CLEMILDO BRUNET DE SÁ

A Caverna

Teófilo Júnior
Teófilo Júnior* 

Humberto Eco costumava afirmar que a “internet deu voz aos imbecis.” Para o filólogo e escritor as redes sociais oportunizaram aos “idiotas da aldeia” a estenderem suas “verdades” muito mais além das cercas da mesa de bar e de suas taças de vinhos.
De fato, hoje a coletividade virtual é exposta e até relativizada, via de regra, por modelos e exposições minúsculas de altercações sem profundidade, numa dialética pobre e

DITADURAS COMPARADAS

Nonato Nunes
Nonato Nunes*

Em primeiro lugar é preciso dizer que a ditadura militar no Brasil teve uma duração de 21 anos. A de Cuba dura até hoje... Vale salientar ainda que por aqui, nesse período de pouco mais de duas décadas, o Brasil teve cinco presidentes. Em Cuba, apenas dois: os irmãos Fidel e Raúl Castro. Continuando... Na nossa republiqueta lusófona funcionaram, no período em que os militares estiveram no poder, uma significativa variedade de jornais, revistas, televisões, rádios etc. Até um jornal chamado “Pasquim” costumava tirar “sarro” da cara dos próprios militares... Na “democrática” Cuba dos Castros existia (e

Pacto Lula-FHC pode nos livrar do caos anunciado

João Costa
João Costa*

Em carta ao chefe da Junta Governativa, governadores da região Nordeste informam que não aceitam implantar o ajuste fiscal, e para tal assertiva, apresentam seus argumentos técnicos. Mas o fato é que não querem assumir o ônus de um governo ilegítimo, comprovadamente corrupto e natimorto.
Se, a Junta Governativa, que agora presta entrevistas coletivas no afã de transparecer unidade, afunda na ilegitimidade em razão do assalto ao poder, é visível o abraço de afogados com o Congresso e o Judiciário, avalistas desse golpe em curso, que é de lesa-pátria pelos negócios que patrocinam na entrega do patrimônio nacional à Chevron; pelo desmanche das empresas de infraestrutura, por mover de volta ao estado de miséria milhões de famílias; gerar desemprego ao tempo que suprime conquistas trabalhistas e

Cuba: de cassino a País. Brasil: de País a cassino

27 de Novembro de 2016

Marcelo Zero
Por Marcelo Zero*

Pouco antes da revolução cubana, Arthur M. Schlesinger, Jr., historiador, ganhador do Prêmio Pulitzer, foi encarregado pelo presidente Kennedy de fazer uma análise da situação na ilha.
Disse ele sobre Havana: “Me horrorizou a maneira como esta adorável cidade tinha se transformado desgraçadamente em um grande cassino e prostíbulo para os homens de negócios norte-americanos. Meus compatriotas caminhavam pelas ruas, se deitavam com garotas cubanas de 14 anos e jogavam fora moedas só pelo prazer de ver os homens chafurdando na sarjeta para recolhê-las”.
A conclusão da análise dizia simplesmente o seguinte: “A corrupção do governo, a brutalidade da polícia, a indiferença em relação às demandas da população por educação, saúde, habitação e por justiça social e

Eu nunca choro

Ricardo Ramalho
Ricardo Ramalho*

Início dos anos oitenta. Maceió me encorpava, mas, a Paraíba resistia e as emoções brigavam pelo que o coração queria. Que encruzilhada espiritual, que duelo de puros sentimentos. Trabalhava e estava nas Alagoas há mais de cinco anos, mas, os vínculos com minha terra natal continuavam firmes. Não conseguia me desprender daquela atração, daquela vontade de estar ao lado de um bem querer entranhado, fruto de convivência, de desejos, de vontades. A garota dos sonhos se distanciava, desaparecia aos poucos, escorria pelos dedos, pelos descaminhos da vida. Sentia esse processo, mas, me deixava levar por uma realidade que encobria esse cenário e

