CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Elucubração Nefasta

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*

Desde sua fundação o PT, Partido dos Trabalhadores, tem um soba a detalhar insólitos desejos de seus cupinchas, mesmo que essa prática não seja o retrato fiel da postura de um partido de esquerda, postulante à chegar ao Governo Central, mesmo que para esse objetivo, fosse necessário, como realmente foi, alia-se a setores conhecidos dentro da Igreja Católica, como progressista, com um cabeça, no início dos anos 1970, com a personificação da luta pela democratização do País, cujo papel era perfeitamente cabível no ao jovem aguerrido e
líder sindical, coincidentemente, presidente do sindicato dos metalúrgicos de SBC.
O que mais se admirava naquela figura impoluta, pelo menos aos olhos dos seus seguidores de confrarias, era exatamente a distancia que ele, Luís Inácio Lula da Silva, mantinha da política e seus politiqueiros, intelectuais e acadêmicos. Os primeiros 20 anos do partido dos trabalhadores foi uma verdadeira guerra contra o convencional trabalho dos partidos oficiais e a própria constituição de 1988, incluindo-se nesse bojo, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e, erraticamente, contra a economia de mercado, tidos, para eles, verdadeiros dragões do povo e suas conquistas sociais.
E foi dentro de uma conjuntura libertária que se livrou das amarras da sua postura, sem, entretanto, conseguir seu objetivo maior que era a conquista da República, nesse momento de desejos retraídos e com o fogo e despertar dos sonhos acalantados, se joga nos braços do Orfeu maior que era o PMDB, aliado de todos os governos pós-ditadura militar, assinando a Carta ao Povo Brasileiro, denunciando dessa forma, o Balanço de Governo, surgindo dessa forma “um pacto de não agressão ao capitalismo, com política clara de opção por promover programas sociais sem o confronto ao capitalismo”.
O regime Democrático idealizado pelo petismo bolivariano, com reais modelos praticado na Venezuela e Cuba, nostalgia dos anos 50 do século passado, levanta-se a bandeira da Democracia controlada pelo Estado, com proibições de bancos privados, limitações de propriedades rurais, e o consequente controle da mídia, com a implantação do Fundo de Defesa da Liberdade de Imprensa, com a dotação do horário sindical gratuito na TV. Como ideário, a pregação chega aos corações e mentes dos jovens sonhadores, sem medir consequência e a extensão das suas ações para a sociedade que normalmente paga o preço bruto das consequências torpes de atitudes impensadas de grupos que buscam o poder a qualquer custo, mesmo que para essa finalidade seja preciso que a nação pague o preço da inconsequência dos pensadores que buscam apenas sua projeção na sociedade, sem ter ao seu alcance os fatos que virão com o desenrolar da tragédia que vem enrolada no manto santo da bandeira pátria.
Nessa elucubração nefasta que se encerrou, espero que por muitos anos, não tenhamos a desagradável retorno a situação do lugar comum da vala das distorções que vão tentar dentro de um período curto trazer de volta o poder da incompetência e da descabida corrupção que assolou por 13 anos as terras pobres do meu pobre Brasil. Sou apenas mais um que luta em defesa dos pobres sem a necessária vontade de buscar o nome dessa classe tão maltratada e usada por quem deveria buscar protegê-la, nunca usá-la em seu próprio benefício, de exploração eles já estão cansadas de serem usados e subjugados, sem nenhum retorno em contrapartida. É preciso buscar coerência e dignidade para proteger os desvalidos e acoitados, jogados no lamaçal da covardia humana.
*Escritor e Poeta

genival_dantas@hotmail.com

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