CLEMILDO BRUNET DE SÁ

DIA DA IMPRENSA E O TERCEIRO ANIVERSÁRIO DO PORTAL CLEMILDO, COMUNICAÇÃO E RÁDIO!


CLEMILDO BRUNET*
Antes comemorada no dia 10 de setembro, o dia da imprensa no Brasil, teve mudança no calendário passando a ser celebrada no dia 1° de junho. Acontece que o primeiro registro na história parte do fato que o dia 10 de setembro, antigo dia da imprensa, lembrava o começo da Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro veículo impresso no país. Só que a Gazeta era um jornal oficial organizado pela corte portuguesa que se instalara há pouco tempo no Brasil.
Em 1997 o programa observatório da imprensa na TV comentou o equívoco da data da comemoração ressaltando que a Gazeta do Rio de Janeiro era um instrumento oficial e não podia figurar como a data do dia da imprensa. Por sua vez o deputado Nelson Marchersan informou que a bancada gaúcha havia apresentado um requerimento conjunto para que o objeto da comemoração deixasse de ser um jornal oficial e passasse a ser um jornal de idéias e combate.
A Lei 9.831 de 13.09.1999, sancionada pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso, determinou que a data mudasse do dia 10 de setembro para primeiro de junho, assim, primeiro de junho passou a ser oficialmente o dia da imprensa, em homenagem ao início de circulação do Correio Brasiliense, editado em Londres, pelo exilado brasileiro Hipólito José da Costa Furtado de Mendonça.
Isso foi alvo de discussões entre os historiadores e nem a imprensa deu importância a mudança da data. A história fez bem em corrigir esse erro, logo a imprensa, que como órgão controlador de informar corretamente tem a obrigação e dever de fornecer com precisão os fatos que ocorrem no planeta. Antes, comemorava o seu dia de maneira equivocada na data imprópria. Mas, foi justamente no dia 1° de junho de 1808 que foi publicado o primeiro jornal genuinamente brasileiro, o Correio Brasiliense, impresso em Londres.
Partindo dessa premissa, passamos agora ao desfecho da passagem do terceiro aniversário de atividade de nossa página na Internet. Comecei este trabalho sem saber lidar direito ainda, com a rede mundial de computadores (internet) - apenas uma noção básica que pouco a pouco fui desenvolvendo na prática diária.
Parti do princípio que a linha editorial a ser usada neste instrumento cibernético que atinge os quatro cantos do planeta teria como fim específico de tratar da história do rádio e comunicação de Pombal e por tabela a cultura, educação, reminiscências das coisas do passado, no que serviria para revelar e ampliar o conhecimento. Perspectiva essa de mostrar nossos costumes com a verdadeira história de nossa gente.
Nesse contexto, assinalo que apesar deste portal levar o meu nome, não significa dizer que ele é só meu, não necessariamente; ele é de todos. Pois quando o projetei, meus parceiros e colaboradores deram o pontapé inicial enviando mensagens, poesias, temáticas e comentários. Eles têm sido até hoje os esteios que nos incentiva a prosseguir com o fim de buscar o aprimoramento para as postagens publicadas aqui, tendo como objetivo, que os bons exemplos dos filhos de Pombal sejam imitados pela geração de agora e do futuro.
Em tópicos, vejamos a opinião de alguns de nossos parceiros que em muito têm contribuído para o sucesso do nosso portal.
É um informativo de caráter cultural, Seu conteúdo de excelente qualidade literária e apolítica nos permite boas informações através de temas relacionados à nossa terra e a cultura em geral. Portanto, de forma salutar, unindo e reaproximando a família pombalense dispersa pelo mundo. Assim, estamos distantes e bem próximos num só tempo. E, como se não bastasse, o portal, como elemento desse infinito mundo cibernético nos proporciona a oportunidade de manifestar idéias e sentimentos, cada um a sua maneira, mas todos importantes. Prof. Vieira.

Clemildo não esperava era que a sua criação se transformasse em sombra de Algarobas da Praça do Centenário, onde os filhos de Pombal se encontram para relembrar os bons tempos da terrinha, homenagear amigos e moradores, contar boas histórias e estórias, mergulhar no rio Piancó, ouvir badalar do Sino da Matriz, por fim, ser feliz. Jerdivan Araújo.

E desde este passo inicial você não parou, e, atualmente, inconformado com a inatividade profissional, não se rendeu ao isolamento e não caiu no mundo do ostracismo, pois o silêncio é um contraste com a sua própria vida, logo criou o Blog Clemildo Brunet, que passou a ser uma entidade associativa que congrega os filhos de Pombal que estão ausentes, e os presentes que sonham no mundo da literatura, no entanto, carregam o amor pela Terra Natal que serviu de berço, já que o nascimento de um ser em determinado lugar é uma designação da inspiração Divina. Severino Coelho.

Pois através deste espaço tivemos a ventura de encontrarmos com tantos irmãos e amigos, que de perto ou de longe, sorrindo ou chorando se sentiram felizes por saberem as boas novas da nossa gente e da nossa terrinha. Este espaço foi mesmo um desabrochar de brilhantes dons e admiráveis inteligências, graças de Deus, pois, pensar, rememorar, falar, contar, escrever, etc. Cada sentido é um dom divino. É aqui que podemos registrar a nossa história, os fatos verdadeiros. Cessa Lacerda.

Com o passar dos tempos, quando este novo milênio vem exigindo cada vez mais das peculiaridades e capacitações do ser humano, ainda mais jovem (talvez, não mais na idade, mas, sim, nas idéias), Clemildo Brunet permite a nós pombalenses - Verneck Abrantes, Jerdivan Nóbrega, Severino Coelho, Onaldo Queiroga, Cessa Lacerda, Prof. Vieira, Genival Severo e tantos outros, com o seu Blog, a possibilidade da informação ter um alcance e uma repercussão muito maiores. Aqui, temos amplas condições de poder mostrar para todo o mundo, nossas idéias e impressões sobre o cotidiano. Maciel Gonzaga.

Caro Clemildo, essas histórias do rádio só tem sabor contadas por você! Elas invadem nossos corações com uma força extraordinária porque revela os episódios que se passava por detrás dos microfones. Você foi fundo na história, adentrou nos detalhes e inusitado no enfoque, nos diz, com a experiência de quem vivenciou essas histórias de bastidores e casos inéditos que o rádio encantou e nunca divulgou. Parabéns, abraços do amigo Paulo Abrantes.

E ainda entre outros, a opinião de dois internautas pombalenses, que acessam a nossa página, com destaque que o primeiro reside em Curimatá – Piaui,
Sempre tive a curiosidade de vez em quando estar passando na sua página, para ver o que tem de melhor da vida de Pombal, hoje tive o prazer de encontrar esse riquíssimo artigo sobre Argemiro de Sousa, sua origem, sua importância para a Paraíba, sua desilusão amorosa e por aí vai. Interessante também, é que poucos pombalenses conhecem a origem dos nomes dados as diversas ruas de nossa cidade. Parabéns, Clemildo! Continue nos informando o que os nossos dirigentes deixaram de nos informar. Prof. Assis.

Boa noite, nobre amigo Clemildo. Li a sua belíssima mensagem de saudade da nossa querida terra de Maringá, Pombal. Sei que como falastes, quando estamos longe da nossa terra de origem sentimos a falta dela. E sei que aqui você tem muitos amigos e conhecidos, e que você é uma pessoa especial para nós pombalenses, e que no seu currículo de história você tem deixado muitas coisas interessantes para nós, principalmente esse belo blogger riquíssimo de informações de conterrâneos e de tantas Histórias interessantes e importantes. Carlos Martins.
Este portal fora criado para tratar inicialmente da história da Comunicação de Pombal o quanto foi possível, entrevistando pessoas, fazendo pesquisas, desde as mais antigas difusoras das décadas de 40 e 50. De 60 pra cá começamos a fazer parte dessa história com a instalação da “Voz da Cidade” (66-67) e do “Lord Amplificador”, (68-85), escolas básicas para o preparo profissional na radiofonia pombalense, de muitos que se projetaram no rádio, jornal, internet e fora deles.
PRIMEIRO DE JUNHO DE 2010 - TERCEIRO ANIVERSÁRIO DO PORTAL CLEMILDO, COMUNICAÇÃO E RÁDIO! 614 postagens e mais de 23 mil visitantes.
Hoje com júbilo, podemos dizer como o salmista: “Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres.” Sl 126:3
Obrigado meu Deus!
*RADIALISTA – registro DRT-PB sob o número 383 como Locutor Noticiarista de Rádio.
Web. www.clemildo-brunet.blogspot.com

ARRUBACÃO: PATRIMÔNIO POMBALENSE!