Governo em queda

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Com a prisão de dois ex-governadores do Rio de Janeiro, Antônio Garotinho (PR) e Sergio Cabral (PMDB), acompanhado de duas demissões de dois ministros do Governo Federal, o Ministro da Cultura, Marcelo Colero, e o Ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, vão transformando o Governo Michel Temer numa sequência desanimadora de fatos cruciantes para a manutenção do atual governo, que continua a promover graves sintomas de desajustes no núcleo administrativo, no total já são seis ministros demitidos ou demissionários, não favorecendo a estabilidade Política e Jurídica, anseio de toda comunidade que precisa de calma e ambiente de governabilidade concreta. O que, efetivamente, temos é uma clara boa intensão da equipe do Governo Federal tentando colocar ordem na casa, mas, com desajustes terríveis, com bate cabeças e

Falta muito chão

Rinaldo Barros


“Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela Natureza, nos Direitos Humanos universais, na Justiça econômica e numa Cultura da Paz”. (Carta da Terra, documento aprovado pela ONU, em 2002)

Rinaldo Barros*

Você já parou para pensar no que significa a palavra "progresso"? E

DE ESCRAVOS E DE SENHORES DE ENGENHO

Nonato Nunes
Nonato Nunes*

Nos livros escolares existia (ou existe?) uma pintura do francês Jean-Baptiste Debret (1768 - 1848) a qual, a meu ver, é a que melhor representa a sociedade brasileira desde que Pedro Álvares Cabral pôs os pés por aqui. É aquela em que um senhor de engenho é conduzido numa rede por dois escravos. Tal imagem é emblemática, sobretudo do ponto de vista sociológico, por sintetizar uma relação social toda ela baseada no compadrio entre os que mandam, e no servilismo dos que obedecem. Nas duas pontas da vara onde está armada a rede estão aqueles que representam o que realmente somos - escravos. No meio, deitado e obedecendo à lei do menor esforço, está o representante-mor da preguiça e do atraso – o senhor de engenho. Presentes até hoje na sociedade brasileira, esses homens sempre viram no trabalho e

Mais saudade! Há alguns anos escrevi uma crônica sobre saudade. E depois dessa crônica aconteceu muita coisa... “Uma saudade a mais”

Walter Medeiros
--- Walter Medeiros – walterm.nat@terra.com.br

A jornalista e professora Nadja Lyra, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Santa Catarina, localizada no conjunto que tem este mesmo nome, convidou-me para proferir a Aula da Saudade dos alunos do 5º ano e sugeriu que falasse sobre “Saudade”. Que coisa! Passei uma semana refletindo sobre esse tema tão fascinante, a partir de experiências próprias e versos dos poetas e

Avenidas de Cajazeiras: Engenheiro Carlos Pires de Sá

José Antonio Albuquerque
Por José Antonio Albuquerque*

O longo trecho desta avenida vai desde a Rua Tenente Arsênio, em frente da Cadeia Pública, até as proximidades do Bairro Santo Antonio, onde se inicia a Rua Romualdo Rolim.
Todo este percurso, demanda ao Ceará, que primitivamente era denominada de Rua da Rodagem, recebendo depois o nome de Rua São José, quando na década de 60 foi pavimentada a paralelepípedos, por decisão do Engenheiro Carlos Pires de Sá Ferreira, então Diretor do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem.
Foi sempre muito movimentada pelo tráfego de veículos que percorriam a

A crise em regime continuado

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

O momento que o Brasil atravessa é atípico e descomunal, não há na nossa história qualquer período que possamos traçar parâmetros e tentar fazer comparações trazendo luzes ao nosso atual momento, substituídas o governo por outro, devidamente credenciado pelo regime anterior, mesmo assim, não há a menor chance das correntes políticas se engajarem num plano de consenso e trabalharem pelo país, em busca de uma solução para as enormes encruzilhadas que nos encontramos e tem nos colocado em caminhos difusos ou maus pavimentos, numa tentativa inteligente e

