CLEMILDO BRUNET DE SÁ

A MANSÃO DOS MORTOS

Clemildo Brunet*

02 de novembro no nosso calendário é a data conhecida como dia de finados. Os fiéis da Igreja Católica Romana têm por costume fazer visita aos túmulos de seus entes queridos levando velas e flores para reverenciar os seus mortos. 
Durante muito tempo os cristãos não se relacionavam com os mortos. Essa prática se deu com a fusão da Igreja Cristã ao Estado romano, os cristãos acabaram introduzindo alguns costumes e crenças de vários povos, entre eles o de rezar e

O RÁDIO E SUA UTILIDADE!

Clemildo: Programa Coração Apaixonado/Rádio Bonsucesso 1991. (foto arquivo)
CLEMILDO BRUNET* Quem acompanha a evolução do Rádio vê que este tipo de veículo de comunicação não está ultrapassado. A despeito de muitos avanços na tecnologia empregada nos dias atuais, o Rádio ainda supera as barreiras atingindo números sem fim de preferência popular. Onde existe habitante o Rádio está presente. Na minha concepção o rádio é o maior meio de comunicação de massa. O termo “meio de comunicação” refere-se ao instrumento ou à forma de conteúdo utilizada para a realização do processo comunicacional. Quando referido a comunicação de massa, pode ser considerado sinônimo de mídia. A importância deste fato está no ouvinte e no raio de alcance que o rádio tem através de suas ondas no ar. Todos nós fomos acostumados a ouvir rádio desde os nossos antepassados. O começo da história do Rádio foi marcado pelas transmissões radiofônicas, sendo a transcepção utilizada quase na mesma época. Consideram alguns que a primeira transmissão radiofônica do mundo foi realizada em 1906, no EUA por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo. No Brasil a primeira transmissão foi realizada no Centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922 em que o Presidente Epitácio Pessoa, acompanhado pelos reis da Bélgica, Alberto I e Isabel, abriu a exposição do Centenário no Rio de Janeiro. O discurso de abertura de Epitácio Pessoa foi transmitido para receptores instalados em Niterói, Petrópolis e São Paulo, através de uma antena instalada no Corcovado. Iniciava-se a primeira estação de Rádio do Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Fundada por Roquette Pinto a Rádio foi doada ao Governo em 1936 e existe até hoje, mas com o nome de Rádio MEC. No início do rádio a leitura que se tinha era do ouvinte passivo. Ele apenas ouvia o que era transmitido pelo rádio e de boca em boca a informação era levada ao conhecimento de outras pessoas. Aqui em Pombal quando menino costumava ouvi um cidadão que fazia um relato completo das notícias da “Voz do Brasil” e outros noticiosos que o Rádio trazia na época. Hoje o ouvinte é agente ativo no rádio participando da interatividade oferecida pela produção de programas radiofônicos, sejam eles musicais ou noticiosos. Os fatores primordiais do Rádio são: Educar, informar, entreter e mobilizar a sociedade civil. Fiz escola no Rádio e no passar dos anos aprendi muitas lições proveitosas para o exercício de minha profissão com o desejo ardente de dar o melhor para os meus ouvintes. Quando assumi a condição de âncora de Jornal falado e chefe de redação da Rádio Bonsucesso nos idos de 1989 a 1992, lia e devorava até classificados de jornais impressos. Atualmente o Rádio tem avançado em sua área como o maior meio de comunicação de massa. Recentemente um estudo encomendado pela ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV a Fundação Getúlio Vargas (FGV), dá conta que as Rádios no Brasil cresceram no faturamento o ano passado chegando à cifra de R$ 1,67 bilhão. O estudo revela que a venda de espaço publicitário rendeu ao setor R$ 1,4 bilhão. Deste total, 89,2% são provenientes de publicidade, sendo