CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Um partido dividido entre ser ou não ser governo

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Vários são os fatores que determinam a falta de crédito no governo central, entretanto o motivo que mais influência esse ponto de vista é exatamente a falta de unanimidade incondicional dos partidos da base aliada que fazem o alicerce de apoio a sua sustentação.
Enquanto o sistema surfava em águas propicias ao esporte da moda, principalmente nos países emergentes e

Guerra da nova Geração

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Ao expor as feridas abertas da crise brasileira na ONU, a presidenta Dilma Vanna promoveu um vexame e uma vergonha nacional de grandeza abismal. Isolada no Planalto, e refém do PMDB, talvez tenha tentado – e conseguido – o tal abraço de afogados, ao mandar, de lá, um duro recado tanto ao Judiciário, quanto aos golpistas de plantão, internacionalizando uma crise que ela mesma não soube debelar, e continua não sabendo lidar, levando-se em conta o estado agonizante do seu partido, o PT, estigmatizado e criminalizado pela mídia nativa, sem esboçar uma única e escassa reação eficaz.
Esta crise e seu aprofundamento data de junho de 2013, com o vigor daquelas manifestações populares pouco compreendidas e

Evolução da vida no planeta azul

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Na conversa de hoje, fugindo um pouco da nossa monótona realidade cotidiana (de crises e corrupção), vou levar ao leitor uma reflexão sobre a evolução histórica da vida em nosso planeta.
Vamos começar bem do comecinho.
Como vocês se lembram, após cerca de oito bilhões de anos do inacreditável Big-Bang, um planeta sem nada de especial chamado Terra (onde mais de 70 por cento da superfície é coberta pela água...deveria se chamar “Planeta Água”) foi formado. Em nosso lindo planeta Azul, - alimentados pela energia do Sol, os elementos naturais, os átomos, formaram moléculas cada vez mais complexas. “Nada se perde, tudo se transforma”... lembram?
Dois bilhões de anos depois, a vida começou por aqui. Em linguagem mais técnica, padrões de matéria e

Em 2016 será uma seca igual à de 1958

José Antônio Albuquerque
José Antônio Albuquerque*

Luiz Carlos Molion, um dos mais renomados estudiosos das causas e previsibilidade das secas do Nordeste brasileiro, professor da Universidade Federal de Alagoas, PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia e representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), declarou esta semana na imprensa da Paraíba, que “não se tem o que fazer para evitar uma seca severa em 2016”.
As suas previsões estão embasadas em estudos realizados sobre o El Niño atual, que segundo ele “começou em outubro de 2014 e vai até junho de 2016 e

É impossível manter benefícios em crescimento com a economia em recessão

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O governo sente que desbordou ao perceber a economia não se recupera apesar do trabalho da área econômica e o esforço de alguns parlamentares que tentam ajudar na recondução da economia aos trilhos, mesmo sabendo da nítida ineficácia dos remédios aplicados com suas doses cavalares e de efeitos colaterais nocivos ao conjunto de vários setores, tanto do governo como do setor privado.
A política que antes era frutuosa hoje tornou-se calamitosa de proporções incalculáveis, a formula apresentada não era tão danosa, mas a falta de tato na condução dessa político fez com que os resultados fossem se encaminhando ao descalabro e

A REJEITADA 27 ANOS DE TRADIÇÃO E SUCESSO

Clemildo Brunet de Sá
Por Clemildo Brunet*

“O lado romântico é a grande paixão do brasileiro” Gilliard


A tradicional festa brega de Pombal, 26 de setembro (sábado), promete ser uma das melhores dos últimos anos. Isso se deve ao fato dos artistas que se apresentarão no palco do Pombal Ideal Clube a partir das 22 horas, bem como, pelas perspectivas do público em geral demonstrando interesse em comparecer ao evento.
Aliás, a Rejeitada neste ano de 2015 vai atingir em cheio as pessoas que gostam de curtir o brega sofrência (mistura de sofrimento com carência), como também as demais que gostam de curtir o romantismo clássico popular em toda sua potencialidade.
Executado em diversos ritmos a música brega se firmou no norte e

