CLEMILDO BRUNET DE SÁ

O muro Trump

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

O bilionário Donald Trump sem nenhuma vivência política, contra muitos do seu próprio partido, indesejado pela maioria dos lideres mundiais, rompeu todos os prognósticos e venceu a eleição dos EUA, tornando-se o novo presidente da maior potência deste planeta.
Com um perfil impulsivo, promete vigiar mesquitas, combater radicalmente os mulçumanos, além de defender a tortura de suspeitos de terrorismo. Anuncia que imporá condições à China, exigindo melhores condições de trabalho e
políticas ambientais mais efetivas, sob pena de romper comercialmente com o gigante asiático. Contraditoriamente, fala que as mudanças climáticas constituem “mito”.
Trump, ainda, defende a indústria armamentista e avisa que baixará impostos. Prega que deportaria cerca de 11 milhões de imigrantes, como também anuncia que erguerá um muro separando os EUA e o México.
Os muros isolam, não proporcionam o diálogo. Quantas muralhas já não foram levantadas pelo homem e a história tem demonstrado o equívoco de tais ações. Não faz muito tempo que o muro de Berlim foi ao chão. Agora vem o muro Trump, ferindo a liberdade tão decantada pelos americanos. Os 13 bilhões de dólares que serão gastos no muro, mataria a fome de muita gente por esse mundo afora.
Mas bilionários não entendem de fome, não sabem o que miséria e abandono. Sob o ideal do capitalismo selvagem preocupam-se com a multiplicação, não de pães, mas de suas fortunas. O mundo aguarda com preocupação as cenas do próximo capítulo. Deus permita que o equívoco prevaleça e Trump seja diferente do que se anuncia. Sonhamos por um mundo sem fome e de paz!
*Escritor pombalense e Juiz de Direito

onaldorqueiroga@gmail.com

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