CLEMILDO BRUNET DE SÁ

O pejo brasileiro vai além do fisiologismo

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

É com denodo com o brasileiro percebe que é conspícuo o pejo que temos com o modelo político que nos cerca há bastante tempo. É evidente que o Lulopetismo não inventou a corrupção no meio político brasileiro, simplesmente foi um fomentador da sua prática e difusão em todos os níveis de governo, desde no pequeno município, passando pelos modestos Estados e sacramentando sua prática no núcleo federal, onde o orçamento é mais robusto, respondendo por 63% de tudo que se arrecada em termos de impostos, daí, as possibilidades de maior aporte, ilícito, de desvios fica mais difícil de controle por parte dos responsáveis pelos setores da controladoria, elidindo completamente os rastos dos mal feitos na prática desses desatinos, principalmente os praticados nos últimos 16 meses do governo Dilma Rousseff, afastada de suas funções pelo Senado Federal.
O primeiro mês do governo provisório de Michel Temer, vice-presidente empossado no cargo de presidente em exercício, vem sendo margeado por situações absurdamente reprovante para os que trabalharam pelo afastamento da presidente Dilma, e
temos em curso um governo que continua cercado das mesmas pessoas, ou partidos, que deram sustentação a presidente anterior, e com os mesmos vícios de gestão, ao ponto de já termos três ministros, do atual governo, afastados por citações em envolvimento da Operação Lava Jato. O fato deles se afastarem do governo é positivo, mas, o ideal é que eles não tivessem entrado no governo, tivessem a postura de não aceitarem convites para somar ao governo provisório esse tipo de constrangimento e prejuízo moral.
Para somar às escolhas mal feitas pelo presidente Michel Temer, surge no cenário das delações premiadas a figura do ex-presidente da Transpetro, empresa ligada a Petrobras, e que relata políticos já de conhecimento público na prática de corrupção, e outras figuras ainda desconhecidas das operações ilícitas, dentre esses novos surge o nome de Michel Temer, com ações quando ainda como vice-presidente da República. O que nos deixa repugnados é que a atuação do então vice-presidente é por solicitação de recursos, no montante de R$1,5 mi, para outro político, no caso específico, o candidato a prefeito de São Paulo, 2012, Gabriel Chalita (PMDB/SP), membro do partido que Michel Teme fora presidente nacional, licenciado para ocupar a Presidência da República. Junto com o Michel Temer 24 políticos foram denunciados em 7 partidos ( PMDB, PSDB, PT, DEM, PP, PC do B, e PSB). A menção ao nome de Michel Temer causou alvoroço nos bastidores políticos em Brasília, todos nós achávamos catarse a ausência do Lulopetismo no governo, ledo engano, o governo Temer tem inflexão com lufadas a lembrar das ações perpetradas pelo governo anterior, a nos deixar temerosos que as repetições de recuos, práticas recorrentes pelo presidente em exercício, torne um caminho próspero às malversações aos políticos  hoje situacionistas, mesmo porque, eles fazem parte do mesmo balaio de gatos.
Nesse primor de incertezas e vulnerabilidades a gestão do presidente provisório vai se afastando da certeza quase que absoluta do afastamento definitivo da presidente Dilma. Não temos mais nenhuma certeza do futuro próximo, existe uma variante colocada em prática que é a possibilidade de uma nova eleição viabilizada por um plebiscito nacional, cujo poder de demanda apenas o Congresso Nacional pode viabilizá-lo, mas, é uma situação que já toma forma dentro do Senado Federal apoiado pelo Lulopetismo e seus séquitos. Essa possibilidade implica no retorno da presidente Dilma e o afastamento do presidente temporário, trata-se de um fardo muito pesado para ser carregado pelos brasileiros já tão desmilinguidos pelo satanismo politiqueiro dos espíritos do mal que norteiam a casta política nacional.
O cerco feito ao Congresso Nacional a partir das ações do Juiz Sergio Moro, responsável pelo resultado da Operação Lava Jato e apoiado pelo Supremo Tribunal Federal, (STF), está longe de ser barrado por qualquer associação de políticos, mesmo que oficialmente ou oficiosamente, o que temos verificado é o absoluto desconforto da maioria dos políticos e seus partidos tranbiqueiros e quadrilheiros, todos apavorados pelo muito que a Operação Lava Jato e seus tentáculos podem trazer de positivo para os brasileiros de bons costumes, no final dessa devassa. Temos uma única certeza, se o ritmo se mantiver nesse mesmo patamar muita gente considerada boa no âmbito político será defenestrada do cenário nacional, espero que seja para breve.
*Escritor e Poeta
genival_dantas@hotmail.com

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