CLEMILDO BRUNET DE SÁ

NO ÚLTIMO DIA DO ANO

O vento manso sopra por entre as ruas de paralelepípedos lisos em tarde quente,
A rua estreita de casas simples termina na sombra do castelo frio e silencioso,
O velho ancião compra uma lamparina para iluminar a noite que se aproxima,
A mulher magra de saias longas cochila no cochicholo da rua do sol escaldante,
O garoto magro de calças curtas espera o trem na estação de piso sujo de pouco uso,
O trem não vem, o tempo passa e o relógio da coluna não marca à próxima hora;

A noite cai as casas se iluminam de forma discreta, porém festivas e arrumadas,
O céu estrelado de lua nova renova o clarão dos quintais de cercas de taquara,
O bêbado de passos trôpegos sai do bar da praça centenária por entre as arvores,
O pescador ainda tenta vender para o último jantar a última fieira de sardinhas,
O motorista de taxi leva ao bairro distante o retardatário numa rua mal traçada,
O namorado tenso leva à casa da sua amada o ramalhete de perfumadas flores;

O padre celebra na matriz a missa para seus fieis mais crédulos da sua paróquia,
A moça já não tão bela espera uma declaração de amor do seu admirador secreto,
A formiga prepara especialmente seu PIC na espera dos seus convidados especiais,
A verba do PAC não chegou a tempo para a reforma da inoperante ponte velha,
A Pollyana se diz satisfeita pelas realizações e objetivos alcançados do último ano,
O clemente Clemildo troca o jeito lorde para se comunicar pelo blog de novos ideais;

As ruas já não são as mesmas das velhas e alegres canções, da antiga jovem guarda,
Os pratos regionais não resistiram à propaganda dos perus congelados e novas receitas,
As bebidas e ponches das frutas maduras foram substituídas pelos espumantes baratos,
Os fogos lançados de todos os bairros encobrem o som musical da melodiosa banda,
A pressa dos homens quase atropela a chegada do novo dia de novas esperanças,
Mas, o sorriso e a alegria continuam nessa gente de ternura sertaneja dos novos tempos.

Sergio Kante

NO TEMPO CERTO, NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

“Pois disseste: Hei de aproveitar o tempo determinado; hei de julgar retamente” Sl. 75:2.

Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

O que tem sido considerado por você tempo perdido ou perda de tempo? Já imaginou que na nossa existência volta e meia ouvimos alguém dizer: É tempo perdido! Estamos nos aproximando de mais um final de ano e sempre quase todos, nesta época, são tendentes para fazer uma avaliação de tudo que se fez ou deixou de fazer durante os 365 dias do ano que se finda. Isso é natural.

Muitas vezes o que é tempo perdido para alguns, não é para outros. Aquele que, por uma circunstância qualquer considera perda de tempo em se aventurar em algum negócio ou no esforço que fez para conquistar o coração de alguém e não conseguiu, vai aventurar-se numa próxima ocasião, pois, nem tudo estará perdido. Qualquer sonhador jamais ficará a mercê do que se deseja, se esse sonho for perseverante para torna-se realidade.

Final de ano é o divisor de águas para o que se deixou de fazer. Eis que surge uma nova oportunidade renascendo a esperança no novo ano que está prestes a vir. Esta é a chance para aqueles que costumam enviar suas mensagens de felicitações nesta época de festas de fim de ano, enquanto se banqueteiam nas confraternizações entre o Natal e o réveillon.

É nesse tempo que a humanidade prega a paz a tantos que precisam dela, os corações flutuantes de alegria e felicidade realizam as trocas de presentes com as mais alvissareiras mensagens de ocasião e lembram festivamente a noite mais linda do mundo com o nascimento daquele que veio para alumiar com sua luz resplandecente, aos que estavam em trevas tenebrosas.

Saudade, tristeza, dor, sofrimento, guerra, sedição, morte, separação, fome, surto epidêmico, violência, homicídio, acidente com vítimas fatais são realidades daqui, coisas que pertencem a este mundo. Devemos ficar alertas para o que vem sucedendo no mundo a despeito do avanço da ciência. Há muito, essas coisas estão descritas na Bíblia, veio para nos transmitir ensinamentos e não para o nosso desespero do que ocorre ao nosso derredor.

Evoco aqui as palavras do homem mais sábio de sua época e que não houve outro igual em sabedoria. Para governar uma grande nação seu pedido foi único. Deus lhe deu sabedoria - concedendo-lhe graça; o fez prosperar em seu reinado sobre Israel, julgando com equidade o seu povo.

SUAS PALAVRAS:

“Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu;

há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo e tempo de edificar;

tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;

tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;

tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de está calado e tempo de falar;

tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz”.

Eclesiastes Cap. 3: 1 a 8.

FELIZ 2012.

Pombal, 29 de dezembro de 2011

*RADIALISTA, BLOGUEIRO E COLUNISTA

2012 e as Previsões Apocalípticas

Onaldo Queiroga
 Onaldo Queiroga*

Ultimamente, a mídia tem noticiado diversas profecias apocalípticas, e o mais intrigante é que todas convergem para 2012. Para os WebBots, a Terra será devastada por um evento ligado à descarga de plasma, sugerindo uma explosão de raios gama, ou mesmo tempestades solares. Outros falam de uma mega erupção do vulcão de Yellowstone, como também de uma explosão vulcânica advinda da Ilhas Canárias, o que provaria uma série de tsunamis que atingiriam os EUA e a costa norte e nordeste do Brasil. Ainda nas terras americanas, se menciona o temível Big One, um mega terremoto que aniquilaria Los Angeles e São Francisco. No lado oriental, especialistas apontam a ocorrência do fatítico terremoto Tokai, enquanto que religiosos falam sobre o Amagedon.

Estudiosos comentam sobre o Livro Perdido de Nostradamus e lançam previsões sobre o fim de velhos paradigmas e um novo começo a partir de 2012. Os Monges Tibetanos sinalizam o fim dos dias para 2012. Outros estudiosos indicam a existência de um Código da Bíblia que sinaliza o fim dos tempos no ano de 2012. Já o TimewaveZero e a Profecia Hopi, como a Cosmologia Maia, apontam o nosso fim para o dia 21 de dezembro de 2012.

A previsão Maia indica que o sol se alinhará com o centro da nossa galáxia, fato que acontece uma vez a cada 26.000 anos, segundo John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012. Esse realinhamento provocaria um raro fenômeno astrológico, uma mudança do eixo da terra em relação à esfera celeste. O fenômeno se chama Precessão, que, segundo John, ocorrerá em 21 de dezembro de 2012.

A verdade é que vivemos tempos difíceis, de antagonismos. Não sabemos sobre o nosso futuro. O homem devasta a natureza, prima pelo materialismo, cultiva o egocentrismo, propaga que a perversão é algo normal e cada vez mais se torna incrédulo. Se intitula inteligente, mas entrega-se à droga, é consumido pela cocaína, pelo crack, cria marchas e perfila uma legião de miseráveis que marcham vestindo o verde diabólico da maconha. Evoluiu no mundo tecnológico, investindo incalculáveis valores na virtualidade, fomenta guerras, contudo, assiste inerte à fome que mata um exército de desassistidos.

Mesmo diante desse cenário nesfato, ainda acredito no fim do medo, por isso, que venha 2012, que venha o realinhamento da Terra e, com ele, o redirecionamento do nosso existir, com homens voltados para o amor. O sangue das tragédias tem a mesma cor daquele que irriga de amor os nossos corações. É preciso viver a paz, espalhar a solidariedade e estender a mão aos nossos semelhantes. Feliz 2012 para todos.

