CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Totalitarismo cultural

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Ouço muito falar em democracia neste país. Mas será que estamos vivendo sob a égide da democracia, precipuamente quando nos referimos ao aspecto cultural.
O Estado faz concessão do serviço público de telecomunicações e de radiodifusão sonora de sons e imagens, permitindo, por meio de delegação, a utilização de um bem público, no caso, o espectro de radiofrequências, Lei n. 9.427/97, desde que atendidas as finalidades e

As águas de março e o Putsch contra Dilma

João Costa
João Costa*

Se o 13 de dezembro foi apenas um ensaio fracassado das forças políticas que tentam um golpe de estado no país, agora vem o próximo: 13 de março. O Putsch tem data marcada, porque segue uma cronologia orquestrada por uma milícia poderosa envolvendo organismos de estado, o Judiciário, o Ministério Público e a mídia nativa que lhe dá suporte. O “Fora Dilma” do próximo dia 13 de março antecede em 15 dias, uma provável prisão do ex-presidente Lula na Páscoa.
O concatenamento dos fatos já é visível. Um quebra-cabeça, um jogo de xadrez está no tabuleiro, e

Bagaceira nos caminhos desencontrados

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Já faz algum tempo que os caminhos que levam aos ajustes de setores prioritários para o nosso país encontram-se desencontrados e desajustados. Por maior que seja o esforço da tigrada petista os resultados são deploráveis, sem nenhuma consistência ou que venha merecer algum crédito que possa ter um pálido sinal positivo para o futuro.
Parece até uma doença recidivante, voltando sempre ao ponto original, implicando  com efeitos colaterais amplamente já conhecidos de nós pecadores brasileiros. Os jornais eletrônicos e os impressos, tem-nos alertado da simbiose motriz entre o capital e

Banho de chuva

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Não há banho de chuveiro, de banheira, de piscina, de mar, de cachoeira, de açude, de rio e de riacho, que seja melhor do que um banho de chuva no sertão de meu Deus.
Só quem é das plagas sertanejas sabe bem o que representa despedir a estiagem, que na curva da estrada faz seu caminho para o oco do mundo. Açoitada pelos relâmpagos cortando os céus e sob o som estremecedor dos trovões, a seca vai embora e o menino corre livre pelas veredas banhadas pelas chuvas. Ele vai parando em cada biqueira, molhando o corpo e

Mundo volúvel e volátil

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

A conversa de hoje segue o rumo das inquietações e perplexidade em relação à irrealidade do nosso mundo contemporâneo. Ando angustiado porque tenho um entendimento de que, neste Milênio, não estamos atravessando apenas mais um momento de turbulência.
Estamos dentro do viveiro das incertezas, no olho do furacão. Sem bússola.
Uma perplexidade que, espero, não seja somente minha, mas de todos os que ainda almejam construir a cidadania e vivem as dificuldades para manter a dignidade e

O perdão, para que serve?

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – As únicas cartas que não mentem, jamais, são as do Tarô de Marselha, sentenciam os iniciados. Michael Temer, tramou, conspirou, traiu e até uma carta enviou. Relatou argumentos inconvincentes até para os ouvidos dos bebês da Cândida Vargas. Uma outra carta apareceu, desta feita de um jornalista chamado João Pedrosa, pedindo desculpa ao poeta e escritor Chico Buarque de Holanda, depois de ter postado nas redes sociais ofensas à família do cantor. Pedido de desculpas em meio a declarações de ódio que, segundo ele, motivaram as ofensas. A carta aparece depois que o cantor recorreu à Justiça pedindo reparação moral, seguindo o atual padrão da mídia nativa, que mente na manchete corpo 72 em seguida publica uma errata em corpo 11, depois que entrou em vigor a lei do direito de resposta.  Na carta, o tal jornalista não esconde seus argumentos:
“Desde a eleição da presidente, o Brasil entrou numa espiral negativa de ódio de classes, racial e

A Paraíba perdeu o comediante Shaolin e o Brasil fica mais triste

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Enquanto o Brasil chora o choro dos desvalidos por conta da atuação comprometedora da maioria dos políticos atuantes, distribuídos por vários partidos, na Paraíba, um dos seus filhos ilustres, deixa o palco da vida para se juntar aos imortais que já se foram e hoje fazem parte do bloco dos saudosos que viveram curto tempo, mas, o suficiente para deixar a pátria nas tardes quentes de verão mais tenebrosas que nunca. O acidente envolvendo Francisco Josenilton Veloso, Shaolin, em 2011, no seu Estado natal, foi de tamanha gravidade que depois de 1821 dias (conforme relato de parentes), de agonia foi para o plano superior aquele que nos acostumamos a aplaudir pelo seu trabalho meritório, principalmente na televisão brasileira, com suas imitações primorosas de astros e

