CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Verdades, meias-verdades e mentiras. A mentira vence!

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Estamos em pleno idos de março, com um golpe de estado em curso, engendrado, como sempre, por uma mídia dominada pelas famiglias Marinho, Civita, Frias e Mesquitas, além de outros agregados. Estamos na fase da disseminação de “verdades, meias-verdades e mentiras”. Onde se encaixam, por exemplo, matérias sobre fuga de Lula para Itália, suicídio de Dilma, e
a contração de um pistoleiro feita por Lula para assassinar o juiz.
Como todo padeiro sabe como manipular massas, consultei meus alfarrábios que atestam: A DESINFORMAÇÃO – é a  divulgação proposital de informações falsas (ou seja, mentiras) para fazer o público-alvo acreditar em alguma coisa que É mentira, ou para desviar a atenção de outra coisa que É verdade – ou muitas vezes as duas coisas.
Porém, quem lida com a notícia, interage com o debate aberto, sabe que à DESINFORMAÇÃO mais eficaz é muito mais do que apenas uma mentira convincente. Inevitavelmente, é preciso incluir um pouco de informação VERDADEIRA – elementos que possam ser conferidos para que haja verossimilhança na história como um todo.
Qualquer aprendiz de redação sabe que, se uma informação de conhecimento público pode levar a informações perigosas ou confidenciais, é hora de lançar mão de pistas falsas para distrair a atenção ou dirigi-la para o alvo pretendido.
Vide bula ou o manual de . Goebbels.
A mídia-empresa (Veja, Organizações Globo e quejandos) não produz apenas notícia, produz fatos também, porque interessada nos resultados. Numa guerra política, que evolui para o conflito, esses meios não são, nem podem ser tratados como “testemunha ocular da história”, feito o repórter Esso.
O estado democrático de direito balança porque tem o viés do subterfúgio jurídico: legalidade e legitimidade. Portanto, se preciso for, é preciso tirar a legitimidade desse Congresso, porque na luta de classes ele é apresentado como um mal menor. Logo, a ameaça real, pois nele reside a conciliação. E o conciliador é aquele que negocia para morrer por último. Teimosamente, tem momentos que acredito no contra-ataque das forças progressistas. Mas os fatos, manipulados ou não, levam a crer na capitulação da Nação a um embuste que está próximo.
Tudo que é bom acaba – as melhores coisas em geral mais cedo ainda. Vale para nossa democracia.

*João Costa é radialista, jornalista e diretor de teatro, além de estudioso de assuntos ligados à Geopolítica. Atualmente, é repórter de Política do Paraíba.com.br  

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