*É Pombalense e Juiz de Direito da 5ª Vara Cível de João Pessoa PB.

A DIFÍCIL LUTA DA SOBREVIVÊNCIA!

Genival
Genival Torres Dantas*


Chegamos ao final de mais um ano, no próximo domingo teremos um novo ano se iniciando, novos sonhos e objetivos na mira de todos nós. Não podemos esquecer que o resultado colhido em 2011 foi fruto de um processo evolutivo das administrações passadas, e o resultado do próximo ano será o empenho desprendido até hoje.

No mundo tivemos um ano difícil, crise financeira, principalmente na Europa, onde o euro impôs o ritmo desacelerado das economias nos países que adotaram aquela moeda. Esse fato contribuiu com o resultado negativo em outros continentes, levando a recessão aos povos de muitas economias até então considerada estáveis.

O Brasil se manteve cauteloso e firme, principalmente por ter conseguido gorduras, na sua economia, graças ao bom desempenho das nossas autoridades da área econômica, para poder queimar em situações desconfortáveis, o que aconteceu na realidade.

Fomos o destaque na economia mundial, conseguimos o 6° lugar entre as grandes potencias com um PIB (Produto Interno Bruto) de US$2.246.079 bi, desbancamos o Reino Unido. Muito embora o nosso PIB per capita tenha apresentado números modestos, US$10.710 mil, figurando na 82ª colocação, temos que comemorar o resultado nunca antes obtido. Até então tínhamos uma 8ª colocação no regime militar e estávamos num honroso 7° lugar até ser anunciado os últimos resultados.

Essa é a notícia boa para o Brasil, entretanto, temos de fazer muitos ajustes para melhorarmos como país potencia nos próximos anos, segundo o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, para alcançarmos padrão europeu, precisamos triplicar nosso salário mínimo, fazendo uma distribuição de renda mais justa. Melhoramos bastante graças ao plano real, iniciado no governo Itamar Franco, implementado no Governo Fernando Henrique Cardoso, mantido e ampliado no governo Lula, e seguido pelo governo Dilma.

Infelizmente o Brasil vive uma crise tão ruim ou pior que a crise financeira que é a crise moral, o que ainda é mais grave, dentro dos três poderes constituídos.

O nosso poder executivo depois de um ano de crise nos seus ministérios, com a saída de sete ministros, seis dos quais envolvidos em escândalos de irregularidades diversas, por força das contingências políticas, muitos dos seus ministros vão disputar eleições no próximo ano, a presidente Dilma vai ter que fazer substituições.

Essas substituições vão mexer com os partidos da base aliada que vem dando sustentação política ao governo Dilma. Essa é uma grande oportunidade que a presidente tem para enxugar a máquina, eliminando alguns ministérios que não se justificam, alguns pela absoluta falta de desempenho dos seus titulares, outros pela sobreposição com outras pastas, existindo apenas como cabide de emprego, trazendo custos para o governo e problemas para a máquina administrativa como um todo.

O legislativo se mantém fiel ao executivo em troca de cargos e verbas. O poder central, executivo, tem 83% de apóio do congresso, número significativo para manter a governabilidade sem risco, mas, com um custo muito alto para a nossa população. Se os desvios de verbas fossem aplicados nos projetos originais certamente teríamos um país melhor e mais decente, sem essa vergonha que nos acompanha por tantos governos e décadas.

A oposição com apenas 17% de congressistas e poucos representantes de peso, como em outras ocasiões, se debate e nada pode fazer, e sem esses fiscais, oposição, para acompanhar o trabalho do executivo, fica difícil a cobrança e levantamento de dados para julgamento da história no futuro.

O Judiciário entrou num processo nada convencional se envolvendo em conflito institucional, colocando sob suspeita a isenção dos magistrados ao julgar seus próprios pares, é lamentável que isso ocorra exatamente naquele poder, e nesse momento, onde toda a população espera respaldo jurídico para os problemas que envolvem os outros dois poderes mergulhados numa crise moral sem precedentes.

Assim, parte da população brasileira luta desesperadamente para conseguir sobreviver às suas próprias crises, sem interferência do Estado, com problemas relacionados de casos fortuitos e da natureza, com secas e enchentes regionais, famílias tentando recuperar seus filhos viciados e adotados pelo mundo do crime e da miséria humana, na esperança que no próximo ano suas preces sejam ouvidas, por quem de direito, e todos façam parte desse Brasil legal, com chances reais de acompanhar o ritmo do desenvolvimento sustentado e desejado por todas as nações de um mundo globalizado nos problemas, soluções, fé e esperanças.

*Pombalense e Empresário em Navegantes SC

À CABIDELA

Dizem que “o que os olhos não vêem o coração não sente”. A regra atribuída aos amantes, de certo, não se aplica ao paladar nem ao olfato que quase sempre nos enche de saudades sem nenhuma ajudazinha dos olhos. Isso mesmo, uma das formas mais autênticas de se sentir saudade é se notar a falta de alguns sabores. Se os olhos traem o coração, a língua não!

A degustação nos é agradável até por pensamento. Quem já não encheu a boca de água só em pensar naquela delícia que mais nos apetece. O ato de comer, de uma boa garfada, de saborear um bom prato ainda é um dos nossos grandes prazeres e de grandes significados.

Outro dia li num noticioso que se pode definir uma época ou o padrão de uma sociedade com base apenas na culinária servida àquele povo.

A mesma fonte informava ainda que restos de alimentos encontrados “fossilizados” são suficientes até para determinação daquela civilização, seus aspectos culturais, gastronômicos e religiosos.

Mas o que eu quero dizer mesmo é que ultimamente, ou melhor, há alguns anos, venho sentindo saudades de alguns sabores próprios à minha infância. Hábitos interioranos, herdados de nossos pais e avós, a exemplo da família reunida na mesa de jantar. Até mesmo a geografia da disposição dos pratos sobre a mesa parecia obedecer um certo ritual. Tudo em sua ordem, inclusive os talheres. As refeições ganhavam um “ar” quase que sagrado. Uma áurea de respeito e agradecimento a Deus pelo alimento posto à mesa dominava aquela cena.

Não só os alimentos se alinhavam à mesa, as pessoas também. O patriarca sentava-se à cabeceira do móvel e num sentido horário seguia-se D. Mariinha, e os três filhos, além da nossa ajudante de cozinha que, por pura adoção afetiva, compunha a nossa família.

O almoço era servido cedo. O apito da Brasil Oiticica era quem ditava o início da refeição: 11 horas em ponto. Lembro ainda que o grito da Oitica também servia para ajustarmos os relógios. Era mais confiável e pontual que o horário anunciado pela rádio globo do Rio de Janeiro no velho motorádio portátil que tínhamos.

A variedade dos pratos era de encher a boca: “arroz solto” e arroz de leite com pedacinhos de queijo coalho, feijão em caroço temperado com coentro, manteiga de garrafa e carne de charque (há época havia a suspeita de que se tratava de carne de jegue), macarrão tipo espaguete (da marca pilar) feito ao molho de tomate (o molho era feito em casa, esmagando o tomante comprado na feira), vez por outra tinha “mala-assada” atualmente conhecida como omelete, o ovo era de galinha capoeira. Às vezes, servia-se também mungunzá salgado com mocotó de boi e farofa molhada ou com manteiga da terra, acompanhada de umas folhas de alface e batata-doce. Havia ainda o Ki-Suco de groselha como refresco e o arroz de festa (cozido no caldo da galinha).