DEMOCRACIA E VOTO

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

A democracia e o povo são alma e corpo do Estado. Se funcionarem bem formam o paraíso, mas se estão em atividade pecaminosa jogam-se nas profundezas do inferno. O povo, sequer, tem o direito de expiação no purgatório.
A palavra povo é usada no discurso do candidato demagogo como enfeite literário. E por conta dessa demagogia barata, o povo é o grande sofredor dos atos truculentos do péssimo administrador e termina pagando a conta sem dever.
Democracia suas bases são firmadas por um governo do povo, pelo povo e para o povo. O nosso pensamento se volta para aquele famoso discurso de Abraham Lincoln, depois da vitória de Gettysburg, exaltando o novo funcionamento de um estado e

A vida não é fácil, Democracia também não

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Nesta conversa, vou tentar uma parceria com você, leitor, com muita esperança de que o nosso patropi possa ser um lugar melhor para nossos filhos e netos. Falaremos sobre Democracia e alternância do Poder.
O homem contemporâneo conquistou grande número de direitos, impensáveis para sociedades anteriores. Era comum aos governantes realizarem suas vontades e disporem de seus súditos como bem entendessem.
É exatamente o desvirtuamento das políticas por algum “déspota” que pode pôr em perigo as conquistas populares, ainda bem recentes. Na Democracia, a alternância de Poder é imprescindível para que novos métodos políticos e

Eles só querem viver em paz

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

O mundo mergulhou numa crise nebulosa. A Europa atravessa uma das piores no âmbito migratório, que apresenta-se como assustadora e dramática. São sírios e iraquianos que deixam seus países e tentam refúgio no Velho Mundo.
Conflitos armados promovem o explosivo fluxo migratório para a Europa nos últimos meses. Dados apontam para mais de quatro milhões de sírios fugindo o Velho Continente. Apesar de uma parte ter se refugiado no Líbano e

Vênus

Ricardo Ramalho
Ricardo Ramalho*
                                                                Estudava em Macaíba, uma cidade bem perto de Natal, no Colégio Agrícola de Jundiaí, a cerca de três quilômetros que, comumente, percorríamos a pé, nos fins de semanas. Havia pouca diversão para uma idade esfuziante de adolescente. Além dos passeios nas ruas centrais, os bailes no clube local atraiam os estudantes do Colégio, quase em sua totalidade, do gênero masculino. Assim, a disputa pelas garotas era renhida. Nos bailes, entretanto, a oferta aumentava com a vinda de natalenses.
            Anunciou-se um baile. Um conjunto musical da capital animaria a festa. Com antecedência, armávamos as estratégias de arranjar dinheiro para beber e

A política tentando se equilibrar no resto de esperança

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

No meu último trabalho, “Há uma crise inconteste entre a Presidência, o Congresso e as ruas”, fiz uma reflexão sobre a reedição do CPMF, o famigerado imposto sobre operação financeira. Hoje quero falar a respeito do dirigismo existente na economia brasileira, principalmente no aspecto das suas práticas realizadas de forma incontestavelmente distorcido e mal dirigido, cujos resultados são questionáveis e até mesmo contestados até mesmo por seus apoiadores menos fanáticos.
As alocações de recursos em empresas tidas como as TOP do mercado teve um resultado devastador sobre toda a economia, foi feita uma seleção aleatoriamente, sem nenhum critério técnico, baseado no favorecimento de afilhados, em segmentos de mercado pontuais, e

Breves considerações tecidas em cordel sobre Tenório Cavalcanti

Marcela e José Romero
José Romero Araújo Cardoso*
Marcela Ferreira Lopes*
Em junho de 1987, Gonçalo Ferreira da Silva escreveu interessantes passagens em cordel sobre a vida, lutas e desafios enfrentados pelo alagoano Natalício Tenório Cavalcanti de Albuquerque (Quebrangulo-AL, 27 de setembro de 1906 — Duque de Caxias, 5 de maio de 1987), que ficou conhecido como o “Rei da Baixada” e também como “o homem da capa preta”.
A literatura de cordel, através da produção do renomado poeta popular, assinalava a passagem para a eternidade de uma das mais polêmicas figuras públicas do País, cuja imortalidade granjeou-a através de atos e

O mal no mundo

 
Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Hoje, acordei mais triste do que o normal. Estou assuntando sobre o significado do mal no mundo.
Este é, na verdade, um alerta para o disfarce sob o qual o fascismo, diabolicamente, tenta ressurgir.
Não me refiro, apenas, a uma generalização dos conflitos, com a eclosão de novos atentados terroristas e sim à falência da política em relação à violência do dia-a-dia.
Notadamente para os jovens, aumenta a desesperança de realização de sonhos de futuros alternativos a partir dos processos democráticos.
Em seu livro “Eichmann em Jerusalém”, a filósofa e