O DIA AZIAGO DA SUPERSTIÇÃO SERTANEJA

J. Romero Araújo Cardoso
Por José Romero Araújo Cardoso

Pedro macambira acordou sobressaltado na alta madrugada sertaneja, despertado com o canto insistente e fora de hora do galo magricela que imperava célere no terreiro de sua tosca e humilde casinha de taipa, construída com material encontrado por ali mesmo, naqueles carrascais perdidos no meio da caatinga desolada e cinzenta devido à ação implacável da seca inclemente que há mais de dois anos castigava o semiárido, a qual, para infelicidade dos povos interioranos, tinha seus efeitos repercutidos em áreas antes relativamente livres das estiagens com as quais acostumara-se a enfrentar nesses cinquenta e dois anos de vida sofrida, quase dez ao lado da família que formara.
Aves noturnas contribuíram para fustigar mau presságio em seu imaginário sertanejo, pois bem no alto da tosca chaminé de onde saia a fumaça preta exalada do fogão à lenha, mantido aceso em fogo brando, pousou desafiante rasga-mortalha, a qual passou a emitir sons estridentes que imemorialmente causam arrepios no

ECOS DA LIBERDADE NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA!

Clemildo Brunet de Sá
Por Clemildo Brunet*

Liberdade é um dos maiores tesouros que o homem possui. Porém, nos relacionamentos com outros seres existe algo que a impede, provocando ansiedade em fases distintas da existência terrena. É verdade que temos liberdade de ir e vir. Contudo, a alma humana aspira e deseja uma liberdade plena.
Paulo na carta aos romanos fala do anseio dessa liberdade quando diz: “Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora”. E contextualiza dizendo: “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus”. Na verdade, a liberdade, em toda sua anuência está revelada na plenitude do que Cristo disse: “Conhecereis a verdade e

Hora do reset e pós-verdade. João Pereira virou ministro da Cultura

João Costa
João Costa*

A atual conjuntura nos aproxima do momento de acionar o reset no país. Agora surge o fenômeno “Pós Verdade” no cenário internacional e na vida política nacional.  Aceitar um “Pós Verdade” na imprensa, partidos, sindicados e movimentos sociais, pressupõe ter antes existido verdade e não meias-verdades e mentiras. O Brasil é um bordel, taberna ou caso ideal para Dr. Pinel? Evidente, natural, pois João Pereira agora é ministro da Cultura, responderia Macunaíma nosso herói sem nenhum caráter.
A semana começa com novos capítulos da nossa tragédia, “Traidores e traídos”. A que passou foi de histeria quase que coletiva; com imagens da TV Globo das prisões dos ex-governadores Anthony Garotinho (ex-PDT e atual PR) e Sérgio Cabral (ícone do PMDB). O populacho nos próximos dias vai ao êxtase com prisões em massa prometidas pelo novo Savonarola e

A última viagem de um maquinista do transporte férreo de passageiros

J.Romero Araújo Cardoso
José Romero Araújo Cardoso*

Parecia estar vivendo um pesadelo quando acionou o mecanismo que impulsionou velocidade à velha locomotiva, pois aquela seria sua última viagem conduzindo a composição férrea transportando passageiros, a qual, em verdade, passou a ser nos últimos vinte e três anos como um membro da família.
          Não era a aposentadoria que estava chegando e sim a desativação do ramal ferroviário que estava acontecendo, algo que considerava inamissível em um país dito civilizado, cuja economia dependia diretamente da viabilidade dos meios de transportes a fim de escoar a produção e

Inseparável monark

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Numa aurora inalcançável havia um menino que acordava ao som do apito da Brasil Oiticica e logo que pulava da rede, montava em sua Monark vermelha e pedalava pelo mundo dos sonhos. Subia e descia ruas, calçadas e praças, sentindo em seu rosto o vento das primeiras aventuras.
Da casa dos avós, guiava sua bicicleta para a Rua do Roque, onde parava na torrefação do Café Dácio. Pedia a bênção do avô Antônio Rocha, ganhava umas moedas e seguia em seu roteiro. Passava pela rua estreita e

Presidente João Pessoas...x..Adv. João Dantas../..Anayde Beiriz...x..Revolução de 1930.. Anayde Beiriz “olhos de pantera dormente”

