CLEMILDO BRUNET DE SÁ

CARU E O DRONE

Zé Ronaldo
Por Zé Ronaldo*

(Antes de tudo quero aqui deixar bem claro a minha admiração e amizade por este amigo de nome verdadeiro " Valmir ").
Caru é uma figura que mora na cidade de Pombal no alto sertão paraibano. Caru é conhecido como uma figura caricata e brincalhona o que fica evidente por seu senso de humor inocente. Ele adora o futebol amador de sua cidade, também torce pelo profissional, vende suas flanelinhas de carro em carro, trabalha como guardador de carros em noites de festas num clube da cidade, e

Se serve de consolo, resta o voto antifascista para vereador

João Costa
João Costa*

A nossa democracia, como a vivenciamos, é eleitoral. O voto é universal e secreto, mas o exercício dele é obrigatório, ainda que de relativo valor ou importância. No estado atual, visível de exceção, votar em candidatos a prefeito nestas eleições é avalizar a farsa institucional. Eleger candidatos a vereador que combatam o fascismo que se instaura, talvez nos sirva de consolo.
Impressiona como a arregimentação eleitoral movida pelos partidos ainda possa fazer algum sentido, mesmo como falsidade. E não estamos vivendo uma quadra política para resolver problemas entre o que é verdadeiro e legítimo e o que é falso, mas precisamos entender a natureza do mundo político ao redor, incrivelmente surreal.
Basta lembrar que durante a Ditadura Militar, as eleições municipais não foram suprimidas, à exceção das capitais. Existia como efeito colateral de demanda reprimida de cidadania e

Seca espiritual

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Estava eu posto em sossego quando um amigo telefona, comentando sobre a confusão posta nestas eleições municipais; com 35 partidos políticos registrados. Sem dúvida, uma crise da Democracia brasileira.
Compartilho com o leitor minha opinião: acho toda crise uma benção, porque nos indica que temos que abandonar o cadáver de nossas desilusões e trocá-lo pela inquietante lufada de ar do imponderável.
Em verdade, preocupa-me bastante a crise generalizada da ausência (seca) de ideias e

Everaldo Dantas da Nóbrega/Sobre Canoas, a travessia no Rio para a Zona Rural

Por Verneck Abrantes*

Verneck Abrantes

Everaldo Dantas da Nóbrega foi o mais jovem a trabalhar na agência do Banco do Brasil de Pombal. Poeta, escritor (advogado), fez grandes amizades em Pombal que penduram aos dias de hoje e, merecedor, recebeu o título de Cidadão Pombalense.
Na foto (em um momento de carnaval), com as colegas Fátima Dantas, de saudosa memória e

Eleições do bem comum – apenas para candidatos

João Costa
João Costa*

O que significam estas eleições municipais num momento da História em que os canais de pressão popular tornaram-se inúteis e a linha que separa a ilegalidade de tudo que é legal perdeu de há muito a nitidez? Se o principal postulado da política é bem comum, os candidatos falam do bem como se um mantra fosse – desde que comum a eles mesmos e seus partidos.
Os candidatos a prefeito de João Pessoa são mais da mesma coisa, e desconfio que a disputa na maioria dos municípios não seja diferente. O Guia Eleitoral de todos os partidos vende fragrâncias velhas ou novas em embalagens sofisticadas. Trocando os candidatos, basta comparar as campanhas eleitorais e seus guias na TV e rádio em todos os municípios. Principalmente nas capitais e

Patologia Cínica

Genival Torres Dantas*

Depois do desvario petista a única conclusão razoável é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está possuído por uma patologia cínica, cínica com “c”, pois, estamos bem distantes da China, e possuídos por uma atmosfera carregada de fluídos heréticos com sobressaltos de perversão aniquiladores, quando o placebo nitidamente construído para enganar a ingenuidade humana, leia-se, brasileira, fica atônito com o ar de tenebrosidade imposto pelas ruínas escabrosas que restaram da calamitosa gestão do governo anterior.
Nessa tônica composta de ingredientes malfazejos, pregados pelos vermes seguidores da desgovernação da esquerda malfadada, e

Uma baita esperança!

