CLEMILDO BRUNET DE SÁ

AMO POMBAL, MINHA CIDADE!


Clemildo Brunet de Sá
Clemildo Brunet*

Quando o Jornalista e Escritor Evandro Nóbrega compareceu a uma Sessão da Câmara Municipal de Pombal, convidado para prestar esclarecimento de uma nota em sua Coluna no Jornal ‘O Norte’ com afirmação de que Pombal estava comemorando erradamente sua data de emancipação política; disse o notável colunista ao esclarecer o que escrevera: “É melhor comemorar os 230 anos da emancipação ou comemorar 140 do status de cidade”? Insistia o orador que cabia aos pombalenses decidir. Para ele era preferível ficar com a data mais antiga acrescentando que, “Cidade é como vinho e amizade: quanto mais velha, melhor”.
Quando se pensava que Pombal comemorava a data de elevação de Vila a status de cidade como se fosse a de sua independência política, eis que surge uma luz no fim do túnel para esclarecer que Pombal tinha 90 anos a mais, somando quase um século em sua história, que jamais poderia ser desperdiçado ou desprezado. Neste caso, não se trata de mudança de data, e
sim de acontecimentos distintos que se deram em determinadas épocas, comprovadas documentalmente pelas pesquisas do historiador pombalense Wilson Nóbrega Seixas.
Veja-se bem: Ninguém estar alterando data histórica alguma. Essas datas históricas básicas não mudam como bem disse Evandro Nóbrega, permanecem as mesmas, e são elas as seguintes, bem assentadas pela documentação largamente conhecida dos historiadores portugueses e brasileiros, inclusive e sobejamente por Wilson Nóbrega Seixas:
22 de julho de 1766 = Carta régia de dom josé I, rei de Portugal, autorizando a ereção de Vilas em Pernambuco, Parahyba, Rio Grande do norte etc.
04 de maio de 1772 = a povoação ou arraial de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó, na Ribeira do Piranhas, é ereta (ou erecta ou eregida) em Vila Nova de Pombal ou, simplesmente, Vila de Pombal (mas já com autonomia municipal ou emancipação política!).
21 de julho de 1862 = elevação da Vila de pombal a condição de cidade. (data erroneamente antes comemorada como a da autonomia municipal ou emancipação política).
Na coluna de hoje quero expressar minha alegria e parabenizar Pombal e seus poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário pelo transcurso dos 154 anos de cidade a ser comemorado em 21 de julho.

POR QUÊ?
01) O fato de haver nascido nela, andar em suas ruas livremente, fazer amigos, saber quem é quem etc. Seus costumes e tradições históricas cheias de riquezas em folclore, personagens ilustres na política, cultura, poesia e nas artes artesanal, plástica e da comunicação.
02) Amo minha cidade pelas suas origens, pois mesmo que a carta regia de 1766 não especificasse que fosse erigida a Vila de Pombal, mas que apenas erigissem Vilas, tendo surgido várias delas, veio primeira do que todas, tornando-se importante por ter sob sua jurisdição extenso território abrangendo todos os sertões paraibanos, o Sabugy, as Espinharas, o Seridó e vastas áreas depois incorporadas ao Rio Grande do Norte.
03) Amo minha cidade, pois ocorridos 06 anos da carta régia que autorizou criação de Vilas em Pernambuco, Parahyba, Rio grande do Norte, foi erigida a povoação ou arraial de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó, na Ribeira do Piranhas, viu-se erguer-se em Vila Nova de Pombal, ou, simplesmente, Vila de Pombal em 04 de maio de 1772.
04) Amo minha cidade, pelo modo diferenciado de obter sua independência política ainda como Vila, enquanto que as demais só obtiveram quando alcançou o status de cidade, Pombal já passou imediatamente ao ser transformada em Vila, de gozar do privilégio de completa autonomia municipal, simplesmente por ter uma Câmara (honorificamente chamada de “Senado da Câmara”, pois a legislação da época assegurava-lhe esse direito).
05) Amo minha cidade, porque segundo os historiadores e pesquisadores da minha terra que não me deixam mentir, relatam que a ‘Vila nova de Pombal’ elegeu para dirigir os destinos políticos administrativos da Vila, o capitão-mor Francisco de Arruda Câmara, do qual são descendentes o sábio pombalense, Manuel de Arruda Câmara e Francisco, de igual prenome e sobrenome do pai, os primeiros pombalenses que se formaram em escola de nível superior e que para isso, tiveram que se deslocar para a Europa, a fim de alcançar os títulos de doutores em ciências naturais e medicina.
06) Amo minha cidade na preservação do patrimônio arquitetônico antigo dos casarios e sobrados e que hoje só é possível ver nas fotografias do passado.
07) Amo minha cidade no avanço da construção civil, nos padrões da arquitetura moderna, no crescimento das empresas e do comércio produzindo emprego e renda para a nossa gente.
08) Amo minha cidade no seu desenvolvimento, nas realizações de obras públicas, na saúde: Hospital, Clínicas médicas e odontológicas, na educação: Ensino fundamental, médio e superior, além das suas casas bancárias, dos seus meios de comunicação, rádios, sites e blogs na internet, boletins e impressos em geral.
09) Amo minha cidade, na alegria e sorriso das crianças, na pujança dos jovens e no olhar contemplativo dos idosos.
10) Amo minha cidade, porque aqui tem ótimos profissionais liberais que exercem suas atividades com garra e galhardia.
Finalmente:
Amo Pombal, minha cidade, porque em um só mês (julho), pode-se comemorar três datas importantes:
15 de julho de 1916 - Aniversário de nascimento do seu historiador Wilson Nóbrega Seixas.
21 de julho de 1862 – Elevação de Vila a categoria de cidade.
27 de julho de 1698 - No sertão das piranhas, lugar conhecido como Povoação do Piancó, Teodósio de Oliveira Ledo fundou o Arraial de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Piancó (Pombal).
Parabéns, cidade que amo!
Pombal, 14 de julho 2016
*Radialista e Escritor

(Bibliografia: O Velho Arraial de Piranhas – Segunda Edição Revisada e Ampliada de Wilson Nóbrega Seixas e os Escritores Verneck Abrantes, Evandro Nóbrega).

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