Em dias de festas ou aos domingos então era a vez dela: a inigualável e indefectível galinha à cabidela e seus acompanhamentos. Até hoje lembro direitinho a receita que me fazia brilhar os olhos e estremecer o estômago: 1 galinha de capoeira grande e gorda, 2 colheres de sopa de vinagre, 4 limões, sal, pimenta do reino e cheiro verde a gosto, 2 dentes de alho socados, 1 cebola ralada, 2 colheres de sopa de óleo ½ pimentão cortado em tiras finas, 4 tomates picados sem pele e sem sementes, porção de sangue da galinha e 2 folhas de louro. Era isso que compunha aquela deliciosa provocação ao pecado da gula.

À tarde, lá pelas 15h30min, novamente estávamos à mesa. Era a hora do lanche. Nada de Iogurtes, Hambúrgueres, Pizzas, Toddynhos, refrigerantes nem salgadinhos. Um bule de café (de alumínio) e um amontoado de tapiocas com manteiga nos aguardavam esparramadas feito guardanapos enrolados um por cima dos outros em um dos pratos, no outro, bolinhos de caco (também chamados de orelha-de-pau). Do outro lado, meia-dúzia de pão aguado com creme de leite batido. Uma iguaria onde só no sertão se tem notícia.

Esse era o lanche, digamos, oficial, porque o oficioso era o que a gente comia na rua. Desse cardápio se via: rosário de cocos-catulés enfiados em imbiras, alfininho, consolo de açúcar, broa branca ou preta, cocorote, pirulito enrolado em papel de seda vendido na tradicional “tábua de pirulito”, quebra-queixo (que podíamos trocar por garrafas, meia-garrafa e litro vazios), puxa puxa, din din e refresco em garrafinhas de vidro não descartáveis.

Hoje o que se percebe é que aqueles pratos tradicionais das nossas famílias nordestinas têm se distanciado da predileção dessa nova geração. A galinha a cabidela deu lugar ao galeto “bombado” de hormônios, o pão com creme foi trocado pelo rodízio de Pizza e o Ki-Suco não resistiu às investidas da Coca-Cola.

O tempo e a propaganda consumista cuidaram de modificar a disposição e os pratos de nossa mesa. Hoje os sabores são outros, menos tradicionais e muito menos saudáveis, obviamente.

A galinha à cabidela com certeza é estranha ao paladar dessa juventude, logo a galinha à cabidela que, historicamente, era tida como alimento nobre, comida de alguns brancos privilegiados, importada pelos portugueses embora as suas origens mais remotas nos conduzam à cozinha francesa, do poulet en barbouille, nas batalhas entre César e os gauleses.

Teófilo Júnior

RIO PIANCÓ: "Espelho d'água, espelho de vida"

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga*

As lágrimas desceram dos meus olhos. Foi quando li a crônica do amigo Clemildo Brunet, intitulada – “Piancó: Quem vai cuidar do nosso rio?”
 
Como Clemildo e tantos outros pombalenses, a minha infância foi banhada pelas águas do Rio Piancó, principalmente por aquelas que ficam por trás do antigo Grande Hotel de Pombal.

Pelo beco do citado hotel, passei muitas vezes, e muitos meninos daquela época também fizeram o mesmo trajeto.

Era o caminho da alegria, o roteiro da algazarra sadia, do encontro com as águas límpidas do Piancó, sua correnteza, suas ingazeiras, suas lavadeiras, dos homens lavando seus carros, dos animais, do bate bola, bola que corria, que girava, girava como o mundo, levando os sonhos, os sonhos daquelas crianças, que guardam em si a eterna imagem da felicidade vivida em múltiplos momentos nas margens e no leito do nosso rio.

Tempo em que não havia poluição, de água cristalina, pura como os corações daquelas crianças, as mesmas que hoje são adultas e que contribuem, com ações ou omissões, para a degradação desse rio perene.

Em 2010, estive em Pombal e fui ao encontro do nosso rio, passei pelo beco do antigo Grande Hotel, e, adiante, ao chegar nas margens do Piancó, fiquei assombrado, me bateu uma tristeza infinita, pois o cenário não era igual ao da minha infância.

A visão era de uma terra bombardeada, a ponte destruída, pedra para todos os lados e a água poluída. Sai com lágrimas no olhos. Todos somos culpados.

É preciso união, e, por isso, incontinenti, devemos adotar medidas para despoluir o nosso rio, afastando dele o esgoto, o uso de drogas, o gosto amargo da morte, trazendo-lhe vida novamente.

Sabemos da obra do esgotamento sanitário, mas é preciso que as autoridades e a própria sociedade ajam, de mãos dadas, para manter o rio despoluído. Esse rio é vida, é desenvolvimento.

Pena que não há um projeto, um planejamento para melhor aproveitamento desse rio. Nem tudo está perdido, pois para tudo há tempo. É só querer, é só agir, é só fazer. Façamos então, por que não?
Quero vê-lo outra vez, quero vestir o meu calção e retornar ao meu rio. Nos espelhos das suas águas, almejo encontrar o reflexo do sol no amanhecer de cada dia, os movimentos das lavadeiras batendo roupas nas pedras, os meninos e a bola, que sonham e gira.

Nos espelhos das suas águas, o sol do meio dia, a tarde que chega, que se despede, que deita o sol, que aflora a noite e o reflexo da Lua e das estrelas. Espelhos das águas do Piancó, nossa vida está toda ali, não deixemos esse espelho se quebrar, não deixemos sepultarem essa história.

Espelhos das águas, espelhos de vida, de ontem, de hoje e de amanhã.

Onaldo Queiroga – Pombalense, Juiz da 5ª Vara Cível da Capital
CONTATO: onaldoqueiroga@oi.com.br

UMA LENDA DE AMOR

Genival Torres Dantas
GENIVAL TORRES DANTAS*
A história narrativa e na seqüência a escrita nos conta a origem de Papai Noel, Há duas principais correntes com opiniões diferentes sobre sua origem. A primeira consta que em 280 DC, um religioso turco, bispo, procura ajudar a comunidade pobre da Alemanha onde morava distribuindo moedas e as deixava bem próximo às chaminés das casas. Esse homem de nome Nicolau aos poucos e conforme testemunho de várias pessoas da época, começou a operar milagres e transformado em Santo pela igreja católica.

Outra história nos fala de um velhinho que mora no Pólo Norte, com seus assistentes, duendes, passam o ano fabricando brinquedos, a tarefa é dividida em duas partes.

Enquanto uma equipe fica no trabalho fabricando os brinquedos outra parte para o mundo observando o comportamento das crianças para depois serem compensadas com presentes, distribuídos na noite de natal, pelo bom velhinho, que os leva pessoalmente, entrando pelo pela chaminé ou pelas janelas das casas, colocando os presentes sob a cama ou rede, conforme a região visitada.

Essas histórias se fundem e em 1886, a roupa básica do Papai Noel que era na tonalidade marrom ou verde escuro foi modificada passando a ser vermelho e branco, com cinto preto e barba branca, a modificação foi feita pelo cartunista alemão Thomas Nast, difundindo a nova imagem do bom velhinho.

Em 1931, aproveitando a imagem positiva e simpática do Papai Noel, e as cores da sua indústria de refrigerantes, a Coca-Cola lança uma campanha publicitária, mundialmente.

Final dos anos 50 e inicio dos anos 60, século passado, na minha pequeno cidade, onde nasci, a pároco local, não sei se por orientação da igreja católica ou por iniciativa própria, tentou com o mito do Papai Noel, convocando a comunidade religiosa à levar as crianças até sua igreja e os pais distribuíssem os presentes aos seus respectivos filhos, atitude que não deu resultado, nessa época eu era criança, meus pais não atenderam ao chamamento do padre, assim coma a grande maioria, mais um grande erro da igreja querendo diminuir o feitiço e carisma que aquele bom velhinho tinha e tem junto as crianças de todo mundo.

