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RIQUEZA




Por Severino Coelho Viana


A sociedade humana formou-se do agrupamento de pessoas que lutasse e conseguisse uma sociedade ideal onde qualquer pessoa olhasse no espelho e visse sua imagem de igual essência perante as demais pessoas. Pode ser uma utopia, mas a esperança desta sociedade utópica deve estar acesa como as cinzas de uma fogueira radiante.

O sentido das palavras muda paulatinamente e a prática de vida vai tornando diferenciada de acordo com o período histórico. Por exemplo, a sociedade feudal consistia nos pilares de três classes - sacerdotes, guerreiros e trabalhadores, sendo que o homem comum era quem trabalhava e produzia para ambas as outras classes, eclesiástica e militar. Isto era muito claro, pelo menos consta nos anais da história.

Há um século, pelo menos na região Nordeste, o homem rico era aquele de prosperidade material e acumulador de bens materiais, latifúndio rural, imóveis urbanos, joias raras (ouro e esmeralda), grande padrão de investimento. Atualmente, os fazendeiros que dispõem de propriedades rurais estão pagando caro para manter e preservar o bem de família que monetariamente não vale quase nada, salvo o valor estimativo de caráter familiar hereditário.

A história da riqueza do homem não passa de um relato de assassinatos, roubos de gado (abegeato), usurpação de terras, trucidamento, atrocidades e maus-tratos para com o ser humano, logo priorizando os bens imóveis às virtudes espirituais.

Como gostamos de apresentar as nossas argumentações retiradas dos exemplos deixados pela mitologia, nós temos conhecimento que os povos antigos acreditavam nas suas crenças com o seu deus da Riqueza e a deusa da Fortuna.

O deus grego da riqueza identificava-se como Pluto (não confundir com Plutão, nome romano de Hades). Pluto (filho de Deméter. Era um dos filhos de Deméter e do herói Iasião (também chamado Jasio ou Iásio). Seu nome significa riqueza. Figura no cortejo de Deméter e de Perséfone, sob a forma de um jovem levando o corno da abundância, criado por Zeus, de onde se podia jorrar infinita quantidade de qualquer coisa que se deseja. Pluto, na sua mocidade, tinha uma excelente vista; mas tendo declarado a Júpiter que não queria andar senão com a Virtude e com a Ciência, o pai dos deuses, ciumento das pessoas de bem, cegara-o para tirar-lhe os meios de discernir. Tal era, pelo menos, a lenda de Aristófanes, autor da comédia intitulada “Pluto”. Representam-no cego, pois favorece indiferentemente a bons e maus. Na teologia dos Mistérios eleusinos, ele é considerado como a "Criança Divina". Era o deus da riqueza. filho de Deméter, sua irmã era Perséfone, esposa de Hades, deusa do mundo dos mortos. Pluto era colocado no número dos deuses infernais, porque a fortuna é retirada da terra, moradas dessas divindades. Nasceu na Ilha de Creta, na Teogonia, passava por ser filho de Ceres e de Jásion. Ceres romana corresponde a Deméter grega). Ceres, a deusa romana das plantas, que brota do amor maternal, equivale à Deméter na mitologia grega. Ela era filha de Saturno e Cibele, era também amante e irmã de Júpiter, normalmente via-se com um cesto de flores e frutos, um cetro e uma coroa feita de orelhas de trigo. Deméter era a deusa do milho, grãos e da colheita. Ela era a filha de Cronos e Réia.

Acreditava-se que Deméter fazia as colheitas crescerem a cada ano; assim o primeiro pedaço de pão feito a partir da colheita anual lhe foi oferecido. Ela era a deusa da terra, da agricultura e da fertilidade em geral. Sagrado para ela eram o gado e os produtos agrícolas

A deusa Fortuna, no momento em que nasce, sua mãe é assistida e socorrida por Juno ou por sua filha, Ilítia, a bela fiandeira. Cresce, desenvolve-se, mas ela precisa da saúde; recorre então a Esculápio e depois a Higéia. Tinha um templo em Âncio. Muitas medalhas representam-na com atributos diversos e apropriados aos sobrenomes, complacente, vitoriosa. Em Egina havia uma estátua sua tendo nas mãos uma cornucópia; a seu lado estava Cupido com asas. Por sua vez, a Má Fortuna é representada sob a forma de uma mulher que está num navio sem mastro e sem leme, com as velas rasgadas pelas violências dos ventos.

Por seu turno, ainda, vemos Lakshmi é uma divindade do hinduísmo, esposa do deus Vishnu, o sustentador do universo na religião Hindu. É personificação da beleza, da fartura, da generosidade, principalmente da riqueza e da fartura. A deusa é sempre invocada para obter amor, fartura e poder. É o principal símbolo da potência feminina e reconhecida por sua formosura e eterna juventude. Pode ser vista sentada sobre a flor de lótus ou segurando a flor de lótus na mão e um cântaro que jorra moedas de ouro.

Na nossa realidade, a fortuna material é a meta da maioria dos seres viventes do nosso planeta Terra. Todos os esforços, todas as conquistas, todas as promessas, todas as preces do homem só aspiravam a conjurar as flechas da Fortuna; em qualquer condição, em qualquer circunstância da vida, ele encontra a seu lado uma divindade que assegura proteção e serve de auxílio para própria realização material.

Nesta nossa vida mundana em busca das coisas, uma pesquisa mostra dados de exorbitante diferença entre a camada rica e camada no estado de miséria da estratificação social.

Cerca de 7 milhões de pessoas que compõem o grupo dos 1% mais ricos do mundo ficaram com 82% de toda riqueza global gerada em 2017, aponta um estudo divulgado desta pesquisa promovida pela organização não governamental britânica Oxfam antes do Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça.. isto é a nossa ladainha do dia a dia, o rico cada vez mais rico, o pobre cada vez mais pobre!

O mínimo existencial apresenta uma face negativa, operando como direito de defesa, como algo que não se pode subtrair do indivíduo, mas também como direito positivo, ou seja, de um direito a prestações a ser assegurado pelo Estado e que tenha dignidade humana obtendo os serviços essenciais: saúde, educação, segurança, assistência social, lazer etc.

Em assim sendo, faz tempo que apogeu da escravidão degringolou que considerava o ser humano como se fosse coisa; hoje, vivemos no tempo que o ser humano é a figura central de direito subjetivo e não recebe mais a chicotada no dorso.

A moral da história: por mais bens materiais que esteja cercado o ser humano, nenhuma fortuna é comparável A PAZ ESPIRITUAL!

João Pessoa, 1º de maio de 2020.

SEVERINO COELHO VIANA

RIQUEZA RIQUEZA Reviewed by Clemildo Brunet on 5/01/2020 10:08:00 AM Rating: 5

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