CLEMILDO BRUNET DE SÁ

POMBAL EM MEMÓRIA... O NOVO LIVRO DO PROFESSOR FRANCISCO VIEIRA

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Já saiu o novo livro do escritor pombalense, Professor Francisco Viera, intitulado - “POMBAL EM MEMÓRIA: Histórias – Tradição - Fé - Crônicas e Contos” -. Editora Imprell, 204 páginas, Capa de Junior Telmo e fotografias ilustrativas dos arquivos de Verneck Abrantes. A “orelha” foi escrita por Dra Onélia Setubal e o prefácio é da professora Sonia Medeiros.
Eu acompanhei cada passo da confecção do livro, com a experiência e o conhecimento de quem sabe o que são ás noites de criação de um escritor: a conclusão dos textos, à busca por gráficas de qualidade, o melhor preço e por fim o livro pronto e
a noite do lançamento.
Com toda certeza esse trabalho será notícia na cidade e passará de mão em mão, para o regozijo de quem aprecia as crônicas das ruas e povos da nossa velha e histórica cidade de Pombal
Já vejo o pombalense sentado em uma cadeira de balanço, a sombra da algaroba, lendo e relembrando as pessoas que aparecem ali nas páginas do livro do professor Vieira.
A cada história lida e relida, surge na memória do leitor outra história a ser narrada dentro do mesmo fato ou envolvendo o mesmo personagem. Então, ele fecha o livro, marca a página com o dedo e põe-se narrar essa nova história, ao seu modo, para os que o cerca e o escutam atentamente.
É assim que se lêem os livros que falam das ruas e fatos da nossa cidade. A primeira narrativa é apenas a ponta do novelo que vai desembocar, como um rio, em outros mares de histórias.
O amor pela cidade de Pombal é muito mais forte na da nossa geração do que na geração dos jovens de hoje. Isto faz com que vejamos as nossas histórias como a história de cada um de nós, já que vivemos os fatos ali narrados, conhecemos ou por vez até somos os personagens das narrativas que foram lembradas pelo autor.
Fomos nós e não outros que entraram na bodega para compra um pão com creme; fomos nós e não outros que corremos dos loucos; fomos nós e não outros esperamos Zé do Bigodão, Lafaiete, Jesus e Valderi acenderem as luzes da cidade; e, fomos nós e não outros que acompanharam os vendedores de água com suas ancoretas nos lombos dos burros, marcando a cidade com a água que vazava dos tonéis.
Fomos nós que assistimos aos jogos de futebol e elegemos os nossos craques nas “quatro linhas”. Craques do estipe de “meu” Cesar, Tuzinho, Carrinho, Ridney, Cachorra Velha, entre tantos outros e que moravam logo ali na casa da esquina e não nas páginas de uma revista.
Essas memórias se apagam com a morte dos seus observadores, por isso elas precisam do registro para que cheguem as outras gerações e isso é feito através de pessoas como Professor Vieira, que testemunhou e viveu os fatos.
Professor Vieira, parabéns pelo livro. Sei que é apenas mais um dos muitos que virão. Que todos os que tiverem o privilégio de ler, fiquem sempre com aquele gostinho de quero mais.

*Escritor e Pesquisador pombalense

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