O IRMÃO DE GALDINO
POR PAULO ABRANTES DE OLIVEIRA*
Havia chovido muito durante a noite daquele sábado em Pombal. O domingo amanhecera ainda com o céu levemente nublado, mas depois de alguns momentos o sol brilhou cristalino, fazendo tudo voltar ao ambiente primaveril, com as borboletas voando sobre as flores silvestres que enfeitavam o oitão esquerdo da Matriz. As andorinhas em volta das duas torrezinhas da igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso chilreavam como se estivessem anunciando o dia de Natal. O mês era dezembro, talvez o mais belo do calendário.
Os “cavalinhos” do Parque Maia já se achavam armados, como era de praxe, todos os anos, durante a Festa do Rosário e no período natalino, defronte ao Bar Centenário. Geraldo Aquiles era o irmão mais moço de Galdino Mouta, do Cine Lux, garoto de uma vivacidade sem limites, que residia na Rua da Matriz, numa casa alta, antiga que costumava de lá sair com um bando de colegas para movimentar ruas da cidade, dando saltos por cima da cabeça, galos de briga, puxar carrinhos de madeira, mas não largava o carrossel. Estava ali deslumbrado vendo todo aquele movimento.
Pois, bem, dona Maria Clemilde, mãe de Geraldo Aquiles, naquela manhã clara de dezembro, havia mandado comprar vinagre e demais temperos para o preparo do almoço, impondo-lhe volta imediata. Como um louco a correr, partiu o garoto de calçadas a baixo. Pensava mais nos célebres “cavalinhos” do que na missão que a sua genitora lhe havia incumbido. E foi, sem hesitar, direitinho para o meio da gurizada que se aglomerava, festivamente, em volta do carrossel.
Logo veio o esquecimento de tudo: do tempero, das verduras e do vinagre. A garrafa não saía da sua mão, já bem suada, e no bolsinho da calça os níqueis tiniam como se estivessem a lembrar sua volta para casa. Somente a brincadeira estava em seu cérebro de criança alegre e galhofeira. Em casa, a mãe impacientava-se com o seu regresso. Na janela, debruçada, perguntava a todos que passavam se tinham visto o filho que saíra de casa logo cedo. Mandou alguns recados e tudo em vão. O sol já se aproximava da metade do céu, não suportando mais aquela ausência resolveu sair a fim de procurá-lo no meio da multidão que imperava na cidade. Andou quase tudo.
Às pessoas amigas recomendava informar quando fosse visto o filho desobediente. Há muito que já era para ter chegado. O movimento na rua era intenso. Os matutos se confundiam naquele vai-e-vem sem parar. Difícil seria encontrá-lo naquele fervedouro humano. Resolveu, aflita, voltar para casa. Os vizinhos a conformavam de que logo Geraldo Aquiles apareceria. Chica do Padre, que conhecia as ruelas todas em torno da Matriz, de cor e salteado, prontificou-se a cooperar na procura do menino.
Ignorando a agonia da mãe e esquecido das compras, Geraldo Aquiles se deliciava satisfeito com os colegas, naquele ambiente não muito recomendável misturado com gente de toda espécie, na maioria feirantes alcoolizados e até mesmo cabrochas da Rua do Cachimbo Eterno que soltavam, de quando em quando, certas obscenidades.
- “Menino, fecha os olhos e tapa os ouvidos, danado, disse uma que se encontrava na cadeira pertinho dele. Tudo isso ao som do fole de Love. E os “cavalinhos” a rodar velozmente impulsionado pelos músculos de homens fortes, da Rua de Baixo, ajudados pelo Chico de Ernesto também, que dirigia o funcionamento do Parque Maia. “Espore o animal! Espore o animal!”. Gritavam, em coro, aqueles mais animados.
Lá pras tantas, nem as compras e nem o dinheiro. A garrafa havia sido quebrada e os “cobrinhos” gastos nas voltas dos “cavalinhos”. O garoto, agitado pela brincadeira e queimado pelo sol inclemente daquele dia, já começava a sentir remorso pela falta cometida. Em meio a tanto calor, às vezes sentia frio. Era a cabeça cheia de arrependimento. Coçava-se todo. Meio-dia em ponto, badalava o relógio da Coluna da Hora. As pedras do calçamento queimavam-lhe os pés.
E, num estado de ansiedade, a pobre criança começava a arquitetar projetos com o fito de encontrar uma maneira de se sair quando em casa chegasse. Sentou-se na calçada do Armarinho de Zuza Nicácio, e com a fronte voltada para o chão, chorou baixinho, vendo as lágrimas caírem. Por que não fizera as compras que a mãe lhe mandara logo cedo para depois voltar a casa e pedir-lhe permissão a fim de brincar nos “cavalinhos”?. Dizia Geraldo Aquiles, em solilóquio, a esfregar o rosto suarento. Não mais havia remédio e o único problema seria mesmo apresentar-se em casa, contando tudo e dizendo o que cometera.
Reconhecia ele a desobediência. Tinha que pedir perdão à sua mãe. Atraído pelos colegas esquecera-se de cumprir o seu dever. E, de cabeça baixa, olhando o chão, como se estivesse a contar passadas saiu dali macambúzio em direção da sua residência. Dobrou o beco do castelo de Dona Jarda, penetrou na Rua Nova, atingindo o prédio da velha Cadeia Pública, encontrou-se com Chica do Padre, que foi logo lhe dizendo:
- “Menino, sua mãe anda doida à sua procura, que é feito de você?”.
Aquilo fora mesmo que uma espetada no coração. Nada disse, quedou-se em silêncio. Nem sequer uma palavra balbuciou. Logo subiu a praça Getúlio Vargas, acabrunhado, taciturno, pensando, bem preocupado e junto da sacristia, encostou-se. Parecia um adulto. De lá percebeu que a mãe estava na sala de jantar, e correndo entrou pela janela abraçando-se com ela, chorando muito.
-“Menino, onde estava você?” Exclamou dona Maria Clemilde, debruçada sobre a cabeça do filho, a beijar carinhosamente, os seus cabelos. Geraldo Aquiles tremia, e um choro convulsivo embargava-lhe a voz.
- “Você está com fome, está?”.
- “Estou, mamãe”.
- “Olhe, esta vez não lhe baterei, mas... vá almoçar, vá”.
Dona Maria Clemilde pensava no futuro do filho, e vendo-o sentado à mesa, uma nuvem de melancolia cobriu-lhe o rosto envelhecido precocemente.
Através da janela que dava para o quintal, se descortinava um horizonte rosa-violáceo, imenso e belo. Após o almoço do filho, Dona Maria Clemilde começou a rezar o seu rosário de contas prateadas, andando de um canto para o outro da sala, pedindo a Deus pela felicidade do filho.
*Pombalense, Engenheiro Civil e Professor Licenciado em Ciências pela UFPB, pós graduação em Comercio Exterior pela FGV-RJ.
2º DOMINGO DE DEZEMBRO DIA DA BÍBLIA.
Pastor Claudio Alves (Foto)
Você sabe por que milhões de pessoas em todo o mundo crêem na Bíblia? Vou dizer-lhe por quê:
1. Não há outro livro que lhe seja semelhante ou igual.
3. É o livro mais rico em detalhes sobre a vida além túmulo.
4. É o livro que trata do homem em suas três dimensões: Corpo, Alma, e Espírito.
5. É o livro que confirma a História e a História confirma a Bíblia.
6. É o livro que tem lições práticas para a vida diária de qualquer pessoa ou profissional.
7. É o livro alicerce para as legislações jurídicas dos povos.
8. É o livro que tem os melhores ensinos para educação de filhos.
9. É o livro que mostra todo o perfil e comportamento do homem e da mulher.
10. É o livro que orienta o homem e a mulher na vida conjugal.
11. É o livro que sempre foi e continua sendo o "Best seller" mais vendido no mundo.
12. É o livro traduzido para mais de 2.000 línguas e dialetos.
13. É o livro que confirma os achados da arqueologia.
14. É o livro que foi escrito por homens indoutos e também, homens de alto nível cultural.
15. É o livro que gastando 1600 anos e 40 escritores (tomados pelo Espírito Santo) para formá-lo, não é contraditório.
16. É o livro que nunca irá para a biblioteca como superado, como tendo passado a sua vez.
17. É o livro que descreve a origem da terra, do homem e dos demais seres vivos.
18. É o livro que não precisa ser atualizado porque ele está sempre em dia, nunca se desatualiza. 19. É o livro que os sábios e intelectuais não conseguiram desfazer suas afirmações. 

20. É o livro que recupera o presidiário, o viciado e o desonesto sem pancadas ou torturas (comprovado através de milhares de testemunhos de pessoas que estavam nestas condições). 21. É o livro que afirma que o homem vem a este mundo só uma vez. - É o livro que afirma que o homem comparecerá ante o tribunal de Deus.
22. É o livro que afirma que o homem será julgado, no dia do juízo, por suas obras.
23. É o livro que afirma a existência do Inferno preparado para o Diabo e seus anjos.
24. É o livro que afirma que os que aceitaram a Jesus Cristo não entrarão em julgamento.
25. É o livro que afirma que Jesus Cristo voltará para buscar os seus seguidores.
Por tudo isso e muito mais, o seu autor, que tanto nos ama, já nos proporcionou o acesso à Sua Palavra por meio de pedra, argila, madeira, vinil, pergaminho, papiro, papel, disquetes, CDs e em fim todo meio disponível com interesse que todos conheçam a Sua Palavra.
Pr. Cláudio Alves da Silva - Pesquisa
O AQUECIMENTO GLOBAL E A CONFERÊNCIA DE COPENHAGUE!
CLEMILDO BRUNET*
Este final de ano vem marcar mais uma preocupação para os moradores do planeta terra: O aquecimento Global. As expectativas estão voltadas para a conferência do clima em Copenhague que teve início na segunda feira dia 07 de dezembro. Existe uma especulação em torno do assunto face às declarações de Chefes de Estados das nações mais poluentes e decisivas do mundo. Barack Obama, disse que não há mais tempo hábil para negociar um tratado definitivo antes do evento em Copenhague, batizado COP15.
Dias depois em uma nota conjunta com o Presidente Hu Jintao, da China anunciou que os dois Países poderiam apresentar metas na conferência, dando otimismo aos que possam acreditar da realização de um pacto final antes mesmo do fim do ano. Contudo, entre o Brasil, a Índia e a China há um acordo de princípios para trabalhar juntos nas negociações sobre a redução das emissões de CO2 durante a conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (COP 15) em Copenhague.
192 Nações estão empenhadas na missão de alcançar um novo acordo para conter o aquecimento global. Nos próximos dias haverá negociações dos membros da convenção das Nações unidas sobre a possibilidade da redução de emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador da mudança climática. Mais de cem Chefes de Estado participarão do encerramento do evento no dia 18 de dezembro.
Desde a Eco 92 realizada no Rio de Janeiro que há uma preocupação das Nações Unidas em fazer acordo no sentido de preservar o meio ambiente. De lá pra cá, interesses econômicos de alguns países têm prejudicado o andamento dessa causa. Nessa conferência de Copenhague a discussão será também em torno de criar mecanismos a fim de encaminhar centenas de milhões de dólares em ajuda aos países pobres, tendo por finalidade ajudar a essas nações reduzir a emissão de gases de efeito estufa e, por conseguinte aumentar as defesas contra enchentes, tempestades e elevação do nível dos oceanos.
Na abertura da Conferência as delegações foram recebidas no Bella Center, local dos debates. Havia uma entrada vermelha para quem é a favor do aquecimento global e outra verde para quem é a favor da preservação da terra. Depois de passar pelos controles os participantes cruzavam um tapete cinza que representa uma estrada com uma bifurcação que leva às portas vermelha e verde instaladas pela organização ecológica WWF. Jovens vestidos de cinza tentavam atrair os visitantes para a porta vermelha com cartazes afirmando “Protejam seus interesses”. Interessante, ninguém entrou pela porta vermelha.
Histórica por seu tamanho, a conferência tem a incumbência de limitar a dois graus centígrados o aumento da temperatura média da superfície da terra, sendo necessária uma drástica redução das emissões de gases do efeito estufa.
As gerações do futuro dependerão em muito dos homens do poder hoje para buscarem alternativas a fim de resolver esse problema. Comece a pensar agora antes que seja tarde demais e tome atitudes como: Reciclagem de materiais, plantio de árvores, consumo consciente de água, evitando desperdícios e outros comportamentos menores que não se exige grandes esforços e que poderão trazer grandes benefícios à humanidade mais tarde.
A Devastação do Meio Ambiente (Foto)
Natal, 10 de dezembro de 2009.
*RADIALISTA.
Contato: brunetco@hotmail.com
A CHEGADA DO REI.
POR FRANCISCO VIEIRA*
Os fatos - felizes ou não – acontecem. Simultaneamente a vida passa enquanto as lembranças vão escrevendo uma história em nossa memória. Daí, a confirmação do pensamento de Goeth, quando assegurou que a vida é a infância da imortalidade. Entende-se, portanto, que os fatos permanecem vivos, por isso merecem ser contados.
É impossível precisar a data, pois era ainda criança. Salvo um lapso de memória era fins de 1954 ou início de 1955. Nessa época o progresso começava a despontar na região. Manifestando ares de benesses a 7ª arte - o cinema - havia chegado com a instalação do Cine Lux, graças ao espírito empreendedor do Sr. Chiquinho Formiga, seu primeiro proprietário. Nesse mesmo ano, o então Prefeito Chico Pereira iniciara o calçamento colocando os primeiros paralelepípedos no centro da cidade. Relativamente na mesma época o saudoso Mons. Vicente Freitas, Vigário Administrador da Paróquia de Nossa Senhora do Bom Sucesso, fundou o lamentavelmente extinto Ginásio Diocesano de Pombal, orgão educacional pertencente à Diocese de Cajazeiras e que funcionara inicialmente no também extinto sobrado de D. Jarda, na Praça Getúlio Vargas, centro da cidade, hoje local da Farmácia Nova.
A população girava entre 50 e 55 mil habitantes e quase não dispunha de lazer, salvo, quando se instalava algum circo na cidade e isso mesmo por um tempo breve.
Considerando minha tenra idade, lembro-me de fato interessante da infância e que permanece vivo nos anais de minhas reminiscências. Lembro-me, pois, nesse dia a tranqüilidade da hospitaleira e não menos pacata “Terra de Maringá”, foi interrompida logo ao amanhecer com um carro de propagandas que anunciava a chegada do rei.
O rei ao qual me refiro não pertence à Dinastia dos Césares, protagonistas do maior e mais poderoso domínio monarquista da história da humanidade – O Império Romano. Não é Pelé, que na condição de Rei do Futebol encantou o mundo durante décadas com jogadas de gênio. Também não é um rei dos famosos contos de fadas que acalentam sonhos infantis com histórias fantasiosas embalando crianças para o sono dos inocentes. O rei a quem me reporto e reverencio não é ninguém menos que Luiz Gonzaga – O Rei do Baião - que cantou com maestria o Nordeste e o Brasil. Mais que um cantor ele foi um cantador, pois defendeu com arte e talento nossos costumes e tradições urbanizando o forró - ritmos da região até então desconhecidos. Na condição de rei fez do palco o seu trono e recebeu como recompensa o aplauso do povo.
Assim, acordava Pombal em clima de festa que logo cedo se manifestava ansiosa no desejo de receber o Rei do Baião. A rotina diária era quebrada por uma rural willys, tipo “marinete”, que percorria as ruas anunciando o grande e inédito show. O anúncio animava a população que se enchia de ansiedade. Afinal de contas não é todo dia que se recebe um rei em sua casa. Portanto, aquela visita era mais que privilégio, era um prêmio. Assim seguia a rural que trafegando em marcha lenta exibia fotos do renomado artista e tocava os principais sucessos como: Assum Preto, Boiadeiro e, principalmente, Asa Branca, seu maior sucesso que se tornou o carro chefe, uma referência. Enquanto isso, um locutor com “voz encanada” convidava a todos ao tempo em que jogava panfletos do cantor para o alto, o que era disputado até mesmo pelos adultos que se aglomeravam nas calçadas. Era como se alimentassem a esperança de ver o artista antes do show.