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Esta conversa é um papo reto, diante da proposta de Reforma do Ensino Médio. Tento mostrar que existe uma enorme expectativa em relação ao fato de que cientistas e profissionais da área de Educação possam responder prontamente, de modo competente e eficaz, às inúmeras e diversificadas demandas por métodos, materiais e projetos pedagógicos inovadores.
À importância política e econômica da Educação para o desenvolvimento da sociedade, soma-se ainda um aumento crescente do interesse pela Ciência e Tecnologia (de ponta) produzidas nos distantes laboratórios dos tigres asiáticos, dos Estados Unidos, da União Europeia e

X ARCO DAS CIÊNCIAS DO ESPAÇO EDUCACIONAL " ARCO-ÍRIS" SUPERA ANOS ANTERIORES

Zé Ronaldo
Por José Ronaldo Leite ( Zé Ronaldo )*

No dia 16 do corrente mês e ano de 2016, O Espaço Educacional " Arco-Íris " , situada em Pombal cidade interiorana do sertão da Paraíba realizou com maestria mais uma Feira De Ciências onde professores e alunos promoveram para o público, e pais presentes diversas atividades lúdicas,geográficas,históricas,cientificas,esportivas,literárias e

O homem e Deus

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Muitos homens vivem sob os efeitos da dúvida, que termina por impedir o alcance da felicidade.
Distante de Deus, o homem caminha pela vida levado quase sempre pela boca dos outros, ou mesmo, pelos testemunhos de outras pessoas. Prefere  as orientações dos outros do que andar com suas próprias pernas. Na fé, duvida até da existência de Deus. É porque sua crença, por muitas vezes diante dos sofrimentos, de situações difíceis, e, acima de tudo por ser essa “fé” guiada por múltiplas emoções, ou, até mesmo, pelo que diz o vizinho, o padre, o pastor e

As tesselas engrandecem a parvoíce nacional – Amém!

João Costa
João Costa*

Para sua consideração - Três sentimentos formam essa convicção messiânica que embala o Brasil: O ódio represado, o fundamentalismo religioso que domina o país, e a parvoíce geral. As elites nativas sabem que a Nação é capaz de aceitar qualquer insulto – a História prova isso.
Ainda que o espetáculo da apresentação da denúncia contra o ex-presidente Lula pelo agora famoso procurador Dallagnol tenha se revestido de pregação raivosa com chavões do tipo “comandante supremo”, a certeza que emerge é a visão de um grande mosaico onde as tesselas se encaixam num plano, não como arte decorativa milenar, mas de assustadora inquisição. Base do xadrez do tipo: as provas não contam, mas a convicção. Nada que um PowerPoint não resolva – já que transparência não serve. As tesselas se encaixam e

Os meninos do quintal

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Quem teve ou tem a oportunidade de viver em uma casa com quintal, sabe bem a importância desse pedaço de chão.
Hoje resido em um apartamento, mas são grandes as lembranças dos quintais da minha existência. Ainda criança residi com meus pais na cidade de Catolé do Rocha, ocasião em que morávamos numa casa que possuía um enorme quintal, repleto de árvores. Apesar da pouca idade, contudo, lembro-me bem do quintal. Recordo-me que por ali corria, brincava de pega, andava solto com o velocípede, sobia nas árvores e,

Estamos juntos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Quando foi virada a página da história política da Ex-Presidente Dilma Rousseff, com sua cassação do mandato, manutenção dos seus direitos políticos, o país entrava em novo ritmo com a posse em definitivo, do atual Presidente Michel Temer, e até 2018, saindo da posição incômoda de presidente interino, cujo termo e cargo não leva ninguém a lugar nenhum. Assim, os dias vão se passando e o ritmo administrativo do senhor Presidente tem se mantido aquém do desejo dos brasileiros, esses, ansiosos na espera que o país tome o caminho do desenvolvimento, necessariamente, não precisa ser em ritmo acelerado, mas, que retome o caminho do emprego para os 12 milhões de desempregados, por conta e

