CLEMILDO BRUNET DE SÁ

A Nação entre fâmulos e golpistas; Eleições já!

João Costa
João Costa*

Para sua consideração - Será uma semana de embates decisivos para a Nação, presentemente arrastada para o caos político, que nos aprisionará, por muito tempo, na definição já popularizada de Republica das Bananas. Estão agindo em campo aberto as vivandeiras de quartel e os fâmulos da mídia nativa e das organizações da sociedade civil e de estado. Está em curso a implosão do sistema político-partidário (PT/PSDB/PMDB), e do caos já surge a nova legenda jurídico-midiática.
O procurador pediu a prisão, de uma canetada só, do presidente do Congresso e do Senado, Renan Calheiros, e
do presidente afastado da câmara Eduardo Cunha. No pacote, o ex-presidente José Sarney e o senador Romero Jucá. Certamente sua excelência, o Procurador, tem documentos e provas irrefutáveis contra os acusados. Do contrário destruiu todas? Ou adianta uma pedra no desmanche da Política?
Por outro lado, o usurpador pediu que os serviços de informações das forças armadas monitorassem os movimentos do PT, como se este partido clandestino fosse, assim como movimentos sociais, como se focos de guerra de guerrilha se comportassem. Ao tempo em que estupra o pacto federativo com retaliações a governadores que não pactuam com o golpe em curso.
Segmentos sensatos, moralmente respeitáveis já esboçam apelos para que a presidenta Dilma, mesmo afastada do poder, renuncie ao seu direito legítimo de detentora de 54 milhões de votos, se declare enfaticamente a favor de um plebiscito em outubro próximo perguntando em frases simples se o povo deseja novas eleições, caso uma parcela dos senadores comprometidos com o país e à democracia decidam devolvê-la o comando da Nação. Simples: de volta à Presidência, Dilma não terá condições de governar, missão esta dificultada e sabotada desde a sua reeleição. Conferir legitimidade ao seu vice seria entregar o comando da Nação aos golpistas  entreguistas aos interesses internacionais – que sairiam vitoriosos e impunes.
Chama a atenção, cá em terras tabajaras, a atitude do governo provisório em estornar verba já depositada em banco oficial para pagamento de serviços no viaduto do Geisel. A justificativa para o fato, em nota do próprio Ministério das Cidades, evidencia retaliação política às posições do governador Ricardo Coutinho contra o golpe em curso. Mais que retaliação é estupro do pacto federativo.
Claro que o governo provisório não tem parcimônia em praticar tal ato, pois já rasgou o mais sagrado contrato da democracia, que é o voto. Temer tem a convicção de agir com truculência por achar que o golpe em curso não tem volta e que permanecerá na Presidência até 2018. Mesmo na interinidade age como se legitimidade tivesse para tomar decisões. O Supremo Tribunal Federal, apenas silencia e parece sucumbir ao poder avassalador de senadores e deputados acusados de corrupção e obstrução da Justiça.
Não se trata de retaliação politica ao um governador, mas rompimento do pacto federativo, que anula o estado da Paraíba, tornando-o uma ameba. Não causará surpresa alguma se senadores e deputados federais paraibanos assumam notórias e recorrentes posições pusilânimes, uma vez em conluio com o golpe estão.
Que nesta semana e nas seguintes a batalha pela democracia seja campal. A audiência pública da Assembleia Legislativa com a presidenta Dilma é uma oportunidade para que democratas e patriotas ocupem o Espaço Cultural.

*João Costa é radialista, jornalista e diretor de teatro, além de estudioso de assuntos ligados à Geopolítica. Atualmente, é repórter de Política do Paraíba.com.br

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