CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Hoje, você pode mudar o Brasil

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Nunca antes na história política do Brasil tivemos a oportunidade de darmos uma mudança radical na mentalidade ideológica, tão rapidamente, como ocorre hoje, nas eleições municipais, feitas para darmos rumos aos nossos municípios e transformarmos num futuro breve os destinos da República. O aparato governista implantado e manipulado da era petista e lulista pode começar a ser desfeita no âmbito municipal se tivermos coragem de desmontar oficialmente as bases de apoio fisiológico e
partidário montados na tentativa medíocre de consolidar o projeto populista respaldado na desastrada política de governança desvairada idealizada pela malfadada tese de poder político, desbaratada na sequencia inoperante do Governo Dilma, impedida de continuar seu governo pelos descalabros praticados em sua gestão.

Na realidade esse desfecho começou a ser desenhado a partir do momento em que o PT começou a ser demolido nas suas bases de fundação nas defecções importantes e cruciais, no seu quadro de componentes que faziam a liderança sólida de uma política admirada pelo povo e até mesmo seus adversários, que via naquela estrala de cinco pontas uma filosofia firme e duradoura, com objetivos claros e assertivos, em direção aos anseios populares. Entretanto, a esbornia resultante que o poder oferece aos seus neófitos levou no seu arresto toda sensatez e dignidade que existia no seu interior, principalmente, pelas novas companhias que se fizeram necessários para chegar até o poder central e de lá espraiar seus tentáculos como forma de sustentáculos aos seus desejos e inspiração maléfica com a finalidade específica de locupletação baseada nos desvios de finalidade com o erário público.
Avançando ao quinto mês da ausência da ex-presidente Dilma, a Nação continua engessada pelos efeitos danosos ainda remanescentes da desvalida gestão horripilante que mantém seu eco nas paredes e corredores dos palácios do Poder Central; fato que vamos conviver por muito tempo, enquanto as digitais petistas ainda permanecerem entranhadas nos poros da memória política da nossa história, e é verdade que esse tipo de sequela não se dissipa ou se esvai em curto prazo, vai haver sempre lembranças lamuriosas mesmo no silêncio entorpecedor vindo do vácuo da herança maldita deixada pela maligna sigla petista.
O novo governo de Michel Temer (PMDB/SP), mesmo não tendo sido eleito diretamente para o cargo, foi, entretanto, ratificado para ocupar a função na ausência da presidente eleita com ele na vice-presidência, daí a importância dele ser o seu substituto direto e respaldado pela Constituição Federal, doa a quem doer e por quanto tempo preciso for, claro que ele não é o presidente ideal que todos almejamos, mas, é o que temos, assim sendo, devemos torcer para que ele seja o mais assertivo possível, e que posso recolocar o país no lugar em que sempre esteve, nem que seja para ser novamente o país do futuro, coisa que já não somos mais, não acreditam na nossa capacidade de superação e de comprometimento com o futuro. Somos o país da desordem, do fracasso, da roubalheira, da corrupção sistêmica, dos amantes do alheio, do olho comprido, da barriga insaciável, do preguiçoso avarento e do esfomeado invejoso.
Somos um país sem nenhuma meritocracia, a que ponto chegamos! Ao olhar compadecido das comunidades internacionais, sinceramente, é de sentir vergonha da nossa geração, que tanto fez para conseguir nos jogar abaixo do chão, se isso é possível, estamos soterrados pela camada misericordiosa da vergonha humana. Pior que isso, temos uma grande quantidade de brasileiros e brasileiros que continuam acreditando nas mentiras escabrosas dos seus líderes que continuam afirmando que agiram em nome do povo e para o povo, os que pensam o contrário são os mesmos que atrasaram o Brasil durante cinco séculos, em conjunto com as monarquias anteriores.
Voltando ao título do texto, nós somente nós, temos a capacidade de sairmos desse masmorra, em definitivo, nos negando a caminhar junto com os impróprios a gestão pública, tentando substituí-los por pessoas de melhor índole e que não precise do alheio para ser chamado de seu. Particularmente acredito nessa tese e nessa possibilidade, não é preciso ser muito crédulo para participar desse pensamento, pelo menos esperançoso, se não der certo, pelo menos tentamos fazê-lo ocorrer, fazer nossa parte é preciso!
*Escritor e Poeta

genival_dantas@hotmail.com

Nenhum comentário: