CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Tolice e Infantil é acreditar que o povo é um todo. Viva a parvoíce!

João Costa
João Costa*

Mirem-se nas advertências do velho anarquista: é inútil e até mesmo infantil acreditar que o povo é um todo. E o estado segue de exceção, apesar das eleições municipais, cujos resultados consagram a vitória das forças da reação e que vai ratificar a demonização das esquerdas de um modo geral, confundidas com o PT, agora de volta ao patamar de nanico.
O caso do Rio de Janeiro é um paradoxo. Por lá, a vitória da Igreja Universal do Reino de Deus é inquestionável. Pela primeira vez, sem disfarce tão comum à Igreja Católica, a Universal amplia seu projeto político – inclusive de Nação. Discurso e

Medo, sensação de impotência

Genival Torres Dantas*

Na minha infância o medo que sentíamos era sempre das mesmas coisas, dos mesmos fatos, sempre decorrentes de histórias contadas pelos nossos familiares, que durante a noite, com cadeiras expostas às calçadas e sob a luz do luar, contavam aquelas fábulas aterrorizantes, para nós crianças, sempre recorrentes a assuntos de mortes recentes ou de casos da invencionice popular tiradas da memória das comunidades, mas, para nós representava retrato do cotidiano com pitadas de temor provocadas pelo linguajar regional e bem coloquial. Normalmente era sempre o homem sem cabeça que rondava as ruas da periferia urbana, ou mesmo no quadrilátero central, correspondente ao setor comercial e produtivo da cidade, cidade pequena, porém pujante na formação dos seus intelectuais que sempre levaram o nome do nosso local aos mais distantes cantos do nosso país e

NA HORA DE SERVIR A CHAMPANHA, O GARÇOM SEMPRE VAI PASSA BATIDO PELO POBRE, O NEGRO, O HOMOSSEXUAL, O ÍNDIO OU QUAISQUER OUTROS QUE QUEIRAM FREQUENTAR OS SALÕES DA DIREITA

 
Jerdivan Nóbrega de Araújo
Jerdivan Nobrega de Araujo*

Nos dias loucos de hoje, onde as informações que correm nas redes sociais, não necessariamente precisam de uma fonte, cabendo o ônus de identificar tratar-se de boato ou verdade ao consumidor da informação, os termos ”direitos” e “esquerdos” vêm sendo utilizados para qualificar ou desqualificar a postura político-ideológica de uns e de outros.
             O problema é que, na maioria dos casos, os debatedores empregam mal essas expressões, por não conhecerem a carga ideológica que elas comportam, e também raramente sabem em que contexto elas surgiram.
            Os mais apaixonados, e que são também os que menos leem, preconizam e até torcem pelo fim da “esquerda”, o que é um estupro a própria história da riqueza e

Educação reconciliando o Brasil

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

Começo lembrando ecos do nosso passado, nosso pecado original: o Brasil, ao abolir a escravidão, em 1888, não garantiu aos negros o acesso a uma educação de qualidade. Esse registro histórico é importante para explicar o enorme déficit que se foi acumulando devido a essa omissão do poder público brasileiro. Em decorrência disso, a marca da desigualdade vem sendo passada de geração a geração. Relembro: 53% da população brasileira é composta por negros e descendentes.
Daí a grande responsabilidade que pesa sobre nossos ombros para mostrar que não serão em vão os esforços para adquirir cultura e

“ÁRVORE SAGRADA DO SERTÃO”

José Gonçalves do Nascimento
por José Gonçalves do Nascimento*

O umbuzeiro é um prodígio da caatinga. Com chuva ou com sol, sempre está ele a abraçar a todos quantos procuram sua sombra acolhedora. Nas horas pesadas de fadiga, é sob a copa frondosa de um umbuzeiro que o sertanejo busca refrigério. Pouso de retirantes no passado; pouso de vaqueiros no presente; aliado incondicional dos habitantes das caatingas. Teimoso como o mandacaru – outro milagre das áridas terras sertanejas – o umbuzeiro não se curva diante do tempo ruim, resistindo a todas as intempéries possíveis. É amigo dos homens e dos animais; é amigo da natureza toda; com ela convive e forma harmonia. Euclides da Cunha o chamou de “árvore sagrada do sertão”. Sagrada e abençoada. Sem ela o sertão seria feio, desgracioso; menos hospitaleiro. Seria solitário, tedioso. Seu verde não seria tão verde; suas tardes não seriam tão belas. Os passarinhos cantariam noutro lugar e

Água do Açude de Coremas chegou ao fim; Rio que há 74 anos não secava parou de fluir; população clama a Deus por misericórdia

24 de Outubro de 2016 

       
Esse é o relatório do nativo do município de Coremas, José Albertino que não pode nem falar sobre o assunto do maior açude da Paraíba, o 3ª do Nordeste, Estevam Marinho chegar o seu segundo volume morto, ele começa a chorar.

