CLEMILDO BRUNET DE SÁ

A INQUIETUDE DA ALMA

Zé Ronaldo
Zé Ronaldo*

A inquietude da alma na maioria das vezes nos deixa desnorteados, ficamos como um gatinho solto em meio a um terreno deserto, olhamos para os lados e não vemos nada, olhamos no horizonte e aquela ideia de futuro, de sonhos pensados, de projetos idealizados na mente parecem ter ido embora com o tempo. Na verdade os projetos nunca fugiram da nossa mente, são sonhos, são criações inanimadas a espera do momento sublime para que se possa ser colocado em prática.
Quando somos crianças, adolescentes, ou jovens, criamos mil fantasias, mil desejos, fantasias possíveis e
impossíveis de serem realizadas, porém os anos vão se passando e o caminho da vida vai abrindo várias veredas ao longo da estrada nesta penosa caminhada terrena! Sonhos desfeitos, amores guardados, projetos que não deram certo, e seguimos o nosso caminho interrupto, ora cálido, ora vazio, ora sombrio, e neste difícil exercício chamado vida permanecemos na inquietude dos dias, das provações, nos apegamos a ditados populares como o que diz que “temos que matar um leão por dia para sobreviver".
Ideologias, sonhos e desejos vão se perdendo na imensidão da alma, se declarando em nossos conflitos interiores sob os olhares dos chacais que nos observa como se quisessem beber o nosso sangue quente... Somos promovedores de ilusões, da alienação para consigo mesmo, e nesta estação chamada vida o trem não pode parar jamais. Diante de todas as inquietudes da alma sempre é bom saber que ainda temos conosco um Deus de poder, um Deus que é SENHOR da prata e do ouro e que sempre está pronto a segurar em nossas mãos e acalmar a nossa alma.

*Ator, Teatrólogo e Humorista pombalense

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