Hoje, sabemos que o Papai Noel é um produto do imaginário, muito bem firmado na mente de todos, nem só as crianças usam esse mito para criar uma expectativa e aguardar seus presentes na noite de nata, natal que tem outra conotação, principalmente para nós cristãos.

Celebramos não só o nascimento de Jesus Cristo, mas o momento de reconciliação entre os homens, quando muitas desavenças são esquecidas, o perdão aflora dentro do peito, em nenhum outro momento no decorrer do ano, o amor fica tão latente.

Muitos consideram uma grande jogada de marketing do comercio para venda no final do ano, também acho, mas nós humanos precisamos de cultivar determinadas datas para que possamos manter vivo não apenas a nossa história, mas, nossos sentimentos.

Pode até nos custar caro, a janta, troca de presentes, amigo secreto, tudo isso é bem mais barato que um tratamento de análise e menos tedioso. Normalmente sabemos nossos limites, agimos de acordo com nossa capacidade financeira, e nada mais gratificante abraçar aquele velho amigo nesse momento de emoção e pedir perdão pelo silêncio que envolveu durante tantos anos perdidos, muitas vezes por motivos banis, simplesmente falta de humildade, excesso de orgulho, próprio do próprio homem.

Aproveite o sorriso do bom velhinho, mande um bilhete, telefone, envie um email ao seu desafeto, ainda há tempo, faço um convite, reúna todos em torno de uma mesa, pode ser a mais simples, mais modesta, mas que tenha o prato principal que não está posto à mesa, entretanto, acha-se dentro dos nossos corações, a renúncia. Não deseje apenas um bom natal, faça alguém ter um bom natal, esse é o melhor presente da noite, só assim você também terá um bom e inesquecível natal.

*Pombalense e Empresário em Navegantes SC.

EU E MACIEL GONZAGA - VISITA A CAJAZEIRAS PB.

Nesta segunda feira (19) eu e o Jornalista Maciel Gonzaga, pombalense parceiro do nosso blog que reside em Natal RN, estivemos em Cajazeiras, veja fotos abaixo, registro de nossa passagem pela a  cidade que ensinou a Paraíba ler.
Maciel, Zerinho e eu
Studio Rádio Oeste da Paraiba
Eu, Cezário e Maciel
José Cezario de Almeida Diretor Campus UFCG Cajazeiras
UFCG Cajazeiras
Pátio interno UFCG Cajazeiras
Catedral da Piedade

NATAL: LUZ PARA UM MUNDO EM TREVAS!

Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

Esta é uma época em que as cidades das aldeias globalizadas se enchem de luzeiros, sinalizando aos nossos olhos que estamos em um tempo diferente. As luzes multicoloridas fazem parte deste cenário, nos trazendo a mensagem que estamos concluindo mais um ciclo do apanágio de nossas existências e renovando as esperanças para outro ciclo no porvir.

O Natal tem tudo do que há mais belo no seu significado porque é transcendental da única e verdadeira luz que veio para iluminar o mundo sem jamais perder seu brilho e fulgor JESUS! “Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade”... O profeta Isaías setecentos anos antes de Cristo já vaticinara: “O povo que estava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu lhes a luz”. Is 9:1 e 2.

O Natal como mensagem central da Bíblia é Deus entregando seu filho unigênito para morrer em nosso lugar, a fim de que a Justiça divina seja satisfeita na sua inteireza, ‘para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna’. Jo.3:16b. O natal em seu sentido real são as boas novas de salvação proclamadas por Deus, através da milícia celestial numa noite calma e tranquila nas cercanias de Belém de Judá a simples pastores que estavam aguardar o seu rebanho.
De repente um clarão rasgou os céus com o aparecimento de um anjo no lugar onde eles estavam deixando-os cheios de temor. “O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo”. É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o salvador, que é Cristo, o Senhor”. Lc 2:10 e 11. Convidados que foram para presenciar essa maravilha, o anjo apontou como sinal: “Uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura”. Lc 2:12.

Repentinamente também nesse instante, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”. Lc 2:14.

A despeito da existência da luz que veio para dissipar as trevas desse mundo tenebroso, muitos não tem dado ouvido a mensagem do Natal em sua simbologia singela e simples, como fizeram os pastores na noite do anúncio do advento. Tomam sempre outro rumo. O Natal de Jesus é celebrado de outro modo, pois o aniversariante fica de fora e não participa do evento. Entrega de presentes, festejos regados à bebida alcoólica, danças e outras variedades de entretenimentos.

Infelizmente a comemoração do Natal tem sido desvirtuada ao longo dos anos para promoção comercial e envio de mensagens que sendo transmitida superficialmente não é encontrada nenhuma expressão do verdadeiro espírito natalino, porque elas são vazias em seu conteúdo.

Mesmo assim, um clima harmonioso paira no ar, as cidades têm suas ruas ornamentadas com lâmpadas multicores, onde presépios são visitados e confraternizações são realizadas, tanto em logradouros públicos como a domicílio. Lugares em que as pessoas se abraçam e o sentimento de paz se faz presente na expectativa de dias melhores para o ano que se aproxima.

Boas Novas de Salvação, este é o verdadeiro sentido do Natal para um mundo perdido. “hoje houve salvação nesta casa... Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido” Lc. 19:9,10.

E luz para um mundo em trevas: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”. Jo. 8:12.

FELIZ NATAL!
Pombal, 15/12/2011
*RADIALISTA, BLOGUEIRO, COLUNISTA

ENTREVISTA DO "CALDERÃO POLÍTICO" DE CHICO CARDOSO

COM O JORNALISTA CLEMILDO BRUNET DA CIDADE DE POMBAL-PB

Postada em: Sexta, 16 de Dezembro de 2011 às 13h45
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01 - Ofereça a sua opinião sobre os 35 anos do Programa “O Caldeirão Político”.
02 - Fale um pouco da sua história na comunicação paraibana.
03 - Quais os seus projetos no campo da comunicação, para o ano de 2012?
04 - Quais os nomes já indicados para prefeito no município de Pombal?

RESPONDENDO AO CP.

OPINIÃO SOBRE OS 35 ANOS DO PROGRAMA “O CALDEIRÃO POLÍTICO”.

O Caldeirão Político depois de ter sido difundido amplamente pelas várias emissoras compreendendo os Municípios de Sousa e Cajazeiras chega aos seus 35 anos de existência cumprindo fielmente o seu papel no exercício de uma atividade jornalística ímpar e sem precedentes na nossa região sertaneja.

Na Paraíba seu brado se fez e se faz (sentir, ouvir) desde os mais longínquos recônditos do sertão paraibano, até a faixa litorânea do nosso Estado, passando pelas regiões do Brejo, Curimataú, Agreste, Cariri e a cidade mãe - rainha da Borborema – Campina Grande.

Filosoficamente falando, eu diria que “O Caldeirão Político” causa uma confusão medonha, mas, no bom sentido. Ele confunde-se com o seu criador e idealizador Chico Cardoso. Não é possível por mais que se queira desassociar um do outro. CHICO CARDOSO É O CALDEIRÃO POLÍTICO E O CALDEIRÃO POLÍTICO É CHICO CARDOSO.

Chico Cardoso apesar de ter o obtido o Curso Superior de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal da Paraíba, - Advogado 1984, OAB-PB – 3616, optou e enveredou também pela senda do Jornalismo. Desprendido e desenvolto, sentiu-se vocacionado para a arte da comunicação e logo cedo veio a se projetar no meio radiofônico, adotando o critério polêmico de dirimir dúvidas e levantar questões de interesse público, entre seus convidados de entrevistas.