que 58,2% da contratação de espaço via agencias enquanto 31% por meio de ações diretas das emissoras de rádio. De acordo com os dados da FGV, as emissoras comprometem a maior parte de sua receita com custeio, pagamento de impostos e de salários 62,9%. As rádios AM reservam sete vezes mais espaço para a música nacional 21,1% do que para a estrangeira e ocupam 41,7% de seu tempo com programas informativos (jornalismo e variedades). Nas emissoras FM a música nacional também predomina, com 37,5% a pesquisa revela ainda que o setor foi responsável por 302 mil empregos diretos e indiretos. “Outra questão importante revelada na pesquisa é a participação da mídia rádio no bolo publicitário, permitindo ao público o tamanho dos investimentos feitos do rádio no Brasil de R$ 1,6 bilhão, segundo a FGV, diferente da pesquisa anterior do projeto Intermeios que havia pesquisado apenas dados das cem maiores rádios do País. A pesquisa da FGV, por exemplo, abrangeu mais de 900 rádios, ou nove vezes mais, trazendo, assim, dados muito mais precisos do meio no estudo idealizado pelo presidente da ABERT, Daniel Pimentel e realizada pela experiente e eficiente Fundação Getúlio Vargas”, comentou o presidente da Associação das emissoras de radiodifusão da Paraíba (Asserp) empresário Eduardo Carlos, revelando ainda que houve um alto índice de adesão das emissoras da Paraíba que responderam à pesquisa da FGV. (fonte: Jornal da Paraíba). Quanta falta não faz um meio de comunicação como o Rádio? Ele faz um elo com as pessoas exercendo maior incidência na vida delas, fazendo com que nasçam laços de efetividades e criando identificação mútua com o ouvinte. Quem não se lembra da importância que teve o Rádio na implantação do Projeto Minerva obra do Governo Militar no início dos anos 70? A proposta era a mudança radical no processo educativo em nosso país utilizando-se do Rádio e da TV. O Serviço do Rádio Educativo criado pelo Ministério da Educação e Cultura criou um projeto Rádio Educativo Nacional proporcionando quatro formas básicas de utilização dos programas educativos pelos alunos: Recepção organizada, recepção controlada, recepção isolada e recepção integrada. Além de usar o Rádio como meio de comunicação de massa para fins educativos e culturais, O projeto Minerva visava atingir a pessoa onde ela estivesse para desenvolver a sua potencialidade. Era voltado também, à divulgação e orientação educacional, pedagógica e profissional, inclusive à programação Cultural de interesses das audiências. Como disse antes a evolução do rádio não está ultrapassada, pois até mesmo em pesquisa temos essa amostra. 1 O Rádio está junto ao consumidor na hora da compra. 2 As pessoas passam mais tempo ouvindo o rádio. 3 o rádio é imbatível durante o horário comercial. 4 Consumidor passa 17% mais tempo com o rádio que a TV ( e na hora certa).5 O rádio atinge os consumidores dos principais ramos de atividade com mais eficiência. 6 O rádio chega onde a TV não vai. 7 O rádio está em 99% das casas, contra 75% da TV. 8 O rádio atinge o consumidor que tem antena parabólica. 9 O horário nobre do rádio dura 13 horas, o da TV só 3 horas. 10 só o rádio acompanha o consumidor no verão. 11 O rádio é o veículo de maior credibilidade. 12 Uma produção de alto nível no rádio custa 95% menos. 13 Seu comercial de rádio pode mudar em menos de uma hora. Na TV... 14 Anunciar em rádio custa 15 vezes menos que na TV. Sua cidade tem emissora de Rádio? Valorize! Sinta o quanto ela serve a você e sua comunidade. Parabéns a terra de Maringá por contar com quatro instrumentos de comunicação deste quilate *RADIALISTA. Contato: brunetco@hotmail.com WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com

HOMENAGEM AOS MÉDICOS...