Lidiana Justo
Por: Lidiana Justo*

Ao longo da história, vemos surgir grandes vultos femininos que deixaram seu legado de luta, de ruptura, de desafios à moral machista e burguesa. Seja na luta pelo voto feminino, num corte de cabelo, no uso de uma mini-saia ou por recusar-se a não se casar, ter filhos, enfim, atitudes aparentemente simples, mas que repercutiram no tempo delas.
Anayde Beiriz nasceu na Parahyba, no dia 18 de fevereiro de 1905. Terminou seus estudos na Escola Normal, e participou em 1925 de um concurso de beleza patrocinado pelo Correio da Manhã. Lecionou em Cabedelo numa aldeia de pescadores.
Foi uma mulher que quebrou tabus na provinciana cidade parahybana, professora, poetisa, uma mente brilhante e inquieta. Usava cabelos curtos a La garçonne, pintava suas madeixas,usava batom fumava, numa época em que as mulheres de recato não podiam sair às ruas, ela ousava e

MAU PRESSAGIO PARA O PAÍS

Por Ignácio Tavares*

Ignácio Tavares
A invasão do Plenário da Câmara por supostos defensores do retorno da ditadura militar deixa bem claro que piores dias ainda estão por vir. Isso porque quanto mais se dificulta a aprovação das medidas de ajuste fiscal, mais a situação se agrava.
A crise politica e econômica que assola o pais, resultante da desastrada administração petista, fez surgir este ambiente ideal para a proliferação de manifestações dessa natureza, entre outras...
As esquerdas - credoras dessa preocupante crise - estão sem discurso porquanto a direita acha-se muito a vontade para assumir a posição de salvadores da pátria com promessas de soluções que envolvem o estancamento da corrupção e

VOCÊ DERRUBARIA O MURO DE SUA CASA?

Nonato Nunes
Nonato Nunes*

Erguer muros com propósitos de defesa é tão antigo quanto à humanidade, e a prova disso são as muralhas da China e de Adriano, esta na Grã-Bretanha, e servia para proteger os romanos invasores dos ferozes habitantes do norte, os atuais escoceses. No início da década de 60 os soviéticos ergueram o famoso muro de Berlim, com o propósito de dividir a cidade entre eles e os capitalistas. Os israelenses vêm erguendo muros ao longo de toda a fronteira com os palestinos. E

O muro Trump

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

O bilionário Donald Trump sem nenhuma vivência política, contra muitos do seu próprio partido, indesejado pela maioria dos lideres mundiais, rompeu todos os prognósticos e venceu a eleição dos EUA, tornando-se o novo presidente da maior potência deste planeta.
Com um perfil impulsivo, promete vigiar mesquitas, combater radicalmente os mulçumanos, além de defender a tortura de suspeitos de terrorismo. Anuncia que imporá condições à China, exigindo melhores condições de trabalho e

Donald Trump, o ponto fora da curva

Genival Torres Dantas*

Temos tantos problemas sistêmicos, ou não, para resolver internamente, mal nos recolhemos às nossas necessidades mais prementes, somos como que intrépidos levados ao desatino de novo envolvimento, agora totalmente independente da nossa vontade. O mundo se viu surpreendido pela eleição do novo Presidente dos EUA, o bilionário excêntrico Donald Trump, velho conhecido no meio empresarial pela sua arrogância e prepotência, de um vernáculo próprio aos fanfarrões desmiolados, cuja verborreia só comparava aos sadomasoquistas na tentativa de afirmativas vazias eimbecis, tudo falando e imbecis, tudo falando e

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

No nosso tempo de estudante primário e secundarista (1º e 2º graus), a matéria de História era ensinada de forma tradicional, ou seja, à base da decoreba, e quem se acostumou estudar desta forma não concebeu a mudança para um estudo analítico dos fatos históricos. Na verdade, esse negócio de memorizar nomes, decorar datas e acontecimentos, a chamada decoreba é coisa do passado.
No período da monarquia, no Brasil, há quase uma década a para sua ruptura, o Estado brasileiro passava por uma situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais. E, ainda, nos termos da Lei Áurea, contagiava o fervor da libertação dos escravos que tinham sido debandados no meio da rua, sem o pagamento de uma indenização compensatória por parte da monarquia ou dos grandes fazendeiros, nem tampouco articulado o pensamento de uma reforma agrária condizente com a época.
A crise do sistema monárquico brasileiro podia ser explicada através de algumas questões: - Interferência de D. Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica; - Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra; - A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e

