CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Os 244 anos da Câmara de Pombal e o Centenário de Wilson Seixas

Clemildo Brunet
Clemildo Brunet*

O dia 04 de maio, próxima quarta feira, a Câmara Municipal de Pombal em Sessão Especial às 18 horas, no plenário Vereador Francisco Freitas Nóbrega, da “Casa Avelino de Queiroga Cavalcanti”, estará comemorando o Ducentésimo Quadragésimo Quarto Aniversário de sua existência e fará uma homenagem ao Centenário de nascimento do pesquisador e

Carta aberta ao Escritor Francisco Vieira

Paulo Abrantes de Oliveira
Nobre e estimado irmão, colega e amigo:

Se o tempo faz o registro da história, os seres humanos marcam, em seus semelhantes, o prazer da fidalguia que se lhes dá, numa demonstração, efusiva, de fraternidade cristã!
E é, dentro deste conceito, que eu quero agradecer, emocionado, a grandeza do gesto do nobre amigo de infância, o professor Vieira, por termos passado, eu e ele, pelo universo luminoso e sublime de inesquecíveis manhãs e tardes... Que fizeram essa quadra feliz de nossas vidas, na bela e encantadora cidade de Pombal! Tudo isso... Fê-lo, em momento bem oportuno e

“Le Brésil n’est pas un pays serieux”

João Costa
João Costa*

Como um país estruturado, o Brasil surgiu como resultado de uma fuga. Os livros de História narram à chegada da Família Real, mas pouco nos contam sobre a fuga de D. João VI, que se escafedeu da Europa fugindo de Napoleão Bonaparte, da Revolução Francesa e do Iluminismo, preferindo ancorar nas trevas lusitanas, que incluíam a colônia.  Feito as caravelas de Cabral, o país está à deriva, mergulhado num golpe institucional capaz de consolidar a falta de seriedade preconizada por Charles De Gaulle, na famosa frase “Le Brésil n’est pas un pays serieux”. A desmoralização internacional do país é avassaladora e

Você abusou

Ricardo Ramalho
Ricardo Ramalho*
                        
           A vingança, sobretudo amorosa, é um prato que se saboreia frio. Por outro lado, não combina com amor. Não guardam coerência. Mas, que se saboreia é inegável.
       Quem não cultuou amores platônicos? Quem, em Pombal, uma bucólica cidade incrustada no Sertão da Paraíba, não curtiu o seu? Também desfrutei desse sentimento, para meu eterno prazer. Parece que a dificuldade, a improbabilidade alimentam esse desejo,

O Brasil sem alternativas ao caos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

A semana está se encerrando com um enfadonho estado de espírito para todos nós. Os números continuam a nos mostrar toda cadeia desoladora que nos metemos por conta e risco da administração pública federal. Ficamos pasmados com os 10.2 bilhões de desempregados que já temos em nosso país, cujo número supera os dois dígitos e acende a luz vermelha do desequilíbrio econômico que vem se mostrando dramático na proporção que o tempo passa e não vemos nenhuma ação ou reação contrária ao despautério administrativo que vem ocorrendo na Gestão petista, cujos resultados informados pelos órgãos competentes só nos deixa mais aflitos e perplexos diante da realidade sinuosamente exposta e

Dilma não tem condições de governar; Temer menos ainda!

João Costa*

João Costa
Para sua consideração – O golpe de estado parlamentar foi consumado de forma vil, avassaladora e, para não fugir do destino da Nação, circense. Mesmo com o advento desta ferramenta de comunicação (a internet e suas redes sociais) navegamos em meio a verdades, meia-verdades e mentiras.
Verdade – O golpe, a se concretizar no Senado, é irreversível. Dilma Vana não governa mais, e não tem condições de seguir governando menos ainda. Se Dilma não tem mais condições de governar, Michael Miguel Elias Temer Lulia, TAMBÉM NÃO! Estamos prestes a repetir novo engodo político, recorrente na história da Nação, a chamada conciliação nacional. Como conciliar um país apartado historicamente? Só através do engodo. Se o poder emana do povo, está no voto a legitimidade do poder logo, a palavra de ordem Diretas, Já! – certa feita negada pelo próprio Congresso num momento também difícil da Nação – precisa ser retomada.
Leio que entidades e

O poeta de Carnaíba

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Médico e parceiro de Luiz Gonzaga, Zé Dantas nasceu no município de Carnaíba-PE. Era um jovem amante da terra onde nascera. A fazenda de sua pai era cortada pelo Riacho do Navio, por isso, sua mãe costumava chamá-la de “Navio”.
No início da década de 1940 migrou para Recife, onde passou a cursar Medicina. No ano de 1949 conheceu o seu grande amor, Iolanda. Conta a história que Iolanda aos 18 anos de idade começou a ensinar em Caiçarinha, Distrito de Serra Talhada, lugar próximo da fazenda do pai de Zé Dantas. Ali o jovem era conhecido de todas moças. Mas, apesar dele cursar medicina com uma irmã e

As bizarrices do atual governo vêm dos seus apedeutas assumidos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Enquanto escrevo esse texto a Câmara Federal continua na sua tarefa de fazer discursar todos os Deputados inscritos a falarem sobre autorização ou não do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, cuja votação está prevista para amanhã (17), a partir das 14h00min horas, com término anunciado a partir das 21h00min horas. Confesso que chega a ser enfadonho ouvir tantas defesas e acusações de oradores, na grande maioria defendendo apenas sua posição no atual governo ou no próximo, claro que não foi possível ouvir a todos, mas, os que tiveram condições de me manter atento nas suas explanações, à República nada ganhou, nem de uma ala ou de outra.
O momento brasileiro é de extremo constrangimento para todos os políticos, principalmente os profissionais que vivem e

