CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Natal do desabafo


Genival Torres Dantas*

Quantos natais se passaram, quantas lembranças tristes e boas, em cada canto do País uma história ouvida e interpretada de acordo com nossas emoções e em sintonia com nossos ideais, somos todos momentos, respondemos por nossas inspirações e nos lançamos contra tudo aquilo que vem de encontro aos desejos e sonhos acalantados, muito mais latente na idade da senilidade, dessa forma, e de conformidade com nossos brios vamos lutando em defesa das nossas teses e
de conformidade com nossos conhecimentos.
Hoje fazemos parte de uma comunidade triste e vivendo de sobressaltos indigestos, não temos nenhuma certeza do que virá pela frente, temos uma economia em estado letárgico, tentando uma recuperação lentamente, com parcos 0,8% de estado positivo para o próximo ano de 2017, número insignificante ante o que já representamos na economia mundial, em síntese, perderam o respeito pela nossa capacidade de recuperação, principalmente, depois das precárias ações do nosso Governo Central, caminhando em passos de tartaruga anêmica, debilitada e sem coragem para reação.
Nossas famílias encontram-se em pontos diferentes na geografia federal, pais muitas vezes desajustados e separados, quando muito alojados num mesmo ambiente por absoluta falta de recursos para caminharem separadamente, se suportam num mesmo teto amenizando a sofrencia das dores diárias, filhos, quando adultos, ou mesmo adolescentes, procurando espaço de trabalho, em Estados diferentes, tendo que se sujeitar, pela maioria das vezes, de parentes indesejados da sua presença, acumulando mais despesas à sua ração já tão minguada.
Quando os sinos tocam ao chamamento para homenagem ao Jesus Cristo, muitos, e não são poucos, não atendem o badalar pela clareza que ele tem de sua real situação vexatória não tendo ao menos uma roupa decente que possa vestir numa hora dessa, com vergonha se recolhe ao seu leito frio e tristonho, esperando dormir mais cedo para que sua fome não lhe atormente tanto, muito mais que o dissabor de não ter como dar uma simples lembrança a sua amada parceira e amiga.
Assim é o brasileiro de 2016, sem emprego e nem mesmo perspectivas, tentando esconder dos outros a sua tragédia pessoal, morrendo de vergonha da sua incompetência, quando na realidade não é sua, mas, de administrados irresponsáveis e corrupto, levando para o brejo toda Nação brasileira, mesmo brejo da manjedoura do Menino Jesus.
Genival Torres Dantas
*Escritor e Poeta

genival_dantas@hotmail.com

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