Gente das ruas de Pombal Dona Maloura

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Não sei bem a data de nascimento e da sua morte, o que não impede que eu faça uma homenagem a Maloura, o que vai ser completado, tantos pelos parentes como Socorrinha e Joao Maria de Cabine, que eram seus sobrinhos, como pelos que a conheceram na rua de baixo da Pombal da década de 1960.
Maloura era enfermeira e parteira. Morava na Rua de Baixo e era nossa vizinha do lado esquerdo. Defronte a casa de Maloura tinha um terreno baldio, onde se armavam os circos e também jogávamos futebol. A trave do lado oeste ficava exata na porta da sua casa. Era comum, e não havia como evitar, as boladas nas suas paredes e portas. Mas, por incrível que possa parecer, isso nunca irritou Maloura, já que pelo menos três dos jogadores eram seus sobrinhos (Zé Willame, Boró e João Maria). Mas, o que a deixava irritada mesmo era mexer com as plantas do seu jardim e,

Festa do Rosário de Pombal sem a visualização da PBTUR, mas é pra ser visto... COM OLHOS DE TURISTA...

Tarcísio Pereira
Por Tarcísio Pereira*

Tem uma coisa que eu nunca entendi: que Nossa Senhora do Bonsucesso seja padroeira da cidade e não Nossa Senhora do Rosário, que é quem dá nome à festa que mais tem badalado Pombal. Outra coisa: a Igreja do Rosário me parece mais bonita do que a Matriz do Bonsucesso, sempre um belo monumento que, segundo se diz na língua pombalense “foi construída pelos índios”.
A Capela do Rosário que passa o ano praticamente fechada com funcionamento somente aos domingos, perde para a Matriz nos dias normais, mas vira o altar de adoração durante estes nove dias de outubro enquanto a outra, relegada ao desprezo, fica fechada neste período e, nas suas proximidades instalam-se as barracas mais pobres, as mais “profanas, aquelas cujos frequentadores são os homens simples, os que vão tomar cachaça com linguiça e

Imagens

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Se há algo importante na existência da humanidade é o que chamamos de imagem. E aqui não referimos apenas a imagem que os nossos olhos podem alcançar, mas também aquela muitas vezes criada e idealizada por nós mesmos.
A imagem é algo forte, que impressiona, que mexe conosco e pode nos levar para a tristeza, como também para a alegria. A imagem nos conduz para a contemplação de belezas exuberantes, que nos silencia e acalma o espírito. É o caso de sentarmos nas areias de uma bela praia e ali direcionarmos nosso olhar para um imenso mar, de águas límpidas, ora verdes, ora azuis, que vem e

Escolhas difíceis

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

O homem contemporâneo conquistou grande número de direitos, impensáveis para sociedades anteriores. Era comum aos governantes realizarem suas vontades e disporem de seus súditos como bem entendessem.
É exatamente o desvirtuamento das políticas por algum “déspota” que pode pôr em perigo as conquistas populares, ainda bem recentes. Na Democracia, a alternância de Poder é imprescindível para que novos métodos políticos e administrativos sejam introduzidos.
É vazia a sugestão de que a permanência por mandatos seguidos seria reconhecimento por obra feita e

ÁS FAVAS COM A CONSTITUIÇÃO

Maria Lúcia Victor Barbosa
Maria Lucia Victor Barbosa*

10/09/2016

O impeachment de Dilma Vana Rousseff começou com manifestações pacíficas, ordeiras, espontâneas quando milhões foram às ruas de todo país para gritar: “Fora Dilma”. “Fora Lula”. “Fora PT”.
Oficialmente o impeachment se arrastou por cansativos nove meses. Na Câmara o rito foi travado duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal em nome de filigranas jurídicas. Prosseguiu com o poder dos deputados se resumindo a permitir o julgamento da cassação. O sim prevaleceu por larga margem, precedido por bizarros discursos.  O não, bem mais reduzido, foi emitido entre choro e

O SEMIÁRIDO BRASILEIRO E A “INDÚSTRIA DAS SECAS”

José Romero A.Cardoso

José Romero Araújo Cardoso*

              Quando das grandes secas que,  invariavelmente,  durante  períodos  intercalados, assolam o semiárido brasileiro tornou-se praxe que parlamentares da região castigada pelas estiagens profiram discursos carregados de emoção denunciando a situação de penúria pela qual estão acometidas as populações interioranas subjugadas aos flagelos mais inenarráveis.
Geralmente pintam com cores Dantescas situações periclitantes nas quais imperam a fome de forma avassaladora e impiedosa, causando comoção nacional  diante de uma conjuntura que grande parte acredita realmente ser fruto da forma inevitável apresentada de tempos e

LITERATURA E REDUÇÃO DE PENA

Ricardo Bezerra
Ricardo Bezerra*

A literatura como instrumento de mudança para redução penal, ressocialização e sua aplicabilidade no direito penal com abrangência no âmbito do menor em conflito com a lei.
Adentrar neste tema é desafiar a cultura, pois sem ela não teremos uma sociedade mais justa e sem criminalidade. Entende-se que muitos fatores levam os indivíduos ao mundo do crime. Porém, muitos indivíduos não entrariam ou dele sairiam se a educação fosse uma prioridade fora e dentro da carceragem ou das casas de recuperação.
Literatura como instrumento de mudança nos leva a refletir sobre CULTURA e sua aplicabilidade no direito penal. Não podemos tratar neste estudo da compreensão de cultura inserido no livro “A civilização do espetáculo”, de Mário Vargas Llosa, cujo subtítulo é “Uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura”. Cultura é diversão, e

CURINHA, TABAJARA BIRÓ DE ONOFRE E O JACARÉ DO RIO PIANCÓ

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araujo*

A grande pergunta: era como aquele Jacaré foi parar nas águas mansas do rio Piancó?  O primeiro avistamento foi feito por alguns moleques que saltavam dos galhos da ingazeira.  A notícia não foi levada muito a sério, e não chegou se quer a ser assunto na Rua do Comércio, onde as fofocas se propagavam, e muitas vezes viravam verdade nas versões de dona Maricô, Maria Deca e dona Zulima.
A semana passou o assunto foi esquecido e a rotina do rio Piancó, com suas lavadeiras, moleques  brechando as meninas adolescentes desajeitadas e os vendedores de água que enchiam as suas ancoretas para, em fim, sair pelas ruas de Pombal marcando o caminho com a água que gotejava dos barris furados, até que chegassem as residências dos seus fregueses sedentos de sede.
Passa o tempo, passa tudo e

7/9 desnudou o títere e os fâmulos

João Costa
João Costa*

Para a sua consideração – Quando um soberano e comandante-em-chefe de todos os exércitos de uma Nação, no dia máximo da Pátria, que é a festa da sua Independência, evita a passar em revista a tropa ou não aparece diante do povo com a sua faixa, que é a maior honraria, não pode ser considerado nem uma coisa nem outra – é um títere. Outros estão no comando!
Este 7/9 foi o mais sui generis que já assisti. Acho descabido nem vejo relevância nesse movimento Grito dos Excluídos sempre realizado a cada Dia da Independência. Até porque nesta farsa política, ou em qualquer outra farsa ou tragédia, não há excluídos. Todo o povo está incluso, não importa se desempenhando o papel de vítima ou de cúmplice da tragédia.
A farsa política se encerra nos rituais do Supremo, nas sessões da Câmara e

Comícios nas ruas de Pombal (década de 1960)

Ala das Garças e a Ala das Fraqueiras

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Na década de 1960 a política em Pombal era polarizada, em apoio, entre as famílias “Carneiro” e “Queiroga”, digo em apoio por que os Carneiros disputavam as eleições de forma indireta, apresentando ou apoiando candidatos da suas confianças, e muito pouco indicando pessoas da própria família.
As preferências políticas eram bem divididas, e vez por outro aconteciam dentro do próprio grupo familiar os famosos “rompimentos”, a exemplo do que aconteceu com Dr. Avelino Queiroga que perdeu o apoio de parte da família Queiroga e

BESTEIROL

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

Em primeiro lugar considerando os que pensam em contrário, afirmamos que a educação e a civilidade cabem em qualquer lugar.
Muito interessante, hoje, na nossa contemporaneidade, o FACEBOOK é um aplicativo moderno e de alta repercussão social que serve de instrumento para revelar a personalidade e a real capacidade intelectual das pessoas pelos escritos postados. Na personalidade descobrimos o grau de ignorância que nasce com a pessoa e