Jerdivan Nóbrega de Araujo*

Antes deixem-me esclarecer uma coisa: Arrubacão, Ribacão e Arribacão são iguais entre si, mas são diferentes do legítimo Rubacão de Pombal. Todos os anteriores são derivações do último, mas, com receitas e modo de fazer completamente diferente. Para se ter uma idéia, no legitimo Rubacão de Pombal não entra na receita a pimenta malagueta, o que acontece nas suas derivações. Outra diferença é que no Ribacão e no Arribacão o arroz e o feijão são cozidos em panelas distintas e misturados depois de cozidos.
Já na receita do Rubacão de Pombal entra o queijo coalho a carne de Sol e a manteiga da terra (ou a nata) Agora vamos a minha tese:
Li em um jornal que a cachaça vai ser reconhecida como patrimônio nacional. O mesmo destino teve ou terá o queijo de minas, pão de queijo de minas, caipirinha e a velha feijoada. O que isso tem haver com o Rubacão? Calma.
Sempre que eu vou a Brasília costumo almoçar, pelo menos uma vez no subsidiado (por vocês, mesmo sem saber que ele existe) restaurante da Câmara Federal, que tem um cardápio bem diversificado, de forma a agradar a miscelânea de brasis que desfilam pelo Planalto Central. Conservador que sou, sempre procuro a “cuia” de comida nordestina. Outro dia observei que havia a disposição dos clientes uma cuia com “Ribacão” e outra com “Rubacão”. Curioso, perguntei ao garçom a diferença. Ele respondeu que o Ribacão é um prato do Rio Grande Norte e o Rubacão é do interior da Paraíba. Disse-me ainda que o Rubacão fora introduzido na cozinha do restaurante da Câmara por uma cozinheira de Pombal por isso eles costumam chamar de Rubacão de Pombal. Antes só tínhamos o Ribacão, completou.
Observei que a diferença não era só na aparência, mas, muito mais no sabor. O Rubacão é mais ligado enquanto que o Ribacão e o Arribacão são mais soltos lembrando o velho “baião de dois” que já é outra derivação. Tá complicando? Tenham paciência.
Na rua que eu moro, em João Pessoa, tem um bar cujo principal prato é o Rubucão. Os proprietários são de Pombal. Em Natal tinha um restaurante cujo cardápio não deixava dúvidas em relação à origem do principal prato: o “legitimo Arrubacao de Pombal”. Esse bar já não mais existe. O dono do bar era Antônio, empregado dos Correios e ‘papa girimum’. Não era de Pombal mas foi apresentado ao Rubacão por uma pombalense e se apaixonou pelos dois.
Certa vez eu li que a feijoada Carioca teve a mesma origem do samba: ambos nasceram na Bahia, assim como é baiano o frevo pernambucano. Mas, estou quase certo de que o Rubacão, o legitimo Rubacão, nasceu em Pombal e, digo mais, nas sombras das ingazeiras do Rio Piancó em uma panela de barro feita e por seu Jubinha.
A coisa acontecia assim: os boêmios da terrinha amantes da cachaça e do dedilhado de viola costumavam se acomodarem nos barrancos do rio a sombra das ingazeiras e oiticicas. Ali passavam as manhãs e as tardes dos domingos quentes de Pombal. Combinavam quem levava o que para a farra. Claro que o violeiro levava o seu violão e a voz que ecoava as margens do Rio Piancó feito Roxinós. Outro levava o feijão, já outro queijo, mais um levava a carne de sol, a manteiga etc... Não esquecer a cachaça, muita cachaça!
O cozinheiro era responsável por arrumar o fogo entre três pedras, além levar a panela de barro, esta ficava por lá. Como todos voltavam “tropos, mas não bêbados” levavam o mínimo de mantimentos para não voltar com peso extra, além dos seus corpos conduzidos em passos cambaleantes.
Portanto, tudo era cozido na mesma panela, obedecendo apenas à ordem de entrada na fervura: primeiro o feijão macassar, e a carne de sol. Depois o arroz da terra (o vermelho) e, já tudo cozido, vem o Queijo Coalho e a manteiga ou a boa e velha nata. O leite só veio a entrar na receita mais tarde, quando o Rubacão deixou a sombra das ingazeiras para ocupar um lugar de destaque na sala de jantar.
Então, podemos reivindicar o Rubacão como um patrimônio culinário da cidade de Pombal? Sei você pode ta pensando que ainda é cedo para isso. Pois saiba que estamos vivendo uma época de valorização de patrimônios culturais e isso inclui a culinária. Se Pombal não o fizer outro aventureiro lançará mão.
Gente é só uma leizinha municipal. Num é nada de mudar a Constituição Federal para que todo pombalense “tenha o direito a felicidade” de um prato conterrâneo seu. Não vamos deixar que toda aquela cachaça tomada na "Oiticica de Ana", no "Araçá" ou na "Panela" tenha sido em vão.
Bom, fiz a minha parte. Agora vou almoçar que aqui hoje vão servir o verdadeiro Rubacão de Pombal.
*Escritor pombalense.

VIOLÊNCIA URBANA: ATÉ QUANDO?


MACIEL GONZAGA*
A violência urbana atemoriza cada vez mais as pessoas. Abrange toda e qualquer ação que atinge as leis, a ordem pública e as pessoas. São assassinatos constantes. Fala-se que muitas são as causas da violência, como: adolescentes desregrados e ilimitados pelos pais, crise familiar, reprovação escolar, desemprego, tráfico em geral, confronto entre gangs rivais, falta de influência política, machismo, discriminação em geral e tantos outros.
Porém, apesar de todas as causas citadas acima, a mais importante delas – na minha humilde visão – é a má distribuição de renda que resulta na privação da educação e melhores condições de moradia. Todo esse círculo vicioso se origina a partir da falta de condições de uma vida digna que faz com que as pessoas percorram caminhos ilegais e criminosos. Existem autoridades que acreditam na solução da violência por meio de reforço policial, equipamentos de segurança e na invasão de regiões onde o tráfico se localiza. Entendo, tais situações somente geram maiores problemas, pois nessas situações pessoas inocentes são vítimas, pois acabam sendo “confundidas” e condenadas a pagar por algo que não cometeu.
A violência urbana engloba uma série de violências como a doméstica, escolar, dentro das empresas, contra os idosos e crianças e tantos outros que existem e que geram esse emaranhado que se tem conhecimento. As pessoas morrem de tiro, de faca, armas de grosso calibre exclusivas das Forças Armadas, punhais, etc. É a chamada morte matada. Aliás, para quem acredite no simbolismo da história de Adão e Eva, a primeira morte ocorrida na humanidade foi da modalidade morte matada – Caim matou Abel. Os governantes podem proclamar: não começamos.
Nas periferias das cidades, sejam grandes, médias ou pequenas, nas quais a presença do Poder Público é fraca, o crime consegue instalar-se mais facilmente. São os chamados espaços segregados, áreas urbanas em que a infra-estrutura urbana de equipamentos e serviços (saneamento básico, sistema viário, energia elétrica e iluminação pública, transporte, lazer, equipamentos culturais, segurança pública e acesso à justiça) é precária ou insuficiente, e há baixa oferta de postos de trabalho.
A minha experiência na área jurídica penal faz-me crer que outros dois fatores para o crescimento do crime são: a impessoalidade das relações nas grandes metrópoles e a desestruturação familiar. Esta última é causa e também efeito. É causa porque sem laços familiares fortes, a probabilidade de uma criança vir a cometer um crime na adolescência é maior. Mas a desestruturação de sua família pode ter sido iniciada pelo assassinato do pai ou da mãe, ou de ambos.
Também o desemprego. Falo em desemprego de ingresso – quando o jovem procura o primeiro emprego, objetivando sua inserção no mercado formal de trabalho, e não obtém sucesso – tem relação direta com o aumento da violência, porque torna o jovem mais vulnerável ao ingresso na criminalidade. Na verdade, o desemprego, ou o subemprego, mexe com a auto-estima do jovem e o faz pensar em outras formas de conseguir espaço na sociedade, de ser, enfim, reconhecido.
Sem conseguir entrar no mercado de trabalho, recebendo um estímulo forte para o consumo, sem modelos próximos que se contraponham ao que o crime organizado oferece (o apoio, o sentimento de pertencer a um grupo, o poder que uma arma representa, o prestígio) um indivíduo em formação torna-se mais vulnerável.
O crescimento do tráfico de drogas, por si só, é também fator relevante no aumento de crimes violentos. As taxas de homicídio, por exemplo, são elevadas pelos “acertos de conta”, chacinas e outras disputas entre traficantes rivais.
E, ainda, outro fator que infla o número de homicídios no Brasil é a disseminação das armas de fogo, principalmente das armas leves. Discussões banais, como brigas familiares, de bar e de trânsito, terminam em assassinato porque há uma arma de fogo envolvida.
O Brasil contabiliza cerca de 30 homicídios para cada 100 mil habitantes ante a média mundial de 5. O resultado anual de homicídios pode ser comparado ao número de vítimas de uma guerra civil. A segurança precisa na verdade ser considerada um direito de cidadania, pois significa liberdade (respeito ao indivíduo) e ordem (respeito às leis e ao patrimônio), que são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social.
O cidadão é muito penalizado com a violência urbana, pela perda de sua liberdade, com os riscos presentes no cotidiano, com a menor oferta de empregos e com a deterioração dos serviços públicos. Para as famílias, a perda do pai ou da mãe, na faixa etária entre 25 e 40 anos, deixa uma legião de órfãos que terá de mendigar ou aderir ao crime organizado para obter seu sustento. A violência é um ciclo que começa e termina nele mesmo, sem benefício para ninguém, a não ser para os líderes do crime organizado, na exploração daqueles que, direta ou indiretamente, foram ou serão suas vítimas.
*Jornalista, advogado e professor. Natal RN.