Cessa Lacerda (Foto)
CESSA LACERDA*
18 de outubro é o seu dia!
Profissional especial, preparado para trazer vidas à luz e cuidar delas, para que tenham uma existência sadia. Ser abençoado, de grande conhecimento e capacidade. Pessoa importante, que merece homenagens não só no seu dia, mas, em todos os dias do ano. Porque, com carinho, atenção e amizade, faz dos seus pacientes, indivíduos felizes. Que os raios da luz divina, iluminem a todos os médicos do mundo inteiro e tenham certeza de que a natureza se alegra de vocês pelo amor que doam o sorriso e o olhar fraternos que salvam vidas. Os Médicos são os mais importantes profissionais existentes em nossa sociedade. Esta função está ligada à manutenção e restauração da saúde. Pois utilizam o saber específico, técnicas e abordagens que lhes permitem promover a saúde e o bem-estar físico, mental e social dos indivíduos. A data 18 de outubro foi escolhida em homenagem a São Lucas, padroeiro da medicina, e consta como dia do santo pela tradição litúrgica. São Lucas exercia a profissão de médico e também tinha vocação pela pintura. Escreveu o terceiro evangelho e o "ato dos apóstolos" da Bíblia Sagrada. Acredita-se que veio de família abastada pelo seu estilo literário. Nasceu na Turquia no século I, quando esta ainda se chamava Antioquia. Discípulo de São Paulo, o seguiu em missão, sendo chamado por este de "colaborador" e "médico amado". Lucas, segundo o apóstolo Paulo, teria estudado medicina em Antioquia, além de ser pintor, músico e historiador, foi um dos mais intelectuais discípulos de Cristo. A tradição de ter Lucas como o patrono dos médicos se iniciou por volta do século XV. Esta célebre data é considerada em muitos países, como Brasil, Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. A medicina é a ciência que investiga a natureza e a origem das doenças do homem de modo a preveni-las, controlá-las e curá-las, preservando assim a saúde das pessoas. A palavra deriva do verbo latino “mederi” que significa curar e tratar. A ciência surge de forma experimental, como resultado de experiências com técnicas ainda rudimentares (como tomar banho frio para baixar a febre, por exemplo). Desenhos rupestres mostram que na pré-história o homem já reconhecia algumas doenças e o efeito terapêutico de plantas curativas, além do calor, frio e luz solar. Somente no final do século é que se inicia a medicina moderna com o estudo da anatomia humana. Em 1543, o médico André Vesálio publica "A organização do corpo humano" com descrições e detalhes do corpo humano, representando um grande avanço na medicina ainda incipiente. Para conceber a obra, André usou a técnica de dissecação de cadáveres, tendo sido, por isso, condenado à morte pela Inquisição. Hipócrates, considerado o Pai da Medicina, nasceu na ilha de Cos, 460 anos a.C., tendo pertencido ao ramo de Cos da família Esculápio (ou Asclepíades) por descendência masculina. O termo esculápio é igualmente empregado para designar os médicos em geral, na medida em que pratica a arte de Esculápio (ou Asclépio), o Deus da medicina na época clássica. Na sua origem, o termo restringe-se aos filhos de Esculápio, Podalira e Machaon, personagens famosos, ambos médicos, e seus descendentes. Fundador da família, Esculápio era conhecido por seu grande saber médico e, de acordo com algumas biografias, Hipócrates era seu décimo - nono descendente e o vigésimo a partir de Zeus. O avô de Hipócrates, também médico, chamava-se Hipócrates, mas nunca alcançou a fama daquele que se tornou conhecido como o pai da medicina. Até