ESPERANÇA
Por
Severino Coelho Viana
O
homem sem esperança não tem vida produtivo, não pensa num futuro melhor e não
tem sonho a realizar. Justamente, este sentimento que leva o homem a olhar para
futuro, considerando-o portador de condições melhores que são oferecidas pelo
presente e vive pela vontade imorredoura de alcançar o mais, o de maior e o
melhor valor humano.
O
nosso olhar de esperança brilha em direção além do horizonte azul. Ele busca o
enigma da eternidade.
A
criança amamenta-se do leite da esperança, o jovem alimenta-se de sonho de e
esperança, o adulto pensa num futuro de esperança. A vida precisa de esperança,
esta a substância alimentadora do viver. Ela nos faz crer e faz acontecer as
coisas melhores de nossa vida. Ela nos motiva a sermos pessoas melhores,
cordiais com os familiares, hospitaleiros com os nossos amigos. Ela é o pisca
de alerta que mostra que somos limitados e que nós somos causa de nós mesmos e
que precisamos deste alimento transcendental que vai muito além da nossa visão
ocular que nos remete à visão mental.
A
chama da esperança mantém os ideais do homem, os objetivos são transformados
pelos sonhos, as metas serão abalizadas e realizadas numa circunstância próxima
que nos traz entusiasmo para um viver de bonança. A
esperança é o único bem comum a todas as pessoas, pois está enxertada no nosso
âmago, palpitando no nosso coração, iluminando na nossa mente, pois ela é um
dom divino plantado em nossas almas.
Faz-nos
lembrar de um pensamento do filósofo Aristóteles que poderia ser resumido todo
o nosso poder de discernimento, assim o filósofo grego edificava os nossos
sonhos: “a esperança é o sonho do homem
acordado”. É a certeza de um dia vindouro de auspícios e bem aventuranças.
O sonho acordado é aquilo que já está prestes a acontecer, é a confiança no
pensamento positivo, é a prova de nossa própria fé!
O
homem já nasce com este dom de esperança, ele não se pode deixar por vencido
antes do tempo, se não fosse assim, ele não seria um ser racional. O homem é
criador de ideias, é um aventureiro por natureza, é um sonhador de ilusões!
Sonhe dormindo! Sonhe acordado! Sempre continue sonhando! Pois este é um fato
indicador de nossa história mitológica.
Nós
costumamos fundamentar as nossas ideias com base na mitologia no sentido simbológico
dos fatos comparados à nossa realidade. Portanto, Élpis,
na mitologia grega era a deusa, (na mitologia romana Spes) ou espírito
acolhido como a personificação da esperança. Provavelmente uma filha de
Nix e mãe de Fama, retratada por uma mulher jovem, geralmente carregando flores
ou uma cornucópia. Ela não foi desperdiçada pelos ares, pois foi a única que
permaneceu inabalável após a abertura da Caixa de Pandora (ou jarro) que
Pandora recebeu dos deuses. Os curiosos questionam sobre a presença da Esperança
junto aos males, na Caixa de Pandora. Na maioria das vezes ela é interpretada
por um lado positivo, pois nossa Esperança estará sempre guardada conosco, nos
impedindo de desistir. Daí surge o famoso ditado que diz que “a esperança é a última que morre”. Por
isso, a Caixa de Pandora explica como o Homem é capaz de manter-se perseverante
mesmo quando as situações se mostram bastantes adversas.
Pelo
lado da mitologia romana, a Esperança, divindade alegórica, era principalmente
reverenciada pelos romanos, que lhe elevaram muito templos. Spes é a deusa da
esperança na mitologia romana. Possuía muitos templos, incluindo um construído
por Aulus Atilius Calatinus, juntamente com Fides, resultado de votos feitos a
essa deusa durante a primeira Guerra Púnica, em Capua no ano de 110 aC., um
templo foi construído para a tríade de Spes, Fides e Fortuna.
Segundo
os poetas, ela era irmã do Sono, que suspende nossas dores, e da Morte, que
termina. Píndaro dá-lhe o nome de nutriz dos velhos. Representava sob os traços
de uma jovem ninfa, com a fisionomia muita serena, sorrindo com graça, coroada
de flores novas e tendo na mão um ramalhete dessas flores. Tem por emblema a
cor verde, pois é o alvor dos frutos e abundante nas verduras que traz o
presságio de uma bela colheita.
No
nosso roçado de plantação a enxadada vem do nosso levantar dos braços e a cova
recebe a semente de várias espécies germinativas cuja produção virá de um bom
inverno. Se o dono do roçado for merecedor terá uma boa colheita. O nosso bom
trabalho no presente nos traz a esperança de um futuro promissor sendo que no
nosso primeiro passo temos que afugentar as descrenças do nosso caminho e ter
muita fé para superar os maremotos e os terremotos tenebrosos de nossa vida. E
somente assim teremos do nosso roçado uma safra produtiva.
Os
nossos sonhos alvissareiros serão as sementes plantadas de nossa colheita, por
isso, as folhas da esperança não murcham, muito pelo contrário, elas se renovam
a cada sonho de esperança.
Podemos
ficar ciente de que a cada manhã nasce um sol que brilha dentro do nosso
pensamento.
A
esperança é salvadora do nosso ideal. É redentora de um futuro brilhante, é
alvissareira de nossas manhãs douradas, é aliviadora das nossas tardes
calorentas, é a rutilância de nossas noites prateadas de luar.
O
sonho é o companheiro inseparável dos nossos ideais, é o nosso projeto de vida
que está bem próximo da realização, é a certeza de que nem tudo está perdido!
É
o homem vivendo a si próprio, é acreditar na força de nosso trabalho, é ter
esperança na nossa própria fé. Quando o homem perde a sua esperança é um sinal
de que ele está bem perto da morte
Relembramo-nos
de uma frase de nossa autoria que postamos nas redes sociais sobre a esperança
que cabe perfeitamente ser colocada no arremate deste nosso artigo: “A esperança é o fogo interior que mostra a
luz do futuro e a crença num mundo representado pela bandeira do otimismo”.
João Pessoa, 26 de junho de 2020.
SEVERINO COELHO VIANA
scoelho@globo.com
ESPERANÇA
Reviewed by Clemildo Brunet
on
6/26/2020 10:02:00 AM
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