Espetáculo De João para João chega em Pombal para duas apresentações

Foto Antonio David
Espetáculo De João para João chega
em Pombal para duas apresentações

O espetáculo teatral “De João para João”, que está circulando por algumas cidades da Paraíba, fará duas apresentações na cidade de Pombal nos dias 22 e 23 de abril (sexta e sábado próximos), no palco do Cine Teatro Murarte. A peça, que trata sobre o assassinato de João Pessoa e os acontecimentos políticos de 1930, estreou neste mês de abril e já passou por Guarabira e Campina Grande.
Escrita e dirigida por Tarcísio Pereira, à peça vem chamando a atenção pelo tema exposto e pela pesquisa histórica da época, além de colocar em cena, pela primeira vez no teatro, os personagens de João Pessoa e João Dantas durante os instantes do assassinato que aconteceu em Recife no dia 26 de julho, um crime que comoveu a sociedade da época e

Comentário sobre o livro "Histórias do Rádio em Pombal"

Por Rômulo Cavalcanti Nóbrega*

Olá Clemildo,
Quanto é rica a história da radiofonia aí em terras de Maringá!  Fico a lamentar porque conhecemos pouco sobre nossa memória, não é?  Mas fazemos a nossa parte.  Você fez história, história e história, num livro rico em informação, de um momento vivenciado por você e cheio de depoimentos de personagens que presenciaram e

No Brasil, a democracia é um cadáver insepulto!

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – “O cadáver do assassinado sempre sangra na presença do seu assassino”; em outras palavras, a ferida no morto é, digamos, influenciada pela mente do assassino. No Brasil, um sabidamente criminoso preside o impeachment de uma presidenta, em que jurista sério algum, consegue lhe imputar crime nenhum.
Esta é a semana do mês de abril da desgraça – já passamos por isto, mas, é a fatalidade do eterno retorno. Quando imaginávamos que a República do Brasil estava indo ao seu lugar pretensamente reservado no futuro, está voltando para o bananal.
O jornalista Carlos Heitor Cony escreveu certa feita,

Dr. AVELINO – A VITÓRIA

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*
Avelino Elias de Queiroga, Dr. Avelino ou Bolinha de Ouro, assim era chamado carinhosamente pelos seus eleitores no Município de Pombal, tinha saído vitorioso da eleição anterior, como Vice-Prefeito, votos desvinculados, obtendo uma votação expressiva, conforme resultados constantes nos anais do TRE-PB: Avelino Elias de Queiroga -  PSD 5.039 - 52,89% Eleito. Enquanto que Maurício Bandeira de Souza UDN 4.488 - 47,11% Não Eleito, nas eleições Municipais de 1959. Credenciando-se automaticamente como um forte candidato a prefeito para as eleições municipais de 1963, doravante, formando a ala avelinista, espalhando-se nos bairros periféricos pelo seu forte carisma pessoal.
Naquela época, o mundo passava pela tragédia do assassinato do presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, nas ruas de Dallas, Texas. No Brasil, o movimento estudantil, vivia intensamente o momento político, marcado pela radicalização da Guerra Fria, pelas repercussões da Revolução Cubana, pelo conturbado processo de resistência às Reformas de Base do presidente João Goulart e

O brasileiro tem uma verdadeira quizila contumaz contra o atual governo

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Quem viu a PT (Partido dos Trabalhadores) sendo aplaudido pela maioria dos brasileiros, pelo menos no primeiro governo do Presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003/2007), jamais podia imaginar que chega ser irredimível esse sentimento de repulsa contra os políticos que compõem o PT, e de rescaldo, na leva, todos os componentes dos partidos aliadas que constituem a base de apoio do governo Dilma.
Os números continuam a fornecer dados corroborando com o desastre facetado nas ações governamentais, seguidamente compostos de arroubos impensados, portanto, incorretos e

Os legados de Wilson e José Gregório

Ignácio Tavares
Por Ignácio Tavares*

Wilson Seixas e José Gregório foram os primeiros pombalenses a despertar interesse por fatos do cotidiano bem como dos registros históricos da terra onde nasceram. Wilson através dos seus escritos elucidou a história de Pombal, até então restrita alguns verbetes encontrados nos livros de história da Paraíba de autores conhecidos. Foi um trabalho exaustivo em razão das pesquisas que fez juntos aos arquivos públicos, entre outras fontes escritas e

MORRI EM VÁRIOS FILMES

W.J.Solha
Por Waldemar J. Solha*

MORRI EM VÁRIOS FILMES – De bala, em “O SALÁRIO DA MORTE”; de bala, em, “SOLEDADE”; de bala, em “A CANGA”; doente, em “LUA CAMBARÁ”; originariamente de faca, na filmagem de “O SOM AO REDOR”; de bala, depois, na montagem. Em “EU SOU O SERVO” fui fuzilado. Sem falar que em “Era uma vez eu, Verônica”, tive a morte anunciada para logo depois do The End. Talvez a Morte se tenha dado por satisfeita comigo, com essa série de falsas visitas, pois me poupou muitas vezes, na vida real, que se tornou bem longa.
-PRIMEIRA VEZ – Pombal, 1969. Saímos do clube onde ensaiávamos minha montagem de “A Canga” – que daria origem a meu livro homônimo e

Um país em decadência

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*
Não é novidade para ninguém que faz 13 anos que estamos num processo de decadência que se não mudarmos alguns paradigmas comportamentais não vamos desacelerar o ritmo e a colisão com a tragédia total será inevitável. Tudo começou com o discurso mentiroso que se fundamentou o Partido dos Trabalhadores (PT), para conseguir o poder, aliado a outros partidos que lhe deram e dão sustentação na governança do Brasil. Muitas coisas foram prometidas tais como, reformas estruturantes e