Shaolin: O silêncio da alegria

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Guerras, desencontros, violência, fome, desamor e incredulidade. Qual o remédio para tanto sofrimento? A resposta está numa nascente perene chamada “humor”.
Esse estado de ânimo que nos impulsiona na vida, regula a nossa saúde física e espiritual. Os humoristas, com suas charges, piadas e vídeos engraçados, contagiam os ambientes por onde passam. Com o vento cortante do humor, aniquilam a tristeza, fazem gracejos, pilhérias e, com seus trejeitos divertem o público. Palhaços de ontem, humoristas de hoje, são todos seres que plantam alegria, colhem sorrisos e disseminam a felicidade. É a medicina humoral dos antigos gregos que ainda hoje funciona. Quando estamos tristes, acometidos de uma macacoa, não há remédio melhor do que um show de humor. O espírito relaxa diante do intenso movimento físico e

Provocações

“Uma viva inteligência de nada serve se não estiver a serviço de um caráter justo”. (Luc de Clapiers, ensaista e escritor francês)
Rinaldo Barros

Rinaldo Barros*

Vinha eu descendo a ladeira do Sol, comendo uma goiabinha, quando um amigo passou e me provocou, perguntando: “o que você está fazendo de sua vida, em sua passagem por este planeta”. Aproveito este espaço para transferir a provocação para o caro leitor. Pense nisso.
No patropi, o homem comum das ruas é beneficiário de uma situação igualmente inesperada. Inesperada, mas não irrelevante. Por trás dela, há toda uma camada de valores a ser estudada pelos analistas sociais.
Curiosamente, o Brasil é simultaneamente um país laico e

Adeus 2015

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Estamos chegando ao fim do ano de 2015. Numa retrospectiva sobre esse período certamente muitos vão elencar inúmeras situações negativas que ocorreram no Brasil e no mundo.
Basta lembrar que foi um ano marcado pela corrupção, a qual chegou a um patamar asqueroso, leproso e de contornos deprimentes que marcarão em definitivo a história do nosso país. Foi o ano da lama que soterrou comunidades, culturas e vidas. Que transfomou a água límpida e cristalina de um Rio chamado “Doce” em um marrom apocalíptico. 2015 foi o ano em que o mosquito aedes aegypti foi implacável espalhando dengue, chikungunya e

Os embusteiros da República grassam a desgraça no país

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Definitivamente o final de 2015 e começo de 2016 não foi um dos melhores a serem comemorados, particularmente tive contratempos na passagem do Natal, com silêncio total no meu telefone fixo e celular sem acesso a qualquer interurbano que tentasse fazer, não direi o nome das operadoras em respeito aos funcionários das empresas que nada fazem para justificar o nome nos meios de comunicação. É uma pena que tenhamos que conviver com esse tipo de empresários que não honram compromissos assumidos levando grande massa de consumidores a se

A provocação Sionista

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – A existência do estado sionista tem destacada participação do Brasil através da sua atuação diplomática na ONU. Graças  ao Graça Aranha ( desculpem o “trocadalho”) , primeiro secretário-geral da entidade, que colocou em votação a criação da entidade sionista numa sessão em que a maioria se mostrava a favor da medida. Agora, sucessivamente, o Brasil é alvo da provocação sionista – e isso se arrasta há mais de um ano, quando o sionista Benjamin Netanyahu, resolveu indicar, por conta da sua cota particular, um tal de Dani Dayan, que foi responsável pela colonização e

Em terra arrasada, os piores vencem!

João Costa
João Costa*

O ano que terminou, mas não ficou no passado; 2015 foi o ano que não acabou e, nessa trégua entre réveillon e folia de Momo, é um bom momento para encilhar armas, ajustar vontades e ter em mente que “é de batalhas que se vive a vida”, diria o profeta Raul Seixas. 2016 se instaurou; as mensagens de bem-aventurança são apenas mensagens, mas vale lembrar que o melhor quadro na parede ainda é uma janela. Passemos por ela. 
A primeira janela é a da politica, pois as coisas sempre podem piorar porque a prática recorrente, desde o descobrimento, as elites brasileiras praticam a política de terra arrasada – e

Vou sentir saudades

Ligia M. Arnaud Seixas
Ligia Maria Arnaud Seixas*

Sempre que necessito rabiscar os meus sentimentos, gosto de explicar a quem venha ler, que não tenho o dom da escrita e nem a hereditariedade familiar, como minha prima Marília e meu pai Wilson. Mas aqui, o que importa, é transmitir minha dor e saudade do meu tio Raphael Carneiro Arnaud que hoje já habita sua existência no mundo espiritual.
Na minha mente e saudades, vem as lembranças tristes do dia do seu internamento na UNIMED até véspera de Ano Novo dia do seu desencarne, e dos momentos compartilhados do tempo em que aqui, vida terrena, convivemos mais ou menos setenta e