AGRADECIMENTO A VIEIRA.

João Pessoa – Pb, 29 de maio de 2010.
Caro Vieira:
Amigo e professor Vieira, quando você disse que se sentiu comovido quando leu o nosso trabalho literário, intitulado de “No Tempo dos Pardais – Em Pombal”, justamente, nós percebemos que você é uma das figuras reais que fez e faz parte desta história. E você, especialmente, e mais do que tudo, sabe e conhece Pombal daqueles velhos bons tempos.
A nossa meninada foi assim, jogando bila ou pião no bolso; na adolescência, quem de nós não jogou peteca! Na nossa juventude, quem não participou dos saraus dançantes, nas tardes de domingo, carregando um pacote de disco de vinil.
Quem de nós não se lembra do Castelo Velho da Rua do Sol, da oficina de madeira de Antônio de Sousa, e depois a bodega; quem não se lembra das oficinas mecânica de Toinho de Deca, de Zé Nicácio e Nego Nero. Quem não foi consertar pneu de bicicleta na oficina de Seu Zezinho. E do posto de gasolina de Seu Baruck!
Quem não se lembra dos jogos de sueca, nas calçadas, no período da páscoa! E jogo de ludo! Não vamos nem falar das brigas e gargalhadas das torcidas do Fluminense, Flamengo, Vasco e seu Botafogo!Quem de nós não se lembra das enchentes que alagavam a Rua de Baixo e alcançava a Rua do Sol.
Quem de nós não se lembra do Barraco de Biró e Dona Anália!
Eu e você somos e fizemos parte como atores desta bela história, que se confunde com nossas próprias vidas, e com muito orgulho!
Vieira, só tem um detalhe muito importante: nós sorríamos, brincávamos, pulávamos e saltávamos, mas não desviávamos do caminho da responsabilidade em busca do futuro. Sempre e sempre, estudando e trabalhando, cuja trilha foi e é o caminho da honestidade.
Fiquei profundamente gratificado com as suas palavras que enalteceram o nosso artigo: “No Tempo dos Pardais”.
Um imenso abraço da parte mais íntima do coração.
SEVERINO COELHO VIANA

COMENTÁRIO DE CESSA LACERDA FERNANDES AO TEXTO DE JERDIVAN:

MEDICINA DE POMBAL NOS ANOS 50 E 60 NA LINGUA E NA CRENÇA DO POVO!"

Prezado Jerdivan!
Paz em Cristo!
Este seu texto é muito interessante e admirável faz agente voltar a um passado de muitas dificuldades, pois as doenças que você citou têm veracidade e naquele tempo quase não existia médicos. Ai de nós se não existissem aquelas pessoas de fé que rezavam com dons e muita experiência e certeza que curavam. Conheci outros rezadores a exemplo de dona Joana de Bernardo, Gabriel, dona Izabel e dona Zefinha, estes, minha mãe costumava chamar e outros mais em que as famílias tivessem confiança.
Li o referido texto todo tempo rindo e com admiração a sua ótima idéia e esplendor de memória, depois de duas vezes lido tive a curiosidade de verificar se ainda existiam outras doenças. Mostrei a Bibia e descobrimos as verrugas que muito incomodavam e doíam, barriga d’água, cobreiro que aparecia também no pescoço e na cintura, muito perigoso, pois diziam que se ele encontrasse a cabeça com o rabo, enrolando a cintura a pessoa morreria. Graças a Deus uma irmã minha foi acometida, mas não aconteceu de circular toda a cintura, era doença feia e foi curada com reza. Eu era sempre vítima dessas doenças epidêmicas. Lembro-me que tive uma Dordoia muito forte em que fui isolada por meus pais para não contaminar as minhas irmãs. Eu chorava muito, mas fui curada com leite humano e reza. O meu pai se aperreou para encontrar uma mulher que tivesse ganhado neném para conseguir o leite e trazer pra mim.
Graças a Deus, atualmente existe especialistas para todo tipo de doença e estas com nomes científicos.
Parabéns Jerdivan pelo instrutivo texto continue sempre permitindo o prazer de ler os seus textos.
Cessa Lacerda Fernandes.
JERDIVAN NOBREGA DE ARAUJO deixou um novo comentário sobre a sua postagem "COMENTÁRIO DE CESSA LACERDA FERNANDES. Obrigado pelas palavras a respeito do nosso texto. Aprovetei as suas lembranças para melhorá-lo. Como sempre digo, a minha maior preocupação é o de relembrar nomes de pessoas das ruas de Pombal.

NOSSA HIPOCRISIA.


Por Jerdivan Nóbrega de Araújo*

As flores que colhemos para enfeitar o nosso cortejo e que ficariam mais belas no campo é o símbolo maior da nossa arrogância e da nossa hipocrisia.
Vestir-nos com a pele de outros seres para nos sentirmos mais belos é como roubar do dono da péle a beleza que só a ele cabe.
Matamos os tubarões por que as suas barbatanas nos valem uma bela sopa; e no super mercado, fazemos a maior feira, enchemos o carrinho do que, em casa, da metade não saberemos o que fazer: jogaremos ao lixo. Somos previdentes e pro-ativos e, por tanto, também produzimos pessoas que consomem nossos lixos.
Matamos índios pelas florestas que lhes dão o sustento, vemos na TV Madona adotar negros para a sua satisfação, muito mais do que da criança e achamos que ela está colaborando para o fim da miséria no continente mais pobre do mundo. Os brilho dos diamantes em seus dedos ofuscam da nossa visão as amputações de muitas mãos de homens, mulheres e crianças africanas. São os verdadeiros diamantes de sangue.
Os ingleses se aliviam em sanitários cujas tampas são esculpidas em Mógnos, extraídos da devastada Amazônia, mas, eles nos mandam as ONGs para salvar a selva, após se aliviarem, e isto nos basta.
Criamos as gripes, lhes damos nome de animais e em seguida ganhamos milhões com a vacina oportuna, que estava encalhada em algum baú criogênico.
Temos a cura do Câncer e da AIDS em alguma proveta, trancada a sete chaves por que as doenças nos enchem os cofres mais do que a cura. Fabricam-se as doenças nas mesmas linhas de montagem que se fabricam a cura.
Não temos dinheiro para alimentar os famintos, educar as crianças, confortar os velhos, mas construímos maquinas capazes de reproduzir o Big Ben, que custaram bilhões de dólares só para provar que, se há um Deus, ele estava errado.
Condenamos assassinos a morte em nome do Estado, mas não nos sentimos assassinos. Nossos carros estão cada vez mais velozes, mesmo não tendo mais aonde irmos. Nossos aviões estão cada vez maiores em nome do lucro rápido, porém, nossas vidas banalizadas em nome deste capital.
Celulares e outros eletrodomésticos cada vez tem mais recursos dos quais, ou não sabemos para que servem ou não servem para o que queremos. Porém, estamos sempre à espera do ultimo lançamento.
Construímos bombas que matam em massa como se a morte respeitasse fronteiras políticas. Negamos o holocausto, mas qual? O africano? O coreano, o Mexicano, O chinês? Quais holocaustos se têm para negar? Curdos, nordestinos? Temos a escolher.
É terrorismo explodir bombas contra inocentes em nome de religiões, mas, não é terrorismo explodir países em nome do petróle.
Estamos no limite da nossa hipocrisia; desafiamos a natureza, transformamos as crianças em objetos sexuais, transformamos os mares em lixões, devastamos as selvas e exilamos seus moradores. Nos acharmos inteligentes e dono da verdade, do poder sem limite e sem conseqüência e, assim, caminhamos para um mundo sem a nossa presença um mundo sem ninguém. Talvez ai o planeta terra passe a dá certo. Já foi assim um dia, afinal.
*Escritor pombalense.

MEDICINA DE POMBAL NOS ANOS 50 E 60 NA LINGUA E NA CRENÇA DO POVO!

