“o que é um espasmo intestinal para quem está todo cagado”
Genival
Torres Dantas*
Meu último texto, aqui
postado, quando eu tratei das eminências pardas, fará parte do terceiro livro
da trilogia que estou escrevendo sobre essa nova fase, após a hecatombe
ocasionada na sequência dos 14 anos do desgoverno petista e a complementação do
quarto mandato, governo Michel Temer.
Muita gente andou reclamando
da minha rigidez com as palavras, lamento, mas não posso fugir das minhas
características usando minhas observações políticas sem politicagem, além de
descaracterizar todo um trabalho que venho textualizando em sincronismo com a
realidade dos fatos em conformidade com minha imparcialidade.
Isso posto estou trazendo um
tema, sequenciando o anterior, que é o prejuízo que virá após essa página
triste da nossa história contemporânea. Vou me ater o que ainda ocorre e para
falar do momento se faz necessário termos um parâmetro para podermos fazer uma
analogia mais próxima da extensão da pandemia, o que não é uma pantomia. Vou
buscar na história a gripe espanhola conhecida como gripe 1918, pandemia do
vírus influenza, com letalidade singular, referendada dessa forma por ela ter
início nesse ano e controlada no final de 1920.
Esse espaço de tempo, de
quase três anos, foi o suficiente para levar infectar 500 milhões de pessoas em
todo planeta e levar a óbito 50 milhões, correspondendo a 10% da população à
época, provocando uma verdadeira tragédia humana, era o fim da primeira guerra
mundial e os seus soldados remanescentes daquele episódio e responsabilizados
por disseminarem o vírus pelo planeta, quando dos seus retornos às suas terras
saudosas.
Quando vejo esse exército de
humanos presos em suas casas e apartamentos, espalhados pela terra, numa
sofreguidão angustiante e impensada, com os prazos de recolhimento sendo
prorrogados, mesmo sabendo que é uma atitude eficiente a despeito de não ser
eficaz, pois não anula totalmente as possibilidades de contaminação, os
resultados ainda são omissos nesse aspecto. Para aqueles que vêm já de uma
prorrogação quinzenal a situação é mais crítica, principalmente os acima de 60
anos e os portadores de doenças crônicas, formadores do grupo de maior risco,
ainda, se forem assintomáticos.
Como somos todos formados
com nossos limites, até mesmo a aço tem sua fadiga e limite, o ser humano é uma
máquina falível, assim sendo, ele corre o risco de por um período longamente
confinado e com o grau de informações negativas impostas pelos canais de
comunicações, todos, sem exceção, apresentando dados alarmistas e alarmantes é
de se perguntar quem vai responder por uma possível catástrofe de uma massa
humana, amanhã, acometidos por um desequilíbrio mental, mesmo que pequeno, mas
um novo mal, correndo pelas ruas a gritarem epa! Como verdadeiros seres humanos
atingidos pelo isolamento humano e não pelo afastamento social, como devia ter
sido.
Essa tese poderá não ser
confirmada nos primeiros dias de libertação do novo Coronavírus, entretanto no
passar do tempo os sintomas podem surgir e, quando isso acontecer, não vai
aparecer nenhum governo, ou autoridade constituída, se acusando como
responsável pelo efeito colateral, reconhecendo que a dose do remédio foi
abusiva.
Mais ainda, nenhum órgão de
comunicação, tipo as TVs marrons ou vermelhas que tanto infernizam os nossos
dias atuais, não vão fazer enquete para fins de ressarcimentos pelo prejuízo
causado pela programação oferecida com resquício de crueldade para com os
telespectadores.
Hoje somos todos
prisioneiros da incompetência do Estado com seus Poderes brigando entre eles
com discussões políticas, em busca de protagonismo objetivando ficar bem com os
eleitores para se posicionarem como candidatos antecipados de uma eleição que
nem sabemos se irá ocorrer ainda esse ano de 2020 e a projeção para 2022,
provocando uma verdadeira vergonha aos brasileiros, eles, os políticos politiqueiros,
deviam firmar o pensamento nesse momento de riscos de vidas e sofrimento
humano.
Esses administrados de
coisas e não de Seres humanos, certamente ficará se questionando, nos seus pit
stop, “o que é um espasmo intestinal para quem está todo cagado” sem nenhuma
noção do que seja a importância de uma vida em qualquer fase dela, mormente
para os mais próximos.
Genival
Dantas
*Poeta,
Escritor e Jornalista
genivaldantas.com.br
“o que é um espasmo intestinal para quem está todo cagado”
Reviewed by Clemildo Brunet
on
4/07/2020 08:52:00 AM
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