CLEMILDO BRUNET DE SÁ

A área do sertão do Nordeste e a Geografia da Fome: Permanência e transformações

Marcela e Romero
José Romero Araújo Cardoso*
Marcela Ferreira Lopes*

Publicado com grande aceitação em 1946, o livro Geografia da Fome de Josué de Castro propôs regionalização alicerçada nos padrões nutricionais apresentados pelo País, até então eminentemente agroexportador, cuja população concentrava-se majoritariamente na zona rural.          
Analisando as condições alimentares apresentadas pela gente que habitava a área do sertão do Nordeste, Josué de Castro traçou linhas afirmativas sobre a região, frisando que a mesma teria condições de figurar de forma proeminente e

Nosso presente denigre o passado de glória

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

A sublevação de alguns líderes do PMDB, provocando uma reviravolta na base aliada, de apoio ao governo federal, em outros tempos e com outras cabeças pensantes, cuja ausência é sentida pelos brasileiros que ainda acreditam no poder político, certamente teríamos uma consistência absoluta e a certeza do começo de uma luta em busca da consolidação das conquistas Democráticas. Entretanto, sem eufemismo, trata-se da posição de uma ala, banda podre, da base aliada governista, que sempre esteve ao lado do poder, independentemente de quem estivesse no comando, se de direita, esquerda, centro, socialismo, comunismo, ideologia não é problema, o que interesse aos apegados ao poder é ficar no centro das decisões, e

Como coelhos – eis o problema do Brasil

João Costa
João Costa**

Para a Casa-Grande, formada por latifundiários, barões da indústria, classe média e seus porta-vozes – jornais, revistas e canais de TV – o problema do Brasil se resume a um só: a população que não pára de crescer, principalmente homens pobres que insistem em se reproduzir, daí o ódio de determinados setores aos programas sociais – simples assim. Melhorando de vida essa gente vai entrar nas universidades, competir com nossos filhos, frequentar shoppings e

A empresa agrícola colonial e a mata atlântica

José Romero A. Cardoso
Por José Romero Araújo Cardoso*

A descoberta precoce de metais preciosos nas colônias espanholas na América foi a principal responsável pelo sucesso da empresa agrícola no ensejo da colonização brasileira sob a égide da concentração mercantilista portuguesa na produção açucareira.
Portugal, antes concentrado quase exclusivamente no rico comércio das especiarias do oriente, começou a colonizar a parte que lhe coube com o Tratado de Tordesilhas trinta anos depois da descoberta das terras brasileiras.
Para que o engenho de banguê obtivesse sucesso teve que implementar as bases da plantation enquanto alicerces da formação sócio-econômica-espacial, calcadas no latifúndio, no trabalho escravo e

Um corpo agônico requer parcimônia

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Entre os países emergentes somos, sem dúvida, aquele de pior estado de penúria, casos fortuitos corroboram com o quadro crítico, com gradação sistemática e sistêmica, aliado a uma conjuntura adversa, movida por uma administração mitomaníaca e um quadro parcial de colaboradores nada afeitos aos bons costumes e zelosos pelo erário público.
O que mais assusta é a inoperância governamental numa ação qualquer que venha coibir, ou mesmo minimizar os efeitos nefastos da conduta de alguns membros, tentáculos de subtração a alimentar um monstro de gula feroz e

Baby, não me deixe tão sozinho!

Ricardo Ramalho
Ricardo Ramalho*

O cenário é Alagoa Grande, simpática cidade do Brejo Paraibano, onde ensinei Biologia por dois anos no Colégio Estadual. Ali aprendi, sobretudo, a ser mestre, professor e aumentar, ainda mais, a paixão pela ciência e o conhecimento. Descobrir reações singulares, afastar temores. Mas, também viver emoções, repletas de prazeres, de luzes. Naquela vivência, me apaixonei por uma garota, um ser que exalava doçura, meiguice e contentamento. Estudava no mesmo colégio, mas, não era aluna minha.  
            Corriam os últimos meses do curso de Agronomia e

UM CULTO EM AÇÕES DE GRAÇAS

Clemildo Brunet
Por Clemildo Brunet*

“Celebrarei a ti, ó Deus com o meu viver. Cantarei e contarei as tuas obras, pois por tuas mãos foram criados; terra, céu e mar e  tudo que neles há”

Nós cristãos evangélicos costumamos lidar com um Deus pessoal que ouve a nossa oração e responde os nossos pedidos. Deus não está tão longe como parece para que não nos possa atender. Pelo contrário, ele abre para nós a porta do diálogo. No livro do Profeta Isaías está escrito que ele convida  todos a busca-lo: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” Is. 55:6
Quando nos mudamos para a nossa nova casa sentimos o agir de Deus sobre as nossas vidas. Jamais por nossos esforços teríamos condições para aquisição de uma casa própria. Mas, Deus promoveu os meios para que chegássemos a concretizar esse sonho, de tal maneira, que levo comigo essa certeza e

POLITIZADO OU NÃO?







Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

A cidadania, o voto, a alternância do poder, o ser politizado são fontes primárias do regime democrático. Logo vem um questionamento: você realmente é um ser politizado, apesar de ser o homem definido como um animal político por natureza? Uma vez que vive em sociedade.
Uma análise profunda do conflito de ideias por meio das redes sociais nós percebemos que o ser é político, no entanto, está muito longe de ser politizado no sentido lato da expressão por que não coloca na prática os ditames da democracia. Agressividades mútuas de ordem pessoal, adesão sistêmica às ideias criadas e

Liberdade e grilhões

J. Romero A. Cardoso
Por José Romero Araújo Cardoso*

Doce encanto de mulher, articulando formidavelmente liberdade e grilhões como forma de demonstrar altivez, sonho, encantos, fantasias, sendo impossível passar despercebida devido atributos físicos e psicológicos que fazem-na ímpar na expressão literal do termo, na singularidade absoluta que marca a grandeza feminina.
Altiva e irresoluta, rompe barreira buscando afirmação negada ao gênero imemorialmente, tendo a certeza que conquistas e vitórias são passos a galgar-se talvez em médio prazo. Não mede distância intuindo conquistar espaços, objetivando novos horizontes que perto, não muito longe, trazem consigo marcas de merecida vitória por lutas incansáveis, travadas em prol de causa nobre, digna e

A Nega Maluca no Samba do Crioulo Doido

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*
      Tenho hábito de ficar navegando, antes de escrever qualquer trabalho, buscando nos sites oficiais das prefeituras, aleatoriamente, tentando algum nexo do assunto a discorrer e as nuances regionais, tão ricos nas manifestações culturais no interior dos brasis situados nos rincões mais distantes das grandes concentrações urbanas do nosso Brasil.
Nessas buscas sempre encontro ideias e realizações, em administrações de pequenos ou médios municípios, dignos de serem copiados por grandes centros, em decorrência da criatividade e praticidade de determinadas ações e

Educação como fator de desenvolvimento

Ignácio Tavares
Ignácio Tavares*
 A educação em princípio é o mais importante instrumento de transformação econômica e social de uma sociedade economicamente retardada. Os povos mais desenvolvidos do mundo devem as suas conquistas aos seus sistemas educacionais apurados, bem digo, a cima dos padrões convencionais que conhecemos.
  Por outro lado, os países situados abaixo da linha da prosperidade apoiam-se em sistemas educacionais de baixo nível que impede o fator saber atuar como força motriz do desenvolvimento econômico e

CLUBE DA REJEITADA X CANTORES ANTIGOS

Clemildo Brunet de Sá
Clemildo Brunet*

               O público alvo a quem se destina o Programa radiofônico “Clube da Rejeitada” levado ao “ar” pelas ondas da Rádio Liberdade FM 96.3 de Pombal aos domingos de 10 horas ao meio dia, levantou uma questão crucial para os seus produtores. Procede tocar músicas românticas de antigos cantores que fizeram sucesso no rádio no início de suas carreiras artísticas? Os pedidos chegaram logo no primeiro dia do programa. Nelson Gonçalves, Altemar Dutra e

Mídia nativa: cara de um; focinho do outro

João Costa
João Costa*

Curiosidades estúpidas da mídia nativa. Clara como a água, as cinco famílias que controlam os meios de comunicação no país, assumiram uma única agenda política: derrubar o governo. Por conta dessa agenda os jornais estão cada vez mais parecidos. Os teles jornais idem. Os sites seguem na mesma linha, com agravante da pobreza intelectual que domina a maioria deles.
Na semana que passou, um rapaz chamado Thomas, filho do governador de São Paulo, morreu em um acidente aéreo. No mesmo dia um garoto morreu atingido por uma bala perdida no Rio de Janeiro Duas tragédias se abateram em famílias de classes sociais extremamente opostas. Durante toda a semana jornais, revistas, TVs e

Colapso silencioso

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

         Não precisa ser expert para notar a mudança que vem se verificando no fluxo das marés. O homem mexe aqui, mexe acolá, e acredita que sua interferência em nada altera o curso das coisas. Ledo engano.
         Temos constatado que em nosso litoral é visível o avanço da maré. Com isso, os danos materiais estão aumentando a cada novo dia, e causando transtornos incalculáveis. Bares, restaurantes e imóveis residenciais são os que mais sofrem o impacto da intensa progressão do mar. Mas, é aquela história: quando se altera a realidade, obviamente a natureza tratará de buscar meios de acomodar sua existência. É inegável que as obras do Porto de SUAPE e

O país que temos não é o país que queremos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

        Jean Bodin (1530/1596), jurista francês, tido à sua época como o Procurador do Diabo, em decorrência da sua luta em perseguição a hereges e feiticeiras, escreveu uma obra, entre tantas, “Os Seis Livros da República”, nele, consta um pensamento que lembra muito o Brasil de hoje, ele pergunta e deixa claro: “Qual a diferença entre tiranos e bons governantes? Um busca manter os governados em paz e união; outro os divide para arruiná-los e engordar os confiscos”.
O que o sistema de governo atual, brasileiro, tem feito nos últimos 12 anos é exatamente fomentar a ira entre as classes sociais, procurando elevar a tensão entre os contrários, tanto na parte social, econômica, cultural e

A redução da maioridade penal

Teófilo Júnior
Teófilo Júnior*

             Um dos temas mais palpitantes no universo jurídico e do interesse da sociedade moderna, envolve, sem dúvida, a questão da redução da menor idade penal. A temática não se restringe a discussões nacionais, atualmente é um problema que aflige o mundo inteiro.
             Recentemente, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal aprovou a admissibilidade da proposta de Emenda Constitucional que reduz a maior idade de 18 para 16 anos. Trata-se do primeiro passo para o andamento da proposta naquela Casa Legislativa.
         No Brasil, nesse particular e