Como não podia ser de outra forma, o carro de propagandas era seguido pela meninada formando numeroso grupo que aumentava a cada rua. Era tal qual o cordão dos puxa-sacos que cada vez aumenta mais. E, como menino lá estava eu em meio à molecada. Eu era mais um e igual a todos. Era mais um que não resistindo acompanhara o cortejo, mesmo sem a autorização dos pais, por isso, sujeito as conseqüências. É evidente que isso foi motivo de preocupação para os meus genitores que entraram em desespero após procurar em vão por toda vizinhança. Finalmente fui encontrado, graças à informação de gente conhecida o que me custou bastante caro e dolorido.
A partir daí, tudo mudou. A festa que eu havia iniciado acabara antes do tempo se transformando em angústia e frustração. O castigo foi iminente. Se não bastassem os puxões de orelhas e palmadas uma sentença foi estabelecida. Enfim, como um juiz em pleno gozo de suas atribuições foi decretada a condenação: estava eu terminantemente proibido de assistir ao show. E, o que é pior, tal qual uma tortura chinesa, mesmo revoltado, assisti inconformado meus pais saírem muito bem trajados para ver a chegada do rei. E aqui vem um detalhe: cada um conduzia um assento, pois as cadeiras do Cine Lux embora estivessem compradas ainda não haviam chegado. Ainda mais, tive que suportar a intensa gozação de João Vieira ou Tio Vieirinha que numa maneira bem peculiar ironizava por ter apanhado e ainda e perdido o show. Calado suportava tudo, pois qualquer reação de minha parte implicaria em nova punição.
O fato embora simples não é vulgar. Ele é parte de uma vida, uma história. Os fatos mesmo breves e simples são imortais como a verdade. Ai se justifica: a infância é a melhor fase da vida. Dessa forma é impossível crer na existência de alguém capaz de não lembrar com nostalgia seu tempo de criança. Todos nós relembramos saudosos as brincadeiras, os jogos, as travessuras, as arriscadas aventuras, os colegas de escola, a primeira professora, a primeira paixão e, principalmente, os fatos que uma vez registrados na memória fizeram nossa história e serão lembrados por toda vida. Obviamente, as lembranças são construídas de fatos ao longo da vida, portanto, é reconhecida a importância do passado na construção do presente e do futuro.
O fato é no mínimo hilariante. Embora tenha conotação jocosa apresenta caráter marcante. É que desde os primeiros anos de vida os hábitos vão se formando, por isso, associados às tendências marcam e definem nosso destino.
Finalmente, é guardando os fatos que valorizamos os acontecimentos e defendemos nosso patrimônio histórico-cultural. Por tudo isso, é que mantenho viva e ativa na memória: A CHEGADA DO REI – que infelizmente eu não vi.
Pombal, 09 de dezembro de 2009.
*Professor, Ex-Diretor da Escola Estadual "João da Mata" e Ex-Secretário de Administração Municipal.
INFLUÊNCIA PORTUGUESA NO SERTÃO DA PARAÍBA!
Coluna da Hora (Foto)
POR DORGIVAL MACEDO FILHO.
Recentemente visitei a cidade de Pombal, região central de Portugal.
E tentei observar todos os detalhes da cidade para encontrar identificação com a Pombal que conheço profundamente, a Pombal da Paraíba, cidade natal da minha mãe Leninha de Pedro Ventura... Dentro do que observei, as cidades possuem diversas semelhanças, em primeiro lugar pelo povo trabalhador, vivem da pecuária e da agricultura. A cidade também possui uma estação de Trem, semelhante a nossa. Além de uma paisagem de encantar qualquer visitante.
Então sugiro, que Pombal sua terra, fizesse um intercâmbio cultural e político com Pombal Portugal, convidando o Presidente da Câmara de Pombal Portugal ( lá não tem prefeito e sim Presidente da Câmara) para participar do próximo aniversario da cidade e erguer um monumento simbólico a essa visita. Certamente essa troca de gentilezas será de grande valor para as duas cidades. Mantenho contatos com amigos portugueses que poderiam articular essa parceria. A Palavra POMBAL, é a mais pronunciada na capital portuguesa - Lisboa, mesmo porque a maior estação de metrô da cidade chama-se Marquês do Pombal, parada central da cidade e onde tudo acontece. Essa ligação das duas cidades não pode ficar no esquecimento, Pombal Paraíba precisa desse intercâmbio cultural e histórico, são valores riquíssimos e que confirmam que fomos colonizados por Portugueses, a exemplo do desbravador Teodósio de Oliveira Ledo.
Segue alguns dados mais detalhados sobre Pombal Portugal, para seu conhecimento.
A partir do Castelo de Pombal, fundado pelos Templários sob mestria de Gualdim Pais, o espaço da história e do património, internaliza o sítio do burgo pombalense e o núcleo original da primeira expansão da freguesia. Aqui estão bem patentes as marcas deixadas por uma história riquissima, onde se denotam as influências de grandes senhores, como os Condes de Castelo Melhor que mandaram construir a Igreja do Cardal e o Convento de Santo António, e o Marquês de Pombal que aqui mandou construir o Celeiro e o edifício da Cadeia. Do primeiro surto industrial que colocou Pombal na posição de foco nacional principal na transformação de produtos resinosos, denotam-se as marcas deixadas pela instalação de edificações com reconhecido interesse patrimonial, dos quais ainda hoje é possível apreciar elementos que se conservaram.
Sebastião José de Carvalho e Melo, mais conhecido como Marquês de Pombal ou Conde de Oeiras, (Lisboa, 13 de Maio de 1699 — Leiria, 8 de Maio de 1782) foi um nobre e estadista português. Foi secretário de Estado do Reino (primeiro-ministro) do Rei D. José I (1750-1777), sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa.
Representante do Despotismo iluminado em Portugal no século XVIII, viveu num período da história marcado pelo iluminismo, tendo desempenhado um papel fulcral na aproximação de Portugal à realidade econômica e social dos países do Norte da Europa, mais dinâmica do que a portuguesa. Iniciou com esse intuito várias reformas administrativas, econômicas e sociais. Acabou na prática com os autos de fé em Portugal e com a discriminação dos cristãos-novos, apesar de não ter extinguído oficialmente a Inquisição portuguesa, em vigor "de jure" até 1821.
Foi um dos principais responsáveis pela expulsão dos Jesuítas de Portugal e suas colônias[1]. A sua administração ficou marcada por duas contrariedades célebres: a primeiro foi o Terramoto de Lisboa de 1755, um desafio que lhe conferiu o papel histórico de renovador arquitectónico da cidade. Pouco depois, o Processo dos Távora, uma intriga com consequências dramáticas.
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Litografia do Marquês de Pombal em rótulo de cigarro.
Existe dissonância entre a percepção popular do Marquês entre alguns portugueses - que o vêem como um herói nacional -, e alguns brasileiros, principalmente da região sul - que o vêem como um tirano e opressor.
Na visão do governo português, a administração da colónia devia ter sempre como meta a geração de riquezas para o reino. Esse princípio não mudou sob a administração do Marquês. O regime de monopólio comercial, por exemplo, não só se manteve, como foi acentuado para se obter maior eficiência na administração colonial.
Em 1755 e 1759, foram criadas, respectivamente, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba, empresas monopolistas destinadas a dinamizar as atividades econômicas no Norte e Nordeste da colônia, o que gerou grande admiração da população naquela região colonial. No entanto, na região mineira, instituiu a derrama em 1765, com a finalidade de obrigar os mineradores a pagarem os impostos atrasados. A derrama foi um dos fatos que motivou depois a Inconfidência Mineira.
As maiores alterações, porém, ocorreram na esfera político-administrativa e na educação. Em 1759, o regime de capitanias hereditárias foi definitivamente extinto, com a sua incorporação aos domínios da Coroa portuguesa. Quatro anos depois, em 1763, a sede do governo-geral da colônia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo econômico do Nordeste para a região Centro-Sul.
Com a expulsão violenta dos jesuítas do império português, o Marquês determinou que a educação na colônia passasse a ser transmitida por leigos nas chamadas Aulas Régias. Até então, o ensino formal estivera a cargo da Igreja. O ministro regulamentou ainda o funcionamento das missões, afastando os padres de sua administração, e criou, em 1757, o Diretório, órgão composto por homens de confiança do governo português, cuja função era gerir os antigos aldeamentos.
Complementando esse "pacote" de medidas, o Marquês procurou dar maior uniformidade cultural à colônia, proibindo a utilização do Nheengatu, a língua geral (uma mistura das línguas nativas com o português, falada pelos bandeirantes) e tornando obrigatório o uso do idioma português. Alguns estudiosos da história afirmam que foi com esta medida que o Brasil deixou o rumo de ser um país bilíngue.
Ainda hoje, encontra-se uma estátua de mármore em tamanho natural do Marquês de Pombal na Santa Casa de Misericórdia da Bahia localizada no centro histórico de Salvador.
Praça Marquês de Pombal
Aqui domina a Igreja Matriz de São Martinho ligada à paz de que foi obreira a Rainha Santa Isabel, dando também nome à comenda da Ordem de Cristo de que o Marquês foi senhor. Recebe-a das mãos dos condes de Castelo Melhor – comendadores de Pombal durante séculos e que ao lado direito da Igreja tinham um dos seus solares. Assim, D. José pretende reconhecer os serviços de Carvalho e Melo, dando-lhe o senhorio de Pombal, já que era também o seu maior proprietário, através da vasta herança que recebera de seu tio Paulo de Carvalho Ataíde. Entre muitos outros bens dispersos por Lisboa, Oeiras e Sintra, encontra-se a Quinta da Gramela. Do lado esquerdo o Antigo Celeiro do Marquês e actual Centro Cultural e do lado direito desta Igreja, a antiga Cadeia e actual Museu Marquês de Pombal.
Celeiro do Marquês
Situa-se na mesma Praça da Marquês de Pombal à esquerda da Igreja Matriz de São Martinho. Edifício de dois pisos. O primeiro é constituído por cinco portas de verga arqueada, apresentando a porta principal as ombreiras ligeiramente decoradas e encimadas pelo brasão do Marquês. No segundo Piso apresenta cinco janelas de lintel curvo diferenciadas entre si. De salientar o madeiramento do tecto, construído de forma a atenuar os efeitos sísmicos.
Busto do Marquês de Pombal
Situa-se no Jardim Municipal do Cardal. É uma estátua de bronze de Ernesto Korrodi com base em calcário da autoria de Fernandes de Sá.
É a primeira estátua erigida ao Marquês em Portugal. Foi inaugurada em 1907.
Casa do Marquês
Casa onde o Marquês de Pombal passou os últimos anos da sua vida e foi sujeito a interrogatório pela sua acção enquanto estadista. Situa-se na Praça Marquês de Pombal junto à Igreja Matriz.
Museu Municipal Marquês de Pombal
Situa-se na Praça com o seu nome, no edifício da antiga Cadeia. É constituído por vários artefactos e uma extensa bibliografia com documentos de grande importância histórica sobre o Marquês de Pombal.
O museu abriu as suas portas a 8 de Maio de 1982, inicialmente no edifício da Câmara Municipal.
Bel. Dorgival Macedo Filho ( Júnior Ventura)
UM NATAL DE ESPERANÇA
Sempre há tempo de renascer mesmo que das cinzas,/
Qualquer momento é momento de reiniciar uma nova vida,/
Em qualquer dia pode ser tomada decisões transformadoras,/
Não devemos aguardar a hora certa para iniciarmos a mudança;/
Vivemos muito tempo no país adormecido e do futuro,/
Hoje temos uma nação do presente, vigilante e otimista,/
E se saímos da obscuridade e já não fazemos parte do submundo,/
Isso não significa que já conquistamos tudo, continuemos na luta;/
O momento é oportuno para superarmos divergências pessoais,/
Unirmos numa luta contra todo o mal que assola a nossa terra,/
Não permitirmos que os inescrupulosos sobrelevem nossas vidas;/
E que os homens de bons costumes vençam a corrupção e a mentira;/
Sabemos que quando não permitimos que a criança crie os seus sonhos,/
Estamos mutilando um ser humano e formando um adulto sem esperanças,/
Os projetos são criados pelos sonhadores obstinados e por eles executados,/
Não atrapalhe a evolução, deixai que as transformações sejam feitas;/
Conquista, obstinação, criação e esperança, é tudo que precisa o vencedor,/
Todos nós somos vencedores, basta que coloquemos tudo isso em prática,/
Faça uma reflexão, aproveite o natal, tire um tempo, reflita sobre o criador,/
Você precisa desse momento, desse dia e dessa hora, tome a sua iniciativa./
Sergio Kantehttp://www.kantepoemas.com.br/
I AMOSTRA DE CIÊNCIAS "COLÉGIO ARRUDA CÂMARA"
Por Cessa Lacerda*
No dia 03 de dezembro deste 2009, foi comemorado a “I AMOSTRA DE
CIÊNCIAS”, no conceituado colégio “Arruda Câmara”, da nossa Pombal. Evento de grande brilho organizado pela Dinâmica Equipe de Professores da referida escola e os entusiasmados alunos.
Recebi o honroso convite para me fazer presente a este evento. No referido convite apresentava manifestação artística, se bem que, o teor é expresso em versos de autoria do ilustrado poeta José Ronaldo Leite. E por ser rico e interessante o teor deste convite achei por bem exibi-
lo e parabenizar o autor.
lo e parabenizar o autor.
Esforcei-me para comparecer aquela eventualidade e quando da abertura
das apresentações, deparamos com a carinhosa, dedicada e reconhecida, homenagem aos art
istas da terra, na poesia, na música, nas artes plásticas, no artesanato e na Imprensa.
Contemplamos no Palco este belo Cenário com os pontos turísticos da nossa amada Pombal. Admirável arte em grafite pintada por Willis artista, mágico e capoeirista pombalense.
istas da terra, na poesia, na música, nas artes plásticas, no artesanato e na Imprensa.
Contemplamos no Palco este belo Cenário com os pontos turísticos da nossa amada Pombal. Admirável arte em grafite pintada por Willis artista, mágico e capoeirista pombalense.
Ali comigo, se encontrava a figura ilustre do seu Elias Daniel Ribeiro, REI DO FOLE, pessoa admirada e respeitada por toda Pombal, expoente do nosso Folclore social e religioso. Também ao seu lado o senhor Francisco Romão, membro do nosso grupo folclórico, ambos receberam Medalhas em honra ao mérito de contribuintes da nossa Cultura, ao longo dos tempos.
Salomão no destaque de célebre mestre da Arte da Cerâmica, recebendo a Medalha simbólica em honra ao mérito.
Helena Soares Bento e eu fomos homenageadas na Poesia.
O mais emocionante para mim foi a bela manifestação de um grupo de cinco jovens declamando umas das minhas poesias retiradas do meu primeiro livro “ESCADA DE SENTIMENTOS”
coordenados pelo talentoso poeta, teatrólogo e humorista José Ronaldo Leite, profissional na função de Agente Cultural, treinando os alunos e formando-os para descobrir novos valores na arte cênica.
Ao concluir esta apresentação recebi uma Comenda com o teor:
A EEEFM “ARRUDA CÂMARA”, homenageia a PROFESSORA E POETISA, Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes por seus serviços prestados em prol da CULTURA pombalense.
Pombal – PB, 03/12/2009.
Visitei várias Salas com apresentação de trabalhos artísticos, músicas, teatros, Slides com entrevistas a exemplo de Clemildo sobre o Rádio e a Comunicação.
Este evento foi um verdadeiro espetáculo de Arte e de Cultura, extensivo aos três expedientes, sendo que participei pela manhã, horário frio, porém constatei um acontecimento importante e rico em nossa terra,
sobretudo em uma das nossas escolas, empregando a arte para explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos e gerais do alunado. Com certeza este produtivo evento contará com uma página na nossa história.
