CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Os esquerdopatas tupiniquins conspurcam a Democracia brasileira

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Tento acreditar que efetivamente estou escrevendo um texto na última semana do governo maculado do petismo, implantado há 13 anos e abortado pela providencia das leis criadas e executadas pelos homens. Nada mais justo que desarmar o covil dos perjurados, e defenestrar os espaços ocupados pela invasão dos lacaios, de tão inoportuna presença na nossa República há de se pedir aos deuses da suprema justiça que esses inconvenientes populistas enlameados não retornem a vida pública nos próximos séculos para que a Nação brasileira possa nesse interregno consertar os malfeitos e
recuperar o tempo perdido, recolocar o país no lugar onde se encontrava, em termos de conceituação internacional, preparando as futuras gerações para um lugar apropriado no futuro que se avizinha.
O Brasil paga um preço muito alto pelos poucos ganhos sociais de período de nefasta administração da cabala dos 13. Fomos infestados pela esbornia e percalços programáticos, criados a partir de um projeto de poder cujos meios, por mais perversos que fossem, justificavam os fins, dentro dessa filosofia funesta, tudo era possível desde que o objetivo traçado fosse especialmente alcançado. No começo do plano tudo dava certo, havia recursos disponíveis e um caminho consolidado pela administração FHC, que poderia ter colocado o Brasil definitivamente no bloco dos países em desenvolvimento sustentável e permanente, caso os fundamentos construídos não fossem deturpados e desviados por descaminhos de perjúrios da administração seguinte e perseguido pelos 13 malfadados anos da administração pública federal.
Ficou patente no transcorrer dos anos da administração de Dilma Rousseff sua extrema indiferença as Leis do País, adensando sob sua ótica toda sua ira ditatorial, comprovadamente nas suas políticas à débâcle. Levando esse inaudito comportamento consequências de delitos repugnantes, tais como: destruição das contas públicas brasileiras, por conseguinte a perda de grau de investimento, um crescimento vultuoso nas dívidas, acarretamento da recessão, falências, inflação recrudescente e desemprego assustador para todas as camadas da sociedade, mormente às classes C e D, que já retornam ao lugar comum por supressão do poder aquisitivo e falta de renda nesses blocos sociais.
Todos esses fatores contribuíram definitivamente com o conjunto da obra desmilinguida do governo Dilma, além, evidentemente, dos dois tópicos básicos encaminhados pela Câmara Federal selecionada pelo então Presidente da Casa, Eduardo Cunha, que fez as restrições aos demais itens da admissibilidade do processo de impedimento da Presidente Dilma Rousseff, muito mais pelo receio de ser atingido futuramente pelo completo teor do processo, em detrimento a outros sentimentos que nutre para mandatária brasileira.
A vitória do impeachment não vai aplacar de imediato os dramas que estamos vivenciando mormente a crise econômica, composta de todos os malefícios que uma sociedade não deseja, principalmente iguais a nossa que requer uma longa fase de crescimento, sem recrudescimento em patamares imóveis, para que a sociedade como um todo possa sentir firmeza e apostar no real crescimento, com produção, demanda e investimentos maciços na indústria e comercio. O que temos sentido no provável governo que virá pela ascensão do Vice-Presidente Michel Temer, pouca coisa vai mudar na sua administração. Muitos são os candidatos a cargos de elevado grau de responsabilidade, principalmente, na esfera ministerial, os partidos que apoiam o provável futuro presidente continuam na política do dando é que se recebe, explorando essa fase embrionária quando há a necessidade efetiva de maior número possível de apoiadores para que possam aprovar o impedimento da atual presidente.
O PMDB, partido de Michel Temer, se transformou ao longo dos anos num partido verdadeiramente em uma empresa de venda e locação de apoio parlamentar , se esquecendo, portanto, de ser um partido musculoso, líder e de espírito executivo, no máximo é um apoiador medíocre, não suportando o bafo das vozes vinda das ruas, fato comprovado na sua última atitude quando largou o barco petista a deriva, em mar de maremoto e de noites intermináveis para a nação brasileira.
Dentro desse espírito é de afirmar que o próximo governo não é aquele que efetivamente desejávamos para nós, já vem com vícios incorporados no seu DNA, com uma equipe que troca apenas nomes, quando isso ocorre, mas o espírito é o mesmo. Por isso, enquanto o Brasil não fizer uma reforma radical na forma de governo, e isso é urgente, urgentíssimo, vamos continuar remoendo o entre sai de incompetentes adeptos as mordomias que o poder proporciona aos seus eleitos. Infelizmente chego ao inconformismo de acreditar que continuarei a emitir críticas a situação governista, se confirmado na quarta-feira (11), o afastamento por até 180 dias da presidente Dilma Rousseff, até um dia em que teremos um justo governo para um povo justo, porém desesperançoso.
*Escritor e Poeta
genival_dantas@hotmail.com

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