônibus na certeza de que ao amanhecer do dia estava a pôr os pés na minha boa e

MACIEL GONZAGA, APAGANDO AS VELINHAS...

Maciel Gonzaga de Luna
Registramos com muito prazer o aniversário na data de hoje de nosso amigo MACIEL GONZAGA DE LUNA, Advogado e Jornalista, atualmente assumindo as funções de Procurador Jurídico da Prefeitura Municipal de Pombal. Autor do Projeto Jornal “Alto Sertão” fazendo parte de seu Conselho Editorial. Enviamos nosso abraço fraternal, almejando que esta data em sua vida seja reproduzida muitas e muitas vezes com muita saúde.    

Maciel nasceu em Pombal no dia 05 de dezembro de 1950, seus pais José Firmino de Luna e

MORADORES DE RUA

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

As seis da matina, o sol esplendoroso surgindo no nascente, o coração começa a bater bem forte quando o olhar se dirige para o calçadão da praia, avista corpos estirados pelo chão ou apoiados em colchonetes esfolados e enrolados em sujos cobertores, com os pés cruzados enlameados da maneira de não ter sido lavado na noite anterior. Tudo misturado: homens e mulheres, bêbados e doidos, famintos e esfomeados que acordam esperando pelo o nada. Não existe coração humano que resista ver outro ser humano sofrendo ao relento.

A crescente população em situação de rua no Brasil é o retrato mais cruel da miséria social que se aprofunda em diversos ramos da esfera pública. O atual estado é a consequência de uma reação em cadeia que relaciona os altos índices de desemprego, rebaixamento salarial, uso de drogas e