Parabéns ao Colégio “Arruda Câmara, ao digníssimo diretor José Lucena, ao abnegado Corpo de professores e inteligente alunado.
Agradeço com intenso carinho as homenagens a mim dirigidas, desejando a todos um Natal feliz e um Ano Novo de muita prosperidade.
*Professora, poetisa e escritora pombalense.
Contato: cessalacerda@yahoo.com.br.
Pombal, 05/12/09
AO MEU AMIGO MACIEL...
Hoje quero lhe contar de um amigo que conheci em 1966 (século passado) na época da “Voz da Cidade” – Serviço de alto Falantes cujo potencial era um transmissor de fabricação caseira que penetrava nos rádios das casas pombalenses. Foi nessa ocasião que este meu amigo, MACIEL GONZAGA DE LUNA, adentrava ao Studio da nossa emissora, para apresentar às 18 horas “A Hora do Ângelus”.
Na Voz da Cidade, Maciel foi sonoplasta dos Programas: “Almoço a Brasileira” apresentado por Zeilto Trajano e “A Voz do Estudante”, Programa polêmico comandado por Arruda (saudosa memória) e grupo de estudantes de nossa cidade.
Maciel nasceu em Pombal no dia 05 de dezembro de 1950, seus pais José Firmino de Luna e Rosa Gonzaga de Luna (saudosas memórias) e seus irmãos Massilon Gonzaga, Professor Universitário da UEPB, Proprietário da Rádio Comunitária “Arius” no Bairro do Catolé em Campina Grande e cantor de Forró já tendo gravado vários Cds e Marcelina Gonzaga formada em letras, fala inglês, francês e Alemão. Maciel casou-se com a Dra. Euclimar Gonzaga, Coordenadora de Saúde do Município de Parnamerim cidade limítrofe de Natal.
Começou seus estudos na Escola de dona Almira, passando também pelas Professoras Anita e Marinheira, Grupo Escolar João da Mata e Ginásio Diocesano de Pombal. Como coroinha da Igreja o seu convívio foi com os Padres Oriel Antonio Fernandes e Francisco Ferreira de Andrade, praticamente passando a maior parte da adolescência na casa paroquial.
Possuidor de uma inteligência privilegiada, desde cedo tomou gosto pela leitura na busca de conhecimentos. Em 1969 saiu de Pombal e foi residir em Campina grande onde continuou seus estudos chegando a concluir o Curso de Jornalismo. Trabalhou em quase todas emissoras da rainha da Borborema, tendo sido Diretor de algumas, havendo trabalhado também no Jornal da Paraíba. 20 anos depois se transferiu para Natal onde constituiu família. Foi fundador da TV Ponta Negra filiada do SBT, juntamente com o Deputado Carlos Alberto, chegando a ocupar a Direção de Jornalismo da emissora a qual prestou serviço durante 14 anos.
Maciel é Advogado e Professor. Auxilia a Administração Municipal de Parnamerim e ocupa o cargo de assessor jurídico do Poder Legislativo do Município. Passados quase 40 anos, reencontrei-o. Ele na verdade é um amigo não só de palavras, mas de fato. Tem me assistido e acompanhado o meu tratamento de saúde na terra como ele mesmo diz: Que o acolheu como filho adotivo.
Reporto agora um testemunho textual escrito por Maciel Gonzaga sobre o significado de uma emissora clandestina de minha propriedade em sua vida e quanto lhe valeu os primeiros passos para sua carreira profissional tanto no rádio, como para o exercício de sua profissão liberal.
“Foi a partir do rádio que construí toda a minha vida profissional, quer como jornalista, homem de televisão e, depois, nas Ciências Jurídicas. Comecei na “Voz da Cidade”, sob o comando de Clemildo Brunet, ao lado de inesquecíveis nomes como Zéilto Trajano, Eurivo Donato, Genival Severo, Massilon Gonzaga (meu irmão e hoje professor universitário de rádio), Gago de Chico, Pássaro Preto, Dia, e tantos outros.
Hoje, agradeço tudo na minha vida ao RÁDIO POMBALENSE, onde aprendi mais do que ser profissional, ser homem e saber trilhar os caminhos tortuosos da vida, com responsabilidade, dignidade, ética e moral. O filho de Dona Rosa e Zé Preto, criado tomando banho nas águas do rio Piancó e jogando bola no campo do São Cristóvão, pode hoje dizer ao povo da MINHA TERRA que, Pombal, através da semente plantada por Clemildo Brunet, formou um digno profissional. E para que as gerações de hoje e de amanhã, deixo um lembrete: é do interior, dos grotões - como se fala nas capitais – que sempre saíram e continuam saindo as melhores estrelas do rádio. Pombal foi e continua sendo um grande celeiro de radialistas.
Maciel Gonzaga
Faz dois anos que eu e Maciel mantemos contatos via Internet e isto se deu como resultado de uma pesquisa feita na Web por sua filha que descobriu o meu blog. Ele ao tomar conhecimento da existência do Portal Clemildo, Comunicação e Rádio, me enviou a seguinte mensagem:
AMIGO CLEMILDO! É COM MUITA SATISFAÇÃO QUE, ATRAVÉS DO SEU BLOG, FAÇO UMA VIAGEM AO PASSADO E REMEMORO A HISTÓRIA DO RÁDIO POMBALENSE. O RÁDIO DE ZEILTO TRAJANO, EURIVO DONATO, GENIVAL SEVERO, GAGO DE CHICÓ, PÁSSARO PRETO, E TANTOS OUTROS. FICO MUITO FELIZ PORQUE TIVE O PRAZER DE SER, AO SEU LADO, UMA DAS PEÇAS DESSA HISTÓRIA. HOJE VEJO QUE A SEMENTE PLANTADA POR NÓS, SEMPRE SOB O SEU COMANDO, RENDEU BONS FRUTOS. DESEJO A VOCÊ E A TODOS, MUITAS FELICIDADES. UM ABRAÇO, E PARABÉNS PELO BLOG! Maciel Gonzaga de Luna - Jornalista e Advogado Natal-RN.
Maciel meu amigo, pelo transcurso de seu aniversário neste dia 05 de dezembro, receba de seu amigo e conterrâneo os mais efusivos votos de parabéns coroados com um feliz aniversário!
“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” Provérbios 17:17.
*RADIALISTA
Contato: brunetco@hotmail.com
CUIDAR DO FUTURO.
Mª do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta (Foto)
“Curar algumas vezes, aliviar muitas, consolar sempre”
(Aforismo atribuído a Hipócrates)
Contribuir para o bem-estar do próximo, doar-se por completo, objetivando a saúde do indivíduo, fazer o melhor, dentro das próprias limitações, a fim de prolongar o sopro de vida do ser humano; tais características são capazes de iniciar a descrição do médico ideal.
Há tempos, a medicina é uma profissão de destaque na sociedade. Desde cedo, os pais encorajam os filhos a optarem por tal carreira. No entanto, mais do que o desejo de superioridade, de pompa, deve-se ter em mente a seriedade da escolha feita e as implicações da mesma na vida do indivíduo.
O caminho da medicina não é fácil e poucos valentes conseguem chegar ao fim da estrada, ultrapassando percalços mil. Para vencer a grande jornada, são necessários: fé, determinação, compromisso, responsabilidade, dedicação e, principalmente, amor.
Pode-se dizer que a medicina é sustentada por dois pilares: o conhecimento e a arte de cuidar; um excelente profissional domina ambos. Quando se afirma que um médico precisa ter conhecimento, não se trata exclusivamente de saber a técnica, mas também de conhecer a fundo os mistérios da mente humana, e ser capaz de estabelecer uma boa relação médico-paciente.
Médico precisa gostar de gente, caso contrário, o indivíduo escolheu a profissão errada. Saber cuidar é um dom, uma arte, território navegado por poucos.
Muitos dizem que a medicina é um sacerdócio e de fato é; o médico é alguém abençoado, uma pessoa especial, escolhido para aliviar o sofrimento alheio e ajudar sem medida. O maior exemplo é Jesus Cristo, filho do Deus altíssimo, médico dos médicos, que curou e ainda cura milhões de pessoas, seja no corpo ou na alma e, indubitavelmente, não desiste do ser humano em nenhuma circunstância.
É preciso ter humanidade. Voz de esperança, mão estendida, palavras de conforto e sinceridade, olhar que transmite confiança, essas são algumas atitudes que tem força para transformar a história do doente.
O bom médico tem a necessidade de saber se comunicar adequadamente, se fazer entender de forma clara e, sobretudo, gostar de ouvir.
Destaca-se também a importância da reciprocidade, da compreensão. O médico precisa enxergar que o paciente que se apresenta diante dele está carregado de sofrimento, depositando o restante da esperança no profissional e, do outro lado, é necessário que o enfermo visualize no médico uma pessoa disposta a ajudar e merecedora de respeito, em virtude de suas atribuições.
Diante de tal descrição, por que incluir o médico na lista dos construtores do futuro?
Os praticantes da medicina constituem exemplos para toda a sociedade, em âmbitos pessoal e profissional. Sinônimos de responsabilidade, de cuidado; suas palavras tem força inimaginável, promovendo mudanças na vida da população; seus conselhos são seguidos e respeitados.
O médico é detentor de segredos, é símbolo de credibilidade e de confiança; serve de inspiração. A medicina representa evolução, luta por ideais, saúde, qualidade de vida para os seres humanos.
A saúde é direito de todos e cada contribuição tem seu valor. Portanto, não deixemos morrer a solidariedade, o respeito e a dignidade; passemos adiante os bons valores, porque mestres e alunos tem muito a aprender, principalmente, no tocante à melhor forma de construir o futuro.
Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta
(Acadêmica de medicina)
Cursa o 7 período de Medicina na FCM Faculdade de Ciências Medicas de
Campina Grande-PB, filha do casal: Francisco Fernandes da Silva JÚNIOR e
ZENEIDA Furtado Leite Fernandes
HOMENAGEM A UMA GRANDE MULHER!
Cessa na Academia de Letras de Pombal (Foto)
Por Cessa Lacerda*
Para escrever sobre um tema ou uma pessoa, é necessário dispor de alguns ou muitos subsídios, o que não acontece com a homenagem. Homenagear uma pessoa torna-se necessário somente conhecer e reconhecer os seus méritos.
Entre as destacáveis mulheres da nossa sociedade pombalense elegi uma para homenagear, em primeiro plano pelo privilégio de está fazendo aniversário de vida, neste 02, de dezembro de 2009.
ONÉLIA SETÚBAL ROCHA DE QUEIROGA é a minha escolhida.
Falar de Onélia é muito fácil. Homenageá-la torna-se também fácil pelo reconhecimento dos seus méritos.
Falar de Onélia é voltar a um passado distante, volver os olhos para aquela
jovem bela, inteligente e expressiva, caçula da turma de formandas do Colégio “Josué Bezerra”, do ano sessenta. É também recordar os bons tempos que não voltam mais, tempo de paz, de amor e de esperança.
jovem bela, inteligente e expressiva, caçula da turma de formandas do Colégio “Josué Bezerra”, do ano sessenta. É também recordar os bons tempos que não voltam mais, tempo de paz, de amor e de esperança.
Falar de Onélia é recordar os belos sonhos proporcionados por uma juventude audaz e feliz. É também sentir saudades do bom tempo que passou.
Onélia sempre foi uma jovem simpatizante da cultura e admiradora da bela arte de escrever e falar, tornando-se talentosa para esse admirável exercício, proporcionando deleite a si e a todos que lhe admira.
Dotada de belos dons jamais poderia fugir dos ditames de sua vida, tornando-se uma mulher culta e perspicaz.
Hoje, falar de Onélia é dizer: -- GRANDE MULHER, inteligente e intelectual, destacável professora, escritora e oradora eloqüente! Figura exponencial da Cultura Literária, ocupando o Quadro Vivo dos talentosos escritores e oradores pombalenses e paraibanos.
Partindo da premissa, de que: “Ao lado de um Grande Homem existe sempre uma Grande Mulher”, confirmamos que Onélia se completou ao desposar com o eminente Desembargador Antônio Elias de Queiroga, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba.
Nessa Gestão bienal, do Dr. Antônio Elias de Queiroga, Onélia assumiu a Posição de Primeira Dama da Justiça paraibana, desempenhando um brilhante trabalho pela nossa Paraíba. Fundou a Associação das Esposas dos Magistrados da Paraíba, no Tribunal de Justiça assumindo o cargo de primeira Presidente. Fundou ainda, Sub Sedes da referida Associação em várias cidades paraibanas, inclusive Pombal.
Pombal ganhou também da Dra. Onélia o valoroso presente, a nossa Ilustrada Casa Literária, a Academia de Letras, em outubro de 1995, realizando o acalentado sonho de muitos pombalenses estudiosos e pensadores que desejavam ter um ninho, em que pudessem pousar as suas cabeças.
Foi um empreen
dimento de alto nível Cultural, em que Pombal se sentiu regozijada. Funcionou por dois anos nas dependências do Fórum, na Sala da Sub-Sede da AEMP de Pombal. Após esses dois anos foi inaugurada a sua Sede própria com uma belíssima festa.
dimento de alto nível Cultural, em que Pombal se sentiu regozijada. Funcionou por dois anos nas dependências do Fórum, na Sala da Sub-Sede da AEMP de Pombal. Após esses dois anos foi inaugurada a sua Sede própria com uma belíssima festa. Vale ressaltar, que, a criação da Academia de Letras de Pombal foi um ato de amor que Onélia realizou para com a terra que lhe adotou e que ela tanto ama. Nesta Casa de Sábios ela ocupa com muito brilhantismo a Cadeira número 1 representada pelo Patrono imortal, o célebre escritor Machado de Assis. Foi logo conclamada Patronesse, assumindo também a Vice-Presidência da Casa.
Onélia desempenhou um trabalho brilhante pela nossa Paraíba ao lado do seu esposo, o notável Desembargador Antônio Elias de Queiroga. Abnegado casal a quem Pombal deve muito pelos seus empreendimentos.
Atualmente, Onélia assume com dignidade e brio uma Cadeira de Professora de Ciências Jurídicas, na Universidade de Direito da Paraíba. Tem várias Obras editadas podendo ser consagrada Nobre Escritora.
É Colunista do Caderno 2, página Cultura, do conceituado jornal “ Correio da Paraíba”, ilustrando-o com admiráveis contos e belas crônicas deleitando aos seus fãs, todos os domingos.
Querida Onélia! Receba da Academia de Letras de Pombal o carinho que devotamos em reconhecimento aos seus grandes feitos no nosso Estado e no nosso município.
Parabéns pelo seu aniversário e votos de muitas progressões e felicidades!
Um Natal e Ano Novo cheios de prosperidade juntamente aos familiares.
Nossos aplausos a esta GRANDE MULHER!
*Professora, poetisa e escritora pombalense.
Contato: cessalacerda@yahoo.com.br.
Pombal, 02 de dezembro de 2009.
O QUE A IGREJA EVANGÉLICA CONGREGACIONAL DE POMBAL TEM PREGADO HÁ 39 ANOS!
Pastor Cláudio Alves (Foto)
Por Cláudio Alves*
O pecador não convertido ao Senhor Jesus; é simplesmente uma mera criatura racional de Deus. O homem foi criado por Deus, para servi-lo e adorá-lo, mas o pecado da desobediência, o afastou de Deus, e trouxe uma série de problemas que só serviram para complicar sua vida, e de seu semelhante, e impedir que o mesmo desfrute da verdadeira paz e felicidade que o Senhor planejou para sua vida. Deus através de Jesus quer nos tornar seus filhos – Leia: (João 1.11-13)
A Bíblia declara que o homem não convertido ao Senhor Jesus...
