CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Extenuante Esperança

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Por mais que a realidade nos alimente de desesperanças somos obrigados a nos mantermos verdadeiramente esperançosos, mesmo que a evidência não nos apeteça desse desejo tão pisco na atual conjuntura, mormente aos mais idealistas e fartos de informações alvissareiras e de mananciais compostos de certezas plenas. Sou um dos muitos brasileiros que não joga a toalha muito fácil, primeiro me lanço à luta e mesmo perdendo várias batalhas não me darei por vencido, quem se entrega fácil não devia se lançar a desafios e
pelejas de longo tempo, realmente, a esperança, muito embora de espantoso desafio, tenha suas mirabolantes insinuações de devastação completa, remetendo o ser humano de pouca fé ao solo causticante, verdadeiro inferno exposto ao sol escaldante. 
Desafia-nos os mais diferentes dilemas que temos que enfrentar doravante, durante o Governo provisório de Michel Temer, tudo favorece ao seu desânimo, não bastasse os problemas relacionados ao setor econômico e político, agora surgem mais crises na segurança pública, com 60 presos em Manaus, mortos e a grande maioria decapitada por facções contrárias e decididas ao extermínio dos seus contrários, é claro e evidente que Michel Temer não tem nada a ver com situações de naipes congênitas e de obstrução as suas conveniências.
São de fato situações desse tipo que as coisas se misturam e leva o povo de uma nação a tentar interpretar como tempos de desgoverno, principalmente no Governo Central, mesmo tendo numa República, deveres bem específicos e distribuídos entre governo municipal, Estadual e Federal, na hora da inconveniência debita-se tudo na conta de quem está por baixo, claro que o Governo Federal é o que mais se aproxima, na atualidade, de grande sacrifício, mesmo estando todos os poderes nivelados por baixo, negativo e escantilhado, não se dando nenhuma chance de defesa a quem se encontra nessa incomoda posição.
Até a hora de fecharmos o 4º trimestre de 2016 muita coisa vai acontecer, com números mais negativos, insinuações de extrema dificuldades para a sociedade mais necessitada, numa educação perdida no meio da incompetência administrativa, uma saúde pública tentando se equilibrar nas pernas bambas do artista bêbado e inexperiente, dentro de uma sociedade acostumada a viver das benesses do dinheiro público, sem nenhuma contrapartida como retorno.
Assim vivemos numa luta desigual, os recursos recolhidos aos cofres públicos hoje são insuficientes para fazer frente aos custos reais de uma nação quebrada e deficitária, graças aos muitos acordos para manter o País sub judicie, de um partido tido como quadrilheiro, sem escrúpulos ou com resquícios de competência. Esse é o País passado a limpo pelos olhos de um Democrata sem paixões ou tendencioso, que olha a Nação com o livre pensar, para tanto é só pensar, e ver o que nos levou até o epílogo em que nos encontramos, cujos escritores da peça jogaram as canetas fora e tentam de alguma forma encontrar um caminho que os traga de volta ao centro do Poder Central, o que seria uma fatalidade brutal para um País que sente o desejo de retornar a sua vida normal.
*Escritor e Poeta

genival_dantas@hotmail.com

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