Jerdivan Nóbrega de Araújo*

Quando eu nasci, lá “pelos inícios” dos anos sessenta, aqui na cidade de Pombal, essas coisas de Urologista, Dermatologista, Reumatologista, Cardiologista, Gastro, Obstetra e etc, como de sorte em todo os sertão nordestino, eram nome feios, desconhecidos do povo. Coisas que talvez fosse moda e luxo nas distancias do sul só Brasil.
Médico na cidade de Pombal tínhamos um ou dois, e já era muito, que medicavam de gente a bicho, conhecia de argueiro a espinhela caída, passando por soluço de bacurim em menino novo, fígado ofendido, vêia quebrada, chaboque do joelho arrancado, unha incravada, escuricimento de vista, pano preto, uvido istourado e até tirava espinho de piqui de língua de menino buliçoso
Como era raro médico na cidade, o nosso povo tinha a ajuda providencial das Benzedeiras, Parteiras, Enfermeiras e Enfermeiros, formadas pelas necessidades que surgiam no dia - a - dia. Quando o caso era grave o ser vivente recebia uma vela para iluminá-lo a caminho da eternidade.
Donos de farmácias também tinham a patente de receitador de remédios, mas, os pobres não os procuravam por que não tinha dinheiro para comprar a medicação por ele indicada.
As parteiras, primeiros seres viventes a olhar nos olhos de mais um pombalense a vir ao mundo, eram Maria José da fala grossa que, por ironia do destino era casada com Zé cabeção, o corveiro. Outra era dona Maloura. Até então nenhum vivente teria visto a cara do recém nascido, mesmo por que essa tal de ultra sonografia era coisa que não sabia-se da sua existência.
Depois veio Zé de Santa, Lia e Zé enfermeiro, com as injeções de penicilina que serviam para tratar de pé dormento, dor no estombo, farnezim, pereba, catarro de peito, infraquicimento das vontades, pano branco impinge e até zunido nos uvidos istorados, pelos mergulho nas águas do rio.
Rezadeira boa, que atendia sem cobrar um centavo, era dona Chiquilha mãe de Luquinha e de Belo. Ela atendia numa casinha de sapé ali no final da Coronel José Avelino. Os mais endinheirados tinham os seus serviços prestados em domicilio. Usava uma folha de Arruda para curar: ispinhela caida, dor nos quarto, menino de moleira mole, tosse de cachorro, estalicido do pulmão, íngua do suvaco e da virilha, Caganeira de biqueira e, princialmente, quebrante em menino de mês. Normalmente o quebrante era advindo dos olhos gordos de vizinha invejosa.
As crianças da minha época tinham doenças conhecidas e carimbadas, muitas vezes causadas pela fome excessiva ou pela abundante quantidade de lombrigas que carregavam no bucho.
Não se procuravam um especialistas em doenças, como Zé de Santa , Tia Lia ou dona Chiquinha benzedeira por pouca coisa: para um passamento ou biloura, por exemplo, bastava um punhado de sal na boca para o moleque voltar a respirar para, em seguida, levar uns gritos da mãe para nunca mais “fazer susto”. Dordoia se curava com água dormida no sereno ou leite de pinhão roxo. O mesmo remédio também dava fim a impinge, pano branco e pano preto. Já a dor de viado era curada apenas colocando na virilha uma folha do mesmo Pinhão Roxo. Xanha, bicho de pé, coceira nos quartos, oi de peixe no pé, sete couro, popoca rouxa, dor na junta, inquizila, vermeião, tosse de cachorro doido, amigas inframada , mondrongo, difruço, sapiranga nos ói, frieira, cobreiro de pé, pereba braba,curuba, remela no zói, eram as doenças que a penicilina e a reza de dona Chiquinha tinham que trabalha em conjunto para curar.
Quando era época de política, perincipalmente eleições para prefeito, não faltavam “médico de diploma na parede” para atender ao povo. Era ai que as doenças mais complicadas e que não haviam obtidos respostas com as rezas e a penicilina, tinham oportunidades de serem submetidas a estes profissionais que eram visto pela população com desconfiança. Eles nunca tinham cura para: fastio, dor no espinhaço, bucho quebrado, calo seco, unha fofa, água na pleura , vista cansada, quarto arriado, papêra, doença dos nervo, ombro dismintido, queima no estombo, juízo incriziado, iscuricimento de vista tisga, vento caído, dor nas cruz, dor nos brugumi, mal jeito no espinhaço.
O doente saia com um papel cheio de nome esquisitos e, na primeira oportunidade, procuravam a medicina caseira, das nossas enfermeiras, parteiras e a rezadeiras.
*Escritor Pombalense

AGRADECIMENTO A PAULO ABRANTES.

João Pessoa – Pb, 23 de maio de 2010.

Meu caro
Paulo Abrantes:
Fiquei realmente lisonjeado com as suas palavras elogiosas ao nosso último trabalho literário publicado no Blog Clemildo, Comunicação e Rádio, intitulado de: “No Tempo dos Pardais em Pombal”.
O texto nasceu de um sentimento de emotividade, nas ocasiões inesperadas da vida, quando estamos distante da Terra que nos serviu de berço. E quem não ama o seu Torrão Natal?
E Pombal tem esta característica toda especial, até mesmo àquelas pessoas que vêm de outras plagas, fincam domicílio, e, logo, apaixonam-se por Terra, como se filho natural fosse, mas, afinal, todos nós acabamos por ser irmãos pelo sentido de nativismo ou pelo o aconchego da solidariedade.
Nós somos coetâneos, meu caro Paulo, nascemos na mesma década, pisamos os mesmos passos na terra tórrida, banhamo-nos nas mesmas águas límpidas do Rio Piancó e fizemos as peripécias juvenis, à época, do areal daquelas margens, ora secas ora lodosas, até o embelezamento da Praça do Centenário.
Nesta fileira de irmãos queridos pelo mesmo berço, não vou citar todos, pois caberia numa enciclopédia, mas somente àqueles de nossa contemporaneidade, que hoje são artífices na arte de escrever, dentre tantos, destacamos, Clemildo Brunet, Paulo Abrantes, Maciel Gonzaga, Tarcisio Pereira, Jerdivam Nóbrega   José Vieira Neto etc, etc... Onde todos se identificam e conhecem profundamente a nossa história, a nossa gente; sabem as nossas alegrias e os nossos sofrimentos; conhecem o seu passado e projetam o seu futuro, sonham com uma vida pacata e desejam a fraternidade de todos.
Paulo, as suas palavras me renderam uma poupança de felicidade!
Um abraço fraternal, extensivo a todos os seus familiares.
SEVERINO COELHO VIANA

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA FARÁ ENTREGA DA MEDALHA EPITÁCIO PESSOA AO RADIALISTA CLEMILDO BRUNET NO DIA 10 DE JUNHO!

A ENTREGA DO DIPLOMA E MEDALHA "EPITACIO PESSOA" AO RADIALISTA CLEMILDO BRUNET,  ACONTECERÁ NO DIA 10 DE JUNHO DO CORRENTE ANO, ÀS 10 HORAS EM SESSÃO SOLENE NO PLENÁRIO DEPUTADO JOSÉ MARIZ. A COMENDA É UMA PROPOSIÇÃO DO DEPUTADO DINALDO WANDERLEY DA CIDADE DE PATOS. É A MAIS ALTA HONRARIA DO PODER LEGISLATIVO PARAIBANO CRIADA PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA PARAÍBA, EM RECONHECIMENTO ÀS PERSONALIDADES QUE SE DESTACAM NO ESTADO DA PARAÍBA E NO BRASIL, BEM COMO PESSOAS QUE TENHAM SE DESTACADO OU PRESTADO RELEVANTES SERVIÇOS E QUE POR SEUS MÉRITOS FUNCIONAIS TENHAM SE TORNADO ALVO DE DISTINÇÃO.

Clemildo Brunet, hoje 60 anos de idade, é um dos pioneiros do rádio na cidade de Pombal, tendo iniciado a sua carreira nos idos dos anos 60 com apenas 12 anos de idade, como locutor da Difusora Rádio Maringá, de propriedade de Raimundo Sacristão. Depois foi fundador de sua própria emissora – “A Voz da Cidade” e, posteriormente, “Lord Amplificador”, que marcaram época na radiofonia pombalense.
Clemildo Brunet também foi fundador da Rádio Maringá AM, como diretor comercial e artístico. Ainda passou pelas Rádios Bonsucesso AM, Liberdade FM, Alto Piranhas de Cajazeiras e Opção FM. Atualmente, mantém um Blog na Internet (Clemildo Comunicação e Rádio) onde divulga amplamente temática referente ao rádio, a cultura e a história de Pombal.
“Estou muito agradecido por receber esta homenagem de tão grande envergadura em reconhecimento ao meu trabalho na área de comunicação na Paraíba. Considero esta honraria uma homenagem também à cidade de Pombal”, declarou Clemildo Brunet.

MASSILON GONZAGA: CIDADÃO CAMPINENSE!