·É pecador, e está com sua comunhão rompida com Deus (ambos são inimigos) “Todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3.23; 5.12)
·Está morto espiritualmente (embora o homem possua vida biológica, está morto espiritualmente) “O Salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23; Ef 2.1; Jo 3.3,5)
·Está sob (debaixo) de condenação eterna (só poderá escapar do juízo divino, se aceitar a Cristo como salvador e Senhor, e isto, antes de morrer fisicamente – Biblicamente não haverá uma segunda oportunidade do pecador se redimir diante de Deus – quando alguém parte deste mundo já parte salvo ou perdido - condenado) “Quem nele crê não é julgado: o que não crê já está julgado" (João 3.18; Jo 5.24; Rm 8.1)
I. O ÚNICO MEIO DE SALVAÇÃO, É A FÉ NO SACRÍFICIO DE CRISTO – o pecador não pode auto se salvar, ou auto se redimir.
Muitos como Buda, Maomé, Confúcio e outros, têm-se arvorado em salvadores ou possuidores do caminho da salvação. Todos esses falsos líderes, porém, estão mortos. O único que pode salvar perfeitamente é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Foi ele quem disse a seu próprio respeito: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim", Jo 14.6. Pedro ao ratificar o dito de Jesus, afirmou: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos", At 4.12. A morte de Jesus na cruz pagou efetivamente o resgate de nossas almas da condenação eterna; porém o pecador precisa se converter.
II. QUAL O PREÇO DA SALVAÇÃO DO PECADOR – O SANGUE DE JESUS. O sangue de Jesus Cristo ("sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós", (I Pe 1.18,19,20).
III. O QUE ACONTECE QUANDO UM PECADOR ALCANÇA A SALVAÇÃO OU O PERDÃO DIVINO?
Jesus descreve a salvação como "Novo Nascimento". Sua declaração a Nicodemos acerca disso foi esta: "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver, nem entrar no reino de Deus" (João 3.3,5)
Ø O QUE JESUS FEZ POR NÓS NA CRUZ?
1. Expiação – Jesus purifica pecadores arrependidos. E falou o Senhor: "... quando eu vir o sangue, passarei por vós..." Êxodo 12.13. O sangue de Cristo expia (ou cobre) nossos pecados, de modo a não pesarem sobre nós, livrando-nos do juízo eterno.
2. Propiciação – Jesus é nosso defensor diante da justa justiça de Deus. A propiciação indica que, não obstante Deus desejasse receber-nos, era impedido pela sua santidade, que exige a pena pelo pecado. Agora pelo sangue propiciador de Cristo na cruz, em nosso lugar, Deus já pode nos receber por filhos perdoados pela fé em Jesus, que morreu em nosso lugar. (Rm 3.25,26; Jo 3.16; Lc 19.10)
3. Substituição – Jesus sofreu e morreu em prol dos que hão de se salvar. Cristo Jesus tomou nosso lugar. Ali era nosso lugar devido aos nossos pecados, mas Ele substituiu-nos. Em (I Pe 3.18) Lê-se: "Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito".
4. Redenção – O Senhor Jesus compra pecadores arrependidos com o seu próprio sangue.Tal como escravos destinados a leilão, estávamos destinados ao Inferno, e ao Lago de Fogo. Jesus pagou o preço da redenção, comprando-nos e dando-nos a liberdade. Nossa redenção está narrada em (I Pe 1.18,19): "sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis como prata ou ouro que fostes resgatados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como um cordeiro sem mácula, o sangue de Cristo”
“Estimados irmãos e amigos há 39 anos a IEC de Pombal/PB, vem pregando o verdadeiro EVANGELHO do Senhor Jesus Cristo; que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”
IEC de Pombal! PARABÉNS PELOS VOSSOS 39 ANOS –
*Pr. Cláudio Alves (Pastor da Igreja)
RENOVADOS AGRADECIMENTOS, VOTOS DE FELICIDADE E FRATERNAL ABRAÇO.
Estimado amigo Clemildo Brunet:
Confesso que não encontro palavras para agradecer tanta fidalguia, tão expressivo gesto de amizade.
Ao ler você rememorando os primeiros contatos que tivemos, você me honrando com a sua audiência ao programa "Revivendo", fico seguro de que essa amizade foi uma bênção que recebi.
Sou grato, amigo, por dar guarida aos textos que escrevo. Agradeço pela divulgação dada ao meu trabalho e à minha carreira de radialista. Agradeço também pelo registro do meu aniversário. Você é, realmente, uma pessoa com qualidades acima da média, uma amizade que prezo muito e faço questão de conservar.
Caro amigo Clemildo, permita-me aproveitar o seu espaço para agradecer também a outras figuras exponenciais da cultura pombalense, a Professora Cessa Lacerda e o Professor Francisco Vieira. Pela atenção dada e pelas generosas referências feitas a minhas crônicas peço que lhes transmita os meus efusivos agradecimentos. O apoio de pessoas assim é um incentivo do mais alto valor.
Para você Clemildo, para os Professores Cessa Lacerda e Francisco Vieira, para todos os pombalenses que através do seu blog http://www.clemildo-brunet.blogspot.com/ me honram como leitores, junto com renovados agradecimentos e votos de felicidade envio o meu fraternal abraço.
Ubiratan Lustosa.
COMENTÁRIO SOBRE O TEXTO " SOLDADO DESCONHECIDO".
Cessa Lacerda (Foto)
Prezado radialista, UBIRATAN LUSTOSA!
Deparando-me com este ilustrado e meritório texto de homenagem aquele soldado desconhecido, extensiva a todos aqueles que ao longo dos tempos tombaram nos campos de batalha, demonstrando a sua bravura, o seu heroísmo, entregando suas vidas por uma causa muitas vezes inglória.
Gostaria de aproveitar o ensejo para externar o meu sentimento de admiração àqueles que deixaram a sua história em louvor do nosso país. Sempre mantive duas referências de admiração no meu país: Os índios, nossos primeiros habitantes e os soldados que lutaram pela sua glória.
Neste dia 28 de novembro, consagrado ao Soldado Desconhecido, quero dar as mãos a você, fazendo jus a minha homenagem com a exposição de uma bela poesia, que declamei quando criança e jovem em eventos cívicos comemorados nas minhas escolas. Grande expressão poética do emérito paraibano, JANSEN FILHO, em referência a um dos nossos PRACIN
HAS, cujo título ressoa fortemente uma ovação.
HAS, cujo título ressoa fortemente uma ovação.
Tiro de Guerra 07 - Pombal PB. (Foto)
A UM EXPEDICIONÁRIO QUE TOMBOU.
Foste o mais o mais forte dos heróis do mundo/ Naquele drama de infeliz sofrer/
Quando tombaste pela liberdade / Da pátria amiga que te viu nascer!/
De olhos voltados para o azul celeste, / Rolaste altivo sobre o teu fuzi! /
E assim cumpriste o teu dever sagrado / Buscando a glória para o teu Brasil!
No mar de fogo da fadada Europa / Onde o nazismo soçobrou exangue, /
Longe dos vultos dos teus pais queridos,/ Tu mergulhaste num caudal de sangue! /
Porém ficou no coração da Pátria / Teu nome escrito _ LUTADOR VIRIL!
Como uma prova do teu gesto audaz / Buscando a glória para o teu Brasil! /
No horrendo campo de concentração / Em horas tristes, desesperadoras, /
Eu sei que ouviste repetidas vezes / As gargalhadas das metralhadoras!... /
Eram algozes de outra terra estranha, / Os portadores de um despeito vil, /
Que procuram destruir-te a vida / Trazendo luto para o teu Brasil! /
E na vanguarda trabalhando sempre / À beira horrível de profundo abismo /
Foste um dos homens que despedaçaram / A sombra negra do nazi-fascismo! /
Depois tombaste!... Mas os teus irmãos, / No altar da Pátria _ teu solar gentil! /
Jura por tudo que jamais te esquecem / Porque morreste pelo teu Brasil! /
Nos entrechoques desesperadores / Da luta em prol desta querida terra, /
Teu barco altivo mergulhou nas ondas / Do mar de sangue que morreu na guerra! /
Mas este gesto de patriotismo / Te engrinaldando de venturas mil, /
Foi mais um feito para a tua vida! / Mais uma glória para o teu Brasil! /
Desde que viste na longínqua Itália / Desta existência se extinguir o brilho,/
Que a Pátria chora desmedidamente / Sentindo a perda do seu grande filho! /
Mas, Deus que é justo e que se compadece / Dos que soluçam num pesar sutil, /
Com lenços puros de fraternidade / Enxuga o pranto do teu lar_ Brasil! /
Bendito aquele que morreu na luta / Livrando a Pátria da infeliz desgraça! /
_ Quanta coragem! Quanta rebeldia! / Ninguém traduz essa altivez sem jaça! /
Qual é o filho que deseja ver/ Seu lar transposto num revel covil? .../
_ Antes morrer como morreste, bravo! / Buscando a glória para o teu Brasil! /
Teu nome vive tremulando sempre / No coração da fraternal Bandeira, /
Só porque foste defensor das cores / Do Pavilhão da Pátria brasileira! /
Quando morreste _ foi teu leito o céu! / Teu companheiro _ o singular fuzil!
Foi a vitória _ teu fanal eterno! / E és hoje orgulho para o teu Brasil!
Cessa Lacerda Fernandes
Professora, poetisa e escritora pombalense.
Contato: cessalacerda@yahoo.com.br
CONVERSANDO COM UBIRATAN... UM AMIGO DO RÁDIO!
CLEMILDO BRUNET*
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Ubiratan Lustosa é radialista radicado em Curitiba no Paraná, seu aniversário é dia 04 de dezembro, quando este ano, estará completando com muito sucesso profissional, os seus bem sucedidos 80 anos de vida. Deus me deu a graça de conhecê-lo através da magia do rádio e da Internet. Em uma madrugada no início do mês de junho de 2007, quando selecionava no meu receptor de antena parabólica uma estação de rádio, parei em um canal que no momento transmitia músicas do passado. Ao término de três
músicas, ouvi a voz do locutor que dizia os nomes das canções, dos compositores e cantores. Tratava-se do Programa “REVIVENDO” da Rádio Educativa do Paraná e o apresentador era e continua sendo até hoje, o meu estimado amigo Ubiratan Lustosa.
Pois bem: A voz de Ubiratan no rádio é agradável fazendo jus ao programa que ele apresenta muito bem; declamando poesias, contando causos de radialistas da sua terra natal e narrando fatos de datas históricas. No final do “REVIVENDO” tem o quadro “Meu Fraternal Abraço” oportunidade em que ele escolhe um ouvinte para enviar seu fraternal abraço.
músicas, ouvi a voz do locutor que dizia os nomes das canções, dos compositores e cantores. Tratava-se do Programa “REVIVENDO” da Rádio Educativa do Paraná e o apresentador era e continua sendo até hoje, o meu estimado amigo Ubiratan Lustosa.
Pois bem: A voz de Ubiratan no rádio é agradável fazendo jus ao programa que ele apresenta muito bem; declamando poesias, contando causos de radialistas da sua terra natal e narrando fatos de datas históricas. No final do “REVIVENDO” tem o quadro “Meu Fraternal Abraço” oportunidade em que ele escolhe um ouvinte para enviar seu fraternal abraço.
Após o Programa, acessei sua página na web encontrando o lugar onde estava escrito “entre em contato conosco” e assim o fiz. Meu primeiro Email foi vazado nestes termos:
Meu prezado Lustosa. Tenho ouvido o seu programa pela Rádio Educativa Paraná via satélite (Parabólica) aos sábados 4 da matina. Eu sou apaixonado por rádio desde a minha tenra idade e ingressei no mundo da comunicação aos doze anos em Serviços de Alto Falantes. Minha história no rádio parece um pouco com a sua, exceto em alguns atributos que você tem em outras atividades radiofônicas. Eu resido em Pombal Estado da Paraiba, cidade do interior localizada na região oeste do Estado, na depressão do Sertão paraibano. Terra de Celso Furtado, do Senador Rui Carneiro, esse último foi interventor na Paraiba e quando chefe de gabinete do Ministro José Américo, pediu a Joubert de Carvalho que escrevesse uma canção sobre a seca. E Ele fez a Canção Maringá em 1932 gravação original interpretada por Gastão Formenti, cuja melodia inspirou os trabalhadores na construção da cidade de Maringá no Paraná. acho que temos algo em comum. Você começou em 1951 e eu em 1961 dez anos depois.Visitei seu Site e já li algumas páginas, muito bem feito. Você está de parabéns! Eu estou aposentado por força de uma cardiopatia, sofri um enfarte em 1994 e sobrevivi. Sou neófito na Net, estou começando a me dedicar ao mundo virtual para matar saudades do passado e também escrever a minha trajetória no rádio. Para isso, estou tentando montar um blog e colocar meus arquivos lá, porém tenho tido dificuldade para assimilar a linguagem da informática, mas um dia eu vou aprender. Já comecei a dar os primeiro passos. Por favor, visite os meus humildes blogs: http://brunetcomunicacao.weblogger.com.br e o outro http://clemildo-brunet.blogspot.com/ é o começo. visite e deixe sua mensagem. Obrigado e um grande abraço. Clemildo.
A citação de dois blogs nesse email foi como eu disse: Por ser neófito na web, havia antes instalado um home Page com o titulo: POMBAL A CIDADE QUE AMO! Encontrando dificuldade para manusear com este, achei outro hospedeiro cujo manuseio seria mais fácil para um iniciante, instalei outro portal na Net que recebeu o título: CLEMILDO, COMUNICAÇÃO E RÁDIO! Fixando-se no seguinte endereço eletrônico: www.clemildo-brunet.blogspot.com
Respondendo ao meu Email Ubiratan Lustosa me disse:
Olá, Clemildo.
Fiquei muito contente ao receber seu e-mail, e feliz por saber que você ouviu meu programa na Rádio Paraná Educativa. O "Revivendo" é transmitido também aos domingos, das 7 às 8 da manhã, na Educativa AM. Na audição de sábado e domingo próximos, registrarei o recebimento de sua mensagem no quadro "Meu Abraço Fraterno", no final do programa.
Visitei os seus blogs, gostei muito, e adorei a detalhada explicação sobre a música "Maringá". Eu conhecia a origem, mas não com tanta profundidade. Como às vezes a gente coloca essa música, quando tiver oportunidade, vou enriquecer meu programa com essas informações que você escreveu e citarei a fonte, (seu nome e o endereço do blog).
Amigo Clemildo (assim já o considero e espero que a recíproca ocorra), faço votos pela total recuperação da sua saúde. O fato de você estar escrevendo tão bem e se interessando pela Internet já é uma bênção de Deus que há de levá-lo a longos e proveitosos anos de existência.
Vamos manter contato.
Com tanta espontaneidade e cordialidade, minha resposta não poderia ser de outra forma:
Meu Amigo Lustosa, aceito prazerosamente a sua amizade, conte com a minha. Com a sua permissão, a recíproca é verdadeira. Obrigado pela sua generosidade, estou feliz em você dizer que vamos manter contatos. Eu tenho MSN brunetcomunicador@hotmail.com estou também na rede de amigos do Orkut, se você tiver esses mecanismos que a Net nos proporciona, podemos falar ainda mais de perto. Obrigado pelas referencias feitas aos blogs e a citação que você vai fazer no seu Programa de sábado e domingo e a fonte do assunto sobre a Canção Maringá. Sinto no meu espírito, pelas suas palavras, que comungamos de um mesmo ideal e assim Deus Confirme entre nós. Mais uma vez, meu muito obrigado, amigo. Ficarei ainda mais atento em ouvir o seu programa. Um detalhe: a valsa instrumental "Rapaziada do Braz" que você usa, foi característica de um Programa meu, durante 07 anos de 1982 a 1989 na Rádio Maringá AM de Pombal. Chamava-se "CANTINHO DA SAUDADE". Temos algo em comum ou não temos? Abraço: Clemildo
O poder da comunicação quando é usado de modo correto nos proporciona oportunidades como esta de fazer amigos à distância. O mundo virtual, linguagem utilizada pela web com um Crick, nos faz chegar aos mais longínquos lugares onde não existe fronteira que nos separe. Em duas ocasiões distintas Ubiratan me enviou emails avisando que o quadro do seu Programa “Meu Abraço Fraternal” seria destinado a mim:
DOMINGO, 27 DE ABRIL DE 2008.
