CLEMILDO BRUNET DE SÁ

LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE “DORMIA” HÁ NOVE ANOS

Nonato Nunes
Nonato Nunes*

Este é mesmo o país do casuísmo e das maquinações. Um exemplo disso é a tal Lei de Abuso de Autoridade, proposta há nove (9) anos pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), mas que dormia em “berço esplêndido” até que fosse “despertada” pelo seu Frankenstein.
Por coincidência ou não, a propositura ressurge justo no momento em que o representante alagoano tem contra si nada menos de doze processos, um deles já aceito pelo ministro do STF, Édson Fachin. Fica a sensação de que a proposta funcionou como uma arma engatilhada, pronta para ser disparada ao
menor sinal de perigo.
Hoje o Senado recebeu o juiz Sérgio Moro, o homem que conduz a Operação Lava Jato. E como já era esperado o petista Lindenbergh Farias deu o seu espetáculo. Aproveitou para afrontar o juiz e dizer que o magistrado havia cometido “abuso de autoridade”.
Moro relembrou ao deselegante representante do povo que suas decisões foram, praticamente, todas elas, corroboradas por instâncias superiores, como, por exemplo, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF).
O juiz disse que o discurso do senador petista deixava a nítida impressão de que a tal lei proposta por Calheiros tem por objetivo atingir a Lava Jato e as autoridades que a estão conduzindo.
Não é demais lembrar que o juiz Sérgio Moro, o Ministério Público Federal e os agentes da PF contam com o irrestrito apoio da população brasileira – aquela maioria esmagadora roubada e vilipendiada por grupos que se habituaram a viver à custa da miséria do povo.
Um abraço.

*Nonato Nunes - Jornalista, radialista, documentarista, escritor e blogueiro

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