CLEMILDO BRUNET DE SÁ

O Brasil sem alternativas ao caos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

A semana está se encerrando com um enfadonho estado de espírito para todos nós. Os números continuam a nos mostrar toda cadeia desoladora que nos metemos por conta e risco da administração pública federal. Ficamos pasmados com os 10.2 bilhões de desempregados que já temos em nosso país, cujo número supera os dois dígitos e acende a luz vermelha do desequilíbrio econômico que vem se mostrando dramático na proporção que o tempo passa e não vemos nenhuma ação ou reação contrária ao despautério administrativo que vem ocorrendo na Gestão petista, cujos resultados informados pelos órgãos competentes só nos deixa mais aflitos e perplexos diante da realidade sinuosamente exposta e
interpretada pelas cabeças pensantes dos nossos contemporâneos.
Não podemos negar a fancaria administração do atual governo, se deteriorando, mais ainda, nos últimos dias quando a Câmara dos Deputados coloca o Executivo de joelhos, aprovando a admissibilidade do Impeachment da Presidente Dilma Rousseff, cujo processo já seguiu ao Senado Federal para o Julgamento das ações desastrosas da Presidente, dando dimensão as interpretações que levam ao cometimento de falhas graves cuja sanção mais grave é o afastamento da própria Presidente. Esse fato vem acarretando atitudes dentro do PT (Partido dos Trabalhadores), desde confronto interno, descontrole geral, implicando até mesmo discursos sem nexo, verdadeiras palavras soltas aos ventos, intempestivas e desnecessárias, trazendo apenas prejuízos ao próprio partido, numa demonstração clara e evidente da insegurança dos seus membros, talvez até pela inexperiência e afobação de muitos que não acreditavam que os problemas surgidos não chegassem à grandeza do comprometimento dos fatos.
A Presidente Dilma é uma das mais susceptíveis a conjuntura atual, ela sabe que o tempo urge e as dificuldades aumentam a cada dia, sua defesa é fraca e sem substancialidade para conter os avanços até seu impedimento legal, apesar da competência reconhecida do AGU (Advogado Geral da União), Ministro José Eduardo Martins Cardozo, que tem recorrido à tese do golpe, ideia que não aplacou, mesmo com apoio da ala governista mais radical que não emplacou a teoria do golpe imputado à elite opositora e a imprensa adversária.
É muito difícil verificar o governo anacrônico da Presidente Dilma querendo jogar os desatinos da sua administração na oposição e setores da economia quando sabemos que os deslizes e a falta de critérios administrativos da sua gestão fez o país retroceder duas décadas difíceis de serem recuperadas nesse ritmo alucinante de desenvolvimento que os tempos modernos nos impõe, até mesmo para atender a demanda resultante do crescimento vegetativo da própria humanidade, apesar dos controles, temos constatado um número bem maior que o próprio planeta possa sustentar dentro de pouco tempo, quando isso ocorrer, e não vai demorar muito tempo, o caos vai se instalar de forma implacável e sem possibilidades de recuo, a não ser uma terceira grande guerra para eliminar grande parte dos seres humanos da face da terra, o que seria um descalabro para a humanidade.
Embusteiras são as palavras e ações do governo em detrimento a coerência e a dignidade que se preza uma administração coerente. Como nos últimos dias o cerco tem aumentado e o afastamento da Presidente Dilma tem se firmado na avaliação das entidades que trabalham com as estatísticas, o grau de equilíbrio, no núcleo duro do governo, tem deixado muito a desejar. O golpe de misericórdia veio da própria Presidente Dilma, num gesto de desespero e desequilíbrio emocional tangenciando a barreira da loucura, apela a órgãos internacionais, como a Unasul e o Mercosul para que seja condenado a oposição e a imprensa brasileira, por conta de um suposto golpe, imaginado pelos governistas tentando contrapor a insatisfação da sociedade convertida em manifestações populares de todas as classes sociais e de diversos níveis, mostrando que o que os governista alegam é uma invencionice por não ter argumentos firmes para derrubar os anseios dos brasileiros que querem a liberdade e ausência total dos petistas junto a administração pública federal.
Teremos ainda expensas fora da realidade brasileira que serão questionadas futuramente, mas, é o preço que temos que pagar para que toda ritualística seja seguida até dia 10 ou 12 do próximo mês de maio, e a Presidente Dilma seja afastada por 180 dias, como manda o regimento e nesse prazo seja cumprido todos os caminhos e a decisão final seja tomada pelo Senado Federal que terá como presidente da casa o Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski.
*Escritor e Poeta

Genival_dantas@hotmail.com

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