Gravei quarta-feira o "Revivendo" do próximo domingo. No final, meu abraço é enviado a você. Passei aos ouvintes o endereço do seu blog.
Tudo de bom pra você e um grande abraço.
Ubiratan.
TÉCNICA – Separação musical
UBIRATAN – O meu abraço fraterno de hoje vai para o meu amigo Clemildo Brunet, consagrado radialista lá de Pombal, na Paraíba. O Clemildo é um veterano do Rádio e escreve muito sobre sua cidade pela qual é apaixonado. Ele tem um blog excelente do qual eu passo o endereço pra vocês: clemildo-brunet.blogspot.com. Façam uma visita. Tenho certeza que vocês vão gostar. E para o Clemildo Brunet, vai o meu fraternal abraço.
TÉCNICA – Separação rápida.
Amigo Clemildo, domingo passado, dia 26, no final do "Revivendo" enviei um abraço pra você, conforme está abaixo.
Um grande abraço.
Ubiratan.
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TÉCNICA – Separação musical
UBIRATAN – O meu abraço fraterno de hoje vai para meu amigo Clemildo Brunet, brilhante radialista de Pombal, linda cidade da Paraíba situada às margens do Rio Piancó. A nossa amizade começou e se mantém através da Internet em que nós trocamos mensagens. Clemildo Brunet escreve muito bem, é um pesquisador que batalha em defesa da memória da radiofonia pombalense e da história de sua cidade. Para o meu amigo Clemildo Brunet, que me honra com a sua audiência, vai o meu fraternal abraço.
TÉCNICA – Separação rápida.
Amigo Clemildo:
No "Revivendo" de domingo falo sobre a cidade de Maringá, sobre a música Maringá e, claro, menciono seu nome.
Um grande abraço.
Ubiratan
Uma das peculiaridades de meu amigo Ubiratan, é ter gostado de rádio desde criança ouvindo a Rádio Clube Paranaense na casa de seu tio Bépi (José Chiesorin), no Bacacheri. O receptor era um rádio Galena, tendo ele ficado encantado com aquele aparelho rudimentar no qual se ouvia as emissoras de rádio.
Rapazote ainda começou a falar em microfones no serviço de alto-falantes nas festas paroquiais da Igreja do Imaculado Coração de Maria, na Praça Ouvidor Pardinho. Ele dividia com seu irmão Clayton e o amigo Amary Stochero a primazia de anunciar as dedicatórias musicais dos rapazes dedicadas às mocinhas do lugar.
Certo dia o Sr. Alvaro Almeida, Presidente da Congregação Mariana, convidou-o para apresentar na Rádio Marumby o Programa “Ondas Marianas”. Sua locução agradou tanto, que foi convidado a atuar naquela emissora como locutor, em fase experimental. Estava encerrando o ano de 1948 e ele só foi contratado definitivamente em 1º de setembro de 1950.
Ubiratan Lustosa também desde criança entrou em cena no mundo da dramaturgia participando com a gurizada de peça infantil e já adolescente criou arte técnica e dramática de sua imaginação fértil. Ele mesmo conta sua experiência nesta área.
"Valeu, e muito, a minha experiência nessa atividade artística. No meio teatral, não obstante as rivalidades naturais entre atores e conjuntos formam-se grandes amizades e aprende-se a trabalhar em equipe. Do bom desempenho de cada um depende o sucesso de todos. E cria-se uma grande união. “Por outro lado, ao escrever peças teatrais você dá espaço a sua criatividade, você aprende e ensina, enaltece e critica, e de alguma forma, através da fantasia você pode ajudar a criar uma nova realidade”.
Ubiratan foi capa da revista TV Programas (Foto)
“Advogado, Publicitário, Poeta, Teatrólogo, Radialista, Jornalista. Estes apenas alguns dos títulos que permitem uma idéia do valor de um homem por demais conhecido e respeitado em nossos meios de comunicação: UBIRATAN LUSTOSA. Sua rápida e brilhante passagem pela televisão resultou em mais uma vitória. Um homem que se mantém fiel a seus princípios, onde a humildade, o bom senso, a educação, têm lugar de destaque”. (http://www.ulustosa.com/AutorPage.htm)
“Senhor, ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” Sl. 90:12.
Ubiratan e os Demonios da Garoa (Foto)
Parabéns Ubiratan, Feliz Aniversário!
*RADIALISTA.
Contato: brunetco@hotmail.com
SOLDADO DESCONHECIDO.
Monumento, Altare della Patria (Altar da Pátria), junto a Piazza Venezia em Roma, encontra-se o túmulo dedicado ao soldado desconhecido, o qual é defendido dia e noite por uma guarda de honra composta por dois soldados que permanecem completamente imóveis, que rendem ao fim de cada hora.
Ubiratan Lustosa*
Os homens, numa obra-prima de sua ignorância e de sua loucura, inventaram as guerras. E começaram a se matar, destruindo-se impiedosamente, cada vez com mais ansiedade, cada vez em maior número. Num requinte de sua maldade os homens aperfeiçoaram os engenhos bélicos, multiplicando a sua força destruidora para matar mais e mais depressa. Com variados pretextos as guerras se sucedem por todo o mundo, num fratricídio cada vez mais assustador, cada vez mais cruel, cada vez mais insano. Ao longo dos tempos muitos soldados tombaram nos campos de batalha. Alguns cobertos de glória pelo valor demonstrado, pelo heroísmo de suas ações, pela abnegação com que deram suas vidas por uma causa que muitas vezes eles nem conseguiram compreender. E morreram, muitas vezes sem se dar conta de que eram vítimas da incompreensão de líderes, alguns dos quais sanguinários, corruptos e com tresloucados sonhos de hegemonia.
Nem todos os soldados, porém, morreram assim gloriosamente, ficando seus nomes na História de seus países como exemplos de patriotismo e bravura. Outros, em número imensamente maior, morreram anonimamente, sem que se soubesse sequer os seus nomes, e quando não ficaram expostos ao apetite dos abutres tiveram para seu descanso a vala comum dos desconhecidos. Por mais valentes que tenham sido, muitas vezes não se soube o que fizeram, como lutaram, com que coragem enfrentaram aqueles que alguém lhes disse que eram seus inimigos. Não houve toque de clarim no seu sepultamento. Não houve salva de canhões no momento em que desceram à sepultura. Não houve discursos, não houve homenagens.
Soldados desconhecidos, um dia alguém se lembrou de enaltece-los. A ideia foi aceita, a intenção foi compreendida e por todo o mundo surgiram monumentos em honra ao SOLDADO DESCONHECIDO. E foi escolhida uma data para homenageá-lo, sem preocupação quanto a sua nacionalidade, sem que se leve em conta a guerra em que tombou, sem que se considere o motivo da hecatombe da qual foi personagem e vítima.
28 de Novembro - DIA DO SOLDADO DESCONHECIDO.
Muitos prestam nesse dia as suas homenagens a essa vítima anônima da estupidez humana. É provável que haja muitos toques de clarins, muitos discursos em frente a monumentos ornamentados com flores, muitas palavras de louvor a esse soldado que morreu no anonimato. Talvez alguém se lembre que esses soldados deixaram mães inconsoláveis, esposas angustiadas, filhos na orfandade.Poucos, no entanto, lembrarão de rezar pelas suas almas. Façamos isso, pedindo a Deus por eles, pedindo ao Criador que abençoe a todos os soldados desconhecidos, de todas as guerras, de todos os países.E que sirva esse dia que lhes é dedicado para uma reflexão sobre a insensatez humana que continua produzindo guerras e aumentando o número de soldados desconhecidos.
Que Deus dê juízo aos líderes mundiais, para que não se percam vidas inutilmente e haja concórdia e amor na face da terra.
*Radialista, Advogado,Teatrólogo. Curitiba Paraná.
ANALFABETO FUNCIONAL.
Severino C. Viana (Foto)
Por Severino Coelho Viana*
Analfabetismo é, em sentido geral, o desconhecimento das técnicas de leitura e da forma de escrita, o que caracteriza nos nossos dias atuais, nível de cultura inadequado ou baixo ante nossa realidade social. É verdade que o analfabetismo existe desde o momento que se criou a linguagem escrita. Os séculos se passaram, e a cada passo, fizeram aumentar o problema de ordem social, quando o viver era simples na sua estrutura, limitado nos contatos entre grupos humanos, lento nas suas mudanças e de pouca perspectiva no aspecto tecnológico.
Se na época do surgimento da escrita o analfabetismo, em si, aparecia como um problema, o desenvolvimento da própria escrita, forçado pelo assustador crescimento dos meios de comunicação social, encarna a figura do analfabeto funcional, que se torna um desafio virulento para superação no século XXI.
Cada geração de estudante tem como ponto de partida e argumento de discussão que os melhores professores foram aqueles de sua época escolar. Isto é um fato, e depois acabam citando renomados professores. É razoável que os ensinamentos transmitidos serviram de base e nos acompanham todo o percurso de nossa existência. Esta é a melhor forma de gratidão aos mestres. Não negamos que tivemos grandes mestres, que guardamos à lembrança na parte mais reservada de nossa admiração. Mas, é verdade também, que tivemos um reduzido número de pequenos professores, que estava professor, não era professor. É a ordem natural dos fatos, cada categoria profissional é mista de membros assíduos e relapsos. Não analisamos do ponto de vista do melhor ou menos qualificado professor. Da melhor ou da mais qualificada escola; se pública ou privada. A questão reside no fato de ser aplicado ou não aplicado aluno. Daí depende o início do sucesso pessoal.
Vemos também a questão da época e a forma de transmissão do ensino, com respeito ao mestre e até medo! O medo e o respeito dentro e fora da sala de aula. Por exemplo, à nossa época, estudávamos o abecedário – Cartilha de ABC, a Cartilha Sarita, a Cartilha do Povo, a Cartilha Nordeste, para chegar ao Primeiro Ano Nordeste, olhe bem que para o passo seguinte já sabíamos ler e escrever, este foi o nosso percurso. O curso ginasial, hoje, ensino fundamental, antes de ingressar nele, passávamos pelo crivo do Exame de Admissão, que era um verdadeiro vestibular. Houve colegas que cortaram o cabelo e deixaram toda a cabeça raspada no salão de Noivino. É isso aí companheiro! Veja a diferença!
Várias são as definições do analfabeto funcional. O conceito de analfabetismo funcional foi criado na década de 30, nos Estados Unidos, e posteriormente, passou a ser utilizado pela UNESCO, referindo-se às pessoas que, apesar de saberem ler e escrever formalmente, por exemplo, não conseguem compor e redigir corretamente uma pequena carta solicitando um emprego. Segundo a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, mais de 960 milhões de adultos são analfabetos, sendo que mais de um terço dos adultos do mundo não têm acesso ao conhecimento impresso, às novas habilidades e tecnologias, que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los a perceber e a adaptar-se às mudanças sociais e culturais. Na declaração, o analfabetismo funcional é considerado um problema significativo em todos os países industrializados ou em desenvolvimento.
O termo analfabeto funcional se refere ao tipo de instrução em que a pessoa sabe ler e escrever, porém é incapaz de interpretar o que ler e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair sentido das palavras nem colocar ideias no papel por meio do sistema de escrita, como acontece com quem realmente foi alfabetizado.
No Brasil, o índice de analfabetismo funcional é medido entre as pessoas com mais de 20 anos que não completaram os quatro anos de estudo formal. O conceito, porém, varia de acordo com o país. Na Polônia e no Canadá adotam, por exemplo, que é considerado analfabeto funcional a pessoa que possui menos de oito anos de escolaridade.
No nosso país, especificamente, hoje, não se trata apenas de anos de escolaridade, mas, infelizmente, é uma realidade cruel, pessoas com diplomas de nível superior, por incrível que pareça, são analfabetas funcionais, pois não compreenderem o que leem nem sabem escrever o que falam, e quando tentam entender, interpretam diametralmente oposto o que está escrito! Ou divagam completamente para o obscurantismo das ideias nefastas.
No campo quantitativo correspondente à educação o Brasil avançou muito: começamos o século 20 com 65% de analfabetos, tendo baixado para 51% em 1950, e apresentado reduções mais drásticas só a partir de 1975, para chegarmos ao ano 2000 com 13% de analfabetos. Hoje são 8%.
Infelizmente, hoje vemos que o Brasil optou pela quantidade a qualquer custo. Só quantidade não vale para o sucesso pessoal. E o resultado disso é a enorme quantidade de analfabetos funcionais com diploma. O nosso país deveria se esforçar em alfabetizar com qualidade. Não é aumentando para nove anos o Ensino Fundamental que a qualidade do ensino irá melhorar.
Mas no item de qualidade a coisa vai mal. Como ressalva o professor da FEA-USP, Daniel Augusto Moreira, “o problema do analfabetismo – entendido como a incapacidade absoluta de ler e escrever – costuma esconder um outro, tão ou mais perigoso, exatamente por passar despercebido a muitos: trata-se do analfabetismo funcional”. Vamos ver então o outro lado do analfabetismo.
As pesquisas mais confiáveis no Brasil são realizadas pelo Instituto Paulo Montenegro, em parceria com a ONG ação educativa, que divulgam anualmente o Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional (INAF). Existem dados oficiais, do IBGE, que considera analfabetos funcionais os que têm menos de quatro anos de estudo. Isso torna o dado pouco confiável, pois o número de anos de estudo considerados como mínimo para se atingir um nível de alfabetização suficiente é relativo.
De acordo com os últimos dados do INAF, 75% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais. Isso mesmo: três em cada quatro brasileiros. Destes, 8% são analfabetos absolutos, 30% leem, mas compreendem muito pouco e 37% entendem alguma coisa mas são incapazes de interpretar e relacionar informações. O estudo indicou que apenas 25% dos brasileiros com mais de 15 anos têm pleno domínio das habilidades de leitura e de escrita.
Na Alemanha, a taxa de analfabetos funcionais é de 14%. Nos EUA, 21%. Na Inglaterra, 22% (para melhorar esta taxa, o governo britânico introduziu a "Hora da Leitura" no ensino fundamental). Na Suécia, a taxa é de 7%. Estudantes da classe média brasileira leem pior do que operários alemães.
Não é por acaso que o contingente de leitores de livros no Brasil seja tão pequeno em relação à população. Apenas 17 milhões de pessoas compraram ao menos um livro no último ano, 10% da população. Uma piada corrente nas rodas de editores, livreiros e escritores pode dar o tom preciso da história da literatura no Brasil. Na véspera do aniversário de um amigo, um rapaz, amante das letras, conta entusiasmado ao colega que vai presenteá-lo com um livro. O aniversariante, constrangido, diz: "Obrigado, mas eu já tenho um".
A média anual de leitura entre os que leem é de 12 obras e a compra per capita de livro não-didático por adulto alfabetizado é de 0,66. Se comparado a países desenvolvidos, a média de leitura por habitante é lamentável. No Brasil, esse índice é de 1,8, contra 7 da França, 5,1 dos Estados Unidos, 5 da Itália e 4,9 da Inglaterra. Em todas as nações desenvolvidas, metade da população é razoavelmente letrada, o que tem favorecido o progresso.
Como mudar esse árido cenário? Estudos internacionais indicam que é necessário perceber que a familiaridade com a leitura não é adquirida de forma espontânea. A experiência mostra, segundo o Ministério da Cultura, que as nações avançadas produzem seus leitores em larga escala. Em todas elas, os fatores infraestruturais envolvidos na geração de leitores revelaram-se os mesmos: estímulo à leitura na família e na escola.
E, óbvia e urgentemente, investir na qualidade da educação para extirpar o analfabetismo funcional. Para a professora Cileda Coutinho, da PUC-SP, “não adianta mudarmos currículos, fazermos projetos, se não trabalharmos tudo ao mesmo tempo. Projetos isolados não vão produzir resultados se não estiverem no bojo de um trabalho maior e contínuo”.
