CLEMILDO BRUNET DE SÁ

ESTE É O NOSSO BRASIL

Ignácio Tavares
Ignácio Tavares*

Na história deste país nunca se viu tantas crises econômica, social, ética, moral e administrativa, em tão curto período de tempo.
Há quem defenda a ideia de que com essa geração de políticos que está a comandar o pais é impossível estabelecer uma nova ordem fundamentada na moral e na ética, indispensável para conduzir de forma séria e

ASSOMBRAÇÃO

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

Recordamos-nos de um tempo que na zona rural e na cidade, também, principalmente nas residências de família grande, após o jantar, logo cedo da noite, todos se sentavam na calçada alta, em forma de meia lua, para ouvir estórias de assombração, anedotas e leitura de verso de cordel que contavam as histórias e estórias de cangaceiros no sertão nordestino.
No Brasil, país que o catolicismo predomina, mas tem o maior contingente do mundo de adeptos declarados da ciência Espírita, os fantasmas da tradição popular são caracterizados pelas cores da História que permeiam a formação da cultura nacional. As assombrações são personagens que viveram episódios dramáticos e/ou traumáticos da colonização, dos tempos do Império e da República Velha, misturando elementos indígenas, lusos, africanos e do cangaço. Assim, há muitos fantasmas de escravos e sua contrapartida, de senhores [as] de engenho ou de cafezais que foram extremamente cruéis. São todos atormentados e tormentosos. Na história mais recente, fantasmas do século XX já assombram grandes metrópoles, como São Paulo que, assim como Londres e

Elucubração Nefasta

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Desde sua fundação o PT, Partido dos Trabalhadores, tem um soba a detalhar insólitos desejos de seus cupinchas, mesmo que essa prática não seja o retrato fiel da postura de um partido de esquerda, postulante à chegar ao Governo Central, mesmo que para esse objetivo, fosse necessário, como realmente foi, alia-se a setores conhecidos dentro da Igreja Católica, como progressista, com um cabeça, no início dos anos 1970, com a personificação da luta pela democratização do País, cujo papel era perfeitamente cabível no ao jovem aguerrido e

Funeral mais que siciliano com jato de cabeças cortadas

João Costa
João Costa*

“Às vezes, quase sempre, em política e judiciário, o criminoso está presente no velório”. Teori Albino Zavascki. A foto é emblemática, e o sorriso do Zé Serra em torno do caixão, revelador. Analistas abalizados asseguram que a Lava Jato de Teori Albino não é a mesma Lava Jato do juiz apontado como um novo Savonarola, segundo definição do físico Rogério Cerqueira Leite. Por outro lado, dentro dos muros das penitenciárias facções criminosas fazem acerto de contas – do lado de fora reina a mais espúria colaboração de classe. É o Brasil – e

Eu te darei amor

Ricardo Ramalho
Ricardo Ramalho*

Os turbulentos anos sessenta estavam em plena ebulição. O conflito geracional, também aportava em Pombal, em pleno Sertão da Paraíba. Tempos que se impunham no despertar para uma vida de desafios e esperanças, no desabrochar de sentimentos novos e impulsivos. Os sinais dessa disputa se faziam nos comportamentos, na indumentária, nos relacionamentos. A música, os ritmos moviam essa transformação na sociedade e influenciava o pensar, o agir diferente.
Anunciou-se um tradicional baile no Pombal Ideal Clube, típico, com as mesas ocupadas pelas famílias, conhecidas e tradicionais, representativas da cidade. Raros visitantes. Mas, a orquestra? Qual seria o estilo? Que repertório dominaria a festa? A Jovem Guarda iniciava sua avassaladora onda musical e

Mistérios e zona de sombra na Operação Lava-Jato

Nonato Guedes
Por Nonato Guedes
Publicado por: Carlos Rocha
PUBLICADO EM : 20/01/2017 ÀS 09:05
STF

Nenhuma hipótese deve ser descartada nas análises sobre a morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, relator da Operação Lava-Jato, em acidente aéreo verificado ontem em Paraty (RJ). Além de íntegro e inatacável, Teori estava no papel de homem-chave da Operação, na qualidade de relator. Preparava-se para proferir votos decisivos envolvendo a sorte de pessoas que já tiveram influência neste País numa época em que a impunidade era a sacrossanta palavra de ordem e

