CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Gente das Ruas de Pombal: Década de 1970 - Negro Adélson: uma lenda no nosso imaginário

Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Na história futebolista de Pombal Negro Adélson é uma lenda, principalmente para a nossa geração. Eu particularmente só sei de Negro Adélson por “ouvi falar”, já que não o alcancei no auge da sua juventude. Ainda cheguei a assistir uns poucos jogos ali no “Estádio Municipal Vicente de Paula Leite'” o Avelozsão, mas ele já estava no fim de carreira.
Negro Adélson era borracheiro e
também viciado em Cachaça. “Bêbado” era seu estado natural.
Os dirigentes do São Cristóvão de Pombal, o time mais amado e que ainda hoje povoa o imaginário dos filhos da terrinha da bela época, já chegaram a mandar o Delegado de Pombal prender Negro Adélson na sexta feria, para que ele pudesse chegar ao domingo sóbrio.
Negro Adélson
E quando sóbrio ele era um monstro no gol. Era também muito divertido vê-lo jogando já que não só defendia chutes difíceis, como ainda ia até o adversário para passar a mão na cabeça do jogador e resmungar nos seus ouvidos coisas tipo “só tem essa bufa de velha?” “da próxima vez chute mais certo que a bola chega!!”, etc….
De certa feita o atacante se aproximou para chutar na cara do gol, de repente Negro Adélson deu um salto-mortal na frente do adversário. Este ficou desnorteado, e não entendendo aquela presepada, simplesmente parou e deixou a bola seguir até as mãos do goleiro para delírio dos torcedores que o amavam como a um ídolo.
São Cristovão
Na década de 1970  Negro Adelson deixou Pombal e foi morar em Campina Grande. A última notícia que tive dele era que estava muito doente acometido de diabetes, e isso já faz um bom tempo.
*Escritor e pesquisador pombalense

(Legenda da Foto: Em pé: Carrinho de Doutor Lourival, Bebé, Nego Adelson, Nenzinho, Werneck e Bosco Alencar; Agachados: Geraldo Gergelim, Tuzin de Jubinha, Cleber de Bandeira, Meu César e Amauri)

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