Conhecemos pessoas que não têm diploma de curso superior, todavia, à sua época, o ensino era bem mais qualificado, que em termos de conhecimento e de raciocínio lógico na leitura, não fica diminuído perante nenhum graduado.
O diploma fica apenas como um título e mais um papel guardado na pasta de arquivos onde vários outros títulos estão grampeados ao curriculum vitae. Mentalmente, a graduação está longe de chegar ao seu verdadeiro alcance e tomada de responsabilidade. O título não passou de uma satisfação social ou temor de ser tachado de analfabeto, se bem que continua...
João Pessoa, 25 de novembro de 2009.
*Promotor Público - João Pessoa PB.
scoelho@globo.com
PALAVRA DEVOCIONAL
Pr. Cláudio Alves (Foto)
Tema: “O mandamento de Maria”
Disse Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2.5) – O que Jesus disse!
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1. “... Em verdade te digo, se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. – Jo 3.5
2. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo 3.16
3. “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Jo 5.24
4. Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”. Jo 5.39
5. “Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”. Jo 6.35
6. “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”. Jo 6.44
7. “... Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário; terá a luz da vida”. Jo 8.12
8. “... Se vós, permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos”. Jo 8.31
9. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Jo 8.32
10. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Jo 8.36
11. “Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus”. Jo 8.47
12. “Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente”. Jo 8.51
13. “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem”. Jo 10.9
14. “O ladrão (Diabo) vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Jo 10.10
15. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”. Jo 10.27,28
16. “... Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” Jo 10.25,26
17. “... Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai (céu) há muitas moradas...” Jo 14.1,2b
18. “... Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Jo 14.6
19. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Jo 14.27
20. “Vinde a mim, todos os que estais cansados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve”. Mt 11.28-30 – Só Jesus Cristo liberta, salva, e dá a verdadeira paz.
Um abraço a todos.
Pr. Cláudio Alves da Silva.
IEC Pombal/PB
O PRÉ-SAL E AS RIQUEZAS DO MAR.
Maciel Gonzaga (Foto)
Maciel Gonzaga*
O Pré-Sal é um conjunto de reservatórios mais antigos que a camada de sal (principalmente halita e anidrita). Esses reservatórios podem ser encontrados do Nordeste ao Sul do Brasil e de uma forma similar no Golfo do México e na costa Oeste africana. O termo Pré-Sal é uma definição geológica que significa que a camada foi depositada antes que o sal.
Nas camadas rochas da camada pré-sal existentes no mundo, a primeira descoberta de reserva petrolífera ocorreu no litoral brasileiro, que passaram a ser conhecidas simplesmente como "petróleo do pré-sal" ou "pré-sal". Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa pré-sal até o momento identificadas e estão dentro da área marítima considerada Zona Econômica Exclusiva do Brasil. São reservas com petróleo considerado de média a alta qualidade com profundidades que variam de 1000 a 2000 metros de lâmina d'água e entre quatro e seis mil metros de profundidade no subsolo, chegando portanto a até 8000m da superfície do mar, incluindo uma camada que varia de 200 a 2000m de sal.
Apenas com a descoberta dos três primeiros campos do pré-sal, Tupi, Iara e Parque das Baleias as reservas brasileiras comprovadas, que eram de 14 bilhões de barris, aumentaram para 33 bilhões de barris. Além destas existem reservas possíveis e prováveis de 50 a 100 bilhões de barris.
Desde que foram anunciadas reservas gigantescas de petróleo na camada do pré-sal da costa brasileira, há quase dois anos, uma acalorada discussão começou sobre os riscos para o país com a extração a granel da riqueza do fundo do oceano. Uma advertência: a abundância de petróleo, se não for bem gerida, pode se tornar uma maldição, em lugar de uma bênção, a exemplo do que acontece em tantos países - riquíssimos em petróleo, paupérrimos no restante.
Aos poucos, os medos de que o Brasil repita na economia a trajetória de nações como Venezuela, Nigéria ou Líbia começam a se dissipar, diante da constatação de que as imensas riquezas encontram um país robusto e diversificado. Nas últimas semanas, porém, os brasileiros foram apresentados a outra face da maldição do petróleo, a política - e dessa não está fácil de escapar. A miragem de bilhões de reais jorrando em alto-mar - os cálculos sobre as reservas variam de 30 bilhões a 100 bilhões de barris de petróleo - tem levado os políticos em Brasília a uma espécie de delírio, evidenciando uma sina bem conhecida dos brasileiros. Trata-se da velha prática de uso das causas nacionais como meio de obter ganhos pessoais e partidários.
O próprio governo puxou a fila, quando apresentou, em 31 de agosto, as propostas para o marco regulatório do pré-sal com brados ufanistas que lembram os dos tempos de regime militar. Num discurso nacionalista e estatizante, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou contra o que chamou de enfraquecimento da Petrobrás no governo anterior e declarou que quer reforçar o papel da empresa, a qual chamou de “meu querido dinossauro”.
Entre políticos de todas as cores e vieses, a grande discussão é quem ficará com o dinheiro do pré-sal. A educação? A cultura? A Infra-estrutura? Tomando como exemplo a saúde pública, onde bilhões de reais da CMPF não resolveram o problema, como se sabe, por que o dinheiro do petróleo resolveria? São questões até agora sem resposta.
*Jornalista, Advogado e Professor. Natal RN.
MEU GINÁSIO DIOCESANO...
Por Paulo Abrantes*
Meu velho Ginásio Diocesano venho não de muito longe para rever-te. Já faz um pouco de tempo que contigo me encontrei. Era também numa Festa do Rosário como esta, eu estava mais jovem, esperançoso em pleno vigor, “com muito sangue nas veias” como dizia Machado de Assis. Deixei-te com saudade, mas comovido, vim de ti me despedir quando por aqui passei para o derradeiro banho no Piancó, à sombra das ingazeiras, que foi a arena mirim onde Antônio Alves (Cadaço) e Roberto Vilar (Bolas), amigos inseparáveis, demonstravam coragem nas horas difíceis. Com Antônio tive um feliz encontro, na última festa, mas Bolas, nunca mais nos vimos.
Hoje, fico frente a frente ao meu velho Ginásio. È, meu velho amigo, este escrevinhador humilde que jamais, em tempo algum, te esqueceu, foi – digo sem nenhum constrangimento – o teu aluno mais irrequieto e o que mais fez barulho no pátio de recreio de centenas de crianças, dando trabalho ao Bedel e Mestres do Ginásio. De pé, fitando-o de longe, fico passando na tela de meu pensamento, como era bom aquela natural convivência com colegas de condição mais pobre e de condição mais rica, num entrelaçamento social, onde não havia distinção de raça, cor ou credo religioso, onde a educação transmitida não discriminava os ricos, pobres ou remediados, e assim conviviam com sentido fraternal, numa mistura saudável e espontânea entre as classes sociais.
Às suas mestras, moças abnegadas, com formação educacional requintada e certa experiência na difícil arte de ensinar, sabendo, talvez, o que era o menino de Gado Bravo: que gosta de banho de rio, de peteca, de pegar canário. No dia da tua inauguração, o prédio cheirando ainda a tinta fresca, há quase meio século, fui com a minha mãe fazer a matrícula. O teu recinto, a diretoria, as salas de aula, estavam cheias da gurizada. Procurou, minha mãe, meio acanhada, Dona Osa Vieira Rodrigues, a secretária geral, para pedir-lhe informações de como proceder com o filho que ia aquele momento ingressar no ginasial, após ter sido aprovado no rigoroso Exame de Admissão, que abria as suas portas aos meninos de todos os recantos e sítios limítrofes da cidade.
Matriculou-me a Dona Osa depois de me parabenizar pela a aprovação no exame. Ainda lembro aquela meiguice de moça educada, as palavras a mim dirigidas, passando a suavidade das suas mãos pelos meus cabelos e com sua voz macia, dócil, afirmou-me: “Olhe, você é inteligente, aproveite bem os estudos para passar para o segundo ano”. Após este encontro, transpirei alegria por todos os poros. Em seguida, entraram outros que completaram a minha turma: Felinto de Sousa Neto (Moreirinha), Genival Severo, Fan Arruda, Antônio Alves(Cadaço), Roberto Vilar (Bolas), Hermínio Monteiro, Pedrinho e Joãozinho Queiroga, Iedo Fontes, José Stalin, Paulo Ney, Jamir Mascena, e outros.
A nossa primeira professora foi a Dona Marta Jerusa, filha de Dr. Nelson, alta, esbelta, elegante, o protótipo da moça que pratica atletismo. Era educada, primava pela disciplina, pela higiene dos alunos, lecionava geografia. Rigorosa, sem ser autoritária, dava tudo de si para ser bem compreendida. E assim passamos o ano letivo para galgarmos o 2º ano, onde fomos encontrar Dona Nena Queiroga, uma moça carismática, grande inteligência, de cultura e maior ainda pela sua modéstia e simplicidade, virtudes estas que são próprias dos sábios, dos divorciados da vaidade. Ensinava religião, aprendi muito com aquela que ainda hoje recordo, principalmente quando convivo com gente orgulhosa que julga não existir, nunca, uma sepultura a esperá-la. A Dona Nena tinha noções de latim, dominava mais ou menos o francês; falava de Balzac, Victor Hugo, Emile Zola. Foi ela quem nos disse que o aramaico era a língua que Jesus falava. E depois vinha com pormenores da vida do grande Mestre. Estudiosa do Novo Testamento dissertava com desenvoltura, num linguajar ameno, fácil, muita coisa dos capítulos e versículos dos apóstolos Pedro, Mateus, Paulo. Aí foi quando ouvi, pela primeira vez, o que emocionou o meu coração de criança, o Sermão da Montanha. Ela o tinha decorado.
E assim meu Ginásio Diocesano, de padre Luiz Gualberto, já falei muito das minhas atividades de menino do sertão, do aluno que fui em muitas das suas salas, dos momentos felizes que passei no teu pátio de recreio, da vez primeira que te vi de portas abertas para nos receber, do trabalho que dei a Professor Arlindo. Agora quero, mais uma vez, dar-te a minha alegria de rever-te forte e imponente, desafiando o tempo. Abraço-te sem te dizer até quando. Vamos varando tempo, felizes, envelhecendo longe um do outro.
Até breve, meu velho Ginásio, companheiro e dileto amigo. Agora vamos relembrar estes versos de Bilac: “Não choremos, amigo, a mocidade/ Envelheçamos rindo! Envelheçamos/ Como as árvores fortes envelhecem/ Na glória da alegria e da bondade/ Agasalhando os pássaros nos ramos/ Dando sombra e consolo aos que padecem”.
Até breve, meu velho Ginásio, companheiro e dileto amigo. Agora vamos relembrar estes versos de Bilac: “Não choremos, amigo, a mocidade/ Envelheçamos rindo! Envelheçamos/ Como as árvores fortes envelhecem/ Na glória da alegria e da bondade/ Agasalhando os pássaros nos ramos/ Dando sombra e consolo aos que padecem”.
*Pombalense, Engenheiro Civil e Professor Licenciado em Ciências pela UFPB, pós graduação em Comercio Exterior pela FGV-RJ.
Fachada do Velho Diocesano (Foto Arquivo Verneck Abrantes)
A LUTA DOS APOSENTADOS!
Clemildo Brunet (Foto)
CLEMILDO BRUNET*
O aposentado em nosso país que percebe mais de um salário mínimo, já pode sentir na pele o quanto é difícil e árdua a luta que tem sido travada na Câmara dos Deputados em torno da aprovação do reajuste de seus proventos atrelado ao salário mínimo. A matéria foi aprovada no dia 09 de abril do ano passado no Senado e está agora em tramitação na Câmara Federal. Desde a semana passada que há uma batalha renhida da oposição com o Governo para a votação do Projeto de Lei 01/07. O Governo tem feito manobras com seus aliados para que o reajuste dos aposentados que percebem mais de um salário mínimo, não seja votado este ano.
Por sua vez, os aposentados pressionaram tanto os parlamentares na semana passada, que na terça feira desta semana, foram impedidos de terem acesso ao Salão Verde e às galerias da Câmara. Não podendo entrar no plenário sentaram-se e deitaram-se no corredor de acesso ao Salão Verde. Veja a que ponto chegou o lugar que tem o nome de casa do povo.
O Diretor do Departamento de Polícia da Câmara, Valério da Silva, justificou que a Presidência da casa tinha acatado sua sugestão para assim proceder e esclareceu que na semana anterior parlamentares haviam sido ameaçados. Agora, que ameaças? O fato dos aposentados denunciarem à Imprensa os nomes daqueles que votassem contra o Projeto Lei 01/07, fazendo uma advertência ao povo para não votar nos tais, nas eleições do ano que vem. Nisso reside o fato do medo que têm o Governo e sua bancada no Congresso, sendo contrária sua votação e aprovação no momento.
O Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), considera essa situação surrealista. “Isso debilita a função do próprio Parlamento, que é pública. Quanto mais a galeria estiver cheia, melhor para o debate... Tem muita gente incomodada com a presença dos aposentados. Mas, na hora da eleição, na hora de pedir o voto, o aposentado tem lugar cativo no discurso”, disse o congressista.
Aposentados em protesto na Câmara (Foto)
Aposentados em protesto na Câmara (Foto)Diante de todo impasse, mesmo assim, ainda na terça feira dia 17, dezenas de manifestantes dos aposentados com cartazes, obtiveram vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, com aprovação do parecer favorável ao fim do fator previdenciário que foi criado no Governo Fernando Henrique Cardoso. Na prática, esse fator é um redutor no valor das aposentadorias. A matéria ainda será analisada no plenário da casa.
É importante que analisemos alguns comentários em torno das ações que interessam não somente aos 8 milhões de aposentados que padecem, mas também de sua famílias e quiçá dos futuros aposentados deste país. Vejamos, pois, alguns depoimentos publicados no Site Congresso em Foco:
João Guilherme – 18-11-2009. 14h55.
Essa vitória é parcial, falta a vitória real que será no plenário, aí sim se passar no plenário será uma grande vitória, porque ao chegar na mão do chefe, ele não terá peito para vetar. Ele já fez de tudo para jogar a responsabilidade para os deputados, mas que bom que eles abriram os olhos a tempo. Agora nós teremos uma nova luta, ou seja, é pressionar os deputados para não aprovarem o fator 85/95, se não será trocar seis por meia duzia. Essa fórmula ela é claramente contra os que começam a trabalhar cedo e quem é que começa a trabalhar mais cedo no Brasil? É isso aí, justamente você acertou é o filho do pobre. Outra coisa que está embutido nessa fórmula é o aumento do tempo de contribuição que no geral, será no mínimo de 40 anos, mas na maioria dos casos vão ser de 45 anos. Então, a não aprovação da fórmula 85/95, irá livrar os futuros aposentados de um calvário.
valdir (14/11/2009 - 22h45)
OLÁ, COLEGAS APOSENTADOS,VAMOS MOSTRAR A ESTE OU QUALQUER GOVERNO, QUE JÁ FIZEMOS MUITO POR ESTE BRASIL, AGORA "EXIGIMOS" O QUE NOS ROUBARAM DE MUITAS FORMAS, E A MAIOR ARMA QUE TEMOS, E É INFALÍVEL, É "PARALIZARMOS" O BRASIL NUM TODO. FEICHANDO NÃO SÓ A VIA DUTRA, MAS TODAS AS RODOVIAS DE NORTE A SUL, EM TODAS AS CIDADES DO BRASIL POR 3 HORAS A CADA TRES DIAS, OU SEJA : DE TRES EM TRES DIAS FEICHAR TODAS AS RODOVIAS POR TODO O BRASIL, ATÉ QUE SEJAM VOTADAS OS TRES PROJETOS DO SENADOR PAULO PAIM, APROVADOS POR UNANIMIDADE NO SENADO. ISTO DEVE SER ORQUESTRADO COM DETERMINAÇÃO DA "COBAP". VEJAM NÃO TEMOS MAIS NADA O QUE PERDER, E CHAGA DE SOFRIMENTOS, PT E PMDB SÃO LIXO, AINDA MAIS COM UMA TERORISTA COMO CANDIDATA A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, BASTA.
