CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Canções de Carnavais

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Tudo parecia um começar de carnaval, melodias carnavalescas, bêbados saindo do ritmo das músicas tocados por ritmistas amadores, bandeiras de blocos já esquecidos a cobrar foliões de outros carnavais lembrando músicas vivas apenas no memorial carnavalesco, as lembranças de outros tempos que não voltam mais. Às ruas escuras, decorados por postes ainda de madeiras com suas lâmpadas, muitas das quais, queimadas, por isso, iluminando tão pouco o solo de terra batida como a mostrar ruas de bairros distantes do Centro Comercial, tão bem cuidado com seus paralelepípedos marcando a educação de um povo com sua cultura já em outro século e
moldada na nova esfera Democrática.
Tudo eram lampejos e fragmentos de memórias que ficaram, certamente, na memória de outrora, a nos reações dos tempos da juventude tão distante dos nossos dias atuais, quando as marcas dos tempos nos mostra o quanto fomos guerreiros e lutadores por essa pífia Democracia que se sustenta em pilastras fragmentadas pela corrosão dos truques implantados pelos demagogos que se sustentaram no poder pelos discursos falsos e recheados de hipocrisia, alimentando esperança no peito dos Democratas valorosos que sempre lutaram pela sua permanência no coração do País.
Nada mais heroico que um brado de luta e guerra daqueles que sempre vão ficar contra os inimigos da Nação, lutando, se preciso for até a morte, nunca fugindo do inimigo, por mais numero que seja seu número e suas armas tecnologicamente atualizadas, isso é um fator que não nos mete medo nem receio de encarar os adversários, sempre foi e será sempre assim, uma forma e hino dos que vão ficar a disposição da terra mãe.
Assim é o espírito dos Democratas, mesmo em ritmo de músicas carnavalescas se sentem na luta pelo solo gentil, por isso, é de se orgulhar dessa alma guerreira no mesmo tilintar, em fragmentos, a invadir nossos ouvidos, mesmo assim, seguindo à direção do forte armado pelos inimigos perversos que só se sentem encorajados sob a segurança de armadilhas implantadas por eles mesmos, sabendo-se que a luta cuja arma seja as palavras e a verdade nunca será sua defesa pessoal. Assim vamos seguindo em direção aos nossos objetivos, mesmo tendo vários indícios que a morte do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, esteja sob suspensão, enquanto não houver provas contundentes de atentado, nada será feito sobre o caso, e se nada for apresentado tudo ficará por conta das chuvas e ventos da região do litoral de Paraty.
Agora não há mais ventos com sopros de música, apenas murmúrios de um povo cansado das lamúrias, descrentes de tudo que nos foi negado, apenas iludido, por propagandas enganosas, a nos mostrar quanto somos tolos às mãos de governantes desonestos como tivemos nos últimos 13 anos, quando, efetivamente, fomos sendo levados pela tangente de uma ilusão perdida por entre os anos seguidos e malversados pelo conjunto da obra inacabada, graças a Deus. Por menor que fomos ficando, seguimos como um povo que não aceita imposições por muito tempo, a verdade vem sempre a tona, e tudo vai ficando vivamente esclarecido, como a nos mostrar como somos simplórios, nunca devotos da usurpação dos poderosos.
O tempo vai nos mostrar quanto somos superiores e não nos curvaremos aos caprichos dos que se sentem superiores aos nossos anseios e desejos patrióticos, por essa razão, vamos ser sempre superiores aos que querem nos limitar Democraticamente.
*Escritor e Poeta

genival_dantas@hotmail.com

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