CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Terceiro Tempo

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Já não estamos no tempo normal de um jogo de futebol, foi decorrido mais de 90% do terceiro tempo, sem nada de definições, muitas lamúrias e reclamações de perdedores que investiram tanto tempo numa possibilidade de benefício futuro e hoje ver com muita sofreguidão a distancia que toma a realidade das normas preconizadas pelos idealizadores do projeto de reconstrução e formação dos destinos da sociedade de beneficência do Poder Público, tão garfada e menoscabada pelos políticos de tantos tempos até então.
Assim se formou o novo conceito de assistencialismo para acomodar tantas desventuras administrativas dessa área social, foi, sem dúvidas, uma atitude de quem pensava o Brasil no futuro, e com o verdadeiro valor que se dava ao trabalhador e seus dependentes, além, evidentemente, de tornar seguro o futuro dos trabalhadores do Brasil. Se todos pensassem da mesma forma que os pensadores honestos e tomassem atitudes sérias e
abalizadas pelo sincretismo dos verdadeiros apoiadores da moralidade e da Justiça que tanta falta faz no contexto geral da nossa República. 
O Brasil é isso, enquanto uns apanham outros ganham e assim vai se formando novos juízos políticos, colocando sempre em evidência os novos pensamentos delineados nos fundamentos Republicanos, nem sempre novos fundamentos, a grande maioria se forma de ideias rejeitadas em administrações passadas e rejeitadas pelo Congresso Nacional, entretanto, ficando nos arquivos para serem relançadas em outros momentos que as circunstancias sejam favoráveis ao seu surgimento. Nada se inova, simplesmente reaparecem para marcar sonhos e ideais de personagens vivos da história da Nação, é assim que os nomes ficam eternizados mostrando que os personagens são eternos enquanto tiverem lembranças sem lágrimas.
Caminhamos para o próximo pleito presidencial, já há uma luta de muitos recursos e de forças tentando impor pontos de vistas e fazer valer seus conceitos dentro de uma política totalmente equivocada, com ranços e traumas formados pelos vícios dos erros e das angustias que sempre permaneceram após as disputas não só nacionais, mas, principalmente e verdadeiramente regionais, quando as intrigas locais ficam mais evidentes e acirradas na hora de cobrar promessas de outros pleitos. Claro que estamos marcados pelos constantes dissabores e decepções com o que há de mais hipócrita na sociedade política que restou de tantas mentiras e desilusões, já estamos fartos de melancólicos discursos e promessas falsas, a direita política brasileira é tão responsável quanto a esquerda malévola que trabalhou como pode dentro das aberrações dos velhos caminhos irresponsáveis dos novos políticos com velhos vícios e roupas mal vestidas e de agasalhos manchados ainda com as nódoas de insensatos truques que não se aplicam mais numa República como a nossa, cheia de calos e marcas que levará muito tempo para que seja apagada da pele de todos nós.
*Escritor e Poeta

genival_dantas@hotmail.com

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