A CAATINGA E SEUS MUITOS ENCANTOS

José Gonçalves do Nascimento
Por José Gonçalves do Nascimento*

Ao se deparar pela primeira vez com a caatinga, espanta-se Euclides da Cunha com aquela “flora inteiramente estranha e impressionadora capaz de assombrar ao mais experimentado botânico”. Chega a ser contundente: “é uma flora agressiva”. Depois emenda: “agressiva para os que a desconhecem — ela é providencial para o sertanejo”.
A caatinga é mais que uma vegetação, é um templo. E o sertanejo tem com ela uma relação mais que amorosa: espiritual. Relação de devoção mesmo. Não há sertanejo que não venere a caatinga como se fosse esta uma coisa sagrada. Ela é quase indizível, imperscrutável. Somente os que com ela convivem são capazes de decifrá-la em plenitude. Nela coexistem valores que só o sertanejo é capaz de captar. A caatinga é uma questão de identidade. De espírito. De consciência. Não basta nela conviver. É preciso vivê-la, senti-la, penetrar sua essência. Beber sua seiva sagrada.
A caatinga traz a marca da resistência; não se curva às intempéries; e

“Cabeças cortadas” – não é apenas um filme de Glauber!

João Costa
João Costa*

A Junta Governativa acaba de reduzir as Forças Armadas à condição de “capitães de mato”, “empregados públicos de última categoria” dos tempos do Império, ao coloca-las no meio desse furdunço sanguinário entre criminosos que controlam todos os presídios do país. Tropas da Força Nacional de Segurança estão nos três estados, e não resolvem. O que reflete a inutilidade das policias militares e dos governadores. Recomendo “Cabeças Cortadas”, de Glauber Rocha. 
Se a Força Nacional de Segurança está em Natal desde setembro o que faz por lá se as ditas “facções criminosas” seguem no comando? Se São Paulo exportou o PCC; o Rio o Comando Vermelho, a Amazônia já tem a sua “família” e

VIDA DE APOSENTADO NO BRASIL

Nonato Nunes
Nonato Nunes*

Baseado na alegação de que o brasileiro tem vivido mais, o governo resolveu que é hora de implementar reformas na previdência, e planeja aumentar, para 65 anos, a idade mínima para a aposentadoria. 
Mas há algumas questões bem elementares pelo meio dessa história toda. Em primeiro lugar é preciso dizer que viver mais não significa – necessariamente - viver melhor. 
Ora, o que é a vida de um aposentado no Brasil?

70 anos da Asa Branca

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

Há muito tempo, nos bancos de areia do Rio Pajeú a manhã da estiagem acordou mais cedo. Descortinou um céu azul e um sol intenso. Secou riachos, rios e açudes esturricando o chão. O gado de sede deitou a morte esquelética. Silente, a passarada bateu em retirada, anunciando a

MARGARIDA, A LUTA CONTINUA

Severino Coelho Viana
Por: SEVERINO COELHO VIANA*

O ideal do ser humano não se acaba com a morte, por isso o fruto tem a sua semente, que depois da carne humana saciada pela fome, a semente cai ao chão e germina fruto novo.
O mais difícil do viver é compreender as incompreensões.
A vida terrena nos reserva um baú de surpresas: de alegria ou de tristeza, de infortúnio ou de esperança, de lástima ou de contentamento, de desistência ou de desafio, de busca ou de desencontro, de renúncia ou de resistência, de lágrima ou de sorriso, de vitória ou de derrota.
Somos uma peça importante na máquina impulsionadora do mundo, não podemos parar diante da engrenagem do tempo.
Entre a vida e o viver há a fase intermediária da existência humana, que significa o surgimento da estrela matinal, chegando-se ao ocaso do sol vespertino. Daí, então, caminhamos com os nossos passos lentos, cuja visão ruma na direção do horizonte, quando entendemos que esta vida é um caminho de sombras e luzes. Aprendemos com os desafios do viver cotidiano vitalizar as sombras, e,

Bandeira branca, amor...