hoje os recém-formados fazem o juramento de Hipócrates no dia da colação de grau, no qual prometem exercer a medicina com ética, seriedade e respeito aos pacientes. No século XX, o Brasil se projeta internacionalmente com destaque para os cientistas Carlos Chagas, Vital Brazil, Oswaldo Cruz e Gaspar Viana. - Carlos Chagas descobriu a doença de chagas em 1909 numa criança em Minas Gerais, além de ter revelado todos os seus aspectos, incluindo a cura. Transmitida pelas fezes do inseto barbeiro ou chupão, contaminadas pelo micróbio trypanossoma cruzi, a doença de chagas ainda não foi erradicada do Brasil, onde cerca de 5 milhões de pessoas encontram-se infectadas. Vital Brazil, nascido em Campanha, Minas Gerais, formou-se médico em 1891 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Combateu epidemias de varíola, febre amarela e cólera no interior paulista, sendo responsável pela criação dos soros contra picada das cobras jararaca e cascavel. Em 1899, assumiu a direção do Instituto Butantã, especializado na produção de soros antiofídicos. Anos mais tarde fundou o Instituto Vital Brazil, voltado para elaboração de soros e vacinas. - Oswaldo Cruz se especializou em bacteriologia pelo Instituto Pasteur de Paris. E ao voltar da Europa se engajou no combate à peste bubônica que se disseminava no Porto de Santos, em São Paulo. Também combateu a febre amarela no Rio Janeiro quando ocupou o cargo de Diretor-Geral de Saúde Pública, o que corresponde hoje ao Ministro da Saúde. Para saber mais sobre Oswaldo Cruz, visite o site http://www..coc.fiocruz.br/. - Gaspar Viana, nascido em Belém, Pará, foi bacteriologista e ficou famoso pela cura da leishmaniose. A doença é provocada por um protozoário microscópico que se hospeda no mosquito transmissor conhecido como mosquito-palha ou cangalhinha, menor que um pernilongo comum. A transmissão se dá pela picada. Para mais informações sobre a doença, visite a página http://www.anticorpos.com.br/. Um médico pode atuar em diversas áreas. O curso de graduação em Medicina tem duração de seis anos, em média, além da residência médica ou especialização. Quando formado, o médico deve optar por uma especialidade médica na qual deseja clinicar, estendendo seus estudos por mais dois anos.. É na especialização que ele adquire experiência e tem contato com o dia-a-dia da profissão. Com aulas em período integral, o curso tem disciplinas básicas como anatomia, fisiologia e patologia, quando aprende a dissecar cadáveres em laboratórios. Além das profissionalizantes e do estágio obrigatório. Aproveito esta data para dizer do meu respeito e carinho por esta bela profissão. Admiro a devoção de todos os médicos por ela. Nossas famílias que lhes devem esse reconhecimento vêm felicitá-los nesta data. Em especial, ao Dr. Luis Gonzaga Granja Filho, responsável pelo meu coração continuar batendo por mais tempo, a minha gratidão! Proclamo hoje: FELIZ DIA DO MÉDICO! Oferecendo esta bela ORAÇÃO DO MÉDICO Senhor, Tu és o grande médico Ajoelho-me diante de ti, Já que tudo que é bom Vem de ti, eu te peço: Habilidade para as minhas mãos, Lucidez para o meu espírito e Compreensão para meu coração Afasta do meu coração A cobiça e a mesquinhez, Dá-me a correção nas atitudes e Força para poder aliviar Ao menos uma parte Da carga de sofrimento, Dos meus semelhantes, Dá-me a graça de compreender O privilégio que tu me concedes Dá-me a graça de confiar em ti Com fé simples de uma criança. Amém. *Maria do Bom Sucesso de L. Fernandes. Contato: cessalacerda@yahoo.com.br Pombal, 18/10/08