A Festa das celebridades nestes 20 de dezembro para marcar os 35 anos do “Caldeirão Político” vem dizer a Paraíba que jornalismo autêntico se faz, com coerência, simplicidade, autenticidade e verdade, características das quais Chico Cardoso é possuidor pelo dom que Deus lhe deu.

PARABÉNS CHICO CARDOSO...

PARABÉNS - O CALDEIRÃO POLÍTICO, 35 ANOS DEFENDENDO OS DESVALIDOS E A TODOS QUE NECESSITAM DELE! DEUS OS ABENÇOE!

SOBRE MINHA TRAJETÓRIA NO RÁDIO PARAIBANO:

Clemildo Brunet - Iniciou sua carreira radiofônica em 1961, nas antigas difusoras de Pombal. Em 1966 montou sua própria emissora "A VOZ DA CIDADE", que teve o seu destaque na formação de muitos profissionais que atuam hoje nos veículos de comunicações. Em 1968 instalou o serviço de Alto Falantes "LORD AMPLIFICADOR" que funcionava sob as modalidades fixo e volante, tendo servido também de aprendizado para muitos outros profissionais que são destaques hoje, tanto na imprensa paraibana e brasileira. Atuou no rádio como locutor, redator, comentarista, repórter e noticiarista. Foi correspondente durante dez anos do Jornal Estadual da Rádio Tabajara da Paraíba entre 1980/1990. Ex-diretor comercial das Rádios Maringá AM e Liberdade 96 FM de Pombal. Passando ainda pela Opção 104 FM de Pombal e Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras exercendo nesta última, suas atividades jornalísticas nos Programas, Rádio Vivo e Trem das Onze. Pelos relevantes serviços prestados ao longo dos anos à radiofonia paraibana, foi agraciado com a mais alta honraria da Assembléia Legislativa da Paraíba, "A Medalha Epitácio Pessoa", no dia 10 de junho de 2010. Aposentado, atualmente vem divulgando temáticas sobre o rádio, a cultura e a história de Pombal, em seu Portal CLEMILDO, COMUNICAÇÃO & RÁDIO.

MEUS PROJETOS NO CAMPO DA COMUNICAÇÃO PARA 2012!

De blog para instalação de um site e lançamento de um livro sobre a história da Comunicação e do Rádio em Pombal. Resumo do Projeto:

O Site do Comunicador Clemildo Brunet terá uma página hospedada no sítio da Rede Mundial de Computadores (www), com Studio e sede na cidade de Pombal – PB. O seu acesso à internet será direcionado pelo sugestivo ENDEREÇO: http://www.informe.com.br/

O livro do comunicador Clemildo Brunet terá duas partes: geral e especial. A primeira, focará temáticas e textos diversos de autoria de Clemildo Brunet e de colaboradores. A segunda, de autoria do escritor abordará assuntos exclusivos da comunicação e rádio – história do rádio e da comunicação de pombal, oportunizando citações de autores pombalenses que tem contribuído com essa história. Os textos serão selecionados e corrigidos por pessoal competente da linguística.

SOBRE AS CANDIDATURAS 2012

Por parte da oposição não existe ainda definição de nomes de pré-candidato a Prefeito. Na situação figura como pré-candidata a Prefeita, (reeleição) Pollyanna Feitosa.

*Reproduzido do Site "O Calderão Político" de Chico Cardoso.

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!

Ignácio Tavares
 Ignácio Tavares*

Você sabe quem foi o autor da expressão: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”? Se você não sabe, não se preocupe porque eu também não sei. Mas, tenho absoluta certeza que foi São Francisco de Assis, lá pelos idos da idade média, o construtor do primeiro Presépio que reproduz o cenário do nascimento de Jesus.

Sei também que os eventos natalinos estão ligados aos interesses comerciais desde a antiguidade. A felicidade natalina está relacionada as possibilidades que as famílias têm de organizar uma farta mesa ao redor da qual reúne-se toda família para comemorar a data magna da cristandade.

De certo modo o conceito da felicidade guarda uma forte relação com o sonho de bem-estar propagado a partir do momento que surgiu a emergente sociedade burguesa européia. Isso aconteceu lá pelos idos da segunda metade do século XIX, com o advento da Revolução Industrial.

È evidente que antes deste século a felicidade era algo associado à perspectiva de ser bem sucedido no plano Celestial. Para tanto era comum os ricaços senhores feudais comprarem indulgencias a fim de purificar os pecados antes que a morte chegasse. A venda de indulgencias robusteceu os cofres da Igreja, bem como o patrimônio dos familiares do papa Alexandre VI.

Quanto a prosperidade, na frase em questão, parece ter um sentido individual. Acontece que ninguém prospera sozinho. Mas, talvez na época em que foi construída a frase “Feliz Natal e Próspero Ano Novo”, realmente as pessoas pudessem prosperar individualmente. Isso era possível acontecer porquanto as famílias fossem auto-suficientes na produção de suas necessidades de consumo. Com o passar do tempo, com a urbanização da economia, a prosperidade passou a ser coletiva.

Apesar de a prosperidade ser de caráter coletivo, não obstante o crescimento da economia mundial, ocorrida, ao longo dos últimos duzentos e sessenta anos, não foi possível engajar no sistema produtivo, grande parte da população dos chamados países pobres ou periféricos.

Os excluídos hoje representam cerca de um terço da população mundial. Lamentavelmente esses irmãos vivem a margem do ciclo de bonança e fartura que a modernidade econômica está a proporcionar aos países ricos. O pior é que, grande parte desses excluídos, ainda acredita que a pobreza é um desígnio de Deus.

É comum escutar a expressão “sou pobre porque Deus quer”. É triste não é? Estes que assim procedem, são os filhos bastardos da predestinação social perversa, que chega a um terço da população terrestre, cujo autor é o próprio homem.

Depois do concilio Vaticano II em 1962, a predestinação da pobreza, como uma dádiva perversa de Deus caiu por terra. A nova Teologia que despontou na America Latina, depois desse magnífico evento, nos anos sessenta, em contraposição a Teologia Clássica Européia, desfaz a crença na pobreza predestinatória ao afirmar que o Céu começa aqui.

Noutras palavras, os teólogos estão a nos dizer que o Reino de Deus vai ser construído aqui no planeta terra. A revelação do Gênese diz homem foi posto no Paraíso segundo a vontade de Deus. Perdeu o Paraíso em razão do pecado, por isso recebeu a missão de reconstruí-lo com o suor do próprio rosto.

O homem não só perdeu o Paraíso como também perdeu o seu próprio rumo. Que Paraíso é este que haveremos de reconstruir? João Batista exortava o povo a se arrepender dos pecados porque estava próximo o Reino de Deus. (Mt, 3,2). Jesus instruiu os apóstolos a pregar que estava próximo o Reino dos Céus. Essas instruções foram repetidas por outros discípulos (Mt, 10,7, 24,14,28, 19-20, Act, 1, 18)

Que Reino é este? Com certeza é um Reino possível, onde os homens serão libertos da fome, da miséria, da luxuria, da dominação por parte dos poderosos, da estupidez das guerras, do egoísmo exacerbado, da injustiça, da falta de crença no Deus único, enfim, de tudo que o leva a crer que, as contradições políticas e sociais que existem na face da terra são coisas da vontade de Deus.

Quando tudo isso acontecer podemos dizer de boca cheia pra os irmãos que estão ao nosso lado: “Feliz Natal e Próspero ano Novo”.