VEJO A LUA BEIJANDO O FIRMAMENTO

Zé Dantas
Por José Dantas*

É o sol que à LUA ilumina,
faz a noite tornar-se mais bonita
num período sistêmico que agita,
na beleza singela que fascina,
é saudável pra noite nordestina
na perfeita função da aquarela,
que no colo do mundo beija e sela
com desejo do corpo mais sedento,
VEJO A LUA BEIJANDO O FIRMAMENTO
E

Colonos também choram deblaque e festejam triunfo do Império

João Costa
João Costa*

O deputado Frei Anastácio, veterano nos embates na luta pela terra, numa conversa informal, disse que se surpreendeu, num começo de manhã na feira de Jaguaribe, ao ouvir donas-de-casa e feirantes comentando o resultado das eleições nos EUA. Ele, que a exemplo do resto do Ocidente havia dormido certo da vitória de senhora Clinton, e acordado com Trump como futuro imperador. Momentos assim mostram que colonos também choram e festejam triunfos e

Maior superlua em quase 70 anos ocorre nesta segunda-feira


Se você gostou e

Entendendo Trump

Rinaldo Barros
Rinaldo Barros*

O que explica a eleição de Donald Trump não é a política. É a economia.
Considerando os 120 milhões de eleitores que compareceram às urnas nas eleições presidenciais dos EUA, Donald Trump foi eleito, majoritariamente, por homens brancos da classe média baixa, maiores de 40 anos, com educação básica ou secundária, moradores em pequenas cidades, protestantes, com renda superior a 50 mil dólares anuais, mas

POR QUE TRUMP SERIA O JUÍZO FINAL?

Nonato Nunes
Nonato Nunes*

Sempre que um republicano chega ao poder o mundo inteiro tem chiliques, rói as unhas, tem insônia e outras coisitas mais..., especialmente nos países com tendência ao esquerdismo. E aí vêm as mais estapafúrdias conjecturas, como se os Estados Unidos fossem uma republiqueta onde só um manda e o restante obedece, como por exemplo, em Cuba, na Venezuela, e na própria Rússia, do “czar” Vladimir Putin. Outros republicanos passaram pela Casa Branca e

Construindo pontes

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Não sou afeito a construção de muros. Gosto na verdade de erguer pontes.
Os muros deixam uma falsa ideia de segurança. Na verdade levam o homem para o isolamento, enclausuramento e a solidão. Entre muros o homem vive sob a égide do medo. É aquela história, com uma visão equivocada, o homem constrói muros e se isola, tornando-se cada vez mais solitário, violente, tétrico e

ENTRE TRUMPS E BARRANCOS...

Nonato Nunes
Por Nonato Nunes*

A vitória de Donald Trump não poderia ser mais representativa do que seja um americano ferido no seu orgulho. Ora, desde a crise de 2008, considerada a pior desde o crash da Bolsa de Nova Iorque (1929), que o cidadão americano médio passara a perambular sem emprego, sem moradia e sem esperanças. Barack Obama, apesar de toda a sua popularidade, não conseguira devolver o chamado “orgulho americano”. Trump, por sua vez, encarou o seu papel de americano típico: desafiou o seu partido – o Republicano -, foi abandonado por correligionários, enfrentou uma candidata que contava com o apoio do próprio presidente e colocou em xeque até mesmo a lisura do sistema eleitoral do país. Mas não se deve esquecer que a população americana é composta por 72,4% de brancos descendentes de europeus. E

Indústria, porta de poucas esperanças

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Antes éramos um país do futuro, hoje somos o país do passado, como quem diletantismo vivemos à brisa dos ventos uivantes, como que viciado em estatolatria, e o Estado custeando os custos de sobrevivência dos seus internos mergulhados na ociosidade dos vícios medrados da preguiça e jactância como se direito fosse viver do repouso do corpo inerte sobre a terra açoitada. Muitos vivem seminalmente como se vivia em séculos passados sem uma cobrança mais dura e mais ativa da sociedade política e os direitos da família que precisava de mais esforço objetivando uma melhor opção aos que estavam por vir e iriam povoar a pátria num futuro próximo. Apenas para ilustrar a nossa tese, é de bom arbítrio informar das nossas severas dificuldades. Em 2014 tivemos uma queda na produção na ordem de 3%, chegamos em 2015 num encolhimento industrial de 8,3%, havendo uma previsão de mercado de mais uma queda para esse ano de 6%. Portanto, para que nos aproximemos da produção de 2013 há a necessidade de crescermos 19,6% no próximo ano, um crescimento absolutamente impossível se considerou os números que temos avaliados e

Nada de época de mudanças, nossa mudança é de época!

