CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Recordista de 8 segundos e quem fez mais é menos

João Costa
João Costa*

Decididamente, estas vão ser as eleições municipais do golpe institucional, cujo histórico começou a ser escrito em 05 de agosto, por coincidência, dia da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio. O que seria a noite de glória nacional, foi reduzida e traduzida em oito segundos de discurso do usurpador. Sem citação do seu nome ou imagem no telão.  Se Temer tem direito a oito segundos na história, seus apoiadores nem isso.
Com o golpe e com Michael Temer e as forças políticas que o apoiam, o Brasil retornou ao status de republiqueta de bananas  pois apenas 45 presidentes e
chefes de estado compareceram à belíssima cerimônia – menos da metade de quatro anos atrás na Olimpíada de Londres. Em todo caso, Obrigado Lula, Obrigado Dilma, pela realização dos jogos!
De um lado foi divertido constatar o esforço hercúleo da mídia para abafar e proteger o usurpador de uma mera vaia, que se tornou planetária. É uma realidade louca testemunhar que a reação ao golpe está reduzida a uma vaia. E uma vaia é apenas um vômito – não muda a história. Uma vaia diante do Brasil sombrio que anuncia em perdas de direitos, exclusão, e avanço do fascismo, iguala-se a um círculo de orações inúteis. A mídia alemã observou o cinismo pátrio com os jogos. Na mosca! De novo: Obrigado Lula! Obrigado Dilma!
*** Alguém já sentenciou que o grau de satisfação da população é baixíssimo, daí porque políticos demagogos prosperam e oportunistas se consagram. Quando uma disputa eleitoral tem como mote quem fez mais ou quem fez menos, sintetiza o baixo grau de satisfação da população, simples assim.  É como se a população fosse grata ao governante pelas obras que realizou, e desse graças a Deus por ele existir, permanecer ou voltar a governar. Assim agem o alcaide de João Pessoa e o governador Ricardo Vieira.
 Vejam só como o moído político paraibano é miúdo. Era uma vez um “sítio dos jesuítas”, que em 1924 virou Parque Solon de Lucena e, em 1940, recebeu calçada. Mas a propaganda atual faz pensar que a Lagoa é coisa recente. O Hotel Globo, no antigo Porto do Varadouro, data de 1928, mas é apresentado como novíssimo. Novíssima também é a Casa da Pólvora, que é de 1710. E devolvam a cabeça de Iemanjá, calcem minha rua e a Ilha do Bispo é João Pessoa.
Por outro lado, tem o Centro de Convenções com um teatro moderníssimo, obra que atravessou três governos para ficar pronta; A barreira do Cabo Branco foi vista, certamente pela primeira vez, em 1585. Agora descobrimos que é uma falésia e que está caindo com tudo que tem sobre ela.
O orçamento da prefeitura de Filipéia de Nossa Senhora das Neves para 2016 foi estimado em R$ 2,5 bilhões; o do estado R$ 11,6 bilhões. Significam alguns trocados para a construção de obras, anexando aí inclusão social com 17 mil prestadores de serviços na prefeitura e outros tantos no estado.
Enfim, somando o Parque Solon de Lucena atual, viadutos, estações, centros de convenções, creches e habitações, por tudo isso, Obrigado Lula! Obrigado Dilma!

*João Costa é radialista, jornalista e diretor de teatro, além de estudioso de assuntos ligados à Geopolítica. Atualmente, é repórter de Política do Paraíba.com.br

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