CLEMILDO BRUNET DE SÁ

Menos educação, mais prisões

Almiro Sá Ferreira
Almiro Sá Ferreira*

Parece ser esse o trágico axioma de gestão que, infelizmente, serve de pano de fundo para o governo adotar as suas diretrizes "estratégicas" como aparente solução, em mais uma pífia tentativa de resolver os efeitos emergentes dos últimos dias, depois das tristes reprises do Carandiru no Norte do país.
O pior é
que qualquer plano de construção de novos presídios leva pelo menos de 3 a 6 anos para conclusão. No ritimo de crescimento atual da violência até lá chegaremos perto de 1 milhão de presos no país.
O que fazer? Inverter o axioma: mais escolas menos prisões. Claro, por meio de projetos de implantação de escolas transformadoras. Escolas bem equipadas e desafiadoras, capazes de motivar os brasileirinhos de hoje para receberem uma educação libertadora e não venham a fazer parte das terríveis estatísticas dos futuros massacres do bárbaro sistema prisional brasileiro. Aí sim, estaríamos efetivamente atacando a causa e não perdendo tempo, investimento e neurônios nos efeitos da crise que vivemos, que não é de agora.
Acredito que só um Plano de Nação que priorize a educação e a distribuição de renda, pode de fato nos encaminhar para um futuro diferente e promissor para todos os brasileiros. Mesmo que seja mais custoso e demorado, mas que traga uma solução civilizada para o futuro do país.
Vale seguir o sábio conselho de Victor Hugo:
"Quem abre uma escola fecha uma prisão".

*Almiro Sá Ferreira. Professor Instituto Federal da Paraíba (IFPB)

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