BIDECA O SILÊNCIO DE UM VIOLÃO!

JERDIVAN NÓBREGA* As ondas do Rio Piancó chicoteando as pedras ali na panela, Araçá ou na Oiticica de Ana. Uma criança que grita de alegria ao pescar uma piaba. O cheiro gostoso de Arrubacão em uma panela de barro e a garrafa de Pitu que era passada de mão em mão. E o silêncio... O resto era o silêncio... O silêncio que se fazia para ouvir os acordes harmoniosos da viola de Bideca. Não se pode falar no violão de Bideca e não se lembrar do rio Piancó, de Biró de Onofre, Vicente Candeia, Negro Panela, Negro Adelson, Tuzinho, Pedoca e muitos outros que emprestaram suas vozes desafinadas ao afinadíssimo violão do Bideca. Naquele tempo nós éramos "alegres como um rio, um bicho, um bando de pardais como um galo quando havia galos noites e quintais" As manhãs de domingos a beira do rio tinham uma trilha sonora como se fora uma matinê no Cine Lux. Estivéssemos onde estivéssemos o vento fazia questão de levar aos nossos ouvidos o som das cordas dedilhadas pelo maestro: o vento era seu maior fã. Bideca fora sinônimo de música boa, de alegria e de boas conversas. Mesmo quando se mudou para João Pessoa, a sua casa foi à extensão da beira do rio, com os mesmo amigos de outrora lhes cobrando um bom solo de viola. Ali freqüentavam os mesmos saudosos amigos, já envelhecidos ou expostos em memoriais como fotografias amareladas e desgastada pelo cruel e imperdoável tempo em busca de reviver sua juventude nos braços daquele violão que tantos corações acalentaram nas noites e madrugadas frias de Pombal. Vicente Candeia costumava falar de Bideca como que se referisse ao gênio clássico, o maior entre os maiores. Contava histórias do tempo deles rapazes nas ruas de Pombal; das serenatas encomendadas à janela da amada como se ainda fosse possível hoje ser assim. As tardes de domingo em Pombal hoje são tão diferentes. Não tem mais os Jipes e Rurais Cruzando as ruas, levando a noiva à delegacia para selar o casamento; não tem mais "padre Oriel" e seus sermões engraçados; e os jovens de hoje sequer sabem quem foi Bideca. Nem um registro em mídia deve ter ficado. A Pombal de hoje é uma cidade pobre, banhada por um rio assoreado, poluído e lutando numa crise de identidade entre saber trata-se apenas de um esgoto, um riacho ou de um simples sangradouro. Os domingos são tristes e reclama a volta da rapaziada que vinham dos Arrubacões à beira do rio; reclamam sirenes de fábricas anunciando "onze horas”, reclamam um vesperal e uma matinê no Cine Lux e uma Ave Maria num final de tarde na Difusora do Lord Amplificador. Para Pombal o silêncio do Violão de Bideca já se havia feito há muitos anos, existindo apenas na memória indelével e inextinguível de pessoas como Dona Cessa que escreveu: " BIDECA era um cidadão de caráter espirituoso, gênio da música, maestro que executava mais de sete instrumentos de corda, compositor de sambas e chorinhos, brilhante intérprete da música, talentoso anedotista e brincalhão nas horas de lazer". Nessas palavras sábias da nossa eterna professora para sempre existirá o nosso Bideca. Outro dia, isso tem uns seis anos, eu encontrei com Bideca e ele me agradeceu por ter se lembrado dele em uns textos e poesias da minha lavra. · Não fui isso que você escreveu a meu respeito, mas de qualquer forma obrigado! Foram suas palavras. Confidenciou. E eu respondo: Não sou ninguém para escrever sob você, mas, de qualquer forma obrigado, pelas vezes que parei para ouvir as melodias vindas destes dedos mágicos. Naquele tempo tudo era mesmo divino tudo era maravilhoso, mas... Tudo muda e com toda razão. *ESCRITOR POMBALENSE

DIA DO PROFESSOR (a)