CLEMILDO BRUNET*

Falar de Massilon Gonzaga é lembrar os tempos de sua infância e adolescência em Pombal sua terra natal. Nasceu na Rua Vicente de Paula Leite em 11 de setembro de 1952, filho de José Firmino de Luna (Alegria da Brasil Oiticica) e Roza Gonzaga de Luna (Roza rica), é o segundo de uma prole de três filhos.
Logo na mais tenra idade descobriu suas aptidões para a música e sonhava em tocar sanfona igual ao seu padrinho Severino Daniel, um dos maiores tocadores de fole da região. Sua mãe comprou uma pequena sanfona de 12 baixos. O desejo do menino era mais trabalhar do que estudar e optou por carregar água em jumento para as residências de Pombal, no intuito de ajudar a sustentar seus pais e irmãos. Aos 15 anos se viu atraído pela comunicação e ingressou no LORD AMPLIFICADOR serviço de alto falantes de minha propriedade.
Em suas travessuras à época do antigo Ginásio Diocesano, Massilon Gonzaga ajudava a seu amigo inseparável João Costa nas provas em sala de aula, aprendeu “radiotelegrafia” e costumava usar este método com pancadas na janela transmitindo uma mensagem codificada para o amigo. Não demorou muito, um dia foi descoberto e levou zero nas provas e em casa uma surra de sua mãe.
Em 1972 transferiu-se para Campina Grande, sendo possuidor de uma voz prodigiosa, o primeiro emprego foi na maior rádio da Cidade, Rádio Borborema (Diários Associados) levado pelas mãos do grande Gilson Souto Maior. Alí Massilon desenvolveu o seu talento a ponto de ser requisitado para gravar os reclamos comerciais da emissora, tornando-se também um hábil narrador de futebol. Apresentava o programa “Patrulha da Cidade” com muita competência.
Suas raízes não podiam negar isso, pois no tempo do “LORD AMPLIFICADOR” Massilon exercera com muito denodo a função de repórter policial, sofrendo até ameaças de desafetos, cujos nomes iam para crônica policial da cidade. Em suas façanhas conquistou a amizade da autoridade policial que lhe permitiu andar armado.
Um dia, localizando meu portal na internet Massilon Gonzaga me enviou este recado:
alô Clemildo, fiquei muito satisfeito em saber do seu blog. Uma excelente oportunidade pra gente relembrar bons tempos. Todas as atividades por mim exercidas hoje tiveram os primeiros passos no Lord Amplificador. Em breve mandarei alguns detalhes desta maravilhosa experiência na nossa querida Pombal. Por enquanto envio o meu atestado de Pombalense com muito orgulho! Massilon Gonzaga Jornalista, professor universitário, cantor e compositor. Campina Grande - Paraiba.
Destemido, arrojado, intrépido e versátil, Massilon Gonzaga depois de alguns anos assumiu a direção comercial da Rádio Cariri também dos Diários Associados, audacioso e competente, tornou-se locutor oficial da Prefeitura Municipal de Campina Grande. Como profissional do rádio ainda prestou serviços a Rádio Caturité em Campina Grande e em Manaus-AM, onde trabalhou na Rádio Equatorial FM. Regressando a Campina Grande fez o curso de Comunicação Social da UEPB – Universidade Estadual da Paraíba, havendo concluído jornalismo, especializou-se em rádio-jornalismo, tornando-se professor da mesma universidade até hoje.
Foi através da amizade que sempre desfrutou com a família Cunha Lima, que Massilon Gonzaga conseguiu a concessão pública para o funcionamento de uma rádio comunitária no bairro do Catolé, Rádio Ariús FM, da qual é diretor presidente. Há bem poucos anos foi despertado para cumprir a promessa feita a sua genitora, resolveu receber instruções da maior autoridade em acordeom na cidade de Campina, o maestro Edmar Miguel; aprendeu a tocar sanfona, dedicou-se a cantar e com sua verve de poeta, começou a compor suas próprias músicas. Estreitando cada vez mais sua amizade com o poeta Ronaldo Cunha Lima, terminou por ganhar deste, de presente, uma sanfona nova da marca Letice.
Atualmente Massilon Gonzaga é empresário de vários negócios e vem desenvolvendo um projeto cujo investimento será maior ainda na área do turismo no Distrito de Galante município de Campina Grande. Pela sua desenvoltura e coragem podemos dizer com toda certeza, que o seu jeito simples e descontraído, tem sido alvo principal da conquista de novos amigos, deixando transparecer um coração sem medida.
Adotando um estilo irreverente no palco em seus shows, Massilon Gonzaga não é somente um cantor, é um animador que consegue fazer com que o público interaja em suas apresentações. Dando destaque a cultura regional, suas músicas estão firmadas na valorização e no respeito as nossas raízes nordestinas. Por isso ele gosta de dizer: “Preconceito com a música do passado não existe mais, já que o forró conquistou o Brasil; determinado, espontâneo e autêntico”.
Já está na agenda do DECOM, sua vinda a Pombal para um show em Praça Pública no dia 29 de junho (Dia de S. Pedro), numa promoção da Prefeitura Municipal de Pombal.


Na última sexta feira dia 14 de maio, o nosso confrade e amigo Massilon Gonzaga ou nego Massilon como é mais conhecido, recebeu as honras da casa “Félix Araújo” Câmara Municipal de Campina Grande, que lhe outorgou o título de cidadania. Para quem conheceu e conhece Massilon Gonzaga, registro este acontecimento em minha coluna com a maior satisfação.
Uma sessão bastante prestigiada a começar por seus familiares, esposa, filhos e seu irmão advogado e professor Maciel Gonzaga de Luna que reside em Natal, e muitos amigos como: O presidente da Câmara Municipal, vereador Nelson Gomes Filho, o deputado estadual, Romero Rodrigues; o coordenador do curso de Comunicação Social da UEPB, professor Orlando Ângelo; o presidente da ACI, jornalista Antonio Nunes; o presidente da OMEB, pastor Clélio Cabral de Melo; ex-vereadores Mário de Sousa Araújo e Evilásio Junqueira; o sanfoneiro “Abdias do acordeon”; e os vereadores, Rodolfo Rodrigues, Olímpio Oliveira, Antonio Pereira, Joselito Germano e José Ribamar. Artistas da terra prestigiaram o evento, além do “Grupo Tropeiros da Borborema” que fez uma belíssima apresentação.
O mais novo cidadão de Campina Grande em seu discurso de agradecimento assim se expressou:
“Alegra-me, repito, e conforta-me pela celebração deste momento que me orna o espírito. Menino pobre, nascido na cidade de Pombal, no alto sertão da Paraíba, filho de uma lavadeira de roupas e de um servente de pedreiro, estudante de Escola Pública, aqui estou neste momento, recebendo tão importante comenda”.
Exaltação ao Poder Legislativo campinense.
“é imperativo que se reconheça ser o Poder Legislativo esperança na força da representação política como vetor de transformação e mudança do processo social e econômico de Campina Grande na órbita de sua competência. Desde pequeno aprendi que a política é a arte de fazer amigo. Metáfora à parte, reafirmo com toda convicção, o parlamento é o chão sagrado da democracia. É o território natural da liberdade”.
No final do discurso:
Agradeceu a comenda em nome da esposa Carmem, da filha Marta Valéria Gonzaga, do filho Marcio Gonzaga, da neta Heloisa e dos irmãos Maciel e Marcelina Gonzaga.“Agora estando eu na condição de filho de Campina Grande de fato e de direito a partir deste momento, digo que esta cidade não nos concede apenas um diploma que será aposto na parede. Vai ser muito mais. Vai ser um compromisso ao lado de todos aqueles que querem ver esta terra crescer: De luta, de coragem e vontade de fazê-la cada vez maior”. Concluiu o homenageado.
*RADIALISTA
Contato brunetco@hotmail.com
Web www.clemildo-brunet.blogspot.com
Pombal, 18 de maio de 2010

NO TEMPO DOS PARDAIS EM POMBAL.