Dr. Carrinho e as lembranças que ficam

Clemildo Brunet
Por Clemildo Brunet*

Em uma tarde ensolarada de segunda feira 14 de setembro de 2015, as cidades de Pombal e Paulista foram sobressaltadas com a triste notícia do falecimento de Carlos Alberto Soares de Oliveira (Dr. Carrinho) cidadão bastante conhecido pela sua empatia no trato com as pessoas que ele com maestria conquistava, compondo um elo de amizade de longa duração.
Carrinho era um ser de personalidade forte, sincero, intrépido em suas decisões; de sua natureza nascia sempre o desejo de servir bem aos que usufruíam de seu convívio e

Ninguém mergulha duas vezes no mesmo rio

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – “Quem vai partir/quem vai chegar/É o trem das sete horas”, eis um trecho de uma canção do velho Raul Seixas. A história é recorrente, repete-se como farsa, dizem analistas políticos; mas o trem da História parece parar nas mesmas estações. Eis que a Alemanha decidiu alojar refugiados sírios em prédios que integravam complexos de um campo de concentração na Segunda Guerra. Os mesmos prédios, onde há mais de 70 anos eram confinadas famílias judias, ciganas, comunistas, homossexuais aprisionados no leste europeu; agora

A solidão da alma

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Quantas vezes somos pegos sozinho, mesmo em companhia de várias pessoas, em ambientes completamente festivos, e nosso espírito é de verdadeiro retiro, isolado entre as luzes que traduzem o recinto alegre propício aos momentos de confraternizações, por entre os sons dos burburinhos, efeito das prosas, muitas vezes desencontradas, pessoas jogando conversas fora, apenas se fazendo presente entre muitos ausentes de alma. Somos todos compostos por esses detalhes que fazem parte das nossas vidas, independentemente de classe social, poder econômico, sexo, religião, até mesmo a faixa etária fica indiferente nessa hora, somos acometidos da solidão coletiva, aquela que nos impõe momentos de análise mais profunda e

O Quinze, um século após

Onaldo Queiroga
Por Onaldo Queiroga*

Um dos maiores períodos de seca vivida e registrada no Nordeste Brasileiro foi o de 1915. A estiagem foi de tamanha magnitude que embasou o livro intitulado “O Quinze”, autoria da cearense Rachel de Queiroz.
Através de "O Quinze", Rachel iniciou sua fase de escritora e consagrou-se na seara da literatura brasileira. Publicado no estilo romance, em 1930, a obra retratou o sofrimento vivenciado pelo povo nordestino para transpor a grande seca de 1915. O livro traz uma narrativa crítica, mas, de descrição comovente da dura estiagem, da miséria social e das dores do trajeto da forçada migração até a chegada e

Furacão 11/9 ainda não acabou

João Costa
João Costa*

Para sua consideração -11 de Setembro – Os acontecimentos daquela manhã de uma terça-feira de 2001 foram um marco de abertura do Século 21. Era possível e foi feito; as consequências se desdobram como efeito dominó, causando revisão de conceitos sobre a guerra assimétrica, liberdade de imprensa e de expressão, demonização do Islão e, recentemente, catástrofes humanitárias que assistimos pela TV especificamente sobre a Síria, tragédias humanas que afloraram com a tal “Primavera Árabe”, que levou a guerras civis na Líbia, Iêmen (isso na África); Ucrânia(na Eurásia) e,

Insensatez é querer imputar sistematicamente falhas a terceiros

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*
O governo no seu consuetudinário das suas destoantes prerrogativas lança mais um balão de ensaio na tentativa de apresentar um novo pacote, um verdadeiro imbróglio escamoteado nas entrelinhas do desespero, para aprovação do orçamento do próximo ano, inovando, como sempre para pior, lança dentro do Congresso Nacional e no colo dos seus ilustres componentes, o dever de revisar e consertar os erros crassos da sua inoperância, repassando aquela casa de Lei, a responsabilidade de ajustes do orçamento, o que sempre foi e