Clemildo e Irene em evento social. Ela, Professora com licenciatura plena em História (Foto)
CLEMILDO BRUNET* Você sabe como surgiu o Dia do Professor? O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil. No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila) D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: Descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse cumprido. Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao professor. Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antonio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil. A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado. “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”. Fontes: Site www.diadoprofessor.com.brSite www.unigente.com Uma das categorias privilegiadas neste planeta é a do Professor (a). Como teríamos o ensino se esta classe não existisse? Acima de tudo o professor é um abnegado em suas tarefas no cotidiano. Ele (a) não mede esforços no sentido de dar o melhor de si para os seus discípulos. Diariamente reserva parte de seu tempo para se dedicar as tarefas que lhe são peculiares e o faz com muito denodo para depois sentir-se gratificado por ter cumprido sua obrigação. O professor (a) é o segundo responsável na formação do caráter do aluno e isso é feito com muita propriedade, pois ele (a) vai ensinar pessoas que receberam suas primeiras instruções no lar onde nasceram. Nota-se que o Professor (a) vai lidar com alunos de diversos níveis sociais. Ele (a) não tem a prerrogativa de escolher a quem vai ensinar. Dependendo sempre de sua preparação pedagógica a sua batalha é enfrentar inúmeras cabeças que agem e pensam diferentemente. Nas mil obrigações que o Professor (a) tem, será que alguém já parou um pouco para pensar no que se passa ao redor dele (a). Quais são suas preocupações? Como vive com sua família? Ou se são solitários? Ou mesmo que necessidades passam? Não é nada raro encontrarmos alunos malhando seus professores. Fala mal desse, daquela etc. Não sabem eles que os dedicados a este ofício são por Deus vocacionados para o pleno exercício de suas tarefas. Um dia também o professor (a) foi aluno (a), esteve na escola para aprender e depois de muito sofrimento abraçou a sublime missão de educador. A despeito das dificuldades que enfrentam em relação a salários que não são compatíveis com o trabalho que executam o professor (a) ainda tem de receber bodoardas de pais de alunos que de maneira incompreensível, na defensiva de seus filhos os condenam. Muitas das vezes esses filhos não tiveram uma boa educação em casa. O apóstolo Paulo diz na carta aos Romanos que o ensino está entre os dons dados por Deus aos homens: “... Ou o que ensina esmere-se no fazê-lo” Rm. 12:7b. È nosso dever respeitar e acatar o ensino que nos é dado de forma espontânea por nossos mestres, seja qual for à disciplina que eles receberam para nos ministrar. Bendigo e parabenizo ao professor (a) de todos os tempos, sem eles não existiriam conhecimento, educação, ética e profissionais liberais num mundo de relativa homogeneidade cultural e lingüística, compartilhando história e origem comuns. *RADIALISTA CONTATO: brunetco@hotmail.com WEB: www.clemildo-brunet.blogspot.com

HOMENAGEM AO GRANDE AMIGO BIDECA!

CESSA LACERDA* Na surpresa, uma dor! Na dor, uma tristeza! Na tristeza, uma saudade! A vida é cheia de surpresas! Ora, de alegria, ora, de prazer, ora, de dor. Pombal revestiu-se de tristeza ao anunciarem a morte de BIDECA, homem que significava ALEGRIA, pois revelou a sua idoneidade na música desde pequeno, contribuição dos seus pais. Nasceu em berço de músicos tornando-se grande artista. Homem que tivemos a satisfação de conhecer como amigo e que nos proporcionava momentos de contentamento e de lazer. BIDECA era um cidadão de caráter espirituoso, gênio da música, maestro que executava mais de sete instrumentos de corda, compositor de sambas e chorinhos, brilhante intérprete da música, talentoso anedotista e brincalhão nas horas de lazer. O nosso saudoso BIDECA era um homem extraordinário por todas essas características que o ornava e o fazia simpático e querido. BIDECA traduzia para nós, um modelo de vida íntegra. Deixou com certeza uma lacuna impreenchível na família, nos amigos e nos seus irmãos saudosistas e seresteiros. Sabemos que a sua ausência vai doer em todos nós que o admirávamos. A lembrança de você, BIDECA, marcará em nós a profunda saudade! Que Deus o tenha recebido de braços abertos e colocado num lugar juntinho dEle. Que o Pai misericordioso console com amor todos os seus familiares. E nós? Seus confrades, o que dizemos? Que morreu o homem, o artista, e o amigo, restando-nos a tristeza, a dor e a saudade! *Escritora, Poetisa e Professora

DEPOIS DAS URNAS...