A DIREITA CRESCE E A ESQUERDA SOME

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

Os erros permanentes e o radicalismo da esquerda dão fôlego e crescimento assustador à direita. O mesmo discurso, as ideias antigas, as mentiras desmedidas e a linguagem planfetária não conseguem a conquista de novos adeptos. Só quem pensa correto é o esquerdista, todos estão errados. Só quem ler são os esquerdistas. O melhor cantor, o melhor poeta, o melhor compositor, o melhor escritor, o melhor tal e tal é esquerdista, e, simplesmente, a direita não pensa.  E quem não pensa como o esquerdista é um alienado. Esse discurso não cola mais. Caiu em descrédito. É conversa fiada. Todavia, a realidade é outra e

Cunha, cacimba exaurida à margem de um rio esgotado

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

A prisão de Eduardo Cunha (PMDB/RJ) ocorrida dia 19 último, na Capital do País, pôs o fim de uma certeza nunca realizada e a consumação de um fato já previsto nos meios políticos e financeiros do Brasil. Claro, não resolveu os grandes problemas e entraves que já nos cerca por uma longa data. Era, de fato, uma situação já constante no inconsciente nacional, o povo não suportava mais a recorrência do assunto, em qualquer reunião social, de boteco, nos meios de comunicação, na imprensa de uma forma geral, todo e qualquer assunto sempre desembocava no fim da liberdade de ir e vir, imposta pelo judiciário, em decorrência das ações nada Republicanas daquele que foi um político de grande prestígio e

Vivamos em paz!

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Não sei qual a dificuldade que a humanidade tem em viver a paz. Pelo visto é infinitamente enorme esse óbice.
Vivemos conflitos desenfreados em todos os cantos do mundo. O trânsito mata inúmeras pessoas, a droga coloca em risco a família e a própria sociedade. O terrorismo espalha o medo e o sangue de inocentes, distribuindo migrantes pelos mares e

Prisão que anima a turba; a Casa Grande estremece!

João Costa
João Costa*

O pedido de prisão do ex-deputado Eduardo Cunha dormiu por quatro meses no Supremo Tribunal Federal. Só agora, depois que até uma velhinha aplicou chineladas no ex-herói da Pátria, é encarcerado. Mérito de quem? Da polícia suíça que investigou, levantou provas – não convicções – e as enviou ao Brasil. Ele, o homem que teve o poder de destituir um(a) presidente e

Retomada do crescimento

Genival Torres Dantas*

Não há dúvidas que o remédio mais premente para o Brasil é exatamente a retomada do crescimento, e de forma absolutamente transparente. Passamos por um período de engodos e panaceias com perdas de grande monta para a nossa economia que parecia ter um caminho certo em direção ao futuro de apogeu e supremacia, entretanto, tudo não passava de histórias inventadas no subsolo das mentiras e descalabros, invencionices para manter uma aparente tranquilidade e progresso, quando de fato nada era real ou consistente. O PT com sua megalomania tentou fazer um projeto político fundamentado no ilusionismo com bases nada convencionais, fundamentando sua ideologia numa base sem um mínimo de alicerce, por isso, como se feito fosse a areia movediça com possibilidades de ruína a qualquer momento, como efetivamente ocorreu, e

Lula no exílio – longe da fogueira das vaidades

João Costa
João Costa*

O objetivo sempre foi claro: transformar o Lula em carne moída, e para tanto, necessário se faz, mover a terra sob seus pés, que vai além da sua popularidade. Sua prisão ainda que sem base jurídica está em curso. Ao ex-presidente Lula só lhe resta o mesmo caminho de Juscelino e de Jango. O exílio. Que será sua salvaguarda. Encarcerado, será inútil reclamar direito de defesa num tribunal que já formou convicção.
 Lula poderá deixar-se encarcerar por Jerônimo Sevonarola, segundo o conceito do físico Rogério Cézar Serqueira Leite, que pôs fim à lua de mel do juiz de Curitiba com a mídia nativa. Será o mesmo que atender à insanidade da classe média e

Pombal, minha terra natal, meu lugar, minha cidade e minha vida.