Por Severino Coelho Viana*

Numa tardinha, depois de uma longa caminhada pela orla marítima, reanimando a energia corporal, sentado debaixo de um pé de coqueiro, no areal da praia de Tambaú, ouvindo o MP-3, de repente, sentimos uma surpresa emotiva, momento que um pequeno pardal sobrevoava sobre o ralo capim, cisca à procura de migalhas, revoa e novamente pisca as folhas do coqueiral, com seu chilrar saudando a ventania marítima, e, coincidentemente, neste instante, ouvíamos a composição musical de Sivuca e Paulinho Tapajós, cantada por Raimundo Fagner: “No Tempo dos Pardais”, então, fizemos uma viagem mental com o acompanhamento da sonoridade musical.
O pardal é uma ave pequenina, com seu bico curto e cônico, é uma espécie bastante familiar em todas as cidades. Existem mais de 60 espécies relacionadas na Europa, Ásia, África e América. O pardal instaurou-se no Brasil nos primeiros povoados há muito tempo e hoje vive bem tanto no campo quanto nas cidades.
Este foi um sonho real e acordado, como se tivéssemos passeando pela nossa querida Terra de nascimento - Pombal. Lembramo-nos com uma profunda nostalgia o nosso tempo de menino, os pardais que voavam sobre os pés de tamarindo da conhecida Praça do Centenário, quando aquele magote de menino, cada um com seu bornal, entre o revoar dos pardais e as peraltices da vida, enchia dos frutos de tamarindo derrubados com pedras certeiras ou então o balançar das galhas pelo moleque mais afoito. “De verde nos quintais, faz um tempo atrás”. Era um viver de liberdade que a nossa modernidade destruiu. “Havia frutos num pomar qualquer de se tirar do pé”.
À tardinha, esquecíamos a Praça do Centenário, voltávamos a nossa memória e revíamos as filmagens das andorinhas com seus voos rasantes, ora raspando as nossas cabeças ora retornando aos seus ninhos na cumeeira do Castelo Velho da Rua do Sol, ocasião que
O vento da orla soprava no meu rosto e as ondas do mar murmuravam como se tudo aquilo aumentasse mais ainda aquele sonho tão visível. A melodia musical deixava qualquer ser extasiado e me fez reviver o passado. Depois do jogo de peteca era a vez do banho apressado, trocar de roupa, vestir a farda e mandar-se para o colégio. Depois da aula no vetusto Colégio Estadual de Pombal, no retorno, era parada obrigatória no busto de Getúlio Vargas, quando se varavam a madrugada, dependendo do assunto em pauta. Naquele tempo, a paz estava presente mesmo nas ruas escuras, com seus postes de madeira e escassez de lâmpadas acesas. “Nos lampiões de gás sem os ladrões atrás, tempo que o medo se chamou jamais”.
O banco da praça era o ponto atrativo de fofoca e das novidades, discussão de filmes e de partida de futebol, a alfinetas na quartelada dos generais golpistas, comentários dos dias festivos e noites de presepadas. Se quiséssemos naquele banco de praça servia de dormitório, não havia sequer uma tentativa de assalto, salvo os comensais de pães que tiravam das janelas das casas e bebiam com água de coco do atual demolido Colégio Josué Bezerra. Que pena! Saudade do Padre Solon Dantas de França!
O tempo de pardais verdes, de verde nos quintais, hoje, já não existem mais quintais e o verde dos quintais somente as crianças sabem por que eles foram transformados em contos de fadas, pois os assaltos tomaram conta das ruas e avenidas, e a violência invadiu o lar, a floresta, o trânsito, com morte constante de pessoas humanas e do ecossistema natural.
Naqueles idos podíamos cruzar a cidade a pé nas madrugadas, marcar encontros nas praças, fazer festas e sarau com o pacote de LPs debaixo do braço para levar à casa do vizinho, ou então seresta ao som do violão plangente ou do gravador ousado. O convite era feito de boca, de janela a janela das casas. E naquele tempo ainda havia namoro sob a inspiração do luar. “Só sei que enquanto houver os corações, nem mesmo mil ladrões, podem roubar canções”.
A moda antiga deve ser remodelada, mas nunca eliminada de uma vez por todas, se todo o passado for totalmente esquecido os anseios do futuro não poderão ser projetados objetivamente. Por isso, não precisamos fazer uma análise profunda para percebermos as mudanças nas cidades interioranas, e estas mudanças se processaram com rapidez, de década a década. No aspecto físico não existe mais o visual de poucas casas e aglomerados de pessoas distribuídos por bairros. No sentido de comportamento definhou a civilidade e o modo de respeito recíproco, pois os assuntos reservados ditos nos recintos dos lares saíram para as bocas debochadas na esquina de qualquer rua, na mesa de qualquer bar, com realce na patota de conhecidos fofoqueiros.
A convivência humana diminuiu assustadoramente a forma de cordialidade, o viver pacato e ordeiro dos vizinhos que colocavam as cadeiras nas calçadas e as conversas que se prolongavam até altas horas da noite, tudo ficou resumido nas anedotas do passado, pois, o que permanece com muita evidência são os fuxicos ditos e remetidos pelo aparelho celular.
A violência não é somente verbal, mas física, além do temor a partir dos pequenos furtos aos assaltos estarrecedores que ocorrem no percurso da periferia ao centro da cidade.
Os tempos de pardais transformaram-se nos bandos de lobo insaciáveis à procura do patrimônio alheio. Onde está aquela pequena cidade com as janelas abertas à noite? O pânico tomou conta dos lares, o perfil pacato e receptivo das cidades do interior afundou-se no campo minado da violência urbana. Onde encontrar as praças cheias de criança brincando, aposentado jogando dominó e casais de namorados se beijando tranquilamente?
O medo fez erguer grades nas janelas, aumentar a altura do portão, comprar um cachorro pit bull e instalar uma cerca elétrica.
Recorde a música No Tempo dos Pardais e compare!?

Era uma vez
Um tempo de pardais
De verde nos quintais
Faz muito tempo atrás

Quando ainda havia fadas
Num bonde havia um anjo pra guiar
Outro pra dar lugar
Pra quem chegar sentar

De duvidar, de admirar
Havia frutos num pomar qualquer de se tirar do pé
No tempo em que os casais podiam mais
Se namorar

Nos lampiões de gás sem os ladrões atrás
Tempo em que o medo se chamou jamais
Veio um marquês de uma terra já perdida
E era uma vez se fez dono da vida

Mandou buscar cem dúzias de avenidas
Pra expulsar de vez as margaridas
Por não ter filhos, talvez por nem gostar
Ou talvez mania de mandar

Só sei que enquanto houver os corações
Nem mesmo mil ladrões
Podem roubar canções
E deixa estar, que há de voltar

O tempo dos pardais
Do verde dos quintais
Tempo em que o medo se chamou jamais.

João Pessoa, 19 de maio de 2010.
*Pombalense, Promotor de Justiça em João Pessoa PB.

MENINO POBRE QUE SE FEZ HOMEM DESTACÁVEL!

APLAUSOS AOS MÉRITOS!
Por Cessa Lacerda Fernandes*

Sim, Clemildo! Massilon é mais um pombalense que se promove e se destaca em nossa cidade e em nossa “Paraíba Pequenina” no belo dizer de Luis Gonzaga, nosso rei do Baião.
Não foi por acaso, mas sim, por mérito, pois a vida nos permite características que nos erguem a grandes passos. Nascemos, crescemos e somos dotados de dons maravilhosos e quando analisamos e acatamos estas graças de Deus, com certeza nos promovemos. Foi exatamente o que ocorreu na vida deste nosso querido irmão.
Conheci Massilon bem pequeno quando acompanhava a sua mãe Rosa, grande amiga e servidora. Desde criança Massilon revelava um grande pendor pelo rádio, causando admiração aos seus amigos, valor comprovado hoje, no seu belo currículo, não fugindo, portanto, aos ditames de sua vida.
Fiquei e fico feliz pelas suas honrarias, sobretudo em saber que mais uma cidade paraibana, do quilate de Campina Grande lhe acolhe como filho. Parabéns pela sublimidade deste TÍTULO.
Este fato é motivo de muito orgulho para Pombal, e devemos aplaudir de pé pela grandeza do MENINO POBRE QUE SE FOI E SE FEZ HOMEM DE DESTAQUES!
*Poetisa e escritora pombalense

ALESSANDRA MOURA DE MEDEIROS: Dois anos de saudades!

Alessandra (Foto)