CLEMILDO BRUNET* Se todos tivessem o entendimento de que eleições é o pleno exercício de cidadania e liberdade que cada eleitor tem para votar e escolher democraticamente seus candidatos, as disputas eleitorais não seriam tão acirradas a ponto de dividir famílias e amigos, ocasionando transtornos e tristezas entre pessoas que vivem no mesmo torrão. Não sei o que se passa nas pessoas que durante uma campanha eleitoral ficam indiferentes com os seus semelhantes se estes mostram sua preferência por um ou outro candidato que não seja aquele de sua facção partidária ou que do mesmo modo não se manifestem publicamente. Por que agir assim, se todos têm plena consciência de que um tem que perder para que o outro ganhe? O voto é sagrado, por este motivo ele é secreto. Ninguém é obrigado a manifestar publicamente em quem vai votar. Nem mesmo aquele que é funcionário público concursado. Somos cidadãos livres que podemos torcer ou não por este ou aquele candidato. Abster-se de declarar quem está apoiando não é pecado. Embora seja retórica, os discursos dos agentes políticos é dizer que o eleitor é livre para escolher e fazer uso da consciência na hora de votar. Décadas atrás as preferências eleitorais eram respeitadas nos limites da democracia e do bom senso. Depois das urnas o resultado obtido na votação em favor de determinado candidato não levava quem os apoiou a xingar seus adversários. Havia sempre o respeito recomendado pela liderança política do vitorioso. Para o perdedor bastava tão somente a humilhação de não ter logrado êxito no pleito. Certa vez me disseram que um experiente político de nossa região depois de ter perdido uma eleição declarou: “Perde-se uma batalha, mas não a guerra”. È bom lembrar que a política partidária é uma gangorra nem sempre quem está em cima se perpetua no poder. Em um passado não muito distante participei de muitas campanhas políticas no exercício do meu trabalho profissional e digo com certeza que me sentia desconfortável com a posição incômoda de aliados que não entendiam o meu modo de trabalhar pelo simples fato de não agredir os nossos opositores. Lembro-me ainda que certa vez ao fazer a divulgação dos nossos candidatos em determinado bairro em nossa cidade, o candidato da outra facção política estava entrando nas casas e dando dinheiro. Um desses aliados disse-me: “Diga aí, receba o dinheiro dele e vote contra”. O que eu prontamente respondi: Não. Diga você. De outra feita, depois de haver auxiliado como locutor nos Comícios e trabalhado em favor do candidato do meu partido, após o resultado das urnas em que o nosso candidato perdeu a eleição, alguém chegou a dizer que eu havia votado contra e, por conseguinte fui dispensado do emprego. Hoje porque não me manifesto publicamente se estou com esse ou aquele candidato, existe uma censura velada de amigos e alguns invadem minha privacidade e perguntam: Você está com quem? Infelizmente muitos não aprenderam ainda que o direito de liberdade de um termina quando começa o do outro. Verdade é, que o voto dado secretamente não leva o nome de quem votou, aparece tão somente misturado entre os números dos candidatos votados. È como costuma dizer o nosso amigo jornalista João Costa. “Assim caminha a humanidade!” *RADIALISTA CONTATO: brunetco@hotmail.com WEB. www.clemildo-brunet.blogspot.com

PARABÉNS LIBERDADE, RÁDIO DO SUCESSO!

