CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Evidências de desembarque

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

       Na última quarta-feira (24), por 40 votos favorável e 26 contrários, o senado aprovou o projeto (PLS131/2015), de iniciativa do senador José Serra (PSDB/SP), aliviando o fardo muito pesado que representa os 30%, como obrigação de investimento, como operadora única na exploração da camada do pré-sal, cuja desobrigação desse investimento representa a liberdade de pedir ou não a exclusividade em cada poço, ficando ainda a cargo do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), considerando o interesse nacional, a Petrobras ficará com a preferência na operação dos setores ou blocos, no futuro, a serem contratados sob regime de partilha de produção.
           Claro que uma ocorrência dessa natureza não é tida todos os dias, foi um caso histórico e

MEMÓRIA BRUTA

Rangel Alves da Costa

Rangel Alves da Costa*

“Do sol cunheço, tomem da chuva. Munto mai do sol desse sertão do qui da chuva pouca e miúda que veiz inquono se derriba pela terra. Nem gosto de me alembrá mai tomem cunheço de munto mai, principalmente dum tempo de acabação pru todo lugá. Era Lampião, era volante, era tiro, era correria, era morte e medo, era tudo de cortar coração...”.
“Cangacero fui não. Tomem num fui volante nem coitero. Se eu fosse pender prum lado pendia pro lado dos da caatinga. Não qui eu gostasse de violênça, de brutalidade, dessas coisa que fazia istremecê sertão. Pruque Lampião fazia as veiz do sertão, do sofimento do sertão, das injustiça tanta sofida pelo homi da terra. Seu moço, num é bincadeira não. Eu mermo sangrei sem tiro ou punhalada. Sangrei de sofimento, das peseguição, das injustiça espaiada pra riba e

A história, como ela é

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

“O grande oceano da verdade permanece completamente por descobrir à minha frente”.  (Isaac Newton)
Prepare o seu coração, e para mudar tudo o que você aprendeu na escola sobre as origens da nossa história. Segundo fontes credenciadas, nem foi Cabral quem descobriu o Brasil, nem foi Colombo quem descobriu a América, nem o menino Jesus nasceu no dia do Natal. Vamos começar pelo que há de verdade nas circunstâncias do descobrimento do Brasil.
Naquele tempo, manter segredo sobre os descobrimentos no Novo Mundo era questão de Estado para a coroa portuguesa. Os diários de bordo eram trancados a sete chaves, e

Se não aplacarmos os ânimos o plano político nacional ficará insustentável

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Se o sentimento cristão que transita nos corações dos brasileiros não se apiedar de todos nós teremos uma situação caótica disseminada perigosamente radicalizada e inebriadora, de tal forma que o futuro ficará mais incerto ainda nessa crise de credibilidade política. O mosquito que transmite as várias doenças, inclusive com prejuízo para os fetos em período de gestação, em regiões pontuais em nosso território, já não nos assusta tanto, pois, a comunidade científica internacional já trabalha na elaboração de vacinas e

Nossos comerciais, por favor!

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Da série: os reclames atuais e o efeito manada. É notável a formação humanística dos publicitários nativos, daí peças de comerciais bem humoradas; algumas, inesquecíveis. O meu palpite é que eles, os publicitários, sabem como manejar com suposta expertise, o “efeito manada” com peças de puro nonsense para quem tem algum sentimento humanitário e

O REPÓRTER E SEU VALOR NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

Clemildo Brunet
Clemildo Brunet*

Muito significativa a data de 16 de fevereiro para homenagear a um agente de noticia que tem seu valor perante a sociedade. Como um bom investigador o repórter vai à busca da verdade dos fatos. Para ele, não é bastante descobri a informação, ela tem que ser dada ao público numa linguagem clara, objetiva e acessível. Onde estaria à sociedade hoje se não existisse a figura exponencial do repórter? Muito mais agora, em que o desempenho de suas funções tem três modalidades distintas: Repórter cinematográfico, Repórter fotográfico e Repórter noticiarista, envolvendo-se em todas as mídias; jornal, rádio, revista, TV e

O poder do olhar

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

O olhar é um caminho que Deus nos possibilitou para conectar nossa alma ao tudo que povoa o mundo exterior.
Não é a toa que o olhar descortina as mazelas e também as maravilhas do mundo. Através da visão encontramos a luz, os campos floridos, outros secos, a correnteza dos rios que levam suas águas ao encontro do mar, e,

Quais foram os erros do PT?