SENSO CRÍTICO

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

As conversas saudáveis ou o bom papo, usando a linguagem moderna, trazem verdadeiro entusiasmo no viver das pessoas que socialmente se aproximam no âmbito familiar, no setor de trabalho, no círculo de amizade, nas patotas de conhecidos e nos quadrantes das mesas de bar.
No meio produtivo da interação social, nós encontramos pessoas sábias e inteligentes; inteligentes e não sábias; graduadas com bom nível de conhecimento e graduadas que precisam de aperfeiçoamento; não graduadas e

Um caso de difícil solução

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*
Já disse um dia uma ex-ministra do governo Dilma: quando a coisa está feia relaxe e procure entrar em transe, claro que a afirmativa não foi bem com essas palavras, tudo é questão de interpretação, mas o sentido é o mesmo. O nosso país tem convivido com uma tragédia de constante, incessante crescimento e espessa expansão, composta de veleidades calamitosas e incongruentes ideias manifestadas pelos nossos gestores de limitada coerência.
Não bastasse a crise moral, econômica e

O novo nasce dentro do velho


"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". (Chico Xavier)
Rinaldo Barros

Rinaldo Barros*
A dialética nos ensina que o novo nasce dentro do velho. No atual cenário político do patropi, estamos assistindo a uma situação muito interessante.
No plano nacional, a situação está se complicando rapidamente para a presidente Dilma, para o PT governo. No fundo, tudo se passa como se o PT não governasse o país, talvez nunca tenha mesmo sido governo de fato, tudo se passa como se o PT - vergonhosamente - apenas vivenciasse o papel de preposto dos verdadeiros donos do poder. Há um vácuo de liderança.
Pior, aos poucos, iludido e

Copacabana, princesinha castigada

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Sua beleza é algo indescritivelmente sublime e inesquecível. Sua calçada é formosa e internacionalmente conhecida, pois seu desenho se harmoniza com as ondas do mar, com o céu de azul intenso que abriga o sol de 40 graus, a espalhar o amarelo das saborosas cervejas e do chope. Sua graça é simetria das sereias que tanto inspirou violões poéticos e

Os algozes da República tiram o viço do tesouro

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O ufanismo extremado e exageradamente contido na defesa da politica governamental, pelos seus sectários, só aumenta a certeza que temos da absoluta falta de conhecimento de políticas publicas e noções da ciência administrativa que devia ter o cidadão que se dispõe a defender uma causa, seja ela meritória ou não, mas, que se faça com consciência e conhecimentos dos fatos para que durante o embate não seja uma preia de fácil domínio.
Pobres seguidores do governo petista, depois de tantos desacertos e desventuras do sistema desacreditado, interna e externamente, cercados por mentiras escabrosas e

SAIBA COMO CONVIVER COM O IDOSO - UM DIA VOCÊ PODERÁ SER UM DELES!

Clemildo Brunet
Clemildo Brunet*

Ninguém em sã consciência por mais que esteja vendo a realidade dos fatos, admite ou assume aquilo que se chama envelhecer. A maioria das pessoas de meia idade não gosta que a chame de velhas, isso é um choque para elas quando as tratam assim.
O número de idosos desde 1994 em nosso país tem aumentado consideravelmente e a nossa Paraíba encravada na região mais pobre desta nação, é hoje proporcionalmente, a segunda maior população de idosos e divide o segundo lugar no Brasil com o Rio Grande do Sul. Já o Rio de Janeiro tem um pouco mais, 10,9% ocupando o primeiro lugar em número de idosos.
Em um país de envelhecidos o mais desgastante é que nossa sociedade não está disposta e

A ação implacável das secas em Aquarela Nordestina

J. Romero Araújo Cardoso
José Romero Araújo Cardoso*

Na História da Música Popular Nordestina há lugar de destaque para a abordagem brilhante que Rosil de Assis Cavalcanti (Macaparana, 20 de dezembro de 1915 – Campina Grande, 10 de julho de) enfatizou no que se refere ao drama representado pelas secas no Nordeste Brasileiro, através de belíssima canção regional intitulada Aquarela Nordestina, composta em parceria com Maria das Neves Coura Cavalcanti.
Em 1958, Marinês e sua gente gravaram Aquarela Nordestina, seguidos por outros geniais intérpretes, a exemplo de Luiz Gonzaga, registrada em 1989, ano de sua morte em dois de agosto e