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Pombal, vejo-me todos os dias no teu amanhecer, na luz que surge com o sol quebrando a barra, iluminando o voo dos pardais, curiós, galos de campina, canários e daquele beija flor que todos os dias, ainda, visita o quintal da minha casa.
            Pombal, te vejo no acordar sob o apito da Brasil Oiticica, que levantava seus filhos para mais um dia de vida.
Pombal sou as calçadas da minha Rua João Pessoa, o transitar de dona Detinha, Antônio de Cota, seu Valdemar, Inácio da Brasil, Zezinho Sapateiro, Dedé Calixto, Antônio Bezerra, seu Hamlet, Antonio Rocha e Biró Beradeiro. Sou as algarobas sombreando e

Cadê o Eduardo Cunha? Vocês viram o Cunha por aí?

João Costa
João Costa*

Duas singulares perguntas que muitos fazem para ouvidos sabidamente moucos dos poderes da República – agora assumidamente de bananas. Onde estão, os senadores impolutos sabidamente inimputáveis e devidamente citados como receptores de propinas e que mandaram e conseguiram para essa “porra”? O Temer, a Junta Governativa e os outros 377 deputados; todos sabem onde estão – e

PEC 241/2016, o recomeço de um País saqueado

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Numa velha história conhecida, alguém perdido numa bifurcação pergunta para um transeunte que passa pela estrada, o caminho que seguia em direção sul qual era a sua primeira paragem, o desconhecido responde que para quem não sabe aonde ir qualquer caminho serve. Certamente, esse não é a sina do Brasil, sabemos da encruzilhada e dos perigos que nos ronda, mas, sabemos que nem todos os caminhos nos servem.
Estamos tentando sair de um atoleiro em todos os aspectos, moral, financeiro e político, mesmo assim, não nos achamos encorajados a seguirmos trilhas que não sejam aquelas apontadas por andantes encorajados e robustos de conhecidos pródigos e consistentes, capazes de demover entulhos e devolver esperanças mortas aos corações desanimados a bater no compasso das horas tristes e

Em defesa da vaquejada

Teófilo Júnior

Teófilo Júnior*

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal referente a proibição da prática da vaquejada vem mexendo com a tranquilidade de muita gente e já se tornou um dos assuntos mais comentados pela grande mídia brasileira e pelas rodas de amigos espalhados por este Nordeste inteiro.
A princípio, é preciso esclarecer que a decisão do STF se deu em face da provocação de um caso concreto, notadamente em face da Lei Estadual n. 15.299/2013 que regulamentava a vaquejada como prática esportiva no Estado do Ceará. A Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.983, proposta pelo Procurador-Geral da República suscitou a discussão sobre se o texto daquela Lei cearense violava o art. 225, §1º, inciso VII da Constituição Federal que atribui ao Poder Público proteger a fauna e

CAMPONÊS

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

O sertão nordestino é uma região de contrastes: inverno e verão, fome e abundância, paz e violência. Convive com o verdejante dos campos ou a cor cinza dos galhos secos.
O mato, o roçado, o matuto, o caipira, o homem do campo, o sertanejo, o rio, o açude, a cacimba, árvores frondosas e rasteiras são as fontes da beleza rústica da corajosa Região Nordeste.
O tradicional roçado que, muitas vezes, cultivado entre os cascalhos do chão seco e as cercas de aveloz que se perdem no horizonte, cresceu, forte e robusto, ora verdes ora cinzentos, formam o cenário que traduz sentimento de alegria contrapondo-se ao coração de sofrimento, tristeza e dor. Apesar de todas as contrariedades, o sertanejo, pelo lado místico ou pela crença, traz dentro do peito a fé e

Folclore amestrado, é a mãe!