Rico (15/11/2009 - 20h01)
Um conselho à Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap)- principalmente - e a todos os trabalhadores do Brasil em vias de aposentar ou não: querem entender toda essa trapaça de "déficit da previdência"? Vão já, recomendem o site, imprimam e distribuam para todos, os artigos "Previdência: uma longa história de fabricação de mitos rumo à privatização" e "Previdência: dossiê das falácias - O déficit que não existe e outras mentiras", no SITE www.correiodacidadania.com.br. Collor deu o tiro nos aposentados, Fernando Henrique preparou os caixões e Lulla cuidará de um enterro coletivo "nunca jamais visto na história deste país", para ficar numa linguagem bem agradável à nossa "nova esquerda - on left" no poder, a enganar somente quem acredita em coelhinhos da Páscoa, evidentemente. Mãos à obra! Todos lendo os dois artigos, imprescindíveis.
kikoiza (15/11/2009 - 09h50)
CAROS COMPANHEIROS APOSENTADOS, PRÁ DAR AUMENTO DE 25% AO ANO PARA AS MALDITAS "EMENDAS PARLAMENTARES" TEM GRANA, PARA "POR 10 MILHÕES DE DÓLARES NO FMI" TEM GRANA, PARA "CUSTEAR TODAS AS MORDOMIAS DE TODOS OS TRES PODERES NAS TRES ESFERAS DE (DES)GOVERNO" TEM GRANA, E ESSES PATIFES TEM A CORAGEM DE DIZER QUE NÃO TEM GRANA PRÁ DEVOLVER O QUE FOI "SURRUPIADO" DA GENTE?, VAMOS FICAR DE ÔLHO NOS PARTIDOS E SEUS REPRESENTANTES E "DAR O TROCO NAS URNAS" TANTO NAS ELEIÇÕES FEDERAIS COMO ESTADUAIS E PRINCIPALMENTE NAS MUNICIPAIS, E NUNCA VOTE "NULO OU BRANCO" POIS DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO ELEITORAL ATUAL ESSES VOTOS NÃO SÃO VÁLIDOS, APENAS CONTABILIZADOS PARA FINS ESTATÍSTICOS, SE NÃO TIVER ESCOLHA, VOTE POR ESCLUSÃO, OU SEJA O MENOS PIOR!, O IMPORTANTE É "CUSPIR FORA" ESSES SACRIPANTAS, CHEGA DE ENFIAR TOUCINHO NO RABO DE PORCO GORDO!
Eis aí a revolta que se estampa nesses comentários. Para onde caminha esta Nação que seus comandantes não se importam com seus patrícios que contribuíram tanto com a Previdência? Embora os Senadores comemorem essa aprovação, os pobres e penalizados aposentados terão de esperar a desobstrução da pauta na Câmara dos deputados, pois um calhamaço de requerimentos tanto da base governista como da oposição vem impedindo o conseguimento das tarefas em plenário. Como diria Boris Casoy: “Isto é uma vergonha!”
A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), já está pensando em bloquear a Via Dutra (rodovia que faz ligação entre Rio e São Paulo) caso o Projeto de Lei 07/01, não seja aprovado pela Câmara este ano. Já escolheram a data será dia 24 de janeiro de 2010, Dia do Aposentado. Nelson Osório diretor financeiro da entidade declarou: “Se o Governo Collor teve Os caras-pintadas, o Governo Lula vai ter os caras-enrugadas”. Ele lembrou que no início deste ano a rodovia foi interditada em dez minutos e congestionou o trânsito em 50 Km, desta vez o congestionamento está programado para ser de duas a três horas.
QUE DEUS TENHA MISERICÓRDIA DOS APOSENTADOS!
*RADIALISTA.
Contato: brunetco@hotmail.com
HOMENAGEM A BANDEIRA NACIONAL.
19 DE NOVEMBRO É DEDICADO A NOSSA BANDEIRA BRASILEIRA.
POR CESSA LACERDA*
Inicio a minha homenagem neste dia simbólico a nossa Bandeira transcrevendo uma bela e célebre frase do general José Campos de Aragão, numa solenidade de culto a Bandeira, na Escola Superior de Guerra, em 1967: “NÃO HÁ RELIGIÃO SEM DEUS E NEM PÁTRIA SEM BANDEIRA”.
A Bandeira Nacional é um elemento básico na conceituação da Pátria se bem que a sintetiza como símbolo e cultuá-la é uma elevada manifestação de civismo.
Quando criança aprendi a admirar a Bandeira Nacional Brasileira com as cores nela representadas chegando a inferir que ela é a mais bela de todos os países. Por representar o retrato do nosso Brasil também aprendi a amá-la e respeitá-la.
É muito fácil para registrar o meu amor telúrico pelo BRASIL. Quando comecei a estudá-lo e conhecê-lo tudo era encantamento. Gente de admirável coragem e patriotismo. De natureza deslumbrante. Ao conhecer os heróis do meu país despertei para tudo de belo que ele compõe. Amo aos vultos representativos da nossa história em todos os setores. Admirei e interpretei os grandes poetas a exemplo de Olavo Bilac, Castro Alves, Machado de Assis, Casimiro de Abreu, Augusto dos Anjos e muitos outros declamando suas poesias em eventos patrióticos.
Gostaria de fazer citação de alguns parágrafos do texto: Oração a Bandeira de autoria de Olavo Bilac.
“Bendita sejas, Bandeira do Brasil! Bendita sejas, pela tua beleza!
És alegre e triunfal! És formosa e clara, graciosa e sugestiva!
O teu verde cor de esperança é a perpétua mocidade da nossa terra e a perpétua meiguice das ondas mansas que se espreguiçam sobre as nossas praias.
O teu ouro é o sol que nos alimenta e excita, pai das nossas searas e dos nossos sonhos, nome da fartura e do amor, fonte inesgotável de alento e de beleza.
O teu azul é o céu que nos abençoa... E o teu Cruzeiro do Sul é a nossa história, as nossas tradições...
Bendita sejas, pela tua bondade!
Cremos em ti; por esta crença, trabalhamos e pensamos.
Bendita seja, pela tua Glória! Para que seja maior a tua glória juntam-se, na mesma labuta, a enxada e o livro, a espada e o escopro, a espingarda e a trolha, o alvedrio e a pena...
Bendita sejas, pelo teu poder; pela esperança que nos dás; pelo valor que nos inspiras...
Bendita sejas, para todo sempre, BANDEIRA DO BRASIL!”
EU TE HASTEIO HOJE, NO MEU CORAÇÃO LUGAR QUE CULTUO O AMOR!
Pombal, 19 de novembro 2009.
DIA DA BANDEIRA.
Ubirantan Lustosa (Foto)
Ubiratan Lustosa*
Quando tantos heróis tombaram oferecendo generosamente a própria vida para defender a bandeira nacional, por certo não foi por um simples pedaço de pano que se doaram com tanto amor e desprendimento. Não é o estandarte em si, mas os valores cívicos que dele emanam o que leva os homens a extremos atos de heroísmo a ponto de se oferecerem em sacrifício na defesa do pavilhão nacional. A bandeira, por isso, entusiasma, une, encoraja, dá forças para a luta, pois nela se concentra todo o amor dedicado à Pátria da qual é o símbolo augusto.
19 de novembro é o Dia da Bandeira. Essa bandeira que tremulou impávida nos campos de batalha quando nosso país foi chamado à luta; essa bandeira que se desfralda com respeito em nossos edifícios públicos nas datas comemorativas; essa bandeira que percorre os mares nos mastros dos nossos navios ou corta os céus com suas cores estampadas em nossos aviões; essa bandeira que resume tantas aspirações, tantos sonhos, tantas conquistas e tantas glórias.
No Brasil, curiosamente, passamos por fases distintas no que se refere ao culto à bandeira nacional. Há épocas em que o entusiasmo nos leva a desfraldá-la por toda parte, a colocá-la nas janelas das casas, a manifestar-lhe um carinho todo especial que chega a ser comovente. Em outras temporadas esse entusiasmo passa, há um resfriamento nas manifestações de amor à bandeira, parece que ficamos apáticos, menos sensíveis, num alheamento que não é saudável para uma nação, pois os sentimentos de civismo devem ser constantes, bem nítidos, exteriorizados permanentemente.
Não se deve confundir civismo com pieguice. Temos uma bandeira e nos orgulhamos dela. E devemos amá-la, respeitá-la e defendê-la. Será apenas em épocas de Copa do Mundo que o nosso entusiasmo desperta? Será só quando o Brasil se envolve em eventos esportivos que nos lembramos com carinho da nossa bandeira? Onde está a vibração de nossa gente e o seu conhecido espírito expansivo? Por que são tão limitadas as comemorações do Dia da Bandeira? Precisamos motivar a nação brasileira, avivar no coração de nossa gente a devoção à bandeira que traduz o amor à Pátria.
É preciso que todos vejam nesse pavilhão augusto a síntese de nossas aspirações, o símbolo dos nossos valores, a imagem do nosso País. É imperioso que se desperte nas crianças, que se incremente nos jovens, que se avive nos adultos o amor e o carinho à Bandeira do Brasil. E que, inspirados na divisa que a nossa bandeira ostenta, com ordem alcancemos o progresso e, através dele, a felicidade do nosso povo.
*RADIALISTA, ADVOGADO E TEATRÓLOGO. CURITIBA PARANÁ.
15 DE NOVEMBRO ANIVERSÁRIO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA.
Pastor Cláudio Alves (Foto)
No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais. A crise da
MONARQUIA - A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:
1.Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;
2.Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;
3.A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;
4.Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;
Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil. No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o país seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil. Hoje completa-se 120 anos da Proclamação da República Brasileira.
Pr. Cláudio Alves da Silva – Pesquisa Web
"A IDENTIDADE DE CADA UM"
CLEMILDO BRUNET*
Há situações que nos são impostas e que não temos escolha. O nome que nos é dado, por exemplo, é uma escolha de nossos pais ou por iniciativa deles ou por sugestão de outras pessoas ou até mesmo pelo significado que tem. Quem não tiver satisfeito com o nome que recebeu a Lei assegura o direito de mudar. Conheço pessoas que já fizeram mudanças de nomes ou por simpatia a outro, ou mesmo porque o nome que recebeu não lhe agradou.
Certa vez ouvi minha mãe dizer que antes de eu nascer, (ainda embrião), pensaram no nome que seria dado a mim. Claudemir; (lá em casa todos na letra C), mas, com o falecimento aos 15 anos do primogênito que se chamava Cremildo, para homenageá-lo, deram-me o nome do irmão que não conheci, com um detalhe: No momento do registro civil a escrevente errou uma letra, ao invés do r, l, então ficou Clemildo. Até hoje bendigo o equívoco!
Meu irmão Clóvis Brunet (saudosa memória) pôs o nome de Clodoaldo em um de seus filhos em homenagem a Clodoaldo jogador da Seleção Brasileira na Copa de 1970 no México em que o Brasil sagrou-se Tri-Campeão Mundial de Futebol. Entretanto, meu sobrinho não é atleta, é Pastor; bacharel em Teologia formado pelo Seminário Presbiteriano de Teresina Piauí – Escola Superior de ensino pertencente à Igreja Presbiteriana do Brasil, que mais uma vez no ano passado, conquistou o primeiro lugar entre os demais da IPB aqui no Brasil. Ordenado Pastor pelo Presbitério Norte do Piauí, Clodoaldo que é natural de Pombal, está atualmente em Cajazeiras aqui na Paraíba, exercendo suas atividades pastorais na Congregação Presbiteriana de Cajazeiras, entidade jurisdicionada a Igreja Presbiteriana do Brasil em Sousa PB.
É inerente a todo ser humano ufanar-se ao ouvir seu nome pronunciado em uma sessão especial, no rádio, televisão ou mesmo vê-lo escrito em algum impresso como revista, Jornal ou Internet. Em qualquer momento de glória para ele, ouvir seu nome é ter seu ego massageado! Com raras exceções, alguns que enveredam pelo mundo do crime e da violência, sentem-se orgulhosos, querendo ficar famosos ao ver ou ouvir seu nome na crônica policial.
Que descoberta maravilhosa é essa de se ter um nome. Até no mundo animal irracional há nomes e estes foram lhes dado pelo o homem. “Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo que Adão chamou a toda alma vivente, isso foi o seu nome”. “E Adão pôs os nomes a todo gado,e às aves dos céus e a todo o animal do campo”;... Gn.2:19,20.
O art. 16 do novo Código Civil no seu capítulo II que trata dos direitos da personalidade diz o seguinte: “Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendido o prenome e o sobrenome”. E o que dá segurança ao nome perante a sociedade civil como todo é o Registro, pois, no capítulo I do mesmo Código que tem o título: Da personalidade e da Capacidade diz no art. 9º parágrafo I “Serão registrados em registro público: Os nascimentos, casamentos e óbitos”.
O livro da revelação (Apocalipse), diz: “Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um novo nome, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe”. Ap.2:17. E mais: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida, pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. Ap.3:5.
Diversos relatos bíblicos trazem em seu bojo histórias de personalidades que receberam nomes de acordo com significados. Jacó cujo significado suplantador, recebeu novo nome dado pelo anjo que o enfrentou numa batalha. “E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste”. Gn.32:27,28.
Saulo de Tarso antes perseguidor do Cristianismo teve um encontro com Jesus na estrada de Damasco e mudou de identidade, passou a ser chamado Paulo o grande apóstolo, sofrendo perseguições de seus patrícios foi enviado para pregar o evangelho a outras nações.
Que nome precioso é o de Jesus. Chamaram-no de Profeta, mestre, grande homem, espírito iluminado e outras designações. No entanto, em sonho um anjo vindo da parte de Deus a José esposo de Maria, revelou o significado do seu nome. “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” Mt.1:21.
No livro de Atos encontramos o apóstolo Pedro testemunhando a respeito desse nome quando diz: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. At.4:12. (SÓ JESUS SALVA). A bíblia afirma que Deus o exaltou sobremaneira lhe dando o nome que está acima de todo nome. “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai”. Fp.2:9-11.
A responsabilidade de dar nomes aos filhos recai sobre os pais. Muitos fazem a escolha baseados em fatos relevantes de pessoas que foram destaques e que fizeram história. Outros pelo contrário, fazem por simpatia sem saber o significado. Muitos brasileiros costumam por nomes em seus filhos de pessoas que nasceram no estrangeiro. Por acaso, algum pai ou mãe colocou em seu filho o nome - Nero ou Hitler, sem saber o que esses homens foram na história?
*RADIALISTA.
CONTATO: brunetco@hotmail.com
WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com
DR. AVELINO ELIAS DE QUEIROGA.
Jerdivan N. de Araújo (Foto)
Jerdivan Nóbrega de Araújo*
O renomado e competente médico Dr. Avelino Elias de Queiroga, ex-prefeito de Pombal e ex-deputado estadual – O Bolinha, dedicou a sua profissão e os seus conhecimentos ao povo carente de Pombal. Era amado pelas famílias mais pobres, devido a nada cobrar pelos seus serviços médicos, fazendo questão de fazer atendimento em domicilio nas mais longínquas localidades. Consultava e aviava receitas fosse onde fosse abordado pelos seus pacientes. Era comum, em plena feira livre de Pombal, ser procurado por senhoras que se queixavam das suas enfermidades e ali mesmo eram examinadas e diagnosticadas. Se fosse o caso de outros procedimentos, marcava o dia e a hora no Hospital Sinhá Carneiro. Era o médico das famílias pobres de Pombal.
Na época das cheias do Rio Piancó, de calças arregaçadas ao meio da canela, saia de casa em casa consultando e medicando os menos afortunados, dando-lhes a esperanças de melhores dias. O seu fiel ajudante era o José Cândido, mais conhecido como “Zé Enfermeiro”, competente enfermeiro da cidade, que nos anos 60 e 70, gozava de tamanha confiança da população, que chegava confundi-lo com um médico.
