CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Dilma não tem condições de governar; Temer menos ainda!

João Costa*

João Costa
Para sua consideração – O golpe de estado parlamentar foi consumado de forma vil, avassaladora e, para não fugir do destino da Nação, circense. Mesmo com o advento desta ferramenta de comunicação (a internet e suas redes sociais) navegamos em meio a verdades, meia-verdades e mentiras.
Verdade – O golpe, a se concretizar no Senado, é irreversível. Dilma Vana não governa mais, e não tem condições de seguir governando menos ainda. Se Dilma não tem mais condições de governar, Michael Miguel Elias Temer Lulia, TAMBÉM NÃO! Estamos prestes a repetir novo engodo político, recorrente na história da Nação, a chamada conciliação nacional. Como conciliar um país apartado historicamente? Só através do engodo. Se o poder emana do povo, está no voto a legitimidade do poder logo, a palavra de ordem Diretas, Já! – certa feita negada pelo próprio Congresso num momento também difícil da Nação – precisa ser retomada.
Leio que entidades e
sindicatos se organizam  contra o golpe em curso. É um engano. É canalizar energia para uma infantilidade. É claro que o Congresso estará contra eleições gerais em outubro, em conjunto com as eleições para eleger alcaides de todos os municípios. A mídia nativa, idem. Sabem eles que entregar ao povo a decisão pelo voto, a faxina na Câmara e no Senado será profiláctica.
Meias-verdades – A entrevista da presidenta Vana pós golpe foi das mais corajosas, mas eivada de meias-verdades. Quando aponta para seu vice como conspirador de primeira hora e quando aponta para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como sócio nessa patranha que eles e a mídia nativa chamam de impeachment, diz uma meia-verdade. Temer e Cunha são apenas uma face da mesma moeda. Os dois são marionetes. A matriz do golpe parlamentar está na outra face da moeda. E quem são eles? O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a mãe do golpe, Paulo Skaf (este é industrial de quê mesmo?). As famíglias Marinho, Civita, Frias e Mesquita. A presidenta Dilma para eles não apontou o dedo da verdade. Limitar-se aos mamulengos, evitando os verdadeiros mamulengueiros, é uma meia-verdade, e aqueles que lutam pelo estado democrático de direito não podem aceitar. Ponto parágrafo
As mentiras – São tantas e jorram como torrentes. O lamento cívico é inútil. Identificar traições de ex-ministros é uma infantilidade. Apenas um exemplo: faz sentido a presidenta Vana afirmar que o voto do deputado Aguinaldo Ribeiro foi como uma facada no peito? O deputado tem sua origem no grupo político das Várzeas paraibanas, composto por usineiros e latifundiários, todos de triste memória na política paraibana. Por qual motivo ele votaria contra o golpe parlamentar que trará dividendos políticos para ele e seu grupo? Achar que ele e outros paraibanos simpatizam com o mesmo campo do MST, não é infantilidade apenas. É burrice.
Tal deputado foi a duas convenções partidárias, elaborou duas atas, para na undécima hora tomar uma decisão política, tal qual aquele ex-governador paraibano que tinha duas cartas na manga durante o golpe militar: uma para os generais, outra para Jango. As gerações oligarcas da Paraíba se repetem – como farsantes.  Essa história não tem ponto final.  

*João Costa é radialista, jornalista e diretor de teatro, além de estudioso de assuntos ligados à Geopolítica. Atualmente, é repórter de Política do Paraíba.com.br  

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