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

É fácil você pintar um quadro assustador. Nessa crise brasileira atual, sugiram muitos profetas do caos. É possível afirmar que há dois tipos de profetas.
O primeiro torce contra o Governo do PT desde sua primeira posse, em 2003; e o segundo, geralmente é uma pessoa despreparada, (des) informada ou apavorada pela mídia. Profeta despreparado arrisca-se a dizer bobagem.
 A tese de que estaria havendo uma conspiração golpista de direita, ou das elites conservadoras, para derrubar a Presidente Dilma, é totalmente sem fundamento e

COMO COMEÇA A MENTIRA

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

A mentira é irmã gêmea da maldade.
A realidade nua e crua nos ensina quando não buscamos ouvir todos os lados de um suposto acontecimento, há um grande risco de cair na arapuca da injustiça. Afinal, quem não conhece alguma história trágica provocada por difamação? Calúnia? Injúria? Parece que não, mas o comportamento social pode interferir no presente e arrasar o futuro de uma pessoa inocente. Vemos alguém abrir a boca e

Finalmente começa o ano para os pantagruélicos sórdidos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O mal informado achava que o carnaval brasileiro de 2016 seria desmilinguido, insipiente, desmotivado e decepcionante, ledo engano. A crise vem provar mais uma vez que o povo sabe separar dificuldades de cultura, e só os pobres tem na sua formação básica, no seio familiar, esse entendimento pátrio incrustado na sua alma de brasilidade plena. Esse foi o carnaval da rua, quando os grandes centros que protagonizam as melhores peças festivas ao carnaval, tiveram a oportunidade de mostrar todo o gigantismo do esplendor de Momo, utilizando-se a mitologia grega.
Para corroborar com o que escrevo, cito as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Fortaleza e

Os reclames e o efeito manada

João Costa
João Costa*

Para sua consideração - Houve um tempo em que a mídia nativa tratava a notícia como notícia, opinião só nos editoriais e colunas, e interpretação dos fatos embalada na forma de notícia beirava a desonestidade. 
Podia até replicar estilos, um toque de sensacionalismo sempre ajudava – propagação do ódio, do medo e

Desesperança em pleno reinado de Momo

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Janeiro/2016 já é passado, estamos começando fevereiro de forma calamitosa, a situação foi deflagrada pelos números e, noticias divulgada durante toda semana. Estamos colhendo exatamente o que plantamos nos últimos cinco anos longe da meta de 4,5% do IPCA, idas e vindas sem ter nenhum benefício na economia, contradições encontradas nos anúncios e

Carnavais

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Mais uma vez chegamos ao período do carnaval. Com todas as dores e sofrimento, o brasileiro veste-se com a fantasia da alegria, e, verdadeiras multidões vão para os clubes, ruas e praças com uma folia contagiante.
Sabemos que são poucos os clubes que ainda realizam bailes carnavalescos. Mas sentimos que aos poucos esse tipo de carnaval vem novamente ganhando força. O exemplo disso é o próprio “Vermelho e Branco”, tradicional baile do Clube Cabo Branco, que aqui em João Pessoa, havia por alguns anos, sumido do calendário das prévias carnavalescas, contudo, agora retorna com muito prestígio, diante da grande presença do público e

A Insegurança perverte a Democracia

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*
Generalizada a sensação de insegurança, o medo e o pânico também inspiraram o rumo dessa prosa.
Os problemas relacionados com o aumento das taxas de criminalidade, o aumento da sensação de insegurança, sobretudo nos grandes centros urbanos, a degradação do espaço público, as dificuldades relacionadas às instituições da justiça criminal, a violência policial, a ineficiência preventiva de nossas instituições, a superpopulação nos presídios, rebeliões, fugas, degradação das condições de internação de jovens em conflito com a lei, corrupção, aumento dos custos operacionais do sistema, problemas relacionados à eficiência da investigação criminal e

Aquele lencinho

Ricardo Ramalho
Ricardo Ramalho*                                                                                                                   
        O carnaval em Pombal. Que expectativa, que ansiedade! Dominados por uma cultura tradicional de comportamentos sociais rígidos, parece que no período momesco havia uma trégua e a liberalidade aflorava. É carnaval! A frase era repetida e soava como uma senha para os relacionamentos fortuitos. Poucos namoros de carnaval sobreviviam ao depois.
A orquestra, contratada para animar os bailes no Pombal Ideal Clube, ensaiava nas últimas semanas que antecediam a folia. Assim, sabia-se de antemão as marchas, frevos e