(*) José Romero Araújo Cardoso



Quando você falava em Sousa seu rosto se iluminava como uma chama, parecia até que você ia explodir de felicidades, era como se a paz estivesse se instalado de imediato em seu coração. A cidade sorriso, sem sombras de dúvidas, era sagrada para você, assim como é para mim, mas no seu caso era mais intensa a relação, pois nasceste nesta terra linda e exuberante às margens do rio do Peixe.
Ah, Alêzinha, quantas saudades, quantas dores, quantos sofrimentos nesses dois anos de sua partida, no dia primeiro de junho de 2008, às 1:30 da madrugada, justamente em Sousa, cidade que tanto amaste, tantos pensamentos dedicaste, tantas reflexões bonitas ficaram em seu diário, em suas anotações.
Quando chegava o fim de semana era difícil encontrá-la em Pombal, pois até parecia que você era tomada por um frenesí, uma vontade incontrolável de arrumar suas coisas e ir de encontro ao seu grande amor, a cidade de Sousa.
Nem sei contar quantas vezes cheguei atrasado ao curso de computação onde você ministrava aulas, para dar-lhe um abraço, quando chegava a Pombal, vindo de Mossoró, devido sua ânsia para ir correndo rever seus amigos e familiares em Sousa. Inúmeras vezes, incontáveis vezes.
Seu sorriso franco e meigo era simplesmente divino, parecia luz saída de um conto de verão, ou então emanada diretamente dos céus. Alê, você era um anjo de amizade, de respeito e de ternura. Você era o encanto em forma de gente, uma flor que enfeitou Pombal e Sousa.
Tão jovem, meu Deus, tão cheia de planos, tão sonhadora. Força era o que não faltava, pois nós, seus amigos sinceros, sempre torcíamos pelo seu sucesso, pela sua vitória em cada empreendimento, em cada plano, em cada projeto.
A última vez que nos falamos foi pela internet. Pelo msn você me disse estar ansiosa pela grande festa que seria o Sousafolia há dois anos. Não sei o motivo, mas naquele dia senti um arrepio percorrendo minha espinha, um pressentimento qualquer, não sei.
Não fui informado do que houve de imediato, apenas achei estranho quando entrei no orkut de alguns amigos em comum, de Pombal, e vi “LUTO” nos profiles. Fiquei desesperado, tentando saber o que estava acontecendo. Lecygley me deu a triste notícia. Quase não acreditei e chorei copiosamente, chorei demais, não era possível que aquilo tivesse acontecido.
Depois seus parentes, residentes em Mossoró, me contaram o que houve, a dor aumentou, a saudade recrudesceu, não era possível que minha amiga tinha partido daquela forma, pois você era um anjo Alêzinha, um anjo de bondade, um anjo de ternura e de meiguice. Seus familiares me disseram que seu corpinho serviu de isolamento, evitando que outras pessoas fossem vítimas da descarga elétrica. Até nisso você foi especial Alêzinha, até nisso, até na hora da partida você foi boa, evitou que outras pessoas morressem.
As lágrimas que já rolaram e rolam dos meus olhos são pedindo a Deus para que estejas nos campos floridos do paraíso celestial, pois apenas quem a conheceu sabe a grandeza da sua personalidade, a grandeza de sua figura humana ímpar.
A saudade que você deixou não tem como dimensionar, impossível, nada em Pombal é o mesmo depois de sua partida. Nem a festa do Rosário, quando a gente ia chupar abacaxi perto da roda gigante tem o mesmo sabor, impossível de ter, impossível minha querida amiga Alessandra Moura de Medeiros, minha amiga Alêzinha, minha menina-moça que sonhava, que adorava a vida, que amava os amigos, que amava o sertão, que amava Pombal e amava Sousa.
Desculpa Alêzinha, não tenho mais condições de prosseguir nesta homenagem, veja só, estou chorando minha querida, puxa vida, estou chorando, as lágrimas rolam dos meus olhos da mesma forma quando soube do que houve.
Deus Grande Arquiteto do universo acolha minha amiguinha, nunca a desampare, diga a ela que nós a amamos e sentimos muitas saudades a cada dia que passa, pois a dor da perda só é confortada com a certeza que nossa Alêzinha está à Sua Direita, lugar dos justos e dos bondosos!
(*) José Romero Araújo Cardoso, com muito orgulho amigo de Alessandra Moura de Medeiros (Alê), vítima de descarga elétrica há dois anos, no dia primeiro de junho de 2008, quando da realização do Sousa Folia

CÂMARA DE CAMPINA GRANDE HOMENAGEIA O FORROZEIRO POMBALENSE MASSILON GONZAGA COM TÍTULO DE CIDADANIA.


O Poder Legislativo de Campina Grande realizou na noite desta sexta-feira (14) sessão solene para a entrega de Título de “Cidadão Campinense” ao jornalista, radialista e professor do curso de Comunicação Social da UEPB, Massilon Gonzaga de Luna (foto).
A propositura foi do então vereador Evilásio Junqueira [também pombalense], e foi aprovada por unanimidade, na época, e subscrita pelo atual vereador Joselito Germano (PRP).
Massilon nasceu na cidade de Pombal, em 11 de setembro de 1952, filho de José Firmino de Luna e Roza Gonzaga de Luna.
Seus primeiros passos na comunicação foram dados ao lado do um inseparável amigo João de Souza Costa, no final dos anos 60, não propriamente no rádio, mas com o microfone, no Colégio Diocesano de Pombal e, posteriormente, no Lord Amplificador – serviço de som comandado pelo radialista Clemildo Brunet de Sá.
No Dia das Mães, Massilon escreveu uma mensagem como se não tivesse mãe e fez uma homenagem às mães já falecidas.
Muitos se emocionaram, choraram. Todos achavam que sua mãe era morta e foram lhe cumprimentar. Foi quando disse que sua mãe era viva e a mensagem fora feita apenas por uma inspiração. Acabou sendo aplaudido.
Com 18 anos de idade veio morar em Campina Grande. Em 1972, pelas mãos de Gilson Souto Maior, entrou na Rádio Borborema, a maior emissora da cidade. Depois, Rádio Caturité e, posteriormente, foi morar em Manaus-AM, onde trabalhou na Rádio Tropical-FM.
Ao regressar, ingressou no Curso de Comunicação Social da UEPB, concluiu o curso de Jornalismo, se especializou em Rádio Jornalismo tornando-se, em seguida, professor da mesma universidade.
Atualmente é Diretor Superintendente da Rádio Comunitária Ariús FM no Bairro do Catolé em Campina Grande e estará fazendo show em praça pública aqui na sua terra natal no dia 29 de junho do corrente (dia de São Pedro), numa promoção da Prefeitura Municipal de Pombal.

FONTE: Assessoria de Imprensa da Câmara de CG

ENFERMEIROS! NOSSOS HEROIS!




CLEMILDO BRUNET*
Por acaso alguém já ouviu falar em condecorações para uma classe que tem como função específica cuidar de enfermos? 12 de maio é a data que se celebra mundialmente o Dia do Enfermeiro e entre o dia 12 e 20 deste mês, a semana da enfermagem. Nossos heróis enfermeiros merecem as justas homenagens, não somente por aqueles que foram um ou mais dias assistidos por eles; mas, também se beneficiaram de algum modo, quando parentes e amigos estiveram sob seus cuidados.
Origem do nome:
Foto Ilustrativa
A palavra enfermeira/o se compõe de duas palavras do latim: “nutrix” que significa mãe e do verbo “nutrire” que tem como significados, criar e nutrir. Essas duas palavras, adaptadas ao inglês do século XIX acabaram se transformando na palavra NURSE, que traduzido para o português, significa enfermeira.
Desde os tempos mais remotos que a profissão de enfermeiro já era reconhecida porque cuidava e protegia pessoas doentes como idosos e deficientes. Tal assistência lhe assegurava a garantia da manutenção de sua sobrevivência. Cuidava de grupos nômades primitivos e desde essa época e por muito tempo, a enfermagem esteve associada à prática feminina.
A enfermagem é definida pela ANA – (American Nurses Association), como uma ciência e uma arte, levando em consideração que o objetivo principal de sua ação é o de cuidar das dificuldades reais de saúde por meio de suas tarefas independentes com suporte técnico-científico, bem como reconhecer o papel significativo do enfermeiro de educar para saúde, ser hábil em prevenção de doenças e o cuidado individual e único do paciente.
De origem milenar a profissão de enfermeiro é um referencial desde as antigas e vem evoluindo nos dias atuais. Para se ter idéia, só no Brasil, tem mais de 100 mil enfermeiros, além de técnicos e auxiliares de enfermagem somando cerca de 900 mil profissionais em todo pais. O exercício da profissão e o escalonamento de cargos têm feito com que mais profissionais se aliem ao setor e ás novas possibilidades que a área oferece.
Décadas passadas a população de Pombal, contou com enfermeiros que foram verdadeiros herois na assistência que davam a nossa gente. Entre tantos outros, me vem à lembrança de José de Assis Oliveira (Zé de Santa), que conduzindo seu estojo de seringa à mão, atendia a domicílio as pessoas que necessitavam de seus préstimos. Malôra, Berenice e Maria José de Amilton Claro, que como parturientes salvou tantas vidas de mães e filhos. José Cândido (Zé Enfermeiro), que como assistente dos médicos, Avelino Queiroga e Atencio Wanderley e sob orientação dos mesmos realizava verdadeiros milagres na ortopedia.
Ao lembrar a desenvoltura de nossos enfermeiros do passado, convém destacar que na época em que eles serviram à saúde; não havia pesquisas, reciclagens e avanços tecnológicos como hoje. Somente abnegação, amor, compromisso e responsabilidade na rotina do trabalho de cada dia, fazendo-os mais fortes e decididos no cumprimento de seus deveres.
Assim prestando esta singela homenagem aos nossos enfermeiros herois do passado, quero também estender meus parabéns aos nossos atuais técnicos de enfermagens e enfermeiros, dedicando-lhes um poema escrito por um Major da PM em 13-11-82, enquanto se encontrava internado em um determinado hospital.
Dia da Enfermeira.
Logo ao amanhecer, começam a se movimentar, na luta contra a dor para a vida de o seu semelhante salvar.
Chamadas a todos os cantos, a todos atende com muito amor, às vezes mal compreendidas, sem o semelhante reconhecer seu valor.
Às vezes até nem é culpada, de demorar a atender, esquecemos que esteve ocupada, com outro caso grave para resolver.
Com suas fardas brancas e lindas, estão atentas a toda hora, para trazer o bálsamo que cura, como um anjo de nossa senhora.
Todos os doentes curados, saem alegres, por voltarem ao lar, elogiam sempre os médicos, mas esquece das enfermeiras elogiarem.
A elas devemos tributar, grande parte da nossa gratidão, pois contribuíram como puderam, para nossa recuperação.
Autor Major Antenor

Enfermeiros! Nossos Herois! Feliz Semana da Enfermagem!