João e Marilene Costa
João Costa*

Recorrentemente, vou à Festa do Rosário de Pombal, especificamente para a procissão e concluo que, com o passar dos anos, a Igreja Católica, os poderes públicos a PbTur e até parcela da população, tratam o folguedo popular, o rosto mais expressivo e significativo da história de Pombal, como “miquinhos Amestrados”. Refiro-me aos grupos folclóricos, de raízes negras, Os Pontões e Os Congos – sem eles e suas manifestações Pombal se reduz culturalmente a muito pouco ou quase nada.
A construção da Igreja do Rosário é de 1721, tem uma história de luta de escravos e, na sequência, de ex-escravos e descendentes na construção de uma identidade cultural e religiosa. Sobre a História de Pombal, busquem no historiador Wernek Abrantes que o essencial de Pombal e sua cultural esta lá nos seus escritos. Como expressão da nossa cultural, como identidade e, até como vigor do cristianismo católico, os Congos e os Pontões com seus rituais, são de uma pujança arrebatadora que se impõem no mosaico social e,

O estado é de exceção e o espírito de porco

João Costa
João Costa*

Em artigo recente aqui no Face, o jornalista Jorge Rezende, a exemplo de alguns outros, chamou a atenção para o fato do país começar a viver em um estado de exceção, e conclama para a sociedade ir à luta para salvaguardar direitos e a democracia e não espere por um AI-5, certamente já em gestação, levando em conta que o golpe parlamentar conta a presidenta Dilma Vana, ainda não se concretizou, porque de longo curso.
Desconfio que Rezende tenha razão. Em julgamento realizado recentemente, o Supremo Tribunal Federal confirmou o pressentimento da comunidade jurídica e

Filhos e amigos de Pombal celebram Jubileu de Prata

Clemildo Brunet de Sá
Clemildo Brunet*

O encontro filhos e amigos de Pombal que se reúne por ocasião da Festa do Rosário em Pombal, este ano está celebrando o seu “Jubileu de Prata”.
A expectativa é de que se possa reunir maior número de pombalenses para festejar o evento, cujo tema “O Homenageado é Você” tendo como referência os próprios organizadores do encontro e

A Carta e a Festa do Rosário

Ricardo Ramalho
Ricardo Ramalho*

O tradicionalíssimo Parque Maia que aportava em Pombal, semanas antes da Festa do Rosário, rivalizava, naquele curto período do ano, com o Cine Lux, no lançamento de músicas que, certamente, seriam sucessos na cidade. Em 1964, Waldick Soriano lançou seu retumbante sucesso “A Carta”, um bolerão repleto de lugares comuns, que, com muita felicidade, reproduzia uma carta de amor, típica da época. De melodia e letra fáceis, a composição caiu nos corações e mentes do povo que a reproduzia, nos mais diversos locais, desde as lavadeiras da beira do rio, aos estudantes do Ginásio Diocesano e da Escola Normal. Discutia e

Cães tresloucados

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Parecia uma cena de noticiários televisivos abordando arrastões nas grandes metrópoles, mas, o pior que tudo o que se passou foi real e assustador.
Estávamos num camarote do Terreiro do Forró em Patos. Lá de cima tínhamos uma visão ampla do evento. As atrações se apresentavam e o povo circulava, dançava e bebia. A polícia se fazia presente, como também bombeiros e equipes do SAMU. Naquela noite tudo caminhava bem, quando de repente brigas começaram a surgir no meio da multidão. Foram três movidas por grupos de jovens que não tinham mais de vinte anos de idade. Agiram como se fosse gangues. A polícia logo chegou e

ERROS DE CAMPANHA

José Ribeiro
Por José Ribeiro*

Quais foram os erros desta campanha que apresentava boas táticas e estratégias de consolidar uma vitória e acabou o barco em um naufrágio com afundamento de sua embarcação que sofreu falta de êxito; fracasso, insucesso. Foi entregue o poder executivo com diversos Projetos exitosos e

Hoje, você pode mudar o Brasil

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Nunca antes na história política do Brasil tivemos a oportunidade de darmos uma mudança radical na mentalidade ideológica, tão rapidamente, como ocorre hoje, nas eleições municipais, feitas para darmos rumos aos nossos municípios e transformarmos num futuro breve os destinos da República. O aparato governista implantado e manipulado da era petista e lulista pode começar a ser desfeita no âmbito municipal se tivermos coragem de desmontar oficialmente as bases de apoio fisiológico e