Ah sim, apesar dos pesares aos amigos que generosamente divulgam os meus textos, bem como os que os lêem, UM FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.

João Pessoa, 16 de Dezembro de 2011

*Economista e escritor pombalense

COLAÇÂO DE GRAU DE AGRONOMIA DA UFCG/POMBAL SERÁ NESTA SEXTA 16 DE DEZEMBRO!

Os Concluintes do Curso de Agronomia do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar (CCTA) colarão grau nesta sexta feira dia 16 de dezembro do ano em curso, em solenidade que será presidida pelo Vice-reitor Edilson Amorim. O evento acontecerá no auditório da UFCG campus de Pombal.
Dentre os formandos, Turma: “Felemon Benigno Araújo Filho” destacamos:


FRANCISCO RÔMULO FORMIGA MEDEIROS, brasileiro, solteiro, residente a Rua Vicente de Paula Leite centro de Pombal PB, nascido em 01 de novembro de 1968, filho de Rubens Bezerra de Medeiros e Francisca Formiga Medeiros (D. Odinha), uma família constituída dos irmãos: Rubinho, Roberto, Rusiel, Rubevan, Rosélia, Ronaldo e Romênia Formiga. Comerciante em Pombal Francisco Rômulo Formiga Medeiros é graduado como Engenheiro Agrônomo e recebe seu Diploma nesta seta feira dia 16 de dezembro do corrente ano.

VICENTE DE PAULA PIRES QUEIROGA, 26 anos, natural de Pombal PB, filho de Pedro Queiroga de Assis e Terezinha Pires da Silva Queiroga, sua irmã Maria do Socorro Pires Queiroga.

KLEBER FIGUEIREDO, FRANCISCO GOMES E EDVALDO TERCEIRO, também participam da turma dos concluintes, no entanto, deixaram de nos enviar seus perfis.

SOLENIDADES

Aula da Saudade – Dia 15.12.2011 às 15 horas

Descerramento da Placa às 16 horas

Plantio da Árvore às 17 horas

Missa em Ação de Graças: 16.12.2011 às 9:00 horas na Igreja Matriz do Bom Sucesso

Colação de Grau às 19 horas, Campus UFCG Pombal

Baile: Dia 16.12.2011 às 21 horas – Local Maringá Campestre Clube

Concluímos mais uma etapa de nossas vidas e comemoramos, hoje, esse momento tão especial. Momento este, repleto de expectativas, deparamos com um ambiente diferente e cheio de novidades. Aqui fizemos amigos, trocamos ideias e, acima de tudo, crescemos muitos com os momentos que vivemos. Passamos por dificuldades, perdemos familiares e amigos, sorrimos, choramos, brincamos, brigamos, perdoamos e faltamos a algumas aulas e até colamos.

Aprendemos também, a conviver com as diferenças dos colegas. Algumas pessoas desistiram da caminhada, mas, ainda assim, compõem a nossa história. Nesta jornada agradecemos a toso que contribuíram e nos incentivaram a buscar na avenida principal da vida, nossos anseios, certos de que, para quem tem coragem, a vida é pequena... Principalmente para nos conscientizarmos de a vida não é para ser ensinada, mas para ser aprendida.

A todos ao fim da jornada, abraçamos com profundo sentimento de gratidão e dedicamos-lhes nossos méritos.

Graduados em Agronomia.

O Portal Clemildo, Comunicação & Rádio, parabeniza os novos Engenheiros Agrônomos que haverão de ter o seu labor na agricultura e em suas relações entre o meio, as técnicas e a produção agrícola; felicitando-os por tão importante acontecimento.

Almejamos nossos sinceros votos de felicidades para o exercício de suas atividades, com as expectativas de que haverá desenvolvimento para nossa terra e nossa gente. Deus os abençoe!

PARABÉNS! FELIZ FESTA DE COLAÇÃO DE GRAU!

Pombal, 15/12/2011

Da Redação

O TEMPO É IMPLACÁVEL

Genival Torres Dantas
Genival Torres Dantas*


Em 03 de julho de 1822 o Príncipe Regente, Dom Pedro iniciava a formação do seu ministério com a denominação de Secretaria de Estado de Negócios da Justiça, dava-se inicio a história da formação dos ministérios, secretarias e órgãos, com status de ministério, diretamente ligados, inicialmente ao Regente e depois, com a implantação da República, ao Presidente.

A vida política brasileira registra 40 presidentes, contando com a Presidente Dilma, muitos dos ministérios não resistiram ao tempo e foram extintos ou agrupados. Muitos foram os ministros que não conseguiram chegar ao final do mandato dos seus respectivos chefes e foram exonerados antes do prazo previsto.

No inicio do primeiro governo de Getúlio Vargas, de 03/10/1930 até 29/10/1945 tínhamos uma formação ministerial constituído de 10 ministérios, 1 secretaria e 2 orgãos com status de ministério.

Hoje temos uma formação ministerial constituída de 24 ministérios, 9 secretarias e 6 orgãos com status de ministério.

Durante os primeiros 6 meses do mandato da Presidente Dilma tudo parecia um mar de calmaria, na seqüência, nunca antes visto nesse país, começa a onda de denuncismo, principalmente pela imprensa que se portou como um vigilante atento ao comportamento de alguns ministros, com levantamento de dados, apresentando números, colocando em questão a honra de alguns ministros, chegando ao limite do pedido de demissão, por parte do titular da pasta, com substituição imediata, sendo o cargo ocupado por outro indicado do mesmo partido político do ocupante anterior, exceção do Ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), único Ministro que caiu, em 04/08/11, sem nenhuma denuncia ao seu comportamento, substituído por Celso Amorim do PT.

O cronograma das exonerações, dos ministros denunciados, por pedido de demissão pelos próprios ocupantes dos respectivos cargos teve as seguintes datas: Em 07/06/11 cai Antonio Palocci (PT), Casa Civil, substituído por Gleisi Hoffmann (PT); 06/07/11, sai Alfredo Nascimento (PR), Transporte, entra Paulo Sérgio Passos (PR); 17/08/11, sai Wagner Rossi (PMDB), Agricultura, entra Mendes Ribeiro (PMDB); 14/09/11 sai Pedro Novais (PMDB), Turismo, entra gastão Vieira (PMDB); 26/10/11, sai Orlando Silva (PCdoB), Esporte, entra Aldo Ribeiro (PCdoB). Finalmente, em 04/11/11, sai Carlos Lupi (PDT), Trabalho, assume o secretário geral da Pasta, Paulo Roberto dos Santos Pinto (PDT).

A exoneração dos ministros denunciados teve um padrão curioso, primeiro havia a denúncia, depois a oposição considera o fato um escândalo, o ministro procura se defender e tinha o apoio da base aliada, as evidencias vão minando as forças do acusado e finalmente há o pedido de demissão aceito pela Presidente. A seqüência desses fatos chegou a ser enfadonho pois, parecia que a história de repetia.

Existe ainda dois ministros denunciados que devem seguir até a reforma, caso continuem no governo, que está por vim em janeiro próximo, segundo especulações, Ministro das Cidades, Mario Silvio Mendes Negromonte (PP) e Desenvolvimento, Ind e Com Exterior, Fernando Pimentel (PT).

Torcemos para que o próximo ano seja iniciado com mais tranqüilidade para nossa administração federal, pois, o tempo não perdoa nossos erros e é implacável para aqueles que persistem nas suas atitudes de cunho duvidoso e repetitivo, além disso, 2012 será um ano de eleições municipais, o povo está mais esperto que antes, a grande quantidade de informações que chegam aos mais distantes pontos do país é enorme, ainda bem.