Era comum Dr. Avelino ser convidado por seus pacientes e correligionários para apadrinhar crianças, o que nunca dizia não. Nos grandes comícios das ruas de Pombal ele era aclamad
o pelo o povo, sempre os mais humildes, que eram apelidados de "Ala das Frasqueiras". ( Os correligionários da Família Carneiro eram chamados pelas “ Fraqueiras” de “Ala das Garças” por ser formada por pessoas de peles brancas enquanto que “As Frasqueiras” eram negras, senão na cor da pele, muito mais pelo poder aquisitivo e posição social).
Eram nessas campanhas que cantavam-se pelas ruas machinhas provocativas do tipo:
“Acorda Dr. Azuil,
Levanta chama Hildo Arnaud
Chama também Dr. Raphael
E se possível Dr. Chatô
A Ala Garça já está chorando
Cheia de mágoa e de dor
Com raiva de Avelino
Que tem voto e tem valor.
Tanto retrato, porém sem valor
Tanto dinheiro, mas não ganhou
Dr. Avelino, tão pobrezinho
E sem trair foi o vencedor.”
Nos carnavais, era com esse povo pobre que ele se juntava nas brincadeiras de rua, como se fora um deles.
o pelo o povo, sempre os mais humildes, que eram apelidados de "Ala das Frasqueiras". ( Os correligionários da Família Carneiro eram chamados pelas “ Fraqueiras” de “Ala das Garças” por ser formada por pessoas de peles brancas enquanto que “As Frasqueiras” eram negras, senão na cor da pele, muito mais pelo poder aquisitivo e posição social).
Eram nessas campanhas que cantavam-se pelas ruas machinhas provocativas do tipo:
“Acorda Dr. Azuil,
Levanta chama Hildo Arnaud
Chama também Dr. Raphael
E se possível Dr. Chatô
A Ala Garça já está chorando
Cheia de mágoa e de dor
Com raiva de Avelino
Que tem voto e tem valor.
Tanto retrato, porém sem valor
Tanto dinheiro, mas não ganhou
Dr. Avelino, tão pobrezinho
E sem trair foi o vencedor.”
Nos carnavais, era com esse povo pobre que ele se juntava nas brincadeiras de rua, como se fora um deles.
Dr. Avelino foi professor na antiga Escola Normal Arruda Câmara, Ginásio e Colégio Diocesano de Pombal
A boa reputação e o exemplo humanitário de Dr. Avelino ainda hoje habitam o imaginário do nosso povo, que já o homenageou das mais diversas formas, dando seu nome a ruas, Escola Municipal, Ginásios Esportivos, institutos (IAEG) e equipes de Saúde da Família. Na cidade de Cabedelo, um condomínio residencial adotou também o seu nome.
De tradicional família sertaneja, proprietária de grandes extensões de terras no interior paraibano, entre Sousa e Pombal. Era filho de Ana Maria Queiroga e de André Avelino de Queiroga, bisneto do Dr. Benedito Marques da Silva Acauã, Presidente da Câmara em 1870. Foi casado com Maria Adeildes Cavalcanti de Queiroga e são seus filhos: Maria Auxiliadora, Avelino Elias de Queiroga Filho (Avelinho, ex-vereador em Pombal) e Fátima Cavalcanti
Viveu sua infância na Fazenda Nova Acauã, arredores da hoje cidade de São Domingos de Pombal, em uma “Casa Grande” construção do inicio do século 19, com suas 21 janelas na fazenda do seu bisavô, o Dr. Benedito Marques da Silva Acauã. Dr. Avelino era irmão do Desembargador Dr. Antônio Elias de Queiroga.
Foi eleito Deputado Estadual em 1962 pelo PSD concorrendo com o N° 92004 obteve 3.608 votos, ficando na suplência o Dr Atêncio Bezerra Wanderley. Concorreu a prefeitura de Pombal nas eleições de 11 de agosto de 1963 foi eleito pelo PSD 1, para o período de 1964 a 1968.
Em sua administração foi construída a Praça dos Pereiros, (a primeira até hoje única praça construída em um bairro pobre da cidade), fez o calçamento de várias ruas, e a primeira restauração no Açougue Público da cidade, que se encontrava em ruínas, mantendo suas linhas arquitetônicas originais.
Dr. Avelino concorreu mais uma vez a Prefeitura de Pombal nas eleições de 1973, pelo MDB 1, sendo eleito naquele pleito o então deputado estadual Francisco Pereira Vieira e o Hildo de Assis Arnaud que assumiu três meses depois com a renuncia do titular.
Sentindo-se traído pelas lideranças política da cidade, Dr. Avelino escrevia ali o ultimo capitulo da sua história nas ruas de Pombal , morrendo em 1975, no estado do Paraná, vitima de um infarto fulminante.
A noticia da sua morte enlutou a cidade de Pombal.
*Escritor Pombalense.
AMIGO CLEMILDO: FORÇA AO TRABALHO...NÃO DESANIME!
Maciel Gonzaga. (Foto)
Por Maciel Gonzaga*
Em física, trabalho é uma medida da energia transferida pela aplicação de uma força ao longo de um deslocamento. O trabalho é um número real, que pode ser positivo ou negativo. Quando a força atua no sentido do deslocamento, o trabalho é positivo, isto é, existe energia sendo acrescentada ao corpo ou sistema. O contrário também é verdadeiro, uma força no sentido oposto ao deslocamento retira energia do corpo ou sistema. Qual tipo de energia, se energia cinética ou energia potencial, depende do sistema em consideração.
Para Marx, em “O Capital”, a compra e venda da força de trabalho é uma das características básicas do capitalismo. O valor da força de trabalho é o valor dos meios de subsistência necessários para conservação e reprodução do seu possuidor. No entanto o trabalhador adianta pois o valor de uso de sua força de trabalho, quer dizer, produz seus meios de subsistência necessários (o seu salário) e também produz a mais valia absorvida pelo capitalismo.
Considerando como mercadoria a "força de trabalho" e não simplesmente "trabalho" foi possível resolver as contradições nas fórmulas de Adam Smith e David Ricardo, pois estes falavam em capitalistas comprando o trabalho e pagando o equivalente (o salário) necessário para reprodução, assim como se paga a mercadoria com um equivalente que possibilita a reposição da mercadoria no futuro. Mas ao mesmo tempo falavam em um excedente (a mais-valia).
Portanto, após essas considerações iniciais sobre o trabalho, quero me retornar a este obreiro da comunicação pombalense: Clemildo Brunet de Sá. Não desanime, companheiro, o seu idealismo está acima de qualquer coisa, seja ela qual for. Seus novos projetos terão de ser executados pela sua força de trabalho, passando por cima das dificuldades.
No último dia 6 de novembro, deixando de lado as minhas atribuições e atribulações do cotidiano, passei a tarde acompanhando Clemildo Brunet e sua esposa Irene, aqui na minha terra adotiva, o Rio Grande do Norte. Tive uma enorme satisfação. Me desliguei do mundo e, ao seu lado, passei a conviver de perto com as dificuldades da saúde pública brasileira. Mas, isto não vem ao caso. O que gostaria é de me reportar com enorme satisfação, ao sentimento que tive de ver Clemildo Brunet, mesmo enfrentando problemas de saúde, preocupado com o trabalho, com idéias, querendo executar novos projetos na área de comunicação, idealizando programas musicais – que sempre foi o seu forte – com um coração cheio de bondade.
É por esta e outras razões que digo: força, amigo Clemildo! Não desanime. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida. Olhe para frente e veja o que ainda pode ser feito... A presença de energia implica na possibilidade de produzir movimento. A energia que uma pessoa armazena ao alimentar-se, por exemplo, possibilita o funcionamento de seus órgãos, permite que ela se movimente e mova outros corpos. É importante salientar que tanto o trabalho como as diversas formas de energia são grandezas escalares.
A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem...". Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Verás que o horizonte é infinito, pois a derrota depende de nós tanto quanto a vitória. Entretanto, a pior derrota é a de quem desanima. Perder nem sempre é ser derrotado. Mas o desânimo estraga totalmente a vida.
Assim, amigo Clemildo, não desanime jamais. Siga em frente com coragem porque a vitória pertence aqueles que possuem persistência e determinação, como você sempre foi na vida. Sim, levante a cabeça e não desanime, mesmo que você veja as pessoas de bem, seus amigos e conhecidos, desanimados diante de tanta violência, egoísmo, corrupção, descalabro e falta entusiasmo, de justiça e fraternidade! Acredite! É preciso acreditar! O bem há de, finalmente, vencer o mal. Deus é mais forte, infinitamente mais forte do que o Maligno! Há mais gente, muito mais gente honesta e corajosa querendo e torcendo pela vitória da esperança sobre o medo! Escute os aplausos que o mundo está lhe dando. Você os merece. Todos nós, seus inúmeros amigos, que não nos dobramos a cabeça e não desanimamos, nos regozijamos de você. Este é o conselho do seu grande amigo Maciel Gonzaga de Luna.
*Jornalista, Advogado e Professor. - Natal - RN.
HONROSA HOMENAGEM AOS AFLHADOS.
Querido Clemildo e demais afilhados radialistas de Pombal! Por ser hoje, 7 de novembro, dia consagrado aos radialistas, não poderíamos calar, pois é um dia muito especial e destacável para toda a Classe de radialistas. Em vocês de Pombal vemos a imagem, o exemplo de todos os outros, principalmente os que participaram e participam da história tão linda da nossa Comunicação e do Rádio pombalenses.
Não poderemos fugir diante dessas homenagens porque vocês muito merecem. Sabemos que vocês são sons vibrantes da notícia, anunciadores dos fatos que acontecem no dia a dia e das alegrias que nos proporcionam os ricos programas musicais que nutrem as nossas mentes e satisfazem as nossas almas.
Sou cativa de todos vocês e nutro o carinho e a admiração por cada um em particular. Obrigada pela abnegação recebida de madrinha de vocês, voto tão somente, de amor e confiança do meu querido Orácio Bandeira.
Conservo, pois, um único pecado da inveja: ter o poder de ofertar tudo de bom para esta importante classe, destacando vocês queridos afilhados. Que passem esta data com fervor no coração pelo amor edificado a esta profissão porque o amor é quem constrói toda a beleza do que vocês executam. Que Deus todo Poderoso derrame muitas graças e faça de cada um, MENSAGEIRO DA PAZ.
Parabéns por este tão importante dia. Deus abençoe a todos, proteja-os dos males e cubra-os de mil bênçãos. Recebam beijos fortes de amor e consideração no coração de cada um particularmente! Esta é a minha homenagem 2009.
CESSA LACERDA FERNANDES Poetisa e escritora pombalense.
contato: cessalacerda@yahoo.com.br Pombal - Paraíba.
O CADINHO DO SOFRIMENTO!
Clemildo Brunet (Foto)
CLEMILDO BRUNET*
Já faz muitos anos, participei de um estudo bíblico em uma dessas nossas Escolas Dominicais, que eram realizadas às nove horas da manhã na Igreja Presbiteriana de Pombal. Hoje Deus me fez lembrar esse tema: O cadinho do Sofrimento. Na abordagem do assunto, logo na introdução, o autor do estudo perguntava: Deus é problema ou solução?
Para muita gente que quer viver a vida como dono de seu nariz, Deus é problema em razão do sofrimento que ele deixa acontecer, não dando solução há muitos casos. Por que sofremos? O que há de errado que Deus não possa dar solução? O universo de perguntas é enorme e a espécie humana nem sempre tem respostas para essas e outras indagações.
O modo de a pessoa aceitar o sofrimento é que faz a diferença. Umas ficam indignadas e reclamam de tudo. São os murmuradores. Desesperados com o cadinho do sofrimento tratam mal os seus semelhantes e blasfemam. Outras que tiveram o conhecimento de Deus recebem o sofrimento como uma aprovação e reconhece sua pequenez, ante a grandeza do autor da vida. Mesmo diante da morte, não reclamam, aceitam-na como desígnios de Deus.
Ninguém está fora do alcance do sofrimento, todos sofrem, uns sofrem mais, outros menos, uns suportam mais, outros menos. Verdade é que todos passam por algum sofrimento. Só há uma explicação para o sofrimento; ele chega até nós por causa do pecado. “Porque sabemos que toda criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora”. Romanos 8:22. O apóstolo esclarece a origem do sofrimento: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. Romanos 5:12.
O profeta Jeremias faz uma reflexão sobre as nossas queixas diante do sofrimento e pergunta: “Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados”. Lamentações: 3:39.
Uma coisa é certa, ninguém busca sofrimento para si. Ele vem em decorrência da nossa fraqueza, muitas vezes como resultado do que estamos semeando. O sofrimento é suscetível ao pobre, ao rico, ao branco, ao de cor, ao que tem religião e ao que não tem. Não escolhe raça ou nação. Neste mundo de meu Deus quem não passou pelo cadinho do sofrimento? Jesus sofreu e morreu na cruz do calvário em nosso lugar. É triste saber que muitos não aceitam essa verdade.
Mesmo que pareça um paradoxo, o sofrimento na bíblia é descrito como fórmula de aperfeiçoamento e exige de quem sofre perseverança. O apóstolo Tiago diz: “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam”. Tg. 1:12. O apóstolo Pedro diz: “Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendam a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem”. I Pedro 4:19.
A bíblia no velho testamento conta a história de Jó como homem paciente que perdeu tudo que tinha. Mas, tendo ele permanecido fiel ao Senhor no meio do sofrimento, foi abençoado no final de tudo. Diz o texto bíblico: “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra”. Jó 42:10.
Pelo cadinho do sofrimento todos nós passamos, mas, o diferencial é saber suportar. Isso, só é possível somente ao que tem fé. O apóstolo Paulo na carta aos Romanos declara: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”. Rm. 8:18.
*RADIALISTA
Contato brunetco@hotmail.com
VERDADEIRAMENTE ELE ERA FILHO DE DEUS!
Por Paulo Roberto Barbosa*
"Ora, o centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era filho de Deus" (Marcos 15:39).
Dois incrédulos, sentados em um banco de trem, conversavam a respeito da vida maravilhosa de Cristo. Até os não cristãos não conseguem deixar de pensar em Cristo. Um deles disse:"Eu penso que um romance interessante poderia ser escrito sobre Ele". O outro respondeu: "E você é a pessoa certa para escrevê-lo. Mostre uma visão correta de sua vida e caráter. Derrube o sentimento prevalecente sobre sua divindade e descreva-O como Ele era -- um homem entre homens".
A sugestão foi aceita e o romance foi escrito. O homem que fez a sugestão era o Coronel Ingersoll; o autor era General LewWallace, e o livro era Ben Hur.
Enquanto o escrevia, o General Wallace se viu diante de um homem inexplicável. Quanto mais ele estudava Sua vida e caráter, mais se convencia de que era mais do que um homem no meio de homens. Chegou a conclusão, como o centurião debaixo da cruz: "Verdadeiramente, Ele era o Filho de Deus".
Quem tem sido Cristo para nós? Um personagem religioso? Alguém de quem muitos falam e não nos interessamos em conhecer? Alguém que existiu em um passado remoto e que hoje não existe mais? Ou alguém que não apenas transformou o mundo de Sua época mas todo o mundo que veio após Ele? Cristo é o Filho de Deus!
Ele amou o pecador e por ele morreu em uma cruz. Ele veio ao mundo para trazer paz, alegria, vida abundante e eterna. E o principal: Ele veio para mim! Ele veio para modificar o meu coração e iluminar a minha casa. Ele veio dissipar as trevas que conduzem o homem à perdição e fazer brilhar o Sol da Justiça. Ele veio para resgatar os incrédulos, os pessimistas, os solitários, os desanimados, os que sofrem em depressão. Ele veio trazer tranquilidade nos momentos de crise, ânimo no meio das tormentas, vida após a morte. Jesus é mais do que um homem entre homens -- é o Filho de Deus -- é o nosso Senhor e Salvador.
*Pastor - Ministério Para Refletir o Mundo.
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