João Costa*

João Costa
O Papa Francisco, durante sua visita ao Rio de Janeiro, em julho de 2013, vaticinou que vivemos não em uma época de mudanças, mas em uma mudança de época. Sentia e prenunciava ali a nossa catástrofe, pois sempre haverá a gota que fará o copo transbordar. Não por menos, o tema da redação do Enem tratou da intolerância religiosa. Para nós, esta segunda década do século 21, é espelho a refletir sobre o passado sombrio e o sombrio futuro que nos espera. Mais: paraiba.com.br
Esta é uma semana emblemática, com esta bizarra eleição nos Estados Unidos. Nunca, a doutrina do Destino Manifesto pautou tanto a disputa eleitoral por lá, onde se escolhe entre o que é  “ruim” e o que é “pior” para eles mesmos e

Dias de conflitos e confrontos

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

As pendengas que nos assolam com a queda do governo petista e a consequente posse, conforme a Constituição vigente, do governo Michel Temer, sucessor direto da Presidente Dilma Rousseff, vai continuar por um longo período, até que as medidas de correções sejam implantadas e surtam os efeitos positivos, e possam se apresentar da melhor forma e de melhor aceitação para os brasileiros atingidos pela nefasta política de assolamento do governo anterior, cujos prejuízos ainda não foram levantados, pois, a abrangência e extensão são de uma profundidade que requer um tempo maior para que os cálculos sejam efetivamente levantados e

A madrasta estiagem

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Entra ano e sai ano, dias e noites e a estiagem faz morada no meu sertão. Fêmea impiedosa que seduz o sol para bem perto do chão, para intensamente beber a água dos riachos, açudes e barragens.
Ventos sopram e levantam poeiras abrasadoras, que devoram plantações, animais e homens. Desvanecem a paciência, a esperança e sonhos. Transformam o verde num deserto mundo de olhares perdidos. Como é piedoso acordar sob o vento cortante da estiagem. Sem chuva, com fome e sede, o caboclo da rede balança o desânimo. Menino chora, mulher reclama e um cachorro de olhar piedoso dorme debaixo da mesa. Da janela, céu limpo, terra rachada e

MORTE E VIDA

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

A mensagem mais emblemática de conteúdo bíblico está na construção doutrinária de Jesus Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6).
Nesta caminhada terrena cada um faz o percurso sozinho, não precisa de acompanhante, sempre praticando atos de retidão, a espera do julgamento final. A verdade está naquilo que, realmente, você vê. Não naquilo que você inventou ou naquela dedução maldosa ou naquele prejulgamento de maldade. A vida está na busca do caminho, somando-se à verdade, que desperta para um elevado nível de consciência. É a vida real,

MARTINHO LUTERO: O PRECURSOR DA REFORMA PROTESTANTE

Com informações Púlpito Cristão 31 de outubro de 2016

Martinho-lutero

Martinho Lutero nasceu a 10 de novembro de 1483 no centro da Alemanha, em Eisleben, Turíngia/Alemanha. Seus pais, João e Margarida, eram pobres – João era mineiro e lenhador – porém não iletrado, de modo que puderam dar-lhe boa orientação educacional. Visando a melhorar a vida econômica, fixaram residência, em 1484, em Mansfeld, onde Martinho iniciou seus estudos. Terminando o curso da escola daquela localidade, então com 14 anos, deixou a casa paterna e ingressou na escola superior de Magdeburgo. Depois de um ano ali, teve que retornar à casa paterna acometido de grave enfermidade, indo por esta razão, no ano seguinte, estudar em Eisenach. Três anos cursou o colégio de Eisenach. Em 1501 ingressava na Universidade de Erfurt, cidade conhecida como “Roma Alemã” pelo número de suas igrejas e mosteiros. Obteve ali os graus de Bacharel (1502) e