*Pombalense, Empresário em Navegantes SC.

PROFESSOR GUIMARÃES ESTÁ MORTO, MAS NÃO ENTERRADO!

Sede da Escola do Prof. Guimarães
Por Chico Parahyba*

O amor e o rancor são antagônicos. A primeira forma de amor recebemos dos nossos pais e este sentimento levamos por toda nossa vida biológica. A frase mágica que ninguém jamais esquece, “eu te amo” é a primeira forma que usamos para expressar este sentimento. Ouvimos, pela primeira vez, esta expressão vinda da boca dos nossos pais. Daí em diante, passamos toda a nossa vida biológica repetindo-a. Seja para nossas namoradas ou namorados, filhos, netos, etc, e etc.

O rancor é um ressentimento, um ódio profundo e reservado, uma grande aversão algo que nos fez sofrer. Mas nem tudo que nos fez sofrer nos levará a desenvolver um sentimento de rancor. O rancor é uma enfermidade e, como enfermidade, tem que ser tratada por um experto em ciências da mente (psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, etc.). Tem cura!

Este dois parágrafos, acima, são necessários para que eu possa responder ao artigo do meu amigo de infância Eronildo Barbosa da Silva (Quinildo). Quinildo é graduado em Historia e Doutor em Educação. Atualmente é professor da Universidade Federal do Matogrosso. Foi um militante do PC do B, MR-8 e chegou aliar-se com Quércia, o que mostra que ele é uma pessoa bastante versátil. Ele escreveu um artigo para demonstrar todo o seu rancor pelo Professor Guimarães. Ao ponto de acusar o mestre de ser pedófilo.

Eu tive parentes e amigos que foram alunos do Mestre Guimarães. Cadarço (meu irmão), Cabral (primo-irmão), Chico Belo (primo), Sousa de Maroquina (meu amigo Adilson Ribeiro), Zé Tavares (meu amigo Boquinha), entre outros, passaram pela sede operaria. Todos tem lembranças boas e ruins do sistema educacional desenvolvido pelo Professor Guimarães. Este sistema era próprio daquela época. Com Tabuada, Ditado e leitura, por exemplo, eram obrigatórias. O castigo com palmatória, ficar de joelhos por um determinado tempo, etc., eram “Naturais”. Dona Marinheira, Dona Mirinha, Dona Licor (mulher de Hildo César - Careca) promoviam, culturalmente, um sistema educacional semelhante.

Este sistema pode ser criticado da perspectiva do tempo atual? Qualquer critica deve ser desenvolvida tomando em conta o tempo social onde se deu a ação. O tempo, desde a época de Santo Agostinho, é ação, no passado, presente e futuro. Por sua vez, a ação que ocorreu no passado é registrado em nossa mente como lembrança. Como o futuro é formado de elementos ainda não existentes, ele esta encaixado no nosso cérebro como esperança. Mas qualquer ação tomada no presente modificará o futuro. O tempo, por ser ação, só existe de forma concreta no presente.

A acusação de Quinildo faz parte, no presente, de conjunto de lembranças que fez ele sofrer no passado e – novamente, no presente -- carregar rancor no seu coração. E nada melhor do que uma vingança. Acusar seu mestre, que está morto, de pedófilo. Colocá-lo no banco dos réus! A estratégica é a mesma do grande inquisidor de Aragão, o Dominicano Nicolau Emérito (1320-1399) -- autor do “Directorium Inquisitorium” , o Manual dos Inquisidores. A inquisição julgava ate os mortos, para enterrar para sempre ate as almas. Aos vivos, os princípios, que regiam os julgamentos, era dois. Partiam-se do principio de que o réu, se fora inocente, não precisava de Rábula (defensor publico naquela época), porque era inocente. Se fora culpado, o principio era o mesmo. Não precisava, do ponto de vista do manual, de um defensor publico, por ser culpado. Portanto, a vida está nas mãos do inquisidor. O resto agente sabe: queimado vivo na fogueira.

O réu esta morto. Não pode se defender. Portanto, ele é culpado e deve ser enterrado para sempre, segundo o Inquisidor Quinildo. Mas, meu caro, Professor Guimarães está morto, mas não será enterrado. Ele foi um mestre, um educador. Agora, eu e você, somos doutores e lecionamos em Universidades. Eu fui alfabetizado por Dona Mirinha e você passou pelas mãos de Professor Guimarães, para neste presente desempenharmos uma ação civilizacional como mestres. Ser mestre, no meu entender, é agir e pensar o mundo para transformá-lo. Não para defender o status quo. É, também, ser solidário, criar discípulos e, principalmente, ser tolerante e não despertar rancor.

Finalizando este artigo, me despeço enviando, das terras geladas do Canadá um forte abraço para o conterrâneo e, ao mesmo tempo, pedindo-lhe uma resposta para esta questão filosófica. Quem tinha relações sexuais com Chico Geraldo, Catita, Reginaldo e Manoel Plástico não era homossexual (aquele tem atração sexual por pessoas do mesmo sexo)? Só você pode responder esta pergunta!

Edmonton, AB, Canadá, 10 de dezembro de 2011.

*Francisco Romualdo de Sousa Filho,
vulgo: Chico Parahyba, Grandalhão, Magrão e Nenen.
Professor Titular de Antropologia Social na Universidade Grant MacEwan, Canadá.

O PRIMOGÊNITO

Onaldo Queiroga
Onaldo Queiroga


O tempo voa. Tenho três filhos, todos frutos do ventre, do amor e da vida. Filhos meus e de Márcia e o amor não os diferencia. Para eles, meu suor, meu viver, meu sangue, minha vida. Mas, hoje volto-me ao primogênito. Fiz uma viagem ao passado. No meu pensamento, parecia que era ontem, e voltei ao dia 10/05/1988, data do nascimento de Onaldo Rocha de Queiroga Filho, menino bonito, alegre, saudável, prestativo, traquino e querido por toda a família. Seus padrinhos de batismo são Luciano Maia e Débora Julinda.


Onaldo Filho com os avós paternos

De criança se fez adolescente, mas continuou com todos os predicados. Hoje, adulto, bacharel em Direito, vejo-o como um guerreiro, um menino/homem que luta com o objetivo de se tornar advogado, de vencer na vida e de constituir uma família. No jardim de sua vida, Deus colocou uma flor chamada Amanda. Menina educada, estudiosa, atenciosa, prendada, carinhosa, e que, apesar da pouca idade, demonstra ser uma pessoa madura. Um tesouro que veio ao mundo fruto do amor de Roberto Cavalcanti e Paula Borba.

A vida é feita de sonhos, e jovens sonham mais do que qualquer outro ser neste mundo. Devem sonhar. Sonhar é preciso, é combustível intrínseco da própria existência humana. O que era ontem uma paquera, transformou-se com o tempo em namoro, depois em noivado e hoje aflora no sonho do tão esperado casamento. A vida é assim. Cada dia vencemos uma etapa, numa demonstração de que temos que ter paciência e sabedoria divina.
Hoje, sobem ao Altar da Igreja Nossa Senhora das Neves, trocam alianças, espalham no nosso âmago o sentimento da felicidade. Presenciar esse amor nos faz renovar a esperança num mundo melhor, pois, infelizmente, nos dias atuais, impera a banalização da amizade, da gratidão, da honestidade, da sinceridade, da dignidade, do amor e da própria instituição família.