DUAS HISTÓRIAS DE ELEIÇÕES EM POMBAL

1. POMBAL E SUAS ADESÕES  
   2."ACUNHA CHICO PEREIRA”.

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Em Pombal nada é mais festivo e autêntico do que as histórias das famosas “ADESÕES” (quando uma família anuncia que está mudando de “lado”).
A mais emblemática adesão aconteceu nas eleições de 1972, quando Dr. Avelino Elias de Queiroga, tentava se eleger prefeito pela segunda vez. O Bolinha já contava com a vitória garantida. Acontece que do dia para a noite parte significativa da família dos MANIÇOBAS anunciou que estava deixando Dr Avelino para apoiar o velho Chico Pereira. Naquela manhã no Cruzeiro de fronte a Igreja do Rosário amanheceu com um enorme galho de Maniçoba amarrado no seu alto.

A CRUZ DA MENINA DE POMBAL (MARIA 1872 + 1877)

Verneck Abrantes
Verneck Abrantes*

Suplício e cena de antropofagia lembra A Cruz da Menina de Pombal, a qual está registrada no inquérito processual com apenas um nome: Maria. As narrações que se faziam da sua breve e desventurada passagem pela vida, vinha sendo repassadas de boca em boca, até que, no início dos anos de 1960 oficializaram-se os fatos, momento em que o historiador Wilson Seixas encontrou nos arquivos do cartório do 1º ofício da nossa cidade, parte do processo contra a mulher Donária dos Anjos, que no período da famigerada seca de 1877 foi presa e quando interrogada, alegou em sua defesa que para não morrer de fome, matou a criança e

Uma semana decisiva e quase previsível

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Sinceramente, não sabia das vozes roucas das ruas, das invencionices inventadas em pleno decorrer da sessão da votação do impedimento da hoje Ex-Presidente Dilma Vana Rousseff, nem previa os números finais para seu afastamento, nem mesmo imaginei os espalhafatosos discursos situcionistas e contrários ao Presidente Michel Temer, muito menos as digitais de Renan Calheiros, Presidente do Congresso Nacional, no afago ao votar na permanência dos direitos políticos da presidente afastada, muito menos, a média do Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Levandovsk, ao fatiar o voto em duas partes distintas, salvaguardando de certa forma o desejo dos petistas e

VICENTE CANDEIA – VICENTE DAS CHAGAS CANDEIA

Gente das ruas de Pombal 

Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nóbrega de Araújo*

VICENTE DAS CHAGAS CANDEIA nasceu na cidade de Quixaba, e veio morar em Pombal em 1948.
Na eleição de 1959, para os cargos de Prefeito, Vice e de Vereador, Vicente Candeia foi eleito vereador pela UDN – União Democrática Nacional, com 619 votos: foi o quarto mais votado. Na eleição de 1963, se candidatou pelo PSD - Partido Social Democrático: apurado sufrágios, foi consagrado com 535 votos, a maior votação para aquela legislatura.
Para Prefeito e vice, foram eleitos, respectivamente, pelo PSD, para o quatriênio de 1960 a 1963, Dr. Azuil Arruda de Assis e Dr. Avelino Elias de Queiroga que por questões políticas, renunciou ao cargo vice-prefeito. Dr. Azuil requereu licença nos anos de 1961 e

Tabajaras! A cortina ainda não se fechou

João Costa
João Costa*

Para sua consideração – Fâmulos da mídia nativa, quase que lendo uma partitura, são uníssonos em relação ao golpe parlamentar que destitui a presidente democraticamente eleita, Dilma Vana. Meus botões me fazem lembrar que só os romancistas, dramaturgos e poetas são agraciados com o poder de pôr fim à narrativa, o que me leva a permanecer sentado na plateia porque a tragicomédia encenada pelo Senado ainda não terminou.
Narradores da nossa História são recorrentes no reconhecimento que o Animus da Nação é a normalidade. Mais uma vez, meus botões me fazem lembrar de um certo Francis Fukuyama, historiador e