MENSAGEM DE AGRADECIMENTO


          
Severino Coelho Viana
Neste momento de confraternização, de muita alegria, abraços calorosos e sorrisos fraternos, não podendo comparecer pessoalmente às festividades do sesquicentenário da cidade de Pombal, minha Terra Natal e da Cabocla Maringá, por causa do ataque da virose juntamente com uma crise de rinite alérgica, faço-me representar  a esse ato solene pelo mui digno professor, JOSÉ CESÁRIO DE ALMEIDA.
         
À comissão organizadora desse evento, denominado de “ENCONTRO DOS FILHOS DE POMBAL”, encarecidamente, quero agradecer pela inclusão do meu nome como um dos homenageados, em razão da minha modesta contribuição à cultura pombalense, e,
isto, na verdade, não é coisa momentânea, nem um fato passageiro, que, como o viver intenso na floresta incendiária do beija-flor e o elefante, teve início na fase áurea de minha juventude, e, ainda, na busca de uma realidade pacífica, continua o sonho sonhado que ainda não acabou de uma Pombal grandiosa e transformadora. Pois os sonhadores não perdem a esperança de ver seus sonhos realizados. Já que a “esperança é o sonho do homem acordado”. Façamos com que os fatos realísticos edifiquem os nossos ideais imaginários como se fossem possíveis torná-los palpáveis num futuro bem próximo, rebrilhando o nosso sentimento de amor que temos pela nossa Terra.
                  
Não queremos a repetição do filme da antiguidade com cenas de violência, trucidamento, ações sanguinolentas e matança desmedida como aconteceu com os nossos povos primitivos: os índios Cariris, Ariús, Pegas, Paiacus, Tapuias, Jaduís, Sucuriús, Coremas, Panatis etc.
                  
Os gestores administrativos de Pombal, a partir de Francisco de Arruda Câmara até Polyana Dutra, não restam dúvidas, cada um ao seu modo, seu tempo e estilo deixou um pouco de contribuição para o crescimento do município, apesar de ainda não ter alcançado o seu ritmo de aceleração. Não desejamos uma divisão que nasça do espírito de destruição, porém a diferença dos ideais seja um laço de fraternidade cuja divisão seja a busca de um todo, que será o nosso ideal maior. É a bandeira branca como símbolo de conciliação entre os irmãos.
                  
Nesta tarde de muito calor humano, que se caracteriza pelo o aperto de mão e o sorriso nos lábios, data significativa dos 150 anos da cidade de Pombal, a alegria de hoje junte-se à alegria da tradição, unindo-se o passado ao presente, cuja representação se consagra com a bandeira da Irmandade do Rosário, o tinido da lança dos Pontões, o pisoteado do Reisado e o bailado dos Congos, grupos folclóricos de Pombal.
                  
Não me chamem de utópico porque sonho pela a existência de uma realidade pacífica, cujo respaldo encontro no poema de Eduardo Galeano:

A utopia está lá no horizonte
Me aproximo dois passos,
Ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos
E o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe,
Jamais alcançarei.
Para que serve a utopia?
Serve para isso:
Para que eu não deixe de caminhar.

VIVA NOSSO SENHORA DO ROSÁRIO!

João Pessoa – PB, 12 de outubro de 2012.

SEVERINO COELHO VIANA

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