Genival Torres Dantas
*Genival Torres Dantas*

(Max Nunes / Laércio Alves)

“Bandeira branca, amor, Não posso mais, Pela saudade que me invade Eu peço paz”; Assim começa uma música imortalizada por Dalva de Oliveira, mulher de Herivelto Martins, pais, por consequência, de Peri Ribeiro, ases do cancioneiro popular brasileiro. Mas, não é de música que estamos nos propondo a falar, bandeira branca é tudo que precisamos nesse inicio de ano, quando os números continuam sendo forçados em decorrência de atitudes políticas e econômicas a despertarem um novo sentimento de esperança no peito de todos nós, já estamos saturados de tantos dissabores e desassossego, estamos numa sofreguidão torpe e

PATRIMÔNIO HISTÓRICO: PRESERVAR É PRECISO

Francisco Vieira
Francisco Vieira*
            
              É sabido que o homem unido aos fatos constrói a história e faz dela seu maior patrimônio.
            No Brasil, pouco se valoriza essa riqueza cultural. É grande o desinteresse da população e o descaso dos poderes públicos no tocante a preservação desse importante legado.
            A sociedade atual, ligada a mudanças, busca o novo em detrimento do velho. Esquece que o passado envelhecerá amanhã e será também esquecido. A cada novidade que surge, algo antigo é descartado pelo homem que perdendo sua estima é lançado nas malhas do ostracismo destruindo a história.
Cada monumento em ruína, um edifício que desaba, uma praça a mercê da ação de vândalos ou um morador que deixa esta vida é parte do passado que se esvai, história que se aniquila.
            Preservar o patrimônio é mais que necessário, é indispensável. Consiste em resgatar personalidades, acontecimentos e

Repensando as políticas de desenvolvimento rural para o Semiárido nordestino

Saul Ramos de Oliveira
Por: Saul Ramos de Oliveira*

Cinco anos de seca no nordeste vêm trazendo efeitos devastadores para seus Estados. Perdas das lavouras e animais dos agricultores, impacto negativo na economia dos municípios, desemprego, aumento dos preços dos alimentos, racionamento de água em várias cidades e etc. Isso trouxe, novamente, o nordeste e seu problema da seca para a mídia, sendo alvo de várias reportagens e matérias. No entanto, muitas dessas reportagens enfatizam mais os problemas que a região passa do que as possíveis soluções, exploram os efeitos da seca  ,na maioria das vezes, de forma  sensacionalista do que com seriedade, e

20 ANOS DEPOIS: O QUE UM DIA FOI NOVO HOJE É VELHO

Jerdivan Nóbrega de Araújo
 Jerdivan Nóbrega de Araújo*

            Hoje resolvi abrir espaço no meu arquivo físico: revirei caixas e gavetas, juntei tudo em um único local: analisei, separei, rasguei e queimei.
            E quantos pepeis a separar!
            Em 20 anos (puliquei o primeiro livro em outubro de 1997), foram mais de 300 textos escritos e publicados em blogs e jornais da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Livros foram oito, além da revisão critica que fiz com Verneck de “O velho Arraial de Piranhas: Pombal”, e dois CDs. Apresentação de livros de outros escritores pombalenses foram diversos. Livros que viraram monografias, e

VIVER BEM

Severino Coelho Viana
Por Severino Coelho Viana*

A nossa observação social e experiência percebemos que, materialmente, a vida cotidiana nos mostra que viver bem não é estar situado nos polos das extremidades, isto é, na extremidade baixa da miséria, no viver de toda escassez material, a chamada vida vegetariana forçada; nem tampouco na extremidade alta da opulência, rodeado pelo brilho dos cristais, pois ‘nem tudo que reluz é ouro’, diz o ditado popular.
Então, o ideal seria firmar o ponto de equilíbrio para viver bem material e

Rebelião só em presídios – no mais; harmonia de classes!