*RADIALISTA

PARA VOCÊ, O QUE É SAÚDE?

Por Mª do Bonsucesso Lacerda Fernandes Neta*



Fui convidada pelos editores da Revista Empresarial Marketing & Eventos para apresentar uma coluna em referido veículo de comunicação. Logo, desde o fim de 2008, mensalmente, sou responsável por abordar temas relacionados à saúde da população. Mas, alguém sabe, realmente, o que é SAÚDE?
Tal vocábulo consistiria simplesmente em “ausência de doença”? Ou teria algo mais envolvido? Pensando sobre isso, serão mostrados teorias e pensamentos acerca do conceito dessa palavra tão importante e inerente ao cotidiano dos indivíduos: a saúde. Convido você leitor a viajar através da história do conceito de saúde, a refletir e a desenvolver opinião própria sobre a pergunta disposta no título.
Há tempos, verifica-se a estreita relação entre saúde e doença e, ao longo da história da humanidade, a origem desse processo foi atribuída a situações distintas.
Na antiguidade, o processo saúde-doença possuía cunho religioso e atitudes pecaminosas eram consideradas causas de doenças. Em algumas culturas, a doença ocorria quando espíritos se apoderavam do corpo da pessoa e os feiticeiros das tribos, conhecidos como xamãs, eram responsáveis pelos rituais de cura. Na mitologia grega, existiam várias divindades relacionadas à saúde, a exemplo de Asclepius, Panacea e Higea, caracterizando o misticismo e a religiosidade da medicina da época.
Diferentemente, Hipócrates (o pai da Medicina) introduz uma visão mais racional da medicina e fala a respeito da teoria dos quatro humores no corpo (bile amarela, bile negra, fleuma e sangue); a saúde representaria o equilíbrio entre os humores. Além disso, pode-se dizer que a obra hipocrática é carregada pela valorização da observação empírica. Já, na Idade Média, permanece a idéia da relação pecado e doença.
Com o passar dos anos, outros pensamentos acerca do tema descrito surgiram e, no século XIX, com a revolução gerada por Louis Pasteur, microorganismos causadores de doenças puderam ser descobertos. Houve desenvolvimento em relação ao diagnóstico e à prevenção de doenças. Novos avanços ocorreram, incluindo os estudos em epidemiologia.
Mais recentemente, no intuito de universalizar o conceito de saúde, houve a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em 1948, foi postulado pela mesma que: “Saúde é o estado do mais completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de enfermidade”.
Tal afirmação mostra a abrangência do termo saúde, o que possibilita interpretações diversas. Diante do que já foi discutido e do que ainda é atualmente, concordo com a colocação de Moacyr Scliar, quando diz: “O conceito de saúde reflete a conjuntura social, econômica, política e cultural. Ou seja: saúde não representa a mesma coisa para todas as pessoas. Dependerá da época, do lugar, da classe social. Dependerá de valores individuais, dependerá de concepções científicas, religiosas, filosóficas.”
Sendo assim, pode-se inferir que o conceito de saúde (atrelado, inevitavelmente, ao conceito de doença) é deveras amplo e passível de mudanças. Quando se observa cautelosamente, é fácil constatar que, em pleno século XXI, há concomitância de atribuições da antiguidade até os dias atuais, no que diz respeito à definição de saúde.
Então, atrevo-me a dizer que há uma soma de teorias na construção do conceito de saúde, não existindo, obrigatoriamente, uma que esteja certa ou errada, apenas singular ou grupalmente defendida ou condenada.
De forma singular, a Constituição Federal Brasileira (1988), diz que: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”.
Portanto, constata-se a relevância da saúde, a qual se encontra atrelada a cada ação dos indivíduos e a constante necessidade da discussão do tema, a fim de que possam existir melhorias relacionadas à qualidade de vida dos cidadãos.
Deixo ainda os seguintes questionamentos a você leitor: existe uma real e completa definição de saúde? (Faço novamente referência ao título) Para você, o que é SAÚDE? Envie-nos sua opinião.
E-mail para contato: sucessomed@hotmail.com
*Patoense, 21 anos, mais conhecida como “Cessinha”, poetisa, escritora.
Acadêmica do 8º período de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande.
Membro da Academia Patoense de Artes e Letras.

GUERREIRA DA PAZ E DA BONDADE: CÂNDIDA FERREIRA NOBRE...

POR CESSA LACERDA*

HOMENAGEAMOS A NOSSA AMADA MÃEZINHA NESTE ESPECIAL “DIA DAS MÃES”, 09 DE MAIO DE 2010, ELEVANDO O NOSSO CULTO DE AMOR!

MÃEZINHA QUERIDA, MESMO NA DISTÂNCIA DE 62 ANOS DE TUA AUSÊNCIA, AINDA RECORDAMOS COM AMOR TODA A TUA BONDADE E BELEZA!
CONTINUARÁS SEMPRE VIVA EM NOSSOS CORAÇÕES.
HOJE COLHEMOS FLORES NO JARDIM DA SAUDADE PARA RENDER-TE A NOSSA HOMENAGEM!

Um pouco da sua história.
Num pequeno recanto da nossa amada Paraíba, sítio “Várzea Redonda” nascera uma criança do sexo feminino, que, segundo Guilherme Figueiredo: _ “Ao mesmo tempo linda e graciosa, atributos nem sempre unidos”, a um só ser. Deus concedeu-lhe ainda o privilégio da pureza de jovem que sobressaiu a tantas donzelas do seu tempo.
Cândida Ferreira Nobre nasceu em trinta de outubro de mil novecentos e dez. Filha do casal Joaquim Felinto dos Santos e Ana Maria da Conceição, de saudosa memória, cujas raizes genealógicas são: SANTANA, FERREIRA, FELINTO, também com tradicionais famílias em vários estados do Brasil. Criou-se no ambiente mais aprazível do universo: a própria natureza, onde se respira o ar puro e só existe o canto enternecedor dos pássaros, a inquietude e colorido das borboletas e a beleza dos lírios dos campos.
Cândida era muito unida aos oito irmãos: Francisco, Cícero, Marcilon, Epitácio, Maria, Júlia, Severina e Mônica. Moça obediente e prendada. Casou-se muito jovem, com apenas dezoito anos de idade, época em que os pais eram quem escolhiam os noivos para suas filhas, não obstante o seu foi muito bem acatado, Cícero Gregório de Lacerda, cidadão de bem, comerciante experiente e agropecuarista de renome. Firmou núpcias em 01 de junho de 1928 na cidade de Pombal-PB, tomando residência no sítio Várzea Redonda, propriedade do seu genitor. Desse enlace amoroso, nasceu quatorze filhos: Francisco Felinto, Raimunda Cândida, Terezinha, Gregório, Ana Cândida, Manoel, Mª do Socorro, Mª do Bom Sucesso, Mª das Neves, Mª de Lourdes, Espedito, Mª Auxiliadora, Mª das Graças e Mª José. Os dois primeiros nasceram naquele sítio e os demais em Pombal.

Cândida Ferreira Nobre (Foto de Arquivo)

Com pouco tempo vieram morar em Pombal para que os filhos pudessem estudar. Família numerosa, porém educada com amor e formação religiosa, pois eram católicos e ela pertencia a uma das mais importante Instituições da nossa Igreja Católica: o “Apostolado da Oração”. Devota do “Sagrado Coração de Jesus” assumiu com muito amor todo preceito desta Instituição.
Viveram em harmonia, e, felizes, porque encaminharam os estudos dos filhos, não obstante terem permanecido apenas vinte anos de casados, pois ela foi vítima de uma consequência no último parto chegando a falecer em 26/03/1948, muito nova com 38 anos, deixando sua prole numerosa aos cuidados do seu amado e Guerreiro esposo Cícero. Os filhos chorosos e o esposo constrangido pela perda irreparável da esposa extremosa, mergulhados na dor e na saudade devolveram aquela amada ao Pai do céu que os havia permitido aquele TESOURO por determinado tempo.
*Poetisa e escritora pombalense
Contato: cessalacerdapb@hotmail.com
Pombal, 05/05/2010