A vida a dois impõe amor, amizade, renúncia, compreensão e prazer. Não devemos esquecer de que, para sermos felizes, é preciso também praticarmos a solidariedade, a doação e termos fé para, então, superarmos as incompreensões e percalços que surgem nas nossas vidas. A família está acima de tudo: do ouro, da prata e da mirra. Esses tesouros podem ser usados para homenagear um bem maior: A família. Foi assim que os magos, guiados pela grande estrela, puseram as suas honrarias aos pés de nosso Senhor Jesus Cristo. Porém, o Enviado não estava só; ao seu lado, estavam seu pai, José, e a mãe, Maria. Era a sagrada família.

Onaldo e Amanda, não esqueçam: “o amor não se define, sente-se” (Sêneca). Sejam felizes.
Onaldo e Amanda

A VITRINE DO TEMPO!

Clemildo Brunet
CLEMILDO BRUNET*

Estamos à deriva da vitrine do tempo e não tem jeito, expostos para que todos possam ver. O tempo é implacável e todos nós pensamos de maneira diferente em relação a essa sucessão de dias, meses e anos. Isso é decorrente de fatores que envolvem nossa existência terrena. Cada ser humano pensa e vive a seu modo. O que a vitrine do tempo faz é revelar logo de imediato ou a médio ou longo prazo, quais são as consistências que determinam esses fatores envolventes, cercando-nos de tal maneira cheios de mistérios.

Na vitrine do tempo em determinados momentos você não pode fazer a sua vontade, (bem que gostaríamos que assim fosse); no entanto, você pode moldar ou adaptar-se as circunstâncias numa tentativa quase inútil para pelos menos adiar um pouco seu intento, embora, seja necessário sofrer um desgaste por ter ido de encontro contra a lei natural das coisas. Se não realiza hoje o que você quer, não se estresse, poderá ficar para manhã. Quem sabe?

A vitrine do tempo com sua vidraça frágil e transparente desnudam diariamente imagens que são agradáveis aos nossos olhos e nos sensibilizam, não sendo por menos também se ver imagens que ferem e desagradam nosso sentido e visão. Diz-se por aí, cada um sabe de si. Todavia, às vezes somos ávidos em saber mais da vida dos outros, esquecendo-se da nossa.

Esta semana fui vítima da vitrine do tempo, alguém (raquiano salafrário) de modo inescrupuloso usou de má fé, rastreando minha senha na rede social do “ORKUT”, fraudou minha identidade enviando para meus contatos vídeos pornográficos, suspostamente como se tivesse sido encaminhado por mim. Ora, logo eu, que há muito tempo não tenho utilizado aquela rede para mandar recados, exceto em caso de mensagens de felicitações aos meus amigos nas suas datas natalícias?

Sempre encarei com seriedade o serviço público de comunicação desde as antigas difusoras e as rádios nas quais trabalhei por cerca de quarenta e poucos anos de atividade profissional e veja só, que após minha aposentadoria já são quatro anos que me utilizo da web.
Infelizmente a nossa internet, (rede mundial de computadores) – instrumento tecnológico desse momento pós-moderno, que tanto benefício tem trazido aos seus usuários com as informações precisas, atuais e interativas, ainda é vulnerável e não nos deixa imune das ações maléficas daqueles se utilizam de um computador, somente para fazer mal ao próximo. Ficamos indefesos! O único recurso que dispomos é deixar a todos de sobreaviso, dando um click a cada página dos Scraps de nossos contatos, apagando a nojeira e ao mesmo tempo certificando-os o que está acontecendo.

Felizmente a vitrine do tempo tem também o seu lado bom e não me deixa mentir. Tenho recebido apoio dos amigos informando que mesmo antes de chegar qualquer advertência de minha parte, já manifestavam suas confianças de que não havia sido eu, que enviara vídeos tão repugnantes.

Entenderam que, o que estava acontecendo era obra nefasta de alguém que não tem o que fazer na vida. Uma mente reprovável, endiabrada, astuciosa e desocupada a disposição do maligno, para distribuir vírus pela internet com o objetivo de manchar a integridade ética e moral de outrem. (Mas, o tiro saiu pela culatra).

Para tirar a prova, confiado no antivírus que disponho no meu CPU e certo de que se houvesse algum dano material eu teria a solução do problema pelo técnico de informática Lindomar Félix, (meu amigo), cliquei tentando abri, no entanto, o antivírus detectou imediatamente a contaminação e minha máquina foi salva incólume.

Pombal, 08/12/2011

*RADIALISTA, BLOGUEIRO E COLUNISTA

O RIO QUE LEVA, TRAZ

Onaldo R. Queiroga
Onaldo Rocha de Queiroga*

Já dizia Santa Tereza D´ávila que “ter coragem diante de qualquer coisa, essa é a base de tudo.”

O homem nunca deve ter medo de enfrentar as dificuldades e as intempéries postas em no seu caminho. Medo só dos castigos de Deus. Há um dito popular que sabiamente compara nossas vidas, nosso viver com a vida de um rio, ou seja, como ele, nascemos e partimos em busca de um ideal, de um sonho. O rio almeja alcançar o oceano e ao abraçá-lo com suas águas tornar-se o próprio oceano. Já o homem busca sempre o caminho à felicidade e para alcançá-la tem, como o rio, um longo trajeto.

Como o rio, é necessário percorrer trechos planos de fácil correnteza e caminhar, mas também transpor outros trechos de erosões, assoreamentos, pedras e desvios fatais. Contudo, é preciso ter coragem e fé para suplantar os percalços das trilhas. E é nos momentos difíceis que temos que ter principalmente a fé conosco, para com ela exercitarmos a coragem de enfrentar e transpor os obstáculos muitas vezes colocados em nossos caminhos pelo destino até mesmo como forma de provação e, por isso, é sempre bom lembrar o que nos ensinava Mahatma Gandhi : “de nada vale ter a fé que só consegue florescer em tempo bom. A fé, para ter algum valor, deve sobreviver à mais severa das provas.”

Outro aspecto importante na hora de se transpor barreiras é sempre busca na paciência o conselho preciso para agir. O livro sagrado – o Alcorão traz como ensinamento que Alá está com aqueles que suportam com paciência.

Assim, como o rio temos que ter paciência e coragem para vencer os obstáculos, pois quem tem uma razão para viver pode suportar todas os contratempos lançados em seu caminho, todavia, desde de que traga consigo o poder sagrado do perdão, sim aquele perdão que na visão de Dag Hammarsdjold constitui “a resposta ao sonho infantil para que, por milagre, o que está quebrado volte a estar inteiro e o que está sujo volte a estar limpo.”

Como dito no início, o rio tem como ideal maior chegar ao oceano e o que se percebe é que mesmo depois de transpor todos os percalços, o rio ao vislumbrar a imensidão das águas oceânicas, ele se inquieta, pois bate-lhe o medo, no entanto, lucidamente entrega-se ao oceano, pois conscientemente percebe que passará a integrar o próprio oceano.

O homem por sua vez busca o sonho da felicidade, e como rio após vencer todas as intempéries consegue muitas vezes ficar cara a cara com a mesma, batendo-lhe o medo, porém, não pode quedar-se, mas sim, abraçá-la e fazer com que ela integre a essência da sua alma.

Se a humanidade praticasse o pensamento de Tomás Kempis, que afirmara no Século XV, que “primeiro, fique em paz, e assim será capaz de levar a paz aos outros”, certamente o mundo não vivia numa efervescência de guerras. Ademais, “se pudéssemos ler a história secreta de nossos inimigos, acharíamos na vida de cada um deles tristezas e sofrimentos suficientes para apaziguar qualquer tipo de hostilidade.” (Henry Wsdswonth).

*Pombalense, Juiz de Direito da 5ª Vara Cível da Capital do Estado.