João Costa
João Costa*

O ponto fora da curva: rebelião só em presídios – no mais reina a harmonia de classes. Cidadãos aguardam em suas casas o toque recolher! Néscios discutem nos botequins assuntos internos dos blocos carnavalescos. Degoladores e futuros degolados transitam em carros, ônibus e metrôs. Nos organismos de estado, representantes legítimos das facções em conflito negociam a paz.
Eis o Brasil neste início de 2017. Salteadores do poder pedem mais chacinas. Foi caso do tal Bruno Junior, filho do Cabo Júlio, aquele liderava rebeliões da PM de Minas nos anos 90. O pai está inelegível, pois responde por improbidade administrativa; Bruninho, responde a três inquéritos por bater em ex-companheiras, e até numa empregada que não quis dar. Certamente da mesma linha daquele que matou 12 pessoas, incluindo oito mulheres, entre as vitimas, a ex e

Menos educação, mais prisões

Almiro Sá Ferreira
Almiro Sá Ferreira*

Parece ser esse o trágico axioma de gestão que, infelizmente, serve de pano de fundo para o governo adotar as suas diretrizes "estratégicas" como aparente solução, em mais uma pífia tentativa de resolver os efeitos emergentes dos últimos dias, depois das tristes reprises do Carandiru no Norte do país.
O pior é

O Quarto Sábio

Nonato Nunes
Nonato Nunes*
(Dia de Reis, hoje, 6 de janeiro)

Dirigido por Michael Ray Rhodes, O quarto sábio (1985), estrelado pelo ator Martin Sheen (Apocalipse now), talvez seja o filme que melhor resume toda a mensagem do Homem de Nazaré.
Baseado na obra de Henry van Dyke, O quarto sábio não é um filme belo apenas pela mensagem que ele carrega e

Extenuante Esperança

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Por mais que a realidade nos alimente de desesperanças somos obrigados a nos mantermos verdadeiramente esperançosos, mesmo que a evidência não nos apeteça desse desejo tão pisco na atual conjuntura, mormente aos mais idealistas e fartos de informações alvissareiras e de mananciais compostos de certezas plenas. Sou um dos muitos brasileiros que não joga a toalha muito fácil, primeiro me lanço à luta e mesmo perdendo várias batalhas não me darei por vencido, quem se entrega fácil não devia se lançar a desafios e

A UTOPIA DESEJÁVEL A -

Ignácio Tavares
Ignácio Tavares*

O homem primitivo era autossuficiente no suprimento de suas necessidades básicas através da coleta, da pesca, de caça e usufruto das fontes naturais que a natureza lhe oferecia.
Isso mesmo, não precisava de estado nem tampouco de representações politicas a fim de estabelecer regras de relacionamento social, bem como, de convivência politica e

Confira programação da Festa de São Sebastião 2017 de 11 à 20 de janeiro

Com o tema “Com São Sebastião, cantemos as maravilhas do Senhor, em Maria”, a igreja Católica realizará a tradicional Festa São Sebastião no período de 11 à 20 de janeiro.

Antes do início do novenário, a imagem de São Sebastião estará vpassando em diversos bairros da cidade.

Abaixo confira toda a programação, que terá início a partir do dia 02 de janeiro.

Fugindo para frente; arar e saturar com sal

João Costa
João Costa*

A impressão que se tem é que chegamos a 2017 como se o Brasil estivesse fugindo para frente, deixando o passado recente como capítulo aberto. O ano que passou não fecha, mas encerrou o episódio em que o “Troféu Pinóquio” foi ganho, merecidamente, pelo Judiciário. No Brasil atual é possível correr sozinho e chegar em segundo lugar – se houver convicção e a literatura jurídica permitir. E a prova dos nove fora, nada?
 O enredo é surreal em que máscara cai no meio do espetáculo, e se desenha a tragédia futura - um Réquiem para uma Nação dividida. Delenda Brasília!
Imaginem os senhores sobre o que o Judiciário foi capaz em 2016. Decisões monocráticas derrubaram decisões coletivas dos tribunais; Renan Calheiros fez o que fez com o Supremo, que se mostrou não tão Supremo assim; tomou decisões que não valem nem para vaqueiros – sabedores que são que decisões não valem também para banqueiros, desde que seja “amigo dos amigos”.
A foto da confraternização e