Prédio R. Liberdade (Foto)
CLEMILDO BRUNET* Ainda é uma menina moça que começa a desabrochar para vida. Ela chegou a Pombal em agosto de 1993 na sua fase experimental. É a pioneira da cidade na modalidade de Rádio FM e foi inaugurada no dia 02 de outubro do mesmo ano. Seu nome tem um significado de muito valor. LIBERDADE: Faculdade de decidir ou agir segundo a própria determinação; Poder de agir, no seio de uma sociedade organizada, dentro dos limites impostos por normas definidas: liberdade civil; liberdade de imprensa; liberdade de ensino. A Rádio Liberdade 96 FM está completando 15 anos de atividades radiofônicas no nosso torrão natal. Nome apropriado para uma estação de rádio que nasce da inspiração de uma palavra que não pode ficar escondida e que expressa à faculdade de praticar o que não é proibido e que no plural significa – regalias, direitos e imunidades. Um pouco da história: Há 15 anos, precisamente às 10 horas do dia 02 de outubro de 1993, numa manhã ensolarada, no edifício sede da emissora “Levi Olímpio”, a rua Cel. Cândido de Assis, 535, era inaugurada a Rádio Liberdade 96 FM, onde se encontravam presentes o deputado estadual Levi Olímpio (saudosa memória), a Prefeita de então Azenete Queiroz Olímpio, o diretor superintendente Carlos Rogério Vieira,o diretor comercial Clemildo Brunet, funcionários da casa e curiosos que passavam no local. A bênção das instalações da primeira emissora FM de Pombal foi feita pelo Pe. Solon Dantas de França (saudosa memória), pároco da freguesia. A inauguração da Liberdade veio juntarem-se as festividades da tradicional festa do Rosário, foi um dia festivo tanto para diretores e funcionários da empresa como para centenas de ouvintes que puderam ouvir pela própria emissora toda ocorrência da inauguração. Discursos, entrevistas e coquetel marcaram este acontecimento. A alegria era tônica do momento em que os circunstantes adentravam o prédio da emissora para conhecer as instalações da FM pioneira de nossa cidade. A Rádio Libedade no início aproveitou os profissionais já existentes em nossa comunidade advindos das rádios AM. Nil Alcântara, Gregório Dantas e Jacinta Nogueira. Muitas críticas foram dirigidas aos locutores da nova emissora em razão da exigência que era feita para que os mesmos adotassem jargões, sotaque e molejo dos disck - jóqueis das emissoras de FM do país. A despeito de tudo isso, não foi preciso muito tempo para que as rádios FM neste Brasil voltassem a fazer rádio no modo operante de AM. Mesmo com outras emissoras FM que a nossa cidade conta hoje, a Rádio Liberdade com seus 15 anos de atividades tem desenvolvido um trabalho dignificante e sobrepujado as demais, principalmente na forma de fazer jornalismo cujo índice de audiência tem conquistado um público considerável de ouvintes e participantes que interagem suas informações com as opiniões formadas pelos jornalistas: Naldo Silva, Claudionou Dantas e Nil Alcântara. A Rádio Liberdade ao longo desses anos tem primado em sua programação pelo um jornalismo sério, verdadeiro e imparcial. As notícias que são levadas ao “AR” todas são devidamente checadas. No programa Liberdade Notícias os canais de comunicação são abertos aos ouvintes, independente de credo religioso ou facção política partidária. Os seus programas musicais são de agrado do público discófilo, trazendo em sua bagagem novidades dos últimos lançamentos e as novas tendências do mundo musical. Acompanhando a nossa era pós moderna a Liberdade se enquadra dentro dos parâmetros do mundo virtual e dispõe de um site na rede mundial de computadores (internet) indo além fronteiras, se adequando as normas da globalização com notícias digitadas e áudio da emissora para os nossos internautas. O que mais poderia se dizer de uma emissora cuja ação repercute até mesmo entre aqueles que são contraditórios ao seu pensamento e ao nome que lhe foi dada com tanta sabedoria? Junto ao Judiciário são levantadas questões contra os profissionais do jornalismo desta empresa que até o presente tem sido isentos das acusações que lhes são impostas. Rádio Liberdade é tudo aquilo que o nome lhe faz jus: Supressão ou ausência de toda opressão considerada anormal, Ilegítima e imoral. Estado ou condição de livre, facilidade, desembaraço, confiança, familiaridade, intimidade, permissão, licença, independência e autonomia. Os nossos votos é que na continuidade dos anos da existência da nossa Rádio Liberdade, seus diretores, funcionários e ouvintes um dia possam alcançar em sua plenitude as palavras do nosso mestre Jesus Cristo: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” Jo. 8:32. Voa, voa, minha liberdade/ Entra se eu servir como morada/ Deixa eu voar na sua altura/ Agarrado na cintura da eterna namorada/ Voa, feito um sonho desvairado/ Desses que a gente sonha acordado/ Voa coração esvoaçante/ Feito um pássaro gigante/ Contra os ventos do pecado/ Voa no estalo do meu grito/ Quero ver teu infinito/ Nesse azul sem dimensão/ Letra da música “Voa Liberdade” composição de Mário Maranhão/Eunice Barbosa/Mário Marcos/, interpretação do cantor Jessé. *RADIALISTA CONTATO: brunetco@hotmail.com WEB: www.clemildo-brunet.blogspot.com